Governo prepara reação a decisão de Mendonça
Jeniffer Gularte
O Globo
O ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, avisou a interlocutores que irá recorrer da decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastou o delegado-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de suas funções. Ele vai argumentar que, ao determinar a medida monocraticamente, o magistrado violou competência privativa da Presidência da República.
Segundo Mendonça, a medida é necessária para que os integrantes da Corte, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e os servidores da Polícia Federal “exerçam suas atribuições sem constrangimentos ilegais”. O ministro afirma que há mais de 30 dias tem sido monitorado pela Polícia Federal. A decisão foi antecipada pela colunista do O Globo Malu Gaspar.
APURAÇÃO – A decisão que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues da chefia da Polícia Federal determina ainda que a Corregedoria da corporação apure a conduta do diretor-geral: “À Polícia Federal, por meio da sua Corregedoria, que promova a abertura de procedimentos investigatórios de natureza penal e administrativo-disciplinar voltados à apuração dos graves fatos identificados, devendo submeter a este relator as medidas que considerar necessárias no curso das apurações”, diz a decisão.
De acordo com Mendonça, o afastamento de Andrei Rodrigues é uma medida necessária para que os integrantes da Corte, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e os servidores da Polícia Federal “exerçam suas atribuições sem constrangimentos ilegais”. O ministro do STF também determinou o afastamento do delegado Leandro Almada do cargo de diretor de inteligência policial da Polícia Federal.