Usando o inquérito das Fake News, Alexandre de Moraes pede a Fachin que abra ação contra André Mendonça por três crimes
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No documento, Moraes enumera três suspeitas contra Mendonça: usurpação da direção das investigações, condução irregular de tratativas de delação premiada e direcionamento de investigação contra o próprio magistrado.
A decisão também inclui um pedido ao presidente da Corte, Edson Fachin, para que seja aberta uma ação formal contra Mendonça. Segundo apuração do âncora Gustavo Uribe, o movimento representa um contra-ataque de uma ala do tribunal que viu irregularidades na condução de Mendonça ao apresentar relatório sobre o caso Master, cujas investigações trouxeram indícios envolvendo Moraes, o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e outras autoridades ligadas ao magistrado.
Crimes tipificados e disputa interna na Corte
O analista Caio Junqueira destacou que a decisão de Moraes foi tomada dentro do próprio inquérito das Fake News, criado em 2019 e considerado controverso por amplos setores do universo jurídico.
"O ministro Alexandre usa o inquérito controverso utilizado pelo Supremo para se defender de críticas, apontando e colocando o ministro André Mendonça como um desses críticos pela gestão que ele fez e faz da investigação do caso Master", analisou Junqueira.