quarta-feira, setembro 02, 2026

Piada do Ano! Ministros do STF dizem que “objetivo” de Mendonça seria atingir Lula

Publicado em 2 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet

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Charge do Thiago Lucas (Jornal do Commercio)

Mônica Bergamo
Folha

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) fizeram duras análises sobre a atuação de André Mendonça na obtenção e divulgação de mensagens constrangedoras para Alexandre de Moraes. Nesta terça (1), o magistrado levantou o sigilo de um relatório da PF (Polícia Federal) que mostra uma troca de mensagens intensa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com Moraes.

Entre outras coisas, as mensagens sugerem que os dois se encontraram antes de o ex-banqueiro ser preso e que mantinham uma agenda de reuniões frequentes.

APOIO A VORCARO – Nesses encontros, Moraes se comprometeria até mesmo em dar “um aperto” em autoridades para favorecer o Banco Master, que contratou o escritório da mulher dele, Viviane Barci de Moraes, por R$ 131,2 milhões para um trabalho de compliance.

Na avaliação de colegas de ambos, Mendonça está certo ao não encobrir eventuais irregularidades de Moraes. O método que ele usou para obter as mensagens, o momento em que decidiu avançar contra o colega e a divulgação das informações, no entanto, são “altamente questionáveis”, na opinião de um ministro ouvido pela coluna.

“Todos aqui tocam investigações, e há sempre um respeito por rito e forma, que ele não seguiu nesse caso”, diz.

FLÁVIO BENEFICIADO – Para esse mesmo magistrado, é “óbvio” que o resultado da avalanche de reportagens feitas sobre o caso beneficia o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputa a eleição presidencial. O filho de Jair Bolsonaro já afirmou em nota que Moraes deveria renunciar ao cargo.

O momento, portanto, seria o pior possível, e não haveria justificativa para que Mendonça tomasse a iniciativa agora. “O STF, que já estava dentro do cenário eleitoral enfrentando certa má vontade da população, entra no furacão de vez”, afirma um ministro.

“Ele riscou o palito de fósforo dentro do tanque de combustível. Abriu as portas do Supremo para o inferno, e ninguém sabe as consequências disso”, segue o magistrado, referindo-se à possibilidade de um possível impeachment futuro de mais de um integrante do STF.

TODO-PODEROSO – O mesmo magistrado diz acreditar que, em caso de vitória de Flávio Bolsonaro, Mendonça se tornaria uma das pessoas mais poderosas do Brasil, por quem passariam as indicações de pelo menos três futuros ministros do STF, para vagas que serão abertas no próximo governo pela aposentadoria de alguns de seus integrantes.

O método usado por Mendonça também é criticado. Pela jurisprudência do STF, um ministro do Supremo só poderia ser investigado depois de um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República).

A petição de Mendonça em que pede à Polícia Federal um relatório sobre as mensagens de Vorcaro a Moraes, no entanto, foi feita de ofício, ou seja, por ele mesmo.

INVESTIGAÇÃO – Um dos magistrados ouvidos pela coluna afirma também que o relatório gerado a pedido de Mendonça é já uma investigação, feita, portanto, sem o necessário pedido da Procuradoria. E seria um ato nulo.

Uma outra questão é o vazamento das mensagens. Antes mesmo do levantamento do sigilo, órgãos de imprensa tiveram acesso a elas.

Na sequência, Mendonça permitiu o acesso a todo e qualquer cidadão. “É correto um juiz vazar as coisas para atingir um investigado? Ainda mais sendo um colega?”, questiona um segundo ministro da Corte.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como se vê, a corrupção e a impunidade no Brasil tornaram-se tão fortes e entrelaçadas que até surge quem defenda um ministro venal como Alexandre de Morais, que vendeu “proteção” a um criminoso como Daniel Vorcaro e cobrou R$ 131,2 milhões, que é o verdadeiro valor do contrato feito em nome da mulher. Seguindo neste viés de Piada do Ano, logo aparecerá quem peça o impeachment de Mendonça, por estar metendo o bico onde não deve. (C.N.)


NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
DEDEMONTALVÃO:

SEM MEIAS VERDADES OU SIGILOS DE CONVENIÊNCIA: A 'Lama do Banco Master' Exige Transparência Total e Punição Exemplar


Por José Montalvão


O escândalo conhecido como a "lama do Banco Master", cujas ramificações já se alastram pelos bastidores do poder em toda a República, coloca mais uma vez a credibilidade das nossas instituições à prova. Diante de revelações graves e do vazamento sistemático de informações que expõem figuras de destaque da cena política e jurídica nacional, não há espaço para manobras corporativistas ou "transparência seletiva".

Em meu modesto entender de cidadão e analista da gestão pública, se o objetivo do Poder Judiciário é de fato apurar os fatos com independência, isenção e rigor técnico, a regra deve ser límpida: quem for podre que se quebre! E a única forma de garantir que a justiça seja feita — a bem da moralidade e da lei — é a derrubada imediata e integral do sigilo sobre todo o processo.

A Imoralidade da Transparência Seletiva

Retirar o sigilo de apenas algumas etapas do processo, ou divulgar trechos fracionados de investigações ao bel-prazer de conveniências políticas, é uma prática imoral. A seleção do que se torna público e do que permanece sob o manto do segredo cria narrativas encomendadas, protege a quem interessa ao poder de turno e expõe apenas os desafetos da ocasião.

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem o dever constitucional de assegurar a publicidade dos atos processuais, que é a regra da nossa Carta Magna, mantendo o segredo apenas no que for estritamente imprescindível para a colheita de provas. Tornar os autos públicos de ponta a ponta é a maior garantia de que a sociedade brasileira poderá fiscalizar os passos da Justiça e impedir que o processo seja manipulado.

Punição aos Desvios de Rito: Evitar um Novo Fantasma da Lava Jato

O Brasil não pode e não deve cometer novamente os mesmos erros do passado recente. O país ainda paga o preço institucional de investigações que atropelaram o devido processo legal, violaram garantias constitucionais e migraram da apuração técnica para a política partidária e a busca por holofotes — como vimos no ápice da Operação Lava Jato.

Para evitar que a apuração sobre o Banco Master se transforme em mais uma engrenagem de perseguição ou palanque político:

  • O Rito Processual É Sagrado: Qualquer autoridade, seja magistrado, procurador ou investigador, que se desviar do devido processo legal deve ser sumariamente investigada e punida na forma da lei;

  • Combate Abusos: Investigar crimes financeiros e corrupção exige rigor, mas dentro dos limites estritos das garantias constitucionais. O combate à ilicitude não pode ser feito cometendo outras ilicitudes.

O "Vaza Mendonça" e a Necessidade de Investigação de Cúpula

A gravidade do momento se aprofunda com as denúncias trazidas pela reportagem do jornalista Paulo Motoryn, publicada no portal ICL Notícias em 2 de setembro de 2026. A matéria traz à tona o chamado "Vaza Mendonça", citando mensagens e áudios apresentados pela defesa do empresário Daniel Vorcaro que supostamente revelam um encontro secreto com o ministro do STF, André Mendonça.

Independentemente de quem sejam os envolvidos — sejam banqueiros, advogados ou ministros de Cortes Superiores —, as alegações de diálogos heterodoxos fora dos autos do processo precisam ser periciadas e apuradas com absoluta imparcialidade. Ninguém está acima da lei no Estado Democrático de Direito.

Conclusão: Luz do Sol para Limpar a República

Como ensinava a sabedoria jurídica clássica, a luz do sol é o melhor dos desinfetantes. O povo brasileiro está cansado de escândalos varridos para debaixo do tapete ou de investigações moldadas ao gosto de conveniências partidárias.

Se as instâncias superiores do Judiciário desejam restaurar a confiança da população na Justiça, o caminho é um só: abrir mão de sigilos seletivos, apurar até as últimas consequências todas as denúncias e punir com o rigor da lei todos os culpados, doa a quem doer!

José Montalvão

Funcionário Federal Aposentado, Graduado e Pós-Graduado em Gestão Pública, Pós-Graduado em Jornalismo. Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI - Registro C-002025).

Blog de Dede Montalvão: Defendendo a transparência irrestrita, cobrando a aplicação do devido processo legal e exigindo respeito à moralidade pública no Brasil!

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