
Lula e empresários discutem fiscal, juro e Trump
Sérgio Roxo
O Globo
O jantar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com empresários e banqueiros na noite desta segunda-feira no Palácio da Alvorada teve como um dos temas principais o diagnóstico de que o patamar atual da taxa de juros prejudica a economia do país.
O encontro foi organizado pelo presidente do PT e coordenador da campanha de Lula, Edinho Silva, e pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e reuniu 16 convidados, com a presença de representantes do mercado financeiro, do setor industrial, de transportes, do agronegócio e da área de saúde.
LADO DO GOVERNO – Do lado do governo, participaram, além de Lula e Durigan, o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Bruno Moretti (Planejamento) e Márcio Elias Rosa (Indústria e Comércio), e os os presidentes de bancos públicos Aloizio Mercadante, do BNDES; Tarciana Medeiras, do Banco do Brasil; e Carlos Vieira, da Caixa Econômica Federal.
O jantar começou por volta das 20h e se estendeu até 22h40. O presidente fez uma fala de boas vindas e em seguida passou a palavras aos empresários. Na sequência, falaram os ministros e, ao fim, Lula fez o encerramento. Todos ficaram sentados à mesma mesa.
QUEIXA SOBRE OS JUROS – De acordo com um integrante do governo, o ponto em comum foi a queixa sobre os juros. O diagnóstico dominante no mercado financeiro é que a taxa Selic, atualmente em 14% ao ano, é alta porque o governo não controla os gastos públicos.
Temas como o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos produtos brasileiros, e o fim da escala 6 x 1, que preocupa os empresários e pode ser votado nesta semana no Senado, foram tratados de forma lateral, ainda segundo esse membro do governo.
RESPONSABILIDADE FISCAL – Em sua fala final, Lula repetiu o discurso de que tem responsabilidade fiscal à frente do país. Mas disse que a responsabilidade fiscal deve ser conjugada com a responsabilidade social. O presidente ainda destacou o programa Nova Indústria Brasil, que visa promover a reindustrialização do Brasil.
No cardápio, foi servido lombo de robalo com ervas e carré de cordeiro com crosta de ervas e mostarda. De entrada, havia ravioli de lagosta com bisque de camarão. Para acompanhar, vinho. Na sobremesa, foi oferecido suflê de chocolate com sorvete de baunilha e pannacotta de baunilha com compota de frutas amarelas.