quinta-feira, setembro 10, 2026

CGU apontou R$ 2,5 milhões em emendas de Zambelli e Ramagem para produtora de 'Dark Horse'

 

CGU apontou R$ 2,5 milhões em emendas de Zambelli e Ramagem para produtora de 'Dark Horse'

Por Gabriela Echenique e Mateus Vargas, Folhapress

10/09/2026 às 17:13

Foto: Reprodução/Arquivo

Imagem de CGU apontou R$ 2,5 milhões em emendas de Zambelli e Ramagem para produtora de 'Dark Horse'

Jim Caviezel em cena do trailer de 'Dark Horse', filme sobre Jair Bolsonaro

Em relatório enviado ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino em julho, a CGU (Controladoria-Geral da União) apontou seis repasses de emendas de cinco deputados federais às entidades ligadas à produtora do filme "Dark Horse".

A auditoria embasou a investigação feita pela PF (Polícia Federal) que culminou na operação deflagrada nesta quinta-feira (10).

(PL-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP) teriam transferido emendas Pix à Academia Nacional de Cultura (ANC), presidida por Karina Gama, dona da produtora Go Up, responsável pela produção do filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em auditoria feita em julho a pedido de Dino, a CGU apontou repasses de R$ 3,6 milhões de quatro deputados à ANC. Os valores iriam bancar dois projetos: a série "Heróis Nacionais – Filhos do Brasil que não se rende" e o espetáculo musical "Amor Ainda É Tudo".

Desse total, R$ 2 milhões foram repassados por Zambelli. Ramagem pagou R$ 500 mil. O restante foi desembolsado pelos deputados Marcos Pollon (PL-MS) e Bia Kicis (PL-DF).

O relatório mostra, no entanto, que as transferências foram para o governo de São Paulo, mas que a parceria com a ANC não foi concluída porque não houve elementos necessários para contratação direta da entidade.

Além dessas, a CGU e a PF também identificaram repasses de R$ 2 milhões em emendas do deputado Mário Frias (PL-SP) para outra entidade presidida por Karina Gama. Ele foi alvo da operação desta quinta.

Na avaliação da CGU, os planos de trabalho apresentados pelas entidades não foram "suficientemente elaborados e as análises concedentes não demonstraram o saneamento das lacunas antes da celebração".

Em um relatório de agosto, o governo de SP alegou "impedimentos técnico-jurídicos" para a execução das metas e optou por não prosseguir com os projetos.

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