Publicado em 8 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet
Cúpula da PF receberam afastamento com “indignação”
Bela Megale
O Globo
“Indignação e revolta”. São essas as palavras usadas por integrantes da Polícia Federal para descrever o clima na cúpula do órgão e de Andrei Rodrigues após seu afastamento do comando da corporação. A medida foi imposta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça , como revelou a colunista Malu Gaspar.
Diante do cenário, parte dos 27 superintendentes regionais da PF passou a defender a entrega de cargos para mostrar apoio a Rodrigues. A ideia do movimento é deixar evidente a reprovação à conduta de Mendonça, vista como uma ingerência direta no órgão. A decisão, no entanto, está em debate e ainda não foi tomada pela Polícia Federal.
MONITORAMENTO – O ministro André Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues, chefe da PF, sob o argumento de que teria sido alvo de um “monitoramento sistemático” e ilegal realizado pela área de inteligência do órgão por mais de um mês.
O magistrado listou seis relatórios produzidos entre os dias 3 e 31 de agosto, com análises sobre sua atuação e sobre sua relação com o advogado-geral da União, Jorge Messias. Mendonça determinou o afastamento de Rodrigues em decisão tomada a partir de pedido do partido Novo.