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terça-feira, agosto 18, 2026

 

Morre Glória Menezes, uma das grandes atrizes do teatro e da televisão, aos 91 anos

Estrela conquistou o público, formando casal modelo com Tarcísio Meira nas novelas da Globo

Por Gustavo Fioratti/Folhapress

18/08/2026 às 17:15

Foto: Fábio Rocha/Divulgação TV Globo/Arquivo

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A atriz Glória Menezes

Morreu, nesta terça-feira (18), Glória Menezes, aos 91 anos, uma das grandes atrizes do Brasil, que marcou os palcos, o cinema e a televisão brasileira em mais de 60 anos de carreira. Ela morreu em sua casa, no Rio de Janeiro, segundo a família.

Não foi apenas com mocinhas e vilãs de 40 títulos televisivos, entre novelas e seriados, que a artista montou a extensa galeria de personagens que fez dela um dos rostos mais conhecidos do país.

A televisão foi um porto mais frequente. Mas houve também, em sua trajetória, dedicações pontuais ao teatro e pelo menos um grande papel no cinema, a sofrida Rosa, do filme "O Pagador de Promessas", de 1962, de Anselmo Duarte.

Nascida na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, em 1934, Nilcedes Soares Guimarães dedicou sua juventude a estudar piano. Nos anos 1950, matriculou-se na Escola de Artes Dramáticas, mas abandonou o curso um ano antes de concluí-lo, em 1959.

Iniciou sua carreira fazendo teleteatro na TV Tupi e, em 1959 ainda, atuou em "Um Lugar ao Sol", sua primeira participação em novela, na TV Excelsior.

Um ano depois, já com o nome artístico Glória Menezes, estreou em uma montagem assinada por Antunes Filho, um dos diretores mais importantes do país, para a peça "As Feiticeiras de Salém", de Arthur Miller.

Mas foi com "O Pagador de Promessas", peça de Dias Gomes filmada por Anselmo Duarte, que ela de fato se tornou atriz célebre, pronta para deslanchar. O longa, que trazia Leonardo Villar no papel central, venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes e foi indicado como melhor filme estrangeiro ao Oscar.

Não demorou para que, em 1963, Menezes ganhasse papel central em uma novela, em "2-5499 Ocupado". Interpretava uma presidiária, par romântico com Tarcísio Meira, de quem se tornou mulher em outubro daquele mesmo ano. Foram 59 anos de casamento —o ator morreria em 2021, aos 85 anos, vítima da Covid-19.

Juntos, eles tiveram um filho em 1964, Tarcísio Filho, que também se tornou ator. Tarcísio foi o único filho de Meira e também o terceiro de Menezes. Ela é mãe de Maria Amélia e João Paulo, nascidos em um casamento anterior.

Glória e Tarcísio conquistaram o público como casal modelo e eternos parceiros de cena em novelas da Globo. Passaram a contracenar juntos não só na TV, mas também no teatro. Em 1976, por exemplo, subiram ao palco com a comédia "Tudo Bem no Ano Que Vem", de Bernard Slade, direção de Flávio Rangel.

Na Rede Globo, juntos, fizeram "Sangue e Areia", exibida de 1967 e 1968, "Rosa Rebelde", de 1969, "Espelho Mágico", de 1977, "Guerra dos Sexos", de 1983, a série "Tarcísio & Glória", de 1988, "Páginas da Vida", de 2006, e "A Favorita", de 2008, entre outras novelas.

Também estiveram lado a lado em "Irmãos Coragem", de 1970, de Janete Clair. Na novela, um dos maiores sucessos de audiência da TV Globo, Glória Menezes assumiu o papel da jovem Lara, que tinha três personalidades diferentes. Em 1984, ela também estrelou um sucesso de Gilberto Braga, a novela "Corpo a Corpo".

Em dois momentos de destaque na carreira de Glória Menezes, Tarcísio Meira não estava no mesmo elenco. Em "Brega & Chique", de 1987, a atriz fez uma dona de casa pobre que ganhava uma herança milionária. E em "Rainha da Sucata", de 1990, fez a vilã Laurinha Figueroa, personagem falida que mantinha a pose. É antológica a cena em que Laurinha se suicida, jogando-se do alto de um prédio na avenida Paulista.

A atriz também valorizou em sua trajetória o tipo de personagem que exige do intérprete alguma transformação física. Em dois de seus trabalhos, teve de raspar a cabeça: na novela "Jóia Rara", encarnou uma monja tibetana; e na peça "Jornada de um Poema", de 2000, com direção de Diogo Vilela, interpretou uma professora que desenvolve um câncer e fala no palco sobre a doença.

Em 2013, voltou a atuar no teatro, com a comédia "Ensina-Me a Viver". Dirigida por João Falcão, a peça de Colin Higgins era centrada em uma relação de amizade entre uma octogenária e um jovem obcecado com a morte. Em 2006, ausente do cinema por cerca de 20 anos, Glória Menezes também teve participação no longa "Se Eu Fosse Você...", comédia popular dirigida por Daniel Filho.

Um dos seus últimos personagens foi na novela "Totalmente Demais", de Rosane Svartman e Paulo Halm, exibida de 2015 a 2016. Trata-se de Stelinha, socialite ricaça, mãe de Arthur, papel de Fabio Assunção, que chega para transformar Eliza, Marina Ruy Barbosa, em uma estrela.

Depois, faria apenas pequenas participações, em atrações como "Tá no Ar: a TV na TV", "Os Casais que Amamos", além de ter sido o centro de um programa Tributo, no ano passado.

Politica Livre

Emenda Pix de Ricardo Maia beneficia posto do cunhado do parlamentar

 

Emenda Pix de Ricardo Maia beneficia posto do cunhado do parlamentar

Por Política Livre

18/08/2026 às 12:10

Atualizado em 18/08/2026 às 12:12

Foto: Bruno Spada /Câmara dos Deputados/Arquivo

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O deputado federal Ricardo Maia (MDB)

Uma emenda Pix do deputado federal baiano Ricardo Maia (MDB) beneficiou o posto de combustíveis do cunhado dele. A emenda de R$ 396 mil saiu dos cofres da União, passou pelo caixa da Prefeitura de Ribeira do Pombal, cidade em que o parlamentar já foi prefeito, e, por fim, foi usada para pagar a empresa do parente. As informações foram divulgadas pelo jornalista Tássio Lorran, do portal Metrópoles. 

O Posto Canabrava pertence a Antonio Wendell Pereira de Souza, casado com a irmã de Ricardo Maia. Além de aliado, o empresário é pai de João Vitor Maia (MDB), eleito vereador de Ribeira do Pombal em 2024 com apoio do deputado.

Procurado pela coluna do portal Metrópoles, o gabinete de Ricardo Maia afirmou que não houve indicação, interferência ou participação do deputado na escolha do fornecedor. A Prefeitura, por sua vez, afirmou que o fornecimento decorre de procedimento licitatório regularmente realizado. 

Conforme documentos de prestação de contas, a gestão municipal usou a emenda de R$ 396 mil unicamente para adquirir combustíveis no Posto Canabrava, localizado em Ribeira do Pombal. O insumo, segundo documentos, foi destinado ao abastecimento de máquinas pesadas que dão apoio na manutenção de estradas vicinais.

A emenda ao Orçamento da União foi paga pelo Executivo ao município no final do ano passado, na modalidade de transferências especiais. O mecanismo, popularmente conhecido como emenda Pix, se popularizou pela menor burocracia no repasse do dinheiro.

Ribeira do Pombal é atualmente chefiada por Eriksson Santos Silva (MDB), correligionário e aliado de Ricardo Maia. A esposa do deputado Ricardo Maia, Lakcelma Costa da Silva, ocupa cargo de secretária municipal da Saúde.

Flávio estreia nas ruas com público menor e PL já revê estratégia de campanha

Publicado em 18 de agosto de 2026 por Tribuna da Internet

Estreia esvaziada abre discussão sobre formato dos atos 

Luísa Marzullo
O Globo

A estreia do candidato Flávio Bolsonaro (PL) nas ruas com um ato para cerca de nove mil pessoas em Copacabana, segundo dados do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap provocou uma avaliação crítica dentro do próprio partido sobre o formato escolhido para as próximas mobilizações da campanha presidencial.

Sem Jair Bolsonaro e nomes com forte capacidade de mobilização da base, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o pastor Silas Malafaia, o presidenciável ocupou neste domingo o mesmo palco de manifestações maiores promovidas pelo pai nos últimos anos e deixou, na avaliação de integrantes do PL, uma imagem de esvaziamento que poderia ter sido evitada.

COMPARAÇÃO – Aliados, por outro lado, contrapõem a fotografia da orla ao desempenho do lançamento nas redes e afirmam que a transmissão chegou a cerca de 35 mil espectadores simultâneos. A comparação com atos anteriores em Copacabana pesou na avaliação interna.

Em 7 de setembro de 2022, durante a campanha pela reeleição, Jair Bolsonaro levou cerca de 64 mil pessoas à Avenida Atlântica. Dois anos depois, também no Dia da Independência, um ato pró-anistia comandado pelo ex-presidente reuniu 32 mil bolsonaristas na orla. Neste domingo, Flávio falou para aproximadamente nove mil pessoas. As três estimativas foram feitas pelo Monitor do Debate Político da USP/Cebrap.

O alcance digital é usado por integrantes da campanha para relativizar essa diferença. A avaliação é que, embora Flávio ainda não tenha demonstrado capacidade de levar às ruas um público semelhante ao mobilizado pelo pai, o lançamento conseguiu alcançar uma parcela maior da base pela internet. Para aliados, os cerca de 35 mil espectadores simultâneos da transmissão mostram que a mobilização não pode ser medida apenas pela ocupação da Avenida Atlântica e reforçam a aposta nas redes como um instrumento relevante para a campanha.

PREVISÃO – Integrantes da cúpula do PL ouvidos pelo O Globo afirmam que um público menor já era esperado antes mesmo da realização do evento. A principal crítica feita após a estreia é que, diante dessa previsão, a organização poderia ter delimitado uma área menor da praia, aumentando a concentração dos apoiadores, ou optado por outro local. A extensão reservada para o ato acabou tornando mais visíveis os espaços vazios e produziu imagens consideradas ruins por aliados.

Nos bastidores, uma das ponderações é que uma campanha eleitoral tem uma dinâmica diferente das manifestações de rua protagonizadas por Jair Bolsonaro nos últimos anos. Além de Flávio ainda não ter demonstrado o mesmo poder de convocação do pai, a largada ocorreu no primeiro dia oficial da campanha, quando candidatos e parlamentares aliados estavam envolvidos nas próprias agendas eleitorais nos estados.

Deputados e senadores de fora do Rio, por exemplo, não foram mobilizados para viajar para o ato em Copacabana. A avaliação era que não faria sentido abandonar seus redutos justamente no primeiro dia de campanha para participar da estreia do presidenciável. Com isso, Flávio ficou acompanhado principalmente por aliados do Rio e pela cúpula partidária, entre eles o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

AUSÊNCIAS –  Também não estavam presentes alguns dos personagens com maior capacidade de levar a base bolsonarista às ruas. Michelle fez sua própria estreia eleitoral em Ceilândia, no Distrito Federal, onde concorre ao Senado, e Nikolas não participou do lançamento. Jair Bolsonaro, que historicamente funciona como principal polo de atração desses atos, cumpre prisão domiciliar.

Silas Malafaia, responsável pela organização de diferentes manifestações de Bolsonaro depois da Presidência, também decidiu não ir. Procurado antes do evento, o pastor afirmou que não via razão para participar justamente por se tratar de um compromisso eleitoral de Flávio. “Não vou, não. Isso é ato de campanha. Não tem por que ir”, afirmou. Apesar da ausência, o líder religioso enviou um áudio cumprimentando o candidato. Na gravação, manifestou seu “apoio irrestrito” a Flávio.

MATURAÇÃO DA CONVOCAÇÃO – Outro fator apontado para explicar o público foi o pouco tempo de maturação da convocação. O evento foi anunciado apenas na quinta-feira, três dias antes de sua realização. Aliados avaliam que manifestações de maior porte costumam depender de um período mais longo de divulgação e mobilização, especialmente para atrair apoiadores de outras regiões.

A escolha de Copacabana havia sido feita justamente pelo simbolismo. Flávio decidiu iniciar a corrida presidencial no estado onde construiu sua trajetória política e em um endereço transformado pelo pai em cenário recorrente de demonstrações de força. A intenção era resgatar elementos dos atos bolsonaristas, com concentração na orla e mobilização aberta de apoiadores, em vez de promover um lançamento fechado para convidados.

O resultado abriu uma discussão sobre até que ponto esse modelo deve ser repetido ao longo da campanha. Dentro do PL, há quem defenda que os próximos eventos sejam dimensionados de acordo com a capacidade de mobilização do próprio Flávio e com os aliados que estarão disponíveis em cada ocasião, sem usar automaticamente como parâmetro as manifestações organizadas em torno de Bolsonaro.

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