
Charge reproduzida de O Boletim
Vicente Limongi Netto
A Polícia Federal evitou um absurdo maior ao dar por concluídas as investigações, apontando falta de provas para processar o jornalista maranhense Luis Pablo, acusado de perseguir o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que ficou muito mal no filme.
Também se vê em péssima situação o colega Alexandre de Moraes, parceiro para o que der e vier, carne e unha, com Dino, que decidira conduzir as investigações contra o jornalista, quebrando ilegalmente o sigilo da fonte e tudo o mais. Amizade comovente é isso.
SIGILO MANTIDO – O detalhe mais grave da pantomima, que deixou Ruy Barbosa aflito e indignado no túmulo, foi justamente essa estranhíssima quebra do sigilo da fonte do repórter.
A inacreditável decisão de Moraes, que Dino festejou, descrumpre a Constituição, atinge a democracia e insulta a liberdade de imprensa. Estarrecedor papelão da dupla Dino & Moraes, que gosta de elogios e detesta críticas.
É um melancólico exemplo do comportamento antiético de dois expoentes da Suprema Corte, antigamente chamada, com méritos, de guardiã da Constituição e da soberania. Francamente, tenho ânsia de vômito.