Relatório da PF não aponta crime de jornalista citado em decisão de Moraes
Por Redação
19/08/2026 às 07:59
Foto: Gustavo Moreno/Arquivo/STF
Alexandre de Moraes
Um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF) que serviu de base para uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirma não ter identificado indícios de que o blogueiro maranhense Luís Pablo tenha cometido crime de violação de sigilo funcional ou recebido dinheiro para publicar reportagens contra Flávio Dino. Mesmo assim, Moraes apontou em sua decisão a existência de “indícios relevantes” de possível crime de perseguição contra o ministro. A reportagem é do jornal O Globo.
A investigação começou após reportagens de Luís Pablo sobre o uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por Dino e familiares. Uma operação determinada por Moraes apreendeu celulares, computador e pen drive do jornalista, permitindo aos investigadores identificar sua fonte, o ex-secretário Raimundo Cutrim. Segundo o relatório da PF, o jornalista recebeu documentos e informações de Cutrim, mas os investigadores diferenciaram sua atuação da possível prática de violação de sigilo funcional atribuída à fonte, destacando a proteção constitucional à liberdade de imprensa.
O documento também cita transações financeiras envolvendo o jornalista, incluindo o pagamento de R$ 100 mil relacionado à compra de um imóvel rural e valores recebidos por anúncios do Blog Luís Pablo. A PF, porém, não associou essas informações à prática do crime de perseguição. O relatório foi encaminhado ao STF, enquanto Moraes autorizou novas diligências no caso, que também envolve pessoas próximas ao jornalista e à sua fonte.
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