Saem 15 penduricalhos, fica o penduricalhão - Espaço Vital

Reprodução do site Espaço Vital

Vicente Limongi Netto

Quem merece punição:  o desempregado que rouba carne no mercado para alimentar os filhos, muitas vezes o desesperado cidadão acaba preso e espancado pelos brutamontes do estabelecimento, ou a escória de juízes que ganha salários muitas vezes maiores que os vencimento do Presidente da República, professores universitários, cientistas, bombeiros, policiais civis e militares, motoristas de ônibus, deputados e senadores?

No maior descaramento, magistrados permanecem impunes, ganhando fortunas por mês, muito acima do teto constitucional, desmoralizando leis e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

SERES SUPERIORES – Os magistrados e operadores do Direito estão se lixando para tudo e todos. Sentem-se superiores aos demais cidadãos. O Supremo permitiu esses excessos, que começaram a pretexto de dinheiro adquirido, embora privilégios jamais possam ser considerados como direitos.

Agora o próprio STF procura conter a roubalheira, tenta estabelecer limites, e pela primeira passa a  exigir que os cretinos togados gulosos devolvam o que ganharam a mais.

Em meio a essa farra salarial, apareceu um desequilibrado mental em Minas Gerais, fantasiado de juiz, fumando e bebendo vinho na boca da garrafa, durante uma sessão virtual do tribunal.

AFASTAMENTO – O irresponsável togado foi afastado das funções. Protestou. Xingou todo mundo. Sobrou até para o Xandão Moraes. Punido, vai encher a cara em casa, com 80 mil de salários mantidos intactos.

O fato concreto é que o Brasil perdeu o pudor. Aqueles que deveriam zelar pelo bem público são os primeiros a manchar leis e normas. Magistrados jogaram o pudor no lixo.

Os cretinos acham que ganham pouco, mas a imprensa denuncia que eles criam cada vez mais penduricalhos, sem que ninguém verdadeiramente tome providências. É surrealismo puro e imoral.