sábado, agosto 15, 2026

Imprensa tenta ocultar o novo julgamento em curso que deve inocentar Bolsonaro

Publicado em 15 de agosto de 2026 por Tribuna da Internet

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Charge de Thiago Lucas (ornal do Commercio)

Carlos Newton

O Brasil tem tanta notícia escandalosa na política que muita coisa importante acaba passando despercebida e os jornalistas nem se interessam. É o caso do novo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar por problemas de saúde, depois de ser condenado a 27 anos e três meses de prisão.

Na imprensa falada, escrita e televisionada, não se comenta nada, rigorosamente nada sobre este novo julgamento de Bolsonaro, que está ocorrendo desde junho na Segunda Turma, com o ex-presidente apresentando chances concretas de ser inocentado e imediatamente solto.

FUX PRESIDE – Na condenação pela Primeira Turma, em dezembro de 2025, o resultado do julgamento foi 4 a 1, com votos condenatórios de Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin, e apenas Luiz Fux defendeu a absolvição, proferindo o mais extenso voto da História do Supremo, com 429 páginas, que o ministro demorou 14 horas para ler, em duas sessões seguidas.

Agora, Fux está na Segunda Turma, substituindo Luís Roberto Barroso, que se aposentou. É justamente ele que está presidindo o novo julgamento, em que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, já se pronunciou e agora está sendo aguardado o relatório de Nunes Marques, para que possa ser marcada a sessão decisiva.

Não se trata de recurso, é uma ação nova, denominada revisão criminal, que a defesa de Bolsonaro apresentou para apontar erros judiciários que teriam ocorrido no julgamento anterior, feito pela Primeira Turma.

TUDO DE NOVO – A revisão criminal é como se o julgamento de Bolsonaro tivesse começado de novo, desta vez com Nunes Marques como relator, substituindo Alexandre de Moraes. A petição inicial da defesa, pedindo a absolvição de Bolsonaro, foi apresentada com 90 páginas. Tens alguns erros processuais, mas está bem fundamentada, com base no voto anterior de Fux, pela absolvição.

Ao apresentar seu parecer, o procurador Gonet pediu o arquivamento da ação revisional, mas o relator Nunes Marques não aceitou e está redigindo seu voto, que deverá ser entregue no final de agosto ou em setembro e será favorável à absolvição, pois o ministro tem se manifestado assim em outros julgamentos do 8 de Janeiro.

Após o parecer de Nunes Marques, o presidente Fux deverá marcar o julgamento, que pode ocorrer antes das eleições e influir bastante na reta de chegada da sucessão presidencial.

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P.S. –
Na tendência dos votos anteriores de Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça, Bolsonaro será inocentado por 3 a 2, com Dias Toffoli e Gilmar Mendes votando contra. Ao término do julgamento, o presidente Fux estará obrigado a assinar também o alvará de soltura do ex-presidente, que será imediatamente libertado. Imaginem a confusão que isso vai provocar, se realmente ocorrer antes ou durante as eleições. (C.N.)

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