sábado, outubro 04, 2025

O maior município do Brasil tem 159 mil km², é maior que muitos países inteiros e enfrenta o desafio de administrar uma área maior que a Grécia e Portugal

 

Publicado em03/10/2025 às 10:58
Atualizado em04/10/2025 às 08:13
O maior município do Brasil tem 159 mil km², é maior que muitos países inteiros e enfrenta o desafio de administrar uma área maior que a Grécia e Portugal
Foto: O maior município do Brasil tem 159 mil km², é maior que muitos países inteiros e enfrenta o desafio de administrar uma área maior que a Grécia e Portugal






Altamira (PA) é o maior município do Brasil, com 159 mil km² — área maior que países como Grécia e Portugal. Apesar da riqueza mineral e da Usina de Belo Monte, enfrenta desafios logísticos, sociais e ambientais em administrar um território continental.

Quando se fala em grandes cidades brasileiras, logo vêm à mente metrópoles como São Paulo, Rio de Janeiro ou Brasília. Mas, em termos de extensão territorial, nenhuma delas chega perto do verdadeiro gigante: Altamira, no Pará. Segundo o IBGE, este município possui impressionantes 159.533 km², tornando-se o maior do Brasil e um dos maiores do mundo. Para efeito de comparação, sua área é equivalente a duas vezes a Grécia ou a todo o território do estado de Pernambuco multiplicado por 15.

Apesar da dimensão colossal, Altamira tem pouco mais de 120 mil habitantes (Censo 2022). Isso significa que sua densidade demográfica é baixíssima — apenas 0,75 habitante por quilômetro quadrado, índice semelhante ao de regiões desérticas ou de florestas boreais.

Um território maior que países inteiros

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A comparação internacional ajuda a revelar a grandeza do município:


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sexta-feira, outubro 03, 2025

Ratinho Júnior acelera e vira aposta da direita após recuo de Tarcísio


Ratinho Júnior tenta ocupar vaga de candidato da direita

Iander Porcella
Estadão

Enquanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), recua na ideia de disputar a Presidência, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), continua em plena campanha para ocupar a vaga de candidato da direita ao Palácio do Planalto. Depois de apostar em reuniões com o empresariado, em resultados econômicos do Estado e na pauta da segurança pública, o paranaense agora tem um novo trunfo: investimento turbinado no agronegócio.

Ratinho foi o governador que mais aplicou recursos para o agro no primeiro semestre de 2025. De acordo com números do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), do Tesouro Nacional, o Paraná destinou no período R$ 730,91 milhões ao setor, à frente de Rio Grande do Sul (R$ 570 milhões), Santa Catarina (R$ 534 milhões) e São Paulo (R$ 438 milhões).

AGRONEGÓCIO –  Do total, R$ 333 milhões foram para ações de fortalecimento das cadeias produtivas regionais e promoção da segurança alimentar. Outros R$ 106,9 milhões, para abastecimento. “O agronegócio é o carro-chefe da economia paranaense, responsável por cerca de 36% do PIB e, como temos nele a nossa grande vocação, nada mais justo do que valorizar esse segmento”, afirma Ratinho Júnior.

Como mostrou a Coluna, até mesmo aliados de Tarcísio passaram a ver mais espaço para Ratinho se fortalecer como o nome de presidenciável da direita. Além disso, resultados econômicos recentes do Paraná passaram a ser vistos como uma vitrine na eleição.

Em julho, o governador paranaense se reuniu com um grupo de empresários em São Paulo. O objetivo foi atrair investimentos ao Estado e, de quebra, reforçar a busca por apoio no setor privado para disputar a Presidência do Planalto. Antes, em maio, fez barulho com ações do governo na segurança pública, que tende a ser um dos principais temas da eleição de 2026 ao Planalto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Eita! é o tipo de matéria que o Planalto adora. Monta uma ambiente superfavorável à vitória de Lula, que na verdade só é ameaçado por Tarcísio de Freitas. No caso do Ratinho Jr. ser candidato a presidente, é preciso pintar um bigode preto no rosto dele e sair na rua, apresentando-o a cada eleitor, e depois arranjar um programa no SBT. Ratinho Jr. não tem a menor chance contra Lula, nem pedindo ajuda ao Tom & Jerry. (C.N.)


Lula já mapeia favoritos diante de possível aposentadoria de Barroso no Supremo


Saída antecipada de Barroso movimenta Planalto

Mariana Muniz
O Globo

A possibilidade de uma aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso reacendeu as articulações políticas em torno de uma nova indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Embora a saída esteja prevista apenas para 2033, quando Barroso completará 75 anos, ministros da Corte e interlocutores do governo já monitoram os movimentos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante dos sinais sucessivos de que o magistrado pode deixar o cargo antes do previsto.

Nos bastidores, quatro nomes despontam como favoritos para ocupar a cadeira de Barroso, caso ele oficialize sua saída. O mais forte é o do advogado-geral da União, Jorge Messias, considerado homem de confiança de Lula e com perfil técnico e político alinhado ao governo. Messias tem 45 anos e, se indicado, poderia permanecer na Corte por até três décadas.

ALIADO – Outro nome com força é o do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado e aliado próximo de ministros como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Pacheco é visto como uma escolha que agradaria a setores do Judiciário e do Legislativo, mas Lula ainda avalia mantê-lo como candidato ao governo de Minas Gerais em 2026, o que poderia adiar sua ida ao STF.

Também estão no radar o ministro do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas, que tem bom trânsito político e é próximo ao Planalto, e o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinícius Carvalho, que ganhou destaque pela atuação em temas de integridade pública.

A movimentação em torno da sucessão ocorre em meio à saída de Barroso da presidência do STF, assumida por Edson Fachin. Em evento público, Barroso afirmou que ainda avalia sua permanência na Corte e que pretende fazer uma “reflexão profunda” sobre o futuro após um “retiro espiritual” em outubro.

COMPROMISSOS – “Estou há 12 anos e mais de três meses e posso ficar ainda mais oito anos. É muito difícil deixar o Supremo, que é, para quem gosta do Brasil, tem compromissos com o Brasil, como eu tenho, é um espaço relevante. Mas há outros espaços relevantes na vida brasileira, de modo que eu estou considerando todas as possibilidades, inclusive a de ficar”, disse Barroso.

Ministros da Corte apontam, de forma reservada, que Barroso vem dando “sinais sucessivos” de que estaria considerando deixar a Corte. Integrantes do STF apontam como indícios de uma aposentadoria próxima de Barroso o aumento expressivo de processos de sua relatoria pautados por ele — tanto no plenário virtual quanto no presencial — e a votação de temas sensíveis, como o pleito do ministro aposentado Marco Aurélio sobre segurança vitalícia para ministros aposentados.

"Ingerência Do Poder Judiciário Na Administração Pública" by Val Rodrigues

 

Academia.edu


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Author Photo Val Rodrigues
2014, De Jure - Revista Jurídica do Ministério Público do Estado de Minas Gerais
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Congresso pode aprovar dosimetria de pena, mas espero que não o faça, diz Dino

 Foto: Rosinei Coutinho/Arquivo/STF

Flávio Dino03 de outubro de 2025 | 12:51

Congresso pode aprovar dosimetria de pena, mas espero que não o faça, diz Dino

brasil

O Congresso Nacional pode aprovar projeto de dosimetria e diminuir a pena de Jair Bolsonaro (PL) e de outros réus na trama golpista, segundo o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), mas sua expectativa é de que não faça isso.

“O Congresso pode mudar? Pode. Eu particularmente espero que não o faça, porque considero que a lei vigente é boa”, afirmou em entrevista após evento em São Paulo.

Segundo ele, a punição aplicada ao ex-presidente —de 27 anos e 3 meses— e outros condenados corresponde a parâmetro mundial. Sobre unir crimes para diminuir o tempo de pena também diz que não há precedente de aprovação no Congresso e de validação no Supremo.

“Esses crimes de proteção do regime político, leis de proteção contra crimes políticos, sempre obedeceram à lógica da tentativa, punir a tentativa. Em relação ao tamanho da pena, a lei vigente que o Supremo aplicou corresponde mais ou menos à média internacional e corresponde também a essa história do direito brasileiro”, afirmou.

Dino participou do 15º Congresso de Direito Internacional do Trabalho em São Paulo, onde deu uma palestra sobre terceirização, pejotização e julgamento da uberização, que começou nesta semana, mas pode ficar para 2026.

Em entrevista, lembrou seu voto no julgamento. “No voto que eu proferi, eu já respondi a duas questões principais, no meu ponto de vista. A primeira, esses crimes são suscetíveis de anistia ou de indulto? O Supremo já disse que não”, afirmou.

“Há uma decisão quase que unânime do Supremo, dizendo que crimes como este, como terrorismo, crimes hediondos, não comportam essa extinção de punibilidade por intermédio de uma decisão política.”

O ministro disse que a tentativa de unir dois crimes que seriam tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado não se aplica, porque se trata de condutas distintas. Uma seria contra o presidente da República, a outra seria contra todos os poderes constituídos, por isso a penalidade aplicada é para cada um deles.

“Uma coisa é querer depor o governo legitimamente eleito. Isso se refere ao Poder Executivo. Outra coisa é pretender abolir o Estado democrático de Direito. Isso se refere aos outros Poderes. Portanto, são dois crimes diferentes porque são duas condutas diferentes. Essa é a minha visão, mas claro que o Congresso Nacional pode rever a lei a qualquer tempo.”

O ministro tem afirmado que o Congresso pode mudar os parâmetros da dosimetria, mas acredita que ele cria as leis e o Judiciário as aplica, como tem feito, e que a lei brasileira neste sentido já é completa.

Condenações
A Primeira Turma do STF condenou, em 11 de setembro, Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, sob acusação de liderar uma trama para permanecer no poder.

Ele também foi considerado culpado pelos crimes de organização criminosa armada, abolição do Estado democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado.

Foram condenados pelos mesmos tipos penais, a penas de 2 a 26 anos, os outros sete réus do chamado núcleo crucial do caso, todos ex-ocupantes de altos cargos no governo do ex-presidente.

São eles o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos, o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF Anderson Torres, o ex-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) Augusto Heleno, o ex-ajudante de ordens e Mauro Cid, delator da ação, o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira, o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa Walter Braga Netto e o ex-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem, contra quem também foi decretada a perda de mandato de deputado federal.

Braga Neto, com 26 anos, Anderson Torres e Almir Garnier, com 24 anos, foram os que receberam as maiores penas, após Bolsonaro. Heleno recebeu 21 anos de prisão. Paulo Sérgio, 19 anos. Ramagem, 16 anos e 1 mês, além da perda do mandato. O delator Mauro Cid teve prisão fixada em 2 anos, em regime aberto.

Cristiane Gercina/FolhapressPolitica Livre

Ex-procurador do INSS tentou comprar carro de R$ 380 mil após ser alvo de operação da PF

 Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

Fachada de uma agência do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)03 de outubro de 2025 | 14:12

Ex-procurador do INSS tentou comprar carro de R$ 380 mil após ser alvo de operação da PF

brasil

O ex-procurador-chefe do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho tentou comprar um carro de luxo avaliado em R$ 380 mil pouco mais de um mês depois da operação da Polícia Federal que o afastou do cargo De acordo com relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) entregue à CPI do INSS, que investiga o esquema de descontos ilegais a aposentados, o ex-servidor solicitou ao banco uma reserva para compra de Audi A5 Sedan Performance S Edition.

A solicitação feita por ele caiu no “monitoramento diário” bancário de 28 de maio deste ano. A Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, foi às ruas em 23 de abril. Com isso, foi gerado um alerta ao Coaf, que recebe comunicações bancárias sobre movimentações suspeitas.

O documento não especifica se o veículo chegou a ser comprado ou não. Procurado, ele não se manifestou.

“Nesse momento, o cliente está afastado pela Justiça de sua posição e alegou à PF que usou parentes para receber valores de lobista e firmas ligadas a entidades sob suspeita no INSS. Entendemos pela comunicação devido a posição a qual o cliente ocupava e foi afastado e os motivos desse afastamento se refletirem em investigações da Polícia Federal voltadas a fraude bilionária do INSS”, diz o relatório.

Virgílio foi um dos cinco diretores do INSS afastados pela decisão judicial que deflagrou a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, em 23 de abril. O governo o retirou oficialmente do cargo no mesmo dia.

A investigação policial aponta que o então procurador teve um “incremento patrimonial” de R$ 18 milhões do grupo que estaria no centro das fraudes. Os repasses teriam ocorrido por meio de empresas e contas bancárias da mulher dele.

Entre os remetentes da verba, Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como um dos principais articuladores do esquema.

A CPI do INSS aprovou, na quinta-feira, 2, a convocação de Virgílio Oliveira Filho para prestar depoimento, o que ainda não tem data para ocorrer.

Virgílio Oliveira Filho foi nomeado para o cargo de procurador-geral do INSS pela primeira vez em 2020, no governo do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL), e permaneceu no cargo até 2022, quando passou a atuar como consultor jurídico do Ministério do Trabalho e Previdência.

Em setembro de 2023, já no governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, Virgílio foi renomeado para a Procuradoria-Geral do INSS.

Os pagamentos seriam uma contrapartida para editar pareceres que garantiriam a continuidade de cobranças indevidas diretamente na folha de pagamento de aposentados e pensionistas.

Vinícius Valfré, Estadão ConteúdoPolitica livre

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