sábado, agosto 09, 2025

Ameaça diplomática: EUA ultrapassam o limite ao atacar ministro do STF


Embaixada dos EUA usa redes para endossar ameaças ao STF

Pedro do Coutto

Num episódio sem precedentes na história recente das relações Brasil–Estados Unidos, a Embaixada norte-americana em Brasília publicou uma declaração oficial reproduzindo falas do governo Donald Trump contra o ministro Alexandre de Moraes. No texto, Moraes foi chamado de “arquiteto da censura e perseguição” e, em tom de ameaça, o comunicado alertou que aliados do ministro no Supremo Tribunal Federal também poderiam ser alvo de sanções.

A mensagem, feita de forma pública e direta, foi interpretada no Brasil como uma ingerência indevida no Judiciário de um país soberano, rompendo protocolos tradicionais da diplomacia e colocando em xeque a relação histórica entre as duas nações.

ESCLARECIMENTOS – A reação do governo brasileiro foi imediata: o Itamaraty convocou o encarregado de negócios dos EUA para prestar esclarecimentos e classificou a atitude como “inaceitável” e “intromissão grave” em um poder constitucionalmente independente. Esse gesto se soma a uma escalada de tensões iniciada semanas antes, quando Washington impôs sanções a Moraes e a seus familiares com base na Lei Magnitsky, além de suspender vistos e anunciar tarifas de até 50% sobre exportações brasileiras.

A justificativa americana foi de que tais medidas seriam uma resposta a decisões judiciais que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro — um argumento que, na avaliação de juristas e diplomatas brasileiros, representa clara tentativa de pressionar e constranger uma autoridade judicial.

Essas ações não apenas abalaram o diálogo bilateral como também prejudicaram a imagem dos EUA no cenário internacional, alimentando a percepção de que o governo Trump mistura interesses ideológicos com política externa. O tom confrontacional adotado por Washington reforçou no Brasil o discurso de defesa institucional e de preservação da independência dos poderes, ao mesmo tempo em que ampliou o sentimento de resistência a pressões externas.

PREDECENTE – Para muitos analistas, trata-se de um marco preocupante, pois rompe com a tradição de cooperação construtiva entre os dois países e cria um precedente perigoso para o futuro das relações diplomáticas.

O episódio, além de expor os limites da influência americana, serve como alerta para os riscos de se permitir que disputas políticas internas se transformem em ferramentas de intervenção estrangeira. Mais do que um incidente pontual, o caso revela um embate de narrativas sobre democracia, soberania e legitimidade institucional, com potencial de gerar desdobramentos duradouros na política externa brasileira e na postura do país diante de potências globais.


Motta faz de conta que quer punir os deputados que fizeram motim

Publicado em 9 de agosto de 2025 por Tribuna da Internet

Diego Coronel crê em aprovação da Tributária e derrubada do veto de Lula à desoneração: "fui prefeitos, sei das dificuldades, a alíquota baixando de 20% para 8% irá salvar os municípios"

Corregedor Diego Coronel vai investigar motim na Câmara

Carolina Nogueira
do UOL

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou à Corregedoria Parlamentar as denúncias contra os deputados envolvidos na ocupação do plenário da Casa por cerca de 30 horas.

Cinco parlamentares poderão ter seus mandatos suspensos por até seis meses. A Corregedoria vai analisar as representações dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), Marcos Pollon (PL-MS), Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Zé Trovão (PL-SC). A deputada Camila Jara (PT-MS) também terá sua conduta analisada após denúncia de ter empurrado Nikolas Ferreira (PL-MG) do plenário.

CONSELHO DE ÉTICA – A Corregedoria Parlamentar é a responsável por avaliar a conduta dos deputados. O corregedor Diego Coronel (PSD-BA) terá um prazo para analisar os casos e emitir um parecer que será votado pela Mesa Diretora.

Mas a decisão ainda precisa ser analisada pelo Conselho de Ética da Câmara. O presidente do colegiado vai definir um relator para cada caso, que poderá reduzir a punição. Caso o afastamento dos parlamentares seja aprovado, terá início imediato. Os deputados terão salário, cota parlamentar e verba de gabinete suspensas também.

O bloqueio de acesso à Mesa Diretora foi a justificativa para punições. Pollon e Van Hattem se recusaram a deixar as cadeiras da Mesa Diretora do plenário. Ambos foram convencidos a desocupar os assentos por líderes da oposição e do centrão. Zé Trovão usou sua perna para bloquear a escada que dá acesso aos assentos e impedir a entrada de Motta.

FORMA FÍSICA – Motta criticou obstrução de “forma física”. O presidente da Câmara disse ontem, ao Jornal Nacional, que “obstrução se faz no voto, se faz no placar, se faz obedecendo o regimento, e não de forma física, impedindo o funcionamento dos nossos trabalhos”.

“Nós jamais negociaríamos a condição de presidir a sessão”, disse. Motta afirmou que sua condição de presidente é “inegociável” e que as pautas discutidas pela Casa precisam antes ter apoio da maioria dos membros do colégio de líderes para serem levadas a debate.

Mas a suspensão de mandato é uma forma de contornar a imagem enfraquecida de Motta. Na avaliação de alguns parlamentares, o presidente da Câmara tem que aplicar algum tipo de corretivo para impor “respeito”.

SUSPENDER MANDATOS – Três partidos de esquerda acionam a Mesa Diretora contra 5 parlamentares da direita. O PT, o PSB e o PSOL ingressaram hoje com pedido de suspensão sumária, por seis meses, dos mandatos de Júlia Zanatta (PL-SC), Marcel van Hattem (PL-RS), Marcos Pollon (PL-MS), Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Zé Trovão (PL-SC).

Todos são citados por quebra de decoro parlamentar. A ação se baseia no regimento interno da Câmara e no Código de Ética e Decoro Parlamentar.

Eles defendem que o uso da força física por parte de membros do Parlamento para usurpar funções da Mesa “é um precedente extremamente perigoso e inaceitável no Estado Democrático de Direito, razão pela qual deve ser rechaçado com o rigor das normas éticas e regimentais”. 

FOI UM MOTIM – A Oposição “ocupou” Mesa Diretora da Câmara e do Senado em protesto por anistia. Movimento dos parlamentares pediu que o projeto da anistia fosse pautado por Motta. Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) criticou a ocupação dos bolsonaristas e disse que não aceitaria “intimidações”. Alcolumbre descartou punições e barrou o pedido de abertura de processo de impeachment contra Moraes.

Motta recuperou a cadeira da presidência, mas demonstrou falta de comando. Deputados e líderes disseram ao UOL que o presidente errou ao não estar na Casa quando Moraes decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro.

Motta não conseguiu liderar as negociações com os deputados do PL e precisou escalar novamente seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL). PP e União Brasil costuraram acordo para proteger o deputado republicano de levar o ônus de pautar a anistia. Lideranças afirmaram ao UOL que o presidente não se posicionou sobre o tema e deixou a cargo dos líderes do centrão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Motta ficou muito mal no episódio e tenta limpar a barra pedindo uma punição que não vai acontecer. A participação de Arthur Lira, ex-presidente, serviu para lembrar a Motta que acordos têm de ser cumpridos. Motta fez acordo para ser eleito pelos deputados, dizendo que não evitaria a discussão da anistia, mas de repente tentou voltar atrás e se deu mal. A questão será resolvida pelo colégio de líderes. Enquanto isso, a Câmara fica parada, sem funcionar. (C.N.)

 

O jogo continua, bruto e desleal, entre Donald Trump e o Brasil


CRÉDITO: STEVE SACK_CAGLE CARTOONS

Charge do Steve Sack (Revista piauí)

Vicente Limongi Netto

O Brasil procura jogar limpo, desde o início da partida. Trump parte para cima, bate de bico na virilha do Brasil. A tônica do script é enfadonha e patética. Lavagem cerebral de Trump é insistente. Mas não cola. Desde o início do arranca-rabo com a ameaça do tarifaço de 50%. o presidente norte-americano mandou às calendas a diplomacia e a economia.

O indecoroso jogo é político. Surrada e risível a postura do presidente norte-americano. De causar rebuliço na alma de eternos humoristas, como Chico Anysio e Jerry Lewis.

SANTOS IMACULADOS – As pantomimas de Trump estão levando parte expressiva do Brasil a achar que a família Bolsonaro é composta de santos imaculados e inatacáveis. Merecedores de bustos em praças públicas. O vilão que precisa ser punido e execrado é o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O capeta é a Suprema Corte brasileira.

Trump costuma falar grosso com a Suprema Corte americana. Aqui, é perda de tempo e de saliva. O busilis é mais embaixo. A soberania brasileira exige respeito. Em vão, jogar pedras no STF de nada adianta. O rosto de Trump vai acabar ficando mais vermelho e suado do que as gravatas vermelhas que usa.

É desaforo sem tamanho um chefe da nação meter o bedelho em decisões jurídicas de outros países. Trump não enxerga nem admite que passou dos limites civilizados e diplomáticos.

SEGUIDORES FIÉIS – O clã Bolsonaro, por sua vez, apoiado pelo Partido Liberal, segue obedecendo cegamente o plano do patrão, Trump. Usam o pai e ex-presidente Bolsonaro para infligir as normas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, apoiadas pela maioria do colegiado.

Jogam o entulho do mal feito no ar. Prontamente, Moraes agrava e impõe novas sanções a Bolsonaro. Desta vez, rigorosa prisão domiciliar. Com o show montado, ingressos vendidos, é a vez dos bolsonaristas entrarem em cena. Como atores e atrizes de quinta categoria. É a vez dos boquirrotos e ferozes algozes de Alexandre de Moraes.

MIGALHAS DO NOTICIÁRIO – Choram pitangas ao mundo. Alegam que a prisão domiciliar é afrontosa e vingativa. Com eleições batendo na porta, os sinistros bolsonaristas sabem que decisões de Moraes ganham boas migalhas do noticiário políticos.

Alexandre de Moraes prossegue inabalável a pressões e ameaças. Atuando serenamente, dentro dos autos. O jogo segue pesado. Sem hora para acabar. As sobras ruins vão para os bolsos dos cidadãos. Alimentos encarecendo mais. Todos eles.

Famílias de mendigos, com crianças chorando, com fome, se acumulam nas portas de restaurantes, bares, lanchonetes e hotéis. Moradias de papelão e pano nos jardins e terrenos baldios. Brasil real e nefasto.

“Decisão de Hugo Motta foi equilibrada”, afirma líder do PL, que chefiou o motim


Líder do PL na Câmara nega que houve 'chantagem' por desobstrução e se  desculpa com Motta | Jovem Pan

Sóstenes Cavalcante pediu desculpas a Hugo Motta

Deu na CNN

Agradou à oposição a decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta, (Republicanos-PB), de encaminhar para a Corregedoria da Casa denúncias contra 14 dos deputados que participaram da obstrução física da Mesa Diretora na quinta-feira.

“Encaminhamento de Hugo foi equilibrado”, diz Sóstenes sobre Corregedoria. O regimento da Câmara permite que Hugo decida por punições que podem ir de advertências verbais e escritas até a suspensão do mandato por até 180 dias. Se isso ocorresse, as medidas poderiam ser revertidas pelo Conselho de Ética, mas seria uma sinalização política.

Agora, o Corregedor da Câmara, Diego Coronel (PSD-BA), tem 48 horas para decidir se aceita as denúncias contra 12 parlamentares do PL, um do Novo e um do Progressistas.

O parecer do corregedor será enviado para o Conselho de Ética com indicação pela punição ou arquivamento.

PEDIU DESCULPAS – Sóstenes pediu perdão a Motta e disse que não agiu corretamente nos bastidores. “Não fui correto no privado, mas faço questão de vir em público e te pedir perdão”, afirmou em discurso na tribuna, ladeado por deputados que horas antes estavam na Mesa Diretora bloqueando as sessões.

Negou acordo com Motta para colocar em pauta a anistia e afirmou que combinou “apenas com líderes”. “O presidente Hugo Motta não foi chantageado por nós. Ele não assumiu compromisso de pauta nenhuma conosco.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– O deputado Sóstenes Cavalcante sabe que não vai haver nenhuma punição e até se ofereceu para ser punido sozinho, por ter liderado a esculhambação. Os demais deputados, inclusive petistas, também sabem que Hugo Motta está errado, porque assumiu o compromisso de não impedir a colocação da anistia em pauta, se houvesse acordo de lideranças, mas depois fingiu que nem era com ele. Ninguém vai ser punido e o projeto de lei (ou emenda constitucional) vai tramitar, com grandes chances de ser aprovado, passando a borracha no golpe que não houve, mas foi planejado e não tiveram coragem de dar, devido ao veto do Alto Comando do Exército(C.N.)


Cantora Kleide Valente se apresenta na “Marcha Para Jesus” em Feira de Santana neste sábado (09)

 



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Neste sábado (09), a cantora Kleide Valente se apresenta na “Marcha Para Jesus”, em Feira de Santana. 

O evento que agora em 2025 está completando 30 anos tem o apoio do Governo do Estado, através da Superintendência de Fomento ao Turismo (SUFOTUR).

Além de Kleide Valente, com seu tradicional estilo pentecostal gospel, participam da “Marcha Para Jesus”, a cantora Cassiane, Lukas Agustinho, MC Juninho, dente outras atrações locais. 

A Marcha terá início às 14h saindo da Avenida Getúlio Vargas até a Lucida Getúlio.

Pauta enviada pelo JornalIsta FÁBIO ALMEIDA

De Lula sobre Eduardo Bolsonaro: 'Esse moleque é traidor de 215 milhões de brasileiros'

 Presidente disse que 'vai ter processo' contra deputado que articulou com autoridades estrangeiras para gerar prejuízos ao Brasil, e chamou Jair de 'chucro'

Por POLÍTICA JB com Brasil 247
redacao@jb.com.br

Publicado em 09/08/2025 às 06:09

Alterado em 09/08/2025 às 08:13

                                O presidente Lula Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Por Guilherme Paladino 

- Em discurso inflamado no Acre nessa sexta-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) será processado por atuar contra os interesses do Brasil no exterior. Lula acusou o parlamentar, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, de trair os 215 milhões de brasileiros ao incitar o governo dos Estados Unidos a impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, como parte da nova política protecionista do presidente norte-americano Donald Trump.

"[Jair Bolsonaro foi] um presidente ignorante e chucro, que agora mandou o filho aos EUA para pedir aos americanos darem um golpe nesse país. Ele vai saber o que vai custar isso, porque vai ter um processo", declarou Lula, durante cerimônia de anúncio de investimentos federais em infraestrutura, energia, educação e regularização fundiária no estado.

O presidente comparou Eduardo Bolsonaro a Joaquim Silvério dos Reis, conhecido por trair Tiradentes durante a Inconfidência Mineira: “Esse moleque é traidor de 215 milhões de brasileiros com o prejuízo que os EUA estão dando a esse país”, disparou.

Em sua fala, Lula fez duras críticas ao governo anterior, acusando Jair Bolsonaro de desinformação durante a pandemia e de ter promovido quatro anos de “mentiras, instigação do ódio e fake news”. “Um presidente que carrega nas costas metade dos mortos da covid por ser irresponsável no trato da saúde. Dizer que quem toma vacina vira gay ou jacaré. Em pleno século XXI”, afirmou.

O presidente também defendeu a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e pediu que o senador Petecão (PSD-AC) não apoie pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. “Ele está garantindo a democracia. Quem deveria ter o impeachment são esses deputados e senadores que ficam fazendo greve para não permitir que funcione o Congresso. Verdadeiros traidores da pátria”, criticou Lula, em referência às ações recentes de parlamentares bolsonaristas que obstruíram fisicamente as sessões legislativas.

BR-364, Minha Casa Minha Vida e apoio aos exportadores

Ao lado de ministros e outras autoridades, Lula anunciou a retomada de obras na BR-364, rodovia fundamental para o escoamento da produção do Acre. Também destacou os investimentos do programa Minha Casa, Minha Vida no estado: “Foram 9.356 casas contratadas no Acre. Na Faixa 1, foram 7.726. Quantas foram feitas no governo passado? Cadê a Minha Casa Verde Amarela?”, provocou.

Lula garantiu ainda que o governo federal irá proteger os empresários brasileiros impactados pelas tarifas impostas por Washington. “O governo brasileiro não quer ser mais do que ninguém, mas não quer ser menos do que ninguém. O presidente dos EUA que aprenda a respeitar a soberania desse país e do Judiciário brasileiro”, concluiu.

Trump eleva tarifa média de 1,9% para 32% e Lula não quer negociar

Publicado em 8 de agosto de 2025 por Tribuna da Internet

Charge do JCaesar: 14 de julho | VEJA

Charge do JCaesar (VEJA)

Alexa Salomão
Folha

Ainda que a lista de exclusão seja relevante, a guerra comercial do presidente americano Donald Trump provocou um expressivo salto no valor da tarifa aplicada a produtos brasileiros. Antes do início do embate comercial, os Estados Unidos adotavam uma tarifa efetiva média de 1,9% para os produtos importados do Brasil. Com a entrada em vigor do aumento nesta quarta-feira (6), essa média subiu para 32,2%, segundo levantamento realizado pela equipe de economistas da LCA Consultoria.

O levantamento mostra que, apesar de o decreto assinado por Trump (leia a íntegra) ter isentado 44,6% das exportações, as novas alíquotas, significativamente mais altas, vão pesar bastante.

ABAIXO DE 5% – Antes de Trump iniciar a guerra tarifária, 97% das exportações tinham uma tarifa abaixo de 5%. Agora, além do aumento, a variação é muito ampla. Para alguns produtos fica valendo uma taxa de 10%, anunciada na primeira rodada de aumento, em abril. Outros sofrem a sobretaxa adicional, de 40%, elevando o percentual a 50%.

Os dados da LCA confirmam que o setor mais prejudicado é a agroindústria, cuja tarifa média foi multiplicada por dez, indo de 4% para 40,8%. Na sequência, entre os setores mais impactados estão químicos (de 2,3% para 40,1%), minérios e aço (de 0,5% para 38,7%), máquinas e equipamentos (de 0,8% para 38,2%).

“A média vai variar por setor, porque não é uma decisão homogênea”, explica a diretora de economia do direito na LCA, Verônica Cardoso.

HÁ EXCEÇÕES – “Dentro do agro, tem o café, que ficou de fora da isenção, por exemplo, e tem o suco de laranja que ficou na isenção. No caso de minério e aço, alguns tipos de aço ficaram de fora. Na química, é a mesma coisa.”

Entre os setores que ficaram com alíquota no piso estão aeronaves, cuja tarifa média foi de zero para 10%, e combustíveis, com elevação média de 1,5% também para 10%, porque a maior parte dos itens desses segmentos ficou na lista de isenção.

A lista de exceção conta com 694 itens. Destes, 565 estão relacionados ao segmento de aeronaves e 76 a petróleo, carvão, gás natural e seus derivados. Entre os alimentos, escaparam da taxação apenas castanhas-do-pará e polpa e suco de laranja.

PEQUENO ALÍVIO  – “Não dá para dizer que, ao final, tivemos um alívio. Se por um lado houve um ganho, porque não vai ter um aumento para praticamente metade da pauta de exportação, que ficou na lista de isenção, a outra parte vai ter um aumento significativo de alíquota”, diz Cardoso.

A sobretaxa de 50% a exportações brasileiras para o mercado americano entrou em vigor à 1h01 (horário do Brasil) desta quarta-feira (6) como a mais alta até o momento.

Na mesma quarta, no entanto, Trump afirmou a repórteres na Casa Branca que vai impor uma tarifa de cerca de 100% sobre chips semicondutores importados para o país, sem ainda detalhar como será o processo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Reina a esculhambação aqui e nos Estados Unidos. Ninguém sabe como o mercado irá responder ao tarifaço, mas certamente haverá uma acomodação. Além disso, Trump não será presidente eterno. Quem quiser que tenha saudades desse maluquete. (C.N.)

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