quinta-feira, julho 10, 2025

Sobretaxa do Brasil é a maior das anunciadas por Trump nesta semana

 Foto: Fernando Frazão/Arquivo Agência Brasil

O presidente Lula10 de julho de 2025 | 10:16

Sobretaxa do Brasil é a maior das anunciadas por Trump nesta semana

economia

O Brasil é o país que teve imposta a maior taxa anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nesta semana. Na quarta-feira (9), o republicano divulgou que os produtos brasileiros passarão a ter uma cobrança adicional de 50% para entrar em território norte-americano. A medida entra em vigor em 1° de agosto.

Antes do Brasil, Trump tornou pública a imposição de taxas a outras 21 nações, sendo que as mais elevadas eram sobre Laos e Mianmar, ambos com 40%, que foram divulgadas na segunda-feira (7).

Além dos dois países asiáticos, Trump anunciou no mesmo dia tarifas a outros 12 países: Japão, Coreia do Sul, Malásia, Cazaquistão e Tunísia (todos com 25% cada), África do Sul, Bósnia e Herzegovina (ambos com 30%), Indonésia (32%), Bangladesh e Sérvia (ambos com 35%), e Tailândia e Camboja (os dois com 36%).

Na manhã de quarta-feira, o presidente dos EUA divulgou mais sete países atingidos: Argélia, Iraque, Líbia e Sri Lanka (todos com 30%), Brunei e Moldávia (25% cada) e Filipinas (20%). Horas depois, Trump colocou o Brasil na relação com a maior tarifa.

Segundo Trump, a sobretaxa será imposta, em parte, devido aos “ataques insidiosos do Brasil às eleições livres e aos direitos fundamentais de liberdade de expressão dos americanos”.

Trump afirma que a forma como o Brasil tem tratado Bolsonaro é uma “vergonha” e que o julgamento contra o ex-presidente é uma “caça às bruxas que precisa ser encerrada”.

O presidente norte-americano ainda cita cobranças tarifárias e não tarifárias do Brasil que seriam injustas na visão do republicano. Ele afirma haver déficit com o país —mas os EUA na verdade têm superávit comercial com os brasileiros.

Após reunião de última hora convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), além do vice-presidente Geraldo Alckmin, o governante brasileiro afirmou que a sobretaxa terá como resposta lei de reciprocidade.

Produtos importados pelos EUA do Brasil são sobretaxados atualmente em 10%, tarifa anunciada por Trump em 2 de abril. Ou seja, além das tarifas de importação já cobradas, há uma cobrança adicional de 10%. Essa alíquota será substituída pela de 50% a partir de 1º de agosto.

Um exemplo é o caso do etanol, de acordo com interlocutores. Os americanos impunham uma tarifa de 2,5% ao produto, elevada a 12,5% após a sobretaxa de 10%. Com o novo anúncio, a porcentagem sobe a 52,5% em agosto.

A sobretaxa não é adicionada a produtos que já sofrem tarifas setoriais, como aço e alumínio, sobre os quais há tarifas de 50%.

Fernando Narazaki e Julia Chaib/Folhapress

Alcolumbre e Motta silenciam após Trump anunciar tarifas e citar Bolsonaro

 Foto: Jefferson Rudy/Arquivo/Agência Senado

Davi Alcolumbre10 de julho de 2025 | 06:42

Alcolumbre e Motta silenciam após Trump anunciar tarifas e citar Bolsonaro

brasil

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), silenciaram sobre a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar em 50% o Brasil, em uma ofensiva para defender Jair Bolsonaro (PL).

O anúncio de Trump ocorreu por volta de 15h desta quarta-feira (9), o que veio seguido de reações de parlamentares, ministros, do governo Lula (PT) e de representantes setores da economia ao longo do dia. As principais lideranças do Congresso Nacional, no entanto, não se pronunciaram.

Motta presidiu o plenário da Câmara nesta quarta. Ele não falou sobre o anúncio durante a sessão nem respondeu a perguntas de jornalistas na saída. Procurado pela reportagem, também se calou.

Alcolumbre, por sua vez, não participou da sessão do Senado, mas estava em Brasília nesta quarta. Ele também foi procurado, mas não quis se manifestar.

Trump decidiu impor uma sobretaxa de 50% ao Brasil e citou Bolsonaro na carta enviada ao governo brasileiro —o documento foi depois devolvido. Essa foi a maior tarifa extra entre as 21 anunciadas pelo americano nesta semana.

Segundo Trump, a sobretaxa será imposta, em parte, devido aos “ataques insidiosos do Brasil às eleições livres e aos direitos fundamentais de liberdade de expressão dos americanos”.

Lula e o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, conversaram por telefone no início da noite desta quarta-feira sobre a ofensiva do americano.

A ligação foi feita por Barroso. Os dois definiram que as primeiras reações brasileiras às decisões anunciadas por Trump deverão ser lideradas pelo governo, o que significa que as manifestações devem se concentrar no Palácio do Planalto, no Itamaraty e outros órgãos do Executivo.

O Supremo preferiu adotar um comportamento mais discreto nas primeiras horas após o anúncio de Trump. Na visão de ministros do tribunal, a decisão anunciada pelo presidente americano tem um caráter eminentemente político e não afeta a condução de processos na corte.

Bolsonaro está inelegível ao menos até 2030 após condenação pelo TSE por ataques e mentiras sobre o sistema eleitoral. Ele é réu no STF sob a acusação de ter liderado a trama golpista de 2022.

Deputados federais reagiram à decisão de Trump durante o dia. Enquanto aliados de Lula acusaram o ex-presidente Bolsonaro de prejudicar o país, bolsonaristas culparam a política externa do governo federal pelo rompante estadunidense.

O Senado estava esvaziado no momento do anúncio de Trump. O presidente da bancada ruralista, deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), reuniu-se com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura de Bolsonaro e vice-presidente do grupo. Depois da reunião, a bancada emitiu uma nota dizendo estar preocupada com a medida.

“A nova alíquota produz reflexos diretos e atingem o agronegócio nacional, com impactos no câmbio, no consequente aumento do custo de insumos importados e na competitividade das exportações brasileiras”, disse a bancada em nota, defendendo uma resposta “firme e estratégica”.

Na Câmara, o anúncio foi motivo de debates acalorados entre governistas e oposição no plenário. Um momento de maior tumulto ocorreu quando o bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG) estava na tribuna e teve o discurso interrompido algumas vezes pela movimentação e empurra-empurra, a poucos metros, em torno do adversário político André Janones (Avante-MG).

À noite, o presidente Lula fez uma publicação nas redes sociais e o mesmo texto foi divulgado em nota à imprensa pelo Palácio do Planalto. Segundo Lula, o Brasil é soberano, com instituições independentes e não “aceitará ser tutelado por ninguém”.

“O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de estado é de competência apenas da Justiça Brasileira e, portanto, não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais”, diz o texto.

A mensagem do presidente ainda faz menção a temas como redes sociais e liberdade de imprensa, uma vez que, na carta de Trump sobre as tarifas, ele cita decisões do STF contra plataformas de redes sociais.

“No Brasil, liberdade de expressão não se confunde com agressão ou práticas violentas. Para operar em nosso país, todas as empresas nacionais e estrangeiras estão submetidas à legislação brasileira”.

Thaísa Oliveira e Marianna Holanda/Folhapress

AGU vai defender Moraes, acusado de inimigo da democracia por Trump


30 anos da AGU | Agência Brasil

Jorge Messias, da AGU, já prepara a defesa de Moraes

Karina Ferreira
Estadão

A Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou, em nota, que está acompanhando o andamento do processo a pedido do STF. “Estão sendo preparadas minutas de intervenção processual em nome da República Federativa do Brasil, caso seja decidido que a AGU atuará no caso”, diz trecho da nota, divulgada nesta terça-feira.

O esclarecimento foi feito, porque a Justiça da Flórida, nos Estados Unidos, assinou uma nova citação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido das empresas Trump Media & Technology Group, ligada ao presidente americano Donald Trump, e da plataforma de vídeos Rumble.

AGU ACOMPANHA – O ministro Moraes tem 21 dias para responder às acusações. A presidência do Supremo já pediu apoio à AGU, conforme a nota oficial divulgada nesta terça-feira pela Assessoria.  O texto é o seguinte, na íntegra:

“A Advocacia-Geral da União (AGU) está acompanhando o andamento do processo movido pelas empresas Rumble e Trump Media na justiça estadunidense em desfavor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O acompanhamento se dá a pedido da Corte Constitucional. Estão sendo preparadas minutas de intervenção processual em nome da República Federativa do Brasil, caso seja decidido que a AGU atuará no caso. Mas até o momento não há decisão do Tribunal Federal do Distrito Médio da Flórida, onde tramita a ação, determinando qualquer intimação do ministro do STF.”

STF NADA DIZ – Ao Estadão, a assessoria da Suprema Corte disse que não tem informações e não vai comentar o caso. A ação é movida pelas duas empresas de Trumple, que acusam Moraes de censurar conteúdos publicados nessas redes sociais no Brasil.

Duas tentativas de notificação anteriores, em março e em junho, foram frustradas. A diferença da citação anterior para esta é que, agora, o endereço do ministro aparece completo no documento.

Pela legislação americana, mesmo que Moraes não responda, vai ser considerado “citado”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Moraes tem 21 dias para se declarar “citado”. A partir daí, o processo começa realmente, com análise das provas já apresentadas contra ele pelas duas empresas de Trump. Para Moraes ou qualquer outro juiz do mundo, é uma ofensa dizer que ele descumpriu a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que é considerada a melhor e mais verdadeira definição de democracia já existente. Em tradução simultânea, Moraes pode ser considerado “inimigo da democracia”(C.N.)

Deputado Júnior Mano, que sofreu busca e apreensão, corrompeu a própria mulher


O deputado federal Júnior Mano participa de audiência na Câmara

Para variar, o deputado Júnior Mano diz ser inocente

Luísa Marzullo
O Globo

Alvo da Polícia Federal em uma investigação que apura supostas fraudes em licitações abastecidas com emendas parlamentares, o deputado federal Júnior Mano (PSB-CE) negou irregularidades e afirmou que não tem “participação em processos licitatórios, ordenação de despesas ou fiscalização de contratos administrativos”

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em seu gabinete na Câmara dos Deputados, em seu apartamento funcional, em Brasília, e em sua residência no Ceará.

O deputado Júnior Mano (PSB-CE), por suspeita de desvio de recursos públicos por meio de fraudes em licitações e contratos, era do Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas foi expulso por ter feito campanha para um candidato do PT.

VERDADE DOS FATOS – “Como parlamentar, o deputado não exerce qualquer função executiva ou administrativa em prefeituras”, diz o comunicado dos advogados. A defesa também ressalta a confiança do parlamentar nas instituições e afirma que ele tem “plena convicção de que, ao final da apuração, a verdade dos fatos prevalecerá”.

A ação faz parte da Operação Underhand, que investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos por meio de fraudes em processos licitatórios e contratuais. A Polícia Federal apura se contratos abastecidos com recursos de emendas parlamentares foram usados para financiar clandestinamente campanhas eleitorais no Ceará, nas eleições municipais de 2024, em que o deputado elegeu sua mulher Giordanna Mano (PRD) para a Prefeitura. E ela passou a participar do esquema das emendas. A cidade de Nova Russas (CE), comandada por Giordanna, foi a que mais recebeu emendas individuais do próprio parlamentar.

De acordo com os investigadores, o grupo é suspeito de direcionar verbas públicas para municípios cearenses mediante contrapartidas ilícitas e de manipular licitações por meio de empresas ligadas ao esquema. Embora envolvam recursos de emendas, essas não são o foco direto da apuração, que mira supostos crimes eleitorais.

BLOQUEIO DE BENS – Ao todo, 15 mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e cumpridos em Brasília, Fortaleza e em outras quatro cidades do Ceará. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 54,6 milhões em contas bancárias de investigados, entre pessoas físicas e jurídicas. A operação tem apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

A investigação teve início a partir de uma denúncia da prefeitura de Canindé (CE), um dos alvos da operação. Com o surgimento de indícios de envolvimento do parlamentar, o caso foi enviado ao STF.

Em fevereiro, o ministro Gilmar Mendes determinou que a apuração tramitasse na Corte e estabeleceu prazo para apresentação de um relatório parcial da Polícia Federal. A Procuradoria-Geral da República também defendeu a manutenção do inquérito no Supremo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Para que tudo isso? Aqui no Brasil não se pune corrupto. Estão todos soltos, inclusive casos patológicos, como os de Lula da Silva, Sérgio Cabral e de Geddel Vieira Lima. Lembrem que Cabral se declarou “viciado” em desviar dinheiro público. Mesmo assim, foi libertado(C.N.)


Bannon exagera e diz: “Moraes é um dos maiores criminosos do mundo”

Publicado em 9 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

Mais gordo e envelhecido, Bannon continua exagerado

Julia Chaib
Folha

O governo Donald Trump e expoentes do movimento ultraconservador americano se fiam no discurso de uso político do STF (Supremo Tribunal Federal) para defender o ex-presidente Jair Bolsonaro e a aplicação de sanções ao ministro Alexandre de Moraes.

À Folha um integrante sênior da gestão Trump, como são chamados assessores influentes do presidente dos Estados Unidos, resumiu a visão que permeia o governo nos seguintes termos: o ex-presidente Bolsonaro e seus apoiadores estão sob ataque de um sistema judiciário “instrumentalizado”.

Para esse auxiliar do republicano, as decisões de Moraes atingem a liberdade de expressão e, mais do que isso, subvertem a democracia para sustentar um governo que julga impopular, o do presidente Lula (PT).

LIBERDADE DE EXPRESSÃO – Steve Bannon, líder do movimento Maga, acrônimo para Make America Great Again (Faça a América Grande Novamente), slogan de Trump, e ex-estrategista do republicano, é ainda mais enfático e chama Moraes de “um dos maiores criminosos do mundo”.

“Envergonhou o Brasil no cenário mundial ao perseguir um dos grandes líderes do mundo, o ex-presidente Bolsonaro, em um tribunal claramente forjado. É ridículo”, afirmou Bannon à reportagem. Para ele e outras pessoas que acompanham a situação, punições a Moraes são uma questão de pouco tempo se o STF não recuar, o que não deve ocorrer.

POSTAGEM DE TRUMP – A leitura do expoente da direita e de integrantes do governo Trump foram sintetizadas na postagem feita pelo presidente na segunda-feira (7) na sua rede social Truth Social na qual defendeu Bolsonaro. Trump fez nova postagem em defesa de Bolsonaro na noite desta terça-feira (8).

As falas indicam que a narrativa difundida por bolsonaristas nos EUA tem surtido efeito junto ao governo americano. Bannon, mesmo sem provas, ecoa o discurso bolsonarista de que a eleição em 2022 foi manipulada e vê um paralelo com a trajetória de Trump.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É claro que Moraes não é um dos maiores criminosos do mundo. Ele é apenas vaidoso e metido, tenta ser sempre a cereja do bolo. Mais um pouco e saberemos se valeu a pena tanta intransigência de Moraes, que age como um adolescente sem responsabilidade. (C.N.)

Ameaças de Trump podem prejudicar a direita e favorecer Lula em 2026


Crise diplomática? Lula responde Trump

Tratamento que Trump dá a Lula é simplesmente burrice

William Waack

O ataque do presidente americano ao Brasil não tem paralelos históricos. Trata-se sobretudo de uma agressão política, cujos termos são por definição inegociáveis. Trump age com a prepotência de quem, de fato, escolheu dividir o mundo em esferas onde os fortões fazem o que querem, e os fracos — como o Brasil — que se virem.

A última vez em que um presidente americano agiu contra o Brasil por questões políticas ocorreu sob Jimmy Carter a meados da década de setenta. As semelhanças são remotas dada a brutalidade — e a irracionalidade ideológica — exibida por Trump neste momento.

DOIS MOTIVOS – Naquela época dois fatores haviam se combinado: a pressão contra a ditadura militar brasileira por conta de violações de direitos humanos e o acordo nuclear que o Brasil assinara com a Alemanha, que incluía a transferência de tecnologia sensitiva.

O presidente era o general Ernesto Geisel, que reagiu cancelando um acordo de cooperação militar com os EUA. O Brasil acabou fazendo um programa nuclear paralelo e a democratização liquidou a questão dos direitos humanos.

Do ponto de vista exclusivamente comercial e geopolítico o tratamento que Trump dá ao Brasil é simplesmente burrice. Mas é um extraordinário nível de mediocridade estratégica, ignorância histórica e posturas prejudiciais aos próprios interesses da superpotência que Trump vem exibindo desde que assumiu. Em nome de um eleitorado que aplaude o populista que está diminuindo em vez de aumentar a liderança e capacidade de ação americana.

ALGO A NEGOCIAR – Os danos comerciais ao Brasil são consideráveis, mas em situações semelhantes de imposição de tarifas Trump demonstrou a falta de consistência habitual — é algo que pode ser eventualmente “negociado”. O problema muito mais grave é político e terá impacto também no contexto eleitoral doméstico brasileiro.

Como aconteceu em países como Canadá, Austrália, México e, até certo ponto Alemanha, a interferência política de Trump nos assuntos de cada um produziu os resultados contrários.

Ou seja, Trump desmoralizou, enfraqueceu e tirou potencial eleitoral das forças políticas que quis “proteger”. No caso brasileiro, o clã Bolsonaro e todo agente político que aderiu ao fã clube de Trump.

ILUSÃO INFANTILÓIDE – É claro que esse é um problema do capitão e sua ilusão infantilóide de que um prepotente como Trump possa livrá-lo da cadeia — onde provavelmente mais e não menos gente vai querer vê-lo agora. Bem mais complicada é a situação do governo brasileiro que, ao contrário do exemplo da esquerdista que preside o México, não soube criar qualquer canal direto com a Casa Branca.

O Brasil é uma potência menor, com escassa capacidade de retaliação que não nos torne ainda mais vulneráveis, sobretudo em relação a insumos. É grande a tentação de pular para um lado no confronto geopolítico, mas um pouco de inteligência estratégica indica que os Trumps acabam indo embora, e a profundidade dos laços entre Brasil e Estados Unidos permanecem. Mas o mais provável é que ninguém vai enxergar esse horizonte nos próximos dias.

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