terça-feira, julho 08, 2025

Ministros do STF minimizam post de Trump sobre Bolsonaro e descartam resposta

 Foto: Felipe Sampaio/Arquivo/STF

Plenário do STF08 de julho de 2025 | 06:51

Ministros do STF minimizam post de Trump sobre Bolsonaro e descartam resposta

brasil

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) minimizaram as críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao julgamento de Jair Bolsonaro (PL) no caso da trama golpista. A avaliação é de que as declarações fazem parte de uma narrativa política e não merecem reação institucional da corte.

Ainda, afirmam que não houve nenhuma medida concreta contra o Brasil ou os ministros. Para os magistrados, portanto, a resposta deve ser dada pela política ou pela diplomacia. Ou seja, pelo presidente (PT) ou pelo Itamaraty —algo que o petista fez pouco depois da mensagem de Trump.

Nesta segunda-feira (7), Trump afirmou que o Brasil está fazendo uma “coisa horrível” no tratamento dado ao ex-presidente. O americano também disse que a corte persegue Bolsonaro.

“Eu tenho assistido, assim como o mundo, enquanto eles não fazem nada além de persegui-lo, dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano. Ele não é culpado de nada, exceto por ter lutado pelo povo”, afirmou Trump em um post na Truth Social.

A publicação do presidente americano também não tem poder, segundo a análise de ministros ouvidos pela Folha, de interferir no processo por tentativa de golpe de Estado contra Bolsonaro. Dessa forma, os magistrados afirmam se tratar de “barulho”.

A manifestação de Trump seria abusiva, na avaliação de um ministro ouvido sob reserva, mas teria efeito apenas simbólico. A declaração poderia, inclusive, “aumentar a antipatia” em relação a Bolsonaro e piorar sua situação, nas palavras desse mesmo integrante da corte.

Em outros momentos, o governo americano já fez ameaças de sanções. Em maio, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o país restringiria a entrada de “funcionários estrangeiros e pessoas cúmplices na censura de americanos” e que o ministro Alexandre de Moraes poderia ser punido.

O relator da trama golpista tem sido alvo de pressões por parte do governo americano. Em fevereiro, já sob Donald Trump, o Departamento de Estado divulgou uma mensagem com referências explícitas à determinação do magistrado para bloquear a plataforma de vídeos Rumble, usada por influenciadores de direita.

Lula já reagiu. Em nota, o petista afirmou não aceitar interferências nas políticas internas do Brasil. “A defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros. Somos um país soberano”.

Há uma avaliação de integrantes do governo de que nos momentos em que o presidente se coloca de frente ao governo dos EUA, a repercussão é positiva para ele.

Pouco depois, durante uma entrevista coletiva após a cúpula do Brics, Lula foi perguntado sobre a publicação de Trump, mas disse ter “coisa mais importante para comentar”.

Outra resposta foi dada por Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais). Na mesma linha da defesa da soberania do Estado brasileiro, a ministra também recorreu à tática da comparação da postura do governo Lula com a do ex-presidente Bolsonaro na relação com os Estados Unidos.

“O tempo em que o Brasil foi subserviente aos EUA foi o tempo de Bolsonaro, que batia continência para sua bandeira e não defendia os interesses nacionais”, disse.

A mensagem de Trump ocorre em meio à pressão e expectativa de bolsonaristas para que os Estados Unidos apliquem uma sanção a Moraes. A articulação conta com pessoas próximas ao presidente dos EUA, como o ex-assessor de Trump Jason Miller.

Se, no geral, os ministros têm optado pelo silêncio ou por reduzir esses episódios, em fevereiro, no entanto, depois da escalada da ofensiva de políticos dos EUA contra ele, Moraes fez comentários no plenário do STF. Sem mencionar os Estados Unidos, o ministro defendeu a soberania do Brasil e afirmou que o país deixou de ser colônia em 1822.

Moraes também citou a defesa feita pelo colega Flávio Dino por meio de redes sociais. Dino escreveu que os ministros do Supremo, ao tomarem posse, juram defender a Constituição e os princípios de autodeterminação dos povos, não intervenção e igualdade entre os Estados —incisos do artigo 4º da Constituição Federal.

Flávio Dino escreveu ainda que Moraes permanecerá proferindo palestras no Brasil e no exterior. “E se quiser passar lindas férias, pode ir para Carolina, no Maranhão. Não vai sentir falta de outros lugares com o mesmo nome”, afirmou Dino, em referência aos estados homônimos dos Estados Unidos.

Ana Pompeu e Catia Seabra/FolhapressPolitica Livre

Lula teve uma reação infantil ao responder a artigo da “The Economist”


Dois homens brancos de terno diante de um painel azul. Um deles, de barba e cabelo grisalho, acena com o braço esquerdo

Lula pediu ao Chanceler que respondesse às críticas 

Elio Gaspari
O Globo

Lula 3.0 reagiu a um artigo da revista The Economist com uma carta do chanceler Mauro Vieira falando bem de Lula, na qual afirmou que sua “autoridade moral” é “indiscutível”. Indiscutível não é, tanto que a revista discutiu-a.

Cartas desse tipo são coisas de jecas e quase sempre são sopradas pelo Palácio do Planalto, afagando o ego dos presidentes. (Uma seleta das cartas de chanceleres e embaixadores brasileiros defendendo a ditadura fazem vergonha ao Itamaraty.)

ERA PIOR – A reação epistolar mostra que Lula 3.0 acalmou-se em relação ao Lula 1.0. Em 2004 ele reagiu a um artigo do correspondente do The New York Times, Larry Rohter, cancelando seu visto de permanência no Brasil. Salvou-o do vexame o ministro Márcio Thomaz Bastos, que estava na Suíça e apagou o incêndio ao retornar a Brasília.

Enquanto o Brasil procura um caminho para controlar a circulação de notícias falsas nas redes, um curioso listou a relação de Pindorama com a propagação de fake news.

O Brasil fica na América, continente batizado por um cartógrafo alemão em homenagem ao Américo Vespúcio. Como se sabe, quem primeiro chegou ao Novo Mundo foi Cristovão Colombo, em 1492. Vespúcio só passou por aqui nove anos depois.

MUITO CRIATIVO – Enquanto Colombo acreditava que tinha chegado à Índia, Vespúcio percebeu a massa continental da América do Sul.

Esbaldou-se com a narrativa de suas passagens pela chamada Terra dos Papagaios, a partir de 1501. Descreveu a costa do Brasil em cartas que viraram um livro, o “Mundus Novus”, traduzido em pelo menos sete idiomas com cerca de 60 edições. Inventou (ou alguém inventou em seu nome) que viu leões, ursos e gigantes. Disse que por aqui as pessoas viviam até 150 anos.

Naquele paraíso terrestre do navegador florentino, os nativos “não fazem nenhuma troca ou comércio para comprar ou vender, bastando-lhes o que a natureza oferece: desprezam ouro, pedras preciosas, joias que na Europa consideramos riquezas”.

TRUMP SAI DE CENA – No início de junho, de caso pensado ou não, o presidente americano Donald Trump pôs sua marca na diplomacia internacional. Abruptamente, ele deixou a reunião dos chefes de Estado do G7, no Canadá, e voltou para Washington, onde precisava cuidar da vida.

O G7 reúne os Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Japão e a União Europeia. Suas reuniões ecoam as conferências de Yalta e Potsdam, de 1945, quando os Três Grandes —Franklin Roosevelt (EUA), Winston Churchill (Inglaterra) e Stalin (União Soviética)— redesenharam o mapa da Europa.

Passou o tempo, os Três são sete e as reuniões de chefes de Estado viraram arroz de festa, dando aos governantes agendas irrelevantes, jantares e fotografias.

IRRELEVÂNCIAS – Pior: aqui e ali realizam-se reuniões da cúpula disso ou daquilo. Na semana passada reuniram-se em Buenos Aires os chefes de Estado do Mercosul. Mal ela terminou, começou no Rio a reunião de cúpula dos Brics.

Deveria reunir os chefes de Estado de 28 países, entre os quais estariam a China, Rússia, Egito, México e Turquia. Os governantes desses países e mais uns dez anunciaram que não viriam à reunião. Como Trump, têm mais o que fazer.

O teatrinho das reuniões de cúpula pode estar saindo da moda.

Nem Trump tem direito de se meter no Brasil, nem Lula na Argentina…


Lula responde Trump após defesa a BolsonaroEliane Cantanhêde
Estadão

Quem atira a primeira pedra? Se o presidente dos EUA, Donald Trump, está errado – e está – ao chamar os processos contra Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal de “perseguição” e “caça às bruxas”, o que dizer do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que visitou Cristina Kirchner e tirou foto com o cartaz “Cristina libre” em plena Buenos Aires?

Trump, que se sente imperador dos EUA e age como dono do mundo, ficou mal humorado com a reunião do Brics no Rio de Janeiro e ameaçou impor tarefas adicionais a países que se alinharem com o bloco, que tem China, Rússia e agora Irã. De quebra, se meteu também com a Justiça brasileira, ao defender Bolsonaro e dizer que ele, o ex-presidente, só queria o bem do povo brasileiro (?). Julgou, absolveu e anunciou sua sentença ao mundo.

LULA REAGIU – O STF – onde o principal alvo de trumpistas e bolsonaristas é Alexandre de Moraes — ficou calado, não reagiu, mas Lula pegou em armas e disparou pelas redes que “o Brasil tem soberania” e “não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja”.

Tem toda razão, mas deixou uma dúvida: e se Javier Milei respondesse no mesmo tom à visita, ao cartaz e à decisão de Lula que, como Trump, julgou, absolveu e anunciou sua sentença ao mundo ou, ao menos, à América Latina?

Os dois ex-presidentes fazem oposição aos atuais mandatários, a diferença está nos processos pelos quais Bolsonaro pode ser condenado e Cristina Kirchner, presa em casa, de tornozeleira eletrônica, já foi. Ela sucumbiu diante de uma enxurrada de provas de corrupção, o que remete aos dissabores do próprio Lula com a Lava Jato.

AUTODEFESA – Já Bolsonaro foi indiciado pela PF e denunciado pela PGR, também por uma enxurrada de provas, mas por tramar um golpe de Estado para evitar a posse do presidente eleito, inclusive com prisão ou até a morte de Lula, o que remete a Trump atiçando criminosos a invadirem o Capitólio após a derrota contra José Biden.

Ao defenderem Kirchner e Bolsonaro, Lula e Trump estariam se autodefendendo?

Nem Trump tem o direito de se meter em assuntos internos do Brasil, nem Lula nos da Argentina. São posições voluntariosas, arrogantes, contrárias a regras internacionais básicas e à política de boa convivência entre países. E no pior momento.

O mundo está de pernas para o ar, com guerras, conflitos e autocratas por toda parte e Trump brincando de embaralhar o comércio e desprezar a civilidade, dentro e fora dos EUA, sob a impotência de ONU, OMC e do multilateralismo que os EUA construíram e agora se empenham em destruir.

Será que Trump não tem mais o que fazer e o que se preocupar do que com a prestação de contas à Justiça de um presidente derrotado ao tentar a reeleição no Brasil? E Lula, não estaria melhor e sendo mais útil trabalhando pelo equilíbrio fiscal, uma relação produtiva com o Congresso e a aprovação de projetos de interesse nacional, do que confraternizando com uma condenada por corrupção, em outro país?

“Eles contra Nós”

 em 7 jul, 2025 3:40

 Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça

    “O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

A política brasileira vive uma cruzada ruidosa entre o governo e o Congresso Nacional, travestida de embate ideológico, mas que, na essência, esconde algo mais antigo e perverso: a manutenção de privilégios de poucos às custas do sacrifício de muitos. O discurso do “nós contra eles” ressurge como uma sombra sobre o país, mas precisa ser desmascarado. O “nós”, neste caso, não é o governo. Tampouco é o Congresso. O verdadeiro “nós” é o povo — espremido entre os delírios retóricos e os interesses ocultos. O ator Pedro Cardoso disse com precisão: o mais honesto seria dizer “eles contra nós”.

 O que se vê no Congresso é um teatro de compaixão cínica. Deputados e senadores fazem discursos inflamados em nome do povo, mas votam sistematicamente para proteger os super-ricos — especialmente os rentistas — da obrigação de pagar impostos sobre lucros e dividendos. Defendem com unhas e dentes os interesses do topo da pirâmide, enquanto barram a ampliação de direitos e reduzem benefícios dos mais pobres. A elite parlamentar brasileira tornou-se uma espécie de corte feudal do século XXI — senhores de engenho modernos, zelando por suas sesmarias no mercado financeiro.

Lembra, em essência, a figura de Pôncio Pilatos, governador romano que lavou as mãos diante da injustiça cometida contra Jesus, fingindo imparcialidade, enquanto cedia à pressão dos poderosos. Assim age boa parte do Congresso atual: simula neutralidade, posa de moderador, mas atua sistematicamente contra os interesses da maioria. Há nisso uma duplicidade inquietante, uma farsa política que, como todo bom personagem trágico, acabará revelando o seu avesso.

Não se trata mais de disputa entre Poderes. Trata-se de resistência à ideia de um país mais justo. Um país onde milionários também contribuam. Onde os direitos sociais deixem de ser tratados como esmolas, e passem a ser reconhecidos como o que são: direitos. O Congresso age como se não houvesse povo lá fora. E o povo assiste, cansado, a essa pantomima onde os donos da riqueza encenam bondade enquanto fortalecem os grilhões da desigualdade.

 Enquanto isso, o “nós” sangra. Sangra nos hospitais públicos precários, nas escolas sucateadas, nos transportes indignos, nos alimentos cada vez mais caros. O “nós” não tem lobby, mas tem fome. O “nós” não tem offshores, mas tem dívidas. O “nós” só queria respirar. Mas tudo o que recebe é um Congresso que, sob a máscara da democracia, escolheu ser o adversário.

Contra nós.

 

Feriado Devido ao feriado desta terça-feira, 8, da Emancipação Política de Sergipe, o blog só retorna a ser atualizado na quarta-feira, 9.

https://infonet.com.br/blogs/claudio-nunes/eles-contra-nos/

Edital do concurso da Sefaz é publicado; salários vão até R$ 22,5 mil

Edital do concurso da Sefaz é publicado; salários vão até R$ 22,5 mil (Foto: Sefaz)

Foi publicado nesta segunda-feira, 7, no Diário Oficial do Estado, o edital do novo concurso público da Secretaria da Fazenda de Sergipe (Sefaz/SE). Estão sendo ofertadas 50 oportunidades para o cargo de Auditor Fiscal Tributário, sendo 10 vagas imediatas e 40 para formação de cadastro reserva.

Com remuneração inicial que pode ultrapassar R$ 22,5 mil, o cargo exige nível superior completo em qualquer área de formação, com diploma emitido por instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). O salário é composto pelo vencimento básico de R$ 16.016,47, acrescido de um bônus de eficiência variável que pode chegar a R$ 6.525,00.

As inscrições estarão abertas de 31 de julho a 20 de agosto, exclusivamente pela internet, com taxa de R$ 200. Candidatos que desejarem solicitar isenção da taxa devem fazer o pedido entre os dias 8 e 15 de julho. O prazo para pagamento do boleto vai até 22 de agosto. 

A aplicação das provas objetiva e discursiva está marcada para o dia 28 de setembro, em Aracaju. A banca responsável pela organização do certame é o Cebraspe. Mais informações podem ser acessadas no site oficial do Cebraspe.

Vagas por especialidade 

– Auditor Fiscal Tributário – Geral: 6 vagas + 24 CR

– Auditor Fiscal Tributário – Tecnologia da Informação: 3 vagas + 12 CR

– Auditor Fiscal Tributário – Tributação: 1 vaga + 4 CR

Etapas de avaliação 

O concurso será composto por três fases: provas objetivas, provas discursivas e avaliação de títulos.

A prova objetiva será dividida em três blocos:

– Conhecimentos Gerais (P1): questões valendo 1 ponto cada.

– Conhecimentos Específicos I (P2): questões valendo 2 pontos cada.

– Conhecimentos Específicos II (P3): questões valendo 3 pontos cada.

Será eliminado o candidato que obtiver pontuação inferior a:

 5 pontos em Conhecimentos Gerais (P1);

– 80 pontos em Conhecimentos Específicos I (P2);

– 45 pontos em Conhecimentos Específicos II (P3); ou

 130 pontos no total das provas objetivas.

A prova discursiva valerá 80 pontos e será composta por duas questões, com até 20 linhas cada, abordando temas específicos de acordo com a especialidade escolhida pelo candidato.

por João Paulo Schneider 

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segunda-feira, julho 07, 2025

Congresso da Mamata' e o silêncio do STF diante da delação de que Hugo Motta recebeu 10% de propina

 

Por POLÍTICA JB
redacao@jb.com.br

Publicado em 07/07/2025 às 10:45

Alterado em 07/07/2025 às 10:45

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POR JOAQUIM CARVALHO

Em depoimento prestado em 2017, o empresário José Aloysio Machado da Costa Neto confessou que adquiriu contratos por meio da emenda do deputado Hugo Motta e que houve cobrança de uma propina de 10%, ou cerca de R$ 78 mil, sobre um contrato de aproximadamente R$ 780 mil para recapeamento de ruas no município de Malta (PB).

O material da colaboração premiada foi anexado à sentença da Justiça Federal da Paraíba em 27 de fevereiro de 2025, mas só foi encaminhado ao STF posteriormente — sem homologação até o momento e sem que haja inquérito aberto formalmente contra o parlamentar, mesmo com o caso tramitando no Supremo.

Apesar da seriedade da acusação, o caso permanece parado no STF. Não houve designação de relator, não foi homologada a colaboração e tampouco houve abertura de inquérito contra Hugo Motta. Assim, nenhuma etapa processual efetiva foi iniciada no Supremo.

Isso sustenta a percepção de impunidade associada ao foro privilegiado e à morosidade judicial. O caso permanece adormecido, sem qualquer avanço oficial.

A delação voltou à tona em momento em que explodiu na rede social a hashtag “Congresso da Mamata” — movimento que viralizou após a derrubada de nova alíquota do IOF para movimentações específicas em 25 de junho pelo Parlamento.

Aliado à extrema direita, o chamado Centrão, grupo parlamentar do qual Motta faz parte, quer forçar o governo a cortar gastos, mas sem reduzir o valor das emendas, o que, consequentemente, resultaria em menos verbas para programas sociais.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, passou a ser símbolo desse movimento da redes: aparece como “Hugo traidor” ou “Hugo nem-se-importa”, personificando as críticas de que o Legislativo estaria agindo em favor dos interesses privados e contra o povo.

A campanha “Congresso da Mamata” — que somou mais de 824 mil menções no X e outras redes entre 23 de junho e 4 de julho — reforça a insatisfação popular com o formato de atuação parlamentar.

Esse caso evidencia a distorção do modelo de gestão pública que admite as emendas impositivas. Para juristas como Walfrido Warde, são inconstitucionais por invadirem competência exclusiva do Executivo.

E servem como meio de pressão política — e de corrupção. Ao torná-las obrigatórias, o Legislativo passa a comandar o orçamento, ignorando critérios técnicos e abrindo espaço para práticas como a denunciada “comissão” de 10%.

Assim, reforça-se a necessidade de rediscutir e limitar as emendas impositivas, reavendo o equilíbrio institucional e evitando o desvirtuamento do orçamento público em favor de interesses políticos particulares.

A delação de 2017, a remessa dos autos em 2025 e a explosão da campanha “Congresso da Mamata” nas redes reiteram que é chegada a hora de confrontar práticas nocivas e restabelecer a integridade democrática na gestão do dinheiro público.

O STF não pode permanecer em silêncio.

 

Joaquim Carvalho é editor do site Brasil 247, onde este artigo foi originalmente publicado.

Nas redes sociais, Trump: 'Deixem Bolsonaro em paz'; Lula, com energia: 'Não aceitamos interferência'

 .

Por JB INTERNACIONAL
redacao@jb.com.br

Publicado em 07/07/2025 às 15:57

Alterado em 07/07/2025 às 16:03


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira em publicação em uma rede social, na qual afirma que Bolsonaro é vítima de uma "caça às bruxas", termo que ele usou para se referir ao tratamento que ele mesmo recebeu de oponentes políticos.

Bolsonaro, que foi amigável com Trump no período em que ambos estiveram na Presidência de seus países, é réu em um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) acusado de tramar um golpe de Estado após perder a eleição presidencial para o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"O único julgamento que deve acontecer é o julgamento pelos eleitores no Brasil -- chama-se eleição. DEIXE BOLSONARO EM PAZ!", escreveu Trump.

Bolsonaro está inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). (com Reuters)

Lula reage com energia: 'Somos soberanos'

Por Henrique Rodrigues - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu com extrema energia à intromissão de Donald Trump, seu homólogo norte-americano, no caso judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que deve ser condenado nos próximos meses a uma pesada pena de prisão por ter empreendido uma tentativa frustrada de golpe de Estado após ser derrotado nas urnas em 2022.

“A defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros. Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja. Possuímos instituições sólidas e independentes. Ninguém está acima da lei. Sobretudo, os que atentam contra a liberdade e o estado de direito”, escreveu o estadista brasileiro em sua conta oficial na rede X (antigo Twitter).

Após fazer ameaças aos países que se alinharem às "políticas antiamericanas dos Bric" em meio à reunião de cúpula do bloco sob a presidência de Lula, Trump saiu em defesa de Bolsonaro em publicação nesta segunda-feira (7) na Truth Social.

“Estou assistindo à caça às bruxas de Jair Bolsonaro, sua família e milhares de seus apoiadores, muito de perto. O único julgamento que deveria estar acontecendo é um julgamento pelos eleitores do Brasil, isso se chama eleição. Deixe Bolsonaro em paz”, postou o líder da casa branca em seu perfil na rede Truth Social, que é de sua propriedade.

Antes disso, o presidente dos EUA ainda fez outras considerações sobre o extremista brasileiro que é réu no Supremo Trubunal Federal pela fracassada sublevação que conduzir após perder no voto para Lula. Usando o vocabulário enjoativo e habitual de sempre, ele rasgou elogios ao antigo ocupante do Palácio do Planalto.

“Eu conheci Jair Bolsonaro, e ele foi um líder forte, que realmente amava seu país, também um negociador muito duro em comércio... O Brasil está fazendo uma coisa terrível em seu tratamento do ex-presidente Jair Bolsonaro" e que "ele não é culpado de nada, exceto por ter lutado pelo povo”, acrescentou o estadunidense.

“Sua eleição foi muito apertada e agora, ele está liderando nas pesquisas. Isso não é nada mais, nada menos, do que um ataque a um oponente político, algo que eu sei muito sobre! Aconteceu comigo, vezes 10, e agora nosso país é o 'mais quente' do mundo”, falou ainda Trump ao usar um termo que, em termos de sentido, equivale a “ser atraente” no sentido de relações pessoais.

Ministra Gleisi também reagiu

A ministra Gleisi Hoffmann, de Relações Institucionais, foi às redes nesta segunda-feira (7) rebater as declarações de Donald Trump minutos após o presidente dos EUA sair em defesa de Jair Bolsonaro (PL) na rede Truth Social, que pertence ao Media Trump.

"Donald Trump está muito equivocado se pensa que pode interferir no processo judicial brasileiro. O tempo em que o Brasil foi subserviente aos EUA foi o tempo de Bolsonaro, que batia continência para sua bandeira e não defendia os interesses nacionais. Hoje ele responde pelos crimes que cometeu contra a democracia e o processo eleitoral no Brasil", afirmou a ministra.

Gleisi ainda reagiu à declaração de Trump fazendo coro com os apoiadores e o próprio ex-presidente brasileiro que se diz vítima de perseguição. (com Revista Fórum)


O fantasma de Trump continuará pairando sobre os países do Brics

Publicado em 7 de julho de 2025 por Tribuna da Internet

A imagem mostra um grupo de líderes de diferentes países em frente a grandes letras brancas formando a palavra 'BRICS', com a inscrição 'Brasil 2025' na parte inferior. Os líderes estão de mãos dadas, sorrindo, e ao fundo é possível ver um cenário com montanhas e barcos em um corpo d'água. O ambiente é ensolarado e parece ser um evento oficial.

Tarifas de Trump são criticadas e Lula articula Sul Global

Eliane Cantanhêde
Estadão

Segundo o presidente Lula, ao lado do trumpista Javier Milei, na Cúpula do Mercosul, “a Ásia (não os EUA…) é o centro dinâmico da economia mundial”. Foi uma senha para o que está em jogo numa cúpula muito mais poderosa, a dos Brics, que começa neste domingo no Rio de Janeiro e reúne oito países asiáticos, a começar da China e da Rússia e, para piorar, o Irã, o que empurra o foco da reunião para o “outro lado”, Estados Unidos e Israel. Com o presidente de Cuba, Miguel Diaz Canel, presente…

As questões temáticas são razoavelmente consensuais: valor monetário dos dados da IA, “saúde dos pobres” (problema comum a todos) e responsabilidade dos países ricos sobre a sustentabilidade ambiental dos não tanto.

SEMPRE TRUMP – Até nelas, porém, o alvo continua sendo Donald Trump que, por exemplo, suspendeu recursos para a saúde dos próprios americanos, asfixiou a USAID, braço dos EUA para ajuda humanitária, e rompeu com o Acordo de Paris. De quebra, reativou todas as sanções contra Cuba.

A ausência de Xi Jinping e Vladimir Putin (que entrou por vídeo) tem dois lados. Se esvazia o peso da Cúpula – e da foto -, alivia a tensão no grupo e a pressão sobre Brasil e Lula.

O Brics criticou a invasão de Israel e dos EUA no Irã, que agora quer mais: uma condenação contundente, com citação explícita aos dois países, o que não convém nem aos interesses do bloco, nem aos de cada país. Um documento final assim teria consequências graves e duradouras

MALA ANTISSEMITA – O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, chegou ao Rio trazendo na mala a velha negação do Estado de Israel, renovada com os ataques de Netanyahu e depois de Trump a suas usinas de enriquecimento de urânio.

Mas, do outro lado, Índia, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita não querem confusão com os EUA. O Brasil está no grupo que atua para equilibrar – e amenizar – uma posição final.

Lula também receberá em Brasília, em visitas separadas, Narendra Modi, da Índia, e Prabowo Subianto, da Indonésia.

PAÍSES IMPORTANTES – A Índia passou a China como maior população mundial, quase 2,5 bilhões de habitantes, e a Indonésia tem 280 milhões.

A Índia é top em tecnologia, na área farmacêutica e em medicamentos genéricos e a Indonésia, com poderosas florestas tropicais e o foco nas energias renováveis, deve ter destaque na COP 30.

Além de driblar as pressões do Irã e calibrar o tom contra EUA e Israel, o desafio foi Lula deixar de lado os improvisos e ler os textos dos profissionais. Quem banca a política externa é o presidente, mas quem entende do recado é a diplomacia. Ainda mais num momento delicado – e explosivo – dentro e fora do Brasil.


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