segunda-feira, julho 07, 2025

" Gilmarpalooza”! Câmara paga despesas de 30 dos 44 deputados que quiseram ir


Charge 25/06/2024

Charge do Marco Jacobsen (Arquivo Google)

Weslley Galzo
Estadão

O ‘Gilmarpalooza’, apelido dado ao Fórum de Lisboa organizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, levou 44 deputados em missão oficial de Brasília para a capital de Portugal nesta semana.

Dentre os parlamentares, 30 solicitaram que a viagem fosse com “ônus” à Câmara. Ou seja, a Casa vai arcar com todas as despesas, como hospedagem, deslocamento e custos adicionais. (veja ao final do texto a lista de deputados custeados pela Câmara). A lista foi divulgada pela própria Câmara a partir de um pedido de Lei de Acesso à Informação feito pelo Estadão. Procurada, a direção da Casa não quis se manifestar.

NOTAS FISCAIS – Os deputados que pediram o ressarcimento das despesas serão reembolsados após a apresentação das notas ficais. Por isso, ainda não é possível estimar quanto o deslocamento em massa de parlamentares a Lisboa custou aos cofres públicos.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), está entre os deputados que solicitaram o reembolso dos valores. Na lista dos viajantes, também figuram seis parlamentares que são parte em processos no STF: Arthur Lira (PP-AL), Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Luís Tibé (Avante-MG), Paulinho da Força (Solidariedade-SP), Rodrigo Gambale (Podemos-SP), Baleia Rossi (MDB-SP).

Como mostrou o Estadão, o Senado vai custear a ida de seis senadores ao evento. O afastamento de parlamentares do País precisa ser comunicado às Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, a quem cabe autorizar a ida dos solicitantes.

HÁ DUAS MANEIRAS – Os deputados e senadores podem optar por duas formas de deixar o País: em missão oficial, representando a Casa da qual faz parte, ou apenas como participantes em determinado evento, o que também exige comunicação ao comando do órgão.

Os parlamentares ainda podem escolher se desejam deixar o País com ou sem ônus à instituição da qual fazem parte — ou seja, se querem ser reembolsados por todos os gastos existentes na viagem ou não.

O ‘Gilmarpalooza desloca anualmente o poder político de Brasília para a capital de Portugal. O evento é realizado na Universidade de Lisboa e versa sobre diversos temas, desde direito a mudanças tecnológicas, mas são as atividades paralelas e fora do escopo acadêmico que mobilizam parte dos participantes.

PALCO DE LOBISMO – Além da classe política e da cúpula do Judiciário, o evento reúne ministros e empresários de grandes companhias, advogados dos escritórios mais renomados do País e acadêmicos.

A união desses diferentes grupos, mas que podem partilhar interesses em comum, torna as festas, os almoços, os passeios e os jantares organizados paralelamente ao evento atrações à parte e altamente concorridas.

Na edição deste ano, a Associação Latino-americana de Internet (ALAI), que representa as big techs, ofereceu um almoço a participantes seletos do Fórum e o BTG Pactual preparou um novo happy hour.

EM MISSÃO OFICIAL – Deputados que solicitaram missão oficial com ônus para a Câmara: 1. Adail Filho (Republicanos-AM), 2. Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), 3. Alex Manente (Cidadania-SP), 4. Aliel Machado (PV-PR), 5. Amom Mandel (Cidadania-AM), 6. ArthurLira (PP-AL), 7. Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), 8. Baleia Rossi (MDB-SP), 9. Dani Cunha (União-RJ), 10.Domingos Neto (PSD-CE), 11.Doutor Luizinho (PP-RJ), 12.Eduardo da Fonte (PP-PE), 13.Elcione Barbalho (MDB-PA), 14.Elmar Nascimento (União-BA), 15.Felipe Carreras (PSB-PE), 16.Felipe Francischini (União-PR), 17.Gilvan Maximo (Republicanos-DF), 18.Hugo Motta (Republicanos-PB).

E mais: 19.Julio Arcoverde (PP-PI), 20.Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), 21.Luciano Vieira (Republicanos-RJ), 22.Luís Tibé (Avante-MG), 23.Lula da Fonte (PP-PE), 24.Mersinho Lucena (PP-PB), 25.Newton Cardoso Jr (MDB-MG), 26.Odair Cunha (PT-MG), 27.Orlando Silva (PCdoB-SP), 28.Paulinho da Força (Solidariedade-SP), 29.Pedro Paulo (PSD-RJ) e 30.Robinson Faria (PL-RN).

POR CONTA PRÓPRIA – Deputados que solicitaram autorização de missão oficial sem ônus adicionais: 1. Camila Jara (PT-MS), 2. Carlos Sampaio (PSD-SP), 3. Cezinha de Madureira (PSD-SP), 4. Cleber Verde (MDB-MA). 5. David Soares (União-SP), 6. Isnaldo Bulhões Jr (MDB-AL), 7. Marangoni (União-SP), 8. Marcos Soares (União-RJ), 9. Marcos Pereira (Republicanos-SP), 10.Maurício Neves (Podemos-PB), 11.Rodrigo Gambale (Podemos-SP), 12.Romero Rodrigues (Podemos-PB), 13.Soraya Santos (PL-RJ) e 14.Tabata Amaral (PSB-SP).

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – E ainda se dizem representantes do povo… Sem maiores comentários, apenas tragam o balde grande. (C.N.)


Documentário expõe Malafaia como “pastor de palanque” e “mau profeta”

 


Apocalipse nos Trópicos • Cinema com Crítica

Lula também aparece no filme, “pedindo” votos aos fiéis

Bernardo Mello Franco
O Globo

Silas Malafaia não gostou de “Apocalipse nos trópicos”, o novo documentário de Petra Costa. Convidado para uma sessão especial na quinta-feira, o pastor saiu aos berros da sala de cinema. Deve ter se irritado com a própria performance diante das câmeras.

O filme mostra como o crescimento dos evangélicos e a ascensão de pastores fundamentalistas influenciaram a política brasileira na última década. Personagem desses tempos estranhos, Malafaia não se constrange em usar o nome de Deus para direcionar o voto dos fiéis.

TRAJETÓRIA – O pastor pulou de galho em galho em sua peregrinação palanqueira. Apoiou Lula, José Serra e Aécio Neves até firmar aliança com Jair Bolsonaro às vésperas da eleição de 2018. Dois dias depois da vitória, o capitão marchou até a igreja de Malafaia, onde foi recebido com o coro de “Mito!”.

“Deus escolheu as coisas fracas para confundir as fortes. Deus escolheu as coisas vis, de pouco valor, as desprezíveis, que podem ser descartadas, as que não são, que ninguém dá importância, para confundir as que são, para que nenhuma carne se glorie diante dele. É por isso que Deus te escolheu”, disse o pastor, dirigindo-se ao presidente eleito.

COISAS LOUCAS – Ao fim da cena, a diretora repete o que foi dito no púlpito. “Deus escolheu as coisas loucas, fracas, vis e desprezíveis”, sublinha. “Usando esses versos bíblicos, Malafaia inaugura um novo tipo de líder para o Brasil”, arremata, numa síntese do que o país viveria nos anos seguintes.

O documentário retrata o jogo bruto do pastor para defender seus interesses terrenos. Quando Bolsonaro indicou André Mendonça ao Supremo, ele ameaçou fazer campanha contra senadores que resistiam a aprovar o ministro “terrivelmente evangélico”.

Quando outros pastores se aproximaram de Lula em 2022, ele ameaçou demonizar um a um nas redes sociais. “Aqui a gente destrói os caras”, disse, exibindo o celular. “Não vem, que a gente arrebenta eles”, prometeu.

SADISMO  – Em outra cena reveladora, Malafaia despeja ira sobre um motoqueiro que ousou mudar de faixa diante do seu carro. Depois avisa, sem esconder o sadismo, que seus seguranças dariam um “susto” no rapaz. Os amigos de Bolsonaro em Rio das Pedras ficariam orgulhosos.

O pastor é um caso de sucesso da teologia da prosperidade. Transformou uma pequena igreja no subúrbio do Rio num império milionário de empresas e templos, não necessariamente nesta ordem. Vaidoso, ele se deixou filmar ao volante de uma BMW blindada e a bordo de um jatinho batizado de “Favor de Deus”.

Malafaia sabe multiplicar o dízimo, mas emerge de “Apocalipse nos trópicos” como um mau profeta.

PREVISÃO ERRADA – Antes da eleição de 2022, ele assegurou que Lula seria batido nas urnas. “Sabe por quê? Ele tá ferrado no mundo evangélico. Não vai dar para ele, não”, vaticinou, em entrevista para o documentário.

Após a derrota do capitão, o pastor passou a incitar abertamente o golpe.

“O senhor tem poder de convocar as Forças Armadas para botar ordem”, bradou, em vídeo dirigido a Bolsonaro. Curiosamente, Malafaia não foi incluído na denúncia da Procuradoria-Geral da República contra militares e civis que tramaram contra a democracia.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Malafaia não gostou do documentário porque não é ele que anda atrás dos políticos. Na verdade, são os políticos que procuram os líderes evangélicos, para mendigar votos. (C.N.)


Interessados na verdadeira história da emancipação política de Jeremoabo, acessem o link abaixo e leiam esse valioso trabalho acadêmico:


No contexto histórico-político brasileiro, especialmente até meados do século XX, a diferença entre a emancipação política de uma vila e de uma cidade reside principalmente no status jurídico-administrativo e nas atribuições e autonomia que cada um desses títulos conferia à localidade.


Vila: O Início da Autonomia Administrativa

A Vila era o primeiro estágio de reconhecimento formal de uma aglomeração populacional com autonomia.

  • Emancipação como Vila: Significava a criação do seu próprio poder local, ou seja, a instalação de uma Câmara Municipal (o equivalente aos atuais legislativos municipais). Com a Câmara, a localidade deixava de ser meramente uma "freguesia" ou "arraial" subordinado a outro município (ou comarca) e passava a ter:

    • Autonomia Administrativa: Capacidade de gerir seus próprios assuntos locais, como a arrecadação de impostos (ainda que limitados), a manutenção de estradas vicinais, a segurança local, e a administração da justiça em primeira instância.

    • Delimitação Territorial: A criação da vila implicava a definição de um "termo" (território) sob sua jurisdição, que podia incluir diversas freguesias e povoados.

    • Representação Local: Os vereadores, eleitos pelos moradores, representavam os interesses da comunidade.

  • Contexto Histórico: No período colonial e imperial, a elevação a vila era o verdadeiro marco da emancipação política, pois conferia à localidade a capacidade de se autogovernar, mesmo que o poder central ainda tivesse grande influência. As vilas eram os centros urbanos embrionários e os focos de poder político-administrativo regional.


Cidade: A Consolidação do Status Urbano e Político

A Cidade representava um status superior ao de vila, conferido a localidades que já possuíam um desenvolvimento urbano, populacional, econômico ou estratégico significativo.

  • Elevação a Cidade: Não necessariamente significava uma nova emancipação política no sentido de "adquirir autonomia" (pois isso já havia sido obtido com o status de vila). A elevação a cidade era um reconhecimento oficial de sua importância e crescimento. Implicava geralmente:

    • Preeminência Urbana: Reconhecia a localidade como um centro mais desenvolvido, com maior população, infraestrutura (prédios públicos, igrejas maiores, etc.) e atividades econômicas diversificadas.

    • Prestígio e Status: Concedia à localidade um maior prestígio e influência política dentro da hierarquia administrativa do estado ou do país. Era um título honorífico que refletia seu papel regional ou nacional.

    • Maior Poder Simbólico: Embora as funções administrativas da Câmara Municipal já existissem na vila, o título de cidade reforçava o simbolismo de um centro de poder e desenvolvimento.

  • Legislação: As leis estaduais (especialmente após a Proclamação da República) foram os instrumentos mais comuns para essa elevação, definindo critérios que iam além da simples existência de uma Câmara.


Síntese da Diferença na Emancipação Política

Em resumo:

  • A emancipação política como VILA é o momento em que uma localidade adquire autonomia administrativa e seu próprio governo local (Câmara Municipal), desvinculando-se de outra jurisdição. É o nascimento do município como ente político autônomo.

  • A elevação de VILA a CIDADE é um ato posterior que reconhece o desenvolvimento e a importância daquela vila, concedendo-lhe um status superior e de maior prestígio, mas que, via de regra, não implica uma nova aquisição de autonomia política, que já existia.

Para fins históricos e oficiais no Brasil, a data mais comum para celebrar a "emancipação política" de um município costuma ser a da sua elevação à categoria de Cidade, mesmo que a autonomia administrativa tenha sido conquistada antes, com o título de Vila. Isso se deve, muitas vezes, ao maior impacto simbólico e ao reconhecimento do pleno desenvolvimento urbano e político que o título de cidade representava.

Nota da Redação Deste BlogInteressados na verdadeira história da emancipação política de Jeremoabo, acessem o link abaixo e leiam esse valioso trabalho acadêmico:

🔗 Clique aqui para acessar o conteúdo


Universidade Federal da Bahia – UFBA
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação em História

Título da Dissertação:
CÍCERO DANTAS MARTINS – DE BARÃO A CORONEL: Trajetória Política de um Líder Conservador na Bahia (1838–1903)

Autor: Álvaro Pinto Dantas de Carvalho Júnior
Orientador: Prof. Ubiratan Castro de Araújo

Dissertação apresentada ao curso de Mestrado em História da Universidade Federal da Bahia como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em História.

Salvador – BA


Se desejar, posso também criar uma introdução explicando a relevância da obra para a história de Jeremoabo. Deseja isso?:

🔗 Clique aqui para acessar o conteúdo


Universidade Federal da Bahia – UFBA
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Programa de Pós-Graduação em História

Título da Dissertação:
CÍCERO DANTAS MARTINS – DE BARÃO A CORONEL: Trajetória Política de um Líder Conservador na Bahia (1838–1903)

Autor: Álvaro Pinto Dantas de Carvalho Júnior
Orientador: Prof. Ubiratan Castro de Araújo

Dissertação apresentada ao curso de Mestrado em História da Universidade Federal da Bahia como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em História.

Salvador – BA



domingo, julho 06, 2025

Vitória com Aliança Estratégica: Das Dores é Eleita para o Diretório Municipal do PT em Jeremoabo com Apoio de Marcelo do Sindicato




Terminada a apuração das eleições internas do Partido dos Trabalhadores (PT) em Jeremoabo, a militância confirmou nas urnas o que já se desenhava nos bastidores: a vitória de Das Dores, agora oficialmente eleita para comandar o Diretório Municipal da legenda.

O resultado representa não apenas uma escolha democrática dentro da sigla, mas também a consolidação de uma aliança política que se mostrou decisiva. Com o apoio declarado de Marcelo do Sindicato — figura tradicional do sindicalismo local e com grande influência entre as bases trabalhadoras e movimentos sociais — Das Dores conquistou a maioria dos votos e reforçou seu nome como liderança atuante e comprometida com as causas populares.

A eleição ocorreu em meio a um cenário político ainda marcado por desafios internos no partido, disputas de narrativas e a necessidade de reconectar o PT de Jeremoabo às suas origens populares e à sua base histórica. Das Dores, com um discurso voltado para o fortalecimento da militância, maior presença nas comunidades e reestruturação organizativa do partido, convenceu a maioria dos filiados de que era o melhor nome para este novo ciclo.

O apoio de Marcelo do Sindicato foi tido como um divisor de águas. Conhecido por sua trajetória de luta em defesa dos trabalhadores rurais e por sua atuação firme nas causas sociais, Marcelo foi peça fundamental para agregar forças e costurar o consenso em torno do nome de Das Dores, contribuindo com sua experiência e prestígio para garantir a vitória.

Agora, a expectativa é de que o novo Diretório atue de forma mais articulada, buscando protagonismo nas discussões políticas do município e defendendo com firmeza os princípios históricos do PT: justiça social, participação popular, defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores.

A vitória de Das Dores representa, portanto, mais que uma simples troca de nomes: simboliza a tentativa de revitalização do PT em Jeremoabo e a esperança de uma atuação mais combativa, presente e coerente com os anseios da sua base.

Que o novo Diretório, sob a liderança de Das Dores, esteja à altura dos desafios que se impõem e possa contribuir efetivamente para o fortalecimento da democracia e da luta por uma Jeremoabo mais justa e igualitária.

Decisão do Supremo que visa driblar arcabouço surte efeito contrário e reduz limite de gasto

 oto: Fellipe Sampaio/STF/Arquivo

Plenário do Supremo Tribunal Federal06 de julho de 2025 | 16:15

Decisão do Supremo que visa driblar arcabouço surte efeito contrário e reduz limite de gasto

economia

A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de retirar do arcabouço fiscal os gastos do Judiciário financiados com receitas próprias surtiu efeito contrário ao esperado e reduziu o limite que os órgãos têm para suas despesas em 2025.

A atualização dos números foi feita pelo Ministério do Planejamento e Orçamento em relatório publicado em 22 de maio. Por enquanto, o diagnóstico é que a decisão já tirou um espaço de R$ 87,3 milhões do Judiciário.

O corte pode ser ainda maior, de quase R$ 1,5 bilhão, caso as custas judiciais também sejam consideradas receitas próprias e, com isso, os gastos bancados por elas fiquem igualmente excluídos.

Esse ponto específico é alvo de um novo julgamento, iniciado em 27 de junho e que ainda está em curso.

A União entrou com uma espécie de recurso para esclarecer uma dúvida sobre a classificação das custas. O relator, ministro Alexandre de Moraes, rejeitou o pedido, disse que não há controvérsia e reafirmou que elas são receitas próprias —portanto, devem ficar fora do arcabouço.

Os demais ministros têm até 5 de agosto para votar na ação, analisada no plenário virtual da Corte. Se eles seguirem o voto do relator, o Judiciário precisará reduzir suas despesas em R$ 1,465 bilhão neste ano, segundo os cálculos do Planejamento.

O efeito colateral inesperado decorre da interpretação do Executivo sobre a decisão do STF. A Corte atendeu a um pedido da AMB (Associação de Magistrados Brasileiros) para que o Judiciário tivesse o mesmo tratamento de universidades, institutos federais e instituições de ciência e tecnologia, que podem usar receitas próprias para financiar gastos fora do arcabouço desde a origem da regra, aprovada em 2023.

No caso do Judiciário, porém, essas despesas entraram na base de cálculo do limite, que é corrigido ano a ano pela inflação mais um ganho real de até 2,5%. Por isso, a simples exclusão dos valores geraria um benefício duplo: o teto ficaria inflado, e ainda haveria espaço extra para gastar fora do limite.

A equipe econômica adotou o entendimento de que, dada a decisão do STF, é preciso recalcular o espaço do Judiciário pelas regras do arcabouço. A lógica é: sempre que uma despesa é incluída ou excluída da norma, é preciso voltar à origem (neste caso, o ano de 2023), rever a base de cálculo e então atualizar os valores dos anos seguintes.

O mesmo procedimento foi empregado em outras ocasiões, tanto sob o teto de gastos criado no governo Michel Temer (MDB) quanto sob o arcabouço fiscal do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em um desses casos, o próprio Judiciário foi beneficiado: reclamou da exclusão indevida de uma despesa e conseguiu não só um limite maior, mas também a restituição do dinheiro não gasto nos anos anteriores.

Ao aplicar a mesma lógica agora, há uma redução dos limites porque o montante das despesas excepcionalizadas era maior em 2023 do que o valor previsto no Orçamento de 2025.

Há dois anos, as receitas próprias do Judiciário somaram R$ 52,5 milhões. Hoje, são estimadas em R$ 30,5 milhões. O mesmo ocorre quanto à inclusão das custas: a arrecadação ficou em R$ 1,12 bilhão em 2023, e agora deve ficar em R$ 1,04 bilhão.

O governo considera ter justificativas técnicas e jurídicas para recalcular os limites do Judiciário, mas, diante do resultado negativo, o temor agora é que o Supremo resolva propor alguma solução alternativa para afastar o prejuízo. Esse seria o pior cenário sob o ponto de vista da equipe econômica, pois ampliaria as despesas totais do governo num momento de aperto nas contas e elevação da dívida pública.

No mérito, a equipe econômica nunca foi a favor da exclusão das despesas, pois a medida abre brecha para outras decisões semelhantes. Além disso, apesar do desfecho atual ser desfavorável ao Judiciário, eventual aumento das receitas próprias pode minimizar o corte ou até mesmo permitir maior volume de gastos.

Segundo os cálculos do Planejamento, no cenário de menor perda, as mais afetadas serão Justiça do Distrito Federal e Territórios (R$ 51,8 milhões), Justiça do Trabalho (R$ 25,3 milhões) e Justiça Militar (R$ 10,3 milhões). Os demais ficaram com o mesmo espaço ou terão ganhos marginais.

Ao considerar as custas, os prejuízos mais significativos seriam sentidos por Justiça do Trabalho (R$ 767,2 milhões), Justiça Federal (R$ 325,2 milhões) e Justiça Eleitoral (R$ 176,1 milhões), mas todos ficariam com limites menores, à exceção do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

A reportagem procurou todos os órgãos do Judiciário para saber como eles se ajustarão aos novos limites.

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) disse que os valores ainda não são definitivos e podem mudar, dado o julgamento ainda pendente no STF. “Até lá, serão mantidas as despesas dentro dos limites atuais, acompanhando o processo para futuras revisões”, afirmou.

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) afirmou que não poderia se posicionar “diante de um cenário de probabilidades” e que é necessário aguardar o julgamento definitivo da ação. Na mesma linha, o CJF (Conselho da Justiça Federal) disse que, no momento, eventuais ações dependem do julgamento dos embargos de declaração.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) afirmou que a ação ainda está em curso e que o órgão “não se pronuncia sobre questões hipotéticas”.

A direção geral do STM (Superior Tribunal Militar) informou que, caso haja recálculo de seu limite, “possivelmente serão reavaliadas as despesas discricionárias relativas à ação Processamento de Causas e Gestão Administrativa, em especial referentes a serviços de engenharia e novas contratações que estavam previstas no Plano de Contratações Anual”.

O TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios) afirmou que, caso a ação seja julgada procedente em definitivo e o órgão receba seus recursos próprios, os valores serão usados em questões estruturais, como aperfeiçoamento do parque tecnológico e despesas do plano de transformação digital. “Se o tribunal não receber o novo limite, a equipe técnica irá fazer o ajuste orçamentário com previsão até o final do ano”.

O STF não respondeu. O CNJ não quis se manifestar.

Idiana Tomazelli/FolhapressPolitica Livre

Município de Jeremoabo

 

Município de Jeremoabo

O município de Jeremoabo, situado no semiárido da Bahia, carrega uma história que remonta ao século XVII. Inicialmente habitada por indígenas dos grupos tupinambás, a região foi colonizada por pecuaristas ligados à Casa da Torre, propriedade de Garcia d’Ávila. O nome “Jeremoabo”, originado do tupi, significa “plantação de abóbora”.

A missão de Geremoabo, fundada em 1660 pelos padres Jacob Roland e João de Barros, teve um papel central na catequese e proteção dos indígenas. Conflitos entre os missionários e a Casa da Torre resultaram na destruição e reconstrução do aldeamento, com intervenção do governo colonial e da Igreja Católica. Em 1718, Geremoabo tornou-se freguesia, e, em 1831, foi elevada à categoria de vila. Em 1925, adquiriu o status de cidade.

Geografia e aspectos ambientais

Jeremoabo ocupa uma área de 4.267,488 km² e faz fronteira com municípios como Canudos, Paulo Afonso e Rodelas. O relevo é marcado por altitudes baixas, incluindo o Raso da Catarina, e a sede municipal está a 272 metros acima do nível do mar. O clima semiárido é caracterizado por temperaturas médias de 24,6°C e precipitação anual de 453 mm.

O principal curso d’água da região é o rio Vaza-Barris, e a vegetação predominante é a Caatinga. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia mostram extremos climáticos, como a menor temperatura de 13,5°C e a maior de 40,3°C, registradas nos últimos anos.

Evolução demográfica e mudanças territoriais

A população estimada em 2024 é de 39.501 habitantes, segundo o IBGE. Desde 1970, a urbanização do município cresceu significativamente, passando de 13% para 40% em 1996. O território de Jeremoabo também sofreu alterações, com desmembramentos que originaram os municípios de Glória, Santa Brígida, Coronel João Sá, Pedro Alexandre e Sítio do Quinto.

Resumo extenso

Jeremoabo, localizado no semiárido da Bahia, destaca-se por sua história, geografia e transformações territoriais. Com raízes indígenas e colonização ligada à pecuária, o município possui um rico passado, incluindo conflitos entre missionários e latifundiários. Elevado a cidade em 1925, Jeremoabo enfrentou desmembramentos territoriais e desafios ambientais, como o clima semiárido. Atualmente, com uma população de 39.501 habitantes, a urbanização da cidade aumentou expressivamente. O rio Vaza-Barris, a Caatinga e o Raso da Catarina marcam seu território, enquanto registros meteorológicos recentes apontam variações climáticas significativas.

Lide

Jeremoabo, município do semiárido baiano, possui 39.501 habitantes e uma história marcada pela ocupação indígena, colonização e conflitos no século XVII. Com geografia influenciada pelo Raso da Catarina e pelo rio Vaza-Barris, a cidade, elevada em 1925, experimentou aumento na urbanização e mudanças territoriais ao longo dos anos.

https://jornalgrandebahia.com.br/tag/jeremoabo/

Jeremoabo Celebra 6 de Julho: A Emancipação que a Elevou à Cidade

 

Nota da redação deste Blog -  Jeremoabo Celebra 6 de Julho: A Emancipação que a Elevou à Cidade

Hoje, 6 de julho, Jeremoabo amanheceu em festa para comemorar mais um aniversário de sua emancipação política. O prefeito Tista de Deda liderou as celebrações em frente à sede da prefeitura, com a presença de banda de música e desfiles, marcando uma data de grande significado para a história do município.

Conforme o entendimento da Prefeitura Municipal de Jeremoabo, a emancipação política da cidade ocorreu em 6 de julho de 1925, data em que o município foi elevado à condição de cidade. Este marco é amplamente reconhecido e celebrado anualmente, representando um ponto de virada na autonomia e no desenvolvimento de Jeremoabo.

É importante notar que a trajetória de autonomia de Jeremoabo é mais longa. Sua história como vila autônoma começou em 25 de outubro de 1831, quando foi elevada à categoria de vila, conforme registros históricos. Isso significa que o município já possuía autonomia política e administrativa desde 1831. Contudo, o 6 de julho de 1925 é a data que celebra a sua transformação e elevação ao status de cidade.

Para aqueles que ainda possuem dúvidas sobre o dia da emancipação política de Jeremoabo, e desejam fugir de "achismos" ou "informações para boi dormir", a recomendação é buscar fontes acadêmicas e de pesquisa séria. Uma leitura fundamental é o estudo "EMANCIPAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DE MUNICÍPIOS NO BRASIL", de João Carlos Magalhães, disponível através do link: https://portalantigo.ipea.gov.br/agencia/images/stories/PDFs/livros/Capitulo1_30.pdf. Este trabalho oferece um aprofundamento sobre os critérios e marcos das emancipações municipais no Brasil, contribuindo para uma compreensão mais sólida da história de Jeremoabo.

A celebração de hoje reforça a importância de manter viva a memória e a história do município, valorizando os marcos que o tornaram a Jeremoabo que conhecemos hoje.


Você gostaria de saber mais sobre as comemorações ou sobre a história de Jeremoabo?

ABRA O LINK A SEGUIR, E TOME CONHECIMNENTO DE CONTEUDO OFICIAL:

https://portalantigo.ipea.gov.br/agencia/images/stories/PDFs/livros/Capitulo1_30.pdf

A Sabedoria de Tista de Deda: Jeremoabo Preserva Sua História e Dignidade

A Sabedoria de Tista de Deda: Jeremoabo Preserva Sua História e Dignidade

Em meio à polêmica proposta de alteração da data de emancipação política de Jeremoabo, a voz da razão e do bom senso prevaleceu. Felizmente, o prefeito Tista de Deda não embarcou na "canoa furada" de mudar a data oficial do município, o 6 de julho. Sua decisão, pautada pela sensatez, reflete um profundo respeito pela história e pela identidade de Jeremoabo.

Ao agir categoricamente com o coração e, principalmente, com a razão, o prefeito Tista de Deda honrou não apenas aqueles que, com dignidade e suor, trabalharam pelo engrandecimento da cidade, mas também a memória de seus antecessores, incluindo seu próprio pai, o falecido prefeito José Lourenço (Deda). Essa postura demonstra um compromisso genuíno com o legado construído por gerações.

A história de Jeremoabo, como a de qualquer município, é forjada com suor, sangue e lágrimas. Ela é resultado de eventos concretos, de leis promulgadas, de desafios superados e de conquistas que moldaram a comunidade ao longo do tempo. Não pode ser reescrita ou alterada em uma simples reunião de Câmara de Vereadores, sem as devidas legalidades e, o que é mais importante, sem o respaldo da pesquisa histórica séria e do consenso popular.

Tista de Deda, ao manter a data consolidada, reafirma seu compromisso em dar a Jeremoabo o que ela realmente merece: respeito, dignidade e a conservação de sua verdadeira história. Sua liderança, marcada pela sabedoria e pela responsabilidade, garante que as raízes do município permaneçam intactas, fortalecendo a identidade de seu povo e assegurando que as futuras gerações possam se orgulhar de um passado que não foi arbitrariamente modificado. Jeremoabo agradece a sensatez que preserva sua essência.

Em destaque

Quando o lucro passa na frente da segurança: um alerta grave no Assaí da Adélia Franco

Quando o lucro passa na frente da segurança: um alerta grave no Assaí da Adélia Franco Ir ao supermercado é um ato rotineiro, quase automáti...

Mais visitadas