terça-feira, abril 08, 2025

Motta quer anistia “para corrigir exagero a quem não merecia punição”

Publicado em 8 de abril de 2025 por Tribuna da Internet

Hugo Motta diz que segurança pública é prioridade na Câmara e aguarda PEC  do ministro da Justiça para esta terça | Política | Valor Econômico

Motta é favorável à anistia, mas está dando uma travada

Victor Ohana e Geovani Bucci
(Broadcast)

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou defender “sensibilidade” com relação a eventual “exagero” nas punições aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, ao comentar as manifestações lideradas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no domingo, 6.

As declarações ocorreram na manhã desta segunda-feira, 7, durante evento sobre o atual cenário político brasileiro, realizado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

DISSE MOTTA – “Eu ainda não falei desde o dia de ontem (domingo), de público, sobre as manifestações. Primeiro, dizer que eu sou um amante da democracia e acho que toda e qualquer manifestação de qualquer partido é válida, para defender qualquer pauta dentro do Congresso. Não cabe ao presidente da Câmara ser censor de pauta”, afirmou Motta.

“Cada partido defende aquilo que entende ser importante. Não há um tema mais ou menos relevante que a Casa não tenha que se debruçar e enfrentar ao ser trazido por um partido político”, disse.

Motta também afirmou que a obstrução movida pelo partido de Bolsonaro na Câmara é “regimental”, mas disse defender a pacificação política.

PACIFICAÇÃO – “A própria obstrução também é regimental, nós temos que respeitar, é um instrumento do Legislativo. E, de certa forma, o que penso é que temos que, para este momento que o Brasil vive, defender a pacificação nacional. O Brasil precisa dessa pacificação.”

Ele prosseguiu: “Não é desequilibrando, não é aumentando a crise, que vamos resolver o problema. Não é distanciando as instituições que nós vamos encontrar a saída para este momento delicado e difícil que o Brasil enfrenta”.

Na sequência, mencionou o que chamou de “sensibilidade” aos presos pelos atos golpistas.

CORRIGIR EXAGEROS – “Então, eu defendo dois pontos para que a gente possa tentar vencer essa agenda. Primeiro, a sensibilidade para corrigir algum exagero que venha acontecendo com relação a quem não merece receber uma punição. Acho que essa sensibilidade é necessária, ela toca todos nós”, afirmou.

“E defendo a responsabilidade de, na solução desse problema, não aumentarmos uma crise institucional que nós estamos vivendo. É por isso que eu conduzirei este tema com a serenidade que ele requer”, completou.

Estavam presentes no evento integrantes do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), como os secretários Gilberto Kassab (Relações Institucionais), Samuel Kinoshita (Fazenda) e Guilherme Afif Domingos (Projetos Estratégicos). Também compareceram o líder do PSD na Câmara, Antonio Brito (BA), e o deputado Danilo Forte (União-CE).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Motta está dando uma embromada, mas logo se entenderá com os líderes oposicionistas. Se eles tiverem apoio suficiente, Motta cumprirá o Regimento e colocará a anistia em pauta. (C.N.)

Idiotas do progresso sonham em humilhar quem tem conhecimento

 

 foi executada em técnica manual com pincel e nanquim sobre papel. Posteriormente, a imagem foi escaneada e colorizada digitalmente. Na horizontal, proporção 13,9cm x 9,1cm, a ilustração mostra quatro astronautas posando para uma selfie em um cenário espacial. O astronauta mais à frente, do lado esquerdo, segura um celular com três câmeras traseiras, tirando a foto. Todos usam trajes espaciais em tons de rosa, lilás, vermelho e laranja. Ao fundo, vê-se uma paisagem de superfície avermelhada, possivelmente marciana, com o céu estrelado em vermelho escuro. No canto superior direito, a Terra aparece em azul, flutuando no espaço. Um dos astronautas faz o gesto de "paz e amor" com a mão, enquanto outro exibe um sinal de positivo com o polegar.

Ilustração de Ricardo Cammarota (Folha)

Luiz Felipe Pondé
Folha

Haveria algum ganho na experiência de humilhação? Difícil dizer. Na academia, durante muito tempo, foi comum se assumir que humilhar os alunos e orientandos seria uma forma de formá-los para a vida do conhecimento. Esta formação começaria de fato quando você perceberia o quanto insignificante você é diante do que já foi produzido em termos de conhecimento muito antes de você.

Lembro-me dos primeiros dias da graduação de filosofia na USP, nos anos 1980, quando um dos grandes professores que tive – todos eles foram grandes professores – nos disse de forma direta: não pensem que vocês estão aqui para ter opinião; qualquer coisa que você pense, muitas pessoas já pensaram, e melhor, antes de você, portanto, calem a boca e leiam os textos. A famosa conversão aos textos. O professor tinha razão.

“NINAR” OS ALUNOS – Difícil imaginar falas como essas hoje quando a universidade caiu para a condição de “casa do pais dos alunos” por conta da necessidade de os fidelizar num mundo competitivo com cada vez menos jovens. E as públicas também ninam os alunos por razões ideológicas.

O marketing é a viga mestra da educação nas escolas privadas hoje. E a ideologia e os convescotes políticos nas públicas. Muitos dos professores que tive seriam processados hoje por pais preocupados em manter seus filhos com aulas convertidas em canções de ninar.

A grande humilhação hoje é a humilhação do conhecimento, e não uma humilhação como parte de uma iniciação ao conhecimento consistente e sistemático. Humilhação no sentido do senso comum mesmo.

UMA FERRAMENTA – O conhecimento hoje converteu-se em ferramenta da barbárie das vendas. As pessoas só querem fórmulas de sucesso, de felicidade, de controle sobre tudo. Imagino um futuro em que todos os cursos de ciências humanas terão dois tipos de modelo.

Ou se converterão em igrejas radicalizadas à esquerda —já estão quase lá—, perseguindo colegas professores e alunos que não rezem na cartilha do consórcio ideológico. Ou terão se transformado em departamentos de marketing, conteúdos motivacionais e autoajuda.

No primeiro caso, o discurso será, como já é, mas o será de forma mais evidente e descarada, a universidade em prol do combate à desigualdade social e de gênero, ao aquecimento global e em defesa das minorias “subalternizadas”. “Morte a quem não nos acompanhar!”

EMANCIPAÇÃO – No segundo caso, aparentemente à direita, mas inteiramente integrado ao primeiro caso, como já o é, o discurso será de emancipação do indivíduo, direito a realização de todos os seus desejos e da Inteligência Artificial.

Anote aí no seu caderno para dicas de sucesso profissional: é mais chique falar “ei-ai”, como em inglês, do que “ih-ah”, como em português— a serviço de nossos delírios de saúde, longevidade e ganhos financeiros. Logo logo, suas fezes e vômito serão commodities. Uma das marcas da psicose de mercado em que vivemos é que tudo deve ser monetizável.

Uma humilhação sistemática. Provavelmente, aqueles que mais percebem essa humilhação não existirão mais ou estarão já institucionalmente neutralizados.

AUTORITARISMO – Um dos efeitos desse processo é a transformação da atual democracia num regime cada vez mais autoritário, ainda que falando o tempo todo em “defesa da democracia e do estado de direito”.

A grande diferença entre os idiotas dos bolsonaristas e esse mundo a vir é que os agentes da dissolução da democracia tal como conhecemos virão das hordas acadêmicas, do marketing, das redações da mídia e do poder judiciário.

Os reacionários tentam destruir a democracia com planos decadentes, cafonas e estúpidos, arrombando a porta dos fundos. Os progressistas o farão pela entrada social e com palmas emocionadas dos bonitinhos e inteligentinhos, em nome do bem social e político.

IDIOTAS DO PROGRESSO – Um dos modos dessa humilhação do conhecimento virá pelas mãos dos idiotas do progresso. Aquele tipo de pessoa que desfila pelo mundo desde o século 19 e que agora tomou o poder por completo. Mede-se se seu coração está do lado certo ou não – como se fala no judaísmo – se você se sente mal ou não diante de um idiota do progresso.

Para além do fato inegável dos ganhos em ciência e tecnologia, o idiota do progresso se divide em duas categorias. O primeiro é aquele que vende avanços mirabolantes das ciências e tecnologia como algo já à venda na prateleira do outlet. O segundo é o que paga caro por essas mentiras. Qual tipo você é?

Suspeito que esse segundo tipo paga por essas mentiras porque, em tendo dinheiro para fazê-lo, imagina que fará parte de um grupo seleto de visionários que estará na nave espacial do Elon Musk quando chegar a hora de ir passar férias em Marte.

Vacina contra a gripe: 20 unidades em Aracaju terão horário ampliado


Vacinação contra a gripe: 20 USFs terão horário ampliado; saiba quais (Foto: Sergio Silva)

em 7 abr, 2025 15:00

Começou nesta segunda-feira, 7, em Aracaju, a Campanha de Vacinação contra a Influenza. A ação tem como objetivo reduzir os riscos de complicações, internações e óbitos provocados pela gripe.

A novidade deste ano é a inclusão da vacina no Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos a partir de 60 anos e gestantes.

As doses estão disponíveis em todas as 45 Unidades de Saúde da Família (USFs) da capital sergipana, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30. Para facilitar o acesso da população, 20 dessas unidades funcionarão em horário estendido, das 7h às 18h30.

As USFs com atendimento ampliado são:

  • USF Antônio Alves (bairro Atalaia)

  • USF Augusto Franco (bairro Farolândia)

  • USF Ministro Costa Cavalcante (Conj. Jardim Esperança)

  • USF Dona Sinhazinha (bairro Grageru)

  • USF Ávila Nabuco (Conj. Médici)

  • USF Niceu Dantas (bairro Mosqueiro)

  • USF Marx de Carvalho (bairro Ponto Novo)

  • USF Hugo Gurgel (bairro Coroa do Meio)

  • USF Joaldo Barbosa (bairro América)

  • USF Manoel de Souza (Conj. Sol Nascente)

  • USF Edézio Vieira de Melo (bairro Siqueira Campos)

  • USF Cândida Alves (bairro Santo Antônio)

  • USF Dona Jovem (bairro Industrial)

  • USF Francisco Fonseca (bairro 18 do Forte)

  • USF José Machado (bairro Santos Dumont)

  • USF José Calumby Filho (bairro Jardim Centenário)

  • USF Onésimo Pinto (bairro Jardim Centenário)

  • USF Fernando Sampaio (bairro Castelo Branco)

  • USF Humberto Mourão (bairro Orlando Dantas)

  • USF Geraldo Magela (bairro Orlando Dantas)

Além desses grupos prioritários, também poderão se vacinar profissionais da saúde, professores, puérperas, trabalhadores das forças de segurança, caminhoneiros e, nesta edição, os trabalhadores dos Correios.

A Secretaria Municipal da Saúde orienta que, no momento da vacinação, é necessário apresentar documento de identificação com foto, cartão SUS e, se possível, a caderneta de vacinação.

por João Paulo Schneider 

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Cordel da Omissão dos Vereadores de Jeremoabo

 Já estamos em abril, meu povo,

E a Câmara tá calada,

Nem um pio sobre o roubo,
Nem notícia da empreitada.
Demoliram o Parque de Exposição
Com silêncio por abrigo,
E a voz do povo ignorada.

Sumiram com ripão e mourão,
Que custaram o olho da cara,
Foi dinheiro da nação
Que escorreu feito água rara.
E os vereadores, omissos,
Fecham olhos aos sumiços,
Fingem que a cidade é clara.

No tempo da pandemia,
Teve desvio do mais feio:
O dinheiro do Covid,
Virou pensão, virou meio
De pagar dívida escondida
De quem chefia a guarida
Do prefeito sem receio.

Teve quentinha de ouro,
Que custava mil por dia,
Prometeram investigar,
Só ficaram na apatia.
E a praça do conjunto,
Foi tomada, e sem assunto,
Virou pousada na calmaria.

Mas o pior de tudo isso,
Que o povo ainda não aceita,
Foi apagar da memória
Uma figura perfeita:
Coronel João Sá retirado,
De escola, nome apagado,
Uma vergonha sem receita.

O ex-gestor sem pudor,
Fez da serra seu quintal,
Assassinou um juazeiro,
Patrimônio imortal,
Pra erguer escola privada
Com suspeita mascarada
Que envergonha o municipal.

Na rua da dona Oga,
E de Elizeu, cidadão,
As árvores centenárias
Também viraram chão.
Ninguém tomou providência,
Nem fez valer consciência,
Só silêncio e omissão.

E pra fechar com tristeza,
A EMBASA, sem decoro,
Ignorou uma lei feita
Na Câmara, por tesouro.
A taxa segue em oitenta,
E a cidade só lamenta
Esse abuso tão sonoro.

E o promotor? Nem ouviu!
Nada foi levado à frente,
Só o povo que resiste,
Sofre calado, descontente.
Até quando essa omissão
Vai reinar em Jeremoabo, irmão,
Sem justiça, sem presente?

Oh, vereadores de terra
Que juraram defender,
Cadê a honra prometida
Na hora de se eleger?
Enquanto o povo padece,
Vocês fazem prece e reza,
Mas pra manter o poder.

Mas o povo não se cala,
Mesmo vendo tanta dor,
A justiça pode tardar,
Mas não perde seu valor.
Jeremoabo, abre os olhos,
Chega de tantos engodos,
Vamos cobrar com fervor!

É nas urnas, nas praças,
Na coragem de lutar,
Que se vence a tirania
E se faz o certo brilhar.
Se o poder nos trai de novo,
Vai surgir a voz do povo
Pra cidade libertar!


Educação em Primeiro Lugar: A Marca da Gestão Tista de Deda na Administração Municipal



Educação em Primeiro Lugar: A Marca da Gestão Tista de Deda na Administração Municipal

O início do ano letivo na administração municipal do prefeito Tista de Deda trouxe consigo uma brisa de esperança e renovação para a comunidade escolar. Longe de serem apenas mais um dia de volta às salas de aula, os primeiros momentos deste ciclo foram marcados por um compromisso visível com a dignidade, o respeito e o carinho dedicados aos alunos. A atenção dispensada à infraestrutura e ao bem-estar dos estudantes sinaliza uma nova mentalidade na gestão pública, onde a educação assume, finalmente, o protagonismo que merece.

As cenas que se descortinaram nas unidades escolares foram animadoras e revigorantes. Salas de aula seguras e limpas acolheram os estudantes, proporcionando um ambiente propício ao aprendizado. As carteiras novas, um detalhe que faz toda a diferença no conforto e na postura dos alunos, demonstram um investimento concreto nas condições de estudo.

Mas o cuidado da administração municipal não parou por aí. A merenda escolar, item fundamental para garantir a nutrição e a energia necessárias para um bom desempenho em sala de aula, foi entregue com qualidade, reforçando o compromisso com a saúde e o desenvolvimento integral dos estudantes.

Contudo, o diferencial mais notável desta nova fase na educação municipal reside no calor humano dos professores. O carinho, a dedicação e o acolhimento demonstrados pelos educadores criam um ambiente de confiança e segurança, essencial para que os alunos se sintam à vontade para aprender, questionar e se desenvolver plenamente. Essa sinergia entre uma infraestrutura adequada e um corpo docente engajado é a receita para uma educação de excelência.

A iniciativa da administração do prefeito Tista de Deda representa um marco importante na valorização da educação em nível municipal. Ao priorizar as necessidades básicas dos alunos e ao reconhecer o papel fundamental dos professores, a gestão demonstra uma visão de futuro onde o investimento no capital humano é a chave para o progresso da comunidade.

É animador constatar que a educação está, de fato, ocupando o lugar de destaque que lhe é devido. A nova mentalidade que chega à administração municipal, colocando a educação em primeiro lugar, é um sopro de esperança para alunos, pais e toda a sociedade. Os resultados dessa priorização certamente se farão sentir no futuro, com cidadãos mais preparados, engajados e com maiores oportunidades. Que essa visão continue a guiar as ações da administração, consolidando um legado de investimento e valorização da educação para as futuras gerações.

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segunda-feira, abril 07, 2025

Diminuir os gastos públicos para a economia do país voltar a crescer


Tribuna da Internet | Omissão política do governo causa decepção em setores  da economia

Charge do Cicero (Arquivo Google)

Felipe Salto
do UOL

O crescimento econômico depende de condições estruturais específicas. Juros reais baixos, capacidade de produção e exportação, bom ambiente de negócios, sistema tributário funcional e infraestrutura robusta. O desafio primordial do Brasil é restabelecer um padrão de responsabilidade fiscal intertemporal capaz de turbinar o PIB.

O governo atual optou por uma agenda fiscal composta por forte elevação das receitas e por uma regra fiscal baseada na redução do déficit primário (receitas menos despesas sem contar os juros da dívida). Combinou, para isso, metas fiscais anuais ao novo limite de crescimento das despesas.

NOVO ARCABOUÇO – Busca-se um resultado menos deficitário por meio de receitas mais elevadas e menor crescimento real do gasto público. É o chamado Novo Arcabouço Fiscal, expresso na Lei Complementar nº 200, de 2023.

Ele funciona de modo similar às regras anteriores, mas inova ao combinar o objetivo de um resultado primário anual ao limite de gastos baseado em um percentual da variação da receita passada. É mais flexível e possui válvulas de escape.

Os resultados colhidos são positivos, mas insuficientes para restabelecer os superávits primários requeridos à estabilização da dívida pública como proporção do PIB. Em 2023, o déficit primário superou 2% do PIB e, em 2024, ficou em 0,4%. Com juros reais elevados, a dívida pública só estacionaria se o esforço fiscal fosse gigantesco.

CONTENÇÃO DE GASTOS – Por isso, é preciso apresentar um programa de contenção de gastos e de recuperação de receitas para período mais longo. Essas medidas têm de ser críveis e impositivas.

Nesta segunda etapa do governo Lula, dificilmente algo mais ambicioso poderá ser feito. Por outro lado, mantido um padrão mínimo de cumprimento das metas estipuladas em lei, o país pode chegar a 2027, primeiro ano do próximo mandato presidencial, pronto para elaborar e executar um plano fiscal à altura do desafio de estabilizar a dívida em relação ao PIB e, assim, abrir espaço para juros reais médios mais baixos, sem risco inflacionário.

Eis o grande objetivo para dois anos à frente. Seja qual for o resultado das urnas, em 2026, o vencedor não conseguirá escapar desse caminho, sob pena de colocar a economia em uma crise fiscal e, futuramente, econômica.

LEMBREM DILMA – Vamo-nos lembrar de 2015. Naquele ano, Dilma Rousseff foi reeleita e escolheu para a Fazenda o economista Joaquim Levy, um fiscalista. A contenção de gastos foi relevante, por meio de mudanças no abono salarial, por exemplo, e de um forte contingenciamento de despesas orçamentárias.

É possível ver que a despesa primária cresceu a 7,3% ao ano, entre 2003 e 2011. Em seguida, de 2012 a 2015, esse padrão mudou para 4,8%. As receitas, que avançavam a 7,2%, no primeiro período, apresentaram queda de 0,9% ao ano de 2012 a 2015. De 2016 a 2019, as receitas retomaram certo fôlego, voltando a avançar a 2,2%, com as despesas subindo 1,1%.

Os efeitos do teto de gastos (aprovado em 2016) se fizeram sentir, como se vê.

GASTOS ACELERAM – Entre 2020 e 2021, as receitas subiam mais ou menos no mesmo ritmo do período anterior selecionado para esta análise, enquanto as despesas aceleraram a 2,2%. Finalmente, nos últimos três anos, observou-se mudança para um padrão de alta real de quase 6%, tanto para receitas quanto para as despesas.

A tendência da arrecadação tributária, salvo em períodos marcadamente influenciados por medidas de recuperação de receitas, mudanças na legislação e decisões judiciais, é crescer no mesmo ritmo do PIB. Para gerar superávit primário, portanto, é necessário garantir que as despesas cresçam abaixo da variação real do PIB. Isso só vai acontecer por meio da alteração de diversos padrões hoje em vigor no país.

Falo das vinculações e indexações, da dinâmica das emendas parlamentares, da política de reajustes salariais (notadamente, dos supersalários), da política de subsídios e subvenções, dos gastos tributários, do Fundeb e dos gastos pouco eficientes, inclusive na área social.

PLANO DE AJUSTE – Para ter claro, não se trata de iniciar o próximo mandato presidencial debatendo, novamente, mais uma versão para as regras fiscais. Elas são adequadas. Trata-se, sim, de assumir um plano de ajuste das contas públicas claro, vinculado às necessárias mudanças de legislação e acordado com as principais lideranças do Congresso.

Não se pode perder tempo em debater, novamente, o que fazer com limites de gastos e que tais. É preciso aproveitar o primeiro ano para avançar com uma lista de medidas concretas a fim de produzir o necessário superávit nos saldos fiscais oficiais.

A contenção do gasto não é mais uma opção. Ela é mandatória, inclusive para conduzir a uma política monetária menos contracionista e, consequentemente, a uma taxa real de juros mais baixa. Em última análise, os gastos com juros seriam igualmente menores.

MEDIDAS DE AJUSTE – A tarefa que se coloca para 2027, na questão fiscal, é a formulação de uma agenda completa de medidas de ajuste. Os gastos precisarão passar por uma forte contenção e, portanto, será preciso promover uma avaliação completa das principais políticas públicas e orçamentos hoje em vigor. Só assim sairemos do piloto automático no Orçamento público.

Em paralelo, é preciso avançar na agenda da reforma orçamentária, a partir de uma nova legislação para substituir a Lei nº 4.320, de 1964, e para garantir a impositividade do Orçamento, por meio de projeções técnicas e bem elaboradas para as receitas públicas e, portanto, para os cenários econômicos.

A dependência de uma lógica de controle de despesas, bimestralmente, lançaNdo mão de contingenciamentos e de bloqueios de despesas discricionárias, é extremamente prejudicial a diversas políticas públicas financiadas por essa fatia do Orçamento.

MODO COMPETÊNCIA – O Orçamento precisa passar ao modo “competência” e sair, definitivamente, do modo “caixa”. A discussão orçamentária não pode mais ser apenas a do ano corrente. Ela deve pautar-se por um olhar de médio e longo prazo, a partir de instrumentos legais adequados e planejamento à altura.

No âmbito político – e, vale dizer, sem isso se terá nada do que foi dito anteriormente -, a defesa dessa agenda deve ser feita de modo transparente. É preciso mostrar à população que a responsabilidade fiscal é a chave para crescer de modo sustentável e melhorar a vida da população, sobretudo das parcelas mais vulneráveis e dependentes dos poderes públicos.

Gasto público não implica, necessariamente, prosperidade, sobretudo quando excessivo, desperdiçado e não avaliado. Ao contrário, as despesas têm de aumentar mais devagar para o país voltar a crescer.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É exatamente o contrário do que Lula pretende fazer. (C.N.)

Protestos nas ruas demonstram que Trump errou a dose de suas reformas


Parem o mal': milhares vãos às ruas nos EUA contra Donald Trump

Nos Estados Unidos a democracia é sempre levada a sério

Roberto Nascimento

Neste sábado, dia 5, milhares de pessoas foram às ruas em várias cidades dos 50 Estados americanos, protestar contra Donald Trump e Elon Musk, contra as demissões em massa de servidores públicos e os cortes na Previdência e nas Agências de Proteção Social. O slogan dos manifestantes é: “Tirem as mãos daí!”

E olhem que o governo Trump tem menos de três meses e os americanos já começam a sentir o bafo do fogo do inferno. Aumenta a cada dia o número de americanos que se arrependem de terem votado em Trump.

TEMPOS CAÓTICOS – O clima nos EUA é o pior possível, porque já se sabe que a conta não ficará salgada apenas para imigrantes, mas também para os funcionários públicos, para as minorias LGBT e principalmente para os pobres, devido ao cenário de recessão, que pode provocar um efeito dominó em escala global.

Donald Trump está atropelando tudo, até acordos comerciais como o Nafta, celebrado entre EUA, Canadá e México, aprovado pelo Congresso nas duas Casas Legislativas. Atribuir 25% por cento ao tarifaço contra o Canadá e o México extrapolou a lógica e o bom senso.

Com medidas radicais, Trump torna os Estados Unidos, um país em quem não se pode confiar. Na quinta-feira, o Senado americano rejeitou as tarifas contra o Canadá, com parlamentares republicanos votando contra Trump. Falta a votação na Câmara dos Deputados, e maioria republicana. Será a primeira derrota de Trump no Legislativo.

GUERRA COMERCIAL – Como era esperado, a China aplicou a reciprocidade, imputando tarifas de mais de 40 por cento a todos os produtos americanos. A Guerra Comercial segue a todo vapor.

O Brasil deveria ficar satisfeito, porque 10 por cento, aplicado por Trump, é das menores tarifas globais, abaixo até da Argentina. Não é hora de brigar com o ogro da América. Ele vai se desgastar ao longo do tempo e aí, tudo voltará ao normal.

No setor do agronegócio, que é o nosso forte, devemos aumentar as vendas para a China, nossa parceira, e também para os próprios Estados Unidos, substituindo exportações de nossos maiores rivais, que foram sobretaxados mais pesadamente por Trump.


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