segunda-feira, abril 07, 2025

Protestos nas ruas demonstram que Trump errou a dose de suas reformas


Parem o mal': milhares vãos às ruas nos EUA contra Donald Trump

Nos Estados Unidos a democracia é sempre levada a sério

Roberto Nascimento

Neste sábado, dia 5, milhares de pessoas foram às ruas em várias cidades dos 50 Estados americanos, protestar contra Donald Trump e Elon Musk, contra as demissões em massa de servidores públicos e os cortes na Previdência e nas Agências de Proteção Social. O slogan dos manifestantes é: “Tirem as mãos daí!”

E olhem que o governo Trump tem menos de três meses e os americanos já começam a sentir o bafo do fogo do inferno. Aumenta a cada dia o número de americanos que se arrependem de terem votado em Trump.

TEMPOS CAÓTICOS – O clima nos EUA é o pior possível, porque já se sabe que a conta não ficará salgada apenas para imigrantes, mas também para os funcionários públicos, para as minorias LGBT e principalmente para os pobres, devido ao cenário de recessão, que pode provocar um efeito dominó em escala global.

Donald Trump está atropelando tudo, até acordos comerciais como o Nafta, celebrado entre EUA, Canadá e México, aprovado pelo Congresso nas duas Casas Legislativas. Atribuir 25% por cento ao tarifaço contra o Canadá e o México extrapolou a lógica e o bom senso.

Com medidas radicais, Trump torna os Estados Unidos, um país em quem não se pode confiar. Na quinta-feira, o Senado americano rejeitou as tarifas contra o Canadá, com parlamentares republicanos votando contra Trump. Falta a votação na Câmara dos Deputados, e maioria republicana. Será a primeira derrota de Trump no Legislativo.

GUERRA COMERCIAL – Como era esperado, a China aplicou a reciprocidade, imputando tarifas de mais de 40 por cento a todos os produtos americanos. A Guerra Comercial segue a todo vapor.

O Brasil deveria ficar satisfeito, porque 10 por cento, aplicado por Trump, é das menores tarifas globais, abaixo até da Argentina. Não é hora de brigar com o ogro da América. Ele vai se desgastar ao longo do tempo e aí, tudo voltará ao normal.

No setor do agronegócio, que é o nosso forte, devemos aumentar as vendas para a China, nossa parceira, e também para os próprios Estados Unidos, substituindo exportações de nossos maiores rivais, que foram sobretaxados mais pesadamente por Trump.


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