domingo, abril 27, 2025

Sobre o Concurso, os Contratos e a Falsa Moralidade

 


Sobre o Concurso, os Contratos e a Falsa Moralidade

Nos últimos dias, algumas pessoas de Jeremoabo me questionaram por que, ao comentar sobre o concurso público e os seus desdobramentos, não falei a respeito dos dois contratos firmados com um advogado — um na Câmara Municipal e outro na Prefeitura. Também perguntaram por que não comentei a parte da entrevista em que se acusam os patrocinadores da ação popular (que visa anular o concurso) de terem agido com má-fé.

Pois bem. Primeiro, vamos aos fatos.

Sobre os contratos do advogado:
Não há nenhuma proibição legal que impeça um advogado de prestar serviço tanto para a Câmara quanto para a Prefeitura, desde que isso não gere conflito de interesses ou infração ética. Se alguém acha que existe algo errado aí, que leve aos órgãos competentes. Simples assim. Ficar criando narrativa para alimentar intriga política não contribui em nada.

Sobre a acusação de má-fé:
Quanto às declarações de que os patrocinadores da ação popular agiram de má-fé, prefiro não comentar. E não é por omissão ou conivência, mas porque não tenho provas. Quem está sendo acusado tem todo o direito de se defender, inclusive da acusação de litigância de má-fé, que é uma coisa séria. Quem acusou que prove. E quem foi acusado que responda.

Agora, se o problema for alguém trabalhar ou prestar serviços para a prefeitura...
É simples: basta substabelecer para outro advogado. O problema está resolvido. Qual é o medo? Quem quer servir à cidade de forma honesta e transparente não precisa temer.

E sobre o prefeito Tista de Deda...
Se agora querem inventar que ele não pode colocar para trabalhar pessoas de sua confiança, amigos ou até mesmo quem votou nele, aí realmente temos que rir. Como diria o Padre Quevedo: "Isso non ecziste!"

Ora, qual é o gestor que vai montar uma equipe só com adversários ou gente de quem desconfia? Governar é também escolher pessoas em quem se confia — desde que essas pessoas tenham competência, idoneidade e compromisso com o povo. E até aqui, o que se vê é um prefeito que está tentando arrumar a casa e colocar ordem no caos herdado.

No fim das contas, o que está acontecendo em Jeremoabo é um surto de falso moralismo seletivo. Aqueles que se calaram diante de escândalos do passado agora fingem indignação. Mas a verdade é uma só: o tempo do faz de conta acabou.

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