Autor: José Montalvão
Autor: José Montalvão

Bolsonaro é chamado a discursar pelo governador paulista
Deu na CNN
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, durante discurso em manifestação em São Paulo neste domingo (6), que, se tomou alguma “decisão equivocada” durante seu mandato, não foi por “má-fé”.
“Não me arrependo do que aconteceu comigo, se tomei alguma decisão equivocada não foi por má-fé, foi por vontade de acertar. Foi por querer fazer do seu país realmente uma grande nação”, afirmou.
CONFIAR NO TSE – Vestindo colete à prova de balas, Bolsonaro falou sobre “voltar a confiar” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2026. “Ano que vem o TSE terá um perfil completamente de isenção e podemos voltar a confiar nas eleições do ano que vem”, disse.
Ainda no discurso deste domingo, Bolsonaro afirmou ter “esperança” de receber ajuda “de fora”. “Não se preocupem comigo, covardia pode acontecer. Hoje faltou um filho meu aqui, o 03 [Eduardo Bolsonaro], que fala inglês, espanhol, árabe. Tem contato com pessoas importante no mundo todo e está lá nos Estados Unidos”, declarou.
Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se licenciou do cargo de deputado e está nos Estados Unidos.
FORÇA PARA EDUARDO – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que também participou do ato na avenida Paulista, pediu um grito de “força” para Eduardo Bolsonaro.
A manifestação em prol da anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro ocorreu na avenida Paulista, na região central de São Paulo. O ato teve início por volta das 14h e acabou perto das 16h.
Organizada pelo pastor evangélico Silas Malafaia, esta foi a primeira grande manifestação de bolsonaristas depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou denúncia contra o ex-presidente e outras sete pessoas no caso da suposta tentativa de golpe em 2022.
GOVERNADORES – Além de Bolsonaro, também participaram do ato os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo; Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás; Wilson Lima (União Brasil), do Amazonas; Ratinho Júnior (PSD), do Paraná; e Mauro Mendes (União Brasil), do Mato Grosso.
No dia 16 de março, outro ato pela anistia foi realizado na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Por Gustavo Zeitel | Folhapress

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) atacou o STF (Supremo Tribunal Federal) em sua fala no ato por anistia que aconteceu, neste domingo (6), na avenida Paulista. Nikolas chamou o ministro Alexandre de Moraes de covarde e comparou o ministro Luís Roberto Barroso a um bandido.
"Ditadores de toga, principalmente como Alexandre de Moraes, se utilizou do dia 8 [de janeiro de 2023] para nos amedrontar. Se lascou, olha a gente aqui. Essa é a resposta para você, seu covarde", afirmou o deputado. Em seu discurso, o deputado reforçou seu apoio a Jair Bolsonaro (PL) para as eleições de 2026. Nikolas afirmou que o ex-presidente foi perseguido pelo STF.
"Para o debochado do ministro Barroso que falou 'perdeu, mané', primeiro, isso é uma fala de bandido quando vai roubar alguém. O que você tá querendo dizer com isso, Barroso? Que nas eleições de 2022 nós fomos assaltados? É isso que você quer dizer? Porque, se for isso, fica em paz. Daqui a um ano e meio, tem eleições de novo", afirmou Nikolas.
Durante uma viagem a Nova York, Barroso disse "perdeu, mané" a um grupo de bolsonaristas que o hostilizava, logo depois do resultado das eleições de 2022. O episódio voltou à tona quando a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos pichou a estátua diante do STF com o dizer de Barroso, durante a invasão golpista, na praça dos Três Poderes.
Débora, que passou dois anos presa, tornou-se pivô do projeto por Anistia. Moraes votou por condená-la a 14 anos de prisão, mas, no fim de março, concedeu a ela prisão domiciliar. Para a base bolsonarista, a condenação é um exagero.
O caso de Débora serviu de mote para o discurso da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, no ato deste domingo. Ela mostrou seu batom para as manifestantes, pedindo que todas segurassem a maquiagem.
"O batom que representa a Débora. A nossa Débora. Uma mulher comum, cabeleireira, se torna símbolo da luta pela justiça no nosso país. Amados, nós temos sofrido desde 2018, mas sabemos a nossa missão, o nosso propósito, nós não iremos desistir", afirmou Michelle, que reuniu no palanque diversos sacerdotes, incluindo um representante das religiões de matriz africana.
Mais cedo, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB-SP), se disse feliz em receber a manifestação em sua cidade e reforçou a pressão para que o projeto de lei sobre anistia aos golpistas seja votado e aprovado na Câmara.
"Eu queria voltar a repetir: quando se tem um ato de desumanidade, surge um ato de humanidade, que é o que está acontecendo aqui", disse Nunes. "Eu sou do MDB. Como prefeito da maior cidade da América Latina, eu vou lutar com os deputados do meu partido para assinarem e apoiarem a anistia."
Entre as autoridades presentes, compareceram ao palanque o senador Sergio Moro (União Brasil-PR), além de sete governadores: Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, Ratinho Jr. (PSD), do Paraná, Ronaldo Caiado (União), de Goiás, Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, Mauro Mendes (União Brasil), de Mato Grosso, e Wilson Lima (União Brasil), do Amazonas.
Os quatro primeiros são cotados como presidenciáveis em 2026 diante do vácuo aberto pela inelegibilidade de Bolsonaro. Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, chegou a ter a presença anunciada, mas não vai comparecer.
O pastor Silas Malafaia, organizador do evento, fez um discurso em tom exaltado, chamando Moraes de cínico e manipulador. Também criticou a imprensa, a delação do tenente-coronel Mauro Cid, as conclusões do inquérito e defendeu o ex-ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, que está preso, segundo ele, injustamente. Nesse momento, o alvo de Malafaia passou a ser o Alto Comando do Exército, em tom de cobrança.
"Cadê esses generais de quatro estrelas, do alto comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição", afirmou.
Disse ainda que o presidente Lula (PT) é "um mentiroso contumaz", e o público o acompanhou com xingamentos ao petista. O discurso do evangélico foi acompanhado por uma trilha sonora de suspense, como a produção de filme de mistério. "Filma aí e manda para o Alexandre de Moraes. De tanto batom que tem aqui, dá para dar um golpe no mundo."
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ)06 de abril de 2025 | 10:20O PL de Jair Bolsonaro iniciou obstrução nas votações na Câmara dos Deputados. No período, entretanto, já teve que recuar diversas vezes, para não ficar mal com o próprio eleitorado, por exemplo com o pessoal do agro. Para completar, não conseguiu levar a plenário o projeto de anistia aos condenados pelos atos golpistas.
Mas, longe de considerar o movimento um fracasso até o momento, a bancada do Partido Liberal avalia internamente que parte da estratégia está dando certo. Isso porque acredita que, ao usar o instrumento regimental para arrastar e tentar impedir votações, dificulta ainda mais a situação do governo Lula.
Após pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira, 2, integrantes da sigla ficaram empolgado para usar a obstrução para além da anistia. O levantamento mostrou que a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a cair e atingiu o pior patamar desde o início da gestão em janeiro de 2023, com desaprovação de 56% dos entrevistados.
Líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), admite o empenho em atrapalhar a pauta do governo. “Vamos empurrar mais o governo Lula ladeira abaixo”, ressalta. Ele observa que o ritmo de votações no plenário e nas comissões temáticas está lento. “É apenas uma matéria por dia”.
Para os governistas, a estratégia do PL não funciona para paralisar o governo, e ainda prejudica o próprio partido de Bolsonaro que fica isolado em meio ao Centrão na Câmara. A sigla não conseguiu assinaturas suficientes para pautar a urgência da anistia, teve que “suspender” seu movimento e votar o PL da Reciprocidade, matéria importante para o agronegócio. Além disso, a ação nas comissões não preocuparia tanto o Planalto porque a maioria das pautas não é de interesse do governo.
“Eles (integrantes do PL) estão errando feio e se isolando. Foi uma semana trágica para o PL. Eles começaram dizendo que votariam a urgência. Não deu certo. Disseram que tinham assinaturas dos líderes do centro. Não tinham. Disseram que iam obstruir a pauta. Foram derrotados”, afirmou o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ).
O líder do PL rebateu e deixou claro que a estratégia para atrapalhar votações em plenário será mantida. “Se o governo não está preocupado com obstrução do maior partido da Câmara , no momento em que o governo precisa aprovar matérias para mudar sua avaliação negativa, eu não sei onde esse governo quer chegar”, finalizou Sóstenes.
Roseann Kennedy/Pepita Ortega/Iander Porcella/EstadãoFoto: Antonio Augusto/ STF/Arquivo
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)06 de abril de 2025 | 15:20A maioria dos brasileiros considera justa a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que instaurou ação penal e tornou réu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete acusados por tentativa de golpe de Estado. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada neste domingo, 6, 52% dos entrevistados disseram concordar com o ato do STF. Já para 36% a decisão foi injusta. Outros 12% não sabem ou não responderam.
Entre os entrevistados por região, a maioria que considera que o julgamento da Suprema Corte foi justo está no Nordeste, reduto eleitoral petista, com 61% corroborando com os ministros. Nas demais regiões, o índice ficou entre 44% no Sul, e 51% no Sudeste – com 50% dos entrevistados das regiões Centro-Oeste e Norte.
Por religião, o índice dos que avaliam que Bolsonaro foi justamente tornado réu é de 56% entre os católicos, enquanto 33% deles acredita que a decisão foi injusta (11% não respondeu ou não sabe). Entre os evangélicos, 46% acha que Bolsonaro sofreu injustiça, e 39% apoiam a decisão dos ministros (15% não respondeu).
Mais de 70% dos entrevistados tinha conhecimento da decisão e o restante ficou sabendo dela no momento da entrevista. A mesma pesquisa indicou ainda que 46% apostam que o ex-presidente vai ser preso contra 43% que não acreditam na prisão. Entre seus próprios eleitores em 2022, 36% acha que Bolsonaro será preso, enquanto 55% avalia que não será. Já entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 56% aposta no ex-presidente na prisão, enquanto 35% é cético quanto ao destino.
Comparado a última pesquisa do instituto, de dezembro do ano passado, a opinião dos entrevistados pouco variou acerca da participação ou não de Bolsonaro na tentativa de golpe de Estado, no final de 2022. Antes, 48% acreditava a trama golpista teve o envolvimento de Bolsonaro, e agora são 49%. Já 34% achava que ele não participou do plano, um ponto porcentual a menos que os atuais 35%. Antes 17% não souberam ou não opinaram, contra 15% agora. Somente 1% respondeu negando a existência de uma tentativa de golpe — em dezembro eram 2%.
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 27 e 31 de março. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.
Karina Ferreira/EstadãoFoto: Joédson Alves/Agência Brasil/Arquivo
Ataques do 8 de janeiro de 2023, em Brasília06 de abril de 2025 | 11:40Pesquisa Genial/Quaest divulgada pela neste domingo, 6, mostra que a maioria dos brasileiros é contra a soltura dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. A divulgação do resultado do levantamento do instituto coincide com o ato organizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados a favor do projeto de anistia na Avenida Paulista.
Segundo levantamento, 56% dos entrevistados disseram preferir que os envolvidos continuem presos, contra 34% que defendem sua soltura. Esse contingente favorável à anistia é composto por 18% que dizem que os acusados do 8 de Janeiro mereciam ser soltos porque nem presos deveriam estar e outros 16% que consideram que eles já passaram tempo demais detidos.
O ato na Paulista reúne o ex-presidente, sua mulher Michelle Bolsonaro, deputados, senadores e governadores aliados. Essa é a segunda manifestação a favor da anistia. A primeira ocorreu em março na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Apesar de os organizadores anunciarem 1 milhão de pessoas para a manifestação no Rio, segundo dados da USP, o público estimado foi de 18,3 mil pessoas.
De acordo com Felipe Nunes, da Quaest, no grupo de entrevistados formado por eleitores do Lula, 77% são contra a anistia. Já entre os eleitores de Bolsonaro 61% defendem a soltura dos acusados de envolvimento nos atos que resultaram em invasão e depredação do Congresso, Supremo Tribunal Federal e Palácio do Planalto. Há, no entanto, segundo a pesquisa, um contingente de 32% de eleitores do ex-presidente que são contra a anistia.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 27 e 31/03. O nível de confiabilidade do levantamento é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos.
EstadãoFoto: Reprodução/YouTube
Na avenida Paulista, Nikolas Ferreira (PL-MG) reafirmou seu apoio a Jair Bolsonaro, dizendo que o ex-presidente é vítima de perseguição política06 de abril de 2025 | 15:00O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) atacou o STF (Supremo Tribunal Federal) em sua fala no ato por anistia, que acontece, neste domingo (6), na avenida Paulista. Nikolas chamou de covarde o ministro Alexandre de Moraes e comparou o ministro Luís Roberto Barroso a um bandido.
“Ditadores de toga, principalmente como Alexandre de Moraes, se utilizou (sic) do dia 8 [de janeiro de 2023] para nos amedrontar. Se lascou, olha a gente aqui. Essa é a resposta para você, seu covarde”, afirmou o deputado. Em seu discurso, o deputado reafirmou seu apoio a Jair Bolsonaro (PL) para as eleições de 2026. Ele afirmou que o ex-presidente foi alvo de perseguição política pelo STF.
“Para o debochado do ministro Barroso que falou ‘perdeu, mané’, primeiro, isso é uma fala de bandido quando vai roubar alguém. O que você tá querendo dizer com isso, Barroso? Que nas eleições de 2022 nós fomos assaltados? É isso que você quer dizer? Porque, se for isso, fica em paz. Daqui a um ano e meio, tem eleições de novo”, afirmou Nikolas.
Gustavo Zeitel/FolhapressPublicado em 29 de janeiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Tarcísio atende a Jair Bolsonaro e vai disputar s...