segunda-feira, março 10, 2025

Ministério da Defesa publicou link para canal com pedido de golpe de Estado em 2022

 Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo

O ministro da pasta era o general Paulo Sérgio Nogueira, que havia sido antes comandante do Exército09 de março de 2025 | 18:00

Ministério da Defesa publicou link para canal com pedido de golpe de Estado em 2022

brasil

O perfil oficial do Ministério da Defesa publicou em 7 de novembro de 2022, ainda sob o governo Bolsonaro, um tuíte que leva para um canal no Telegram com uma mensagem de pedido de golpe de Estado. A publicação permanece por 28 meses no ar. Procurado, o ministério não quis comentar.

A postagem original no então Twitter foi feita oito dias após a derrota do então presidente Jair Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição. O ministro da pasta era o general Paulo Sérgio Nogueira, que havia sido antes comandante do Exército.

O tuíte da Defesa orienta o usuário a conferir na íntegra uma nota sobre o relatório do trabalho de fiscalização do sistema eletrônico de votação, mas o link publicado leva para outra rede social, o Telegram. Ali, há uma única mensagem publicada: “Dê o golpe jair”, diz o texto ao lado de um emoji de bandeira do Brasil. Veja no vídeo abaixo.

O pedido de golpe foi postado por um canal no Telegram intitulado “Ministério da defesa”, com erro no uso de letra minúscula no nome da Pasta. Esse canal conta com apenas 289 inscritos e não é o oficial da pasta.

Já a conta oficial da Defesa no Twitter (rebatizado de X), hoje administrada pelo governo Lula, tem 910 mil seguidores e faz publicações semanais. O mesmo ministério também tem uma conta no Telegram que hoje tem mais de 20 mil seguidores.

Consultados informalmente, membros da pasta não souberam dizer se o episódio se trata de um hackeamento ou teve o envolvimento de algum servidor.

Há registros feitos por usuários no Twitter naquela semana de que a mensagem pedindo golpe foi feita entre a noite do dia 9 e a tarde do dia 10. A publicação ocorreu em meio ao envolvimento direto do ministério e de setores das Forças Armadas para investigar as urnas eletrônicas.

Antes da postagem do link com pedido de golpe, a conta da Defesa havia divulgado um aviso sobre o trabalho que fizera na auditoria das urnas. Uma nota replicada no site oficial da Defesa, ainda no ar, do dia 7 de novembro, dizia que, dali a dois dias, o ministério encaminharia ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o relatório do trabalho de fiscalização do sistema eletrônico de votação, realizado pela equipe de técnicos militares das Forças Armadas.

O relatório, entregue no dia 9, no entanto, não apontou qualquer fraude eleitoral e ainda reconheceu que os boletins de urnas e os resultados divulgados pelo TSE eram idênticos. Ou seja, o boletim que a urna tinha imprimido registrando os votos dados ao final da votação conferia com o resultado da totalização divulgada pelo tribunal.

Apesar disso, Nogueira pedia que fosse feita uma investigação técnica urgente sobre eventuais riscos à segurança das urnas. O ministro se referiu a uma suposta possibilidade de que um “código malicioso” pudesse interferir no funcionamento dos aparelhos de votação.

A reportagem apurou naquela ocasião que o uso dessa expressão pelo ministro da Defesa foi interpretado no TSE como uma forma de Nogueira atender de alguma forma ao presidente Jair Bolsonaro, que contava com esse relatório como a última cartada para contestar o resultado da eleição.

A conclusão do Ministério da Defesa de Bolsonaro apresentou mais de 5 mil palavras reunidas em 22 páginas de texto. O termo “fraude” não constou no documento. Mas a construção do relatório deixava aberta uma suposta chance de interferência eleitoral, mesmo não apresentando qualquer evidência.

Naqueles dois últimos meses, autoridades do governo federal e da cúpula das Forças Armadas se reuniram, planejaram um golpe de Estado e alimentaram a expectativa de seus apoiadores por uma intervenção no processo eleitoral, conforme mostraram posteriormente investigações da Polícia Federal.

Áudios revelados pela TV Globo no mês passado mostram o envolvimento de militares e civis com cargos no Poder Executivo no plano para tentar um golpe de Estado. Há registros de oficiais em trocas de áudios incitando a participação popular no esquema.

Tanto Bolsonaro quanto Nogueira foram denunciados ao Supremo Tribunal Federal (STF) no mês passado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por tentativa de golpe de Estado. Outras 32 pessoas foram apontadas na denúncia do procurador-geral, Paulo Gonet.

A atuação de Nogueira no suposto esquema golpista é descrita como “indiscutível” no documento. Gonet citou que o general apresentou uma minuta de teor golpista aos três comandantes das Forças Armadas. O episódio foi confirmado à Polícia Federal pelo comandante do Exército, general Freire Gomes, e pelo chefe da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro Carlos Baptista Junior. Depois, seguiu o PGR, o então ministro da Defesa voltou a tratar do tema com os comandantes em seu gabinete.

“Ao pela segunda vez insistir, em reunião restrita com os comandantes das três Armas, na submissão de decreto em que se impunha a contrariedade das regras constitucionais vigentes, a sua integração ao movimento de insurreição se mostrou ainda mais indiscutível”, afirmou Gonet, referindo-se ao general Paulo Sérgio Nogueira. E acrescentou:

“Um ministro da Defesa não convoca comandantes das três Armas ao seu gabinete e lhes apresenta um projeto de decreto do tipo em apreço senão por um de dois motivos – para concitá-los a medidas drásticas contra o presidente da República proponente da quebra da normalidade constitucional ou para se expor favoravelmente à adesão ao golpe. A segunda hipótese foi a que se confirmou”.

Guilherme Caetano/EstadãoPoliticaLivre

Ao atacar o agronegócio, Lula consegue desautorizar Haddad, Alckmin e Fávaro

Publicado em 9 de março de 2025 por Tribuna da Internet

Lula em discurso em um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Campo do Meio (MG)

A cada discurso, Lula prejudica o governo e seus ministros

Eliane Cantanhêde
Estadão

Ao ameaçar o agronegócio com “medidas drásticas”, caso os preços dos alimentos não caiam, o presidente Lula não apenas deu uma de Donald Trump como desautorizou o seu vice, Geraldo Alckmin, e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que se esfalfaram para dar garantias para a sociedade, produtores, distribuidores, atacadistas e redes de supermercados de que não haveria “soluções heterodoxas”. Todo o esforço foi jogado no lixo.

Neste momento tenso no Brasil e no mundo, Lula subiu no palanque justamente num evento do MST e no dia do anúncio de um PIB animador para, mais uma vez, matar a boa repercussão do PIB e conquistar manchetes amargas por toda parte, reforçando a percepção de que insiste em repetir os erros de Dilma Rousseff e descambar perigosamente para uma esquerda sem rumo.

MÉDIDAS DRÁSTICAS – Acenar com “medidas drásticas” é desmentir Alckmin e Fávaro, que vinham negando categoricamente taxação, que remete ao desastre do Pix e às loucuras de Trump; controle de preços, que traz de volta o fantasma dos “fiscais de Sarney”; e cotas de importação, que os produtores não querem nem ouvir falar. E onde fica Fernando Haddad, que tem muito a ver com o comemorado crescimento de 3,4% em 2024?

Lula tem razão ao reclamar dos preços de café, ovo, milho…, como qualquer um faz, mas dizer que “não quer brigar com ninguém” é coisa de quem está exatamente buscando briga. E logo com quem?

Ora, com o agronegócio, que historicamente já tem um pé atrás com ele e o PT, sofreu bastante com seca, cheias, fatores externos e disparada do dólar em 2024 e, depois de ser a “pièce de résistance” nas duas recessões de Dilma e na pandemia, recuou 3,2% no PIB de 2024. Desta vez, o bom desempenho da economia foi graças à indústria e a serviços.

ARMAS LIMITADAS – É verdade que o governo tem instrumentos limitados para conter a inflação da mesa do brasileiro, mas zerar o imposto de importação de café, carnes e açúcar, por exemplo, não deve mudar nada, só atrai dúvidas de especialistas quanto à eficácia e mais animosidade entre produtores, preocupados com a competição.

O Brasil é grande exportador e o impacto de corte de impostos em importações modestas tende a ser pequeno, mas serve para alimentar as críticas do agro.

E, assim como no debate sobre o pacote da segurança de Ricardo Lewandowski, os governadores de oposição também jogaram na fogueira da polarização a proposta de Alckmin de zerar o ICMS (imposto estadual) de alimentos. O que está na mesa não é a comida do povo e nem mesmo as alegadas dificuldades econômicas dos Estados, é principalmente a disputa eleitoral e as ambições de 2026.

BATER DE FRENTE – Para reforçar a imagem de esquerda, Lula não se satisfaz em potencializar as recentes medidas populares, como a própria proposta para alimentos, impedir o aumento de 6% na conta de luz no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, liberar o FGTS de quem tinha optado pelo saque-aniversário e a isenção do IR para renda até R$ 5 mil. Ele precisa também bater de frente com o agro, o mercado, a “turma de cima”. O que lucra com isso?

Nesta segunda-feira, Gleisi Hoffmann volta ao Planalto, agora na Articulação Política, e Alexandre Padilha, ao Ministério da Saúde. Ela foi chefe da Casa Civil e ele ocupou o mesmo cargo no governo Dilma, de onde conduziu o “Mais Médicos”, que a categoria rejeitou e retaliou depois ao apoiar maciçamente Jair Bolsonaro em 2022 – depois de todas as suas manifestações e decisões macabras na pandemia.

Lula despachou Dilma para o banco dos Brics para mantê-la bem longe, mas Dilma nunca esteve tão próxima.


A participação do governo Lula no PIB parece um gol feito com a mão…

Publicado em 9 de março de 2025 por Tribuna da Internet

PIB é tema das charges desta sexta-feira; confira - Fonte 83

Charge do Quinho (Charge Online)

Mario Sabino
Metrópoles

O PIB do Brasil cresceu 3,4%, o melhor resultado desde o 2021 da imediata pós-pandemia, quando a alta foi de 4,8%, divulgou o IBGE, aquele instituto em vertigem desde que o diligente petista Marcio Pochman assumiu a presidência.

Viva, salve, ainda estamos aqui etc. Mas cresceu e desacelerou no quarto trimestre, com a queda no consumo das famílias, apontando para um 2025 mais difícil. Essa é a versão bem-comportada do noticiário econômico.

REPELENTE DE LEITOR – Parêntese. No jornalismo, sinal de porcentagem funciona como repelente de leitor, mas não há o que fazer: de vez em quando, nós nos vemos obrigados a abordar assuntos matemáticos. Fecha parêntese. Persista, por favor.

Depois da leitura da notícia, fui espiar a imprensa americana — e eis que há uma notícia sobre Produto Interno Bruto por lá. Donald Trump quer mudar a forma de calcular o PIB e o crescimento econômico.

O secretário de Comércio do governo americano, Howard Lutnick, disse à Fox News que, “historicamente, os governos têm brincado com o PIB. Eles contam as despesas governamentais como parte do PIB. Vamos então, separar as duas partes (o que é governo e o que é mercado) e tornar isso transparente”.

FALSO CRESCIMENTO – “Se o governo compra um tanque, isso é PIB”, afirmou Lutnick. “Mas pagar mil pessoas para pensar em comprar um tanque não é PIB. Isso é ineficiência, dinheiro desperdiçado.”

A transparência não é o maior interesse de Donald Trump. Com as demissões de dezenas de milhares de funcionários e demais cortes nos gastos do governo que ele está promovendo por meio do Departamento de Elon Musk, o crescimento do PIB dos Estados Unidos pode sofrer desaceleração.

Donald Trump quer, assim, atenuar o eventual efeito negativo da comparação com o PIB sob Joe Biden, mostrando que o crescimento da economia do país na administração do antecessor se deveu, em boa parte, ao empurrão proporcionado pela expansão das despesas governamentais.

CONFIRA A REALIDADE – Feita a observação, volte-se aos números. Nos Estados Unidos, em 2023, a participação dos gastos do governo no PIB foi de 36%, segundo o Fundo Monetário Internacional; no Brasil, foi de 45%, e essa porcentagem deve estar agora em 47%, por aí, por causa da aposta no Bolsa Família, do aumento das despesas assistenciais e previdenciárias e do salário mínimo acima da inflação.

Aonde quero chegar? Já cheguei: na versão mal-comportada do noticiário econômico, a participação do governo Lula no PIB parece gol de mão, e nossa economia não é handebol.


Washington Post teria se tornado o jornal oficial de Donald Trump?

Publicado em 9 de março de 2025 por Tribuna da Internet

Fake editions of The Washington Post handed out at multiple locations in D.C.

Jeff Bezos, dono do jornal, abandona a imparcialidade

Juliano Spyer
Folha

A noção de que “um bom jornal é uma nação conversando consigo mesma” deixou de ser verdade para The Washington Post. Desde a semana passada, a publicação aceita apenas artigos opinativos que defendam as liberdades individuais e econômicas. Teria se tornado, como dizem os críticos, o veículo de notícias oficial do trumpismo?

“A sociedade não precisa de jornais, o que precisamos é de jornalismo”, escreveu em 2008 Clay Shirky, professor e pesquisador da Universidade de Nova York. Para ele, o desafio era deixar de pensar em salvar jornais como modelo de negócio para, em vez disso, salvar a sociedade. Isso traria a motivação para reimaginar o jornalismo a partir de outros modelos.

CONTESTAÇÃO – O jornalista e pesquisador russo Andrey Mir, ligado à Universidade de York, no Canadá, aprofunda essa análise. Em seu livro mais famoso, “Post-Journalism and the Death of Newspapers” (Pós-Jornalismo e a Morte dos Jornais), ele argumenta que o trumpismo evoluiu a partir do mesmo contexto que produziu movimentos de contestação como a Primavera Árabe e o Occupy Wall Street.

Mir sustenta que não há uma intenção maliciosa ou uma conspiração por trás da polarização política. O modelo de negócio de veículos tradicionais como o Washington Post dependia da fabricação de consensos para agregar leitores com visões de mundo diferentes.

Mais leitores significavam mais receita publicitária. Mas a horizontalização do acesso à mídia tornou esse modelo obsoleto.

ESTÃO DISPONÍVEIS – Por que pagar por notícias se elas não estão mais limitadas à materialidade do papel, do rádio ou da TV e podem ser copiadas, coladas e redistribuídas infinitamente online? E como competir pela atenção do público com youtubers que entregam seu conteúdo gratuitamente nas redes sociais?

Jeff Bezos, bilionário dono do Washington Post, justifica a mudança na política editorial do jornal com base nessa mesma lógica da abundância de conteúdo. Em nota publicada no X, ele afirmou que, no passado, os jornais ofereciam aos leitores “uma seção de opiniões de base ampla que buscava cobrir todas as visões. Hoje, a internet faz esse trabalho”.

A teorização de Mir explica a trajetória recente dos jornais — não apenas do Washington Post — de substituir a fabricação de consensos pela escolha de um dos lados do debate político polarizado. Em um cenário em que todos têm acesso à mídia, é o dissenso, e não mais o consenso, que impulsiona a mensagem.

VAQUINHAS ONLINE – Essa mudança, segundo Mir, força o jornalismo a se transformar em “propaganda financiada por vaquinhas online”. O apelo para financiar o serviço passa a ser “defender a democracia” ou “combater o comunismo”.

“Os membros pagantes não pagam para receber as notícias (eles já as conhecem)”, escreve Mir. “Eles pagam para que as notícias sejam distribuídas para outros.”

A polarização não é um efeito colateral, mas uma condição para o sucesso desses negócios. Pessoas mais ansiosas tendem a apoiar mais seu veículo preferido. A perspectiva que Mir apresenta sugere que publicações como o New York Times, que criticaram a decisão de Bezos, estão mais próximas do Washington Post do que admitem.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Esse “alinhamento” do jornal a uma determinada corrente de opinião representa a morte do jornalismo e um gravíssimo retrocesso social. Significa abandonar a busca do que é certo e conveniente. A humanidade não merece isso, sinceramente.  (C.N.)


Bolsonaro tem de escolher um candidato substituto que não o traia


Bolsonaro chora após ser impedido de ir à posse de Trump

Bolsonaro sabe que não terá chances no julgamento do STF

Diogo Schelp
Estadão

Jair Bolsonaro disse que só morto indica outro candidato para disputar a Presidência em 2026. Ele já errou outras vezes em previsões em que atrelou sua morte ao seu futuro político. Em 2021, em um dos muitos momentos em que flertou com a recusa em deixar o cargo, disse que só encerraria o mandato preso, morto ou com vitória.

Não foi preso, não morreu e tampouco foi vitorioso. Optou pelo aeroporto às vésperas da posse de Lula, depois de meses conspirando nos bastidores para precipitar algum tipo de ruptura institucional.

NA PORTA DA PRISÃO – Em 2026, só será diferente em um ponto: é provável que até lá Bolsonaro esteja, de fato, preso. Na melhor das hipóteses, para ele, continuará eleitoralmente morto como está agora, ou seja, inelegível.

Ninguém duvida que acabará indicando um candidato para concorrer à Presidência em seu lugar. A questão é quando fazê-lo. Agora ou na última hora?

Um dos problemas de Bolsonaro é sua incompetência para tomar a melhor decisão no momento certo quando as variáveis são muito complexas. A sua gestão desastrosa da pandemia é a prova disso.

PROBLEMA COMPLEXO – Saber o momento certo de parar de insistir no próprio nome como candidato da direita populista é complexo porque nenhuma das opções é muito boa para Bolsonaro.

Se jogar a tolha agora, ele perde a aura de único líder legítimo do seu nicho eleitoral e, com ela, a possibilidade de elevar o custo político de uma eventual condenação por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes que estão sendo analisados pelo STF. Um líder populista nunca pode deixar de alimentar a ideia de que é insubstituível.

Se, por outro lado, Bolsonaro deixar para a última hora a escolha de um sucessor, acabará criando dois problemas. O primeiro é que haverá menos tempo para trabalhar o nome de sua preferência junto ao eleitorado. O segundo é que isso estimula a fragmentação da direita em diversos pré-candidatos, alguns dos quais já estão querendo demonstrar que não precisam da bênção do ex-presidente.

MENORES CHANCES – Nos dois casos, o efeito é diminuir as chances de vitória de um candidato endossado por Bolsonaro. A popularidade do atual governo está derretendo, mas Lula ainda é a opção mais viável para a esquerda em 2026. E ainda não surgiu um nome moderado forte o suficiente para livrar o País dos extremos políticos.

Há um terceiro cálculo a ser feito, caso Bolsonaro reconheça, pelo menos para si mesmo, que não irá recuperar sua elegibilidade e que há uma grande chance de que venha a ser preso.

A sua melhor opção, nesse cenário, é que o candidato vitorioso na eleição de 2026 seja alguém que aceite lhe conceder a graça presidencial assim que tomar posse, ou seja, que decrete a extinção de eventuais punições que tenham sido impostas a ele.

CUMPRIR PENA – Mas isso significaria admitir a hipótese de passar pelo menos alguns meses na cadeia e exigiria uma confiança muito grande no sucessor escolhido.

Alguém minimamente racional ficaria tentado a pensar que pode ser melhor deixar o mentor na cadeia do que solto, exigindo cargo no governo, fazendo articulações políticas e tomando decisões pelas costas do pupilo. Rei morto, rei posto. Uma alternativa familiar (a esposa Michelle ou o filho Eduardo, por exemplo) parece mais segura, mas um ou uma Bolsonaro do B teria menos chances contra Lula – e daí Bolsonaro continuaria preso.

Além de afirmar que só morto nomearia um candidato alternativo, Bolsonaro também diz que, se existisse um “motivo justo” para ele estar inelegível, “arrumaria uma maneira de fugir”. Entre a cadeia e o perdão, o aeroporto (após um pedido de asilo em alguma embaixada) parece uma opção cada vez mais factível para o ex-presidente.


André Moura pretende antecipar o racha entre os governistas

 em 10 mar, 2025 8:12

Adiberto de Souza

Após o governador Fábio Mitidieri (PSD) ter ensaiado se lançar à reeleição na recente festa do deputado estadual Jeferson Andrade (PSD), agora foi a vez de André Moura (União) prometer colocar nas ruas, já no próximo dia 17, a sua pré-candidatura ao Senado. A precipitação do mandachuva do União Brasil em iniciar a pré-campanha faltando ainda quase dois anos para as eleições parece uma forçação de barra visando obrigar Mitidieri se definir pelos dois candidatos a senador, já que o grupo tem mais cinco pretendentes ao cargo. Ao antecipar o seu projeto político e garantir que a filha e deputada federal Yandra de André (União) disputará a reeleição em 2026, Moura contribui para acelerar o provável racha político entre os governistas. Ora, os demais postulantes a uma cadeira de senador não ficarão de braços cruzados assistindo o crescimento da prematura campanha do aliado. Além de colocarem seus nomes nas ruas, eles vão trabalhar para queimar os de André e Yandra, visando jogar pai e filha contra, principalmente, quem deseja disputar uma cadeira na Câmara Federal pelo bloco liderado por Mitidieri. Portanto, a pressa do cacique do União Brasil pode acelerar o já cantado e decantado racha dos governistas. Quem viver, verá!

De deputado a réu

E a coisa tá ficando feia pras bandas do ex-deputado federal Bosco Costa (PL). No último sábado, o Supremo Tribunal Federal formou maioria para torná-lo réu juntamente com os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA). O trio é acusado de supostos desvios de dinheiro oriundo das de emendas parlamentares. De acordo com a Polícia Federal, o esquema funcionava da seguinte forma: agiotas emprestavam dinheiro aos parlamentares, que indicavam emendas às prefeituras. Depois, os agiotas cobravam dos prefeitos a devolução do valor que tinha sido emprestado. Os três acusados juram de pés juntos que tudo não passa de calúnia da oposição. Então, tá!

https://infonet.com.br/blogs/adiberto/andre-moura-pretende-antecipar-o-racha-entre-os-governistas/

Romaria de Senhor dos Passos será na próxima semana; veja programação

 

(Foto: Heitor Xavier)

A Romaria de Senhor dos Passos acontece na próxima semana, de 14 a 16 de março, em São Cristóvão, com o tema “Nos passos de Jesus nos tornamos peregrinos da esperança e da caridade”. O evento que mobiliza milhares de fiéis, é uma das mais expressivas manifestações da fé católica no Brasil, marcada por um profundo espírito de penitência e preparação para a Páscoa. Ao longo dos anos, a romaria se consolidou como um evento que transcende o aspecto religioso, envolvendo toda a comunidade e atraindo turistas para a histórica cidade.

A programação começa na sexta-feira, 14, com o 4º Ofício de Senhor dos Passos, às 18h30, na Igreja do Carmo Menor, no Centro Histórico de São Cristóvão. Às 21h, será celebrada uma missa no Santuário São Judas Tadeu, também conhecido como Igreja dos Capuchinhos, em Aracaju. Na sequência, às 22h, ocorre a trasladação noturna da imagem de Senhor dos Passos até a Paróquia e Santuário Nossa Senhora da Vitória, em São Cristóvão.

No sábado, 15, a programação se intensifica, com missas durante todo o dia em diversos pontos da cidade. Às 19h, na Praça Senhor dos Passos, será celebrada a última missa do dia, seguida pela tradicional Procissão de Penitência, onde os fiéis, segurando velas, seguem a imagem de Senhor dos Passos, rememorando os sete passos de Cristo até sua morte. A procissão é um momento de intensa devoção e reflexão, com todos os participantes fazendo suas preces e pagando promessas.

O grande ápice da celebração acontece no domingo, 16, com a Procissão do Encontro. Às 16h, as imagens de Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores se encontram na Praça São Francisco, reunindo os fiéis em um dos momentos mais emocionantes da romaria. Além disso, durante todo o domingo, os fiéis poderão participar de missas em diversos locais e realizar suas confissões no Convento do Carmo. Também será possível visitar as imagens de Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores no Santuário Nossa Senhora da Vitória e na Igreja do Carmo Menor, respectivamente.

Júlio Nascimento, prefeito de São Cristóvão, destacou a importância do evento para a cidade e reforçou que a Prefeitura estará disponibilizando todo apoio necessário para acolher os romeiros. “A Romaria de Senhor dos Passos é um marco em nossa cidade, que vai além da religião. Ela é uma verdadeira manifestação cultural que atrai visitantes de todas as partes e fortalece a identidade de São Cristóvão. Através das nossas secretarias, iremos dar todo suporte para que os romeiros se sintam bem acolhidos em nossa cidade.”

A Romaria

A Romaria do Senhor dos Passos, que tem suas raízes no século XVII, trazida pelos Frades Carmelitas, se consolidou como um dos maiores eventos religiosos do país, especialmente em São Cristóvão. A cidade, que é considerada a Cidade Mãe de Sergipe, se tornou um importante centro de devoção, e a romaria tem sido realizada anualmente, atraindo milhares de romeiros e visitantes. O ponto culminante da celebração é a procissão, que refaz o caminho da Via Sacra, com paradas que evocam os momentos de sofrimento de Cristo, criando uma atmosfera de grande fé e emoção.

Em 2015, a Procissão de Passos foi declarada Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial de Sergipe, reconhecendo sua importância religiosa, histórica e cultural para o estado e para o país. A celebração não é apenas uma expressão de fé, mas também um momento de renovação espiritual, fortalecimento de laços comunitários e preservação das tradições que atravessam gerações.

Programação completa

Sexta-feira: 14/03

18h30 – 4° Oficio de Senhor dos Passos (Igreja do Carmo Menor).

21h – Ofício no Santuário São Judas Tadeu (Capuchinho).

22h – Caminhada com o Senhor dos Passos com destino ao Santuário Nossa Senhora da Vitória.

Sábado: 15/03

06h – Missa na Igreja Senhor dos Passos

11h – Missa na Matriz/Santuário

16h – Missa na Matriz/Santuário

17h – Missa na Igreja do Carmo

19h – Missa Praça Senhor dos Passos e Procissão de Penitência após a missa

Domingo: 16/03

06h – Missa na Matriz/Santuário

07h – Missa na Igreja do Carmo

08h – Missa no Palco ao lado da Matriz/Santuário

08h – Missa na Gruta Nossa Senhora de Lourdes

09h – Missa na Igreja do Carmo

09h – Missa na Capela São João Batista

09h – Missa no Cristo Redentor

10h – Missa na Igreja do Carmo

11h – Missa na Igreja do Carmo

11h – Missa na Gruta Nossa Senhora de Lourdes

12h – Missa no Palco ao lado da Matriz/Santuário

13h – Missa na Igreja do Carmo

13h – Missa na Gruta Nossa Senhora de Lourdes

14h – Missa no Palco ao lado da Matriz/Santuário

15h – Missa na Gruta Nossa Senhora de Lourdes

16h – Saída das Imagens para o encontro, em seguida o sermão do encontro e o cântico da Verônica

19h – Missa de encerramento na praça Senhor dos Passos

Fonte: Prefeitura de São Cristóvão

INFONET

Bosco Costa e mais dois deputados viram réus por desvio de emendas

 em 10 mar, 2025 8:07

Bosco Costa e mais dois deputados viram réus por propina em emendas (Foto: Câmara dos Deputados)

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos para tornar réus os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE), pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa os parlamentares de cobrarem propina para a liberação de emendas parlamentares.

De acordo com a PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os acusados solicitaram vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para liberar R$ 6,6 milhões em emendas ao município de São José de Ribamar (MA).

O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma do STF e deve ser finalizado no dia 11 de março. Até o momento, os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia votaram para transformar os acusados em réus. O relator do caso, ministro Zanin, apontou que há “indícios suficientes” para o recebimento da denúncia. Ele ressaltou que, nesta fase processual, cabe ao Supremo apenas analisar se a acusação preenche os requisitos formais.

“Não se exige, para este juízo de admissibilidade, prova completa do crime e de sua autoria, bastando a fundada suspeita quanto aos imputados e a prova da materialidade dos fatos”, escreveu.

Ainda restam os votos dos ministros Flávio Dino e Luiz Fux para a conclusão do julgamento.

O que dizem os citados

A defesa de Bosco Costa pediu a rejeição da denúncia, alegando falta de provas. Segundo os advogados, a acusação se baseia em “diálogos de terceiros e anotações manuscritas desconhecidas de Bosco”.

A defesa do deputado Josimar Maranhãozinho declarou ao Supremo que as acusações da PGR contra o parlamentar se “mostram frágeis e desfundamentadas”.

Por fim, adefesa de Pastor Gil defendeu a ilegalidade das provas obtidas na investigação por entender que o caso deveria ter iniciado no STF, e não na Justiça Federal do Maranhão. Os advogados também acrescentaram que a denúncia é baseada em “hipóteses e conjecturas”.

por João Paulo Schneider 

Com informações da Agência Brasil 

INFONET

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