sábado, fevereiro 08, 2025

Trump quer se vingar do FBI por investigar o ataque ao Capitólio

Publicado em 7 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

El memo secreto sobre el FBI en español - Infobae

Em 2022, o FBI fez buscas na casa de Trump na Flórida

Deu na Folha
Ag. Reuters

Após dias de resistência, o chefe interino do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, entregou ao Departamento de Justiça uma lista com os nomes de funcionários da agência que trabalharam em investigações relacionadas à invasão do Capitólio, de acordo com uma mensagem vista pela agência de notícias Reuters.

Emil Bove, ex-advogado de defesa do presidente Donald Trump que agora ocupa um cargo sênior no Departamento de Justiça, havia exigido as informações do FBI como parte do que ele chamou de revisão de má conduta em torno das investigações, que resultaram em quase 1.600 casos criminais contra apoiadores de Trump —que receberam perdão assim que o novo presidente assumiu.

VAI DEMITIR – Em entrevista nesta sexta (7), Trump disse que demitirá “alguns funcionários do FBI” por envolvimento com corrupção. “Conheci muito sobre esse mundo, e tivemos alguns agentes corruptos, e essas pessoas já se foram, ou irão embora, e isso será feito rapidamente e de forma muito cirúrgica”, afirmou.

Na terça-feira, agentes do FBI entraram com um processo para bloquear a divulgação pública desses nomes. Milhares de agentes, analistas e outros funcionários participaram da grande investigação sobre o ataque ao Capitólio, uma das maiores da história do Departamento de Justiça.

Durante audiência nesta sexta, o governo Trump fez um acordo temporário em que, por ora, concordou em não nomear publicamente os agentes envolvidos nas investigações do 6 de Janeiro.

ACORDO JUDICIAL – Aprovado por um juiz federal, o acordo impede a divulgação dos nomes até pelo menos o final de março, enquanto as ações judiciais de dois grupos de agentes do FBI seguem adiante. Se o governo decidir em algum momento divulgar as identidades dos agentes, será necessário dar aos autores da ação um aviso com dois dias de antecedência.

“Este é um passo importante na direção certa para proteger aqueles que nos protegem —os agentes do FBI que dedicaram suas carreiras para manter o Estado de Direito e defender nosso país”, disse Natalie Bara, presidente da Associação de Agentes do FBI, em comunicado.

A disputa sobre a lista se tornou um ponto de tensão, já que o FBI busca proteger sua independência durante um esforço do governo Trump para remover ou marginalizar funcionários que trabalharam em investigações condenadas pelo presidente americano.

INSUBORDINAÇÃO – Brian Driscoll, diretor interino do FBI, havia resistido a um pedido pelos nomes, levando Bove a acusá-lo de insubordinação. Um documento que a agência entregou no início desta semana listava os agentes apenas por seus números de identificação de funcionário.

Driscoll disse aos funcionários do FBI que a lista mais recente, que inclui os nomes dos agentes, foi entregue usando um sistema confidencial e identificado como “sensível à aplicação da lei” para proteger a segurança dos funcionários, de acordo com um e-mail a que a Reuters teve acesso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Não somente Trump está agindo como se fosse insano, como também arranjou outros malucos para colocar no hospício, digo, governo americano. Ele quer se vingar do FBI por dois motivos: a prisão dos invasores do Capitólio e a busca em sua casa de Mar-A-Lago, na Flórida. Mas Trump não pode demitir os agentes, porque os policiais têm estabilidade. Se forem demitidos, é um prêmio, porque entram na Justiça para receber elevadas indenizações. (C.N.)

Meirelles explica por que Lula criou esse “cenário desafiador”


O mercado financeiro e sua influência na ativação econômica, a visão  jurídica e institucional do Brasil e os reflexos na vida do país, e os  pilares da democracia: estas foram as pautas

Na Lide, Meirelles exibiu o tamanho do problema de Lula

Camila Pati
Veja

Se o presidente Lula continua sendo pragmático no campo da política, a sua atuação na área econômica está mais carregada de ideologia. Durante o Brazil Economic Forum, organizado pela empresa Lide, o ex-presidente do Banco Centra, Henrique Meirelles, destacou diferenças importantes entre os governos Lula 1 e 2 e o atual governo.

No primeiro mandato de Lula, houve uma política de maior disciplina fiscal, o que contribuiu para o controle da inflação e permitiu que a economia crescesse de forma sustentável, com média de 4% ao ano e a criação de 11 milhões de empregos.

POLÍTICAS COMPLEMENTARES – Ele lembrou que, na época, as políticas fiscal e monetária eram complementares, mesmo em um cenário de grande desconfiança inicial do mercado, com o dólar acima de R$ 7 e juros elevados para conter a inflação.

“No primeiro mandato de Lula, tivemos uma política fiscal mais restritiva, o que ajudou a controlar a inflação e sustentar o crescimento. Hoje, há uma política fiscal expansionista, o que cria um cenário diferente e pressiona os juros para cima.”

No segundo mandato, segundo Meirelles, também houve uma expansão fiscal mais significativa, mas o Banco Central conseguiu manter a inflação sob controle, o que ajudou o país a continuar crescendo.

AUTONOMIA DO BC – Esse equilíbrio, de acordo com ele, foi possível devido ao compromisso institucional firmado com Lula, que garantiu ao Banco Central autonomia para atuar de forma independente, mesmo sem uma legislação formal à época.

Meirelles apontou que o contexto atual é diferente e explicou que essa expansão fiscal é uma diferença estrutural fundamental em relação ao início dos anos 2000, quando o ajuste fiscal foi prioridade.

“Hoje existe expansão fiscal que não houve naquela época, são fatos”, disse Meirelles.

CENÁRIO DESAFIADOR – Apesar disso, o economista reconheceu que o pragmatismo de Lula continua presente, mas enfatizou que a combinação de política fiscal expansionista e juros elevados cria um cenário distinto e desafiador.

 Ele ressaltou que o Banco Central atual, com sua independência institucional garantida por lei, possui os instrumentos necessários para manter a inflação sob controle, mas ponderou que será necessário observar como o equilíbrio entre política fiscal e monetária será mantido nos próximos anos. “Vamos observar”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Se existe uma pessoa que faz falta nesse governo, chama-se Henrique Meirelles, que presidiu o Banco Central nos primeiros mandatos. Na época, como Lula e Palloci nada entendiam de economia, quem comandava o circo era Meirelles, que se saiu muito bem. Foi dele a iniciativa de criar o teto de gastos, para evitar que a dívida pública arrebentasse a boca do balão, como está acontecendo agora, quando o país está gastando R$ 1 trilhão por ano no pagamento da rolagem. Volta, Meirelles, volta! (C.N.)


Trump tenta fechar a Usaid, maior instituição humanitária do mundo


O que é a USAID e porque Trump quer destruir a a maior agência de  assistência internacional do mundo – Mundo – CartaCapital

Militantes humanitários protestam para salvar a Usaid

Deu na Folha
Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou o fechamento da Usaid, a agência de ajuda externa americana, em uma publicação em sua rede social, a Truth Social.  “A Usaid está deixando a esquerda radical louca, e não há nada que eles possam fazer a respeito, pois a forma como o dinheiro foi gasto, grande parte de forma fraudulenta, é totalmente inexplicável. A corrupção está em níveis raramente vistos antes. Fechem-na!”, escreveu, reiterando afirmações que até aqui não foram comprovadas.

A publicação ocorre em meio a uma ofensiva contra a agência. Principal órgão de ajuda humanitária de Washington, a Usaid apoiou iniciativas em 160 países em 2023, mas tem sido um dos principais alvos de um programa de redução de custos liderado pelo bilionário Elon Musk, agora membro do governo, à frente do Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês), feito sob medida para ele.

10 MIL AFASTADOS – Pouco antes da postagem de Trump, a agência de notícias Reuters havia publicado, com base em um comunicado enviado a funcionários da entidade quinta-feira (6), que apenas 611 trabalhadores considerados essenciais continuariam em seus postos. Os cortes entrariam em vigor à meia-noite desta sexta.

O total é maior do que o número de 300 funcionários que seriam mantidos, relatado anteriormente à agência de notícias, mas ainda representa um corte drástico na equipe, que contava com mais de 10 mil trabalhadores.

O Doge, de Musk, não é um departamento propriamente dito, e sim uma equipe para buscar maneiras de cortar gastos federais e, em tese, é um órgão consultivo. Está claro, porém, que o bilionário empresário está concentrando poder.

BRIGA JUDICIAL – Uma ação judicial, porém, busca reverter a desmontagem agressiva da Usaid. O litígio busca ao menos uma ordem temporária e, posteriormente, permanente da Justiça para restaurar o financiamento do órgão, reabrir seus escritórios e bloquear novas ordens de dissolução.

Ainda nesta sexta-feira, o juiz distrital Carl Nichols, de Washington, disse que emitirá uma ordem —que ele mesmo chamou de “muito limitada”— para bloquear temporariamente os próximos passos do governo Trump no desmonte da agência.

Na prática, a liminar impede que cerca de 2.200 funcionários sejam colocados imediatamente em licença administrativa e suspende a realocação de trabalhadores humanitários alocados fora dos EUA.

JUÍZES REAGEM – Outras decisões de Trump neste mandato sofreram bloqueios na Justiça, como o decreto inconstitucional em que ele tenta limitar o direito à cidadania americana para pessoas que nasceram nos EUA e são filhos de imigrantes.

Também está paralisado por uma decisão liminar o plano de demissão voluntária apresentado aos servidores federais como um ultimato e ao qual cerca de 60 mil funcionários já manifestaram interesse em aderir.

O desmonte da Usaid está inserido em um enorme programa de cortes do governo Trump e também faz parte da política conhecida como “América Primeiro” de Trump, que ordenou um congelamento global na maior parte da ajuda externa dos EUA, impactando grupos humanitários de todo o mundo.

AÇÕES HUMANITÁRIAS – Hospitais de campanha em campos de refugiados na Tailândia e programas de distribuição de medicamentos para quem sofre de doenças como o HIV estão entre as iniciativas em risco, que incluem organizações brasileiras.

No ano fiscal de 2023, a Usaid gastou cerca de US$ 38,1 bilhões (mais de R$ 222 bilhões) em serviços de saúde, assistência a desastres e outros programas, o que representa menos de 1% do orçamento federal americano.

Musk já havia anunciado que o fim da Usaid poderia estar próximo. “É hora de ela morrer”, escreveu o dono do X em uma das muitas publicações em que colocou a agência como alvo central, inclusive chamando-a de criminosa.

MUSK DELIRA – O empresário comentou, por exemplo, um vídeo em que a Usaid é acusada de estar envolvida “em trabalhos sujos da CIA”, a agência de inteligência americana, e na “censura à internet”.

Também fez acusações disfarçadas de perguntas a seus 215 milhões de seguidores: “Sabiam que a Usaid, usando seus impostos, financiou pesquisas de armas biológicas, incluindo a Covid-19, que matou milhões de pessoas?”, questionou, sem apresentar evidências.

O site da Usaid chegou a ficar fora do ar no último sábado (1º). Voltou a ser acessível na terça-feira (4), mas com uma espécie de mensagem de despedida em que anunciava que a maioria dos seus cerca de 10 mil funcionários seria obrigada a tirar licença remunerada.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A Usaid é a mais importante instituição humanitária do mundo. Dizer que ela influiu em eleição no Brasil é Piada do Ano. Ao criticá-la com outras fake news, o contraditório Elon Musk exibe um caráter verdadeiramente sinistro. Ele abriu a boca para despejar um monte de mentiras sobre a Usaid. É lamentável que esteja ajudando Trump a errar, ao invés de acertar. (C.N.)  

Lula fala para povo não comprar alimentos caros e dá munição para oposição

Publicado em 8 de fevereiro de 2025 por Tribuna da Internet

A fala gerou uma série de críticas nas redes sociais de oposicionistas

Pedro do Coutto

Uma fala do presidente Lula da Silva tem sido explorada pela oposição para atacar o governo nas redes sociais. O presidente disse que a população precisa passar por um “processo educacional” para não comprar alimentos com preços elevados para forçar os vendedores a baixarem o valor.

“Uma das coisas mais importantes para que a gente possa controlar o preço é o próprio povo (…) Se você vai no supermercado aí em Salvador e você desconfia que tal produto está caro, você não compra. Olha, se todo mundo tiver essa consciência e não comprar aquilo que ele acha que tá caro, quem está vendendo vai ter que baixar para vender, porque senão vai estragar”, disse o presidente em entrevista às rádios da Bahia Metrópole e Sociedade.

NA PRATELEIRA – “Eu não posso comprar aquilo que eu acho que está sendo exagerado o preço, então, eu vou deixar na prateleira, eu não vou comprar. Eu compro amanhã, eu compro outra coisa, eu compro um similar. Esse é um processo educacional que nós vamos ter que fazer com o povo brasileiro”, seguiu. A fala foi vista como mais um sinal de desconexão de Lula com as preocupações do povo e gerou uma série de críticas nas redes sociais de oposicionistas.

É preciso lembrar que essa estratégia de compra de alimentos com preços elevados é acompanhada por uma estratégia dos supermercados. Em 1961, houve uma CPI sobre o assunto.Naquele tempo, era o primeiro ano de Brasília e várias comissões tinham lugar no Rio de Janeiro. Os depoimentos desta CPI deixaram informações importantes sobre as questões de venda de alimentos.

Lembro bem que um dos depoentes foi um diretor das Casas da Banha, Climério Veloso. Ele revelou uma estratégia de venda adotada pelos supermercados da época mostrando que os preços variavam de um supermercado para outro conforme a diferença dos preços mínimos. A dança dos números se alternavam de um estabelecimento para o outro.

PREÇOS MÍNIMOS – Os pesquisadores do IBGE baseiam o seu trabalho na procura dos preços mínimos. Assim, se em um supermercado o preço do arroz estava mais baixo, o preço do feijão estava mais alto. Não levavam em conta a média dos preços. Quando o contribuinte notava o preço minimo do feijão, esquecia o preço do arroz. Daí porque os preços menores não levavam em conta o preço das vendas.

Os consumidores podem realizar as suas compras com base no mesmo sistema do IBGE. Mas para isso, precisam percorrer pelo menos de três a quatro supermercados. É possível fazer isso, porém é necessário ter tempo e paciência. Mas não é o caso dos contribuintes que não possuem disponibilidade e tempo para tal tarefa. Logo, acabam se baseando nos preços dos produtos, mas não levam em conta as armadilhas do sistema.


Perturbação do Sossego e Interdição de Ruas: Infrações Legais e a Atuação da Polícia, só que em Jeremoabo a polícia parece não atuar.

"Agora virou esculhambação mesmo. Todas às vias fechadas." (Sic)



A perturbação do sossego é uma contravenção penal prevista no artigo 42 da Lei das Contravenções Penais (LCP), configurando-se quando há excesso de barulho que prejudica o bem-estar da coletividade. Essa prática ilegal abrange gritaria, uso abusivo de instrumentos sonoros, algazarras e atividades ruidosas que desrespeitam os limites estabelecidos pela legislação. A polícia tem o dever de fiscalizar e agir quando recebe denúncias sobre tais ocorrências, garantindo o cumprimento da lei e a manutenção da ordem pública.

Além do barulho excessivo, há uma outra questão que frequentemente ocorre em eventos festivos: a interdição de ruas sem a devida autorização legal. O bloqueio indevido de vias públicas fere o direito de ir e vir assegurado pela Constituição Federal, impactando diretamente a mobilidade dos cidadãos e gerando riscos em situações de emergência, como a necessidade de acesso de ambulâncias e viaturas policiais.

No caso específico da Praça do Forró, em Jeremoabo, moradores relataram dificuldades durante eventos festivos, com trânsito caótico e insegurança. Em situações assim, cabe à Polícia Militar fiscalizar e tomar as providências necessárias para garantir tanto a ordem quanto os direitos da população.

A legislação vigente protege o direito ao descanso e à paz pública, devendo ser respeitada para garantir uma convivência harmoniosa entre todos os cidadãos. A população pode e deve denunciar excessos às autoridades competentes, garantindo assim que suas garantias individuais sejam preservadas. A perturbação do sossego e a interdição irregular de vias são questões que exigem ação eficaz do poder público para evitar abusos e manter a ordem urbana.

sexta-feira, fevereiro 07, 2025

Equipe econômica se surpreende com fala de ministro sobre Bolsa Família e nega que reajuste esteja no radar

 Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias07 de fevereiro de 2025 | 19:00

Equipe econômica se surpreende com fala de ministro sobre Bolsa Família e nega que reajuste esteja no radar

economia

A equipe econômica se surpreendeu com a fala do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT), sobre um possível aumento no valor do Bolsa Família.

A declaração foi dada pelo ministro para a Deutsche Welle em entrevista publicada nesta sexta-feira (7). A medida poderia ser tomada para enfrentar o aumento no preço dos alimentos, segundo ele.

Integrantes do governo disseram à reportagem que que há perplexidade na equipe econômica com a possibilidade levantada por Dias, que não estaria em discussão. Ela gerou ruído em um momento de alívio no câmbio do dólar, que chegou a bater R$ 5,80 depois da publicação das declarações do ministro.

Um aumento no valor pago pelo programa social precisaria ser incluído no orçamento federal, o que implicaria em corte de gastos em outra rubrica ou maior arrecadação.

A moeda americana acumulou quedas desde a posse de Donald Trump nos Estados Unidos e chegou a ser negociada a R$ 5,73 nesta sexta-feira (7). O dólar fechou em alta de 0,47% e encerrou a semana cotado a R$ 5,79.

A pressão sobre o preços dos alimentos está associada a fatores como problemas climáticos, além do dólar alto em meio a incertezas fiscais, e preocupa o Palácio do Planalto.

Uma declaração do presidente Lula (PT) sobre o tema causou polêmica e foi criticada pela oposição.

“Se você vai num supermercado aí em Salvador e desconfia que tal produto está caro, você não compra. Se todo mundo tiver essa consciência e não comprar aquilo que acha que está caro, quem está vendendo vai ter que baixar [o preço], senão vai estragar”, disse Lula em entrevista às rádios Metrópole e Sociedade, da Bahia.

No início de janeiro, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, fez declaração na mesma linha, sugerindo que em meio a alta da inflação, os brasileiros “trocassem a laranja por outra fruta”.

Durante uma coletiva, o ministro explicou que os preços dentro do Brasil e fora estão elevados, em grande parte por causa de doenças nas produções. A sugestão dele foi, então, a de que os produtos mais caros também fossem substituídos por outros.

“O preço internacional está tão caro como aqui. O que se pode fazer? Mudar a fruta que a gente vai consumir. Em vez da laranja, [comer] outra fruta. Não adianta você baixar a alíquota, porque não tem produto lá fora para colocar aqui dentro. Então focaremos, evidentemente, no produto que estiver mais barato lá fora”, disse, na ocasião.

Lucas Marchesini/Ricardo Della Colletta/FolhapressPoliticaLivre

Não adianta Lula percorrer o país dizendo uma bobagem atrás da outra


Lula e Janja

Lula e Janja anteciparam a campanha, e isso pode ser fatal

Eliane Cantanhêde
Estadão

Se é essa a estratégia do presidente Lula para recuperar popularidade, a coisa não vai bem: viajar pelo País para lançar programas, inaugurar obras e dar entrevistas para rádios locais, é o arroz com feijão do marketing – aliás, só em momentos de calmaria –, mas falar uma bobagem atrás da outra anula eventuais ganhos e produz manchetes, análises negativas e festa na oposição e na internet. Lula deveria estar careca de saber disso.

Na primeira entrevista coletiva em meses, uma semana atrás, estava descontraído e bem-humorado, mas durou pouco. Ao falar nesta quinta-feira a rádios da Bahia, fechou a cara, endureceu o tom e foi buscar o “culpado” pelos erros da economia. Sim, ele, Roberto Campos Neto, que nem é mais presidente do Banco Central, mas é acusado por Lula de ter deixado “uma arapuca difícil de sair”.

AULA DE INFLAÇÃO – E que tal a aula para conter a inflação? Basta que as pessoas passem pelo supermercado, olhem as gôndolas e não comprem o que está muito caro. Simples assim?

O café está pela hora da morte? Não compra o café. O azeite, arroz, feijão, carnes? Não compra nada disso, é tiro e queda contra a inflação e para regime forçado. Muita gente que trabalha muito, ganha pouco e precisa dar de comer aos filhos sabe muitíssimo bem disso.

As falas de Lula não fazem sentido, quando as torcidas do Corinthians, do Flamengo, do Botafogo … sabem que o BC aumentou os juros, e vai continuar aumentando com o amigão Gabriel Galípolo, por um motivo óbvio, e nem precisa ser economista para saber: a inflação.

ETERNO DESEQUILÍBRIO – O governo não demonstra disposição em realmente buscar o equilíbrio fiscal, adotar o pragmatismo e prestigiar o ministro da Fazenda.

Assim, entra Campos Neto, sai Campos Neto, entra Galípolo, sai Galípolo, e não tem jeito: os juros voltaram a subir, vão continuar subindo e, logo, logo, o Brasil irá recuperar o “troféu” dos juros estratosféricos. Detalhe: é por decisão unânime do BC, que age, conforme tem de agir, tecnicamente.

Ai de Galípolo se tentar reverter isso e resolver entrar na onda da Petrobras no governo Dilma Rousseff e conduzir o Copom politicamente. Ai também do governo, ai do Brasil!

LULA FALA DEMAIS – É assim que, além da montanha de reclamações sobre falta de marca, rumo, articulação e comunicação, o governo tem um outro problemão.

Seu presidente fala o que vem à mente, com o fígado e mais preocupado com 2026 e uma popularidade artificial do que com realidade e responsabilidade.

Tudo que Lula vem falando de Donald Trump, sobre tarifas, Gaza, voos desumanos, faz sentido. Mas a hora não é de bonés, é de vestir a carapuça.

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