sexta-feira, dezembro 06, 2024

Avaliação do mercado reprova governo Lula em todos os quesitos

Publicado em 5 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

Lula e Jânio de Freitas dão um chute na canela do mercado – blog da  kikacastro

Charge do Marco Jacobson (Arquivo Google)

Camila da Silva
g1 Economia

A reprovação do governo Lula (PT) entre os agentes do mercado financeiro cresceu e chegou a 90%, segundo uma pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (4). No último levantamento, feito em março, a reprovação era de 26%. Outros 3% avaliam o governo Lula como positivo (eram 6% em março) e 7%, como regular (eram 30%).

O levantamento ouviu 105 gestores, economistas, analistas e tomadores de decisão do mercado financeiro em fundos de investimento com sede em São Paulo e no Rio de Janeiro entre os dias 29 de novembro a 3 de dezembro.

A margem de erro é de 3,4 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos.

GASTOS PÚBLICOS – Para o diretor da Quaest, Felipe Nunes, os números representam um forte alta na reprovação do governo Lula e a reação do mercado financeiro ao pacote de corte de gastos apresentado na semana passada.

Entre os entrevistados 86% acreditam que Lula está preocupado com sua popularidade e 29%, com o equilíbrio das contas públicas.

A avaliação do Congresso também piorou, segundo Nunes, e uma possível explicação é que o mercado acredita que a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil deve ser aprovada, mas o aumento da tributação para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês, não. “Ou seja, o Congresso não parece mais ser visto pelo mercado como o ator fiscalista do país”, afirma Nunes.

HADDAD CAI – A pesquisa também mostra que 41% dos entrevistados avaliaram como positivo o trabalho do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, uma queda de 9 pontos percentuais em comparação ao resultado de março (50%).

24% enxergam o trabalho do ministro como negativo (eram 12% em março) e 35%, como regular (eram 38%).

Para 61% dos agentes do mercado financeiro, a força de Haddad está menor do que no início do mandato (eram 14% em março); 35%, veem como igual; e 4%, como mais forte neste período.

PACOTE REPROVADO – Segundo a Quaest, 58% consideram o pacote fiscal nada satisfatório e 42%, pouco satisfatório.

67% dos entrevistados disseram que, após o pacote ser anunciado, vão aumentar investimentos no exterior, 30%, manter e 3%, diminuir.

Para 85% agentes do mercado financeiro, a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil salários mínimos – anunciada junto com o pacote – tende a prejudicar a economia brasileira (15% acham que tende a ajudar).

MORTE FINGIDA – 99%, por outro lado, avaliam que o fim da morte ficta – pensão paga a famílias de militares expulsos –, tende a ajudar a economia brasileira.

Em relação ao novo arcabouço fiscal, modelo de equilíbrio das contas públicas adotado no início do governo Lula (PT) em substituição ao teto de gastos que vigorava desde a gestão de Michel Temer (MDB), 58% acham que não tem nenhuma credibilidade e 42%, pouca credibilidade. Segundo o levantamento, a maioria dos agentes acredita que o arcabouço não se sustenta no longo prazo.

De acordo com a pesquisa, 96% dos entrevistados consideram que a política econômica do país está na direção errada, enquanto 4% acreditam que está na direção certa. Para 2025, cerca de 88% dos agentes acreditam que a economia brasileira vai piorar, 10% que permanecerá a mesma e 2% que vai melhorar.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Caramba, amigos! Uma pesquisa dessas destrói qualquer sonho, não dá margem a ilusões. Os números indicariam que o Brasil não teria esperanças e corre risco de fechar as portas. Mas quem pode acreditar numa pesquisa tipo “Apocalypse Now”, se o PIB está aumentando e o desemprego diminuindo? (C.N.)


Negociação da anistia com Lula bloqueia a delação de militares

Publicado em 6 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

Raul Livino defendia a delação premiada

Carlos Newton

Os bastidores da política estão se acomodando à notícia sobre o posicionamento dos comandantes militares, que visitaram o presidente Lula da Silva no último sábado, dia 30, no Palácio do Alvorada, fora da agenda, e lhe pediram para negociar uma anistia que “zerasse o jogo” e “desanuviasse o ambiente político”.

Um dos primeiros resultados dessa notícia foi a mudança do advogado de defesa do general Mário Fernandes, que está preso e foi levado para Brasília nesta quarta-feira, fato suscetível de indicar que também o autocrático ministro Alexandre de Moraes possa estar também se adaptando à nova situação, pois também liberou Jair Bolsonaro para comparecer à missa de sétimo dia da mãe do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

NOVO DEFENSOR – Nesta quarta-feira, foi anunciada também a mudança na defesa do general golpista, que estava a cargo do criminalista Raul Livino, que disse à CNN existir a possibilidade de que o militar fizesse uma colaboração premiada, e essa era uma das linhas de atuação que ele defendia, segundo o jornalista Caio Junqueira.

“A delação era uma das linhas e se apresentava justamente para esclarecer pontos do inquérito e não permanecer como o único responsável”, afirmou.

Livino foi substituído na causa pelo advogado Marcus Vinícius Figueiredo, que imediatamente procurou a imprensa para descartar a possibilidade de delação premiada.

IA DELATAR – A CNN mostrou nos últimos dias declarações de investigadores, relatando que o general Fernandes avaliava uma delação e que a família o pressionava nesse sentido.

Na sexta-feira pela manhã, a CNN revelou que a estratégia de defesa que Bolsonaro vinha apresentando até então estava gerando incômodo dentre os indiciados, que apontavam ingratidão e traição de sua parte.

Procurado, o criminalista Marcus Figueiredo disse que foi constituído nos autos a pedido do general Mário Fernandes, que não pretende fazer delação premiada.

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P.S. 
– Faz sentido a mudança de advogado e de estratégia. Como surgiu de repente a possibilidade de uma anistia ampla, a pedido das Forças Armadas, possibilidade que não foi repelida pelo presidente Lula, é melhor esperar para ver como é que fica, porque o Supremo não se manifestou, o ministro Moraes está menos autocrata, e Lula calado é um poeta, como diz o senador Romário.  (C.N.)


quinta-feira, dezembro 05, 2024

Prefeitos de Euclides da Cunha e Umburanas são investigados por desvio no transporte escolar

 Foto: Divulgação/Arquivo

Os prefeitos de Euclides da Cunha, Luciano Pinheiro e de Umburanas, Roberto Bruno05 de dezembro de 2024 | 14:00

Prefeitos de Euclides da Cunha e Umburanas são investigados por desvio no transporte escolar

interior

A Polícia Federal está investigando os prefeitos Luciano Pinheiro, de Euclides da Cunha, e Roberto Bruno, de Umburanas, por supostas irregularidades em licitações para transporte escolar e locação de veículos.

As apurações fazem parte da “Operação Rumo e Prumo”, deflagrada nesta quinta-feira (5), que também levou à prisão um homem identificado como Felipe, por posse ilegal de arma. Ainda segundo informações do Portal do Casé, o suspeito foi levado à Delegacia Territorial.

De acordo com a PF, agentes públicos e representantes de empresas deveriam montar esquemas para manipular licitações, apoiando uma organização criminosa. Entre as irregularidades estão a supervalorização de preços de referência, cláusulas que limitavam a concorrência, contratação de empresas sem qualificação técnica e ajustes nos editais para direcionar as contratações.

A operação cumpriu 21 mandatos de busca e apreensão em seis municípios, mobilizando 65 policiais federais e 11 servidores da Controladoria-Geral da União (CGU). Também foi determinado o bloqueio de cerca de R$ 9 milhões, valor associado aos desvios investigados.

As investigações apontam que os recursos desviados foram destinados a pagamentos ilícitos, incluindo prefeitos, por meio de depósitos em contas de terceiros para dificultar o rastreamento. As ações ocorreram em Umburanas, Euclides da Cunha, Salvador, Jaguarari, Jacobina e Petrolina.

PolíticaLivre

Filhos de Otto e Coronel votam contra urgência de projetos do corte de gastos; veja como cada deputado baiano votou

 Foto: Divulgação/Arquivo

Deputados federais Otto Alencar Filho e Diego Coronel05 de dezembro de 2024 | 13:30

Filhos de Otto e Coronel votam contra urgência de projetos do corte de gastos; veja como cada deputado baiano votou

exclusivas

Herdeiros políticos dos senadores Angelo Coronel e Otto Alencar, os deputados federais Diego Coronel e Otto Alencar Filho, ambos do PSD, deram pelo menos um voto contrário aos requerimentos de urgência aprovados na noite desta quarta-feira (4) para acelerar a votação de duas matérias que fazem parte do ajuste fiscal anunciado pelo governo Lula.

Otto Filho se opôs à urgência do PL 4614/24, que busca ajustar as despesas ligadas ao salário mínimo aos limites do arcabouço fiscal, de modo que ele continuaria a ter um ganho acima da inflação, mas limitado a um intervalo entre 0,6% e 2,5%. No total, o requerimento recebeu 267 votos favoráveis, 156 contrários e teve a obstrução de 37 parlamentares.

Já Diego Coronel votou na contramão do governo no âmbito do PLP 210/24, que autoriza o governo a limitar a utilização de créditos tributários em caso de déficit nas contas públicas, para aperfeiçoar o arcabouço fiscal. A urgência deste texto teve 260 votos a favor, 98 contra, 2 abstenções e 71 deputados optaram pela obstrução.

Os dois projetos são considerados cruciais para o governo atingir a meta fiscal e estimam o corte de R$ 70 bilhões, conforme anunciado semana passada pela equipe econômica do Governo.

Dos 39 deputados federais baianos, apenas 31 participaram das duas votações.

Veja como cada um deles votou:

URGÊNCIA AO PL 4.614/2024

Adolfo Viana (PSDB) – Sim
Alice Portugal (PCdoB) – Sim
Antonio Brito (PSD) – Sim
Bacelar (PV) – Sim
Capitão Alden (PL) – Não
Claudio Cajado (PP) – Sim
Daniel Almeida (PCdoB) – Sim
Diego Coronel (PSD) – Sim
Elmar Nascimento (União) – Não
Gabriel Nunes (PSD) – Sim
Ivoneide Caetano (PT) – Sim
João Carlos Bacelar (PL) – Sim
Jorge Solla (PT) – Sim
José Rocha (União) – Não
Joseildo Ramos (PT) – Sim
Leo Prates (PDT) – Sim
Leur Lomanto Júnior (União) – Não
Lídice da Mata (PSB) – Sim
Mário Negromonte Jr. (PP) – Sim
Neto Carletto (PP) – Sim
Otto Alencar Filho (PSD) – Não
Pastor Sargento Isidório (Avante) – Sim
Paulo Azi (União) – Não
Paulo Magalhães (PSD) – Sim
Raimundo Costa (Podemos) – Sim
Roberta Roma (PL) – Não
Rogéria Santos (Republicanos) – Sim
Sérgio Brito (PSD) – Sim
Valmir Assunção (PT) – Sim
Waldenor Pereira (PT) – Sim
Zé Neto (PT) – Sim

URGÊNCIA AO PLP 210/2024

Adolfo Viana – PSDB – Sim
Alice Portugal – PCdoB – Sim
Antonio Brito – PSD – Sim
Bacelar – PV – Sim
Capitão Alden – PL – Obstrução
Claudio Cajado – PP – Sim
Daniel Almeida – PCdoB – Sim
Diego Coronel – PSD – Não
Elmar Nascimento – União – Não
Gabriel Nunes – PSD – Sim
Ivoneide Caetano – PT – Sim
João Carlos Bacelar – PL – Sim
Jorge Solla – PT – Sim
José Rocha – União – Não
Joseildo Ramos – PT – Sim
Leo Prates – PDT – Sim
Leur Lomanto Júnior – União – Não
Lídice da Mata – PSB – Sim
Mário Negromonte Jr. – PP – Sim
Neto Carletto – PP – Sim
Otto Alencar Filho – PSD – Sim
Pastor Sargento Isidório – Avante – Sim
Paulo Azi – União – Não
Paulo Magalhães – PSD – Sim
Raimundo Costa – Podemos – Sim
Roberta Roma – PL – Obstrução
Rogéria Santos – Republicanos – Sim
Sérgio Brito – PSD – Sim
Valmir Assunção – PT – Sim
Waldenor Pereira – PT – Sim
Zé Neto – PT – Sim

PoliticaLivre

Lula bate martelo para indicar Wadih Damous para presidência da ANS

 Foto: Valter Campanato-18.mai.2023/Agência Brasil

Damous durante entrevista a jornalistas no Ministério da Justiça, em maio do ano passado05 de dezembro de 2024 | 17:27

Lula bate martelo para indicar Wadih Damous para presidência da ANS

brasil

O presidente Lula (PT) bateu o martelo pela indicação de Wadih Damous, hoje Secretário Nacional do Consumidor, para o cargo de diretor-presidente da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). O mandato do presidente atual, Paulo Rebello, termina no próximo dia 21.

Com a indicação, Wadih deve deixar a Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. O petista assumiu a Senacon no começo do governo e foi mantido no cargo, apesar da troca de ministros (saída de Flávio Dino e chegada de Ricardo Lewandowski).

O governo avalia indicar Damous a tempo de incluir o nome dele na sessão de quarta-feira (11) do Senado, quando haverá a votação de indicados para o Banco Central, o STM (Superior Tribunal Militar), o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados).

Para assumir o cargo, o petista deve ser sabatinado pela CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado e aprovado pelo plenário da Casa. Segundo relatos, Wadih já tem se mobilizado para a sabatina, que deve ser agendada pelo presidente da CAS, senador Humberto Costa (PT-PE).

A especulação de que Wadih assumiria a ANS ganhou ainda mais corpo depois que a Senacon abriu processo administrativo contra 14 operadoras de planos de saúde por cancelamento unilateral de contratos e práticas abusivas, no final de novembro.

Procurado pela coluna Mônica Bergamo, na ocasião, o secretário negou qualquer relação e disse ter cumprido com suas obrigações. “Não tem nada a ver. Só estou cumprindo com minhas obrigações, porque há muitas reclamações de consumidores”, declarou.

A reportagem procurou Damous nesta quinta-feira (5), mas não houve resposta.

Advogado, Wadih foi deputado federal pelo Rio de Janeiro entre 2015 e 2019 e integrou a defesa de Lula durante a Lava Jato. O secretário visitava o presidente frequentemente na superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde ele estava preso, e foi se firmando como aliado fiel.

A saída de Wadih do Ministério da Justiça é esperada há meses. Em julho, uma nota técnica da Senacon com regras para as plataformas digitais expôs um mal-estar entre ele e Lewandowski. O documento desagradou o ministro e não foi publicado no Diário Oficial da União.

A ANS é responsável por fiscalizar e regular um setor complexo, formado por 900 operadoras de saúde e 170 mil prestadores de serviços, que abrange 51 milhões de consumidores de planos de saúde médica e 33 milhões de clientes de planos odontológicos.

A indicação de Wadih faz parte do pacote de indicações para 18 vagas em agências reguladoras que estão abertas ou ficarão livres até fevereiro. Parte dos nomes já foi acertada com o Senado, de acordo com relatos, e deve ser enviada oficialmente nos próximos dias.

Thaísa Oliveira, FolhapressPolíticaLivre

O Brasil criou uma sociedade violenta, dominada pelo ódio e o rancor

Publicado em 5 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

05/12/2024 - Laerte | Folha

Charge do Laerte (Folha)

Vicente Limongi Netto

O ódio e o rancor afastam, cada vez mais, as pessoas da boa e saudável convivência diária.  A fúria e a violência alcançaram proporções inacreditáveis. As cenas e imagens de truculência, covardia e estupidez dominam o noticiário.

O diálogo e a paciência foram desprezados. A sensibilidade e a sensatez deram lugar aos berros, ameaças e agressões. Maus policiais são ferozes inimigos da população. 

MUNDO CÃO
 – O trânsito, cada vez mais caótico e assassino. A irresponsabilidade e a imprudência de motoristas insanos são frequentes. Tornaram-se marcas registradas.

Aumenta, assustadoramente, a estatística de canalhas que matam mulheres indefesas na frente dos familiares. Falta amor nos corações. A loucura assusta e amedronta os mais velhos, também vítimas da covardia e da brutalidade. A quadra atual preocupa e penaliza aqueles que trabalham e gostam de viver em paz. 

O sorriso, o abraço e a solidariedade precisam voltar a iluminar corações e almas. 

SOLTANDO A VOZ -Comovente e emocionante o ministro Luiz Roberto Barroso cantando no casamento do ministro Flávio Dino, em São Luiz. Virou saudável moda. Aplaudidíssimo. Em toda festa que comparece, Barroso não se faz de rogado. É instado a cantar. Solta a voz aveludada, afinada e romântica. Desta vez, interpretou Aquarela Brasileira, samba-enredo de Silas de Oliveira para a Império Serrano.

O presidente da Suprema Corte tem convites de várias gravadoras para lançar um disco, com músicas românticas.  Sucesso garantido na merecida e rica aposentadoria.

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