quinta-feira, dezembro 05, 2024

Conceder anistia pode incentivar militares a desrespeitarem a democracia

Publicado em 5 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

Há 40 anos, Lei da Anistia preparou caminho para fim da ditadura - Fundação Astrojildo Pereira

Charge do Nani (Arquivo O Pasquim)

Eloisa Machado
do UOL

A investigação da Polícia Federal que indiciou 37 pessoas, entre as quais diversos militares e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tramarem golpe contra a democracia após as eleições de 2022, fez os militares defenderem essa ideia da anistia que anima parte das Forças Armadas a continuarem desrespeitando o jogo democrático.

É o rearranjo de uma série de forças políticas que tornam essa anistia viável em algum momento, que anima esse descumprimento explícito da lei pelas Forças Armadas.

O Brasil já anistiou os militares envolvidos no golpe de 1964, episódio que representou uma “anistia traumática” para as instituições e a sociedade brasileira. Agora nós temos a oportunidade de fazer o nosso sistema de Justiça funcionar e relembrar as Forças Armadas sobre a importância da lealdade constitucional.

Usar o inquérito que apura a participação de militares na trama golpista como trunfo para a reforma de benefícios concedidos às Forças Armadas é diminuir a relevância da investigação.

Isso não pode ser usado como um trunfo de negociação para uma eventual reforma de benefícios das Forças Armadas. De certa maneira, significa diminuir a relevância dessa investigação e a colocar numa mesa de barganha em que a cada ano, a cada mandato, entram novos elementos.

Um assunto é sobre uma parte das Forças Armadas que merece nada mais do que a justiça com devido processo legal, e a sociedade também merece essa resposta, por essa tentativa de golpe. Outro assunto [o da reforma] é para ser trabalhado a partir da dinâmica do sistema político e, claro, tendo em vista a iniquidade da manutenção de alguns privilégios.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– A advogada Eloisa Machado, professora de direito da FGV, deu essas declarações durante o programa UOL News.


Symone Morena lança parte 1 do audiovisual ‘Bar da Morena’, nesta sexta (06/12), nas plataformas digitais


A cantora Symone Morena se prepara para um marco em sua carreira com o lançamento da parte 1 do projeto audiovisual ‘Bar da Morena’, que estará disponível em todas as plataformas digitais na próxima sexta-feira, dia 06 de dezembro.

Gravado em 05 de novembro em Salvador, o projeto celebra a autenticidade e o carisma de Symone, trazendo um repertório que combina faixas inéditas e releituras de sucessos. Com um clima intimista e cheio de energia, a gravação contou com as participações especiais de grandes nomes da música: Tays Reis, Raphaela Santos, Priscila Senna e Klessinha.

Essa primeira parte do audiovisual tem como aposta o hit “Infiel Jamais”, gravado com a participação da cantora Klessinha. Além dela, as canções “Permanentemente”, “Na Maldade” e “Nasci pra te amar” fazem parte do set list. 

A parte 2 do lançamento do ‘Bar da Morena’ está prevista para 31 de janeiro de 2025, e promete ser um sucesso absoluto, conquistando novos públicos e consolidando ainda mais o espaço de Symone Morena no cenário musical. O projeto chega com força total e já abre caminho para futuras edições que devem ampliar o alcance e o impacto da artista.

Pauta enviada pelo Jornalista Fábio Almeida

A Incoerência da Gestão: Biblioteca às Vésperas do Fim de Mandato e o Dever de Fiscalização dos Vereadores

Receber notícias como a que chegou recentemente, tratando do uso de recursos públicos nos últimos dias de uma gestão marcada por polêmicas e desorganização, é algo que não pode passar despercebido. Em especial, o fato de o atual prefeito, após seis anos de um mandato que incluiu até o fechamento de uma biblioteca por falta de pagamento do aluguel, vir agora, faltando poucos dias para entregar o cargo, solicitar R$ 100 mil para construir uma nova biblioteca.

O Contexto da Mensagem

De acordo com a informação recebida, o valor requisitado pelo gestor teria como base o Projeto de Lei Aldir Blanc, que tem como principal objetivo apoiar artistas e fomentar a cultura, especialmente após as dificuldades enfrentadas pela pandemia. O ponto crítico aqui é que, ao invés de destinar esses recursos para aqueles que fazem a cultura local pulsar, o prefeito decidiu, de forma no mínimo questionável, direcionar uma parcela para a construção de uma biblioteca no apagar das luzes de sua gestão.

Ademais, a situação se agrava pela disputa entre os próprios membros da gestão. O secretário de cultura teria pressionado por um valor ainda maior, de R$ 180 mil, gerando um cenário de suspeita e oportunismo que beira o absurdo.

A Responsabilidade dos Vereadores

Essa situação exige um posicionamento firme dos vereadores, que têm o dever constitucional de fiscalizar o uso dos recursos públicos. A omissão nesse momento seria um grave erro. Afinal, não é razoável acreditar que um gestor que ignorou por anos a necessidade de manter uma biblioteca funcional agora esteja preocupado com essa causa, a poucos dias de deixar o cargo.

Os edis devem:

  1. Investigar o Recurso: Saber exatamente para onde será destinado o valor requisitado e se a proposta é tecnicamente viável.
  2. Analisar a Legalidade: Verificar se há base jurídica para utilizar recursos do Projeto de Lei Aldir Blanc para fins de infraestrutura ao invés de beneficiar diretamente os artistas locais.
  3. Dar Transparência à População: Garantir que os moradores de Jeremoabo estejam cientes das decisões tomadas.

Os Artistas e a Cultura Local

A indignação maior talvez recaia sobre os artistas e agentes culturais de Jeremoabo, que vêm sendo negligenciados durante todo esse período. É inaceitável que recursos que deveriam beneficiar diretamente quem mantém viva a identidade cultural da cidade sejam desviados para um projeto que, embora importante, soa como uma jogada de marketing político tardia.

Reflexão Final

Essa "proposta" de última hora não passa de mais uma das inúmeras incoerências de uma gestão que ficou marcada pelo desgoverno. Se há algo positivo que pode sair disso, é a mobilização da sociedade e dos vereadores para exigir transparência e responsabilidade na aplicação de recursos públicos. Não se pode permitir que esse episódio vire mais uma "piada do ano" às custas do povo e da cultura de Jeremoabo.

É hora de os vereadores cumprirem seu papel e mostrarem que o Legislativo está atento, mesmo nos últimos momentos de um governo que tantos prejuízos causou à cidade

“Fui atacado por cumprir minha obrigação”, ressalta o general Stumpf


O general Valério Stumpf Trindade, apontado por Mauro Cid como informante do ministro Alexandre de Moraes

General Stumpf atuou em conjunto com o Alto-Comando

Paulo Cappelli e Petrônio Viana
Metrópoles

Uma das figuras centrais para que um plano de golpe de Estado não avançasse em 2022, o general Valério Stumpf Trindade disse à coluna ter sido atacado por ter “cumprido sua obrigação”. Stumpf virou alvo de civis e militares radicais que ansiavam por uma intervenção federal para impedir a posse de Lula.

“Fui vítima de ataques por cumprir a minha obrigação. Defendi a democracia em tempos complexos. Tenho orgulho de ter agido de forma leal ao comandante do Exército e ao Exército Brasileiro”, afirmou Stumpf.

Na época, o general era chefe do Estado-Maior do Exército e mantinha contato com o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes. Por esse motivo, em diálogos obtidos pela PF durante as investigações sobre o plano de golpe de Estado, Stumpf é apontado por oficiais como “informante” de Moraes.

ELE REBATE – “Estávamos discutindo métodos para reforçar a segurança e a transparência das urnas eletrônicas. A minha interlocução era com a Secretaria-Geral do TSE. Aí algumas pessoas que não sabiam de nada distorceram tudo. Alimentaram a versão de que eu seria ‘informante’, uma espécie de ‘leva e traz’, uma coisa bandida. Isso nunca aconteceu. É uma inverdade e uma agressão à minha pessoa. O contato era institucional”, explicou o general.

A partir de diálogos de militares radicais, segundo a PF, teve início uma campanha de ataques contra o general Stumpf nas redes sociais, arquitetada por influenciadores e comunicadores.

A filha do general chegou a ouvir que o pai era um “traidor da Pátria”. Antes da posse de Lula, as publicações tinham o objetivo de pressioná-lo a aderir ao plano. Depois, culpá-lo por permitir a transição de poder.

GENERAL-MELANCIA – Termos ditos internamente por ele, como “estabilidade institucional” e “impossibilidade de ruptura democrática”, ganharam contornos condenatórios quando vazados para grupos de militares e civis radicalizados.

“Vamos deixar esse general melancia famoso”, dizia a postagem de um civil com a foto de Stumpf em uma rede social.

O nome do general Stumpf, então comandante militar do Sul, foi citado em diálogos entre o coronel Bernardo Romão Corrêa Netto, assistente do Comando Militar do Sul, e o coronel de infantaria Fabrício Moreira de Bastos, que na ocasião trabalhava no Centro de Inteligência do Exército.

“GENERAIS CAN@LHAS – Em um dos ataques, o general foi relacionado em uma lista de “5 generais can@lhas” que se opuseram ao golpe.

Stumpf era o terceiro da lista, que ainda contou com os seguintes generais: Richard Nunes [então comandante militar do Nordeste, atual chefe do Estado-Maior do Exército]; Tomás Ribeiro Paiva [então comandante militar do Sul, atual comandante das Forças Armadas]; André Luís Novaes Miranda [à frente do Comando Militar do Leste]; e Guido Amin Naves [então chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia da Força Terrestre, atual comandante militar do Sudeste].

“A partir desse momento, o modus operandi da milícia digital é empregado pela organização criminosa para pressionar, atacar e expor os generais contrários ao golpe de Estado.

No dia seguinte, uma pesquisa realizada na plataforma X (antigo Twitter) revelou que pelo menos um perfil publicou as fotos dos generais trocadas entre Corrêa Netto e Bastos”.

PERFIL NO X – O post dizia: “Dos dezenove generais, estes cinco c@nalh@s não aceitam a proposta do povo. Querem que Lularápio assuma (…). Repasse para ficarem famosos. Todos melancias, verdes por fora, vermelhos por dentro”.

O general Stumpf afirma: “Tudo o que fiz foi com o conhecimento do Alto-Comando do Exército, alinhado com o [então comandante] general Freire Gomes. Existe uma lealdade muito forte no Alto-Comando”, disse Stumpf. “O que nós solicitamos ao TSE era que ampliasse a segurança das urnas por meio de algumas práticas, como o teste de integridade com biometria. E essas medidas, de fato, foram implementadas. Foi muito positivo para reforçar a segurança das urnas. O foco sempre foi preservar a democracia, fortalecendo a credibilidade das urnas eletrônicas”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É deplorável essa campanha contra o general Stumpf. Esse tipo de postagem nas redes sociais merece punição exemplar. Mas quem se interessa? (C.N.)


Final de Governo: Prefeito Deri do Paloma Encerra Mandato Sob Investigação de Irregularidades

 


Final de Governo: Prefeito Deri do Paloma Encerra Mandato Sob Investigação de Irregularidades

O início de dezembro trouxe ao prefeito de Jeremoabo, Deri do Paloma, um “presente de Papai Noel” que, ao invés de celebração, alimenta ainda mais os questionamentos sobre sua gestão. O Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) acolheu uma denúncia formulada pelos vereadores do município, frequentemente mencionada neste blog, sobre o pagamento antecipado de uma obra não concluída: a pavimentação que liga o centro da cidade ao bairro José Nolasco.

Segundo a denúncia, o prefeito efetuou o pagamento da obra antes que os serviços fossem realizados, resultando em um prejuízo evidente para os cofres públicos e para a população. A situação foi agravada pela qualidade da obra, já que o asfalto da Avenida Barão de Jeremoabo — parte desse projeto — apresentava buracos antes mesmo de sua conclusão, levantando suspeitas sobre superfaturamento e má execução.

O TCE-BA determinou a instauração de uma Tomada de Contas Especial ao presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (CONDER), órgão responsável pela execução do Convênio 178/2022. Essa medida visa apurar os danos ao erário e tomar as providências cabíveis, que podem incluir a responsabilização dos envolvidos e a restituição dos valores pagos irregularmente.

Um Fechamento de Gestão Conturbado

O episódio é mais um capítulo na gestão de Deri do Paloma, marcada por denúncias de corrupção, obras inacabadas e má administração dos recursos públicos. Problemas como a falta de infraestrutura, ausência de merenda escolar, precariedade nos serviços de saúde e segurança, e agora, irregularidades em convênios estaduais, reforçam as críticas à sua administração.

Além das falhas de gestão, a antecipação do pagamento dessa obra inacabada evidencia a fragilidade nos mecanismos de controle e transparência da gestão municipal. O caso serve de alerta para a necessidade de maior rigor na fiscalização dos contratos públicos e na aplicação dos recursos destinados a obras e serviços.

Consequências Políticas e Administrativas

A decisão do TCE-BA pode ter implicações sérias para o futuro político de Deri do Paloma, que já enfrenta outras dificuldades judiciais. A procedência dessa denúncia soma-se a uma lista de questionamentos que fragilizam ainda mais sua imagem. Com o fim do mandato, a responsabilidade pela conclusão das investigações e a aplicação das medidas cabíveis recairá sobre os órgãos competentes.

Para Jeremoabo, o encerramento dessa gestão representa a esperança de um recomeço com o novo prefeito, Tista de Deda, que tem prometido priorizar a transparência, a eficiência administrativa e o desenvolvimento de áreas essenciais como educação, saúde e infraestrutura.

O caso, no entanto, deixa lições importantes sobre a necessidade de um acompanhamento mais próximo da população e dos vereadores para garantir que episódios como este não se repitam. Afinal, o prejuízo é sempre do cidadão, que vê seus impostos mal aplicados e a qualidade de vida comprometida por gestões pouco comprometidas com o bem comum.

Salário e benefícios dos 7 conselheiros do TCE-BA custaram quase R$ 4 milhões em 2024

 

Salário e benefícios dos 7 conselheiros do TCE-BA custaram quase R$ 4 milhões em 2024
Foto: Mateus Pereira / GOVBA

Cargo vitalício, salário base de R$ 37.589,95 e mais uma lista de benefícios. Parece um sonho, mas é o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A conta saiu cara e gerou um gasto de R$ 3,957 milhões em vencimentos e proveitos aos sete membros do conselho do TCE entre janeiro e outubro deste ano.

 

Levando em consideração o salário médio da Bahia no terceiro trimestre de 2024, de R$ 2.087, o valor repassado em salários e benefícios aos conselheiros é o equivalente ao que seria gasto com 190 trabalhadores no estado durante o mesmo período.

 

Vale destacar que o conselheiro Pedro Henrique Lino de Souza morreu no dia 15 de setembro deste ano, aos 74 anos. Logo, o valor total de R$ 3,957 milhões não contabilizou o salário e os benefícios que ele receberia no mês de outubro. 

 

O conselheiro que mais recebeu nos 10 primeiros meses do ano foi Antonio Honorato, com um salário bruto de R$ 631.046,40 nos oito primeiros meses deste ano. Ele também é ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e pai do deputado federal Adolfo Viana (PSDB). Honorato Neto está no cargo desde o ano de 2000.

 

Em seguida, aparece o atual presidente do TCE, Marcus Presídio, que ocupa a cadeira de conselheiro desde 2015. Entre janeiro e outubro o salário bruto dele chegou em R$ 610.826,20. 

 

Outro nome vinculado a um parlamentar é do conselheiro João Bonfim, ex-deputado da AL-BA e pai do deputado estadual Vitor Bonfim (PV). Ao longo deste ano, os gastos com João Bonfim chegaram em R$ 571.321,28. Fechando o “grupo de ex-deputados”, aparece o ex-parlamentar estadual, Gildásio Penedo Filho, que custou R$ 513.563,94 entre janeiro e outubro deste ano.

 

Veja os rendimentos brutos dos conselheiros:

  • Antonio Honorato de Castro Neto - R$ 631.046,40 - No TCE desde 2000
  • Marcus Vinícius de Barros Presídio - R$ 610.826,20 - No TCE desde 2015
  • Inaldo da Paixão Santos Araujo - R$ 571.321,28 - No TCE desde 2012
  • João Evilásio Vasconcelos Bonfim - R$ 571.321,28 - No TCE desde 2014
  • Pedro Henrique Lino de Souza* - R$ 546.226,18 - No TCE desde 1999
  • Carolina Matos Alves Costa - R$ 513.563,94 - No TCE desde 2013
  • Gildásio Penedo Cavalcanti de Albuquerque Filho - R$ 513.563,94 R$ 513.563,94 - No TCE desde 2013

*Faleceu em setembro de 2024

 

O salário líquido dos conselheiros, os vencimentos após os descontos, representa uma diminuição de aproximadamente R$ 1,3 milhão em relação aos pagamentos brutos, totalizando R$ 2,635 milhões.

 

Veja quanto cada um recebeu:

  • Antonio Honorato de Castro Neto - R$ 547.890,66 - No TCE desde 2000
  • João Evilásio Vasconcelos Bonfim - R$ 381.282,87 - No TCE desde 2014
  • Inaldo da Paixão Santos Araujo - R$ 366.528,46 - No TCE desde 2012
  • Carolina Matos Alves Costa - R$ 335.908,76 - No TCE desde 2013
  • Gildásio Penedo Cavalcanti de Albuquerque Filho - R$ 334.802,06  - No TCE desde 2013
  • Marcus Vinícius de Barros Presídio - R$ 324.289,00 - No TCE desde 2015
  • Pedro Henrique Lino de Souza* - R$ 324.289,00 - No TCE desde 1999

*Faleceu em setembro de 2024

 

Fora o salário acima da média, os conselheiros da instituição dispõem dos mesmos benefícios dos desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), segundo o regimento interno do TCE. Entre as “vantagens” aparecem: Auxílio-alimentação, Auxílio-transporte, Auxílio Pré-escolar, Auxílio Saúde, Auxílio Natalidade, Auxílio Moradia, Ajuda de Custo e “além de outras desta natureza”.

 

Só em benefícios, os conselheiros do TCE-BA geraram um custo de R$ 945 mil durante o mesmo período analisado. O levantamento foi realizado pela agência Fiquem Sabendo, realizando a recolha dos dados de 12 dos 27 Tribunais de Contas do Brasil.

 

Neste ano, entre janeiro e outubro, o grupo de 12 tribunais de contas estaduais analisados soma R$ 69,4 milhões em valores brutos para 120 conselheiros. Em um dos TCEs, não foi possível ter acesso aos pagamentos sem descontos, sendo possibilitado apenas a recolha dos dados dos repasses líquidos. Levando em consideração os valores com descontos dos 13 tribunais, a quantia chega a R$ 54 milhões para 127 conselheiros.

 

Segundo os realizadores do estudo, a coleta de informações foram dificultadas nas outras 14 unidades federativas: Amapá, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e Sergipe.

 

ONDE QUE ENTREGO O CURRÍCULO PARA SER CONSELHEIRO? 

Então, para chegar ao cargo de conselheiro do TCE é preciso ter Q.I (Quem Indique). No Tribunal de Contas Estadual, composto por sete conselheiros, quatro devem ser escolhidos pela Assembleia Legislativa e três pelo chefe do Poder Executivo estadual, cabendo a este indicar um dentre auditores e outro dentre membros do Ministério Público, e um terceiro a sua livre escolha.

 

Os indicados são sabatinados pelos deputados da Assembleia Legislativa correspondente e, em seguida, a nomeação é colocada em votação para os parlamentares estaduais, sendo preciso maioria absoluta de votos, no caso da Bahia, 32 votos dos 63.

 

Um dos requisitos também é a idade: apenas pessoas com mais de 35 e menos de 65  anos de idade podem participar. Lembrando que o cargo é vitalício, com a aposentadoria compulsória ocorrendo aos 75 anos.

 

Além disso, o escolhido deve ter notórios conhecimentos jurídicos, econômicos, financeiros contábeis ou de administração pública. Para a ocupação do cargo, é exigido também que o candidato deverá possuir mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija conhecimentos mencionados nas diferentes áreas: jurídica, econômica, financeira e administração pública.

Diretor da PF diz que críticas de presidente da Câmara não afetarão investigação contra deputados

 Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo

O diretor-geral da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues04 de dezembro de 2024 | 21:10

Diretor da PF diz que críticas de presidente da Câmara não afetarão investigação contra deputados

brasil

O diretor-geral da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues, reagiu, nesta quarta-feira, 4, às críticas do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que se opõe aos inquéritos abertos para apurar supostos crimes cometidos por deputados que fizeram críticas à atuação da corporação policial. Durante um café da manhã com jornalistas, Rodrigues disse que as reclamações de Lira não vão atrapalhar a apuração da PF.

Lira protestou contra os indiciamentos dos deputados Marcel Van Hattem (NOVO-RS) e Cabo Gilberto Silva (PL-PB). “Atrapalhar, zero. Nós não vamos afastar um milímetro daquilo que nos pauta, que é a Constituição e as leis. Isso é o que pauta todas as nossas investigações e nos dá a capacidade de dar respostas ao sistema de justiça criminal”, disse Rodrigues.

Marcel Van Hattem acusou o delegado da PF Fábio Alvarez Shor de abuso de autoridade e de fraudar relatórios. Shor atua em investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, como aquela a respeito da tentativa de golpe de estado no fim de 2022. “Sabe o que todos esses (investigados) têm em comum? Todos esses perseguidos pela PF? Todos eles divulgaram foto de mais um abusador de autoridade da PF, Fábio Alvarez Shor”, disse Van Hattem no plenário da Câmara em agosto. “Não tenho medo de falar e repito. Quero que as pessoas saibam sim que é esse dito policial, que fez vários relatórios absolutamente fraudulentos contra pessoas inocentes”, disse o parlamentar gaúcho.

No final de novembro, o presidente da Câmara se opôs ao indiciamento de deputados por conta de discursos no Parlamento. “Não se pode cercear o direito fundamental ao debate e à crítica em tribuna, mediante ameaças de perseguição judicial ou policial. O Parlamento não é e não pode ser alvo de ingerências externas que venham a coibir o exercício livre do mandato”, disse Lira.

“Tenho profundo respeito ao Parlamento, já estive lá algumas vezes, tenho conversado com o presidente Arthur Lira, com o presidente Rodrigo Pacheco. Mas precisamos separar claramente aquilo que é liberdade de expressão, que é a prerrogativa do parlamentar em relação à sua fala, às suas opiniões, do cometimento de crime”, disse Andrei Rodrigues na manhã desta quarta-feira.

Para o diretor da PF, a imunidade parlamentar não é um “direito absoluto”. Segundo ele, a Constituição protege o direito à honra. “Vocês imaginam alguém ir à tribuna da Câmara e começar a anunciar ali a venda de cocaína, a venda de maconha (…). É aceitável isso? É razoável? É liberdade de expressão isso?”, questionou Andrei Rodrigues.

Na conversa com jornalistas, Andrei Rodrigues também falou sobre o andamento das investigações sobre a tentativa de golpe no fim de 2022; e detalhou planos da corporação para 2025. Segundo ele, a Polícia Federal já fez novas buscas e apreensões para tentar elucidar outros aspectos do plano golpista, e deve realizar novos depoimentos de testemunhas por determinação do presidente Jair Bolsonaro.

André Shalders/EstadãoPoliticaLivre

Governo anuncia concurso público com 55 vagas para o Banese

 em 4 dez, 2024 16:15

O concurso vai contar com vagas para o nível médio e superior (Foto: Ascom/Banese)

O governador Fábio Mitidieri (PSD) anunciou nesta quarta-feira, 04, a realização de um concurso público do Banco do Estado de Sergipe (Banese) com 55 vagas. A informação foi divulgada nas redes sociais do gestor estadual.

Conforme o governador, o certame vai contar com 55 vagas imediatas e cadastro reserva para o Técnico Bancário I (ensino médio), com salários de R$ 3.200, e para o Técnico Bancário III (ensino superior com especialidade em Tecnologia da Informação), com salários de R$ 5.700. 

Ainda conforme o gestor estadual, a banca organizadora escolhida para o concurso é a Fundação Cesgranrio e o edital do certame será divulgado nos próximos 30 dias.

 

por Carol Mundim e Verlane Estácio

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Bolsonaro se diz perseguido e quer Trump apoiando a anistia

Publicado em 4 de dezembro de 2024 por Tribuna da Internet

Cassar um ministro do Supremo “não é bom”, diz Bolsonaro - TV Pampa

Bolsonaro sonha (?) em ir à posse de Trump em janeiro

Karina Ferreira
Estadão

Proibido de deixar o País, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participou nesta quarta-feira, dia 4, da versão argentina da Conferência de Ação Política Conservadora, evento da direita que teve edição no Brasil em julho deste ano, em Balneário Camboriú (SC). A forma encontrada por Bolsonaro foi gravar um vídeo, que foi exibido no telão do auditório onde o evento ocorre, em Buenos Aires.

Indiciado pela Polícia Federal (PF) por tentativa de golpe de Estado, o ex-chefe do Executivo federal se disse inocente, afirmou que espera que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permita que ele viaje para a posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, e que uma possível anistia concedida pelo americano aos invasores do Capitólio deve servir como “mensagem” para brasileiros, citando as invasões golpistas de 8 de Janeiro.

FILHO DE BIDEN – “Há poucos dias, Trump criticou a anistia do filho de (Joe) Biden. Já se sabe que nos primeiros dias ele vai conceder anistia a todos os que participaram da tentativa de tomar o Capitólio, e isso é uma mensagem para o Brasil, (sobre) o que aconteceu em 8 de Janeiro, que não foi planejado pela direita, mas sim pela esquerda, e teve esse final”, disse Bolsonaro.

Ele ainda agradeceu “de coração” ao presidente argentino, Javier Milei, pela “recepção” dos foragidos da Justiça brasileira que participaram do ataque às sedes dos Poderes em Brasília em 2023, aos quais se refere como “refugiados”.

Na mesma linha de defesa que tem adotado até agora, suspeito de planejar um golpe de Estado em 2022 para se manter no poder, Bolsonaro se declarou perseguido por Moraes, lamentando e questionando se o ministro vai negar a viagem dele à posse de Trump nos Estados Unidos – uma vez que está com o passaporte retido pela Justiça.

CULPA DE LULA – O ex-presidente também colocou a culpa de estar sendo indiciado pela suposta conspiração golpista no governo Lula da Silva (PT), o qual descreveu como “amigo de terroristas e ditadores de todo o mundo”.

Além do ex-presidente, um de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também participa presencialmente da conferência. O parlamentar esteve com a deputada argentina Maria Celeste Ponce, visitando dois fugitivos brasileiros, condenados pelos ataques golpistas e capturados pela polícia argentina em La Plata, onde aguardam extradição.

Outra participação foi de Lara Trump, apresentadora de TV e nora do presidente americano eleito. O evento, que começou na manhã desta quarta-feira, 4, tem palestra do presidente da Argentina no encerramento.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Bolsonaro deve parar de reclamar, porque a anistia Tabajara (royalties para José Luis) vai de vento em popa. Nesta quarta-feira, o ministro Alexandre de Moraes autorizou Bolsonaro a comparecer à missa de sétimo dia da mãe de Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Quem sabe se o passaporte será devolvido em janeiro, para Bolsonaro se emocionar na posse de Trump? (C.N.)

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