quinta-feira, março 07, 2024

Se mentir no próximo depoimento, Cid pode perder a delação premiada

Publicado em 7 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Cid | BLOG DO AMARILDO . CHARGE CARICATURA

Charge do Amarildo (Arquivo Google)

Carlos Newton

Um clima de enorme suspense ronda o próximo depoimento do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente Jair Bolsonaro, que era considera um dos mais promissores oficiais do Exército, mas acabou enveredando pelo caminho do crime, em episódios de falsificação de documentos e compra e venda de relógios e joias presenteadas à Presidência da República por governos estrangeiros.

Mauro Cid é um militar muito estranho, filho do general Lorena Cid, muito amigo de Bolsonaro. Vinha fazendo carreira brilhante e estava cotado para ser tríplice coroado, como primeiro lugar nos cursos de especialização de oficiais do Exército.

VIDA DUPLA – Não mais do que de repente, diria Vinicius de Moraes, descobre-se que Mauro Cid é um mau militar, que tinha vida dupla e se tornara milionário nos Estados Unidos, como sócio da progressista empresa Family Cid Trust, em sociedade com o pai e o irmão mais novo Daniel, com valiosas propriedades na Califórnia e na Flórida.

Na função de ajudante de ordens, Mauro Cid foi um assombro e se meteu numa série de crimes, como a preparação do golpe de estado que não houve, além da falsificação de cadernetas de vacinação e da compra e venda de relógios e joias presenteados à Presidência por governos estrangeiros.

Mauro Cid pensou (?) que ia fazer delação premiada e sair de fininho, inclusive ganhando promoção a coronel. Mas a vida não é bem assim e ele terá de mostrar que não andou mentindo, caso contrário perderá os direitos à delação e pode ser novamente engaiolado

NOVO DEPOIMENTO – Nesta segunda-feira, dia 11, o criativo ajudante de ordens de Jair Bolsonaro será ouvido novamente pela Polícia Federal, no inquérito que investiga a tentativa de golpe pelo governo anterior.

Cid terá de explicar por que mentiu, ao afirmar que o general Estevam Theóphilo, que ainda estava na ativa e era membro do Alto Comando do Exército, atuara como fervoroso adepto do golpe de estado.

O ex-ajudante de ordens vai esclarecer se o general Freire Gomes, como comandante do Exército, chegou a apoiar de alguma forma o golpe.

MAIS DÚVIDAS – Vai detalhar também se Freire Gomes exigiu que ele, Mauro Cid, atuasse como agente duplo, informando as ações de Bolsonaro, dia após dia, ou se o próprio ajudante de ordens se ofereceu para fazê-lo, ao pressentir que o golpe não daria certo.

Terá de explicar, também, quem realmente liderava a conspiração: Bolsonaro ou Braga Netto?  E se, na reta final, Bolsonaro percebeu que ia ser descartado e foi para os Estados Unidos. ou viajou mesmo com medo de ser preso?

Mauro Cid pensou (?) que ia fazer delação premiada e sair de fininho, inclusive ganhando promoção a coronel. Mas a vida não é bem assim. Ele acaba de perder a promoção e terá de mostrar que não andou mentindo, caso contrário perderá os direitos à delação e pode ser novamente engaiolado.

Para ser reeleito, Lula precisa entender o que Bolsonaro representa na política

Publicado em 7 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Charge do Zé Dassilva 31.12

Charge do Zé Dassilva (NSC Total)

Dora Kramer
Folha

Depois de se recusar a comentar o ato bolsonarista de 25 de fevereiro e deixar que a plateia vaiasse a jornalista que o perguntou a respeito, o presidente Luiz Inácio da Silva reconheceu a magnitude da manifestação: “Foi grande, é só ver a imagem”.

Ficasse por aí teria rendido, ainda que tardia, homenagem ao realismo. Mas não. Preferiu a via de um contraproducente combate a “essa gente” que, pontuou, estava lá para defender o golpe.

IMPRUDÊNCIA – Conclusão imprecisa —não se pesquisou quantos ali eram golpistas— e imprudente para quem se elegeu por ínfima margem e precisa atrair ao menos parte de toda gente brasileira se quiser ser reeleito.

O presidente poderia ter considerado a hipótese bastante provável de que naquele ato não houvesse apenas fanáticos, mas um contingente insatisfeito com o governo, passível de atração se suas demandas forem compreendidas.

Lula também não está com essa bola toda para ameaçar retaliar deputados que assinaram um inútil pedido de impeachment, muito menos para tratar com desprezo possíveis eleitores. Na cena do combate político, é ele quem tem a perder. Ou a ganhar, dependendo das escolhas feitas.

VALOR INTANGÍVEL – Ao inelegível Jair Bolsonaro, por enquanto, resta a liberdade. Conta com as fotografias da Paulista, cujo valor neste momento não é tangível. Pode vir a ser mensurado em votos se Lula não retomar o prometido conceito de frente ampla.

O petista fez isso lá atrás quando foi eleito porque as pessoas realmente quiseram ver na Presidência o signatário da Carta aos Brasileiros. Escolheram-no por gosto. Agora, da terceira vez, o fizeram por precisão. Faz toda diferença.

Em 2026 não haverá na urna um Bolsonaro a ser impedido de repetir ou pior, replicar, os desmandos. Continuará, no entanto, havendo um eleitorado por ora desgostoso com o rumo sectário da carruagem, mas que pode ser reincorporado se o presidente disponibilizar os ouvidos e abrir os olhos para os ditames da realidade à sua volta.

quarta-feira, março 06, 2024

Fake News sobre Tista de Deda: Esclarecendo os Fatos

 




Fake News sobre Tista de Deda: Esclarecendo os Fatos

Em Jeremoabo, como em muitos outros lugares, a desinformação e as fake news se proliferam, especialmente em época de eleições. É importante estar atento a essas notícias falsas e saber como identificá-las.

Circula a informação falsa de que Tista de Deda estaria inelegível para concorrer à Prefeitura de Jeremoabo. Essa informação é falsa e não tem nenhum fundamento legal.

Para esclarecer os fatos:

  • Consultamos o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e obtivemos duas certidões que comprovam a elegibilidade de Tista de Deda.
  • As certidões demonstram que:
    • Não há nenhuma condenação que o impeça de se candidatar.
    • Ele está com seus direitos políticos em dia.

Portanto, a informação de que Tista de Deda é inelegível é completamente falsa e não deve ser propagada.

É importante lembrar:

  • Sempre verificar a fonte das informações antes de compartilhá-las.
  • Procurar por fontes confiáveis, como o site do TSE ou veículos de comunicação renomados.
  • Não compartilhar notícias que não sejam comprovadas por fatos.

Ao combatermos a desinformação, podemos garantir um processo eleitoral mais justo e transparente.

Compartilhe este conteúdo com seus amigos e familiares para que todos estejam informados sobre a verdade.

#Eleições2024 #Jeremoabo #TistadeDeda #FakeNews #EleiçãoSemFakeNews

Para mais informações, consulte:

Juntos, podemos construir um futuro melhor para Jeremoabo!

Aleluia, irmão! Alto Comando decidiu não promover Mauro Cid a coronel


PF marca novo depoimento de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

Mauro Cid dá adeus ao sonho de ser promovido a oficial superior

Deu no g1

Já há uma decisão da alta cúpula militar de que Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, não será promovido a coronel do Exército. Hoje ele é tenente-coronel. A promoção poderia ocorrer na virada de março para abril, em razão do tempo de serviço.

Mas o martelo já foi batido de que Cid não subirá de posto. A avaliação da cúpula militar é de que a promoção geraria muito desgaste, uma vez que Cid é investigado em várias apurações da Polícia Federal, entre elas a tentativa de golpe de Estado.

SERÁ PROCESSADO – A cúpula militar entende que o cenário ideal é que Cid seja denunciado pela Procuradoria-Geral da República nas próximas semanas. Com isso, a promoção já estaria barrada automaticamente.

A investigação sobre Cid que está mais adiantada é a da fraude do cartão de vacina de Bolsonaro e aliados. A PF entende que o registro eletrônico do cartão foi falsificado para constar que Bolsonaro se vacinou contra a Covid — sendo que ele não se vacinou — e assim poder entrar em outros países que exigem a imunização.

Em delação, Mauro Cid diz que Jair Bolsonaro consultou comandantes militares sobre a possibilidade de um golpe

TRAMITAÇÃO – A denúncia da Procuradoria-Geral da República depende de a Polícia Federal enviar o caso, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, entender que há elementos para pedir a condenação ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A investigação sobre Cid que está mais adiantada é a da fraude do cartão de vacina de Bolsonaro e aliados. A PF entende que o registro eletrônico do cartão foi falsificado para constar que Bolsonaro se vacinou contra a Covid — sendo que ele não se vacinou — e assim poder entrar em outros países que exigem a imunização.

Mesmo se Cid não foi denunciado até o fim de março, não há hipótese de ele ser promovido.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Era só o que faltava, um militar de fancaria como Mauro Cid, que manchou a farda criminalmente e institucionalmente, ser promovido a coronel.  Iria repetir o vexame da promoção do capitão Wilson Machado, que ia explodir a central de energia do Riocentro, ameaçando matar muita gente, depois de ter sido aprovada a anistia. O Exército não merece passar novamente essa vergonha(C.N.)

Inábil, Barroso diz que os militares “fizeram papelão” no TSE em 2022

Publicado em 6 de março de 2024 por Tribuna da Internet

Luís Roberto Barroso, ministro do STF

Barroso fez uma acusação infantil às Forças Armadas

Deu no Poder 360

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luís Roberto Barroso, disse que as Forças Armadas foram politizadas por uma má liderança. Segundo ele, elas fizeram, antes das eleições de 2022, “um papelão” na Comissão de Transparência no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). 

Barroso participou em evento promovido pela Faculdade de Direito da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), chamado “Brasil Pra Quem? A democracia inclusiva como norte do direito nacional”.

POLITIZAÇÃO – Em sua fala, disse que a “politização das Forças Armadas” talvez “tenha sido das coisas mais dramáticas para a democracia”. Sem citar o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Barroso elencou os problemas enfrentados pelo Brasil nos últimos anos, até chegar na politização das Forças Armadas. 

“Nós tivemos, aqui, entre nós, o esvaziamento dos organismos da sociedade que participavam da organização de políticas públicas. O desmonte dos órgãos de proteção ambiental ou de proteção das comunidades indígenas. A não demarcação das terras indígenas, nem um milímetro. O negacionismo durante a pandemia – o Brasil tem menos de 2% da população mundial e teve quase 10% das mortes, por uma má gestão da pandemia”, citou o ministro, acrescentando:

“A paralisação do Fundo Amazônia e a paralisação do Fundo Clima, o dinheiro ficou parado na conta, um antiambientalismo que preferia a inércia a fazer alguma coisa. Nada do que eu estou falando é uma opinião minha. Tudo o que estou falando são fatos objetivos, que juízo não tem de ter opinião política”.

FRAUDES ELEITORAIS – “Houve falsas acusações de fraude no processo eleitoral. Eu mesmo era presidente do TSE. ‘Eu tenho prova de que tem fraude’, diziam. Beleza… Intimado para apresentar as provas, era mentira, tinha prova nenhuma”, afirmou Barroso.

A seu ver, a politização das Forças Armadas talvez tenha sido das coisas mais dramáticas para a democracia. “Porque, desde 1988, as Forças Armadas tiveram um comportamento exemplar no Brasil, de não ingerência, de não interferência, de cumprir as suas missões constitucionais, de ocupar espaços remotos da vida brasileira, inóspitos. Gente que leva uma vida dura. Eu tenho o maior respeito”, continuou. 

“Porém, [os militares] foram manipulados e arremessados na política por más lideranças”, arrematou.

PAPELÃO DO TSE – Fizeram um papelão no TSE. Convidados para ajudar na segurança e na transparência, foram induzidos por uma má liderança a ficarem levantando suspeitas falsas, quando a lealdade é um valor que se ensina nas Forças Armadas. Houve Deslealdade. Portanto, foram momentos muito difíceis que nós vivemos no Brasil”, completou. 

Essa não é a primeira vez que Barroso fala da atuação dos militares nas eleições de 2022. Em 21 de fevereiro, ele já havia dito que as Forças Armadas foram “manipuladas para levantar desconfianças e suspeitas infundadas” quanto ao processo eleitoral.

“Eu montei uma Comissão de Transparência porque nós não tínhamos nada a esconder e chamei diversos segmentos representativos da sociedade”, disse, assinalando que os militares convidados “se comportaram mal”, por terem “tentado levantar suspeitas”. O que, para o ministro, é prova “de que uma má liderança faz muito mal para uma instituição”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Barroso segue a linha do genial  Cazuza e mostra ser um tanto “exagerado”. O papel da Comissão da Transparência era justamente levantar dúvidas e suspeitas, para que o TSE então pudesse dirimi-las e afastá-las. Da forma como Barroso fala, ele convidou os militares apenas para manter as aparências. Sinceramente, sua denúncia é infantil e despropositada. Perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado. (C.N.)  


De que Estado estamos falando?

De que Estado estamos falando?
Jonathan Hernandes Marcantonio

Quando leio os comentários e opiniões acerca da divulgação do déficit público pelo governo federal, tenho aquela sensação de que falta algo e não é pela qualidade das opiniões (de parte delas, pelo menos), mas sim pelo enfoque que essas análises dão a esse fato: Todas as opiniões, balizadas em números e projeções de crescimento econômico, tentam extrair desses mesmos números sínteses avaliativas sobre o sucesso ou fracasso do governo federal (tanto o atual, como o anterior). Porém o que me faz sentir a lacuna mencionada tem a ver, acredito, com a mudança paulatina de perspectiva que a esfera pública tem sobre o papel que o Estado Brasileiro deve ter na economia. Disso, é possível se extrair dois questionamentos: (1) Com relação à economia, o Estado serve para quê? E, atualmente, mais importante: (2) Nós queremos que o Estado continue servindo para isso?

Vamos tentar entender a primeira: Não sei se por vício profissional, toda vez que surgem questões dessa natureza, tento consultar a Constituição Federal para saber se, lá, há algo escrito a respeito e, nesse caso, há. Em relação à economia, a Constituição apresenta o Estado Brasileiro dentro de um modelo keynesiano, o que quer dizer que o Estado possui uma função distinta dos demais agentes econômicos. Trocando em miúdos, enquanto todos nós, pessoas e empresas, buscamos obter, através das relações econômicas, ganhos monetários por intermédio dos fatores de produç&atil de;o que detemos (capital, terra e trabalho, basicamente), o Estado se preocupa em manter o mercado saudável e funcional, com políticas de ajustes em pontos que o livre mercado efetivamente não consegue agir. Esses temas são variados e podem ser desde questões de redução de desigualdade social, até questões de combate a monopólios, cartéis econômicos, manutenção de livre iniciativa, etc.

As opiniões de especialistas também variam sobre o sucesso e os benefícios desse modelo e por volta do fim do século XX, esse debate, que ainda existe no âmbito científico, se politiza, resultando em uma apropriação ideológica, com todas as consequências de rotulação, intolerância e conclusões precipitadas que esse tipo de apropriação gera. Os mais liberais, ditos de direita, criticam essa abordagem econômica do Estado, dizendo que isso atrapalha a economia (mesmo que historicamente tenha salvado o capitalismo algumas vezes). Além disso, atribuem, muito equivocadamente, à preocupação com a redução das desigualdades sociais um traço “socialista” ou “comunista” a depender do fervor e do nível de ignorância de quem fala. Já aqueles mais progressistas (mas ainda capitalistas, frise-se) acreditam que o progresso e crescimento econômico só é possível se alguns alicerces sociais estiverem satisfeitos. Esses, considerados de “esquerda”, estão, quer se aceite ou não, mais alinhados com a perspectiva capitalista prevista na Constituição. Dessa forma, quando se enxerga o papel do Estado nessas lentes, não há nada de estranho em se gastar, pois o gasto se refere a um projeto de Nação (previsto no artigo 3º da Constituição Federal), em que o Estado arrecada e redistribui a partir das demandas próprias para a construção de um Brasil mais próspero e menos desigu al. Se todos estivessem de acordo com essa perspectiva, os textos sobre o déficit público deveriam estar muito mais preocupados com o que, e com qual qualidade esses gastos foram realizados e, daí sim, teríamos opiniões relevantes e construtivas acerca desse tópico.

Contudo, o que se vê, em alguns casos, é uma crítica, ainda incipiente e rasa, sobre essa atuação estatal. Críticas que relacionam quase que como sinônimos “gastos” e “privilégios” e, embora sem argumentações robustas, são relevantes por nos levar à segunda pergunta, pois mostram um certo descontentamento com o modelo vigente: Ainda queremos ser um Estado keynesiano? Essas reclamações são oriundas do povo brasileiro ou atribuídas ao povo de maneira retórica, masc arando interesses particulares?

Dentro desse contexto, então, temos duas formas de enxergar o déficit público de mais de 230 bilhões de reais: Ou como uma questão transitória que será minimizada a partir de maior e mais efetiva fiscalização com os gastos públicos, bem como pela redução de demandas específicas causadas por políticas públicas duvidosas, como bloqueio de precatório por lei, ou ainda, por antecipação de pagamentos desses mesmo precatórios, e, nesse caso, a vida segue; ou partimos do pressuposto de que o Estado é um estorvo à Economia e que o dinheiro destinado ao seu “sustento” deve se restringir a uma qu antia específica e o resto deve ser drasticamente cortado. Nesse caso, precisamos parar e rediscutir, desde o tamanho do Estado, aos benefícios pagos a servidores e políticos, incluindo o salário e a quantidade de verbas e emendas parlamentares pagas, o que abrange necessariamente aqueles dos que defendem o Estado Mínimo. Os dois, ao mesmo tempo, não dá.

 [1] Vale lembrar que esse modelo econômico ganha força em razão da Crise de 1929 e ganhou modelos variados em diversos Estados contemporâneos, incluindo os EUA.

Jonathan Hernandes Marcantonio
Doutor em Direito pela PUCSP
Advogado empresarial em São Paulo

Informações para a imprensa e entrevistas : Gabriela Romão (11)97530-0029

Bolsonaro pede acesso a depoimentos de Freire Gomes e de Baptista Júnior

Publicado em 6 de março de 2024 por Tribuna da Internet

General Marco Antônio Freire Gomes (à esq.) e brigadeiro Carlos Baptista Júnior

Freire Gomes e Bapista Júnior depuseram como testemunhas

Deu no g1

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso aos depoimentos dos ex-comandantes do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, e da Aeronáutica, Carlos Baptista Júnior, prestados à Polícia Federal na investigação se o ex-presidente Jair Bolsonaro, ex-ministros de sua equipe e militares simpatizantes se articularam para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A defesa de Bolsonaro enviou o pedido nesta terça-feira (5), requerendo uma “atualização dos autos” com “termos de declarações relativos às últimas oitivas realizadas”, incluindo os depoimentos dos dois ex-comandantes.

FALAR A VERDADE – Freire Gomes prestou depoimento de mais de 7 horas na Polícia Federal (PF) na sexta-feira (1º). Ele foi ouvido na condição de testemunha. Nessa condição, ele é obrigado a falar a verdade.

Segundo o blog da Andréia Sadi, Freire Gomes, na condição de testemunha, colaborou – e muito – com as investigações. A preocupação de golpistas é com o que pode existir de detalhamento de Freire Gomes a respeito de discussões sobre minuta do golpe, o papel do Ministério da Justiça e negativas de forma categórica de que houvesse qualquer indício de fraude em urnas.

“Em relação ao general Freire Gomes e ao brigadeiro Baptista Junior, os elementos colhidos, até o presente momento, indicam que teriam resistido às investidas do grupo golpista. No entanto, considerando a posição de agentes garantidores, é necessário avançar na investigação para apurar uma possível conduta comissiva por omissão pelo fato de terem tomado ciência dos atos que estavam sendo praticados para subverter o regime democrático e mesmo assim, na condição de comandantes do Exército e da Aeronáutica, quedaram-se inertes”, diz documento obtido pelo blog.

QUEM JÁ DEPÔS – O depoimento faz parte da operação Tempus Veritatis, deflagrada pela PF em 8 de fevereiro. Na semana passada negaram-se a prestar depoimento o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro e candidato a vice-presidente em 2022, Walter Souza Braga Netto; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier. Mas o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o assessor Tercio Arnaud Thomaz.

O ex-comandante da Aeronáutica Carlos Almeida Baptista Júnior foi ouvido também como testemunha no dia 16 de fevereiro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Nada de novo, nenhum vazamento. A imprensa roda em círculos, igual a cachorro mordendo a própria cauda(C.N.)

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