segunda-feira, fevereiro 05, 2024

Parlamentares voltam do recesso e preparam contraofensiva ao Supremo

 

Parlamentares voltam do recesso e preparam contraofensiva ao Supremo

Três propostas devem ser discutidas em mais uma etapa do embate entre o Congresso e o STF. Uma é a restrição das decisões monocráticas dos magistrados. As sessões legislativas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal serão retomadas a partir da próxima semana. Três propostas devem ser discutidas em mais uma etapa do embate … Ler mais

Lula está perto de escolher o juiz que julgará a cassação de Moro

Ex-juiz suspeito deve perder o mandato por caixa dois e abuso de poder econômico na eleição para o Senado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está analisando criteriosamente a lista tríplice de candidatos à vaga de juiz que integrará o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná e participará do julgamento da cassação do ex-juiz … Ler mais

Toffoli manda investigar atuação da Transparência Internacional na Lava Jato

Investigação vai apurar se a ONG recebeu e administrou valores obtidos com multas em acordos firmados pela Lava Jato. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou uma investigação sobre a atuação da Organização Não-Governamental (ONG) Transparência Internacional na Lava Jato, informa Daniela Lima, do g1. A investigação vai apurar se a ONG recebeu … Ler mais

O Hegemon aceitará uma nova ordem mundial vestefaliana?

Não haverá um caminho pacífico em direção à ordem mundial vestefaliana. Apertem os cintos de segurança – será uma viagem turbulenta. O novo livro do acadêmico Glenn Diesen, The Ukraine War & The Eurasian World Order (A Guerra da Ucrânia e a Ordem Mundial da Eurásia), lançado em meados de fevereiro, faz a pergunta decisiva do … Ler mais

A arte de demonizar inimigos do imperialismo e endeusar seus aliados

Aqueles grupos de pessoas que são vistos como ameaça aos objetivos dos EUA aparecem com características que nos induzem a nutrir uma antipatia generalizada. Desde que a indústria do entretenimento cinematográfico surgiu nos Estados Unidos e Hollywood passou a simbolizar sua sede, sua utilização com propósitos de disputa geopolítica tem sido uma constante. Muito além … Ler mais

Pepe Escobar aponta guerra civil implícita na França e prevê expansão do conflito no Oriente Médio

Escobar enfatizou a gravidade da situação, alertando para a falta de vozes racionais dentro do governo dos EUA. O correspondente internacional Pepe Escobar, em sua última transmissão do “Pepe Café” no YouTube, discutiu a complexa situação geopolítica do Oriente Médio a partir de sua experiência recente na Rússia e na França. Escobar destacou o clima … Ler mais

“Nunca esteve tão clara a intenção de promover genocídio na Faixa de Gaza”, diz Ualid Rabah

Presidente da Federação Árabe e Palestina do Brasil repercute decisão da CIJ na ação que acusa Israel de promover um genocídio palestino. Em relação à declaração da Corte Internacional de Justiça (CIJ) sobre a tentativa de genocídio palestino pelo Estado de Israel, o presidente da Federação Árabe e Palestina do Brasil, Ualid Rabah, destacou a … Ler mais

Cassação iminente de Moro e decisão histórica de Toffoli redimem estragos da Lava Jato

A iminente condenação de Moro aguça a sensação de ansiedade entre os agentes que o promoveram. Nada poderia ser mais simbólico do momento único em que vive o país do que a iminência do julgamento que pode cassar o mandato de um personagem tão paradigmático como o senador Sergio Moro. Transformado pela mídia partidária em … Ler mais

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Facebook: 20 anos de sucesso comercial, números gigantes e a sombra do escândalo Cambridge Analytica

O aniversário de 20 anos do Facebook, neste domingo (4), é festejado pelos que reconhecem a revolução na forma como as pessoas se comunicam e e se informam, mas lamentado pelos que aproveitam a data para lembrar problemas como a disseminação de fake news, o impacto negativo sobre a saúde mental dos usuários e o escândalo … Ler mais

Inflação da chuva: saiba como o clima tem afetado os preços dos alimentos

Não são apenas as contas de início de ano, como o IPTU e o IPVA, que pesam no bolso do brasileiro em janeiro e fevereiro. As chuvas, tradicionais neste período, também vêm contribuindo para deixar o preço dos alimentos mais caros. Principalmente de hortifrúti — hortaliças, legumes, verduras e frutas em geral. Os preços dos … Ler mais

Por que não choramos pelas jornalistas assassinadas em Gaza?

Ed. #74 | Segunda-feira, 05 de fevereiro de 


Eu me lembro exatamente do momento em que soube do desaparecimento de Dom Phillips na Amazônia. Uma jornalista da Pública, que coordenava nosso centro cultural no Rio de Janeiro, me chamou no WhatsApp e me perguntou se eu sabia da notícia. Senti um aperto no peito. Dom Phillips era parceiro nosso, organizara diversas reuniões na Casa Pública junto aos correspondentes estrangeiros. 

Mais do que isso. Eu senti porque me vi naquele seu lugar, metida em comunidades da Amazônia sempre rodeadas de rios e de vida, fazendo perguntas incômodas. Porque os nossos repórteres estiveram lá; porque tivemos que retirar jornalistas de locais perigosos durante o governo Bolsonaro; porque lembramos dos cheiros daquela floresta insuperável. Porque entendemos, de maneira profunda, na nossa memória corporal e afetiva, o que significa aquele terror de se sentir vulnerável, longe de qualquer ajuda – e o pesadelo que é aquele medo se realizar, enfim. 

Agora, mais de 100 dias depois do início da invasão de Israel à faixa de Gaza, me sinto incapaz de chorar pelas jornalistas que ali estão sendo assassinadas, e isso me corrói. Não as conheci, não tenho referência sobre elas; então o dado alarmante que eu leio em um relatório que recebi por email me parece um documento sem cara. Apenas no mês de dezembro, seis jornalistas palestinas foram assassinadas pelas forças israelenses em Gaza. Em novembro, quatro foram assassinadas; em outubro, três. 

Quem acompanha esses dados sobre ameaças a violência contra jornalistas sabe que a morte de seis jornalistas mulheres revela uma hecatombe. Isso porque, sempre minoritárias em campo, elas (nós) sofrem inúmeras outras violências até conseguirem ser vistas como merecedoras do título da nossa profissão. E também porque, se houve 6 mulheres, haverá mais, muito mais, homens jornalistas assassinados.      

levantamento é da organização Coalition for Women in Journalism e revela, mais que a brutalidade da guerra, a brutalidade da nossa percepção sobre a guerra. 

Às vezes, os números podem contar uma história. Vejamos. No total, foram assassinados 76 jornalistas palestinos em Gaza em pouco mais de cem dias de guerra, segundo o Center for the Protection of Journalists (CPJ). Na Ucrânia, em um conflito que já dura dois anos, morreram 15 jornalistas, no total, segundo artigo do site Nieman Lab, ligado à universidade de Havard, que chama esse fato de “crime de guerra”. Não se vê a mesma expressão sobre as jornalistas e os jornalistas palestinos. 

Mas os números não contemplam o horror que significa essa realidade. (Uma palavra é genocídio, que condiz com a definição da Convenção para a Prevenção e a Punição do Crime de Genocídio; mas um processo foi aberto na Corte de Haia na semana passada para deliberar se houve esse crime, aos olhos do tribunal: e as discussões marcadas pelas pressões americanas e israelenses devem se arrastar por anos).

E a censura ou autocensura que vem dos países do Norte Global se reflete na nossa imprensa, consciente ou inconscientemente, afeta nosso olhar sobre essas mulheres, que perderam não apenas a vida, perderam suas casas, perderam suas famílias.

Shima el-Gazzar era uma jornalista da rede Al-Majd, pertencente a um empresário saudita e que transmite para o mundo árabe, com escritórios Dubai, Amã, Rabat, Bagdá, Damasco e Beirute. Morreu em 3 de dezembro ao lado de membros de sua família em um ataque aéreo em Rafah, no sul da Faixa de Gaza. 

Ola Atallah também morreu ao lado da sua família. Entretanto, ela foi alvejada em um ataque aéreo direcionado ao local para onde eles já haviam sido deslocados por força da invasão Israelense, no bairro Al-Daraj, a leste da Cidade de Gaza, em 9 de dezembro. Sair de sua casa, abandonar tudo, não lhe trouxe salvação.

No mesmo dia, Dua al-Cebbur morreu em um ataque aéreo, juntamente com seu marido e seus filhos, na cidade de Khan Younis, ao sul de Gaza.

Quatro dias depois, Nermin Qawwas, que trabalhava como correspondente do canal Russia Today, financiado pelo estado russo, morreu quando uma bomba atingiu sua casa.

Naquele dia também morreram a jornalista Hanan Ayyad e seu marido, atingidos por um ataque aéreo à cidade antiga de Gaza, onde moravam. Seus dois filhos sobreviveram, órfãos. 

Haneen Ali al-Qutshan morreu no domingo, 17 de dezembro, durante um ataque aéreo ao campo de refugiados de Nuseirat, onde ela estava vivendo. Outros membros da sua família também morreram. 


 

Decidi falar das palestinas porque as palavras importam. Porque a maneira como as agências internacionais relatam o fim dessas vidas ajuda a nos afastar daquelas vidas de mulheres jornalistas.
Como eu. 

   

E porque foi uma mulher jornalista, minha amiga Pacinthe Mattar, que melhor descreveu como as palavras usadas pelo jornalismo para descrever o que ocorre na Palestina são cruéis em sua pretensa “objetividade”.  

“A linguagem dos jornalistas é esterilizada e em muitos casos é abertamente censurada quando falamos da Palestina e dos palestinos”, escreveu Pacinthe. “A linguagem tem poder. Ela decide quem vive, quem morre, quais mortes são lamentáveis e quais podem definhar sob os escombros como danos colaterais”.

Pacinthe é egípcia e vive no Canadá há muitos anos, onde, nos últimos meses, tornou-se uma voz constante nos canais de TV que precisam, avidamente, de comentaristas, analistas, pessoas que falem sobre o conflito para preencher o espaço da programação – BBC, Al Jazeera, Democracy Now, CNN, Fox. No longo artigo publicado na revista The New Quarterly, ela relata como o trabalho tem a deixado exausta física e mentalmente, como ela procura usar as palavras mais exatas para detalhar o que se passa, como uma das poucas jornalistas que consegue ler toda a cobertura em árabe, em francês e em inglês, e como é difícil ser uma das poucas pessoas que entende a profundidade do fosso que a linguagem ascética, pretensamente objetiva, com que se tratam as vidas encurraladas ali em Gaza sob fogo de uma potência militar mundial, a maior expressão do desamparo que se pode imaginar.

Lá pela metade do texto, Pacinthe diz sentir que a linguagem é inadequada para traduzir o que ela vê em um gênero novo de vídeos que tem assistido obcecadamente na internet, quase um novo gênero do audiovisual: Crianças Sendo Retiradas dos Escombros. E relata a cena que viu em um deles. A tradução é minha. 
    

Prédios tornavam-se pilhas de pedras esmagadas diante de um céu azul, fresco. A câmera percorre os destroços e o entulho, em direção a uma cacofonia de vozes. Um grupo de homens emerge próximo de um edifício que estava de pé pouco antes de um ataque aéreo israelense esmagá-lo como uma casa de bonecas. Eles carregam, sobre uma maca improvisada, uma menina, talvez nove ou dez anos, coberta de pó, seu cabeço, suas calças, suas perninhas. É urgente, a maneira como esse grupo de homens levam a garota, gritando para todo mundo sair da frente.
Ela está inicialmente em silencio, mas depois, compreendendo como está sendo levada por esses homens, pergunta, sem qualquer sobressalto, “رايحة على المقبرة؟” : 
– Estou sendo levada para o cemitério? 
É como um soco no estômago. 
Uma menina da idade dela, imaginando que esse é o seu destino. Que ela nem sabe se está viva. 
É tudo caos ao redor deles, mas um dos homens que a carrega ouve a pergunta e imediatamente a tranquiliza, vigorosamente, em voz alta, “لا يا عمي هيك عايشة هيك مشاء الله عليكي زي القمر”, 
– Não, amor, você está viva, e é bonita como a lua. 
Tamanha ternura, esse consolo tão paternal, tão poético e seguro, oferecido à criança que não sabe se está viva ou morta – ouvir isso em árabe, a primeira língua que eu falei na vida, quebrou algo dentro de mim.  

São as mesmas palavras, ela lembra, que ouviu tantas vezes de sua mãe dizer quando, adolescente, ela reclamava de alguma imperfeição imaginada: sobre uma beleza tão óbvia, tão real, tão à vista de todos. 

“Eu penso como a linguagem jornalística para descrever homens e meninas palestinas raramente é assim tão bonita, tão terna, tão poética”, escreve. “Não é que apenas reduzimos e censuramos a linguagem que usamos sobre os palestinos; [hoje em dia] mal podemos falar sobre eles”

Eu não tenho referência sobre a vida daquelas jornalistas que foram assassinadas em suas casas na Palestina – nunca estive no território, não posso imaginar o que é ter sua casa destruída de repente por um ataque aéreo e você não poder proteger nem seus pais, nem seus filhos. Exceto pelo fato de que abraçaram a mesma profissão que eu, e todas as brasileiras de cantos variados que formam a maioria de repórteres da Pública, abraçaram como uma vocação. 

Todas eram jornalistas que estavam ativas durante o conflito e tornaram-se algumas das poucas vozes que podem levar o horror do que está acontecendo por lá, já que as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que “não pode garantir a segurança de jornalistas” – emitindo uma sentença de morte para todos os palestinos que teimam em exercerem essa profissão. 

Calar as vozes que estão transmitindo uma versão alheia à que pretende Israel é uma necessidade.  E matá-los, matá-las, portanto, é parte da estratégia da guerra.  

É por isso que temos que falar sobre elas.  


Natalia Viana
natalia@apublica.org
Diretora Executiva da Agência Pública

HISTÓRIA DE VIDA. “ADEUS AO PAI ILUSTRE: LEMBRANÇAS DE UM HOMEM PÚBLICO

05/02/2024

Fonte: JV PORTAL / JEREMOABO TV

Manoel José de Santana, conhecido por todos como “Nuca”, nasceu em 04 de fevereiro de 1955 na Fazenda Lagoa das Madeiras, Município de Antas/BA, tendo falecido em 17 de setembro de 2020, na capital baiana Salvador. Filho de José Elias de Santana “Sr. Dudé e de D. Maria Filomena de Oliveira, conhecida como D. Mariinha”.

Seu pai Dudé, como forma de sustento familiar, tendo que manter uma família composta de sete filhos, sendo quatro mulheres de nome Edleuza, Edneuza, Maria José e Edileide e três homens, Nuca, José e Claudio, o mesmo trabalhava incansavelmente em sua propriedade, buscando sempre levar o pão para a mesa com sua dignidade de homem simples e trabalhador. 

Com o passar do tempo, em busca de melhorar sua condição de vida, deixou sua propriedade da fazenda Lagoa da Madeira após a venda, indo trabalhar na localidade chamada fazenda Lagoa de Cima pertencente a seu irmão Sinésio. Depois de alguns anos logo em seguida foi residir na cidade de Antas/BA.

No ano de 1972, Sr. Dudé e família, levantam voo, indo morar na cidade de Jeremoabo/BA, onde passou a trabalhar como carpinteiro e ferreiro. Já estabelecido em sua mais nova morada, com o passar do tempo, sua esposa D. Mariinha, veio a falecer, ficando viúvo por algum tempo. Passados alguns anos, Sr. Dudé, com uma união subsequente com a Sra. Lita, passou a ter no seio familiar, mais três filhos de nomes: Tadeu, Cláudia e Claudiane.

Em um espaço do quintal de sua residência, com sua capacidade de criar artefatos na área de carpintaria e de ferreiro, chamou à atenção dos moradores da cidade e região, que começaram a adquirir tais produtos. Como se não bastasse, tendo recebido uma área de terra no Povoado Matinha próximo ao Povoado Malhada Vermelha, distante da sede aproximadamente 38 Km, doada pelo seu genro Nelson Bispo dos Santos “Nelson Contador”, junto com seu filho Cláudio, construíram pelo o período de seis meses, sua residência em meio a um rochedo, local denominado de Toca Rancho Patativa ou Toca do Dudé. Neste mesmo ano, Dr. Manoel “Nuca”, jovem estudante, ingressou no CMSJB, aonde concluiu o primeiro grau, logo em seguida o curso básico. Fim da etapa, o que fazer?

Na época, o CMSJB apenas disponibilizava o curso profissionalizante em Magistério. Jeremoabo em fase de crescimento, não oferecia perspectiva de trabalho. Neste momento, com parcos recursos, o jovem concluinte, ficou à mercê de uma oportunidade de trabalho. Seu pai, com receio que o mesmo ficasse perambulando pela a cidade sem qualquer atividade profissional, aconselhou o mesmo a enfrentar a dura realidade de trabalhar, logo, na maior metrópole do país “São Paulo” no ano de 1974.

Nuca, jovem predestinado em querer chegar ao topo da vitória, não pensou duas vezes, tomando conhecimento do edital para abertura de concurso público, se inscreveu e enfrentou o concurso para servidor do Banco Bamerindus na capital paulista, tendo sido aprovado em uma colocação extraordinária.  Passados alguns anos de trabalho, desejando retornar ao seu estado de origem, pediu transferência para a Capital Baiana Salvador, onde exerceu sua atividade por vários anos.

Já em Salvador, com o objetivo de galgar mais crescimento profissional, fez vestibular na Faculdade Católica de Salvador no curso de Direito, tendo sido aprovado como uma das melhores colocações. Já formado em advocacia, exerceu a função de Escrivão da Polícia Civil.

Seguindo sua trajetória, fez concurso de carreira par Delegado, sendo aprovado, tornando-se Delegado Regional, onde exerceu suas funções nas Delegacias de Paulo Afonso, Juazeiro, Alagoinhas e Salvador.

No ano de 1996, Nuca como Delegado Regional em Juazeiro na Bahia, busca transformar seus dois filhos Lucas com idade de 11 anos e Saulo com 8, em verdadeiros músicos. Com a visão de crescimento, criou o grupo com o nome de Instrumental Raizes, aonde os mesmos chegaram a gravar um CD. Lucas tocava cavaquinho enquanto Saulo o violão. Começa a ascensão da trajetória artística, chegando os mesmos, a se apresentarem na TV Grande Rio em Petrolina/PE, teatros e eventos pela a região. 

 O grande Delegado sendo transferido para a cidade de Alagoinhas e posteriormente para Salvador, os filhos deixam a atividade de músicos e ingressam na faculdade, onde Lucas tornou-se engenheiro civil e Saulo em Advogado. Suas filhas, Manuela optou pela a carreira de Advocacia e Juliana de Engenharia Civil. 

O velho pai e incentivador após ter dado todas as condições de crescimento profissional a seus filhos, concluiu suas atividades profissionais na capital baiana. É hora de buscar a tranquilidade pelo tempo trabalhado. Adquire sua aposentadoria, agora só sombra e água fresca.

Ninguém da família imaginava que ele tinha um sonho. Sonho este, onde tudo começou. Nuca, sendo fiel a suas origens, buscou adquirir todos os terrenos que fora vendido de seu pai e de seu avô na localidade denominada Lagoa da Madeira na Lagoa do Badico em Novo Triunfo, Na calada, seu sonho foi realizado, dando alegria para sua esposa Sônia, filhos e família, sendo a mesma preservada até hoje e, que jamais será desfeita. Como forma de presentear sua prole, deu a cada um, parte do imóvel, para edificação de seus lares. 

No auge das conquistas, não demora muito, o sonhador é acometido por problemas de saúde e, para a tristeza da família e amigos, o velho guerreiro no dia 17 de setembro de 2020 parte para outro plano espiritual Naquela mesa que era composta pelo o esteio da família, deixa de existir, está faltando ele.  Solidão e tristeza.

Em um canto especial da fazenda, foi construído um espaço debaixo de um pé de umbuzeiro, onde as cinzas dos restos mortais foram depositados em tamanha comoção pelos familiares e amigos. Recanto de terra preferido pelo o mesmo. Neste dia, após despedida de parentes e amigos, os dois sobrinhos, Alex e Múcio que tanto amavam o tio, permaneceram no local onde choraram amargamente a perda de quem tanto amava.

Ninguém imaginava, que o tempo reservava um capítulo de dor maior do que havíamos presenciado. Familiares e amigos vivem momentos dolorosos e, por vezes, inevitáveis.  

Como se não bastasse, para tristeza maior da família, além de perder um ente querido de todos, seu sobrinho Alex Sander, filho de Edleuza e Nelson, nascido em 13 de outubro de 1973, funcionário público municipal, excelente profissional na área de informática, vem a falecer sete meses após sua morte, acometido pela a terrível corona vírus, a covid 19. Alex, amado por todos, enfrentou dias difíceis em hospitais do estado, vindo a falecer na cidade de Sr. do Bonfim/BA.

Em meio a tamanha comoção, as cinzas dos restos mortais deste ente querido de todos, foram jogadas também, no mesmo local do tio que tanto amava.

A perda de dois membros da família é uma experiência avassaladora, que deixa um vazio profundo e uma sensação de perda irreparável. A dor da ausência é intensa, e as memórias dos momentos compartilhados tornam-se tanto fonte de conforto quanto de tristeza. Lidar com a perda de entes queridos exige tempo, compreensão e apoio mútuo. É um processo complexo, onde a saudade se entrelaça com a aceitação gradual da nova realidade. Apesar da dor, a memória e o amor pelos que se foram continuam a ecoar na alma da família, guiando-os através do luto em busca de cura e esperança.

Assim, enquanto a partida do pai sonhador e de um sobrinho, deixa uma lacuna que nunca será completamente preenchida, suas influências persistem na jornada de seus entes queridos. E, à medida que enfrentam o luto, eles encontram forças para continuar, guiados pelos raios de luz deixados pelos sonhos que um dia compartilharam.

MENSAGEMN DE JULIANA "FILHA DE NUCA"

 Meu pai foi a pessoa mais doce que eu conheci. Ele tinha tanto sentimento por tudo, que eu imagino que, por isso, ele tenha sido um homem tão forte. A simplicidade que ele lidava com assuntos tão difíceis, às vezes me assustava, assim como a sensibilidade de perceber as coisas antes de qualquer um. Painho nos ensinou que vale muito mais amar e ajudar o próximo do que qualquer outra coisa na vida. Ele ensinou que ter asas pra voar e coragem pra enfrentar o mundo é difícil, mas a gente é muito mais forte do que imaginamos. Com ele, aprendemos que não chegamos a lugar algum esquecendo de onde a gente veio. Aprendemos a amar nossas raízes e, por isso, hoje, temos asas pra voar. A vida é muito difícil sem sua presença, mas eu sei que ele está lá de cima olhando por todos nós. Painho foi um espírito evoluído e quanto mais envelhecemos, mais percebemos isso. Obrigada por ter nos ensinado tanto, pai. Do lado de cá a gente honra o homem maravilhoso que o senhor foi aqui na terra e que, com certeza, continua sendo no plano espiritual.
Autora: Juliana Mutti C.A de Santana

Jeremoabo TV – Junto a Você, é mais do que um veículo de comunicação, é um elo vital entre a comunidade e suas histórias.

VÍDEO

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Nota da redação deste BlogSempre mantive bom relacioamento com Nuca desde a minha adolescência, continuei mantendo vários contados com o hoje "de cujus", tive a certeza de que, mesmo partindo cedo para o infinito, ele ensinou e preparou seus filhos para:
  • Lutar por uma educação completa da vida: Uma educação que vai além da sala de aula, que os ensina a serem cidadãos conscientes e preparados para os desafios do mundo.
  • Cultivar o amor ao próximo: Ensinou-lhes a importância da compaixão, da empatia e da solidariedade, para que construam um mundo mais justo e humano.
  • Batalhar por uma verdadeira ética em suas condutas: Ensinou-lhes a importância da honestidade, da integridade e da justiça, para que sejam pessoas de bem e sirvam de exemplo para os outros.
  • Ser felizes com as pequenas coisas da vida: Ensinou-lhes que a felicidade está nas coisas simples, como um abraço, um sorriso ou um momento em família.
  • Lutar por seus sonhos: Ensinou-lhes a nunca desistirem de seus objetivos, por mais difíceis que pareçam.

Nuca deixou um legado de amor, sabedoria e esperança. Seus filhos, com certeza, seguirão seus ensinamentos e farão a diferença no mundo.

Certa vez encontrei com Nuca em Paulo Afonso, lembro-me de uma frase que o mesmo disse: "A vida é uma jornada, não um destino. Aproveite cada momento e lute por aquilo que você acredita."


É inadmissível que uma pessoa em situação tão vulnerável seja tratada com tamanha desumanidade.

 

Fico indignado e revoltado quando vejo a covardia, esse ato criminoso que estão praticando contra essa senhora de 85 anos abandonada na portaria de  um hospital em Jeremoabo. Infelizmente o povo, o eleitor de Jeremoabo está provando da sua propria incapacidade de não saber escolher os seus representantes.

. É inadmissível que uma pessoa em situação tão vulnerável seja tratada com tamanha desumanidade.

A responsabilidade por essa atrocidade é compartilhada:

• Prefeito: Incompetente para administrar um órgão público como o hospital, falhando em garantir o atendimento digno à população.

• Vereadores: Preocupam-se apenas com o assistencialismo superficial, transportando doentes e ignorando a necessidade de soluções estruturais para a saúde pública.

Conselhos Municipais de Saúde: Negligenciam seu papel de fiscalizar e garantir a qualidade dos serviços de saúde, deixando a população à mercê da ineficiência e do descaso.

A omissão do Ministério Público também é lamentável. Diante de um caso tão grave, a instituição deveria ter sido acionada imediatamente pelos vereadores para tomar as medidas cabíveis e punir os responsáveis.

O que podemos fazer:

• Mobilização popular: Cobrar dos representantes políticos, através de manifestações, abaixo-assinados e cobranças nas redes sociais, uma resposta eficaz para a situação precária da saúde em Jeremoabo.

• Acompanhamento do caso: Exigir do Ministério Público uma investigação rigorosa e a punição exemplar dos responsáveis pelo abandono da idosa.

Engajamento nas decisões: Participar dos Conselhos Municipais de Saúde, acompanhando as ações e cobrando providências para a melhoria da saúde pública.

Conscientização: Informar e conscientizar a comunidade sobre a importância de escolher representantes comprometidos com a saúde e o bem-estar da população.

Precisamos unir forças para que este caso sirva como um basta à negligência e à desumanização no atendimento à saúde em Jeremoabo. A luta por um sistema de saúde pública digno e eficiente é um direito de todos nós.

Juntos, podemos fazer a diferença!

Esse ano haverá novas eleições, ou o eleitor escolhe pessoas competentes e responsáveis para gerir cm a eficiência a coisa pública, ou então continue sofrendo, sendo humilhadoo, tendo seus direitos roubados.



Não pode acontecer mas hoje aconteceu pior...

"Independência e Credibilidade: A Força do Jornalismo Cidadão de Jeremoabo"

O atendimento VIP no Hospital de Jeremoabo, o pior é que

ninguém toma providência. 

Independência e Credibilidade: A Força do Jornalismo Cidadão

Este blog opera com total independência e credibilidade, recusando qualquer favorecimento de Câmaras de Vereadores ou Prefeituras, o leitor sabe que este espaço é crítico a atual gestão de Jeremoabo na maioria de suas ações Nossa única fonte de receita são os leitores que prestigiam as matérias publicadas.

Acreditamos que a transparência na administração pública é fundamental para a consolidação da cidadania. As entidades públicas têm o dever de divulgar suas ações e a sociedade tem o direito de acompanhá-las.

Como gestor público, todos têm direitos e responsabilidades, o blog defende claramente o direito de expressão, mesmo quem tenha opinião contrária

Todas as informações provenientes da Câmara de Vereadores foram publicadas neste blog. Contudo, é inviável divulgar informações que a Câmara não fornece ou que não foram liberadas para o público.

Um dos pilares do Estado democrático de direito é uma imprensa livre, independente e combativa. Não é à toa que, sistematicamente, vê-se a imprensa ser demonizada por governos com tendências autoritárias irrefreáveis – mesmo quando chegam ao poder pela via democrática -, elegendo o jornalismo e jornalistas como os inimigos públicos número um, aqueles que trabalham para desorientar um país, seja ele de qual latitude for. Basta publicar algo que não interessa aos poderosos de plantão. “Toda imprensa é oposição, o resto é armazém de secos e molhados”, ensinou Millôr Fernandes. Mas muita gente não pensa assim. E ataca o mensageiro." (Por )

Nosso compromisso é com a veracidade e com o direito do povo à informação.


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