quarta-feira, março 08, 2023

Alcolumbre usou ofício de secretário de Góes para favorecer empresário que é seu suplente

Publicado em 7 de março de 2023 por Tribuna da Internet

Waldez Góes e Alcolumbre no local previsto para a inauguração de um hospital no Amapá

Waldez Góes e Davi Alcolumbre operam juntos no Amapá

Eduardo Gonçalves, Dimitrius Dantas e Patrik Camporez
O Globo

O senador Davi Alcolumbre (União-AP) utilizou ofício encaminhado por um secretário estadual do então governador do Amapá, Waldez Góes, hoje ministro da Integração Nacional, para omitir ser o patrocinador de emendas do orçamento secreto que, posteriormente, foram usadas para contratar uma empresa de seu suplente.

Como revelou O Globo, a dois dias de deixar o governo do Amapá, Góes anunciou a contratação da Construtora Rio Pedreira, de Breno Chagas Pinto, segundo suplente de Alcolumbre, para tocar obras de pavimentação em uma rodovia estadual.

ORÇAMENTO SECRETO – O empreendimento, orçado em R$ 100 milhões, teve a maior parte do valor financiada por meio das chamadas emendas de relator, base do orçamento secreto, pelo qual parlamentares enviavam recursos a seus redutos eleitorais sem serem identificados.

Após o Supremo Tribunal Superior (STF) considerar o método irregular, o Congresso criou um sistema para tentar dar mais transparência à destinação do dinheiro público a prefeituras e governos estaduais. Nele, deputados e senadores deveriam identificar a autoria das emendas.

O mecanismo, porém, também permitia que as emendas fossem cadastradas em nome de prefeitos, governadores ou até assessores, que não têm prerrogativa de indicar recursos no Orçamento. Na prática, os chamados “usuários externos” passaram a ser usados para camuflar os reais patrocinadores da destinação do dinheiro público, permitindo que parlamentares continuassem a abastecer seus redutos eleitorais de forma sigilosa.

USUÁRIO EXTERNO – O nome de Waldez aparece como “usuário externo” em duas emendas destinadas a pavimentação e compra de maquinário para o Amapá, no valor de R$ 57 milhões. Um terceiro pedido de R$ 70 milhões é assinado pelo então secretário de transportes do Amapá, Benedito Conceição, para um “projeto voltado à modernização da Rodovia Josmar Pinto”, a mesma que passará por obras de pavimentação.

Após a contratação ser oficializada, Alcolumbre divulgou ser o responsável pela “articulação” dos recursos. Em postagem em seu site e nas redes sociais, ele afirma que os R$ 58,7 milhões da obra são “fruto de articulação do senador”, numa tentativa de capitalizar politicamente a benfeitoria no seu reduto eleitoral. Parte desse dinheiro tem origem nas emendas indicadas por Góes e pelo seu ex-secretário estadual de Transportes.

Na época em que presidiu o Senado, Alcolumbre chegou a ser o principal responsável, dentro do Congresso, por articular as indicações dos parlamentares ao orçamento secreto. Após ele deixar o posto, em 2021, essa função passou a ser exercida pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

DRIBLOU O SUPREMO – No ano passado, Alcolumbre driblou uma decisão do Supremo para apontar a autoria de emendas parlamentares ao omitir detalhes de suas indicações. Ele forneceu à Corte apenas uma lista com a descrição genérica de emendas de relator apoiadas por ele, sem valores, o que não permitia vincular os recursos com as obras apadrinhadas pelo senador.

Questionado sobre os ofícios, Góes afirmou, por meio de sua assessoria, que todas as emendas enviadas ao Amapá durante sua gestão “seguiram o que determina a legislação vigente”. Alcolumbre, por sua vez, não respondeu aos questionamentos da reportagem. Antes, ele havia afirmado que não influenciou na escolha da empresa do suplente, feita por meio de licitação pública, e disse esperar que o processo tenha “seguido todos os trâmites legais, cuja observância há de ser verificada pelos órgãos de controle”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Com políticos com Alcolumbre e Góes, o Brasil continuará sendo uma capitania hereditária, a serviço das empreiteiras, eternamente sentando à beira do caminho, como dizia Erasmo Carlos(C.N.)

Já decepcionado com Lula, só resta ao eleitor esperar 2026 para se livrar da polarização


LULA LIVRE e BOLSONARO são IGUAIS? - YouTube

Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Vicente Limongi Netto

Tudo indica que a constatação é verdadeira. A Presidência da República é máquina de moer gente. Revigora, enche de poder o político, mas também maltrata e machuca. Bolsonaro foi eleito com a tarefa de mandar o PT para as cucuias.  Na chefia da nação, porém, esmerou-se em trapalhadas, insultos e omissões.

O eleitor então trouxe Lula da Silva de volta das catacumbas. Ungido como salvador da pátria, é saudado no exterior, por chefes de Estado, enquanto aqui nos arredores palacianos, é massacrado pela tropa bolsonarista.

MUITOS ATROPELOS – Mal iniciou o governo, começaram os atropelos. O ex-finado MST, de triste memória, botou as manguinhas de fora, invadiu propriedades, sem nenhum pio de Lula, enquanto um dos ministros, acusado de corrupção dos pés à cabeça, é mantido no cargo. Com direito à banca de Santo do pau oco.

Por sua vez, o presidente da Câmara, Arthur Lira, foi claro e taxativo no recado a Lula: por ora, no Congresso, são imensos os prenúncios de tempestade para o governo. Trocando em miúdos, Lula tornou-se refém dos gulosos do Centrão.

Por seu turno, Bolsonaro gabava-se com migalhas do noticiário, cutucando Lula em edificantes palestras nos EUA. Agora o mito de barro e a ex-primeira-dama estão enrolados até o pescoço com diamantes e outras joias valiosas.

AGUARDANDO 2026 – Aos brasileiros só resta aguardar por 2026, para ver se prosseguirá a inacreditável, surrada e cansativa toada da ciranda política, do troca-troca e do bate e volta pelo poder. Ninguém merece. 

Enquanto isso, o experiente senador Renan Calheiros não berra, não vocifera. Trabalha com eficiência. É do ramo. Sempre dialogando a construindo pontes.

Com visão para eleições de 2024, o senador Calheiros já conseguiu a filiação para o MDB de 68 prefeitos, dos 102 municípios alagoanos. Realmente, é uma façanha política dificilmente alcançada por lideranças em outros Estados.


Bolsonaro recebeu, conferiu e se apossou das peças do outro pacote que entrou ilegalmente


Twitter \ UOL Notícias على تويتر: "💎 Um foi o conjunto de joias avaliado  em R$ 16,5 milhões supostamente destinado à então primeira-dama Michelle  Bolsonaro —retido pela Receita no aeroporto de Guarulhos (

Bolsonaro recebeu essas joias no Alvorada e deu sumiço nelas

Adriana Fernandes, André Borges e Tácio Lorran
Estadão

O presidente Jair Bolsonaro recebeu pessoalmente o segundo pacote de joias da Arábia Saudita que chegou ao Brasil pelas mãos da comitiva do então ministro de Minas e Energia (MME), Bento Albuquerque. No estojo estavam relógio com pulseira em couro, par de abotoaduras, caneta rosa gol, anel e um masbaha (uma espécie de rosário islâmico) rose gold, todos da marca suíça Chopard. O site da loja vende peças similares que juntam somam, no mínimo, R$ 400 mil.

Ao Estadão, o tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ajudante de ordens e “faz-tudo” do ex-presidente, disse que o estojo está com Bolsonaro, no “acervo privado” dele.

TUDO IRREGULAR – A entrada das peças no Brasil sem declarar à Receita e a apropriação pelo presidente estão irregulares. O entendimento do Tribunal de Contas da União (TCU) é que os ex-presidentes só podem ficar com lembranças de “caráter personalíssimo” como roupas e perfumes.

O Estadão teve acesso a documentos oficiais que comprovam que o pacote foi entregue no Palácio da Alvorada, residência oficial dos presidentes da República. O recibo indicando que Bolsonaro recebeu as joias de diamantes foi assinado pelo funcionário Rodrigo Carlos do Santos às 15 horas e 50 minutos do dia 29 de novembro de 2022.

O documento da Documentação Histórica do Palácio do Planalto traz um item no qual questiona se o item foi visualizado por Bolsonaro. A resposta: “sim”.

ESTAVAM NO COFRE – Antes, as joias ficaram por mais de um ano nos cofres do Ministério de Minas e Energia. Elas chegaram ao Brasil trazidas pelo então ministro Bento Albuquerque em outubro de 2021. Ele não declarou o ingresso dos diamantes, o que pela legislação é um crime.

No mesmo voo, estava o assessor do ministro com outro estojo da marca Chopard, contendo um colar, um par de brincos, relógio e anel estimados em 3 milhões de euros (R$ 11,5 milhões). Essas peças, porém, foram apreendidas pela Receita Federal quando o assessor do ministro também tentou entrar com elas ilegalmente no País, como revelou o Estadão.

Somente no dia 29 de novembro de 2022, o Ministério de Minas e Energia envia o estojo ao Palácio do Planalto, onde trabalha o presidente. Não se sabe por que, se guardou as joias por mais de um ano no ministério, já que, como Albuquerque sustenta, tratava-se de um presente do regime saudita ao governo do Brasil.

DIZ A LEGISLAÇÃO – Na forma da lei, além de declarar formalmente que se tratava de um presente de um governo para o outro, as peças deveriam ser encaminhadas para o acervo público da Presidência da República.

Albuquerque deixou o ministério em maio de 2022 e o pacote continuou no cofre. No dia 29 de novembro de 2022, uma nova determinação foi dada para que o pacote fosse encaminhado imediatamente para a residência oficial de Bolsonaro, o Palácio da Alvorada.

Os documentos contrariam a versão de Bolsonaro, que no último sábado, dia 4, após evento nos Estados Unidos, disse que não pediu nem recebeu qualquer tipo de presente em joias do governo da Arábia Saudita. “Estou sendo crucificado no Brasil por um presente que não pedi e nem recebi. Vi em alguns jornais de forma maldosa dizendo que eu tentei trazer joias ilegais para o Brasil. Não existe isso”.

CONTA O EX-MINISTRO – Em entrevista ao Estadão, o ex-ministro Albuquerque disse que ele e sua comitiva estavam deixando a Arábia Saudita, quando um representante do governo saudita os encontrou no hotel e entregou dois pacotes. “Esses pacotes foram distribuídos nas malas. Uma ficou com o Marco Soeiro, a outra eu não sei com qual membro da comitiva”, disse, afirmando que não tinha conhecimento do conteúdo das caixas.

O conjunto de brilhantes avaliado em R$ 16,5 milhões e que, como confirmou Albuquerque, era destinado à primeira-dama Michelle Bolsonaro, ficou retido na alfândega. O segundo pacote passou pela alfândega dentro da bagagem de outro viajante, que ele disse não saber qual. De São Paulo, a comitiva pegou um voo para Brasília e trouxe o segundo estojo, sem passar pela alfândega, como o próprio Albuquerque reconhece.

“Quando nós chegamos em Brasília, nós abrimos o outro pacote, que tinha relógio… era uma caixa de relógio… não sei se… tinham mais algumas coisas, e era um presente. Então, o que nós fizemos? Nós pegamos, fizemos um documento, encaminhamos para a Receita Federal ou para o Serviço de Patrimônio da União… não sei, quem fez isso foi o gabinete (do MME). E foi isso”, afirmou.

HÁ DIFERENÇAS – Presentes dados por um governo de um país a outro são direcionados ao acervo público. composto por presentes recebidos pelo presidente da República de outros chefes de Estado. Isso acontece, por exemplo, quando o chefe do Executivo federal visita outras nações. Os bens ficam no Palácio do Planalto ou podem ser direcionados ao Arquivo Nacional e ao Museu da República.

Já o acervo pessoal é composto por presentes recebidos pelo presidente e que são considerados itens de natureza personalíssima, como roupas, alimentos ou perfumes.

Também pode ser o caso de bens oferecidos por pessoas, empresas ou entidades. Os bens são levados pelo mandatário ao fim do mandato.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O pior da história é que não se pode acreditar nem em Bolsonaro nem no ex-ministro Bento Albuquerque. Trata-se de um almirante à deriva, no estilo de Vasco Moscoso de Aragão, o célebre personagem de Jorge Amado. É triste ver um oficial superior desmentindo a si mesmo. (C.N.)

Joias foram recebidas no dia que Bolsonaro acertou a venda de uma refinaria aos árabes


Bolsonaro almoçou na Embaixada da Arábia Saudita, no Brasil, no mesmo dia em que Bento Albuquerque recebia presentes na Arábia Saudita

No mesmo dia, Bolsonaro almoçou na Embaixada saudita.

Adriana Fernandes e André Borges
Estadão

A agenda de viagens internacionais do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e de sua comitiva já era alvo de monitoramento por auditores da Alfândega. O Estadão apurou que a intensidade dos compromissos fora do País – dez viagens para o exterior em um único ano – já havia chamado a atenção dos órgãos de fiscalização.

O Estadão fez um levantamento sobre todos os compromissos oficiais de Bento Albuquerque registrados em sua agenda oficial como ministro, desde que assumiu o cargo em janeiro de 2019, até deixá-lo em maio de 2022, em meio às pressões de Bolsonaro para intervir no preço dos combustíveis da Petrobras.

VIAGENS CONSTANTES – Os dados oficiais mostram que as viagens constantes do ministro e sua comitiva só cessaram em 2020, quando eclode a pandemia do coronavírus. Só em 2019, foram dez viagens ao Exterior, englobando países como Israel, Estados Unidos, Argentina, Japão, China, Áustria, França e Espanha.

Em alguns compromissos, o então ministro acompanhou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em outros, seguiu com sua comitiva para eventos ligados ao setor de minas e energia.

Em 2020, com a pandemia, o número de viagens caiu consideravelmente, resumindo-se a três compromissos. Albuquerque esteve apenas na Índia, nos Estados Unidos e na Áustria, para a conferência anual do setor elétrico. Em 2021, o ritmo voltou a se acelerar, mesmo com as restrições impostas pela covid-19. Naquele ano, Bento Albuquerque participou de seis encontros internacionais. Passou pelos Estados Unidos, Áustria, Rússia, Inglaterra e Emirados Árabes. Foi em outubro de 2021 que o então ministro fez a visita à Arábia Saudita.

ENCONTROS EM RIAD – Antes de voltar ao Brasil no dia 26 de outubro de 2021 e tentar entrar no Brasil de forma ilegal com as joias dadas a Bolsonaro pelo regime saudita, Bento Albuquerque teve compromissos durante quatro dias, incluindo encontro com o príncipe Abdulaziz bin Salman Bin Abdulaziz Al-Saud, ministro de Energia da Arábia Saudita, e o príncipe Mohammed bin Salman.

Foi na despedida desta viagem, em 25 de outubro, que o regime árabe entregou os presentes milionários para Bolsonaro, quando deixava o hotel com a sua comitiva para retorno ao Brasil.

Naquele mesmo momento, no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro almoçava na Embaixada da Arábia Saudita, em Brasília, na residência de Ali Abdullah Bahittam. Bolsonaro estava acompanhado do filho e senador Flávio Bolsonaro, além do ex-ministro das Relações Exteriores, Carlos França e diplomatas de demais países do Oriente Médio.

VENDA DE REFINARIA – Naquele encontro, um dos temas abordados foi a venda da refinaria Landulpho Alves (RLAM), localizada em São Francisco do Conde, na Bahia, pela Petrobras. A estatal repassou a refinaria para o Mubadala Capital, dos Emirados Árabes. A operação foi concluída em novembro com o pagamento de US$ 1,8 bilhão (R$ 10,1 bilhões à época) para a Petrobras.

No mês seguinte, em 19 de novembro, quando a Receita já havia retido as joias de diamantes, Bento Albuquerque teve uma conversa por telefone com o ministro de Energia da Arábia Saudita.

Em 22 de novembro, ele participou de uma reunião no Ministério das Relações Exteriores, com o embaixador Carlos França. Três dias depois, fez uma reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino da Arábia Saudita.

ITAMARATY AVERIGUA – O Estadão procurou o Itamaraty e a Embaixada da Arábia Saudita no Brasil para comentar o assunto. Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores declarou que “está averiguando eventual gestão junto à Receita Federal no caso, e contribuirá para seu esclarecimento caso a gestão tenha sido feita”. A Embaixada da Arábia Saudita não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Apesar de Bento Albuquerque ter liderado o Ministério de Minas e Energia por apenas cinco meses em 2022 – de janeiro a maio -, o almirante chegou a realizar sete viagens internacionais neste curto período, passando por países como Suriname, Guiana, Uruguai, Portugal, Rússia e Índia.

As relações que o governo Jair Bolsonaro mantinha com o regime da Arábia Saudita envolveram anúncios de acordos bilionários feitos diretamente pelo então presidente Bolsonaro e Mohammed bin Salman, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita.

ACORDOS BILIONÁRIOS – Dois anos antes da comitiva do então ministro de Minas e Energia deixar a Arábia Saudita com pacotes de joias de diamantes avaliados em cerca de R$ 16,5 milhões, Bolsonaro esteve em Riade, capital do país árabe, para celebrar acordos comerciais que envolviam US$ 10 bilhões (R$ 51,7 bilhões no câmbio atual).

No dia 29 de outubro de 2019, Bolsonaro celebrou a assinatura de um acordo que previa o investimento bilionário no Brasil, por meio do Fundo de Investimento Público saudita (PIF), que exploraria “oportunidades em parceria com o governo brasileiro”.

O próprio Bolsonaro tratou de ir às redes sociais para anunciar a negociação. “O fundo soberano da Arábia Saudita vai investir até US$ 10 bilhões em projetos no Brasil, cerca de R$ 40 bilhões”, escreveu o então presidente, em sua conta no Twitter

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O viajante ex-ministro Bento Albuquerque tem muito o que explicar. O governo da Arábia Saudita não costuma presentear autoridades secundárias de países estrangeiros. Ou seja, ele seria apenas o homem da mala, como se costuma dizer. E Bolsonaro também, por ter pedido para 
a Receita devolver joias dois dias antes de se mudar para os EUA. (C.N.)

Lula governa sob pressão desde a posse e só agora consegue iniciar sua gestão

Publicado em 8 de março de 2023 por Tribuna da Internet

Desta vez, a trégua dos 100 dias iniciais não existiu

Luiz Carlos Azedo
Correio Braziliense

Com dois meses de mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não teve a tradicional trégua de 100 dias concedida aos governantes pela mídia e pela oposição, sem falar no “fogo amigo” de aliados e até mesmo dos petistas, por causa das divergências e disputas de poder na sua equipe de governo.

Na primeira semana de gestão, Lula vivia ainda o inebriante clima gerado pela festa da posse, cuja sacada de subir a rampa do Palácio do Planalto com os representantes das minorias proporcionou imagens históricas, de repercussão internacional.

NUVENS NEGRAS – Pensava-se que estava tudo certo, ninguém da sua equipe imaginava que o Palácio do Planalto, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) seriam invadidos sete dias depois. O presidente da República passava um fim de semana em São Paulo, porém, no domingo, decidiu viajar a Araraquara, para ver pessoalmente os estragos causados pelas chuvas, ao lado prefeito petista Edinho Silva.

Entretanto, naquele 8 de janeiro, “nuvens negras” — como aquelas que antecederam o golpe de 1964, que destituiu o presidente João Goulart — encobriram o Planalto Central. Lula decretou intervenção no Distrito Federal, delegando ao ministro da Justiça, Flávio Dino, a responsabilidade de conter os danos. O governador Ibaneis Rocha foi afastado do cargo.

A decisão de não decretar uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), recorrendo às tropas do Comando Militar no Planalto, não fora por acaso. Desde o quebra-quebra bolsonarista de 12 de dezembro, dia de sua diplomação, quando os “patriotas” acampados em frente ao QG do Exército incendiaram ônibus e até tentaram invadir o prédio da Polícia Federal, sabia-se que havia uma tentativa de golpe em marcha.

CONTESTAR A ELEIÇÃO – No estado-maior de Bolsonaro, os generais Braga Netto, candidato a vice, Augusto Heleno (GSI) e Luiz Ramos (Secretaria de Governo), o ex-comandante da Marinha almirante Almir Garnier Santos, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, que está preso, e o deputado Eduardo Bolsonaro apoiavam a decisão de Bolsonaro de não reconhecer o resultado da eleição.

A minuta do decreto presidencial apreendida pela Polícia Federal na casa do ex-ministro da Justiça, que destituiria o ministro Alexandre de Moraes da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e convocaria novas eleições, por muito pouco não fora assinada por Bolsonaro, que resolveu viajar para Miami, bastante deprimido.

Fora convencido a sair de cena num jantar na casa do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, articulado pelo ex-ministro das Comunicações Fabio Faria. Os ex-ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Flávio Rocha (Secretaria de Assuntos Estratégicos), um almirante da ativa, e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jorge Oliveira, contrários a qualquer tentativa golpista, atuaram como bombeiros no episódio.

ANO NOVO EM MIAMI – Não conformados, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Anderson Torres viajaram para Miami, onde passaram o Ano Novo com Bolsonaro.

Hoje, as investigações da Polícia Federal estão apurando as responsabilidades sobre graves falhas no dispositivo de segurança da Esplanada dos Ministérios, que estava a cargo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), da Guarda Presidencial e da Polícia Militar do Distrito Federal.

Graças também à atuação do ministro Alexandre de Moraes contra os golpistas, a situação foi controlada. Houve atuação firme e decidida dos Três Poderes.

O Congresso e o Supremo repudiaram o golpismo, o governo ganhou tempo para preparar medidas econômicas de impacto para a sociedade, que começaram a ser anunciadas nesta semana.

FRICÇÃO POLÍTICA – Mas houve muita fricção política com os aliados, a mídia e o Congresso, após Lula atacar o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e criticar as altas taxas de juros.

A trégua proporcionada pela defesa da democracia derrapou na política econômica. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ficou com a credibilidade abalada, sob ataque da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e fortes pressões do mercado financeiro. Mas o governo começou a deslanchar na economia. Haddad anunciou um aumento do salário mínimo para R$ 1.320 a partir do 1º de Maio e um alívio na cobrança do Imposto de Renda.

Na semana passada, fez a manobra mais difícil: a volta da cobrança de impostos sobre combustíveis, simultaneamente à redução de preços da gasolina e do diesel pela Petrobras. Também foi anunciada a reestruturação do Bolsa Família e a rolagem das dívidas dos consumidores inadimplentes. O governo começou a andar.

terça-feira, março 07, 2023

“Razões opacas” norteiam ações da prefeitura na falta de transparência e honestidade

 

Nota da redação deste Blog -    Infelizmente , como sempre vem acontecendo no atual (des)governo tudo fica  na propaganda enganosa  de forma divina e  maravilhosa e no entanto a realidade continua sendo cruel  e desgastante para  uma  população  carente de  tudo  e   que  na sua  maioria  continua  mendigando  os  serviços  básicos   que o poder público deveria executar  mas prefere  muitas  vezes ficar no  campo da falta de transparência e da embromação em benefício de meia dúzia.

 A falta de transparência impossibilita o controle social, enfraquecendo o exercício da cidadania, e, portanto, da democracia; bem como o ambiente obscuro, sem transparência, torna-se favorável para as práticas de atos de corrupção”,

Honestidade significa ser verdadeiro, transparente, não roubar, não enganar ou defraudar ninguém. O indivíduo honesto repudia a esperteza e o desejo de querer levar vantagem em tudo e sobre todos.

Mas quem sabe   o poder executivo  seja  acometido  do  famoso "estalo  do padre Vieira " que  após sentir um forte estalo na cabeça viu-se com o sentido desembotado adquirindo  a clareza de entendimento, agudeza de engenho e sagacidade de memória,  e comece a perceber  que a sociedade  jeremoabense deseja apenas  na área da educação  respeito aos direitos dos  professores , que sejam satisfeitas as necessidades básicas dos alunos  e   um bom estado de conservação da  escolas.
 Quando isso acontece o resto vem por gravidade . 

 





 Infelizmente , como sempre vem acontecendo no atual (des)governo tudo fica  na propaganda enganosal  de forma divina e  maravilhosa e no entanto a realidade continua sendo cruel  e desgastante para  uma  população  carente de  tudo  e   que  na sua  maioria  continua  mendigando  os  serviços  básicos   que o poder público deveria executar  mas prefere  muitas  vezes ficar no  campo da falta de transparência e da empromação em benefício de meia dúzia.

 A falta de transparência impossibilita o controle social, enfraquecendo o exercício da cidadania, e, portanto, da democracia; bem como o ambiente obscuro, sem transparência, torna-se favorável para as práticas de atos de corrupção”,

Honestidade significa ser verdadeiro, transparente, não roubar, não enganar ou defraudar ninguém. O indivíduo honesto repudia a esperteza e o desejo de querer levar vantagem em tudo e sobre todos.

Mas quem sabe o  o poder executivo  seja  acometido  do  famoso "estalo  do padre Vieira " que  após sentir um forte estalo na cabeça viu-se com o sentido desembotado adquirindo  a clareza de entendimento, agudeza de engenho e sagacidade de memória,  e comece a perceber  que a sociedade  morenense deseja apenas  na área da educação  respeito aos direitos dos  professores , que sejam satisfeitas as necessidades básicas dos alunos  e   um bom estado de conservação da  escolas.
 Quando isso acontece o resto vem por gravidade . 

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