segunda-feira, março 06, 2023

Devagar, estamos assoprando o fogo de uma cultura do medo e da conformidade


TRIBUNA DA INTERNET

Charge do Duke (O Tempo)

Fernando Schüler
Veja

No início do ano passado, Jordan Peterson já havia se demitido da Universidade de Toronto. “Meus alunos não recebiam bolsas, minhas visões me tornaram persona non grata, a agenda política se misturou aos critérios acadêmicos.” Foi banido do Twitter e, meses depois, resgatado por Elon Musk. Agora o caldo entornou mais uma vez.

O College of Psychologists de Ontário determinou que ele faça um “curso de reeducação digital”. A acusação é basicamente a mesma, girando em torno do uso “incorreto” de pronomes e de ter opinado como “não bonita” uma modelo com roupa de banho plus size. O curso é um intensivo de politicamente correto, em que Jordan será ensinado sobre quais palavras e ideias pode ou não usar. Terá de se tratar com um psicólogo, e só será liberado se o coaching achar que ele está reeducado.

NO CANADÁ DE HOJE – Quando li isto, achei que era uma pegadinha. Ou uma versão atualizada de “1984”, de Orwell. Mas não, era o Canadá atual. A resposta de Jordan foi clara: “Não vou me submeter”. E mais: “Além de não ter feito nada errado, me comunico de boa-fé. É isso”.

O caso de Jordan me veio à cabeça quando li o relato algo kafkiano da situação vivida na defesa de uma tese de doutorado, em uma de nossas universidades federais. A tese versava sobre “governança algorítmica” e foi acusada por um membro da banca de “autoritária, machista e racista”.

Seria “machista” por constatar que “as mulheres não eram tratadas como cidadãs na Atenas do século V a.C.”, e “racista” por não identificar um algoritmo como discriminatório, e sim o sistema carcerário cujos dados eram processados pelo algoritmo. De quebra, seria também machista por não citar o “golpe de 2016”, contra Dilma, em sua breve história da democracia.

VIROU FRANKENSTEIN – No final, a tese teve de ser cortada e ficou um “Frankenstein”, diz o autor. Ele se submeteu. Era o jeito. Dou-lhe razão. Vale o mesmo para uma enorme quantidade de professores. Tempos atrás, um colega do Maranhão comentou comigo que também havia sido convidado a fazer um curso de “reeducação”, como o de Jordan.

“Nunca tive preconceito contra ninguém”, me disse, incomodado, “mas agora sou suspeito”. Disse que iria engolir. “Preciso do emprego, não tenho como arriscar.”

O que essas coisas nos dizem? Em que momento nos tornamos todos suspeitos, vivendo em um mundo onde concordar com os disciplinamentos mais estranhos virou questão de sobrevivência?

SOCIEDADE DA VIGILÂNCIA – Intuo que isso tenha a ver com o que chamei, em outro texto, de “sociedade da vigilância”, o panóptico difuso no qual se converteu a geringonça digital sob a qual vivemos. Dias atrás li um texto de Glenn Greenwald em que ele atribui a atual fúria reguladora à “arrogância”.

É uma arrogância que nos faz cultivar não só a ideia pífia de que detemos a verdade, como a de que dispomos de um mandato para enfiar a nossa verdade goela abaixo dos outros. Ideias, diga-se de passagem, contra as quais se construiu o melhor da civilização moderna. O ceticismo, que nos levou à tolerância; a dúvida sistemática, que nos abriu o caminho da ciência; o respeito à diferença, que está na base das sociedades de direitos.

Vamos nos tornando uma sociedade seduzida pelo controle. Seu personagem típico é o sujeito que não só deseja afirmar sua própria maneira de viver, mas exige que os outros se ajustem de modo a não ferir a sua sensibilidade.

CULTURA DA AUTENTICIDADE – Talvez sem perceber, passamos do que o filósofo Charles Taylor chama de cultura da “autenticidade”, dada pelo direito de cada um viver nos seus próprios termos, para uma era de narcisismo difuso. A fronteira por vezes tênue entre um direito negativo à não interferência no modo como desejamos viver, e nosso direito positivo de regular a vida dos outros. Daí o ridículo contemporâneo.

Ele vai desde o índex de fantasias proibidas, no Carnaval da Bahia, até a fúria reguladora sobre a arte. Ainda esta semana, lia sobre como o clássico de Roald Dahl, “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, vem sendo reescrito, de modo a se adaptar à correção política.

Na Inglaterra, causou certo furor o relatório de uma comissão para a prevenção do extremismo, patrocinada pelo governo, apontando uma série de livros que representariam “riscos de radicalização e incentivo à extrema direita”. Entre eles, a série “Civilização”, de Kenneth Clark, “O Senhor dos Anéis” e clássicos como “O Admirável Mundo Novo”.

PROTEÇÃO INTELECTUAL – Seria preciso proteger os súditos ingleses de sua própria herança cultural. Há algo patético aí, mas está instalada a lógica de que “esses livros e filmes são perigosos porque de algum modo incentivam as ideias erradas”.

Cada um desses exemplos tem um quê de banalidade. Reescrever livros, derrubar monumentos, vetar letras de música, fazer listas de palavras proibidas. No conjunto, o sinal é claro: devagar, vamos assoprando o fogo de uma cultura do medo e da conformidade.

Por vias tortas, parecemos voltar a algum momento do século XIX, quando uma geração de intelectuais se rebelou contra a “mediocrização da cultura”, na expressão de Nietzsche. Contra a sociedade de massas ascendente e sua “intolerância a qualquer demonstração acentuada de individualidade”, como dizia Mill, em “On Liberty”.

UM NOVO NORMAL – É curioso ler sobre essas coisas, um século e meio depois. Muita gente imaginou que a era digital daria vazão a uma cultura de liberdade e entendimento. Isso aconteceu, de alguma forma, mas com o passar do tempo os ventos mudaram.

Junto com a liberdade veio o poder difuso, dos indivíduos, das tribos, e com ele o desejo de controle. E é nessa batida que vamos reconstruindo, tijolo a tijolo, uma sociedade dada a “prescrever regras gerais de conduta”, cuja “única grande transgressão é a vontade própria” e onde “todo o bem está abrangido na obediência”, nas palavras que Mill usou para descrever o vezo calvinista de sua época.

Movidos pela pavorosa hipótese de que alguma sensibilidade seja ferida, parecemos novamente decididos a eliminar o risco, a domesticar a cultura.

HÁ UM CUSTO – O problema é que há um custo nisso tudo. Me lembrei disso vendo “Arkangel”, episódio de “Black Mirror”. Ele conta a história de uma mãe obcecada em proteger a própria filha. Ela insere um chip na cabeça da menina, que lhe permite acompanhar todos os seus movimentos e apagar de seu campo de visão tudo o que é agressivo. Um cachorro raivoso, revistas de sacanagem, imagens de sangue. Tudo o que pode afetar sua sensibilidade. O resultado é uma garota incapaz de lidar, ela própria, com o sofrimento e a rudeza da vida.

É apenas uma peça de ficção, mas quem sabe seja uma dessas tantas vezes em que a arte imita a vida. Nos dá o sinal de uma maré que vem subindo, lentamente, e na qual valeria prestarmos atenção.

Em um documento oficial britânico, vários livros são destacados, cuja posse ou leitura pode apontar para um grave pensamento errado e, portanto, para uma potencial radicalização.

Anulação da sentença de Moro contra Delúbio comprova podridão da Justiça


Delúbio Soares, ex tesoureiro do PT

Delúbio Soares foi salvo por uma decisão pela metade

Hugo Marques
Veja

Ex-coordenador das campanhas eleitorais do presidente Lula em 1989 e em 1998 e tesoureiro do Partido dos Trabalhadores a partir de 2000, Delúbio Soares teve uma importante vitória na Justiça. Na sexta-feira, dia 3, o ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, anulou a condenação de Delúbio na Lava-Jato.

O tesoureiro foi um dos principais protagonistas dos grandes escândalos do PT, incluindo mensalão, petrolão e máfia dos vampiros. Em 2017, Delúbio foi condenado a cinco anos de prisão pelo então juiz e hoje senador Sergio Moro, na Operação Lava-Jato.

JUSTIFICATIVA PÍFIA – O ministro Ribeiro Dantas anulou a condenação de Delúbio pelo juiz Sergio Moro no caso do empréstimo fraudulento de 12 milhões de reais para o PT junto ao Banco Schahin. O processo por lavagem de dinheiro será enviado pela Justiça Eleitoral. Ribeiro Dantas concluiu que o dinheiro foi usado para campanhas eleitorais e por isso a competência para julgar o caso é da Justiça Eleitoral.

Sergio Moro, no entendimento do ministro do STJ, é incompetente para julgar o caso de Delúbio Soares. “Com efeito, os pagamentos foram efetuados para pagamento de dívidas eleitorais, o que, de fato, evidencia a competência material de Justiça Eleitoral para o julgamento do processo-crime dos crimes comuns perpetrados com crime eleitorais”, escreveu.

De fato, parte do dinheiro do empréstimo teria sido investido em campanhas eleitorais do PT. A concessão de 12 milhões de reais foi feito com a ajuda do empresário José Carlos Bumlai, pecuarista amigo de Lula, e o dinheiro foi transferido para o Frigorífico Bertin que, instruído por Delúbio, dissimulou a origem dos recursos.

E O RESTO? – Metade do valor, no entanto, 6 milhões de reais, foi transferida para o empresário Ronan Maria Pinto, dono do Diário do Grande ABC. Em delação premiada feita pela Polícia Federal e aprovada pelo Supremo Tribunal Federal, o operador do mensalão, Marcos Valério, diz que soube por dois ex-auxiliares de Lula que o presidente foi chantageado, o que levou o PT a pagar o dinheiro para Ronan.

Segundo Valério, Ronan Maria Pinto, que tinha negócios com a prefeitura de Santo André na gestão de Celso Daniel, que foi assassinado em 2002, ameaçava revelar detalhes do crime, que envolveria ligações do PT e o PCC. Valério disse que os 6 milhões repassados para Ronan foi uma forma de não tornar público o esquema de arrecadação de propina na Prefeitura, que alimentava o caixa do PT. O empréstimo fraudulento no Banco Schahin foi feito em 2004.

A chantagem feita por Ronan, segundo o operador do mensalão, foi bem sucedida. O pagamento de 6 milhões foi feito, segundo Valério, com o aval de Lula. Em contrapartida, o PT deu ao grupo Schahin um contrato bilionário na Petrobras. O grupo Schahin ganhou a operação do navio-sonda Vitória 10.000, em 2009, um negócio de 1,6 bilhões de dólares. O empréstimo nunca foi pago. Valério apontou Lula como um dos mandantes do assassinato de Celso Daniel. A delação de Valério corre em segredo de Justiça no Supremo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Este tipo de “decisão monocrática”, tomada por um solitário ministro do STJ, sem passar por turma ou plenário, demonstra o elevadíssimo grau de podridão a que chegou a Justiça brasileira. Metade do dinheiro foi usado para “apagar” o caso Celso Daniel, e a outra metade para caixa 2 de campanha. O ministro Ribeiro Dantas aceitou essa justificativa pela metade, na ânsia de transformar Delúbio Soares num réu tão inocente quanto Lula, vejam a que ponto de degradação este país chegou(C.N.)

Anulação da sentença de Moro contra Delúbio comprova podridão da Justiça

Publicado em 5 de março de 2023 por Tribuna da Internet

Delúbio Soares, ex tesoureiro do PT

Delúbio Soares foi salvo por uma decisão pela metade

Hugo Marques
Veja

Ex-coordenador das campanhas eleitorais do presidente Lula em 1989 e em 1998 e tesoureiro do Partido dos Trabalhadores a partir de 2000, Delúbio Soares teve uma importante vitória na Justiça. Na sexta-feira, dia 3, o ministro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, anulou a condenação de Delúbio na Lava-Jato.

O tesoureiro foi um dos principais protagonistas dos grandes escândalos do PT, incluindo mensalão, petrolão e máfia dos vampiros. Em 2017, Delúbio foi condenado a cinco anos de prisão pelo então juiz e hoje senador Sergio Moro, na Operação Lava-Jato.

JUSTIFICATIVA PÍFIA – O ministro Ribeiro Dantas anulou a condenação de Delúbio pelo juiz Sergio Moro no caso do empréstimo fraudulento de 12 milhões de reais para o PT junto ao Banco Schahin. O processo por lavagem de dinheiro será enviado pela Justiça Eleitoral. Ribeiro Dantas concluiu que o dinheiro foi usado para campanhas eleitorais e por isso a competência para julgar o caso é da Justiça Eleitoral.

Sergio Moro, no entendimento do ministro do STJ, é incompetente para julgar o caso de Delúbio Soares. “Com efeito, os pagamentos foram efetuados para pagamento de dívidas eleitorais, o que, de fato, evidencia a competência material de Justiça Eleitoral para o julgamento do processo-crime dos crimes comuns perpetrados com crime eleitorais”, escreveu.

De fato, parte do dinheiro do empréstimo teria sido investido em campanhas eleitorais do PT. A concessão de 12 milhões de reais foi feito com a ajuda do empresário José Carlos Bumlai, pecuarista amigo de Lula, e o dinheiro foi transferido para o Frigorífico Bertin que, instruído por Delúbio, dissimulou a origem dos recursos.

E O RESTO? – Metade do valor, no entanto, 6 milhões de reais, foi transferida para o empresário Ronan Maria Pinto, dono do Diário do Grande ABC. Em delação premiada feita pela Polícia Federal e aprovada pelo Supremo Tribunal Federal, o operador do mensalão, Marcos Valério, diz que soube por dois ex-auxiliares de Lula que o presidente foi chantageado, o que levou o PT a pagar o dinheiro para Ronan.

Segundo Valério, Ronan Maria Pinto, que tinha negócios com a prefeitura de Santo André na gestão de Celso Daniel, que foi assassinado em 2002, ameaçava revelar detalhes do crime, que envolveria ligações do PT e o PCC. Valério disse que os 6 milhões repassados para Ronan foi uma forma de não tornar público o esquema de arrecadação de propina na Prefeitura, que alimentava o caixa do PT. O empréstimo fraudulento no Banco Schahin foi feito em 2004.

A chantagem feita por Ronan, segundo o operador do mensalão, foi bem sucedida. O pagamento de 6 milhões foi feito, segundo Valério, com o aval de Lula. Em contrapartida, o PT deu ao grupo Schahin um contrato bilionário na Petrobras. O grupo Schahin ganhou a operação do navio-sonda Vitória 10.000, em 2009, um negócio de 1,6 bilhões de dólares. O empréstimo nunca foi pago. Valério apontou Lula como um dos mandantes do assassinato de Celso Daniel. A delação de Valério corre em segredo de Justiça no Supremo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Este tipo de “decisão monocrática”, tomada por um solitário ministro do STJ, sem passar por turma ou plenário, demonstra o elevadíssimo grau de podridão a que chegou a Justiça brasileira. Metade do dinheiro foi usado para “apagar” o caso Celso Daniel, e a outra metade para caixa 2 de campanha. O ministro Ribeiro Dantas aceitou essa justificativa pela metade, na ânsia de transformar Delúbio Soares num réu tão inocente quanto Lula, vejam a que ponto de degradação este país chegou(C.N.)

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O que Lula precisa fazer para conseguir baixar os juros cobrados pelos bancos


TRIBUNA DA INTERNET | Grande imprensa tenta “apagar” as ofensas de Lula aos empresários e aos banqueiros

Charge do Néo Correia (bocadura.com)

Carlos Newton

Conforme já comentamos aqui na Tribuna da Internet, o mais recente Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas, divulgado pelo Serasa, registrou nos últimos meses crescente endividamento, alcançando o número de 68,4 milhões de pessoas que estão inadimplentes. Este dado é estarrecedor, porque a população economicamente ativa do Brasil é de apenas 79 milhões de pessoas (cerca de 46,7% do total de habitantes).

Ou seja, a grande maioria da população economicamente ativa está em situação de  inadimplência. Chega a parecer inacreditável, mas os números do Serasa indicam exatamente isso. E os endividados são os que mais sofrem com os juros altos que Lula da Silva tanto tem denunciado.

CABE AO PRESIDENTE – Bem, Lula pode dar os chiliques e faniquitos, criticar à vontade o presidente do Banco Central, mas isso não adianta nada. É sua função proteger os brasileiros do capitalismo sem risco que vem sendo praticado aqui, mas será que o presidente tem coragem de enfrentar os banqueiros, que são os maiores beneficiados pelos juros altos?

Presumindo-se que Lula queira limpar o passado e se projetar num futuro mais limpo, vamos raciocinar sobre o que poderia fazer. A primeira providência seria enquadrar o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que acaba de apresentar projeto limitando a 150% os juros anuais dos bancos no cartões de crédito. É um projeto idiota, que “legaliza” juros altíssimos, num patamar que nenhum país civilizado aceita.

Ao mesmo tempo, Lula deve apresentar uma medida provisória revogando a Lei 14.185, de 2021, que garante aos bancos vultosos lucros sem risco, sempre que a taxa Selic estiver acima da inflação, já que hoje os bancos podem aplicar recursos sem limite e pelo prazo que bem entenderem, na rubrica “Depósitos Voluntários”, em operações compromissadas, um privilégio verdadeiramente espantoso e imoral, que é vedado aos empresários e demais investidores.

PROJETO CRIMINOSO – Apresentado em 2020 pelo desconhecido senador petista Rogério Carvalho, um médico sergipano que conhece tanto a política monetária quanto Lula entende de Física Quântica, este projeto de lei que beneficia os banqueiros tramitou em espantosa velocidade, teve apoio do trêfego Paulo Guedes e foi sancionado por Jair Bolsonaro, que entende do assunto tanto quanto Lula.

Assim, se realmente quiser defender os interesses nacionais e os pobres endividados, Lula tem obrigação de cancelar esta lei, por medida provisória ou denunciando sua inconstitucionalidade ao Supremo, segundo os Princípios da Legalidade e da Moralidade.

Por fim, como não é possível tabelar os juros bancários, hoje em cerca de 55% ao ano para empréstimos pessoais e 350% ao ano em juros do cartão de crédito, Lula precisa arranjar urgentemente uma maneira de reduzi-los.

A MELHOR SOLUÇÃO – A única política que Lula poderia adotar é simples e eficaz. Basta determinar que Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste, passem a praticar juros pouco superiores à Selic nos juros dos cartões de crédito, do crédito pessoal, do desconto de duplicatas e de outras operações comerciais.

Meus amigos, o presidente Lula precisa comprar essa briga em defesa dos brasileiros, colocando os bancos estatais para prestar serviços aos brasileiros, ao invés de explorá-los impiedosamente, como está ocorrendo há décadas, pois os bancos estatais se comportam como os bancos comerciais. Se Lula o fizesse, este país passaria a praticar um capitalismo moderno e se transformaria numa China democrática. Mas quem se interessa?

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P.S. 1
 – Esta mesma sugestão eu dei na Constituinte, quando assessorei a Frente Parlamentar Nacionalista, que Miguel Arraes recriara. Na época, quem mediava a questão dos juros era o deputado Fernando Gasparian (MDB-SP), amigo de Ulysses Guimarães e Severo Gomes. Mas os constituintes preferiram conter os juros em 12%. Eu avisei que não ia funcionar, porque não se pode tabelar juros, por causa da inflação. Agora, volto a dar a mesma sugestão, na certeza de que não será aceita. Como dizia Nelson Rodrigues, “o mundo é dominado por idiotas, que não conseguem enxergar o óbvio ululante”. Mesmo assim, jamais devemos desistir. É preciso seguir em frente.

P.S. 2 –  No artigo de ontem, sugeri os nomes de Reinaldo Gonçalves e Paulo Nogueira Batista Jr. para presidir o BC. Os comentaristas Nélio Jacob, Luiz Fernando de Souza e Gilberto Clementino lembraram que Ciro Gomes também seria uma excelente indicação. E eu concordo plenamente.  (C.N.)

Somos governados por ladrões, e o povo até hoje não lembrou de chamar a Polícia

Publicado em 6 de março de 2023 por Tribuna da Internet

Antes e depois da escultura miniatura de cavalo dada como presente dos árabes para comitiva de Bolsonaro

Estatueta é de ouro e foi quebrada para caber na mochila

Deu em O Globo

O fato de a escultura dourada da estátua de cavalo ter sido achada quebrada numa mochila e junto às joias que seriam destinadas à Michelle Bolsonaro geraram teorias entre perfis críticos ao ex-presidente Jair Bolsonaro e deputados da atual base do governo Lula. Reportagem do Estado de S. Paulo da última sexta-feira aponta que o governo de ex-presidente tentou entrar no país ilegalmente com joias avaliadas em 3 milhões de euros.

Além do conjunto de colar, brincos, anel e relógio de diamante da marca Chapard, a escultura também foi encontrada com o assessor do ministro Bento Albuquerque, durante a fiscalização de rotina na chegada ao aeroporto de Guarulhos, em outubro de 2021. A peça, um presente dos árabes, desembarcou no país quebrada.

PARA CABER NA MOCHILA – Parlamentares como a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Ivan Valente (PSol-SP) questionaram o fato da estátua estar com a base quebrada propositalmente para ser escondida dentro da mochila.

Nas redes, usuários usam a imagem de antes e depois para questionar a justificativa do governo de que os presentes seriam entregues ao acervo da Presidência.

A reportagem descreve que a apreensão aconteceu em 26 de outubro de 2021, na chegada ao Brasil do voo 773, que veio da Arábia Saudita para Guarulhos. Durante uma fiscalização de rotina, em que as bagagens passam pelo raio x, os agentes da Receita optaram por vasculhar uma mochila de Marcos André dos Santos Soeiro, assessor de Bento Albuquerque. O titular das Minas e Energia do governo Bolsonaro voltava de uma viagem pelo Oriente Médio.

TENTOU DE TUDO – Ainda de acordo com o jornal, ao saber que as joias haviam sido apreendidas, Albuquerque retornou à área da alfândega e tentou, ele próprio, retirar os itens, informando que se trataria de um presente pessoal para Michelle.

O ex-ministro de Bolsonaro voltou a se manifestar neste sábado para negar eventual irregularidade no procedimento de liberação de joias no Aeroporto de Guarulhos. Ele disse que não tentou interferir no trabalho da Receita e alegou que as peças avaliadas em R$ 16,5 milhões foram presentes dados por autoridades sauditas ao Estado brasileiro e não à então primeira-dama.

“Quando da chegada da comitiva do Ministério de Minas e Energia ao Brasil – no Aeroporto Internacional de Guarulhos, SP – sem tentar induzir, influenciar ou interferir nas ações adotadas por representantes da Receita Federal, o Ministro se ateve a externar as explicações decorrentes, necessárias à perfeita elucidação da origem dos itens recebidos”, afirmou, em nota, a assessoria do ex-ministro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Essa gentalha que chegou ao poder se dedica a desmoralizar o país. Depois de Lula se apossar de mais de 130 joias e obras de arte valiosíssimas, agora Bolsonaro repete a dose. É uma vergonha constatar que as autoridades brasileiras quebraram a belíssima estatueta de cavalo, para que coubesse na mochila. Embora ninguém tenha falado a respeito, a estatueta é de ouro, porque os sauditas jamais oferecem a governantes estrangeiros presentes sem alto valor. E vamos à inevitável conclusão: como os militares, por não aceitarem Lula, queriam manter Bolsonaro na Presidência, pode-se constatar a que ponto vergonhoso chegou esse país. Somos governados por ladrões e o povo esqueceu de chamar a polícia(C.N.)

ABI LUTA PELA DEMOCRACIA!!


 ABI LUTA PELA DEMOCRACIA!!


Salve ...


Estamos prestes a completar um ano da nossa vitória de 2022, quando elegemos a atual diretoria da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), com a sua imprescindível ajuda.


Entendemos que está na hora de uma nova conversa com todos os que apóiam nosso movimento e essa diretoria. Vamos tentar fazer um balanço dos ótimos resultados obtidos ao longo dos últimos meses, quando conseguimos dar importantes passos na manutenção e defesa da nossa centenária Casa do Jornalista.


Temos ainda que debater nosso futuro nos próximos dois anos dessa administração. 


Precisamos ainda definir a chapa de candidatos ao Conselho Deliberativo (15 efetivos e 15 suplentes) que concorrerá com apoio do nosso Movimento na eleição de abril próximo.


Para isso, estamos convocando todas as colegas e os colegas do movimento ABI LUTA PELA DEMOCRACIA  para uma plenária virtual, por meio de sala de Zoom (link será distribuído no dia) na próxima quinta-feira, 09 de março, às 19h00.


Marque na sua agenda. Não deixe de participar. Sua opinião é importante para todos nós e para a ABI em especial. Apareça.


Contamos com sua presença. Forte abraço


ABI LUTA PELA DEMOCRACIA

Em destaque

Mesmo se puder disputar o governo, Valmir terá uma eleição difícil

Adiberto de Souza   em  30 jan, 2026 8:50 Muita gente acha que se conseguir derrubar a inelegibilidade que pesa contra ele o prefeito de Ita...

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