sábado, fevereiro 04, 2023

Assessores de Lula dizem que Marcos do Val tenta criar uma CPI e tumultuar o governo

Publicado em 4 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

Charge do Ricardo Welbert (Arquivo Google)

Valdo Cruz
g1 Brasília

A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que o objetivo do senador Marcos do Val (Podemos-ES), ao denunciar uma suposta reunião com Jair Bolsonaro e o ex-deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) para articular uma ação golpista, é dar argumentos para a criação de uma CPI.

Uma comissão do tipo no Congresso, ainda que voltada para alvos da oposição, teria o potencial de gerar tumultos para o governo Lula neste início de mandato.

PLANALTO É CONTRA – Por esse e outros motivos, o Palácio do Planalto segue contra a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

Na avaliação do Planalto, é preciso ter cautela com o caso – considerado grave pela equipe de Lula e mais uma prova de que o ex-presidente Jair Bolsonaro estava tramando um golpe.

Segundo assessores, a proposta de gravar o ministro Alexandre de Moraes e forçá-lo a dar alguma declaração comprometedora, para desacreditá-lo, se encaixa no roteiro do golpe que culminaria com um decreto de intervenção no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – aquele, do rascunho encontrado com o ex-ministro Anderson Torres.

DIZ PADILHA – O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, destaca que o próprio Supremo e a Polícia Federal já estão investigando o caso e devem avançar nas apurações antes de uma CPI ser instalada.

Para ele, os órgãos de fiscalização e investigação já vão fazer o seu trabalho. Uma CPI tumultuaria o início dos trabalhos do Legislativo e só interessaria, agora, ao ex-presidente Bolsonaro.

Aliados de Lula no Senado, porém, querem a CPI. E acreditam que a comissão pode montar todo o roteiro da tentativa de golpe da parte de Bolsonaro. Esse grupo quer investigar o senador Marcos do Val por associação a Bolsonaro na tentativa de dar um golpe. Alguns aliados defendem, inclusive, levá-lo ao Conselho de Ética do Senado.

AVALIAÇÃO DOS SENADORES – Os senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) dizem que o colega Marcos do Val estava montando uma armadilha para o ministro Alexandre de Moraes – que acabou não dando o resultado que ele e o Palácio do Planalto queriam.

Com o plano frustrado, do Val teria vazado a informação para limpar a própria barra, antes que a Polícia Federal chegasse ao caso por meio das mensagens de Daniel Silveira (que foi preso pela PF nesta quinta).

Randolfe diz que o caso de Marcos do Val é “para psicólogo e polícia”, enquanto Otto Alencar lembra que o colega já gravou uma conversa entre os dois, e tentou usá-la para distorcer declarações do senador baiano durante a CPI da Covid. Os senadores querem tirar do colega, também, o real motivo de toda a denúncia.

VÁRIAS VERSÕES – Nas declarações dadas na manhã de quinta-feira, quando o próprio Marcos do Val vazou a entrevista que a Veja publicaria do dia seguinte, suas declarações incriminavam diretamente Bolsonaro como parte da elaboração do plano golpista.

No fim do dia, porém, depois de conversar com Eduardo e Flávio Bolsonaro, mudou de versão e passou a tentar aliviar a barra do presidente da República.

No depoimento à PF, dado já no início da noite, do Val ficou no meio-termo, pois afirmou que Bolsonaro se manteve em silêncio na reunião, e que parecia não saber do plano – mas também não mostrou contrariedade às ideias detalhadas pelo então deputado Daniel Silveira.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O medo que o PT tem de uma CPI chega a ser paranoico. E a confusão é total, bem característica do “novo normal” da política brasileira. Ninguém sabe em quem acreditar, fica parecendo o conto “O Alienista”, de Machado de Assis. Até agora, a única coisa que se sabe é que Marcos do Val é um tremendo mau caráter e isso não vai acabar bem. (C.N.)


Enquanto o Governo Pinóquio apela para Fake News o SINPROJER emite Nota de Repúdio


O  (des)governo Deri do Paloma alimenta-se de propaganda enganosa, promoção pessoal e Fake News  tudo bancado por recursos públicoos, aliás essa é a marca regsitrada do prefeito  coadjuvado pelo seu vice preefeito, secretários e vereadores da situação.

Enquanto os improbos e mercenários, que ocupam o poder no município, enriquecem, se lambuzam em suas fazendas,  chácaras e laranjais com fantasmas, os pobres se esborracham em busca de abrigo ou atendimento médico ou mesmo água para sua sobrevivência que não encontram.

Através de propaganda paga e enganosa o prefeito espalha Fake News passando a impressão que os salários estão em dias, que o (des)governo prestigia e respeita o servidor público municipal, no entanto o SIMPROJER desmascara o prefeito Pinóquio soltando a SEGUINTE NOTA DE REPÚDIO:




NOTA DE REPÚDIO – NEGAÇÃO DE DIREITOS


O SINPROJER- Sindicato dos Servidores Públicos de Jeremoabo - vem a público, através desta nota de repúdio, expressar sua insatisfação quanto ao não pagamento dos direitos dos Servidores Públicos do Município de Jeremoabo.

É inaceitável que a administração municipal, até a presente data, 03 de fevereiro de 2023, não tenha efetuado os pagamentos de diversos direitos, líquidos e certos presentes nas leis municipais,  dos servidores que compõem o quadro de funcionários efetivos desse Município.  Em tempo, nos solidarizamos com todos os servidores públicos municipais.

Os vencimentos, benefícios e vantagens são direitos fundamentais dos servidores. Não é dado ao gestor o direito de negá-los, violando a ordem, já que esses compõem os salários e este possui evidente natureza alimentar que não enseja campo para o exercício da discricionariedade.

Os diretos assegurados nas leis vigentes e que estão sendo negados, são frutos de anos de lutas e representam gloriosas conquistas dos servidores, inclusive com a aprovação do poder executivo (prefeito) e legislativo (vereadores).

A negação desses direitos causa gigantescos prejuízos aos servidores e na tentativa de erradicá-la, após diversas medidas administrativas sem resultados, nos restará importunar desnecessariamente o poder judiciário para efetuar ações que deveriam ser executadas de ofício e em cumprimento da lei pelo prefeito municipal. 

Portanto, não há justificativa plausível para o não cumprimento da lei. O pagamento dos direitos dos servidores não é honraria, mas obrigação!!!

GILMAR DE SOUZA BOMFIM

PRESIDENTE DO SINPROJER




sexta-feira, fevereiro 03, 2023

Extrema direita, lavagem cerebral e zumbis assombram uma polêmica fala de Moraes


Charge do Duke (O Tempo)

Duda Monteiro de Barros
Veja

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foi um dos convidados para palestrar em evento organizado pelo LIDE – Grupo de líderes empresariais em Lisboa, Portugal. Por meio de videoconferência, Moraes discursou sobre as origens do movimento golpista que depredou os Três Poderes em 8 de janeiro.

Segundo ele, se tratou de uma incitação feita através das redes sociais. “O que surgiu de uma maneira democrática [redes sociais] foi capturado pelos populistas, principalmente pela extrema direita, e transformado em um mecanismo de lavagem cerebral”, disse.

VIROU TRAGÉDIA – “Essa lavagem cerebral transformou pessoas em zumbis, pessoas repetindo ideias absurdas, pessoas cantando o hino nacional para pneus, esperando que ETs viessem para o Brasil resolver o suposto problema da urna eletrônica. O que poderia ser uma comédia é uma tragédia, que resultou na tentativa frustrada de golpe no 8 de janeiro”, completou.

Na mesma ocasião, o magistrado ironizou a tentativa de golpe relatada pelo senador Marcos do Val (Podemos-ES) e chamou a conspiração de “Operação Tabajara”.

Moraes afirmou que não há mecanismos normativos para tratar de situações emergenciais ““onde a democracia é corroída por dentro”, mas somente contra agressões externas.

RESPONSABILIZAÇÃO – O magistrado ainda mencionou a necessidade de criação de instrumentos para agilizar a responsabilização de autoridades envolvidas em ataques internos e para regulamentar as redes sociais.

Segundo o ministro, o Supremo levará ao Congresso Nacional, a partir de uma comissão do Tribunal Superior Eleitoral, medidas já adotadas no plenário em relação ao tema. “As redes sociais não podem ser nem mais nem menos controladas do que as demais empresas de mídia”, afirmou.

Uma proposta de regulamentação das redes sociais faz parte de um pacote a ser apresentado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso, por meio do Ministério da Justiça.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Moraes não fez distinção, mas é preciso destacar que no Brasil há zumbis de direita e de esquerda. E muitos deles funcionam robotizados, conforme acontece aqui na Tribuna(C.N.)


Moraes decide investigar Do Val por falso testemunho e denunciação caluniosa

 

Presidente do TSE e ministro do STF, Alexandre de Moraes

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) -O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira investigar o senador Marcos do Val (Podemos-ES) pelos crimes de falso testemunho e denunciação caluniosa, após o parlamentar ter prestado depoimento à Polícia Federal sobre uma reunião com o então presidente Jair Bolsonaro em que se discutiu um suposto plano golpista.

"Ouvido sobre os fatos, o senador Marcos do Val apresentou, à Polícia Federal, uma quarta versão dos fatos por ele divulgados, todas entre si antagônicas, de modo que se verifica a pertinência e necessidade de diligências para o seu completo esclarecimento, bem como para a apuração dos crimes de falso testemunho, denunciação caluniosa e coação no curso do processo", afirmou o magistrado em sua decisão.

No depoimento de quinta-feira à PF, o senador repetiu o que havia dito em entrevistas sobre a reunião com o Bolsonaro e o então deputado Daniel Silveira. Segundo Do Val, Silveira apresentou um plano para o senador gravar uma conversa com Moraes com o intuito de anular a eleição do ano passado, manter Bolsonaro no cargo e buscar a prisão de Moraes.

Inicialmente, em entrevista à revista Veja, Do Val relatou que houve coação diretamente de Bolsonaro para tentar desacreditar Moraes e anular a eleição, mas posteriormente o senador fez um recuo, dizendo que todas as falas partiram de Silveira e que Bolsonaro permaneceu em silêncio.

No depoimento à PF, Do Val disse que extrapolou sua fala à revista porque estava com raiva dos ataques que estava sofrendo de bolsonaristas nas redes sociais após a eleição da presidência do Senado.

O senador também disse que, em nenhum momento, o ex-presidente negou o plano ou mostrou contrariedade à trama, mantendo-se em silêncio, segundo o depoimento.

Moraes determinou que o caso de Do Val tramite de forma autônoma, além de ordenar uma série de diligências, incluindo que a revista Veja envie em cinco dias os áudios da entrevista do senador.

Mais cedo, em participação em uma conferência, Moraes confirmou ter tido uma conversa com Do Val na qual o parlamentar lhe relatou ter participado de reunião com Bolsonaro e Silveira, mas disse que o senador se recusou a formalizar em depoimento a denúncia de que teria recebido durante o encontro uma proposta para participar de um eventual plano golpista.

Do Val negou em nota oficial que Moraes tenha pedido para ele formalizar o relato da reunião. Disse também, em entrevista à CNN Brasil, que pedirá à Procuradoria-Geral da República (PGR) para afastar o ministro do Supremo da relatoria do inquérito dos atos antidemocráticos, que investiga Bolsonaro e aliados.

Em comunicado, a PGR informou que o procurador-geral da República, Augusto Aras, a vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, e o coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos da PGR, Carlos Frederico Santos, se reuniram com Do Val a pedido do senador nesta sexta, e que agora aguarda que seja concedida vista do inquérito instaurado por Moraes para então se manifestar.

"A manifestação da PGR será feita no momento oportuno e seguindo os critérios legais e prazos processuais", acrescentou.

(Reportagem de Ricardo BritoEdição de Pedro Fonseca)

YAHOO

Quem precisar de urgência no Hospital de Jeremoabo se não procurar um vereador está condenado a morte.

 

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Vocês já assitiram vídeos de vereadores da oposição denunciando a falta de médicos, falta de fitas para medir a glicose, falta de lençol, falta de dipirona e outras faltas, parém essa de hoje era para o vereador Bino ir na delegacia fazer um B.O, já que trata-se de um caso de polícia, é a vida humana correndo risco de morte.
Só mesmo em Jeremoabo com um prefeito despreparado, destemperado, arrogante e estúpido, queo faço a pergunta: o que esperar de seus agregados?
Um cidadão  foi acidentado, deu entrada no Hospital Geral de Jeremoabo às 13:00 horas, como o nosocômio de Jeremoabo só funciona na propaganda enganosa do prefeito e seu vice´prefeito, teve que se deslocar até Petrolina - Pernambuco através de uma regulação.
Para conseguir agilisar essa REGULAÇÃO a mãe da vítma teve que correr atrás do vereador Bino, que teve que correr atrás do Senador Otto Alencar até conseguir uma autorização para o deslocamento.
Depois de toda essa via crucis, desse martírio, não conseguiu transportantar o acidentando por não haver profissional da saúde para acompanhar.  isso porque  a Secretária de Saúde está devendo diárias aos acompanhentes.
Os acompanhantes tem que receber as diárias para sua alimentação no caminho, porém  antes de raelizar a viagem, no entanto em Jeremoabo não pagam com antecedencia e ainda ficam devendo.
É por isso que o vereador Neguinho de Lié todo dia pergunta  cadê os milhões que chega para saúde?
O vereador Bino tem a obrigação de ingressar com uma representaçao perante o Ministério Público não de boca, mas de forma oficial. e orientar a mãe da vítima a ingressra na Justiça com uma Ação por danos morais.
Será que se fosse o prefeito ou seus parentes que sofressem um acidente, iria ficar no Hospital de Jeremoabo enfrentando o sofrimento que essa humilde mãe enfrentou?

Anderson Torres tem memória fraca e não lembra a origem da minuta golpista

Publicado em 3 de fevereiro de 2023 por Tribuna da Internet

Perdi o celular": As desculpas esfarrapadas de Anderson Torres no  depoimento à PF | Revista Fórum

O ex-ministro também é distraído e até perdeu o celular

Constança Rezende e Renato Machado
Folha

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro, afirmou em depoimento à PF nesta quinta-feira (2) que acredita ter recebido em seu gabinete no Ministério da Justiça a minuta de decreto que previa a imposição de estado de defesa no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Sobre o documento ter sido encontrado em sua casa, ele disse que a sua assessoria separava duas pastas de documentos para sua análise e, em razão da sobrecarga de trabalho, levava todos os documentos da pasta para seu domicílio.

CONTINUA PRESO – “Os documentos importantes eram despachados e retornavam ao ministério, e os demais eram descartados”, declarou Torres à Polícia Federal. Ele está preso há três semanas por ordem do Supremo Tribunal Federal.

No depoimento desta quinta, ele também afirmou considerar a minuta do decreto “totalmente descartável” e que se tratava de um documento “sem viabilidade jurídica”. Disse ainda acreditar que uma funcionária de sua casa possa ter colocado o documento em sua estante.

“Que não é por ter sido encontrado na estante é que teria importância; que na verdade já era para ter sido descartado: que deixa ressaltado que tecnicamente o documento é muito ruim, com erros de português, sem fundamento legal, divorciado da capacidade dos assistentes do Ministério da Justiça em produzir o documento”, disse no depoimento, de acordo com a transcrição.

BOLSONARO NÃO SABIA? – Também declarou não ter ideia de quem elaborou o documento, que nunca pediu para que fosse feito e que teria tomado conhecimento pela imprensa que outras pessoas receberam documentos de teor semelhante.

Acrescentou desconhecer as circunstâncias em que foi produzido e que tal documento não foi encaminhado para ninguém.

“Declara expressamente nunca ter levado tal documento ao conhecimento do então presidente Bolsonaro, que sua assessoria preparava sua pasta; que não tomou providências, pois ignorou completamente aquele escrito, eis que aquilo não tinha valor nenhum no seu entender”, diz o depoimento.

CELULAR PERDIDO – Indagado a respeito da localização do seu aparelho celular, ele informou que não o deixou nos Estados Unidos, “mas o perdeu”.

Ele contou que, com a decretação de sua prisão no Brasil, “passou a ser procurado por uma infinidade de pessoas, ocasião em que resolveu desligar o celular; que não sabe onde ele se encontra, mas pode fornecer a senha da nuvem”.

Ele também disse que nunca houve uma conversa com o então presidente sobre a alternância de poder e que ouviu uma entrevista dele dizendo que caso perdesse a eleição iria respeitar o resultado das urnas mas que, após eleição, Bolsonaro “passou a ficar introspectivo”.

DEFESA DE BOLSONARO – Anderson Torres, porém, disse que durante o mandato Bolsonaro questionava o método de apuração e que deveria ser mais transparente e, após a eleição, não foi questionado o resultado da eleição e percebeu que o presidente passou por um “processo de aceitação de sua derrota”.

Indagado, sobre sua opinião a respeito de possível fraude no processo eleitoral, respondeu que “particularmente não acredita e que esse assunto não era tratado pelo declarante como ministro da Justiça”.

Sobre a sua participação em uma “live” com o ex-presidente Bolsonaro em julho de 2021, quando ele questionava a lisura do sistema eleitoral, respondeu que essa transmissão durou duas horas e apenas participou de cinco minutos do final para apresentar um documento público que tratava sobre medidas que garantiriam maior transparência ao sistema eleitoral.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Já eram esperadas essas declarações do delegado federal Anderson Torres a seus colegas da PF. Apesar de ser jovem, tem memória fraca e não lembra quem lhe entregou a minuta. O mais duro de aguentar é ele dizer que Bolsonaro passou por um “processo de aceitação de sua derrota”. Até os pilotis do Palácio da Alvorada sabem que Bolsonaro jamais aceitou nem aceitará a derrota(C.N.)

PF encontra diversas digitais em minuta do golpe e pode desmentir Torres entenda

Ex-ministro tentou tirar a importância do documento em depoimento à Polícia Federal

Minuta do golpe encontrada na casa de Anderson Torres tinha diversas digitais (EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Minuta do golpe encontrada na casa de Anderson Torres tinha diversas digitais (EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

 






A Polícia Federal encontrou diversas impressões digitais na "minuta do golpe", localizada na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres no mês passado.

De acordo com informações do blog de Valdo Cruz no portal g1, uma equipe específica da PF está, agora, utilizando um sistema de identificação para checar a quem as marcas pertencem e, assim, avançar nas investigações.

Um investigador da corporação confirmou a localização de "fragmentos de digitais de diversas" pessoas no documento, que propunha a intervenção do governo de Jair Bolsonaro (PL) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar invalidar a eleição presidencial do ano passado.

O que isso significa?

Caso a PF constate que as impressões pertencem a outras autoridades, além de Torres, ficará provado que o ex-ministro mentiu em seu depoimento à corporação.

À polícia, Torres afirmou na última quinta-feira (2) que o documento "não tem fundamento legal" e que "não tem ideia" de quem o elaborou, apontando que a minuta não teria sido escrita por uma autoridade.

Sobre o fato de o documento estar em uma pasta, em uma estante no cômodo de sua casa, o ex-ministro indicou que não foi ele quem o colocou ali, apontado uma empregada como possível responsável. "Era para ter sido descartado", disse.

Torres continua preso

O ex-ministro teve prisão decretada no último dia 10 e foi detido quatro dias mais tarde, quando chegou ao Brasil após "refugiar-se" nos Estados Unidos. Ele é acusado de omissão nos atos terroristas do último dia 8, em Brasília.

Depoimento. Torres passou cerca de 10 horas prestando depoimento à PF na quinta. Dentre outros pontos, ele disse que:

  • Recebeu a minuta golpista em seu gabinete no Ministério da Justiça;

  • Devido à “sobrecarga de trabalho”, levava todos os documentos da pasta para casa;

  • Os importantes retornavam ao ministério e os demais eram descartados;

  • A minuta é “totalmente descartável”, mas não foi ele quem a colocou dentro de uma pasta na estante – podendo ser uma funcionária ao arrumar a casa;

  • Se o plano deixado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal tivesse sido seguido, os atos de 8 de janeiro não teriam acontecido;

  • Não tem conhecimento do suposto plano de golpe criado por Jair Bolsonaro e Daniel Silveira.

  • YAHOO

Moraes diz que Do Val recusou-se a formalizar denúncia; senador rebate

 

Ministro do STF Alexandre de Moraes durante coletiva de imprensa, em Brasília




Por Catarina Demony e Eduardo Simões

LISBOA/SÃO PAULO (Reuters) -O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou nesta sexta-feira ter tido uma conversa com o senador Marcos do Val (Podemos-ES) na qual o parlamentar lhe relatou ter participado de reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro onde lhe foi proposto que gravasse o magistrado.

Mas Moraes disse que o parlamentar se recusou a formalizar em depoimento a denúncia de que teria recebido durante o encontro uma proposta para participar de um eventual plano golpista.

"Eu indaguei ao senador se ele reafirmaria isso e colocaria no papel, que eu tomaria imediatamente o depoimento dele. O senador me disse que isso era uma questão de inteligência e que infelizmente não poderia confirmar. Então eu levantei, me despedi do senador, agradeci a presença, até porque o que não é oficial, para mim não existe", disse o ministro durante participação por videoconferência em conferência de negócios do Grupo Lide realizada em Lisboa.

"A ideia genial que tiveram foi colocar uma escuta no senador para que o senador, que não tem nenhuma intimidade comigo --conversei exatamente três vezes na vida com esse senador--, pudesse me gravar e, a partir dessa gravação --e aí é até onde chegou ao senador--, pudesse solicitar a minha retirada da presidência dos inquéritos", acrescentou.

Em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira, Do Val negou que Moraes tenha pedido para ele formalizar o relato da reunião com Bolsonaro e Silveira. Disse também que pedirá à Procuradoria-Geral da República (PGR) para afastar o ministro do Supremo da relatoria do inquérito dos atos antidemocráticos, que investiga Bolsonaro e aliados.

"Não são verídicas as recentes declarações do ministro Alexandre de Moraes quando diz que me orientou para que as informações sobre a reunião com Daniel Silveira e o ex-presidente Jair Bolsonaro fossem formalizadas", disse o senador, lendo uma nota, que disse que irá divulgar em suas redes sociais.

"Em nenhum momento recebi orientações do ministro para fazer a referida formalização. Portanto, não fui orientado para formalizar absoluta nada, nem por respostas a mensagens que enviei, e nem pessoalmente durante o encontro que tivemos", acrescentou.

Do Val disse ainda que ira apresentar uma "solicitação para a PGR afastar o ministro Alexandre de Moraes da relatoria referente aos atos antidemocráticos".

Na quinta-feira, a revista Veja publicou reportagem afirmando ter tido acesso a mensagens que comprovariam um encontro em dezembro de Do Val com Bolsonaro e com o então deputado federal Daniel Silveira no Palácio da Alvorada, no qual Bolsonaro teria proposto a Do Val, segundo o próprio senador, que ele gravasse uma conversa com Moraes sem o conhecimento do ministro, na tentativa de que o magistrado dissesse algo comprometedor que pudesse levar a uma tentativa de prendê-lo e anular a eleição presidencial de outubro.

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Moraes comandou o processo eleitoral de outubro.

Segundo a revista, Do Val relatou o episódio a Moraes e, posteriormente, recusou a proposta de gravar o ministro.

Também na quinta, Do Val confirmou ter se reunido com Bolsonaro e Silveira, mas disse que a proposta de gravar Moraes partiu do então deputado federal, e que Bolsonaro apenas a ouviu em silêncio. A Veja, no entanto, divulgou o que afirma ser áudio de uma entrevista com Do Val na qual ele relata que ouviu os detalhes da trama diretamente da boca do ex-presidente.

O senador também disse ter se reunido com Moraes antes do encontro com Bolsonaro e Silveira para dizer que havia sido chamado a conversar com ambos e que o ministro o teria encorajado a ir à reunião para colher informações.

Indagado sobre este suposto primeiro encontro com Do Val, Moraes negou que ele tenha ocorrido.

"A conversa que eu tive com ele foi a que eu anteriormente transcrevi", disse Moraes.

DEPOIMENTO

Em depoimento que prestou à PF na quinta-feira por ordem de Moraes, Do Val repetiu a trama segundo a qual Silveira usaria o material da gravação da fala de Moraes para tentar anular a eleição, manter Bolsonaro no cargo e buscar a prisão de Moraes.

O senador disse que, em nenhum momento, o ex-presidente negou o plano ou mostrou contrariedade ao plano, mantendo-se em silêncio, segundo o depoimento.

À PF, ele fez um recuo, negando o conteúdo da reportagem da revista no qual relata que houve coação do ex-presidente para tentar desacreditar Moraes. Do Val disse que extrapolou sua fala à revista porque estava com raiva dos ataques que estava sofrendo de bolsonaristas.

(Reportagem de Catarina Demony, em Lisboa, e de Eduardo Simões, em São Paulo;Reportagem adicional de Ricardo Brito, em Brasília, e Alexandre Caverni e Fernando Cardoso, em São Paulo;Edição de Roberto Samora e Pedro Fonseca)

YAHOO

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