segunda-feira, abril 04, 2022

Em entrevista na Jeremoabo FM prefeito diz que vereador Zé Miúdo correu com a cangalha.

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A dura filosofia do jumento

  Por: A Gazeta Bahia

A vida de quem milita no meio político,é cercada de traições, ingratidões e safadezas. 

O verdadeiro amigo e eternamente leal, se torna um jumento nordestino, obrigado a viver em silêncio, murchando as orelhas e a carregar nas costas a cangalha pesada, e ainda por cima,tomar chicotadas no traseiro.

Como disse Chico Buarque, que já cantava em 1977, sobre a cruel realidade servil desse animal,

 “O jumento não é o grande malandro da praça. Trabalha, trabalha de graça. Não agrada ninguém.

 Nem nome não tem”.

 Nota da redação deste Blog - Muito embora  o prefeito na sua fala considere que Zé Miúdo correu  com cangalha, não entendo o que para eel significa correr com a cangalha.  

Apenas é o vereador Zé Miúdo deverá analisar e compreender que com o sentimento acima exposto pelo prefeito, no meu entender o veredaor se tornou um estranho no ninho, na primeira oportunidade irá receber o troco; espero que eu esteja enganado, mas para bom entendedor, meia palavra basta.

Advogado de Silveira diz que tornozeleira tem “vida própria” e pede sua substituição

Publicado em 4 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Daniel Silveira ri e aponta para tornozeleira eletrônica em foto

Daniel Silveira ri e aponta para sua tornozeleira eletrônica

Luana Patriolino
Correio Braziliense

A defesa do deputado federal Daniel Silveira (União-SP) entrou com um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que a tornozeleira eletrônica colocada no parlamentar está “com vida própria”, “vibrações” e “ruídos estranhos”.

“Esta defesa, na pessoa do advogado que ao final assina, em razão de anormalidades e comportamentos estranhos vislumbradas na tornozeleira eletrônica instalada no último dia 31/03/2022, 15h, na sede da Polícia Federal, em Brasília/DF, por questões de segurança institucional de seu cliente, e diante das suspeitas de manipulação do equipamento”, diz pedido, pedindo mudança imediata substituição do equipamento de monitoramento.

VIDA PRÓPRIA – “Há a indubitável desconfiança de que o equipamento tenha adquirido vida própria em razão de relatos do parlamentar de ruídos estranhos e contínuos, além de esporádicas vibrações sem qualquer nexo ou causa, comparando-se com o equipamento devidamente anteriormente utilizado, entre 14/03/2021 a 10/08/2021”

“As circunstâncias de sua implementação, instalação, com local e horários pré-determinados pelo senhor Relator, aliados aos eventos estranhos ocorridos desde a sua instalação, provocou desconfianças incontroláveis a este advogado de Defesa, elevando o sinal de alerta, ante a persecução penal em face do monitorado e meios nada ortodoxos, ilegais e inconstitucionais para aplicação da lei penal e processual penal”, diz trecho do documento.

CONTRA O RELATOR – No mesmo pedido, a defesa também requereu que Alexandre de Moraes seja impedido de atuar no processo. “Este Relator é, simultaneamente, vítima, juiz e acusador, e que viola o sistema penal acusatório vigente no Brasil, caso desconheça”, diz.

Depois de dias resistindo, o deputado Daniel Silveira finalmente acatou a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e colocou tornozeleira eletrônica, na última quinta-feira (31/3).

O parlamentar chegou a passar a noite na Câmara dos Deputados para evitar o cumprimento da ordem judicial. Moraes acertou no ponto fraco de Silveira: a conta bancária. O ministro determinou multa diária de R$ 15 mil a Silveira e bloqueio de suas contas pelo Banco Central, pelo descumprimento da ordem judicial. Depois dessa ordem, o parlamentar decidiu se apresentar para colocar o equipamento.

NA ESQUERDA… – Na saída da PF, Daniel Silveira aproveitou os holofotes para atacar o STF e ainda debochou da tornozeleira. “Eu coloquei nessa perna porque tudo de ruim é na esquerda”, disse aos jornalistas.

“Pode filmar, tirar foto, pra ele não dizer que violei nada. Anota o número de série”, afirmou. “Não existe defesa, existe acusação. Não cabe recurso ao ministro Alexandre de Moraes. Ele simplesmente ignora. Vocês não viram o processo?”, disse.

No próximo dia 20, o STF deve julgar a ação penal contra Silveira. A decisão foi do presidente da Corte, ministro Luiz Fux. O deputado é réu no Supremo por estimular atos antidemocráticos e ameaçar instituições. Ele chegou a ser preso, em fevereiro do ano passado, após divulgar um vídeo com ameaças aos ministros do STF.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O advogado, o réu e o ministro fazem o mesmo jogo – os três adoram a notoriedade e vivem em busca dos 15 minutos de fama celebrizados pelo artista plástico americano Andy Warhol. (C.N.)

Convite - Missa de 30º Valda Carvalho Santana


 

Eduardo Bolsonaro é atacado por debochar da tortura sofrida por Míriam Leitão na gravidez

Publicado em 4 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Eduardo Bolsonaro critica China ao justificar atraso da vacina da Índia -  Politica - Estado de Minas

Eduardo Bolsonaro é defensor da tortura a presos políticos

Cristina Camargo
Folha

Políticos de diferentes partidos cobraram punição e reagiram à postagem do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no Twitter na qual ironiza a tortura sofrida pela jornalista Míriam Leitão, do jornal O Globo, durante a ditadura militar. O parlamentar compartilhou uma imagem da última coluna dela no jornal e escreveu: “Ainda com pena da [emoji de cobra]”.

Quando estava grávida, Míriam foi presa e torturada aos 19 anos, por agentes do governo durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985). Em uma das sessões de tortura, ela foi deixada nua numa sala escura com uma cobra.

UM MONSTRO – “Que tipo de monstro é capaz de debochar da tortura de uma mulher grávida”, perguntou o deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ), também no Twitter. Para o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AM), o comentário do filho do presidente Jair Bolsonaro (PL) é “nojento, covarde e asqueroso”.

A deputada Natália Bonavides (PT-RN) afirmou que a Câmara dos Deputados não pode aceitar o que ela chamou de deboche sobre os crimes da ditadura.

“A solidariedade a Miriam Leitão, torturada aos 19 anos e grávida, precisa ser a punição de Eduardo Bolsonaro”, disse. A parlamentar afirmou que vai denunciar Eduardo Bolsonaro ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

AMOEDO FAZ ALERTA – O empresário João Amoêdo, fundador do Partido Novo, disse que a ironia do deputado deve servir de alerta para os eleitores de São Paulo. “Não seremos uma nação decente e próspera elegendo pessoas que fazem declarações inaceitáveis como essa”.

“Tenho nojo do que falou o Eduardo Bolsonaro sobre a Miriam Leitão. Fala de delinquente, de miliciano, de covarde”, provocou o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP).

Para Ivan Valente (PSOL-SP), a violência do tweet de Eduardo Bolsonaro é violenta por exaltar a tortura e a violência contra uma mulher na ditadura militar. E o senador Cristovam Buarque (Cidadania-DF) disse que a canalhice é um poço sem fundo.

APOLOGIA À TORTURA – “O que virá abaixo do deputado Eduardo Bolsonaro ironizar a situação de uma jovem militante presa grávida, jogada sem roupas no chão de cela ao lado de uma cobra jiboia viva? É difícil, mas algo pior virá dele ou de familiar. Já provaram que são capazes”, disse Cristovam.

“O filhote de Bolsonaro é misógino e faz apologia à tortura”, afirmou a deputado estadual Renata Souza (PSOL-RJ).

As ofensas recebidas por mulheres jornalistas no Twitter são mais que o dobro das destinadas aos profissionais homens. A conclusão faz parte de um estudo de 200 perfis de jornalistas brasileiros na rede social que busca compreender os padrões de ataques a eles em ambientes digitais, com foco em questões de gênero e raça. O trabalho foi feito pela Revista AzMina e pelo InternetLab, junto com Volt Data Lab, INCT.DD, Instituto Vero e DFR Lab, com apoio do ICFJ (International Center for Journalists).

LIVRO DE MIRIAM – No ano passado, Míriam lançou o livro “A Democracia na Armadilha – Crônicas do Desgoverno”, que reúne textos de abril de 2016 a julho de 2021. Além de colunista do Globo, a jornalista mineira de 69 anos é apresentadora da GloboNews e comentarista da rádio CBN.

São 153 colunas ao longo de quase 500 páginas que têm como foco as ameaças à democracia, com um panorama do governo em geral. Os números da repressão são pouco precisos, uma vez que a ditadura nunca reconheceu esses episódios. Auditorias da Justiça Militar receberam 6.016 denúncias de tortura. Estimativas feitas depois apontam para 20 mil casos.

Presos relataram terem sido pendurados em paus de arara, submetidos a choques elétricos, estrangulamento, tentativas de afogamento, golpes com palmatória, socos, pontapés e outras agressões. Em alguns casos, a sessão de tortura levava à morte.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – 
Será que o deputado Eduardo Bolsonaro diria a mesma coisa se a tortura atingisse a mãe dele? Tenho dúvidas. (C.N.)


De Lula até Bolsonaro, passando por Dilma e Temer, nada mudou em termos de corrupção

Publicado em 4 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Nova charge no ar: Contra corrupção!

Charge do Neo Correia (Arquivo Google)

Roberto Nascimento

É preciso lembrar que a mudança da política de preços dos combustíveis foi feita em 2016 pelo então presidente da Petrobras, Pedro Parente, na gestão de Michel Temer. De uma hora para outra, sem que houvesse lei, regulamentou ou norma estatutária obrigando a fazê-lo, o executivo tucano, ex-chefe da Casa Civil de FHC, resolveu criou a nefasta PPI (Política de Paridade de Importação), para aumentar artificialmente os lucros, favorecer as multinacionais do petróleo instaladas no país e enriquecer os acionistas da Petrobras.

Quando se fala em acionistas, ninguém menciona que a grande maioria é de estrangeiros, com 45,18% das ações preferenciais, que recebem os lucros (dividendos) prioritariamente. Os investidores brasileiros (pasmem!) têm apenas 18,21%, menos da metade. As demais ações são do poder público (União, BNDES e Caixa Econômica).

AUTOSSUFICIÊNCIA? – Ora, o Brasil produz 94% do petróleo para consumo interno e tem refinarias em condições de produzir diesel, gasolina e outros derivados. Então, qual a razão de atrelar os preços dos combustíveis com base na subida do dólar e da cotação do petróleo, incluindo custos de fretes sobre uma suposta importação do petróleo, com pagamento de seguro, imposto de importação e tarifas portuárias?

A comparação é ridícula, porém procedente, Vejam bem, é como se bananada produzida no Brasil tivesse seu preço estabelecido como se fosse fabricada com banana importada, incluindo custos de frete internacional, imposto, seguro e tarifas portuárias.

O tucano Pedro Parente e os presidentes da Petrobras que o sucederam, como o economista Roberto Castelo Branco e o general Joaquim Luna e Silva, com toda certeza não estavam nem estão preocupados com os interesses nacionais.

VEM O LOBISTA – Depois da demissão do general, agora o governo deixa vazar a notícia de que o substituto será o consultor de empresas Adriano Pires, que é mais conhecido como lobista e presta serviços justamente às multinacionais do petróleo, além de publicar artigos na mídia que o tornaram conhecido como ferrenho defensor da privatização da Petrobras, seguindo a linha adotada mais claramente por Pedro Parente e Castelo Branco, e mais discretamente por Luna e Silva.

E tudo isso acontece num governo paramilitar, repleto de oficiais superiores em postos-chave do governo, mostrando que no Brasil já não se fazem generais como antigamente.

RECUO DE LANDIM – Nos últimos dias, os jornais noticiaram que o operador financeiro Ricardo Landim, indicado por Bolsonaro para presidir o Conselho de Administração da Petrobrás, resolveu desistir. Motivo – está sendo processado pela própria Petrobras por gestão temerária dos recursos do fundo de pensão.

Bem, espera-se agora que também o lobista Adriano Pires tenha o bom senso de recusar o convite para presidir a Petrobras, devido ao flagrante conflito de interesses, já que trabalha para empresas concorrentes.

De tudo isso, resta uma certeza – o presidente Jair Bolsonaro tem o dedo podre para indicação de executivos, agindo exatamente como fez Lula, ao nomear elementos tipo Antonio Palocci e José Dirceu, que enriqueceram ilicitamente no exercício do poder e depois o fizeram na condição de consultores de empresas, exatamente a mesma atividade de Adriano Pires. Ou seja, nada mudou.

Chefe da comunicação de Lula, ex-ministro Franklin Martins está sem diálogo com PT

Publicado em 4 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Franklin Martins, ex-ministro de Lula, relê a política em mil canções - 20/06/2015 - Ilustrada - Folha de S.Paulo

Franklin Martins é pago pelo partido para assessorar Lula

Sérgio Roxo
O Globo

Homem-chave da pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o jornalista e ex-ministro Franklin Martins tem acumulado conflitos com o PT ao longo dos anos. O mais recente diz respeito aos valores do contrato com o marqueteiro Augusto Fonseca para a campanha presidencial deste ano. Entre dirigentes há também relatos de que o jornalista não se mostra disposto a contribuir para facilitar a integração das linhas de comunicação de Lula e da legenda.

O clima é tão tenso que alguns integrantes da executiva petista se recusam a cumprimentá-lo. Franklin ainda vem sendo atacado por não compartilhar com a sigla os relatórios de monitoramentos de redes sociais feitos por uma empresa contratada.

AMIGO DE LULA – O jornalista se mantém no comando da comunicação da pré-campanha por causa da sua relação direta com Lula, de quem foi ministro da Secretaria de Comunicação Social entre 2007 e 2010.

Em maio do ano passado, o PT acertou a contratação de Franklin para ser o cabeça de todo o esquema de comunicação da pré-campanha. Ele foi o primeiro nome escalado dentro da estrutura que o ex-presidente pretende montar. Desde então, recebe salário de cerca de R$ 20 mil do partido.

Como chefe da comunicação, coube ao ex-ministro liderar a escolha do marqueteiro que será responsável pela propaganda do candidato petista na eleição presidencial. Quatro empresas participaram da seleção realizada, e o vencedor foi Augusto Fonseca, da MPB Estratégia & Criação, que trabalhou com Fernando Henrique Cardoso em 1994 e também na campanha de Lula com Duda Mendonça em 2002.

R$ 40 MILHÕES – Quando os valores apresentados por Fonseca para realizar o serviço chegaram às mãos da direção do PT, houve problemas. O marqueteiro teria afirmado que a conta havia sido avalizada por Franklin.

Dirigentes relataram que a quantia pedida, perto dos R$ 40 milhões, não estava adequada à nova realidade financeira das campanhas políticas após a proibição de doações empresariais e representava mais de três vezes o que foi gasto com Fernando Haddad em 2018. A questão ainda está pendente e ficou para ser resolvida diretamente pelo entorno de Lula.

O marqueteiro também não chegou a um acerto com o PT no valor para produzir os comerciais partidários que estão indo ao ar agora. A quantia apresentada inicialmente foi reduzida, e Fonseca acabou sendo escalado para fazer apenas os vídeos que têm a participação direta de Lula. Os demais spots, que contam com a participação de mulheres, ficaram a cargo da estrutura de comunicação do partido.

AÇÃO NA JUSTIÇA – A questão de valores de contratos já havia colocado Franklin em embate com o PT no passado. Em 2014, o jornalista foi escalado para fazer o site Muda Mais, de apoio à campanha à reeleição de Dilma Rousseff. A direção resistiu a concordar com o valor pedido, e a assinatura só ocorreu depois de interferência direta da então candidata a presidente.

A legenda não pagou uma parte do contrato, o que gerou uma ação de execução contra o PT. De acordo com a apelação que corre no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, o partido deixou de pagar uma parcela referente a outubro de 2014 no valor de R$ 2 milhões e uma parte da parcela de setembro de R$ 261 mil. Em abril de 2021, o débito, ainda segundo a Justiça, estava em R$ 8,3 milhões por causa da correção. O partido chegou a ter uma conta bancária com saldo de R$ 5,9 milhões bloqueada. Os advogados têm apresentado recursos para garantir a movimentação do dinheiro, mas é dado como certo que será necessário, em algum momento, quitar o débito.

JOÃO SANTANA – A ação de cobrança da dívida é movida pela Pólis Propaganda, empresa do marqueteiro João Santana, que assinou o contrato com o partido para prestar os serviços relativos à produção do site Muda Mais em 2014. Questionada pelo GLOBO, Monica Moura, mulher e sócia do marqueteiro, não respondeu se o dinheiro cobrado terá como destinatário Franklin Martins.

Procurado, o jornalista não se pronunciou. A direção do PT informou que também não comentaria o assunto. Pessoas próximas ao jornalista, porém, reconhecem que o ex-ministro vem sendo bombardeado pelo PT, mas atribuem isso ao fato de ele não fazer política dentro da legenda. Dizem também que há ciúmes dos petistas por causa de seu livre acesso a Lula.

Após a publicação da reportagem, o PT divulgou nota em que afirma que “os contratos com fornecedores da campanha presidencial e seus valores serão definidos no devido tempo, de acordo com a legislação e considerando os recursos disponíveis pelo fundo partidário, fundo eleitoral e arrecadação própria”. “Qualquer valor divulgado neste momento não passa de especulação”, diz a nota.

DIZ O PT – O partido ainda acrescenta que Franklin Martins “não move nenhum processo ou demanda judicial nem extrajudicial contra o PT”.

Por fim, diz que “a escolha da empresa que fará os programas de rádio e TV e de atuação em redes sociais para a futura campanha ocorreu de modo transparente, entre quatro concorrentes de reputação no campo da publicidade, com acompanhamento direto da presidente Gleisi Hoffmann e do ex-presidente Lula”.


Se Miriam Leitão recorrer à Justiça, Eduardo Bolsonaro terá de pagar uma elevada indenização

Publicado em 4 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Eduardo Bolsonaro debocha tortura sofrida por Miriam Leitão na ditadura  militar

Eduardo Bolsonaro debochou da tortura sofrida por Miriam

Jorge Béja

A talentosa jornalista Miriam Leitão passou a ter direito, líquido e certo, para ir à Justiça Comum do Rio (uma das Varas Cíveis, por residir no Rio, fato que torna competente a Justiça de seu domicílio) e pedir reparação por dano moral contra o deputado Eduardo Bolsonaro.

O fato que gera para Miriam a reparação do dano moral é o vil ataque que o deputado cometeu contra a jornalista, referindo-se à tortura que Miriam sofreu na ditadura e, grávida aos 19 anos, ainda foi sido colocada nua numa cela escura, junto com uma jiboia.

DANOS DE TODA ORDEM – Advoguei por mais de 40 anos, sempre em defesa de vítimas de danos de toda ordem. Talvez seja até o pioneiro na defesa da reparabilidade do dano moral, puro e autônomo, como este sofrido por Miriam Leitão.

A luta e o empenho que tive por tantas décadas foram compensadores. Veio a Constituição Federal de 1988, e o que antes era polêmico e duvidoso (a reparabilidade do dano moral, ainda mais na forma pura e autônoma) foi, enfim, inserido na Carta, conforme se lê no artigo 5º V (“é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem”).

 E ainda, no mesmo artigo, nº X (“são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”).

DUPLA AUTORIZAÇÃO – Se constata que em dois momentos, em duas passagens, a Constituição Federal oficializa, constitucionaliza e autoriza a busca e a reparação por dano moral. Assim, o que antes era duvidoso, quase sempre negado e pouquíssimas vezes concedido, tornou-se norma constitucional.

E neste episódio do ataque, do vilipêndio de Eduardo Bolsonaro contra Miriam Leitão não se vê possibilidade de defesa para o parlamentar. A imunidade que detém, por ser deputado federal, é exclusivamente no âmbito penal e desde que o delito seja cometido no exercício do mandato. No âmbito cível — e ainda mais fora do exercício do mandato — não há defesa para Eduardo Bolsonaro.

E já está mais do que provado que a pena pecuniária é a mais eficaz. Supera prisão ou tornozeleira, não é mesmo, deputado Daniel Silveira? Desobediente à ordem assinada por ministro da Suprema Corte, que assim decidiu a pedido da Procuradoria-Geral da República e não, voluntariamente, Silveira resistiu o quanto pôde. Mas quando o ministro, em razão da recalcitrância de Silveira, expediu ordem que ia aos poucos esvaziando o bolso do deputado e suas contas bancárias. E vendo e sentindo que ficaria sem um tostão, rapidinho, rapidinho, Silveira deu o pé para a colocação da tornozeleira.

Indenização elevada – Miriam Leitão, que só conheci, pessoalmente, quando, à noitinha, fui até à redação do O Globo, chamado por Ricardo Boechat, e Miriam estava sentada ao lado da mesa do jornalista e ela e eu nos cumprimentamos.

Miriam não deveria deixar passar em branco o reavivamento, com carga de deboche, da sua dolorosa prisão e tortura. É preciso que se faça justiça. E a maneira mais eficaz é uma ação reparatória do dano moral. E que não será de baixo valor, considerando a projeção social e política do ofensor e da ofendida e, mormente, a intensidade da ofensa.

Nenhuma pessoa tem o direito de relembrar ao vitimado a tragédia que um dia, numa época, a pessoa passou na vida. O vitimado sabe. O vitimado nunca esquece e sempre sente a dor. Dor que até se transmite aos familiares, principalmente aos filhos. É covardia fazer isso.

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