segunda-feira, abril 04, 2022

De Lula até Bolsonaro, passando por Dilma e Temer, nada mudou em termos de corrupção

Publicado em 4 de abril de 2022 por Tribuna da Internet

Nova charge no ar: Contra corrupção!

Charge do Neo Correia (Arquivo Google)

Roberto Nascimento

É preciso lembrar que a mudança da política de preços dos combustíveis foi feita em 2016 pelo então presidente da Petrobras, Pedro Parente, na gestão de Michel Temer. De uma hora para outra, sem que houvesse lei, regulamentou ou norma estatutária obrigando a fazê-lo, o executivo tucano, ex-chefe da Casa Civil de FHC, resolveu criou a nefasta PPI (Política de Paridade de Importação), para aumentar artificialmente os lucros, favorecer as multinacionais do petróleo instaladas no país e enriquecer os acionistas da Petrobras.

Quando se fala em acionistas, ninguém menciona que a grande maioria é de estrangeiros, com 45,18% das ações preferenciais, que recebem os lucros (dividendos) prioritariamente. Os investidores brasileiros (pasmem!) têm apenas 18,21%, menos da metade. As demais ações são do poder público (União, BNDES e Caixa Econômica).

AUTOSSUFICIÊNCIA? – Ora, o Brasil produz 94% do petróleo para consumo interno e tem refinarias em condições de produzir diesel, gasolina e outros derivados. Então, qual a razão de atrelar os preços dos combustíveis com base na subida do dólar e da cotação do petróleo, incluindo custos de fretes sobre uma suposta importação do petróleo, com pagamento de seguro, imposto de importação e tarifas portuárias?

A comparação é ridícula, porém procedente, Vejam bem, é como se bananada produzida no Brasil tivesse seu preço estabelecido como se fosse fabricada com banana importada, incluindo custos de frete internacional, imposto, seguro e tarifas portuárias.

O tucano Pedro Parente e os presidentes da Petrobras que o sucederam, como o economista Roberto Castelo Branco e o general Joaquim Luna e Silva, com toda certeza não estavam nem estão preocupados com os interesses nacionais.

VEM O LOBISTA – Depois da demissão do general, agora o governo deixa vazar a notícia de que o substituto será o consultor de empresas Adriano Pires, que é mais conhecido como lobista e presta serviços justamente às multinacionais do petróleo, além de publicar artigos na mídia que o tornaram conhecido como ferrenho defensor da privatização da Petrobras, seguindo a linha adotada mais claramente por Pedro Parente e Castelo Branco, e mais discretamente por Luna e Silva.

E tudo isso acontece num governo paramilitar, repleto de oficiais superiores em postos-chave do governo, mostrando que no Brasil já não se fazem generais como antigamente.

RECUO DE LANDIM – Nos últimos dias, os jornais noticiaram que o operador financeiro Ricardo Landim, indicado por Bolsonaro para presidir o Conselho de Administração da Petrobrás, resolveu desistir. Motivo – está sendo processado pela própria Petrobras por gestão temerária dos recursos do fundo de pensão.

Bem, espera-se agora que também o lobista Adriano Pires tenha o bom senso de recusar o convite para presidir a Petrobras, devido ao flagrante conflito de interesses, já que trabalha para empresas concorrentes.

De tudo isso, resta uma certeza – o presidente Jair Bolsonaro tem o dedo podre para indicação de executivos, agindo exatamente como fez Lula, ao nomear elementos tipo Antonio Palocci e José Dirceu, que enriqueceram ilicitamente no exercício do poder e depois o fizeram na condição de consultores de empresas, exatamente a mesma atividade de Adriano Pires. Ou seja, nada mudou.

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