quinta-feira, junho 10, 2021

Como Aras fora do páreo, André Mendonça vence resistências e é favorito ao Supremo


Devagar, devagarinho Mendonça venceu Augusto Aras

Rodolfo Costa
Gazeta do Povo

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça, conseguiu reduzir a rejeição no meio político e judicial a uma possível indicação de seu nome para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) que será aberta com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello.

O clima político no Senado, responsável por aprovar ou rejeitar a indicação do presidente Jair Bolsonaro, é hoje mais favorável do que no mês passado à aprovação de Mendonça. Marco Aurélio se aposenta em 5 de julho; e André Mendonça é tido como o preferido de Bolsonaro para substitui-lo no STF.

HAVIA RESISTÊNCIA – Embora seja o favorito de Bolsonaro, havia resistência ao nome de Mendonça entre ministros do STF e no Senado. Mas, atualmente, senadores governistas e independentes, do extinto grupo do Muda Senado, afirmam que a tendência é que a indicação dele, caso ocorra, seja aprovada.

Com menos rejeição a Mendonça, outros nomes cotados para a cadeira de Marco Aurélio – como o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins; e o desembargador William Douglas, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) – aparecem com ainda menos chances.

A articulação do próprio André Mendonça é apontada por aliados do ministro como um dos principais motivos para o arrefecimento de sua rejeição. O jornal O Globo publicou – e a Gazeta do Povo confirmou – que ele tem conversado com presidentes de partidos e ministros do STF para vencer resistências.

BUSCANDO APOIO – O ministro da AGU procurou recentemente políticos influentes tais como o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional de seu PP; e Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

Dentro do STF, Mendonça conversou com os ministros Luiz Fux e Gilmar Mendes. O ministro Dias Toffoli já era um de seus principais apoiadores.

Outro motivo que faz com que senadores apostem na indicação de André Mendonça é que o Planalto tem como aliados o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o presidente da CCJ, Davi Alcolumbre (DEM-AP), com quem Mendonça está bem alinhado.

LIBERAÇÃO DE EMENDAS – Políticos que são críticos à indicação de André Mendonça ao STF entendem que, a essa altura, a escolha dele está assegurada por causa da liberação de emendas parlamentares para a base aliada.

“Não podemos esquecer que o Bolsonaro injetou muito dinheiro dentro do Senado, entre os senadores, para eleger o Pacheco [como presidente da Casa]. E esses senadores que receberam importâncias muito altas de maneira indiscriminada vão votar a favor dele”, afirma o senador Lasier Martins (Podemos-RS), líder do bloco Podemos-PSDB-PSL.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Na reportagem enviada por Mário Assis Causaninhas, é importante notar que o repórter nem toca no nome de Augusto, o servil prestador de serviços, que sonha com o Supremo e acorda no ostracismo. (C.N.)


TCU tem de punir com severidade o auditor que incluiu no sistema o falso relatório citado por Bolsonaro


Auditor é amigo da família Bolsonaro, diz Humberto Costa

Lauriberto Pompeu
Estadão

O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma investigação interna para avaliar a conduta de um servidor que produziu um documento sobre mortes na pandemia do novo coronavírus. Segundo o Estadão apurou com integrantes do tribunal, o levantamento não oficial foi feito pelo auditor Alexandre Figueiredo Costa Silva, que teria inserido a informação no sistema sem que constasse de qualquer processo do órgão, e já foi afastado do cargo por 60 anos.

Esse documento foi citado pelo presidente Jair Bolsonaro como forma de comprovar sua tese de que cerca de metade das mortes registradas como covid-19 não seriam causadas pela doença.

ANÁLISE PESSOAL – Em nota, o tribunal afirmou que não se tratar de qualquer documento ou estudo conduzido pela instituição.

“O documento refere-se a uma análise pessoal de um servidor do tribunal, compartilhada para discussão, e não consta de quaisquer processos oficiais desta Casa, seja como informações de suporte, relatório de auditoria ou manifestação do tribunal. Ressalta-se ainda que as questões veiculadas no referido documento não encontram respaldo em nenhuma fiscalização do TCU”, diz o comunicado.

Na segunda-feira, 7, ao conversar com apoiadores no Palácio da Alvorada, Bolsonaro atribuiu ao próprio TCU essa informação sobre uma supernotificação de mortes pela Conid-19, mas foi desmentido na sequência.

BOLSONARO INSISTE – Em nota, o tribunal disse que não “há informações em relatórios do tribunal que apontem que ‘em torno de 50% dos óbitos por covid no ano passado não foram por covid, conforme afirmação do presidente Jair Bolsonaro”.

Ao voltar ao assunto nesta terça-feira, dia 8, Bolsonaro admitiu que errou ao atribuir o dado ao TCU, mas insistiu que há “supernotificação”, sem apresentar qualquer prova.

Ao tentar justificar a declaração falsa dada no dia anterior, o presidente disse que o tribunal apontou risco de ocorrer supernotificação porque a lei complementar 173/2020, que definiu critérios para o dinheiro usado no combate à pandemia ser enviado a Estados, leva em conta o número de mortes em cada unidade da federação. A conclusão de que metade dos óbitos não foi covid, segundo disse hoje o presidente, é do próprio governo federal, e não do tribunal.

PELAS REDES SOCIAIS – Mesmo com o desmentido, apoiadores do presidente, como o filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Bia Kicis (PSL-DF), reproduziram a informação falsa por meio de redes sociais. As publicações continuavam no ar na tarde desta terça-feira.

Alguns dos apoiadores do governo mantiveram a reprodução do relatório do auditor do TCU que aponta a “supernotificação” de mortes por covid para reforçar a narrativa.

Na nota que divulgou, o tribunal confirmou que o levantamento não é oficial. “O TCU reforça que não é o autor de documento que circula na imprensa e nas redes sociais intitulado ‘Da possível supernotificação de óbitos causados por Covid-19 no Brasil’”, diz trecho da nota.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 O repórter, por óbvio, não conseguiu contato com o auditor Alexandre Figueiredo Costa Silva, que sumiu no horizonte, depois de ficar famoso por 15 minutos, e só voltou à cena nesta quarta-feira, com um vídeo dizendo que o pai é amigo de Bolsonaro e encaminhou a ele o falso relatório. O TCU precisa punir esse funcionário de forma exemplar, com justa causa. Segundo o senador Humberto Costa (PT-PE), o auditor é amigo dos filhos do presidente e amigo do presidente do BNDES, Gustavo Montezano”. E o incidente demonstra como a irresponsabilidade institucional ganha terreno no Brasil, onde la nave va, cada vez mais fellinianamente. (C.N.)

CGU quer usar provas ilegais de hackers em processo contra ex-dirigente do Coaf

 

Charge do Cláudio Aleixo (Arquivo Google)

Mariana Muniz e André de Souza
O Globo

A Controladoria-Geral da União (CGU) quer usar mensagens obtidas pela Operação Spoofing — que apura a invasão de celulares de autoridades públicas, como o ex-juiz Sergio Moro e procuradores que atuaram na Lava Jato — para decidir sobre a abertura de processo administrativo contra o ex-presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Roberto Leonel de Oliveira Lima, e a delegada da Polícia Federal Erika Marena, um dos principais nomes da Lava-Jato na corporação.

O pedido para o uso das mensagens obtidas pelos hackers foi feito pela CGU ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, relator da ação que garantiu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acesso ao conteúdo das comunicações entre integrantes da Lava-Jato.

JUIZ RECUSOU – A CGU relata no ofício encaminhado ao STF que solicitou as mensagens à 10ª Vara Federal de Brasília, mas teve o pedido negado pelo juiz Ricardo Leite. Agora, para “que seja possível dar continuidade à apurações empreendidas por esta Corregedoria-Geral da União” sobre a delegada da PF e o ex-auditor fiscal da Receita Federal, o órgão de controle pede que o ministro determine à Justiça Federal o compartilhamento dos dados — que classifica como fundamentais “para a promoção da responsabilização administrativa”.

De acordo com a CGU, o objetivo das apurações preliminares é decidir pela abertura ou não a respeito das condutas dos servidores públicos noticiadas pela imprensa a partir da divulgação das mensagens dos hackers.

Sobre a delegada da PF, o órgão menciona reportagens que relatam, com base nos diálogos, que Erika Marena teria lavrado o depoimento de uma testemunha sem que ele tivesse ocorrido de fato.

ACESSOS INDEVIDOS – Com relação a Roberto Leonel, a Controladoria cita matérias jornalísticas a respeito de acessos indevidos a dados da Receita Federal feitos à época em que o ex-auditor chefiava o Escritório de Pesquisa e Investigação na 9ª Região Fiscal.

“Das conversas divulgadas, verifica-se que os servidores públicos mencionados podem ter praticado eventualmente infrações disciplinares no exercício de suas funções. No entanto, apenas as informações divulgadas em matérias jornalísticas não são suficientes para a deflagração de uma apuração disciplinar, sendo necessário obter, de forma oficial, os elementos de informação que teriam subsidiado as reportagens, para que esta Corregedoria-Geral da União possa proceder ao devido juízo de admissibilidade dos fatos”, argumenta a CGU.

Na petição, assinada pelo corregedor-geral da União, Gilberto Waller Junior, o órgão esclarece que o pedido de compartilhamento diz respeito apenas “às provas envolvendo a Delegada de Polícia Érica Mialik Marena, relativos à suposta prática de forjar depoimento de delator” e aos dados específicos sobre o ex-auditor fiscal da Receita Federal Roberto Leonel.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– É inaceitável que operadores do Direito utilizem colo se fossem válidas as provas ilegais, conforme a CGU está pleiteando. Essa prática é inconstitucional, porque fere o Princípio da Legalidade, que subjuga todos os demais princípios e doutrinas. O Supremo inaugurou essa prática, na ânsia abjeta de beneficiar Lula da Silva e punir o ex-juiz Sérgio Moro. Abriu a porteira, e a boiada agora começa a passar, tangida pelo berrante ilegal e imoral da CGU(C.N.)

Aleluia, aleluia, os vereadores da oposição venceram o prefeito pelo cansaço!!!

 

Os vereadores da oposição em Jeremoabo, em todas as secessões  denunciaram tanto que não existia testes para controlar quais os bairros com maior numero de portadores do vírus COVID-19, que terminaram vencendo o prefeito pelo cansaço;  agora escancarou mesmo, só não fará a coleta de exame por swab quem não quiser. 
"Quando a esmola é demais o santo desconfia", precisamos crer para ver, isso para que o povo não caia noutro golpe ou pegadinha das eleições, , quando da promessa dos empregos da Natville. 

Vereadores devem sair do armário após carão

 Por Luiz Brito DRT/BA 3.913



Foto: Divulgação

Depois da reprimenda pública do jornalista Dedé Montalvão, em seu Blog que criticou o papel passivo dos vereadores no tocante a Pousada que acolhe homens e mulheres que se deslocam para tratamento em Salvador, encaminhados pela Prefeitura Municipal de Jeremoabo, era de se esperar que o carão abrisse uma discussão inicial sobre metas a serem definidas para resolver esse impasse, já que os vereadores foram averiguar "in loco", comprovaram, e ao invés de tomarem as providências em defesa do dinheiro do povo e da moralidade da coisa pública, ficaram omissos, desviando o assunto. Das duas uma ou os vereadores desconhecem a Lei ou estão se fazendo de desentendidos com o problema da Pousada em Salvador.

O que se tem até aqui são especulações acerca da Pousada. Já passou da hora dos vereadores saírem da arquibancada.

Para todos os efeitos legais existe um contrato de prestação de serviços entre a Prefeitura de Jeremoabo e Andreia Santos Nascimento, que expirou 01.01.2021, logo, se não tiveram o cuidado de renovar o contrato, este, automaticamente, permanece em vigor. Tanto é que a proprietária da Pousada continua prestando serviços de hospedagem até a presente data.

Portanto, se os vereadores não cumprem com seu dever de fiscalizar, a ONG-TRANSPARÊNCIAJEREMOABO irá agir, sentencia Dedé.


Nota da redação deste Blog - Os comentários a respeito da Pousada já saiu das quatro paredes da câmara de vereadores de Jeremoabo, já está na boca do povo e de outras cidades.

Mais uma vez digo:  " quem pariu Mateus que balance".

 

Há sinalizações de que não haverá hierarquia capaz de deter os bolsonaristas radicais em 2022

Publicado em 10 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Crédito: Alan Santos

Ilustração reproduzida da IstoÉ

João Gabriel de Lima
Estadão

Em 2020, Donald Trump fez troça da pandemia, propagou tratamentos alternativos, viu sua popularidade ruir e perdeu uma eleição equilibrada. Saiu de cena com alegações delirantes de fraude, e seus apoiadores atacaram o Capitólio numa das cenas mais infames da bicentenária democracia americana.

Em 2020, Jair Bolsonaro fez troça do coronavírus e tornou o tratamento com cloroquina política de Estado. Neste ano, uma CPI expõe os erros e omissões de seu governo – que levaram a quase meio milhão de mortes – e a popularidade do presidente sofre abalos. Seus opositores, em plena pandemia, ganham as ruas em manifestações de peso.

AQUI NO BRASIL – Eis um cenário possível para 2022: Bolsonaro perde uma eleição equilibrada, alega fraude e seus apoiadores promovem algo equivalente ao ataque ao Capitólio. As cenas de violência da Polícia Militar no Recife e a passada de mão na cabeça do ex-ministro Eduardo Pazuello, o general recalcitrante, sinalizam que não haverá hierarquia a deter os bolsonaristas radicais.

O cenário da eleição equilibrada em 2022, semelhante à que opôs Trump a Biden, é a aposta do cientista político americano Christopher Garman, personagem do mini-podcast da semana. O diretor executivo da consultoria Eurasia previu, no início de 2018, que Bolsonaro chegaria ao segundo turno. Àquela altura poucos acreditavam no fôlego do capitão.

Garman argumenta que, mesmo no momento mais tenebroso da pandemia, entre março e abril deste ano, a popularidade de Bolsonaro ficou em 25%, mostrando que talvez seja este o piso do presidente. Na avaliação binária do “aprova/desaprova”, Bolsonaro costuma chegar perto dos 35%.

CHANCE DE SUBIR – Um levantamento feito pelo instituto Ipsos considerando 300 eleições nos últimos 25 anos mostra que, quando um presidente tem 40% de aprovação, suas chances de reeleição são de 58%. Ou seja, se subir 5 pontos na binária, Bolsonaro estará mais perto de ganhar que de perder.

Para Garman, Bolsonaro, assim como Trump, tem uma base mais sólida do que aparenta. O presidente perdeu parte da classe média urbana do Sudeste e do Sul – os que, na semana passada, aplaudiram o depoimento da infectologista Luana Araújo na CPI. É forte, no entanto, no nicho que desconfia da política, dos jornais e da “elite”.

Esse contingente – os que gostaram da atuação da médica Nise Yamaguchi diante dos parlamentares – redobra seu fervor a cada vez que Bolsonaro é criticado na imprensa. A divisão do País está evidente nas redes sociais, como mostrou a jornalista Adriana Ferraz em sua coluna O BBB da CPI.

AUXÍLIO EMERGENCIAL – O presidente também ganhou pontos entre os mais vulneráveis, ao capitalizar o auxílio emergencial criado pelo Congresso. E pretende viabilizar seu próprio Bolsa Família – batizado provisoriamente de “Alimenta Brasil” – para o ano eleitoral.

Há pedras no caminho. Trump tinha 41% na binária e mesmo assim perdeu a eleição, contrariando a regra do Ipsos. “Pesou a rejeição alta, que pesará igualmente contra Bolsonaro”, diz Garman. O presidente também depende de um Centrão feliz, que não coloque em pauta um pedido de impeachment, e de que a “terceira via” não encontre um candidato capaz de tirá-lo do segundo turno.

Se Bolsonaro chegar, Garman prevê uma disputa renhida – e não descarta o “efeito Capitólio” em caso de derrota do presidente. “Se isso ocorrer, acho que a democracia brasileira, como a americana, será forte o suficiente para resistir.” Tomara.

Polícia Federal revela plano de criação no Planalto de um órgão de ‘contrainformação’

Publicado em 10 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Humberto (CBN / PE)

Deu no G1 e Jornal da Globo

Novos documentos do inquérito da Polícia Federal que investiga os responsáveis por atos antidemocráticos realizados no ano passado apontam que membros de um grupo bolsonarista discutiam com o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten a criação de um departamento de “comunicação estratégica e contrainformação” para assessorar o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto.

Nesta quarta-feira (10), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, retirou o sigilo de mais uma parcela de documentos do inquérito.

DISSE JORGE – Em um dos trechos dos documentos, policiais destacam que em 14 de abril de 2019 um homem identificado somente como Jorge escreveu para o então secretário de Comunicação:

“Fabio, aquela ideia de comunicação estratégica e contrainformação. Na minha opinião, você deve criar um departamento para isso. Você já até concordou com a ideia. Vamos implementá-la?”

O ex-secretário responde: “Assim que minimamente estruturada a Secom [Secretaria de Comunicação], vamos implementar”.

DISSSOLVER O STF E O STJ – A PF também encontrou uma troca de mensagens entre o ex-deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, e o empresário bolsonarista Otávio Fakhoury.

Nas mensagens, eles discutem uma proposta para dissolver o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ). O empresário sugere “uma saída plebiscitária”. De acordo com os documentos, a ideia foi discutida por advogados e empresários aliados do presidente Jair Bolsonaro.

Uma das alternativas debatidas era a edição de uma medida provisória para garantir ao Executivo exclusividade para submeter temas a um referendo popular.

INCONSTITUCIONAL – Propor a dissolução do STF, mesmo que por plebiscito, é inconstitucional. Fakhoury reconhece dificuldades para a cassação dos ministros e fala na necessidade de apoio popular e das Forças Armadas.

A investigação também indica que verbas do governo federal podem ter abastecido sites bolsonaristas responsáveis por desinformação, propagação de discurso de ódio e mensagens contra a estabilidade democrática.

Por isso, a Polícia Federal afirma que é preciso aprofundar as investigações sobre o direcionamento de recursos da Secretaria de Comunicação Social do governo federal para financiar essas páginas. O avanço das investigações, segundo a PF, permitiria avaliar se há conexão de autoridades com a atuação desses sites para atuar contra a democracia.

FAVORECIMENTOS – Os investigadores apuraram se o governo criou filtros ou bloqueios que evitassem que a propaganda do governo fosse veiculada e monetizasse canais que difundem ideias contrárias ao estado democrático de direito, permitindo com tal prática que ocorresse o repasse de recursos públicos.

 

A Polícia Federal queria saber se o repasse se deu por culpa ou por dolo, com a ação ou omissão deliberada de permitir a divulgação da publicidade do governo e a consequente monetização ao conteúdo propagado.

A PF chegou a apontar a suspeita de vínculo entre o blogueiro Allan dos Santos, um dos alvos do inquérito, e o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Weingarten, com os fatos investigados sobre direcionamento de recursos públicos e patrocínio das páginas bolsonaristas para a divulgação de ideias antidemocráticas.

ARQUIVAMENTO – Cinco meses depois de ter recebido o material, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu o arquivamento do inquérito para os investigados com foro privilegiado, sem que tivessem sido realizadas diligências pela procuradoria para aprofundar as investigações.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no Supremo, já determinou que a PGR preste esclarecimentos sobre esse pedido par arquivar parte do inquérito.

O relator não estipulou prazo, mas disse à TV Globo que espera a resposta no máximo até o início da semana que vem.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Nada de novo no front ocidental, diria o escritor alemão Erich Maria Remarque. Tudo isso é sabido. O Jorge que aparece na reportagem chama-se Jorge Oliveira, é aquele major da PM que se formou em Direito, diz ser “jurista” e acabou nomeado ministro do TCU. E o tal do “órgão de contra-informação” realmente existe e hoje é chamado de “gabinete do ódio”. Apenas isso. (C.N.)

Líder no Nordeste, Betânia Lácteos compra a Sabe Alimentos

 Em um importante movimento de mercado, a cearense Betânia Lácteos adquiriu a Sabe Alimentos, uma fábrica de laticínios em Sergipe que pertence ao grupo empresarial de Albano Franco, ex-senador e ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

 
Foi apurado que o valor do negócio gira em torno de R$ 50 milhões. A previsão é que a líder no Nordeste em leite UHT com 41% de share e vice-líder em iogurtes, assuma a nova planta fabril em 60 dias. Serão produzidos na unidade leite longa vida, iogurtes e sucos.
 
Dirigentes da Betânia estiveram em Sergipe na última quarta-feira, 5, para tratar do negócio. O acordo está praticamente finalizado. Apenas as últimas diligências estão sendo feitas, mas nada que possa impedir o prosseguimento da aquisição. Trata-se de uma planta muito moderna, porém, a fábrica estava desativada. 
 
Além de uma gestão moderna de um grupo que está no mercado há décadas, a forte expansão da Betânia, que tem como proprietária a CBL Alimentos, foi turbinada pelo fundo norte-americano de investimentos Arlon. No escopo, a ideia é investir R$ 100 milhões até o final de 2019 – considerando o plano já iniciado em 2017. No ano passado, a empresa se reposicionou, adotando a marca Betânia Lácteos.
 
Atualmente a companhia cearense conta com cinco fábricas no Nordeste, mais de 2 mil colaboradores diretos, 850 pontos de coleta de leite, e produz acima de 830 mil litros por dia. Na parte do ecossistema da produção de leite, mobiliza 3,5 mil famílias de 130 municípios da região. E mais: está presente em mais de 50 mil pontos de vendas.
 
Sabe Alimentos
 
indústria de laticínios Sabe Alimentos foi fundada pelo Grupo Albano Franco. A unidade fabril tem 10.700 metros quadrados de área construída e produzia leite condensado, leite longa vida, creme de leite e bebidas lácteas.

Fábrica da Sabe Alimentos, em Sergipe. Foto: Divulgação
 
Está situada no município de Muribeca, a 70 quilômetros de Aracaju (Sergipe). Tem capacidade instalada para processar 330 mil litros de leite por dia e infraestrutura pronta para 500 mil. Na implantação do empreendimento foram investidos R$ 95 milhões. Além da unidade, a empresa dispõe de frota própria para captação de leite, vendas e distribuição.
 
As informações são dos portais Focus e  93 Notícias. 
https://www.milkpoint.com.br/

Nota da redação deste Blog - Durante a propaganda eleitoreira mentirosa da promessa dos mais de 4000 empregos em Jeremoabo quando da implantação da Natville, publiquei mais de cinco matérias informando através de números e de fatos que não passava de um engodo em busca de votos, uma maneira de enganar     os menos esclarecidos e também quem necessitava de um emprego.
Já os fanáticos, os desonestos e os puxa-sacos, sem nenhum elemento e argumento a não ser a mentira e a má fé, diziam que o Blog não tinha credibilidade, que era Fake News e outras alucinações eis aí a verdae estampada.
Como a verdade não para de aparecer, para comprovar a veracidade de tudo que publicamos  a respeito  do conto dos 4000 empregos,  leiam essa matéria e, se ainda existe ilusão, analisem e fiquem com a verdade.
Para quem não tem conhecimento, Jeremoabo vende leite para Betânia, Natulac, Sucupira, Natville e a Sertaneja; sem receber nenhum pagamento, asseguro que a manteiga da Sertaneja é uma das melhores manteigas que já consumi.

Rosa Weber autoriza governador do Amazonas a não depor na CPI da Pandemia

Rosa Weber autoriza governador do Amazonas a não depor na CPI da Pandemia
Foto: Reprodução / CNN Brasil

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, autorizou através de habeas corpus o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), a não depor na CPI da Pandemia. Se o gestor comparecer à comissão, tem o direito de ficar em silêncio, segundo a decisão.

 

Weber não tomou nenhuma decisão sobre a ação apresentada por 19 governadores que pedem para a Corte proibir a Comissão de convocá-los para depoimento.

 

O depoimento do governador estava marcado para esta quinta-feira (10).

 

A CPI havia aprovado a convocação de Lima no último dia 26, para explicar o uso de recursos federais nos estados no combate ao coronavírus. Além dele, outros oito governadores foram convocados.

 

Segundo a Folha de S. Paulo, Rosa Weber também disse que o governador tem o direito de não ser submetido ao compromisso de dizer a verdade e não pode "sofrer constrangimentos físicos ou morais" na CPI.

 

A decisão da ministra, no entanto, não impede que governadores sejam ouvidos na CPI na condição de convidados, e não de convocados.

Bahia Notícias

Documento enviado pela 'Capitão Cloroquina' desmente versão de Queiroga na CPI

Documento enviado pela 'Capitão Cloroquina' desmente versão de Queiroga na CPI
Foto: Júlio Nascimento/PR

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, recebeu um documento onze dias antes de dizer à CPI da Covid que Mayra Pinheiro não trata de "tratamento precoce" em sua gestão que desmente sua versão.

 

No último dia 28, Mayra, conhecida como Capitã Cloroquina, pediu ao gabinete do ministro e a outros quatro departamentos da pasta uma análise da continuação do aplicativo TrateCov. A plataforma foi lançada pelo ministério em janeiro e receitava o tratamento precoce com cloroquina e outros medicamentos sem eficácia para Covid.

 

Segundo o Metrópoles, o documento intitulado "Solicita análise de conveniência e oportunidade no prosseguimento da ação Plataforma TrateCov", foi assinado por Mayra Pinheiro e solicitava a "alta administração deste ministério" a examinar se o aplicativo deveria ser mantido.

 

Três dias antes, durante depoimento na CPI, Pinheiro foi questionada sobre o TrateCov.

 

"Renova-se a indicação para a análise acerca do tema, em especial pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19", escreveu Mayra Pinheiro ao gabinete de Queiroga.

 

"Sugere-se que, em caso positivo pelo prosseguimento, seja a ação abrigada sob a responsabilidade da Secretaria de Atenção Primária à Saúde", acrescentou.

 

O ofício também foi enviado para a Secretaria-Executiva, Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid, Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública, e Diretoria de Integridade da pasta.

 

Na última terça-feira (8), Queiroga compareceu ao Senado para segundo depoimento e deu uma versão que contradiz o documento que havia recebido onze dias antes. O ministro foi questionado pelo relator da CPI, Renan Calheiros, por que ainda mantém a "Capitã Cloroquina" no cargo.

 

"A doutora Mayra (Pinheiro) não trata, na minha gestão, de tema relacionado ao tratamento precoce da Covid-19", disse Queiroga.

Bahia Notícias

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