sábado, junho 05, 2021

Coincidência? Flávio Bolsonaro vendeu apartamento a um acusado de corrupção, lavagem e fraude

Publicado em 5 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Gervasio Oliveira recebeu R 3 mil de auxílio emergencial da covid

Camila Zarur
O Globo

O empresário baiano Gervásio Meneses de Oliveira, comprador de um apartamento do senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) no Rio, no ano passado, já foi acusado, em processos diferentes, de corrupção ativa, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e de fraudes em licitações. Oliveira comprou o imóvel do parlamentar, localizado na Barra da Tijuca, pelo valor de R$ 2,6 milhões — Flávio justificou que essa venda lhe permitiu começar o pagamento da mansão em Brasília que ele adquiriu no ano passado.

Gervásio Oliveira consta ainda como recebedor de R$ 3 mil de parcelas do auxílio emergencial. Procurado, ele afirmou que seu CPF foi usado em um golpe para sacar parcelas do auxílio.

DINHEIRO DA ENTRADA – O senador alega que usou o dinheiro da venda do imóvel para dar entrada na mansão de R$ 6 milhões que comprou no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, no ano passado.

Segundo o Ministério Público do Rio, há a suspeita de que o apartamento na Barra da Tijuca tenha sido comprado pelo filho do presidente Jair Bolsonaro com dinheiro do salário de ex-funcionários do antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), através do esquema de “rachadinha”.

Em um dos processos a que responde na Justiça, Gervásio é acusado de ter pago propina a uma desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, para obter uma decisão que suspendesse o pagamento das parcelas do passivo trabalhista da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), da qual Oliveira é fundador.

R$ 96 MILHÕES… – O suposto esquema, que teria ocorrido entre outubro de 2015 e janeiro de 2016, foi denunciado pelo Ministério Público Federal em agosto do ano passado e enviado ao Superior Tribunal Federal (STJ). O valor das dívidas da FTC somava mais de R$ 96 milhões.

Em 2010, Oliveira foi acusado de fazer parte de um esquema de fraudes em licitações de serviços de segurança e limpeza na Bahia. A denúncia contra ele foi feita após a Operação Jaleco Branco, da Polícia Federal. As investigações da PF, iniciadas em 2005, apontaram que o esquema, envolvendo empresários do setor de serviços, acontecia há mais de uma década em licitações federais, estaduais e municipais; o prejuízo aos cofres públicos, estipulado pela corporação na época, foi de R$ 625 milhões.

O empresário chegou a ter o pedido de prisão expedido na ocasião, mas teve uma habeas corpus concedido pelo então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Eros Grau.

PASSADO TENEBROSO – Oliveira afirmou, por meio de sua assessoria, que “teve problemas judiciais no passado que foram esclarecidos”. Já sobre o auxílio emergencial que teria recebido, o empresário disse que foi vítima de uma fraude e que alguém teria sacado o benefício em seu nome. Ele afirmou que fez uma notícia-crime à Polícia Federal denunciando o caso, mas não apresentou o registro da reclamação à PF.

Desde que a venda do apartamento foi feita, o nome de Oliveira não aparecia na escritura do imóvel. Sua identidade foi revelada pela revista Veja e confirmada pelo GLOBO.

De acordo com o empresário, o acordo entre ele e Flávio era que a mudança no registro se daria após o senador liquidar o financiamento que fez na Caixa Econômica para o imóvel; o que foi feito com o valor da venda. Oliveira afirmou que, como a liquidação já foi feita, está providenciando a nova escritura.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– O fato é que Flávio Bolsonaro tem uma capacidade enorme de infringir a lei e conviver com criminosos, golpistas, milicianos e que tais. Sua sorte é ter um pai que o ama tanto e tudo faz para salvá-lo das garras da lei. Como ensina aquele ditado antigo, “tal pai, tal filho”. (C.N.)

Sistema de voto eletrônico é antigolpista. Pretende-se eliminá-lo exatamente por isso?

Publicado em 5 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

Charge: almirquites.blogspot.com.br

Charge do Pelicano (Arquivo Google)

Rosângela Bittar
Estadão

Vício do catálogo de tomada do poder no Brasil, o golpe já assumiu tantas e tão diferentes formas que talvez tenha sido a inspiração da célebre comparação da política com as nuvens. A última forma, em avançado estágio de preparação, é um golpe do repertório americano de Donald Trump. O de preparar, anos antes, a resistência a entregar o cargo em caso de derrota eleitoral no futuro. Temor que ronda e assombra o presidente Jair Bolsonaro.

Para facilitar a rota de execução, faz ameaças públicas de alterar o processo eleitoral com a instituição do voto impresso. Retrocesso que Bolsonaro considera incluso no preço que pagou aos fregueses do orçamento secreto, que hoje controlam a Câmara, já cooptada para este e outros projetos do retrógrado arsenal do presidente.

À PROVA DE FRAUDE – A estratégia do governo é tão primária que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não sabe o que fazer com as diretas e indiretas que tem recebido. Inaceitáveis ataques a um sistema consolidado e admirado no mundo inteiro.

O voto eletrônico é antigolpista. À prova de fraude. Pretende-se sua eliminação exatamente por isso? Muitos dos defensores do voto impresso são os mesmos treinados em produção de falsas notícias, mas até hoje se dispensaram de apresentar provas de suas suspeitas.

O ministro Gilmar Mendes (STF), numa manobra hábil porque preserva o evoluído sistema de votação sem deixar de dar ouvidos às suspeitas, prometeu ao presidente, em conversa recente, propor à Procuradoria-Geral da República e ao TSE a abertura de um inquérito especial sobre a urna eletrônica. O processo judicial permitiria colher depoimentos e acumular provas.

PERDA DE TEMPO – Tecnicamente as urnas eletrônicas já são auditáveis e auditadas. Antes, durante e depois dos processos eleitorais. Até hoje sempre invictas.

É fato que Bolsonaro, além de criar situação para contestar resultados, está empenhado em desmoralizar as instituições. Todas. Depois de capturar a Câmara, mirou o Exército. Agora tenta fincar suas estacas no Judiciário, ainda uma cidadela de resistência.

Vai até o fim na campanha do voto impresso, a exemplo do que tem feito no combate à atuação dos governadores na pandemia. São ensaios do que prepara contra o TSE e o STF.

TESES BOLSONARIANAS – A ideia de instauração do inquérito surgiu num encontro em que Bolsonaro enumerou ao ministro Gilmar Mendes alguns de seus argumentos. Tem certeza, por exemplo, de que venceu a disputa de 2018 no primeiro turno, e isto seria provado se houvesse o voto impresso. Outra convicção do presidente é de que Aécio Neves teria vencido a disputa com Dilma Rousseff no segundo turno, mas o sistema não permitiu conferir as supostas fraudes.

Gilmar explicou-lhe que, no Brasil, a tradição é vencer no segundo turno, não no primeiro. Só Fernando Henrique Cardoso venceu no primeiro turno, duas vezes. Até Lula, no auge de sua popularidade, teve de disputar duas rodadas. Se tivesse ocorrido a tal fraude em 2018, Bolsonaro poderia não ter sido eleito no segundo turno como não foi no primeiro. Ganhou porque teve mais votos. Quanto a Aécio, naquela eleição Gilmar presidia o TSE e acompanhou tudo de perto. Disse ao presidente que o hoje deputado mineiro perdeu para Dilma ao perder Minas Gerais, herança eleitoral de família. Descuidou-se do seu principal capital político.

É BOM INVESTIGAR – Com uma equipe investigativa apurando denúncias, haverá maior segurança no debate sobre essas especulações. Outros argumentos, como encenações grotescas que pretendem demonstrar como as fraudes acontecem, poderiam ser contestados imediatamente. Um inquérito que ouvisse todos os detratores da urna eletrônica, demonstrando tolerância, e que fosse um destino para as provas, falsas ou verdadeiras.

Como os golpes são alimentados por suspeitas não apuradas, as urnas deixariam de ser argumento. Gilmar Mendes, na prática, propõe o antídoto para o golpe.


Comandantes devem recomendar que militares da ativa não apareçam em “passeios” de Bolsonaro

Publicado em 5 de junho de 2021 por Tribuna da Internet

bolsonaro moto

Jair Bolsonaro convoca nova motociata para sábado, em São Paulo

Vinicius Sassine
Folha

Generais à frente de tropas numerosas no Exército se viram obrigados a dar início a estratégias de contenção de danos diante da decisão do comandante da Força de não punir o general da ativa Eduardo Pazuello por participar de ato político ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Os comandantes começarão a dar a orientação para que subordinados não participem de atos como as ‘motociatas’ organizados pelo presidente. A decisão de livrar Pazuello foi divulgada na última quinta-feira (3) pelo Exército e causou forte reação entre militares, congressistas, integrantes do Judiciário e organizações da sociedade civil.

POLITIZAÇÃO DO EXÉRCITO – A impunidade de Pazuello, após a participação do ato no dia 23 de maio, um domingo, no Rio de Janeiro, amplia a escalada de contaminação política no Exército.

Comandantes de tropas ouvidos pela Folha, sob a condição do anonimato, reconhecem o efeito negativo da decisão do comandante, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e admitem o risco de que movimentações políticas se espraiem mais entre comandados.

Por isso, generais vão dar início a orientações internas no sentido de que militares da ativa não estejam presentes em atos políticos em geral, nem mesmo nos empreendidos em apoio ao presidente e, em especial, os passeios de motocicleta em capitais, que Bolsonaro quer tornar fixos e periódicos.

BREVE DISCURSO – Foi um desses passeios que Pazuello, agora abrigado em um cargo dentro do Palácio do Planalto, subiu ao palanque onde estava Bolsonaro. O ex-ministro da Saúde fez um breve discurso e exaltou o presidente. Desde terça-feira (1º), ele é secretário de Estudos Estratégicos da Secretaria de Assuntos Estratégicos, vinculada à Presidência da República.

O comandante do Exército abriu um processo interno para investigar a conduta do general da ativa. Depois de ouvi-lo presencialmente e da apresentação de uma defesa por escrito, Oliveira concluiu que Pazuello não cometeu uma transgressão disciplinar e arquivou o procedimento.

Bolsonaro fez pressão direta ao comandante para que Pazuello não fosse punido. A articulação envolveu o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto.

NO ALTO COMANDO – Já no começo da semana, Oliveira havia concordado com o apelo do presidente e manifestado essa posição a colegas de farda no Alto-Comando, que reúne 16 generais quatro estrelas, a mais alta patente no Exército.

Integrantes do Alto-Comando, por outro lado, defendiam que Pazuello fosse punido. Para esses generais, estava evidente a transgressão disciplinar por parte do general da ativa. Pazuello é um general de três estrelas.

Tanto o regulamento disciplinar do Exército, vigente por decreto desde 2002, quanto o Estatuto dos Militares, uma lei em vigor desde 1980, proíbem manifestações políticas por parte de militares da ativa.

CULPA DE BOLSONARO – Nos encontros virtuais com generais do Alto-Comando, o comandante explicou que se fiaria na ideia de que Pazuello foi chamado ao palanque pelo presidente. Assim, a responsabilidade seria de Bolsonaro, não do general.

Sacramentada a decisão de não punir o ex-ministro da Saúde, generais ficaram preocupados com a maneira como o arquivamento do processo disciplinar poderá influenciar o comportamento das tropas.

Por isso, esses generais planejam explicar aos comandados que o caso de Pazuello é excepcional, com envolvimento direto do presidente da República. Assim, segue vedada participação em atos políticos sem autorização de um superior, conforme essas explicações.

PASSEIOS DE MOTO – Haverá uma orientação específica, conforme generais ouvidos pela reportagem, para que não ocorra adesão aos passeios de moto de Bolsonaro em outras capitais.

O presidente já fez esses passeios em Brasília e no Rio de Janeiro. Em transmissão em live semanal, ele disse que deverá participar de um novo evento do tipo no próximo dia 12, um sábado, em São Paulo.

O entendimento é que, diante do caso de Pazuello, não é possível ceder mais, sob risco de não se conter o espraiamento político nas tropas. Apesar da percepção dos riscos decorrentes da decisão do comandante do Exército e da divergência de opiniões em relação à decisão, generais dizem que, a partir do momento em que ela foi tomada, passa a ser acatada e assimilada pelos militares que estão em posição de comando.

UNIDADE DE COMANDO – Esses militares ressaltam o que chamam de unidade de comando, necessário em um momento tido por eles como sensível, extremo e conflitante.

A decisão de Oliveira por não punir Pazuello pode ter evitado o esgarçamento e a radicalização da relação do comandante com o presidente, segundo esses generais.

Outros comandantes de tropas afirmam não acreditar em repercussão do ato nos subordinados nem em crise interna a partir do arquivamento do processo de Pazuello. Para esses militares, a decisão do comandante do Exército foi tomada após ouvir seus pares do Alto-Comando e levou em conta diferentes aspectos envolvidos na escolha que deveria fazer.

Moradores reclamam de lentidão e longas filas em postos de vacinação


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Na visão dela, faltou planejamento no tocante ao funcionamento das UBSs (Foto: Andréa Oliveira)

Moradores dos bairros Sol Nascente e Jabotiana reclamaram neste sábado, 5, de lentidão e longas filas em algumas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital. Na visão deles, faltou planejamento,  porque as UBSs que estão funcionando na capital, na interpretação dos moradores, não têm conseguido suprir a grande demanda das pessoas que estão querendo se vacinar contra à Covid-19.

“Meu pai mora no bairro Sol Nascente há mais de 30 anos e precisou ir até o bairro Ponto Novo para tomar a 2ª dose da vacina. Um deslocamento desnecessário, ainda mais com toda essa chuva”, diz a influenciadora digital Andréa Oliveira.

Na visão dela, faltou planejamento no tocante ao funcionamento das UBSs. “A gente tentou ir em outros postos, mas quase todos estavam fechados. Como pode?! É preciso acelerar essa vacinação com todos os postos de Saúde funcionamento”, salienta a profissional.

Andrea diz ainda que tem um familiar que reside no bairro Jabotiana e que lá o posto de Saúde também se encontra fechado. “Não falta vacina. Falta é planejamento. É revoltante ver esses locais fechados, enquanto isso, muitos idosos têm que se deslocar das suas casas para outros lugares bem mais distantes, enfrentando longas filas e muita aglomeração”, avalia a influenciadora digital.

SMS

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que disponibiliza, neste fim de semana, quatro pontos de vacinação contra Covid-19 paras as doses 1 e 2 e três pontos para dose 2. “Durante a semana, a vacinação contra Covid-19 ocorre em 19 pontos entre Unidades Básicas de Saúde, pontos de apoio de drive-thru no Parque da Sementeira”, argumenta a Secretaria.

Por fim, a pasta da Saúde orienta que se “evite a entrada de acompanhantes nos locais de vacinação para evitar aglomeração”.

por João Paulo Schneider 

INFONET

FHC e Lula assinam nota em defesa da Argentina contra iniciativas do governo Bolsonaro

 Sábado, 05 de Junho de 2021 - 11:40

FHC e Lula assinam nota em defesa da Argentina contra iniciativas do governo Bolsonaro
Foto: Reprodução/Instagram @lulaoficial

Os ex-presidentes brasileiros, Lula e Fernando Henrique Cardoso assinaram conjuntamente uma nota em apoio ao presidente da Argentina, Alberto Fernández, que resiste a reduções tarifárias unilaterais no âmbito do Mercosul. A informação é da colunista da Folha, Mônica Bergamo. Recentemente os dois abriram uma perspectiva de diálogo, interrompido por décadas em função das disputas eleitorais em lados opostos. 

 

"Concordarmos com a posição do presidente da Argentina, Alberto Fernández, de que este não é o momento para reduções tarifárias unilaterais por parte do Mercosul, sem nenhum benefício em favor das exportações do bloco. Concordamos também que é necessário manter a integridade do bloco, para que todos os seus membros desenvolvam plenamente suas capacidades industriais e tecnológicas e participem de modo dinâmico e criativo na economia mundial contemporânea", afirma a nota. 

 

Em maio, Lula e FHC se reuniram na casa do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nelson Jobim, e posaram de mãos dadas para uma fotografia histórica.

 

De acordo com a colunista, na questão do Mercosul, os dois apoiam Fernández contra a posição do ministro da Economia, Paulo Guedes, que tem defendido uma redução de tarifas no âmbito do bloco.

 

Os argentinos defendem percentuais menores de reajuste e querem que ela incida principalmente em bens intermediários —produtos finais teriam as tarifas na sua maioria preservada.

 

O governo Jair Bolsonaro considera a proposição argentina pouco ambiciosa e mais uma mostra da linha protecionista do presidente Alberto Fernández.

 

Buenos Aires, por sua vez, acha que o corte defendido por Guedes é profundo e amplo demais, constituindo um risco para a indústria do país.

Bahia Notícias

Ex-governador Pezão é condenado a mais de 98 anos de prisão na Lava Jato


por Ana Luiza Albuquerque | Folhapress

Ex-governador Pezão é condenado a mais de 98 anos de prisão na Lava Jato
Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Ex-governador do Rio de Janeiro (2014-2018), Luiz Fernando Pezão foi condenado nesta sexta-feira (4) a 98 anos e 11 meses de prisão pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal. Essa foi a primeira sentença penal condenatória contra ele no âmbito da Operação Lava Jato.
 

Bretas considerou o ex-governador culpado dos crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
 

Pezão poderá recorrer e deve responder em liberdade até que a ação transite em julgado. Por essa acusação, ele chegou a ser preso preventivamente em novembro de 2018, mas cerca de um ano depois o STJ (Superior Tribunal de Justiça) revogou a prisão preventiva.
 

Desdobramento das operações Boca de Lobo, Calicute e Eficiência, a ação penal teve como origem a colaboração premiada do economista Carlos Miranda, que apontou Pezão como beneficiário de uma mesada de R$ 150 mil durante a gestão Cabral.
 

Segundo a acusação, provas testemunhais, documentais, depoimentos de colaboradores e dados bancários, telefônicos e fiscais mostraram que Pezão não só integrou a organização criminosa comandada por Cabral quando vice-governador, como também deu continuidade às atividades ilícitas durante sua própria gestão.
 

Além da mesada supostamente paga pelo antecessor, o Ministério Público Federal acusou Pezão de ter recebido pelo menos R$ 11,4 milhões da Fetranspor entre 2014 e 2015, quando já ocupava o cargo de governador.
 

Em sua decisão, Bretas considerou que a acusação conseguiu provar o sistemático pagamento de vantagens indevidas de Cabral a Pezão. Ele afirmou que é desnecessária a identificação do ato de ofício praticado em troca do recebimento dos valores ilícitos, tese amplamente aplicada durante a Lava Jato.
 

"A ocorrência do crime de corrupção ativa e passiva independe da prática de qualquer ato concreto por parte do agente público corrompido", escreveu o juiz.
 

Bretas também considerou que o pagamento de propina pela Fetranspor à Pezão ficou comprovado por depoimentos de colaboradores, planilhas do doleiro Álvaro Novis e registros de ligações telefônicas.
 

"Em que pese não haver um ato de ofício praticado que corresponda a cada pagamento realizado, é possível afirmar que os valores ilícitos repassados aos agentes políticos visavam uma 'boa vontade' na análise dos atos que pudessem beneficiar o setor", escreveu.
 

O magistrado também condenou o ex-governador pela continuidade do pagamento de vantagens indevidas a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, no montante de 1% sobre todas as obras do estado que superassem R$ 5 milhões.
 

Na mesma ação, Bretas condenou Sérgio Cabral a 32 anos e nove meses de prisão. As sentenças contra o ex-governador, que teve sua delação anulada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na última semana, já somam quase 400 anos de prisão.
 

O juiz também determinou que treze condenados na ação deverão pagar uma indenização de R$ 39,1 milhões à União.
 

A reportagem não conseguiu contato com as defesas de Pezão e Cabral.

Bahia Notícias

Guedes prepara mudança tímida na tabela do IR


por Bernardo Caram e Danielle Brant | Folhapress

Guedes prepara mudança tímida na tabela do IR
Foto: Reprodução/Flickr

Diante das resistências no governo e no Congresso ao imposto sobre transações, o ministro Paulo Guedes (Economia) decidiu propor uma reforma tributária de menor impacto, enxugando medidas que defendia desde o início do governo e promovendo uma redução mais tímida de alíquotas.
 

No plano considerado ideal pelo ministro, o imposto aos moldes da extinta CPMF poderia ser usado para compensar a perda de receita com a redução de outros tributos.
 

Sem esse instrumento, auxiliares do ministro afirmam que não será possível, por exemplo, cortar as alíquotas do IR (Imposto de Renda) da pessoa física.
 

A única mudança possível deve ser um aumento da faixa de isenção dos atuais R$ 1.903,98 para um patamar abaixo de R$ 3.000. O formato em estudo prevê isenção do imposto para rendas mensais de até R$ 2.500.
 

Se o plano for concretizado, o governo não cumprirá a promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro de ampliar a isenção para rendas de até R$ 5.000. Neste ano, o mandatário passou a dizer que trabalharia para que a isenção fosse para R$ 3.000 em 2022.
 

De acordo com auxiliares de Guedes, o governo não deve mexer nas deduções do Imposto de Renda.
 

A medida é defendida pelo ministro sob o argumento de que o mecanismo beneficia faixas de renda mais altas e exclui os mais pobres. Essa alteração impactaria a classe média, que usa gastos médicos e educacionais, por exemplo, como forma de reduzir o imposto a pagar.
 

O texto ainda não está fechado e pode sofrer alterações. O Ministério da Economia pretende apresentar as propostas ao Congresso nas próximas semanas.
 

A pasta vai propor mudança de tributação sobre investimentos. Aplicações que hoje são isentas, como LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), passarão a ser taxadas.
 

Como antecipou o jornal Folha de S.Paulo, alíquotas do IR sobre investimentos em renda fixa devem ser unificadas em 15% -hoje, a cobrança varia de 15% a 22,5% a depender do período de aplicação.
 

Sem o imposto aos moldes da CPMF, o ministro também não conseguirá promover uma ampla desoneração da folha de salários. Esse ponto era tratado como primordial por Guedes.
 

Estimativas do Ministério da Economia apontam para uma arrecadação anual de R$ 120 bilhões se o imposto sobre transações tivesse alíquota de 0,2%. Mais recentemente, a pasta passou a avaliar alíquota de 0,1%, com receita estimada de R$ 60 bilhões.
 

Sem a CPMF, o time de Guedes ainda afirma que terá de lidar com entraves na unificação de PIS e Cofins, a primeira etapa da reforma, já enviada ao Congresso.
 

Como a desoneração da folha não deve ser implementada, o governo terá de criar uma segunda alíquota da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que será baixa para reduzir o efeito negativo sobre setores específicos, como o de serviços. O projeto original prevê cobrança única de 12%.
 

A interlocutores Guedes afirma que, se conseguisse emplacar o imposto sobre transações e a desoneração da folha, o setor de serviços seria beneficiado porque o gasto com pessoal nessa área representa a maior parte do custo. Desse modo, não seria necessário promover um alívio específico para o setor na criação da CBS.
 

Segundo membros do ministério, também não haverá fôlego para uma redução expressiva nas alíquotas de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).
 

A ideia inicial previa cortar esse tributo e instituir o imposto seletivo, que incidiria sobre produtos que geram efeitos colaterais negativos, como cigarro, bebidas e automóveis.
 

No modelo atual, o imposto seletivo será proposto, mas haverá uma redução menos intensa do IPI.
 

O plano de implementar o imposto sobre transações encontrou resistências dentro e fora do governo desde o início da gestão Bolsonaro. No mês passado, Guedes passou a dizer que não vai mais lutar pelo tributo.
 

Nos bastidores, no entanto, a equipe do ministro afirma que a estratégia agora é mostrar aos congressistas, ao longo das discussões da reforma no Congresso, que a nova CPMF poderia ser usada para reduzir uma série de outros impostos que teriam apelo popular positivo, como é o caso do IR.
 

Desde que a comissão especial que analisava a PEC (proposta de emenda à Constituição) 45, do deputado Baleia Rossi (MDB-SP), foi encerrada, há um mês, a reforma tributária está com tramitação suspensa no Congresso.
 

Os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se reuniram com Guedes para definir o faseamento e a divisão das etapas em cada Casa.
 

A CBS, fusão de PIS e Cofins, e a mudança no Imposto de Renda e no IPI começariam pela Câmara. Mudanças constitucionais, aproveitando parte da PEC relatada pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), tramitariam a partir do Senado, assim como a renegociação de dívidas proposta no passaporte tributário.
 

Até o momento, no entanto, não foi apontado um relator para o projeto da CBS, apesar do otimismo do presidente da Câmara com a aprovação da reforma ainda neste ano.
 

Para Aguinaldo Ribeiro, ainda não é possível saber qual será a reforma tributária avaliada. "Na Câmara não tem reforma tributária. Ampliar a faixa de isenção de Imposto de Renda não é reforma tributária, isso já foi feito várias vezes", disse.
 

"Pelo que me consta, o que sobrou à Câmara foi a CBS, que representa aumento de imposto, porque você vai ter aumento de alíquota. Não se pode chamar isso de reforma tributária", afirmou.
 

O deputado, líder da Maioria no Congresso, defende uma reforma ampla. "O resto é engodo. O que está proposto na CBS é aumento de imposto. E a CPMF é aumento de imposto, porque é imposto regressivo."
 

Líder do PSDB na Câmara, o deputado Rodrigo de Castro (MG), também é cético em relação à tramitação da reforma.
 

"Não há clima para aprovar uma reforma que signifique apenas aumento de arrecadação, como seria o caso da CBS", disse.
 

"Hoje, a pessoa menos indicada para encaminhar a reforma tributária é o Paulo Guedes, que não tem credibilidade no Congresso."
 

O sentimento é o mesmo na oposição. "Não vejo ambiente político para avançar", disse o líder do PSB na Câmara, Danilo Cabral (PE). "A solução CPMF é um paliativo equivocado porque ratifica a injustiça fiscal e o caráter regressivo do modelo atual, ao igualar a cobrança a toda a população."
 

Já o líder do DEM na Câmara, Efraim Filho (PB), considera que há condições de se trabalhar um texto e formar maioria sólida para aprovar a tributária na Câmara.
 

"O timing das eleições não atrapalha, porque há uma cobrança da sociedade, e seria bom para o Congresso votar, seja no segundo semestre, seja no início do ano que vem."
 

O imposto sobre transações é mais complicado, avalia.
 

"A CPMF é um tema bem mais difícil de passar na Casa, pela memória ruim que a CPMF deixou, inclusive tendo sido derrotada em plenário com outro nome."
 

O líder do Novo na Câmara, Vinicius Poit (SP), também disse acreditar que é possível avançar se o Senado e a Câmara trabalharem em paralelo.
 

"A reforma não pode ser um remendo, senão continuaremos distantes de resolver o nosso problema, que é o pior sistema tributário do mundo", disse. "Qualquer discussão sobre incluir um imposto sobre transações, aos moldes da antiga CPMF, vai contra o que precisamos fazer agora no âmbito tributário."
 

*
 

SEM CPMF, SEM MEDIDAS POPULARES
 


 

IMPOSTO DE RENDA
 

- Qual era o plano: Em 2018, Bolsonaro prometeu ampliar a faixa de isenção dos atuais R$ 1.903,98 para R$ 5.000 mensais. Governo também planejava reduzir as alíquotas do IR
 

- Como deve ficar: Alíquotas não devem ser reduzidas. Faixa de isenção será ampliada para valor inferior a R$ 3.000, possivelmente R$ 2.500
 


 

DESONERAÇÃO DA FOLHA
 

- Qual era o plano: Redução de encargos que incidem sobre a folha de salários era o principal objetivo de Guedes ao defender o imposto sobre transações
 

- Como deve ficar: Desoneração ampla da folha salarial não deve ser implementada no momento
 


 

IMPOSTO SOBRE CONSUMO
 

- Qual era o plano: Proposta original unifica PIS e Cofins e cria a CBS, com alíquota única de 12%
 

- Como deve ficar: Sem a desoneração, governo terá que compensar setores como o de serviços, que têm alto custo com pessoal. Para essas áreas, a alíquota será menor
 


 

REFORMA DO IPI
 

- Qual era o plano: Ideia era fazer corte expressivo do IPI e implementar um imposto seletivo sobre produtos com externalidades negativas, como cigarro, bebidas e automóveis
 

- Como deve ficar: Redução do IPI deve ser menor, mas governo ainda pretende instituir o imposto seletivo

Bahia Notícias

PGR defende retorno de Daniel Silveira à prisão após violações na tornozeleira

 

PGR defende retorno de Daniel Silveira à prisão após violações na tornozeleira
Foto: Câmara dos Deputados

A Procuradora Geral da República, defendeu na sexta-feira (4), a volta do deputado federal Daniel Silveira (PSL-JR) à prisão após cerca de 30 violações cometidas pelo congressista, que faz uso da tornozeleira eletrônica.

 

O parlamentar bolsonarista está em regime domiciliar desde o dia 14 de março, após ter sido preso em fevereiro por ameaça ministos do STF e fazer vídeos com apologia à ditadura militar.

 

O ministro Alexandre de Moraes cobrou esclarecimentos da defesa de Silveira, e da Central de Monitoração Eletrônica, após encontrar divergências nas informações enviadas à Corte sobre o aparelho que está sob o uso do parlametnar.

 

Entre as violações cometidas por Daniel Silveira estão rompimento da cinta da tornozeleira, saída da área delimitada e falta constante de bateria do equipamento.

 

"Todos os fatos já coletados nos autos demonstram que que o sistema de tornozeleira eletrônica não tem se mostrado hábil a inibir o requerido a permanecer na atitude de confronto com o sistema de Justiça enquanto são conduzidos os feitos tendentes a sua responsabilização. Ao que se apresenta nos autos, a medida cautelar de monitoramento eletrônico não tem sido suficiente à contenção eficaz dos impulsos do requerido que desafiam a lei penal e o sistema de justiça", diz o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, no parecer.

Bahia Notícias

Comandantes de tropas do Exército temem efeito de absolvição de Pazuello


por Vinicius Sassine | Folhapress

Comandantes de tropas do Exército temem efeito de absolvição de Pazuello
Foto: Wagner Meier/Getty Images

Generais à frente de tropas numerosas no Exército se viram obrigados a dar início a estratégias de contenção de danos diante da decisão do comandante da Força de não punir o general da ativa Eduardo Pazuello por participar de ato político ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
 

Os comandantes irão começar a dar a orientação para que subordinados não participem de atos como as 'motociatas' organizadas pelo presidente. A decisão de livrar Pazuello foi divulgada na última quinta-feira (3) pelo Exército e causou forte reação entre militares, congressistas, integrantes do Judiciário e organizações da sociedade civil.
 

A impunidade de Pazuello, após a participação do ato no dia 23 de maio, um domingo, no Rio de Janeiro, amplia a escalada de contaminação política no Exército.
 

Comandantes de tropas ouvidos pela reportagem, sob a condição do anonimato, reconhecem o efeito negativo da decisão do comandante, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e admitem o risco de que movimentações políticas se espraiem mais entre comandados.
 

Por isso, generais vão dar início a orientações internas no sentido de que militares da ativa não estejam presentes em atos políticos em geral, nem mesmo nos empreendidos em apoio ao presidente e, em especial, os passeios de motocicleta em capitais, que Bolsonaro quer tornar fixos e periódicos.
 

Foi um desses passeios que Pazuello, agora abrigado em um cargo dentro do Palácio do Planalto, subiu ao palanque onde estava Bolsonaro. O ex-ministro da Saúde fez um breve discurso e exaltou o presidente.
 

Desde terça-feira (1º), ele é secretário de Estudos Estratégicos da Secretaria de Assuntos Estratégicos, vinculada à Presidência da República.
 

O comandante do Exército abriu um processo interno para investigar a conduta do general da ativa. Depois de ouvi-lo presencialmente e da apresentação de uma defesa por escrito, Oliveira concluiu que Pazuello não cometeu uma transgressão disciplinar e arquivou o procedimento.
 

Bolsonaro fez pressão direta ao comandante para que Pazuello não fosse punido. A articulação envolveu o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto.
 

Já no começo da semana, Oliveira havia concordado com o apelo do presidente e manifestado essa posição a colegas de farda no Alto-Comando, que reúne 15 generais quatro estrelas, a mais alta patente no Exército.
 

Integrantes do Alto-Comando, por outro lado, defendiam que Pazuello fosse punido. Para esses generais, estava evidente a transgressão disciplinar por parte do general da ativa. Pazuello é um general de três estrelas.
 

Tanto o regulamento disciplinar do Exército, vigente por decreto desde 2002, quanto o Estatuto dos Militares, uma lei em vigor desde 1980, proíbem manifestações políticas por parte de militares da ativa.
 

Nos encontros virtuais com generais do Alto-Comando, o comandante explicou que se fiaria na ideia de que Pazuello foi chamado ao palanque pelo presidente. Assim, a responsabilidade seria de Bolsonaro, não do general.
 

Sacramentada a decisão de não punir o ex-ministro da Saúde, generais ficaram preocupados com a maneira como o arquivamento do processo poderá influenciar o comportamento das tropas.
 

Por isso, esses generais planejam explicar aos comandados que o caso de Pazuello é excepcional, com envolvimento direto do presidente da República. Assim, segue vedada participação em atos políticos sem autorização de um superior, conforme essas explicações.
 

Haverá uma orientação específica, conforme generais ouvidos pela reportagem, para que não ocorra adesão aos passeios de moto de Bolsonaro em outras capitais.
 

O presidente já fez esses passeios em Brasília e no Rio de Janeiro. Em transmissão em live semanal, ele disse que deverá participar de um novo evento do tipo no próximo dia 12, um sábado, em São Paulo.
 

O entendimento é que, diante do caso de Pazuello, não é possível ceder mais, sob risco de não se conter o espraiamento político nas tropas.
 

Apesar da percepção dos riscos decorrentes da decisão do comandante do Exército e da divergência de opiniões em relação à decisão, generais dizem que, a partir do momento em que ela foi tomada, passa a ser acatada e assimilada pelos militares que estão em posição de comando.
 

Esses militares ressaltam o que chamam de unidade de comando, necessário em um momento tido por eles como sensível, extremo e conflitante.
 

A decisão de Oliveira por não punir Pazuello pode ter evitado o esgarçamento e a radicalização da relação do comandante com o presidente, segundo esses generais.
 

Outros comandantes de tropas afirmam não acreditar em repercussão do ato nos subordinados nem em crise interna a partir do arquivamento do processo de Pazuello.
 

Para esses militares, a decisão do comandante do Exército foi tomada após ouvir seus pares do Alto-Comando e levou em conta diferentes aspectos envolvidos na escolha que deveria fazer.
 

Em nota publicada no site da Força na quinta, o Exército afirmou que "o comandante analisou e acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general".
 

"Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do general Pazuello. Em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado", diz o texto.
 

Ao arquivar o procedimento, Oliveira ignorou ter existido a transgressão número 57, prevista no regulamento disciplinar do Exército: "Manifestar-se, publicamente, o militar da ativa, sem que esteja autorizado, a respeito de assuntos de natureza político-partidária".
 

O comandante ignorou ainda o propósito do regulamento previsto no próprio decreto que o instituiu: preservar a disciplina militar. Segundo o regramento, existe disciplina quando há "acatamento integral das leis, regulamentos, normas e disposições".
 

Após o ato do dia 23 de maio, com Pazuello, o vice-presidente Hamilton Mourão declarou que uma eventual punição do colega teria por objetivo "evitar que a anarquia se instaure dentro das Forças Armadas".
 

"Assim como tem gente que é simpática ao governo, tem gente que não é", disse o vice-presidente na ocasião.
 

À reportagem, após a decisão do comandante do Exército, Mourão afirmou que por "questão de disciplina intelectual" não iria comentar.
 

O ato político que gerou o processo disciplinar contra o ex-ministro ocorreu no fim da manhã de domingo (23).
 

Pazuello subiu sorridente ao carro de som onde estava Bolsonaro. Pouco antes houve um passeio de moto com apoiadores, do Parque Olímpico ao aterro do Flamengo. O percurso teve 40 quilômetros. Ao fim, houve discurso aos apoiadores.
 

O "gordo", como Bolsonaro se referiu a Pazuello, retirou a máscara assim que atingiu o topo do palanque. E fez um discurso curto aos apoiadores.
 

"Fala, galera", introduziu o general da ativa. "Eu não ia perder esse passeio de moto de jeito nenhum. Tamo junto, hein. Tamo junto. Parabéns pra galera que está aí, prestigiando o PR [presidente]. PR é gente de bem. PR é gente de bem. Abraço, galera."
 

Um processo formal foi instaurado para apurar a transgressão. A punição poderia ser uma advertência, repreensão, prisão ou exclusão dos quadros.
 

Bolsonaro disse dias depois que o ato com motociclistas no Rio de Janeiro não teve viés político pelo fato de ele não estar filiado a nenhuma legenda.
 

Após a divulgação da decisão do Exército, o presidente, sem citar Pazuello, falou genericamente sobre punições aplicadas pelas Forças Armadas. Disse que não há interferência em medidas desse tipo e lembrou de uma desavença que teve com um soldado, na época em que era tenente, na qual desistiu de representar por uma punição. "Isso é comum acontecer."

Bahia Notícias

Cadê o dinheiro do COVID-19 que chegou para combater o coronavírus em Jeremoabo?

 Nesse cair de tarde recebi uma mensagem no ZAP onde uma fonte fidedigna em Jeremoabo passou a informação que o MPF deu um prazo de 20(vinte) dias para o prefeito prestar contas, enviar os comprovantes de como foi gasto os recursos do COVID-19  na FIAT/TORO e outros.

Mesmo merecendo crédito a informação, combinei com a fonte que só publicarei quando receber a comprovação por escrito.

Quando estiver de posse do ofício, colocarei no BLOG.

Não me digam que a FIAT/TORO também furou fila!!!

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