sábado, abril 10, 2021

Objetos não contribuem para propagação da Covid-19, aponta estudo da Ufob


Objetos não contribuem para propagação da Covid-19, aponta estudo da Ufob
Foto: Marcelo Seabra / Ag. Pará

Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) aponta que a contaminação pela Covid-19 se de pessoa para pessoa. Portanto, objetos não contribuem para a propagação da Covid-19, segundo o estudo divulgado na última sexta-feira (9) pelo portal Achei Sudoeste.

 

De acordo com a publicação, a pesquisa teve início no dia 1º de junho do ano passado, período em que a pandemia apresentou crescimento na curva epidemiológica.

 

Os pesquisadores utilizaram o método o RT-qPCR, no intuito de compreender o papel do meio ambiente na disseminação da doença. Para chegar aos resultados foi investigada a presença do SARS-CoV-2 nas frentes de máscaras, telefones celulares, dinheiro de papel, moedas, máquinas de cartão, esgoto, ar e nas roupas de cama de pacientes testados positivos no Hospital Eurico Dutra, em Barreiras, na Bacia do Rio Grande – a unidade hospitalar é referência no atendimento ao novo coronavírus. 

 

O pesquisador e coordenador do Laboratório de Agentes Infecciosos e Vetores (Laive) da Ufob, Jaime Amorim, ressaltou que os dados são inéditos. “Com esse estudo concluímos que a transmissão é de pessoa pra pessoa, que os objetos e meio ambiente não têm papel importante na transmissão”, pontuou.

Bahia Notícias

Ao agredir a CPI e seus ministros, Bolsonaro cava o buraco de seu impeachment

Publicado em 10 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Duke (domtotal.com)

Vicente Limongi Netto

Na quadra trágica e desesperadora da pandemia, com mais de 330 mil mortos, instalar a CPI da covid-19 é “ponto fora da curva”. Tem razão o presidente do Senado e do Congresso, senador Rodrigo Pacheco. Decisão jurídica é para ser cumprida. Virtual ou presencial. Não importa. O vírus não vê cara nem coração.

Bolsonaro acordou do tombo. Sabe que a CPI não é para adquirir vacinas. Nem vai estancar as crescentes mortes pela covid. Vai funcionar namorando com a perspectiva do impeachment. Bolsonaro é crescidinho.

SANGUE NOS OLHOS – O bicho vai pegar. Prepare o couro. A oposição quer palanque visando as eleições de 2022. Com sangue nos olhos e cotoveladas para ver quem merecerá mais migalhas da mídia.  Bolsonaro que trate de juntar seus vassalos porque a batalha será árdua. Fortes trovões e relâmpagos rondarão o Palácio do Planalto.

Bobagem Bolsonaro jogar pedras no ministro do STF, Luís Roberto Barroso, que determinou a criação da CPI. Bolsonaro que junte os trapos das sandices e trapalhadas com as quais humilhou o Brasil e os brasileiros.

Debochou da ciência, da covid e insultou adversários. Bote um esparadrapo na boca e comece a agir, com firme e determinação, por vacinas que imunizem a maioria dos brasileiros. Mea culpa também serve para quem tem coração e alma e pensa no bem estar da coletividade.

DUPLA SEM NOÇÃO – Dois desastrados e patéticos ex-ministros com pretensões eleitorais em 2022. Dupla sem noção. Ernesto Araújo, para deputado federal, por Brasília, e Eduardo Pazuello, para governador, pelo Amazonas.

Os amazonenses não esquecem a famigerada gestão de Pazuello no Ministério da Saúde. Levando agonia, dor e desespero a milhares de famílias. 

A bancada do Distrito Federal, que já é ruim, vai piorar, elegendo o nefasto Araújo. O vergonhoso diplomata será outro vassalo de Bolsonaro e Pazuello,  por sua vez, também sonha com o apoio de Bolsonaro. Vai chegar um dia que Bolsonaro não elegerá nem vigia noturno de edifício. Nas eleições para prefeito de Manaus, o candidato do “mito”, então superintendente da  Suframa, chegou em último lugar. Apoio do contra é isso.

MAIS UM MEDÍOCRE? -Tomara que  Bolsonaro não erre novamente, indicando  para a Suprema Corte outro medíocre como Kassio Marques Nunes.

O bom senso espera que, desta vez, o presidente escolha nome qualificado,  à altura da competência do decano  Marco Aurélio Mello, que se aposenta em julho. #xôcapachos

A CONTRATAÇÃO DIRETA E SEUS TERMOS ADITIVOS – HÁ LIMITES?

 

Bolsonaro ataca Barroso, do Supremo, e amplia crise contra o seu próprio governo

Publicado em 10 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Bolsonaro evidenciará os trabalhos da CPI que desejava evitar

Pedro do Coutto

O presidente Jair Bolsonaro dirigiu ontem um forte ataque contra o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), porque este concedeu medida liminar determinando ao Senado que a abertura de  CPI da Pandemia para investigar a atuação do governo e apurar eventuais omissões noenfrentamento à Covid-19.

O pedido de criação da CPI foi protocolado em 15 de janeiro pelos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO). O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, dizia aguardar momento que fosse mais oportuno para atender a iniciativa dos senadores, porém no último mês chegou a declarar que a instalação de uma CPI no momento “seria algo contraproducente”.  

CRISE – Por fim, a  bancada da oposição conseguiu reunir trinta e uma assinaturas para que a CPI comece a funcionar, o que tanto incomodou o presidente da República,. A atitude de Bolsonaro agrava a crise que se desenvolve contra o seu próprio governo na medida em que ao criticar o ministro, o presidente da República leva o STF a se solidarizar com Luís Roberto Barroso, garantindo assim  o despacho e fortalecendo ainda mais a iniciativa contra o Executivo.

Bolsonaro cometeu um erro duplo: vai ocasionar uma decisão em bloco do STF e colocará em maior destaque os trabalhos da CPI que ele desejava evitar. Por que evitar a CPI se ele tem a certeza de sua atuação contra a Covid-19 ? Querendo obstruir uma medida oposicionista acabou por ampliar a repercussão dos fatos.
 
“MEU EXÉRCITO” – A crise do governo ganha maior dimensão do que aquela que já apresentava, sobretudo porque Bolsonaro voltou a se referir ao “meu Exército”, frase que deu margem a reações contrárias por parte dos militares. O general Fernando Azevedo foi exonerado por Bolsonaro e em solidariedade ao ex-ministro, os comandantes do Exército, da Marinha e Aeronáutica também renunciaram.

O general Edson Pujol fez afirmações contrárias a qualquer manifestação política fora do texto constitucional e isso causou mal estar no Planalto. O general Braga Netto assumiu o ministério da Defesa e os representantes da Forças militares também se pronunciaram a favor da legalidade, o que era esperado.

Bolsonaro ficou mais isolado no Planalto e a crise deve ganhar ritmo mais intenso do que já vinha pontuando o panorama político brasileiro. A impressão que se tem é que dias ainda mais difíceis ocorram já a partir deste fim de semana para o presidente da República.Nada política deixa de ter consequências , portanto as afirmações de Bolsonaro acarretarão outros desdobramentos.

IMPASSE DO ORÇAMENTO – Reportagem de Julia Chaib, Gustavo Uribe  e Bernardo Caram, Folha de São Paulo, revela que problema do Orçamento para 2021 também está causando desgaste e inquietação, uma vez que os deputados do Centrão e setores militares buscam desmembrar o Ministério da Economina.

Os que são a favor da desacumulação de funções argumentam que ninguém pode ser ministro da Fazenda, do Planejamento, do Trabalho e da Previdência Social, além de coordenar a privatização e empresas estatais, a exemplo da Petrobras e do Banco do Brasil. Assim, parte dos deputados que apoiam o governo desejam poder influir no preenchimento dos cargos que surgiriam em consequência do desdobramento.

JANTAR COM EMPRESÁRIOS – De outro lado, o presidente Jair Bolsonaro foi a um jantar na residência do empresário Washington Cinel, da companhia de segurança Gocil, em São Paulo, onde disparou ataques ao governador João Doria, tanto em função do programa de vacinas, e também em virtude do seu comportamento político. Bolsonaro chamou o governador de São Paulo de “vagabundo”, acrescentando um palavrão.

Não foi um lance inteligente, pois vai ampliar a reação de João Doria e acarretará choques ainda mais profundos entre o Planalto e o Palácio dos Bandeirantes. As afirmações feitas por Bolsonaro causaram perplexidade pelo conteúdo e pelo caráter ofensivo. Estiveram presentes na comitiva Paulo Guedes (Economia), Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Marcelo Queiroga (Saúde), e Fábio Faria (Comunicação), além do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do general Augusto Heleno (chefe do Gabinete de Segurança Institucional)

ESTRATÉGIA DE LULA – Matéria de Paulo Capelli, O Globo, destaca que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dirigiu uma comunicação aos dirigentes do PT no sentido de que o partido, salvo casos excepcionais, abra mão de candidaturas dos governos nos estados em 2022, o que tem por objetivo de facilitar a sua caminhada às urnas na sucessão presidencial. Liberando acordos com partidos contrários, Lula acena com a possibilidade de aceitarem alianças com o PT em nível nacional.

O lance é plausível e revela que Lula está aprofundando as articulações para a sua candidatura. O objetivo é criar uma rede de apoio em nível nacional para combater Jair Bolsonaro na sucessão presidencial no próximo ano.

Roberto Jefferson processado por ofensas homofóbicas ao governador Eduardo Leite

Publicado em 10 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

Roberto Jefferson

Roberto Jefferson é uma erva daninha na política nacional

Daniel Scola
Rádio Gaúcha/ZH

O presidente do PTB nacional, ex-deputado federal Roberto Jefferson, foi denunciado pelo Ministério Público gaúcho por ofensas proferidas contra o governador Eduardo Leite em entrevista à Rádio Bandeirantes de Porto Alegre. Os promotores decidiram mover duas ações: uma na esfera criminal, por injúria e preconceito, e outra na cível, por dano moral à comunidade LGBT+. 

Esta última iniciativa é um movimento inédito do MP, pois os promotores entenderam que as ofensas do ex-deputado — condenado no Mensalão — têm alcance coletivo. Em 20 de março, o próprio governador foi ao órgão representar contra Jefferson por injúria e homofobia. 

OFENSAS E BAIXARIAS – A entrevista ocorreu no dia 12 de março, oportunidade em que o presidente do PTB criticou o modelo de distanciamento controlado e proferiu ofensas com conteúdo homofóbico contra Leite.

Na mesma semana, Jefferson enviou áudios pelo WhatsApp para integrantes do PTB gaúcho ofendendo o vice governador, Ranolfo Vieira Jr, membro do partido.

Nas manifestações, Jefferson ainda atacou Leite por, supostamente, usar de forma indevida recursos enviados pelo governo federal ao Estado. O governo nega qualquer irregularidade e, ao Ministério Público, explicou a destinação dos recursos.

DIZ O GOVERNADOR – Eduardo Leite, ao fazer a representação, justificou: “Vim ao MP para oferecer uma representação contra Roberto Jefferson por injúria, por homofobia, por agressão, que não é exclusivamente a mim, pessoalmente, mas a toda a sociedade, ao povo gaúcho e ao povo brasileiro. Manifestações que geram confronto, que geram discórdia, que são indignas e que não podem ser toleradas”.

A ação civil pública pede indenização de R$ 500 mil a ser destinada ao Fundo de Recuperação de Bens Lesados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A reportagem foi enviada por Antonio Fallavena, sempre atento aos fatos. Mostra que Roberto Jefferson continua a ser uma erva daninha na política. Além de semear a corrupção em grande escala, é um cultivador de preconceitos e recalques. Que se faça justiça, é o que esperamos. (C.N.)

Nova lei de licitações é vista com bons olhos por especialista

por Vitor Castro

Nova lei de licitações é vista com bons olhos por especialista
Foto: Reprodução / José Fernando Ogura - Agência de Notícias do Paraná

Após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionar a nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos nesta semana, texto que determina os procedimentos para aquisição de serviços, produtos e obras no setor público, um especialista consultado pelo BN avalia como positivas as mudanças. A lei, aprovada com 26 vetos, estabelece uma nova modalidade de contratação e  também aumenta punições para crimes relacionados a licitações e contratos. Já em vigor, o novo regramento poderá se beneficiar de aspectos do texto anterior por um prazo de até dois anos, até que os gestores se adaptem. 

 

Para o especialista em Auditoria Governamental e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Vitor Marciel, a nova lei de licitações, além de incorporar as normas vigentes, inaugura dispositivos enriquecedores ao sistema de contratações públicas no país.

 

Lembrando que ainda podem ocorrer modificações no texto, caso o Congresso Nacional derrube qualquer um dos 26 vetos presidenciais, ele ressaltou que os licitantes poderão continuar utilizando os diplomas legais já existentes até abril de 2023. “Mas vale lembrar que, optando por realizar as contratações mediante as leis 8.666/1993, 10.520/2002 e 12.462/2011, todo o procedimento deve seguir o regramento escolhido, desde a solicitação, passando pela execução do certame até a contratação. Nem pensar em fazer 'colcha de retalho', escolhendo o que lhe for mais conveniente. Se optou pela norma antiga para aquela licitação específica, vai seguir assim até o fim, inclusive durante a execução do contrato”, explicou. 

 

Quanto às modalidades licitatórias, o novo texto trouxe mudanças como a exclusão do Convite, da Tomada de Preços e o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC). A nova norma estabelece apenas o Concurso, o Leilão, o Pregão e a Concorrência, e inclui uma nova modalidade, o Diálogo Competitivo. “Esta deve ser utilizada para objetos muito complexos e penso que, muitos municípios, pouco ou nunca a utilizará”, disse, ponderando que, apesar da norma trazer novos conceitos e procedimentos, também abarca muito dos regramentos já conhecidos. “Assim, antes que o pânico se estabeleça, principalmente nos Municípios, imaginando que não terão condições de aplicar a nova lei, vamos racionalizar e entender que todos teremos dois anos para nos familiarizarmos com a Lei 1.344/2021, podendo, ainda, continuar executando as licitações através das Leis já conhecidas durante esse período”, ponderou.

 

Ressaltando que a sociedade como um todo, assim como os gestores, passarão por um processo de amadurecimento na compreensão e aplicabilidade da nova lei, Vitor Marciel encarou como positiva a mudança. “Vejo em muitos aspectos a materialização fiel da proposta do legislador. Cabe reforçar que a nova lei foi criada como objetivo de oportunizar mais transparência aos processos licitatórios, combater descontroles e desgovernos nas contratações, modalidades mais ágeis, controles compartilhados com a sociedade, estimulo a práticas sustentáveis e muito mais”, disse.

 

O professor lembrou que a licitação tem que ser vista como caminho legítimo à proteção do interesse coletivo e residir na premissa de que seus operadores seguirão a “liturgia” processual que reza o conteúdo da norma e disse ainda que, para municípios, sobretudo os de pequeno porte, as mudanças no texto devem aumentar o processo de competitividade e transparência principalmente nas operações feitas através do Portal Nacional de Contratação Pública (PNCP). “O princípio da virtualização dos atos da licitação prestigia os atos digitais, o que justifica maior competitividade, aumento da disputa e maior assertividade nos critérios para julgamento da proposta. São muitas questões, todas elas numa perspectiva otimista, sem colocar em pauta os critérios que merecem cuidado e ainda estão em discussão”, salientou.

 

O texto também implementou a arbitragem para solução de controvérsias e o uso preferencial do Building Information Modelling (BIM) na licitação de obras. Conforme esclareceu a Câmara dos Deputados, o BIM é um processo que integra, em meio virtual, todas as fases de uma obra, da concepção à manutenção do edifício.

Bahia Notícias

TCU endurece investigação sobre Orçamento e foca em pedaladas fiscais de Bolsonaro

Publicado em 10 de abril de 2021 por Tribuna da Internet

aroldo cedraz ministro tcu

Aroldo Cedraz vai relatar o Orçamento, que foi “maquiado”

Rosana Hessel
Correio Braziliense

 Os auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) resolveram endurecer a investigação sobre a denúncia de irregularidades no Orçamento de 2021 feita por um grupo parlamentares, como maquiagem contábil e pedaladas fiscais. O processo, que estava nas mãos do ministro Bruno Dantas, vai mudar de mãos e passará para o ministro Aroldo Cedraz, responsável pela análise das contas do governo neste ano.

Segundo fontes do órgão, se a investigação ficasse com Dantas, ela seria “mais suave”, porque recairia apenas sobre o Ministério da Economia, ou seja, o ministro Paulo Guedes e seus auxiliares. Agora, o investigado das irregularidades será o presidente da República, isto é, Jair Bolsonaro.

EMENDAS E CORTES – A equipe econômica e parlamentares não entraram em acordo sobre o montante de R$ 26,5 bilhões em emendas parlamentares criadas pelo relator do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), o senador Marcio Bittar (MDB-AC), enquanto cortava despesas obrigatórias, como aposentadorias, um dos principais problemas apontados pelos analistas no Orçamento deste ano, que não deixam de ser consideradas como “pedaladas” em sua essência.

Contudo, mesmo com um recuo para corte de R$ 10 bilhões dessas emendas que foi sinalizado por Bittar e a expectativa de um acordo para um corte adicional de R$ 15 bilhões, ainda não será suficiente para evitar o estouro do teto de gastos — emenda constitucional que limita o aumento de despesas pela inflação do ano anterior.

Pelos cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado, há um buraco de R$ 31,9 bilhões para que o teto de gastos não desabe sobre a cabeça do governo.

CONTAS NÃO BATEM – O limite de despesas sujeitas ao teto neste ano é de R$ 1,486 trilhão, e, pelas estimativas da IFI, para respeitar esse limite, as despesas discricionárias — e que podem ser cortadas — não podem ultrapassar R$ 107,2 bilhões. Contudo, no Orçamento aprovado pelo Congresso em 25 de março, essa rubrica está em R$ 139,1 bilhões.

Enquanto isso, parlamentares e equipe econômica ainda não chegaram a um acordo para resolver esse problema, pois, se a peça orçamentária que foi aprovada pelo Congresso for sancionada sem vetos de Bolsonaro, ele estará assinando seus próprios crimes de responsabilidade fiscal.

Ao criar as emendas parlamentares para ampliar os investimentos, Bittar teve o sinal verde do presidente e saiu cortando gastos obrigatórios, porque Bolsonaro quer mesmo é pavimentar o caminho para uma reeleição inaugurando obras pelo país.

INVESTIMENTOS TURBINADOS – Não à toa, a manobra contábil de Bittar deu uma bela uma turbinada nos investimentos em mais de 100%. Conforme levantamento feito pela Associação Contas Abertas, após as após as mudanças feitas pelo Legislativo, os investimentos do governo, excluindo estatais, foi ampliado em 102,7%, passando de R$ 25,9 bilhões para R$ 52,5 bilhões — aumento de 102,7%, após os acréscimos e cancelamentos.

Como resultado das alterações do relator, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), por exemplo, ficou com o maior volume de investimentos: R$ 16,1 bilhões. Antes, a previsão era de R$ 2,3 bilhões, o que representa um salto de 600% nessa rubrica da pasta comandada pelo ex-secretário especial da Previdência Social e do Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho — desafeto do ministro da Economia.

OBRAS NO NORDESTE – Marinho teve a previsão orçamentária ampliada em 158%, passando de R$ 9,1 bilhões para R$ 23,5 bilhões. E esses R$ 14,4 bilhões a mais são as emendas parlamentares com foco em obras em municípios, principalmente, no Nordeste, reduto eleitoral do ex-presidente Lula, que voltou ao cenário após recuperar os direitos políticos.

Outras duas pastas também ficaram entre os destaques de maiores investimentos, deixando Saúde e Educação em segundo plano. O Ministério da Defesa, com o segundo maior orçamento de investimentos, poderá investir R$ 8,9 bilhões. O Ministério da Infraestrutura, com R$ 8 bilhões, ficou com o terceiro maior volume.

Enquanto isso, as previsões de investimentos do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde, passaram de R$ 2,1 bilhões e R$ 1,9 bilhões, respectivamente, para R$ 4,1 bilhões e R$ 4 bilhões. Os recursos das duas pastas da Educação e da Saúde somadas, de R$ 8,1 bilhões, são a metade da nova previsão do Ministério do Desenvolvimento Regional, apesar de empatarem com a Infraestrutura e perderem para a Defesa.

No Brasil, mergulhamos na Era da Incerteza e não há nenhum luz no final do túnel


Coronavirus | Brasilien Trauer um Covid-19-Opfer

Recordista mundial em covid, o Brasil jamais foi tão inseguro

Carlos Newton

Como acontece habitualmente, há dias em que somos tomados de enorme desânimo. É um sentimento depressivo normal, porque os hábitos modernos de consumismo transformaram a vida numa desesperada busca de felicidade material. Mas isso é inatingível, sobretudo em época de pandemia. Assim, no Brasil em que hoje vivemos, a felicidade somente é encontrada por imbecis que não se importem nem se preocupem com a desgraça alheia.

Antigamente, a vida era mais simples. Como diz nosso amigo Celso Serra, grande advogado e economista, ninguém se julgava importante, aqui no Rio de Janeiro os ministros do Supremo e parlamentares pegavam o bonde para ir ao trabalho, como qualquer outro cidadão.

ERA DA INCERTEZA – O genial economista e pensador canadense/americano John Kenneth Galbraith classificou a época atual de “A Era da Incerteza”, título de seu primeiro livro, em 1977. Quando veio ao Brasil, era um homem tão simples que aceitou dar entrevista à modesta TVE de Gilson Amado e nem pediu condução.

Depois de entrevistado pelo jornalista e historiador Cláudio Bojunga, neto de Roquette-Pinto, levamos Galbraith até a saída e foi engraçado ver aquele magrela de quase dois metros de altura, todo desengonçado, tentando entrar num táxi fusca.

Até hoje vivemos na Era da Incerteza. A evolução tecnológica é extraordinária, mas não se consegue solucionar a miséria e o abandono em que vivem bilhões de pessoas. 

DESIGUALDADE SOCIAL – Economistas do mundo inteiro, como Armínio Fraga e André Lara Resende, já chegaram à conclusão de que o maior problema é a crescente desigualdade social, movida pelo egoísmo e pela ganância.

O resultado disso tudo é a infelicidade reinante. Com a pandemia, no mundo inteiro, viver é um sofrimento. Existem apenas meia dúzia de países europeus onde se pode encontrar uma melhor qualidade de vida, por haver distribuição de renda e um atendimento médico-social de nível satisfatório.

No resto do mundo, especialmente nos países subdesenvolvidos, reina a incerteza, instalada pela insegurança no trabalho, na assistência à saúde e na própria vida, em meio à criminalidade que domina os poderes constituídos e as ruas. E não há vislumbre de solução. Quando a pandemia passar aqui no Brasil, encontrará terra arrasada.

Eis a nossa realidade. A geração que governa este país, à qual pertenço, fracassou pateticamente e não há luz no final do túnel.

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P.S. – O governo Bolsonaro já acabou, mas esqueceram de comunicar a ele. Daqui para frente, com a CPI da Pandemia e as pedaladas e maquiagens fiscais no Orçamento, o impeachment passa a entrar na ordem do dia civil e militar. Será uma chatice igual à queda de Dilma Rousseff, aquela que foi, sem jamais ter sido. (C.N.)

 

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