sábado, janeiro 09, 2021

Correr para o colo de Bolsonaro foi um tremendo erro de cálculo político de Eduardo Paes


Prefeito eleito no Rio, Eduardo Paes, liga para Jair Bolsonaro

Eduardo Paes pensa que vai conseguir recursos federais

Ascânio Seleme
O Globo

Reza o manual das boas maneiras políticas que se devem dar pelo menos cem dias antes de criticar mais duramente um governante recém-eleito. Até mesmo o bispo Marcelo Crivella mereceu essa deferência quando iniciou seu ruinoso mandato como prefeito do Rio há quatro anos. Eduardo Paes recebeu a mesma benevolência ao assumir pela primeira vez a prefeitura. Talvez merecesse igual cuidado agora, apesar de ser um gato já bem escaldado. Mas não. Desta vez não dá para esperar o fim da “lua de mel”.

Primeiro. Como pode um prefeito que vem do campo democrático correr, antes mesmo de tomar posse, para o colo do presidente Jair Bolsonaro?

UM GRANDE RISCO – Claro que Paes sabia muito bem que estava tratando com um homem perigoso, instável, que gera permanente risco para as instituições. Um presidente que apenas continua na cadeira porque os líderes que temos no Congresso são os que já vimos e sobre os quais já falamos. O presidente a que Paes se alinhou cometeu mais de uma dúzia de crimes de responsabilidade.

O prefeito vai dizer, e já disse antes, que precisa governar e fazer entendimentos em favor do Rio, do povo do Rio. Claro, mas para isto existem os canais tradicionais. Entendimentos se fazem pelos diversos mecanismos de interlocução entre os municípios e a União. Pelos secretários com ministros, por entidades municipais e federais, com os instrumentos que permeiam as diversas camadas de poder, formando pontes entre as instâncias. O prefeito não precisava pedir a bênção do presidente. Não precisava, não devia e de nada adiantará o gesto prematuro.

EXEMPLO DE CRIVELLA  – Se puxar o saco do presidente adiantasse, o abilolado bispo Crivella teria feito uma boa gestão, com dois anos cheio de dinheiro e projetos. E, se não fosse reeleito diante da “bonança”, pelo menos não deixaria um rombo de R$ 10 bilhões.

Correr para o colo de Bolsonaro não foi apenas um tiro n’água. Foi um tremendo erro de cálculo político de Paes. Na terça passada, Bolsonaro disse que “o Brasil está quebrado” e que não pode fazer mais nada. A frase poderia ser lida assim: “Não adianta ninguém vir aqui me bajular, porque não tem dinheiro”.

Ainda durante a campanha, o então candidato afirmou, numa reunião virtual com dirigentes da Associação Comercial do Rio, que aqueles que o consideravam um bom gestor veriam que ele é “melhor ainda na articulação política”.

APRESSADINHO – Segundo reportagem do “Valor Econômico” do dia 5 de novembro do ano passado, ele destacou que o encontro se devia a sua “astúcia política”. Pois o astuto Eduardo Paes não esperou a posse para colar sua imagem na do homem que pisa sobre as instituições democráticas, despreza a vida humana e debocha da tortura.

Ao sair do encontro de uma hora com Bolsonaro, no dia 15 de dezembro, Paes disse que a “conversa foi muito agradável” e afirmou que seria um parceiro do presidente no Rio.

Aproveitou e bancou seu porta-voz, anunciando uma MP que liberaria (?) R$ 20 bilhões para a compra de vacinas. E disse que o Rio queria ser a “vanguarda” da vacinação. Bobagem. Depois da posse, avisou que não fará nada e seguirá o plano de Bolsonaro. Quer dizer, o Rio não será vanguarda de coisa nenhuma, ao contrário.

SAÚDE MENTAL – É grave, mas tem mais. Na segunda-feira, num movimento típico do negacionismo bolsonarista, a prefeitura anunciou que vai fechar para carros as pistas da orla nos fins de semana. Para explicar a medida que nenhum infectologista entendeu, garantiu que ela foi “respaldada” pela Secretaria municipal de Saúde. Sim, e daí?

Em seguida, inventou que a proibição de lazer na orla levou as pessoas a se aglomerarem nos calçadões. E fez gracinha, ao dizer que tem ainda de levar em conta “questões ligadas à saúde mental” das pessoas.

Embora seja tão letal quanto o coronavírus, o bolsonarismo é eliminado sem vacina. Basta um pouco de bom senso e um passo atrás. Mas tem que ser rápido, se não a doença entranha e gruda. Paes ainda pode ser descontaminado.

Santos Cruz diz que militares não embarcariam em tentativa de golpe de Bolsonaro

Publicado em 9 de janeiro de 2021 por Tribuna da Internet

General diz que declaração de Bolsonaro é uma irresponsabilidade

Mariana Carneiro
Folha

Apesar dos acenos de Bolsonaro às forças policiais e militares, o general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro, não vê risco de apoio a golpe em 2022 no Brasil.

“São profissionais, não dão suporte a aventureiros”. Mas alerta: disseminadores de fake news e de discurso de ódio têm que ser punidos pela lei desde já para que cenas como as da invasão do Capitólio nos EUA não se repitam no Brasil.

FANATISMO – “Você tem que fazer um trabalho preventivo. O fanatismo é irracional. Para prevenir, para que isso não aconteça, a Justiça tem que atuar sempre. Discurso de ódio, fake news, assassinato de reputações e instituições. Polícia Federal, Forças Armadas e Abin têm que ser valorizadas, não podem ser colocadas sob suspeita”, diz Santos Cruz. Sobre a fala de Bolsonaro de que no Brasil será pior do que nos EUA, ele diz se tratar de “irresponsabilidade”.

Ele defende que exista um comprovante de papel após votação na urna eletrônica, como também defendem bolsonaristas. Mas para Santos Cruz, o benefício seria justamente livrar o país das narrativas que colocam em questão a lisura do processo eleitoral e que daqueles que se servem delas para abalar instituições democráticas.

“Você acaba com o discurso dos demagogos que ficam falando em fraude sem ter prova alguma”. “O presidente tem que atuar dentro da lei para criar o voto impresso, e não ficar com ideia subliminar para fazer bagunça”.

Bolsonaro demonstra não ter condições emocionais e políticas para governar o Brasil


Revolta da Vacina

Charge do Duke (dukechargista com.br)

Pedro do Coutto

Como se sabe, o presidente Bolsonaro afirmou na quinta-feira que houve fraude nas urnas americanas e por isso ocorreu a manifestação violenta que marcou o ataque ao Capitólio. Bolsonaro afirmou levianamente que na verdade associava-se à posição inteiramente absurda do presidente Donald Trump.

Jair Bolsonaro, penso, não tem condições emocionais e políticas de governar o Brasil. Suas declarações foram contestadas pelo presidente do TSE, ministro Barroso, pelo ministro Edson Fachin e pelo presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, e muitos outros mais.

PREVISÃO SINISTRA – Nos meios políticos de Brasília o presidente Bolsonaro usou o episódio para acentuar que uma revolta do mesmo tipo poderá ocorrer em 2022, o que causou perplexidade, porque, concorrendo a essas eleições, Bolsonaro deixa no ar uma ameaça pouco velada.

Tanto assim que causou inquietação nos partidos políticos que estão formando um bloco de oposição que parte para o enfrentamento da ameaça, através da candidatura de Baleia Rossi para presidir essa casa do Congresso.

Bolsonaro acrescentou que o Brasil terá problema pior do que aquele que se desenrolou na tarde de quarta-feira. Bolsonaro não parou por aí. Voltou a defender a implantação dos votos no papel, deixando para trás as urnas eletrônicas. Seria um retrocesso.

Não há motivos – Não sei por que ele insiste no tema, uma vez que foi eleito com 57% dos votos apurados pelo sistema que ele agora deseja substituir. Como se constata, o presidente não diz coisa com coisa, dando a impressão que está na órbita da fantasia. Fantasia perigosa, por sinal.

Agora, ele terá pela frente a eleição da Câmara Federal. Com a matéria publicada nesta sexta-feira pela Folha de São Paulo, Arthur Lira perde espaço, tal o número de procedimentos criminais.

O jornal reproduziu as ações que na Justiça correm contra ele, a começar pelas acusações de sua ex-mulher, que sustenta ter sido vítima de agressão por parte dele.

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CRESCIMENTO ESPANTOSO DOS DEPÓSITOS NA POUPANÇA

Reportagem de Larissa Garcia na edição da Folha de São Paulo de sexta-feira sustenta que a captação das cadernetas de poupança em 2020 receberam depósitos de 3,1 trilhões de reais, superando os saques que atingiram 2,9 trilhões de reais. Tais dados são simplesmente fantásticos. Basta dizer que o orçamento federal de 2020 foi de 3,6 trilhões de reais.

Creio que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, deve transmitir a Larissa Garcia as informações verídicas, pois a escala de trilhões choca-se com a realidade. As cadernetas de poupança fecharam o exercício com um saldo de 820 bilhões de reais. A matéria necessita esclarecimento.

Já o economista Marcelo Nery, da FGV, acha que com o fim do auxílio emergencial o nível de pobreza vai aumentar em 2021 o nível de pobreza. Ou seja, cresce a poupança e aumenta a pobreza.

Já recuperado da Covid-19, Mourão recebe alta e logo retomará as atividades


Mourão permaneceu em isolamento na residência oficial

Ricardo Della Coletta
Folha

O vice-presidente Hamilton Mourão, 67, recebeu alta médica nesta sexta-feira, dia 8, e deve retomar suas atividades na próxima semana, informou o gabinete da vice-presidência.

Mourão foi diagnosticado com o novo coronavírus em 27 de dezembro e estava em isolamento no Palácio do Jaburu. Ele fez o exame após ter febre e sentir dores no corpo e na cabeça. “O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, diagnosticado com Covid-19, recebeu alta médica nesta data, retornando às atividades normais na próxima segunda-feira, 11”, diz a nota do gabinete.

EXERCÍCIOS – Na terça-feira, dia 5, a vice-presidência divulgou comunicado em que afirmou que Mourão estava seguindo um programa de exercícios respiratórios, orientado por um fisioterapeuta. Em comunicados anteriores, a vice-presidência havia informado que Mourão estava tomando remédios para dor e febre, além de hidroxicloroquina, azitromicina e Annita (um antiparasitário).

O uso da hidroxicloroquina e da azitromicina para tratamento da Covid-19 é defendido por Bolsonaro, mas as substâncias não têm eficácia científica comprovada contra o coronavírus. Já o antiparasitário Annita é propagandeado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, mas estudos indicaram que ele não reduz sintomas da doença.

GRUPO DE RISCO – Pessoas com mais de 60 anos são consideradas grupo de risco pela OMS (Organização Mundial da Saúde).Também nesta sexta, Mourão se solidarizou com familiares de pessoas que morreram pela Covid-19.

O Brasil atingiu na quinta, dia 7,a marca de 200 mil óbitos pela doença. “Meus sentimentos e solidariedade a todas as famílias enlutadas pela morte dos seus entes queridos pela Covid-19. São perdas irreparáveis que não encontram consolo na recuperação dos mais de 7 milhões de brasileiros”, escreveu Mourão, no Twitter.

O prefeito de Jeremoabo no entender do povo, ao invés de prestigiar quem tanto o ajudou, simplesmente encaminha para o ostracismo

 



Todos nós sabemos que o trabalho dignifica o homem, porém, deve-se observar a capacitação das pessoas, dos servidores.

O atual prefeito de Jeremoabo quando implantou a república de Paulo Afonso em Jeremoabo, quis justificar o injustificável alegando a falta de competências dos jovens jeremoabenses, a falta de know how na administração pública, a realidade é que essa sua teoria não funcionou e sua administração foi um fiasco, principalmente na parte concernente a Licitação que foi uma negação, até hoje é falha.

Vem o segundo mandado onde já iniciou o cabide empregos, onde tenta camuflar o desrespeito a Constituição Federal suprimindo o concurso público com cargos Comissionados a granel.

O que chamou atenção da população jeremoabense, foi não prestigiar dois ex-prefeitos, aliás, que muito ajudaram nas duas vitórias do atual gestor, tanto na anterior como na atual, mesmo sendo uma " Vitória de Pirro".

O gabinete do prefeito não dispõe de espaço físico para comportar a quantidade de agraciados já nomeados sem concurso público,  dentre eles estão os dois ASSESSORES REGIONAIS que por lei estão obrigados a bater ponto e cumprir a carga horária.

No meu entender e de muita gente de Jeremoabo, por uma questão de justiça e até de consideração e respeito aos serviços prestados ao munícipio, tanto Pedrinho quanto Lula de Dalvinho, mereciam assumir uma secretaria, principalmente Lula que demonstrou competência quando assumiu a Secretaria de Agricultura, além do mais foi um ponto chave do prefeito Deri na sua primeira vitória.

São atos semelhantes a esse, que Tista ou Anabel jamais fariam, colocar lideres políticos para o ostracismo, em cargos irrelevantes sem nenhum comando ou mesmo status.

Nota da redação deste Blog - Pelo visto parece que o Vice-prefeito Fábio não conseguiu emplacar ninguém no primeiro escalão, nem mesmo dá uma mãozinha para Pedrinho e Lula.

Até agora só conheci em Jeremoabo um vice-prefeito de prestigio e que soube se impor, o finado João Ferreira quando foi vice de Spencer, indicou e conseguiu nomeação para Pedrinho, Gordo e Lalai.

Quando Pedrinho estava vice-prefeito ao lado de Tista de Deda indicou João Ferreira em infraestrutura, Garbogine no Meio Ambiente e Pedro Son , e, se não me engano Teté na Controladoria.

Acontece que para Fábio vice de Deri,  iniciar o alicerce para construir sua liderança se pretende voos mais alto, já deveria haver exigido cargos no alto escalão.

" Quem sabe faz a hora... não espera acontecer"


sexta-feira, janeiro 08, 2021

A maldição dos ex-prefeitos de Jeremoabo

 

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Não foi só Pedrinho que foi rebaixado para a terceira divisão, Lula esteve prefeito, secretário de agricultura, vice-prefeito e agora por incrível que pareça regrediu para o cargo de ASSESSOR REGIONAL,
É a maldição dos capuchinho, quando falou que Jeremoabo só cresceria como rabo de cavalo para baixo.

Para variar mais um caso de nepotismo implantado na administração municipal de Jeremoabo, dessa vez  ANTONIO JOSÉ DOS SANTOS, o irmão do prefeito na Secretaria, SECRETÁRIO MUNICIPAL DE INFRAESTRUTURA E DESENVOLVIMENTO URBANO.

Já o Tistinha - JOÃO BATISTA SANTOS ANDRADE, - retornou para a  Secretário Municipal de Obras e Serviços Urbanos, com isso irá dá uma colher de chá ao prefeito, , sem
ônus para o Município de Jeremoabo.
O Tistinha é uma potência, irá trabalhar de graça, por amor a Jeremoabo.

Como hoje é sexta feira, tecerei maiores comentários amanhã



Piada do Ano! Trump pergunta se é possível conceder perdão presidencial a si mesmo…


Iotti: insano | GZH

Charge do Iotti (Gaúcha/ZH)

Pamela Brown e Jeremy Diamond
CNN/USA

O presidente Donald Trump tem perguntado a assessores e juristas, incluindo o advogado da Casa Branca, Pat Cipollone, sobre o poder que tem para conceder um perdão presidencial a si mesmo, disseram várias fontes à CNN americana. Algumas dessas conversas aconteceram nas últimas semanas.

Não está claro se foram realizadas novas consultas após os incidentes violentos no Capitólio na quarta-feira, fomentados por questionamentos de Trump à eleição, ou depois da divulgação de áudios em que pede ao secretário de Estado da Geórgia para “encontrar votos”. Promotores abriram 15 inquéritos sobre o motim nos EUA e investigam o papel de Trump.

DEU NO NYT – Segundo as fontes da CNN americana, Trump realmente perguntou a assessores e advogados sobre as consequências jurídicas e políticas de conceder perdão a ele próprio.

A história foi relatada antes no New York Times, que noticiou na quinta-feira que Trump sugeriu em conversas desde o dia da eleição que deseja se perdoar, citando duas pessoas familiarizadas com as discussões.

Segundo as fontes, o presidente pediu opiniões de especialistas para saber se tem autoridade para emitir um perdão pessoal e foi informado sobre potenciais consequências políticas. Não está claro se Trump quer levar a ideia adiante.

RESPOSTAS AMBÍGUAS – Outra fonte disse que essa possibilidade não está em andamento no escritório do advogado da Casa Branca atualmente, mas isso não significa que não acontecerá ou que o Departamento de Justiça do Escritório de Consultores Jurídicos não esteja analisando o assunto.

A CNN já havia relatado que Trump vinha perguntando a assessores desde 2017 sobre seu poder de perdão a si mesmo e estava “obcecado” com a ideia. Recentemente, aliados de Trump, como Sean Hannity na Fox News, sugeriram publicamente que ele deveria fazer isso. Trump também tuitou que acredita ter o poder para tomar a medida.

“Como foi declarado por vários estudiosos do direito, eu mesmo tenho o direito absoluto de perdão, mas por que eu faria isso se não fiz nada de errado?”, disse o presidente em 2018.

É CONSTITUCIONAL? – Ainda assim, o perdão presidencial não foi testado e os especialistas estão divididos quanto à sua constitucionalidade. Um memorando legal do Departamento de Justiça diz que o presidente não pode perdoar a si mesmo, mas pode deixar o cargo e pedir ao vice-presidente para assumir e perdoá-lo. No entanto, esse memorando não é vinculativo.

O analista jurídico da CNN americana, Elie Honig, observou no ano passado que um perdão pessoal provavelmente desencadearia uma série de contestações judiciais visando desfazer a manobra.

“Um promotor primeiro teria que indiciar Trump, não obstante o autoperdão. Em seguida, a questão seria litigada nos tribunais, provavelmente até a Suprema Corte. Dado o peso da autoridade constitucional e histórica (incluindo a opinião do Departamento de Justiça), um perdão pessoal provavelmente não seria mantido; mas não há quase nenhuma desvantagem para Trump em pelo menos dar uma chance e ver se dá certo”, escreveu Honig em julho. “Um escudo insuficiente é melhor do que nenhum escudo”, disse ele.

PERDOANDO GERAL – Trump usou amplamente seus poderes de clemência contra condenados da Justiça que são leais, bem relacionados ou adjacentes à sua família. Ele também ignorou em grande parte o processo governamental estabelecido para revisar e recomendar pedidos de clemência, em vez de confiar na palavra de amigos, doadores e apresentadores da Fox News.

No mês passado, o presidente anunciou uma onda de perdões, incluindo o aliado de longa data Roger Stone, o ex-presidente da campanha Paul Manafort e Charles Kushner, pai do conselheiro sênior da Casa Branca Jared Kushner.

Enquanto todos os presidentes emitem indultos polêmicos ao final de seus mandatos, Trump se moveu em um ritmo mais rápido do que seus antecessores, demonstrando pouca inibição para recompensar seus amigos e aliados usando um dos poderes mais irrestritos de seu cargo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Trump é um caso patológico, que indica necessidade de recuperação. Somente um insano pode querer perdoar a si mesmo. O resto é folclore(C.N.)

Após falar em “reconciliação”, Trump anuncia que não comparecerá à posse de Joe Biden


Trump ainda finge que não admitir que perdeu a eleição

Deu no O Globo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na manhã desta sexta-feira, dia 8, que não comparecerá à posse do presidente eleito Joe Biden, no dia 20, sendo o primeiro líder americano a fazê-lo em 152 anos. A declaração veio 15 horas após Trump se comprometer com uma transição pacífica, prometendo “reconciliação” após seus defensores invadirem o Capitólio para tentar impedir a certificação da vitória de Biden.

“Para todos aqueles que têm perguntado, eu não vou à posse no dia 20 de janeiro”, disse sucintamente o presidente, sem citar o nome de seu sucessor. O anúncio coincide com uma série de demissões — entre elas, as de duas secretárias do Gabinete presidencial —, que buscam se distanciar da toxicicidade do Salão Oval. Os democratas, em paralelo, tentam impedir que Trump complete os 12 dias de mandato que lhe restam, e se preparam para dar entrada em um novo processo de impeachment.

SIMBOLISMO – A presença de Trump na cerimônia de posse não é necessária para que a transferência de poder ocorra, mas é um símbolo de saúde das normas democráticas. Biden, no passado, chegou a afirmar que não fazia questão da presença de seu antecessor na cerimônia, mas que considerava sua participação importante para os EUA.

Trump será o quarto presidente da História dos EUA a se recusar a participar da cerimônia simbólica de passagem do poder: os outros três foram John Adams, John Quincy Adams e, por último, Andrew Johnson, em 1869. O único ex-presidente republicano vivo, George W. Bush, anunciou nesta semana que irá à posse do presidente eleito.

Segundo fontes na Casa Branca, há discussões sobre o presidente deixar de vez a Casa Branca no dia 19 de janeiro, um dia antes da posse. A especulação é que ele vá para Mar-a-Lago, seu resort na Flórida, onde decidiu que irá morar após o fim do mandato. Pessoas próximas ao vice-presidente, Mike Pence, sinalizaram que ele pretende comparecer à posse, mas que ainda não recebeu um convite formal.

RECUO  – O tuíte de Trump é um recuo do vídeo gravado na noite de quinta, destoando de seu tom habitual, disse que o momento dos EUA é de “reconciliação” e “cura”, condenou a invasão ao Capitólio e prometeu uma transição de poder pacífica, reconhecendo pela primeira vez que um novo governo tomará posse no dia 20. Como é seu modus operandi, a trégua não durou sequer um dia.

Trump se vê cada vez mais isolado, após a alta cúpula republicana romper com o presidente diante do caos na capital, tal qual seu próprio vice. Na Casa Branca, o número de demissões só cresce: para além de Betsy DeVos e Elaine Chao, as secretárias de Educação e de Transportes, uma série de funcionários de escalões inferiores também abandonam. Entre eles, Mick Mulvaney, o ex-chefe de Gabinente que atuava como enviado especial à Irlanda do Norte.

DENÚNCIA – O presidente corre ainda o risco de ser denunciado formalmente caso as investigações concluírem que ele foi responsável por incitar a invasão do Capitólio, que deixou cinco mortos. Segundo o promotor interno da capital, Michael Sherwin, “todos os atores” estão sendo investigados, inclusive o chefe de Estado.

Segundo a imprensa americana, integrantes do Gabinete chegaram a discutir recorrer à 25a emenda para afastar Trump do poder por incapacidade — segundo a CNBC, o chefe da Diplomacia, Mike Pompeo, e o do Tesouro, Steve Mnuchin, estariam neste grupo. Isto, no entanto, demandaria do endosso de Pence, que indicou não ter interesse em fazê-lo.

IMPEACHMENT –  As lideranças democratas no Congresso, por sua vez, já disseram que se Pence não ativar a 25a emenda, irão dar entrada em um processo de impeachment contra o presidente. A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, fará uma videoconferência com outros deputados democratas nesta tarde para definir os próxios passos, mas tudo indica que a abertura dos procedimentos é iminente.

Para que o impeachment seja aprovado na Câmara, é necessário dois terços dos votos, algo que a maioria democrata não deverá ter problemas de conseguir. Há, no entanto uma série de dúvidas sobre se haveria tempo hábil para realizar os procedimentos. Outra incógnita é o que acontecerá quando o processo chegar ao Senado, controlado por republicanos até que o resultado do segundo turno na Geórgia seja certificado.

POSICIONAMENTO – O líder da Casa, o republicano Mitch McConnell, foi um dos que condenou veementemente o ocorrido na quarta-feira, mas ainda não está claro qual será sua postura caso um processo de impeachment chegue novamente ao Senado.

No fim de 2019, a Câmara aprovou o impeachment de Trump por obstrução de Congresso e abuso de poder, mas o Senado o rejeitou. Na ocasião, o presidente era acusado de abuso de poder e obstrução do Congresso por pressionar autoridades ucranianas a realizar investigações que lhe trariam benefícios políticos.

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