quinta-feira, janeiro 07, 2021

Após dizer que o país estava “quebrado”, Bolsonaro critica a imprensa e debocha: “Brasil está uma maravilha”

Publicado em 6 de janeiro de 2021 por Tribuna da Internet

Charge do Duke (domtotal.com)

Daniel Gullino
O Globo

Um dia após dizer que o Brasil está “quebrado” e que não pode fazer “nada”, o presidente Jair Bolsonaro ironizou a situação nesta quarta-feira, dia 6, e disse que o país está uma “maravilha”. Bolsonaro também criticou a cobertura da imprensa sobre a sua declaração.

“Confusão ontem, viu? Que eu falei que o Brasil estava quebrado? Não, o Brasil está bem, está uma maravilha”, disse o presidente, rindo, a apoiadores, na saída do Palácio da Alvorada.A declaração anterior, feita na terça-feira, dia 5, também foi feita a apoiadores no Alvorada.

CULPADOS – O presidente colocou a culpa da situação em que vive o país na pandemia de Covid-19 e na imprensa, que, segundo ele, teria “potencializado” o coronavírus. Ele citou especificamente a alteração na tabela do Imposto de Renda como uma das promessas que não consegue cumprir.

“O Brasil está quebrado. Eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de Renda…Teve esse vírus, potencializado pela mídia que nós temos. Essa mídia sem caráter”, disse na terça-feira.

Durante a campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro prometeu isentar o IR de quem ganha até R$ 5 mil. Hoje, o limite de isenção é de R$ 1.903,98. No fim de 2019, propôs uma elevação para R$ 3 mil, mas o plano também não foi adiante.

REFORMAS – Mas essa não foi a única promessa não cumprida. Eleito com um programa econômico liberal e reformista, Bolsonaro não conseguiu aprovar reformas estruturais para além das mudanças nas regras de aposentadoria, em 2019.

Tem tido dificuldades para fazer privatizações e controlar as contas públicas. Também pretendia substituir o Bolsa Família por um benefício de valor maior e mais abrangente, batizado de Renda Brasil e depois de Renda Cidadã. Sem espaço fiscal, a ideia não avançou.

Planalto tenta ‘sujar’ o melhor ministro, atribuindo a ele um erro que o governo cometeu


Tarcísio prepara pacote para unir potencial de empresas a investidores | Poder360

Freitas nomeou a pedido do Planalto, sem saber quem era

Anne Warth
Estadão

O Palácio do Planalto responsabilizou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, pela indicação de um funcionário do gabinete do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) à diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Segundo a Secretaria-Geral da Presidência, órgão responsável por analisar atos jurídicos do governo, foi o próprio ministro quem encaminhou o nome, que não cumpre os requisitos previstos em lei para exercer o cargo, como revelou o Estadão/Broadcast. A pasta informou ainda que a indicação poderá ser retirada.

NOME DE ALCOLUMBRE – Pacheco, candidato escolhido por Davi Alcolumbre (DEM-AP) e pelo presidente Jair Bolsonaro para presidir o Senado em 2021, é o padrinho político da indicação de Arnaldo Silva Junior para a diretoria do órgão regulador – formalmente, no entanto, o envio do nome foi feito pelo Ministério da Infraestrutura. Silva Junior foi deputado estadual até 2019 e é presidente do DEM em Uberlândia (MG).

“Quando do encaminhamento à Presidência da República da indicação do Senhor Arnaldo Silva Júnior, para exercer o cargo de diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o senhor ministro de Estado da Infraestrutura, atestou, na Exposição de Motivos nº 56, de 9 de dezembro de 2020, que o indicado preenche os requisitos/critérios pertinentes”, afirmou a Secretaria-Geral, em nota.

A Lei das Agências Reguladoras, no entanto, é clara ao proibir a indicação de “dirigentes partidários” e “pessoa que tenha atuado, nos últimos 36 meses, como participante de estrutura decisória de partido político ou em trabalho vinculado a organização, estruturação e realização de campanha eleitoral”.

POSSÍVEIS VEDAÇÕES – Apesar do veto da lei, a Secretaria-Geral informou não ter competência para fazer a reanálise de “possíveis vedações” após o Ministério de Infraestrutura ter avalizado o nome de Silva Junior.

“De todo modo, uma vez confirmada qualquer violação à Lei Geral das Agências, a Presidência da República publicará a retirada da indicação”, disse a pasta após ser questionada pela reportagem.

A resposta da pasta desmente o que deveria ocorrer com qualquer indicado para cargos no Executivo antes que o nome seja publicado no Diário Oficial da União (DOU). É comum que candidatos a agências reguladoras e estatais passem semanas à espera da confirmação oficial. Nesse período, técnicos levantam todo tipo de informação que possa barrar a posse na Justiça e na Receita Federal, por exemplo, até que a Secretaria-Geral finalmente dê seu aval.

ESCOLHA APROVADA – Mesmo violando dois dispositivos da lei, o nome de Silva Junior foi aprovado no dia 14 de dezembro pela Comissão de Infraestrutura do Senado, que realizou a sabatina do candidato. O nome, no entanto, ainda precisa passar pelo plenário da Casa.

A pasta comandada pelo ministro Jorge Oliveira até a semana passada tentou afastar a indicação do presidente Jair Bolsonaro. Segundo nota da Secretaria-Geral, “a submissão do nome à sabatina não vincula a sua nomeação pelo presidente da República, podendo ser reavaliado em qualquer hipótese no âmbito do Poder Executivo federal”.

OLIVEIRA É QUEM MANDA – Amigo da família Bolsonaro, Oliveira deixou o cargo no dia 31 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU). Em seu lugar ficou, de forma interina, Pedro Cesar Sousa, ex-chefe de gabinete de Bolsonaro.

Procurado, o Ministério da Infraestrutura afirmou nesta terça-feira, 5, que o “processo se encontra hoje no Senado Federal, que tem a prerrogativa de avaliar e deliberar sobre a indicação”.

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NOTA DA REAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, aconteceu o seguinte. O Planalto pediu que o ministro nomeasse o político, sem informar que ele estava proibido de assumir. O ministro, que tem mais o que fazer, atendeu ao Planalto, pensando que tivesse havido esse controle, obrigatório em toda nomeação. Agora, depois do escândalo, o Planalto tenta culpar o excelente ministro, como se ele fosse responsável pela indicação de uma pessoa da qual até então ele nunca ouvira falar. É bizarro, grotesco e mentiroso esse comportamento do governo em relação a um ministro que merece o respeito da nação. (C.N.)

Em nome do interesse do país, é fundamental que Bolsonaro se entenda com Joe Biden

Publicado em 7 de janeiro de 2021 por Tribuna da Internet

ContextoExato - Bolsonaro vs Biden: A boiada vai ter de parar

Joe Biden é o contrário de Trump e conhece bem o Brasil

Deu em O Globo

A chegada de Joe Biden à Casa Branca, no dia 20, será um desafio e tanto para Jair Bolsonaro. Ele tem a chance de acertar, se ajustar sua política externa ao multilateralismo que Biden decerto restabelecerá no Departamento de Estado. Ou de errar mais uma vez, caso insista na visão estreita e isolacionista do nacional-populismo preconizado por seu inspirador, o derrotado Donald Trump.

A devoção de Bolsonaro a Trump — que nenhuma vantagem trouxe ao Brasil —trará doravante problemas ainda mais sérios, pois aumentará nosso isolamento no mundo.

ATENTOS AO BRASIL – Biden conhece bem o país, sabe exatamente quem é Bolsonaro e o que ele representa. Seu partido, o Democrata, tem parlamentares atentos a temas que desgostam o presidente brasileiro, como direitos humanos e meio ambiente.

No primeiro debate da campanha contra Trump, Biden citou o péssimo exemplo brasileiro na Amazônia e ameaçou o país com sanções caso a devastação continue. Também acenou com uma ajuda bilionária para o país fazer o certo no meio ambiente. Bolsonaro soltou uma de suas bravatas nacionalistas, ameaçando os Estados Unidos com “pólvora”, caso a saliva da diplomacia não fosse suficiente para convencer os americanos a não se meter.

Foi uma declaração digna da comédia “O rato que ruge”, em que o governante de um país irrelevante declara guerra aos Estados Unidos para tentar tirá-lo da bancarrota.

ARMAS E ÁRVORES – Só uma mentalidade ignorante dos caminhos da diplomacia, mais afeita aos delírios de militantes e milicianos, imaginaria usar armas para preservar árvores. Quando nem sequer o Exército brasileiro consegue defender a floresta de madeireiros e garimpeiros ilegais, fica evidente que o país precisa de cooperação internacional para criar na Amazônia atividades econômicas sustentáveis.

A gafe é ainda mais lamentável porque, queira ou não, Bolsonaro terá de se entender com os Estados Unidos. Trata-se do segundo maior parceiro comercial do Brasil, cuja influência como potência hegemônica no planeta deverá voltar a crescer na gestão Biden.

Por isso mesmo, Bolsonaro precisará de novos ministros no Itamaraty e no Meio Ambiente. Ernesto Araújo e Ricardo Salles se tornaram símbolos vivos do extremismo na política externa e na questão ambiental. O primeiro, notável pelo delírio ideológico que tem estraçalhado a tradição profissional da diplomacia brasileira. O segundo, responsável pelos piores índices recentes de destruição na Amazônia, resultantes da “boiada” do desmonte dos sistemas de vigilância ambiental.

CONHECE A HISTÓRIA – Não só o meio ambiente separa Bolsonaro de Biden. Ainda vice de Barack Obama, quando veio ao Brasil em 2014, Biden trouxe na bagagem 43 relatórios produzidos pela inteligência americana entre 1967 e 77, sobre torturas, censura e assassinatos da ditadura militar, contribuição para o trabalho da Comissão Nacional da Verdade.

Manter diálogo com alguém bem mais poderoso, que repudia o regime que Bolsonaro não cansa de reverenciar, será um grande teste de maturidade política. Rugidos de nada adiantarão.

Twitter bloqueia conta de Trump e ameaça bani-lo caso “manipule processos cívicos”

Publicado em 7 de janeiro de 2021 por Tribuna da Internet

Twitter proíbe compartilhamento de post de Donald Trump - Olhar Digital

Através das redes sociais, Trump incentivou os invasores

Deu em O Globo

Algumas das principais plataformas de mídia digital tomaram medidas inéditas para restringir a circulação de vídeos e mensagens publicados por Donald Trump com teor favorável aos invasores do Congresso dos Estados Unidos nesta quarta-feira, apagando conteúdo produzido pelo presidente. À noite, o Twitter, rede social preferida de Trump, o baniu por 12 horas, até ele excluir por conta própria conteúdo considerado de incitação à violência.

Ao longo de todo o dia, Trump emitiu mensagens simpáticas aos manifestantes. Mesmo quando gravou um vídeo os pedindo para irem para casa, disse que “os amava” e eles eram “muito especiais”.

AMOR E PAZ – À noite, Trump disse em um tuíte: “Estas são as coisas e eventos que acontecem quando uma vitória eleitoral esmagadora e sagrada é e cruelmente, sem cerimônia alguma, retirada de grandes patriotas que foram mal e injustamente tratados por tanto tempo. Vá para casa com amor e em paz. Lembre-se deste dia para sempre!“.

Inicialmente, o Twitter restringiu as interações com as mensagens rotuladas como incitadoras da violência, impedindo que fossem retransmitidas ou tivessem respostas.

Mais tarde, a rede social simplesmente apagou a mensagem de Trump, somando ao todo três exclusões. Pouco depois, a rede social o proibiu de postar por 12 horas.

TEM DE DELETAR – Em uma série de mensagens, o Twitter disse que Trump, ao contrário do público, ainda pode ter acesso às mensagens. Para voltar a poder postar em sua conta, no entanto, ele precisa deletá-las, ou então permanecerá banido. Caso Trump volte a postar conteúdo considerado de incitação à violência, o Twitter disse que o banirá definitivamente.

“Como resultado da situação violenta sem precedentes e contínua em Washington, exigimos a remoção de três tuítes que foram postados hoje por violações repetidas e graves de nossa política de integridade cívica. Você não pode usar os serviços do Twitter com a finalidade de manipular ou interferir em eleições ou outros processos cívicos. Por isso, ficará bloqueado por 12 horas até a remoção desses tuítes. Se os tuítes não forem removidos, a conta permanecerá bloqueada. Futuras violações das regras do Twitter, incluindo nossas políticas de Integridade Cívica ou Ameaças Violentas, resultarão na suspensão permanente do serviço”, disse o Twitter, em uma série de mensagens.

EM TEMPO REAL – A rede social acrescentou que “continuaremos avaliando a situação em tempo real, incluindo o exame da atividade no terreno e as declarações feitas no Twitter. Manteremos o público informado, inclusive se for necessária uma escalação adicional em nossa abordagem de aplicação”.

Uma das mensagens apagadas foi um vídeo, também deletado por Facebook e o YouTube, no qual o presidente tentava deslegitimar o resultado da eleição presidencial depois que seus apoiadores invadiram o Capitólio dos Estados Unidos.

No vídeo, Trump pediu para os manifestantes voltarem para casa, mas insistiu na teoria falsa de que a  eleição foi roubada, e manifestou grande empatia pelos manifestantes, dizendo que são “muito especiais”.

“ELEIÇÃO ROUBADA” – “Eu entendo a sua dor, eu entendo a sua dor. Tivemos uma eleição que foi roubada de nós. Foi uma vitória esmagadora e todos sabem disso, especialmente o outro lado” — disse Trump. “Mas você tem que ir para casa agora. Precisamos ter paz. Temos que ter lei e ordem”.

Trump culpou seus adversários pela violência, e declarou amor àqueles que invadiram o Capitólio:

“Não podemos fazer o jogo dessas pessoas. Precisamos ter paz. Então vá para casa. Nós te amamos; vocês são muito especiais”.

FACE E INSTAGRAM – O Facebook, junto com o Instagram, também bloqueou o presidente de suas plataformas por 24 horas.

“Determinamos duas violações de política contra a página do presidente Trump, que resultará em um bloqueio de recursos de 24 horas, o que significa que ele perderá a capacidade de postar na plataforma durante esse tempo”, informou a empresa de comunicação.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
  – Como se vê, Trump é apenas uma espécie de Bolsonaro que fala inglês. (C.N.)

Bolsonaro cria inimigos e falsas narrativas para tentar justificar a sua absoluta incapacidade de governar


Charge do Aroeira (brasil247.com)

Bruno Boghossian
Folha

Antes de completar seis meses no cargo, Jair Bolsonaro divulgou um texto que dizia que o país era “ingovernável”. No ano seguinte, reclamou do Congresso e afirmou: “Realmente, eu não consigo aprovar o que eu quero lá”. Agora, avisou a seus apoiadores que “o Brasil está quebrado” e que, por isso, não tem condições de “fazer nada”.

Desde o início do mandato, Bolsonaro esculpe a figura de um governante impotente. Além de expor sua incapacidade absoluta, esse esforço cumpre uma função política. Ao criar a ilusão de que não consegue entregar benefícios para sua base por culpa de outras pessoas, o presidente trabalha para que a fidelidade de seus eleitores dependa cada vez menos de vantagens concretas.

NO BURACO – Bolsonaro disse nesta terça-feira, dia 5, que não poderia oferecer um alívio na tabela do Imposto de Renda porque o país estava no buraco. Para distrair os bolsonaristas diante de um compromisso frustrado, ele mudou o foco da conversa e afirmou que a ruína econômica havia sido provocada por “esse vírus, potencializado por essa mídia que nós temos”.

O presidente não quis dizer que foi ele mesmo quem escolheu concorrer à Presidência sobre uma plataforma de aperto nas contas, enquanto prometia bondades para o povo. Seu governo, aliás, esteve mais próximo de apresentar a proposta de criação de uma nova CPMF do que de reduzir o Imposto de Renda.

EMBATES – A declaração mostra que Bolsonaro tem ao menos uma vaga ideia das limitações econômicas que enfrentará até o fim do mandato. Com isso, o presidente deve se sentir tentado a bancar suas aventuras políticas com velhos embates ideológicos.

Para preservar o apoio de seus seguidores, Bolsonaro recorre ao conhecido truque da fabricação de inimigos. O governo tenta mostrar serviço com um punhado de rodovias asfaltadas e meia dúzia de aeroportos leiloados, mas confia que os vínculos com o eleitorado permanecerão firmes nos choques com a imprensa, os políticos tradicionais, o STF e, principalmente, a esquerda.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Por mais que Bolsonaro tente, a sua linha do tempo à frente da Presidência não pode ser apagada. Mesmo para aqueles que insistem em não enxergar, o modus operandi é claro, tosco e sem variantes. Pela sua incapacidade de administrar um país e pela necessidade imperativa de tentar abafar os descalabros cometidos pela sua família, cria e recria cortinas de fumaça, culpa terceiros e diz que não consegue governar. É mais fácil, mas que coloca em risco diariamente toda uma nação. Covardemente opta pelo negacionismo e pelos ataques constantes para justificar a sua inoperância que perdurará até o dia do seu impedimento. Se em três décadas nada fez no Legislativo, não seria agora que as coisas mudariam. Quem esperou por isso, jogou seu voto no lixo. (Marcelo Copelli)

quarta-feira, janeiro 06, 2021

Autoridades e parlamentares brasileiros criticam a invasão do Congresso dos Estados Unidos por apoiadores de Trump


Os invasores queriam impedir a confirmação da vitória de Biden

Deu no G1

Políticos e autoridades brasileiras se manifestaram nesta quarta-feira, dia 6, a favor da democracia e contra a invasão do Congresso dos Estados Unidos por apoiadores do presidente republicano Donald Trump, que não aceitam o resultado da eleição da qual saiu vencedor o democrata Joe Biden.

Os invasores entraram no Capitólio, em Washington, durante a contagem oficial dos votos das eleições presidenciais e queriam impedir a confirmação da vitória de Biden – ele ganhou no Colégio Eleitoral por 306 votos contra 232. Horas depois da invasão à sede do Congresso, Trump pediu aos manifestantes que deixassem o local, mas voltou a dizer que a eleição foi roubada.

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O QUE DISSERAM OS BRASILEIROS:

Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral – “No triste episódio nos EUA, apoiadores do fascismo mostraram sua verdadeira face: antidemocrática e truculenta. Pessoas de bem, independentemente de ideologia, não apóiam a barbárie. Espero que a sociedade e as instituições americanas reajam com vigor a essa ameaça à democracia.”

Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado e do Congresso Nacional – “As imagens vistas de invasão ao Congresso Nacional americano, na tarde dessa quarta-feira (6), em uma tentativa clara de insurreição e de desprezo ao resultado das eleições por parte de um grupo, são inaceitáveis em qualquer democracia e merecem o repúdio e a desaprovação de todos os líderes com espírito público e responsabilidade. O Senado Federal brasileiro acompanha atentamente o desenrolar desses acontecimentos, enviando aos congressistas e ao povo americano nossa solidariedade e nosso apoio. Defendo, como sempre defendi, que a democracia deve ser respeitada e que a vontade da maioria deve prevalecer.”

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados – “A invasão do Congresso norte-americano por extremistas representa um ato de desespero de uma corrente antidemocrática que perdeu as eleições. Fica cada vez mais claro que o único caminho é a democracia, com diálogo e respeitando a Constituição.”

Baleia Rossi, deputado federal (MDB-SP) – “São chocantes as cenas da invasão do Congresso nos Estados Unidos por quem não aceita o resultado da eleição. Democracia não se faz na violência. Se faz no debate de ideias, no respeito às diferenças, à vontade do povo e à Constituição.”

Após ataques de extremistas pró-Trump e invasão do Congresso dos EUA , bolsonaristas silenciam

 

Família Bolsonaro defende a narrativa de que a eleição foi fraudada

Mariana Carneiro
Folha

Normalmente bastante ativos nas redes sociais, parlamentares bolsonaristas ainda não se manifestaram sobre a invasão do Congresso dos Estados Unidos por apoiadores de Donald Trump. A ação dos manifestantes obrigou a Câmara e o Senado a trancarem suas portas e a paralisarem a sessão que deveria confirmar a vitória presidencial de Joe Biden.

Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP), Daniel Silveira (PSL-RJ), Caroline De Toni (PSL-SC) e Filipe Barros (PSL-PR) não trataram do tema em suas redes sociais até o final da tarde desta quarta-feira, dia 6. Alguns deles chegaram a tratar de outros temas, como um “tratoraço” organizado contra João Doria (PSDB-SP) no interior de SP, mas ignoraram os eventos norte-americanos.

FRAUDE – Alguns deles, como Silveira, vinham encampando a narrativa de que a eleição norte-americana havia sido fraudada para dar vitória a Biden. Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) está nos Estados Unidos e visitou a Casa Branca nesta terça-feira, dia 5, a convite de Ivanka Trump. Nesta quarta, não se manifestou. Ele é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) não se manifestaram. Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores, também silenciou. Abraham Weintraub, que mora nos Estados Unidos após ter sido indicado para cargo no Banco Mundial por Bolsonaro, comentou uma nomeação feita por Damares Alves, mas nada sobre a invasão do Congresso.

Assessor para Assuntos Internacionais do governo Bolsonaro, Filipe Martins postou meme em que insinua que o brasileiro é triste por não acontecerem eventos como o desta quarta-feira (6) em Washington, mas nada escreveu.

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