sábado, dezembro 12, 2020

STF permite averbação e proíbe a indisponibilidade de bens pela Fazenda

 


STF permite averbação e proíbe a indisponibilidade de bens pela Fazenda
Foto: Rosinei Coutinho/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional o trecho da Lei 13.606/2018, que autoriza a determinação de indisponibilidade de bens sem decisão judicial ou direito ao contraditório. Com o resultado da apreciação dos ministros, ocorrida nesta quarta-feira (10), a Fazenda Pública permanece com o direito de averbar, mas impossibilitada de declarar indisponibilidade. 

 

Seis ações questionaram a constitucionalidade do artigo 25 da Lei 13.606/2018, que inseriu na Lei do Cadin (Lei 10.522/02) o artigo 20-B. Nele, é previsto que a Fazenda poderá, em caso de não pagamento do crédito inscrito em dívida ativa, "averbar, inclusive por meio eletrônico, a certidão de dívida ativa nos órgãos de registro de bens e direitos sujeitos a arresto ou penhora, tornando-os indisponíveis".   

 

O relator, ministro Marco Aurélio, votou para determinar a inconstitucionalidade dos dispositivos. Para ele, a lei promoveu um desvirtuamento do sistema de cobrança da dívida ativa da União e está "em desarmonia com as balizas constitucionais no sentido de obstar ao máximo o exercício da autotutela pelo Estado".

 

Luís Roberto Barroso inaugurou a linha de entendimento de que a averbação é legítima e prevista em lei, mas a indisponibilidade não pode ser automática e exige reserva de jurisdição. "A intervenção drástica sobre o direito de propriedade exige a atuação do poder Judiciário."
Votaram da mesma forma os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Luiz Fux. Gilmar também validou a averbação e apontou que a indisponibilidade de bens poderá ser eventualmente alcançável, mas precisa contar com a atuação do Judiciário. Ele votou pela inconstitucionalidade somente do trecho "tornando-os indisponíveis" da lei.

 

Abrindo divergência, o ministro Dias Toffoli entendeu que o dispositivo não ofende a cláusula de reserva de jurisdição, ao contraditório e à ampla defesa. Ele votou pela constitucionalidade da indisponibilidade de bens pela Fazenda. Também compuseram essa corrente as ministras Rosa Weber e Cármen Lúcia.

Bahia Notícias

OAB-BA realiza desagravos a advogados ofendidos no exercício da profissão


OAB-BA realiza desagravos a advogados ofendidos no exercício da profissão
Foto: Divulgação

A Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Bahia (OAB-BA) realizou desagravos aos advogados Lúcio Mário Bernardes dos Santos e Guilherme de Moura Leal Valverde, que tiveram as prerrogativas violadas no exercício da profissão. Os desagravos foram conduzidos pelo presidente da seccional, Fabrício Castro, a solenidade foi realizada virtualmente na tarde desta quinta-feira (10) e transmitida ao vivo pelo Youtube. 

 

O advogado Lúcio Mário teve negado o acesso aos autos de sua cliente, após pedido verbal feito à delegada da 17ª Delegacia de Madre de Deus, Marcele Cardoso. "Fiquei bastante constrangido. Ela infringiu totalmente as prerrogativas que nos assistem em uma atitude completamente incompatível com a atuação da advocacia. Fico indignado com a forma com que os advogados são tratados nas delegacias", desabafou Lúcio. 

 

Representando a comarca de Madre de Deus, o presidente da subseção de Camaçari, Paulo Carneiro, descreveu o desagravo como um “reconhecimento da ilegalidade cometida” e disse que o momento é de união. "Estaremos sempre juntos e presentes em situações como esta", ressaltou. Também constrangido no exercício da profissão, o advogado Guilherme de Moura foi ofendido pelo servidor da 11ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, Geraldo Albuquerque da Silva Neto, que o chamou de "curioso", "atrevido", "inexperiente", que "parecia um estagiário". 

 

Além as ofensas verbais, o advogado foi empurrado e algemado por dois policiais militares, que o conduziram até a sala da Polícia Militar. "Situações como esta refletem a fragilidade a que estamos expostos. Por isso temos nos defender diante das faltas cometidas pelas autoridades e pelos servidores públicos. Deixo aqui, inclusive, meu pedido para a OAB-BA continuar fomentando sua luta em defesa das prerrogativas", pontuou Guilherme. 

 

O presidente da OAB-BA classificou como "gravíssimos" os casos e destacou o empenho do Sistema de Prerrogativas da OAB-BA no combate às violações. "Temos uma comissão com plantão e uma Procuradoria que trabalham incansavelmente para combater esse tipo de prática. Esses desagravos, mais que qualquer coisa, servem de exemplo para que atitudes como estas não se repitam. A OAB-BA sempre ficará ao lado do advogado, em busca de sua defesa", destacou Fabrício. 

Bahia Notícias

Prostituta processa estado por perder clientes na pandemia e para reabrir bordéis


Prostituta processa estado por perder clientes na pandemia e para reabrir bordéis
Foto: Divulgação

A “trabalhadora do sexo mais bem paga dos Estados Unidos, Alice Little, processou o estado de Nevada, nos Estados Unidos, para reabrir os bordéis em meio à pandemia de Covid-19. O processo de Little vem depois que o governador do estado, Steve Sisolak, excluiu os bordeis dos estabelecimentos que pudessem voltar a reabrir. 

 

No pedido, a prostituta alega que as trabalhadoras do sexo sofreram dificuldades financeiras devido aos fechamentos em Nevada, que é atualmente o único estado onde a prostituição é legal. “O governador de Nevada injustamente manteve os bordéis legais fechados, permitindo que outras empresas de alto contato, como casas de massagem, spas e salões de beleza, reabrissem”, escreveu Little em uma página ‘vaquinha online’ com o objetivo de arrecadar US$ 50.000 para o processo. 

 

Mas acabar com a proibição das prostitutas não parece ser uma prioridade para Sisolak em meio à pandemia. “Certamente teremos que ver as crianças de volta nas escolas antes de ver as pessoas de volta nos bordéis”, disse ele ao Nevada Independent poucos dias antes do processo de Little. “Vamos abordar isso algum dia, certamente, mas não é no futuro imediato".

Bahia Notícias

Planalto entrega ao STF plano de vacinação contra Covid-19

Segundo o governo, o Brasil já garantiu 300 milhões de doses de vacinas por meio de acordos com Fiocruz/AstraZeneca (100,4 milhões), Covax Facility (42,5 milhões) e Pfizer (70 milhões)

Por ESTADÃO CONTEÚDO
12/12/20 - 17h29


Vacina da PFizer
Vacina da Pfizer, que já está sendo aplicada no Reino Unido, é negociada pelo Brasil
Foto: HANDOUT / MOUNT SINAI HEALTH SYSTEM / AFP

Em meio à disputa entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido)  e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sobre o protagonismo na vacinação contra o novo coronavírus, o governo federal entregou na última sexta-feira (11) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o plano nacional de imunização. O envio do documento ao gabinete do ministro Ricardo Lewandowski foi feito nas vésperas do julgamento marcado para discutir a obrigatoriedade da vacina e a apresentação, por parte do governo federal, de um plano contra a doença.

O plano de 94 páginas foi divulgado, por determinação de Lewandowski, após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), dizer ao "Estadão" que o maior erro político cometido pelo governo até agora foi não se preparar para comprar a vacina contra o novo coronavírus. "Isso pode impactar o projeto de reeleição", afirmou ele, numa referência aos planos do presidente Jair Bolsonaro para 2022.

Segundo o governo, o Brasil já garantiu 300 milhões de doses de vacinas covid-19 por meio dos acordos: Fiocruz/AstraZeneca (100,4 milhões de doses, até julho/2020 e mais 30 milhões de doses/mês no segundo semestre); Covax Facility (42,5 milhões de doses) e Pfizer (70 milhões de doses em negociação).

"A interrupção da circulação da covid-19 no território nacional depende de uma vacina altamente eficaz sendo administrada em parcela expressiva da população (>70%). Em um momento inicial, onde não existe ampla disponibilidade da vacina no mercado mundial, o objetivo principal da vacinação é contribuir para a redução de morbidade e mortalidade pela covid-19, de forma que existe a necessidade de se estabelecer grupos prioritários", afirma o plano.

De acordo o governo, o Ministério da Saúde está fazendo "prospecção de todas as vacinas e sediou encontros com representantes de diversos laboratórios que possuem vacinas em fase III de pesquisa clínica, para aproximação técnica e logística".

O governo Bolsonaro definiu que a população prioritária para vacinação na primeira fase serão: os trabalhadores de saúde; as pessoas com 80 anos ou mais; as pessoas de 75 anos a 79 anos; pessoas de 60 anos ou mais "institucionalizadas" (que vivem em abrigos ou casas de repouso); e indígenas. O número de doses estimada é de 29,9 milhões apenas para essa primeira fase.

Pode haver alterações

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"Vale ressaltar que os grupos previstos são preliminares, passíveis de alteração a depender das indicações da vacina após aprovação da Anvisa, assim como as possíveis contraindicações. Destaca-se ainda que há outros grupos populacionais considerados prioritários, a serem incluídos dentre as fases apresentadas, discutidos no âmbito da câmara técnica, a exemplo das populações ribeirinhas e quilombolas", ressalta o documento.

O plano também destaca que, como as vacinas não puderam ser testadas em todos os grupos de pessoas, pode haver algumas precauções e contraindicações temporárias, até que surjam mais evidências. É o caso de pessoas menores de 18 anos de idade, gestantes e pessoas que já apresentaram reação anafilática confirmada a qualquer componente da vacina ou a uma dose anterior do imunizante.

O governo prevê ainda uma campanha de informação sobre o processo de produção e aprovação de uma vacina, para dar "segurança à vacinação". Em um segundo momento, está prevista uma outra campanha, sobre a vacinação, públicos prioritários e dosagens.

Julgamento

O Plenário do Supremo vai dedicar a sua última semana de trabalho no ano para tratar da controvérsia. Na avaliação de integrantes da Corte, não há outra alternativa a não ser pacificar a questão, enquanto a pandemia volta a registrar aumento na média de mortes e de casos diários.

https://www.otempo.com.br/brasil/planalto-entrega-ao-stf-plano-de-vacinacao-contra-covid-19-1.2424250

Secretaria de Saúde de Aracaju estima imunizar mais de 126,4 mil pessoas contra a Covid-19 no município

 

A decisão foi tomada em reunião da equipe técnica para planejamento da vacinação na capital.

Por G1 SE

Vacina contra Covid-19 — Foto: PA Media/Arquivo

Vacina contra Covid-19 — Foto: PA Media/Arquivo

A Secretaria Municipal da Saúde informou que pretende seguir o plano do Ministério da Saúde e imunizar contra a Covid-19 mais de 126,4 mil aracajuanos. A decisão foi tomada nessa sexta-feira (11) em reunião da equipe técnica para planejamento da vacinação na capital.

Na primeira fase, devem receber a vacina trabalhadores da área de saúde e idosos com mais de 75 anos e idosos acima de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência. Na segunda fase, serão imunizados idosos entre 60 e 74 anos em qualquer situação. Na terceira fase, serão imunizados pessoas com condições de saúde relacionadas a casos mais graves da covid-19. E a quarta fase abrange professores, profissionais da segurança, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade.

De acordo com a secretária da pasta, Waneska Barboza, a Prefeitura já estuda a ampliação de rede de frios (locais de armazenamento de vacinas), quantitativo de Unidades Básicas de Saúde que irão disponibilizar o imunobiológico, público prioritário e a necessidade de aquisição de insumos

“Montamos um planejamento para atender a população com segurança e com tranquilidade. É importante ressaltar que temos três vacinas contra a Covid em análise e que toda ação do município será de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde”, explica Waneska.

Planejamento

A proposta inicial é que a vacinação seja realizada em 40 unidades básicas de saúde. Destas 13 funcionam em horário estendido e as salas de vacina deverão abrir de segunda a sexta-feira, de 8h às 18h.

São elas: Hugo Gurgel (Coroa do Meio), Francisco Fonseca (18 do Forte), Max Carvalho (Ponto Novo), Antônio Alves (Atalaia); Dona Jovem (Bairro Industrial), Manoel de Souza (Conjunto Sol Nascente), Santa Terezinha (Robalo), Joaldo Barbosa (Bairro América), José Calumby (Jardim Centenário), Augusto Franco (Augusto Franco), Fernando Sampaio (Castelo Branco), Cândida Alves (Santo Antônio) e Sinhazinha (Grageru).

Nas demais 27 Unidades, as salas estarão abertas de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

O planejamento da Secretaria apresenta, ainda, a possibilidade de vacinação drive-thru nos estacionamentos de shoppings e no campus Farolândia da Universidade Tiradentes. Também está em análise a aquisição de insumos como seringas e equipamentos de proteção individual (EPIs), caso se faça necessário.

https://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2020/12/12/secretaria-de-saude-de-aracaju-estima-imunizar-mais-de-1264-mil-pessoas-contra-a-covid-19-no-municipio.ghtml?fbclid=IwAR3Aq8d3tdnXrY4pWn23zQ8D3LDE-7ebRIRDXl4RjTJL3Wj1d80GIvEgIPI

Juíza manda site Intercept Brasil retificar matéria sobre 'estupro culposo' de influencer

Juíza manda site Intercept Brasil retificar matéria sobre 'estupro culposo' de influencer
Foto: Divulgação

A 3ª Vara Cível de Florianópolis ordenou que o site The Intercept Brasil retifique que o promotor de Justiça Thiago Carriço de Oliveira não usou a expressão “estupro culposo” para pedir a declaração de inocência do empresário André Camargo Aranho, acusado de estuprar a influencer Mariana Ferrer. 

 

Para a Justiça, a informação publicada pelo site foi feita de forma “distorcida, inverídica, parcial e sem precisa e prévia apuração dos acontecimentos para sua correta divulgação". A ordem de retificação foi proferida nesta sexta-feira (11). As reportagens, segundo a decisão, também devem apontar que o membro do Ministério Público fez, sim, intervenções durante o interrogatório de Mariana. 

 

Se a ordem for descumprida, o Intercept terá que pagar multa diária de R$ 1 mil. O Intercept afirmou, em reportagem publicada em 3 de novembro, que o promotor pediu, e o juiz aceitou, a absolvição de Aranha pelo fato de ele ter cometido "estupro culposo". Além disso, o veículo publicou um vídeo com trechos do interrogatório em que o advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho, que defende o empresário, ataca a influencer, sem que promotor ou juiz intervenha. 

 

O promotor moveu o processo contra o site jornalistico para retificação da reportagem. Ele argumentou que não usou a expressão "estupro culposo" e que fez intervenções no depoimento de Mariana. Segundo o promotor, após a divulgação das matérias ele passou a ser vítima de graves ofensas, ameaças e discursos de ódio. 

 

A juíza Cleni Serly Rauen Vieira, na decisão, avaliou que as reportagens do Intercept foram sensacionalistas e parciais. Com isso, ofenderam a imagem e a honra do promotor. Ela ponderou que a expressão polêmica não foi utilizada nas alegações finais. “Em momento algum se verifica a afirmação da configuração de 'estupro culposo', seja de forma expressa, seja por dedução, indução, analogia ou interpretação”. A juíza aponta que o promotor falou que, no caso, não ficou provado o dolo de Aranha e a vulnerabilidade de Mariana. Como o estupro de vulnerável não admite a modalidade culposa, Oliveira pediu a absolvição do empresário. 

Bahia Notícias

Juiz federal volta a afastar desembargadores do TRT investigados na Injusta Causa


por Cláudia Cardozo / Ailma Teixeira

Juiz federal volta a afastar desembargadores do TRT investigados na Injusta Causa
Ex-presidente do TRT-BA, Maria Adna Aguiar | Foto: Ascom/ TRT-BA

A Justiça Federal determinou novo afastamento de cinco desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA). A ex-presidente da Corte, Maria Adna Aguiar, e os magistrados Esequias Oliveira, Norberto Frerichs, Graça Boness e Pires Ribeiro são alvos da Operação Injusta Causa, que apura venda de sentenças e tráfico de influências.

 

Dessa vez, o afastamento foi determinado pelo juiz federal Evandro Reimão dos Reis, da 10ª Vara Cível da Seção Judiciária da Bahia, ao atender um pedido do Ministério Público Federal (MPF). Proferida nessa sexta-feira (11), a medida é válida por 180 dias.

 

Em nota, a Presidência do TRT-BA disse que já adotou "todas as providências administrativas para o estrito cumprimento da decisão judicial" e que aguardará o resultado do processo enquanto permanece à disposição das instituições para prestar "com absoluta transparência todas as informações que porventura venham a ser solicitadas, de modo a contribuir para a apuração dos fatos".

 

Com isso, a Presidência atualmente ocupada pela desembargadora Dalila Andrade determinou a suspensão do direito à utilização de veículos oficiais; devolução dos certificados digitais, celulares, computadores, notebooks e outros equipamentos de propriedade do TRT-BA; interrupção do acesso ao setor de Recursos Humanos, gabinete virtual, PJe, bloqueio à rede de computadores do tribunal e outras ferramentas; interrupção da distribuição das ações originárias do 2º grau e também recursos nos órgãos julgadores; e suspensão do pagamento da Gratificação por Exercício Cumulção de Jurisdição. O pagamento do salário integral e demais vantagens foram mantidas.

 

INJUSTA CAUSA

A Operação Injusta Causa foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) em setembro do ano passado. Na época, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em gabinetes dos desembargadores e adotaram outras medidas com o objetivo de desarticular um suposto esquema criminoso, voltado para a venda de decisões judiciais e o tráfico de influência (saiba mais aqui).

 

O grupo também foi julgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determinou o afastamento deles naquele mês. Mas, em maio deste ano, o órgão determinou o retorno dos cinco desembargadores às atividades no tribunal (veja aqui). (Atualizada às 14h43)

Bahia Notícias

Parlamentares e governadores viram MP da Vacina como 'desnecessária', diz coluna


Parlamentares e governadores viram MP da Vacina como 'desnecessária', diz coluna
Foto: Reprodução/ gov.br

A medida provisória elaborada pelo governo federal para comprar e centralizar a distribuição de todas as vacinas foi avaliada como "desnecessária" e até como possível violação do Pacto Federativo por parlamentares, governadores e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é da Coluna do Estadão, que destaca como real propósito a guerra contra o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), em mais um episódio de politização da pandemia.

 

Desde que se tornaram rivais, Doria e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) politizam questões de interesse da população brasileira no combate à Covid-19. No caso da MP, o argumento usado foi o de não "privilegiar" um só Estado. 

 

Atualmente, o governo de São Paulo é o único a dispor de vacinas contra o coronavírus no Brasil. Elas são do laboratório chinês Sinovac, que firmou parceria com o Instituto Butantan, ligado ao governo paulista, para produzir o imunizante no Brasil. 

 

O governador Doria já até anunciou a data para o início da vacinação: 25 de janeiro. No entanto, ainda não solicitaram aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que o órgão avalie os dados referentes ao imunizante e possa, então, liberar sua aplicação no país.

 

"Me parece desnecessário esse conflito, não sei qual o objetivo", disse o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), à publicação. "Não seria o caso de uma MP, mas de estabelecer com os laboratórios o interesse de comprar a integralidade das vacinas, que é o que os governadores estão pedindo desde outubro", acrescentou.

 

De acordo com a publicação, o senador Alessandro Vieira (Podemos-SE) também criticou o ato. "Compra forçada, via medida provisória, não existe, é confisco da mesma forma. (...) "Não sei se a equipe de Bolsonaro não fala para ele por covardia, mas a configuração de crime de responsabilidade está cada vez mais próxima", alertou. A edição da MP foi considerada uma resposta do Executivo diante da pressão feita por alguns governadores incomodados com o "protagonismo" de Doria.

Bahia Notícias

STJ recua e aceita rever bloqueio de R$ 10,4 mi de Arthur Lira na Lava Jato


por Marcelo Rocha | Folhapress

STJ recua e aceita rever bloqueio de R$ 10,4 mi de Arthur Lira na Lava Jato
Foto: Maryanna Oliveira/ Câmara dos Deputados

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, recuou da posição que havia tomado anteriormente e dará andamento a um recurso em que o deputado Arthur Lira (PP-AL), candidato à presidência da Câmara, tenta liberar bens que foram bloqueados em ação da Lava Jato.

 

Há quatro anos, Lira e seu pai, Benedito de Lira (PP), ex-senador e prefeito eleito de Barra de São Miguel (AL), tiveram bens bloqueados no valor de até R$ 10,4 milhões.

 

Ao analisar o pedido, em setembro, Martins entendeu que não caberia ao tribunal revisar a decisão proferida pela Justiça Federal no Paraná.

 

Passado pouco mais de um mês, a partir de nova contestação dos dois políticos alagoanos nos mesmos autos, o presidente do STJ acolheu o pedido para que a matéria seja analisada regularmente na corte.

 

Em seu terceiro mandato como deputado federal, Lira lançou na quarta-feira (10) sua candidatura à presidência da Câmara. Ele tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na disputa que ocorrerá em fevereiro.

 

O parlamentar responde a acusações em diferentes instâncias da Justiça, parte delas fruto da Lava Jato.

 

Foi a partir de apurações da Lava Jato que a AGU (Advocacia-Geral da União) pediu o bloqueio de bens no montante de até R$ 10,4 milhões contra Lira e o pai, com o objetivo de garantir ressarcimento aos cofres públicos de prejuízos causados a Petrobras.

 

A 11ª Vara Federal do Paraná acatou o pedido em 2016, em processo vinculado a ação de improbidade administrativa em que os dois são acusados de se beneficiar de R$ 2,6 milhões desviados da estatal, segundo apurou o MPF (Ministério Público Federal). A base da acusação foi a delação premiada de Ricardo Pessoa, da construtora UTC.

 

A defesa dos Lira vem tentando reverter o bloqueio desde então. Bateu às portas do STJ com a alegação de que não existe ato ímprobo que justifique a medida cautelar.

 

O principal argumento é que Lira e Benedito foram absolvidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal) da acusação criminal relacionada ao mesmo caso.

 

O Supremo analisou a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) no fim de 2017. Desfalcada de dois ministros na sessão, a 2ª Turma derrubou o pedido de abertura de ação penal pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

 

Foram dois votos (Gilmar Mendes e Dias Toffoli) a um (Edson Fachin) contra a Lava Jato. Gilmar e Toffoli são críticos dos métodos da operação.

 

Em agosto deste ano, o ministro João Otávio de Noronha, ainda presidente do STJ, rejeitou o recurso dos Lira com base na jurisprudência segundo a qual não caberia, pela via recursal escolhida, a análise da cautelar que estabeleceu o bloqueio de bens.

 

Humberto Martins assumiu o comando do tribunal dias depois. Em setembro, a partir de novo recurso do deputado e do ex-senador, Martins confirmou a decisão de Noronha. Em outubro, no entanto, mudou seu entendimento sobre a controvérsia.

 

Para representá-los perante o STJ, Lira e o pai escalaram Willer Tomaz, que afirma ter um terço dos integrantes do Congresso como clientes de seu escritório.

 

Tomaz costuma promover encontros em sua casa nos arredores de Brasília prestigiados por políticos, advogados e integrantes do Judiciário.

 

Recém-empossado no Supremo, o ministro Kassio Nunes foi a uma dessas reuniões no ano passado. Na ocasião, buscava se cacifar para uma vaga no STJ. Entre os presentes, como confirmou Kassio à reportagem, estava o advogado Eduardo Martins, filho do atual presidente do STJ.

 

O advogado de Lira afirmou que o tribunal entendeu que não se debate o mérito da ação de improbidade, o que motivou a negativa inicial da corte, e se é pertinente manter o bloqueio de bens após a conclusão do STF sobre a parte penal.

 

"O Supremo concluiu que não houve crime, o fato gerador. Assim, não se pode falar em indisponibilidade de bens", afirmou.

 

Tomaz disse não se recordar da presença de Kassio e Eduardo Martins em sua casa. Afirmou que conhece o filho do presidente do STJ, mas que os dois não têm vínculo de amizade ou profissional.

 

Martins foi recentemente denunciado pela Lava Jato do Rio de Janeiro por tráfico de influência envolvendo decisões do tribunal.

 

Procurado por meio da assessoria de imprensa, o presidente do tribunal afirmou que seus argumentos estão na sua decisão e que caberá ao ministro a quem for distribuído o recurso analisá-lo. Nada comentou sobre o advogado que atua no caso.

 

O advogado Eduardo Martins não atendeu às ligações da reportagem nem respondeu à mensagem enviada, por escrito, a seu telefone celular.

 

Em parecer enviado há quatro semanas ao STJ, o subprocurador-geral da República Nicolao Dino se posicionou contra o recurso de Lira e Benedito.

 

Dino afirmou que a decisão da 2ª Turma do Supremo não tem repercussão jurídica sobre a indisponibilidade de bens decretada pela Justiça Federal no Paraná. Ele citou o princípio da independência das esferas administrativa, cível e criminal.

 

Para o representante da Procuradoria, a alegação da defesa de que não há indícios suficientes de atos ímprobos atribuídos aos acusados exigiria reexame do conjunto de provas dos autos, o que não seria possível na via recursal apresentada ao STJ.

 

No Supremo, após o julgamento da parte criminal, cujo desfecho em 2017 foi favorável aos Lira, os ministros voltaram a analisar o caso neste ano para definir o destino do inquérito em razão de fatos remanescentes ainda a ser investigados.

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Rede aciona STF e pede que Heleno e Ramagem sejam afastados por relatórios da Abin a Flávio Bolsonaro


Partido alega uso da máquina pública para interesse pessoal de Bolsonaro

Paulo Roberto Netto
Estadão

A Rede Sustentabilidade pediu ao Supremo Tribunal Federal que afaste do cargo o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, e o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem.

A manifestação foi enviada nesta sexta-feira, dia 11, após a revista Época revelar a existência de dois relatórios produzidos pela inteligência brasileira para auxiliar a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), acusado de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro no caso das ‘rachadinhas’.

INQUÉRITO – A peça foi direcionada ao ministro Ricardo Lewandowski, que é relator de um pedido de abertura de inquérito contra Heleno e Ramagem para investigar uma reunião dos dois com advogados de Flávio, em setembro. O encontro contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro e girou em torno de uma estratégia para anular as investigações do caso Queiroz conduzidas pelo Ministério Público do Rio.

A tese aventada pela defesa de Flávio é afirmar que as informações presentes no relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que identificou repasses suspeitos de Queiroz foram obtidas de forma ilegal. O documento foi o ponto de início das investigações e foi revelado pelo Estadão.

Reportagem da revista Época publicada nesta sexta, 11, aponta que a Abin de Ramagem produziu dois relatórios em que detalha o funcionamento de suposta organização criminosa na Receita Federal que, segundo a defesa de Flávio, teriam feito uma devassa nos dados fiscais do senador. Em um dos documentos, a finalidade descrita é ‘Defender FB no caso Alerj’.

SUGESTÕES – Entre as sugestões listadas pela agência estão a demissão de servidores do Fisco e da Controladoria-Geral da União (CGU), órgão responsável pela fiscalização da administração pública.

A Rede afirma que os fatos são ‘estarrecedores’. “Demonstram, com clareza meridiana, que as iniciais preocupações com a utilização de Abin, GSI (e até mesmo o Serpro) para fins meramente pessoais da família do Sr. Presidente da República efetivamente se concretizaram da pior forma possível, com a produção de verdadeiros relatórios de uma inteligência estatal quase paralela, avessa às finalidades constitucional e legalmente estabelecidas para os órgãos federais referidos”, afirma o partido.

A legenda pede a Lewandowski que determine não apenas o afastamento de Heleno e Ramagem, como também proíba a Abin, o GSI e a Presidência de fazer solicitações relacionadas ao caso Queiroz à Receita Federal ou ao Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). É pedido ainda que ambos os órgãos sejam impedidos de atender solicitações já feitas pelo governo.

APURAÇÃO – A Rede solicita que a PGR abra um inquérito para apurar o caso. No mês passado, o procurador-geral da República Augusto Aras informou Lewandowski que havia sido instaurada uma notícia de fato para apuração preliminar sobre a reunião de Ramagem e Heleno com a defesa de Flávio. Na ocasião, o PGR disse que ‘caso surjam indícios razoáveis de possível prática delitiva por parte dos noticiados, será requerida a instauração de inquérito’.

Mais cedo, o Sindifisco Nacional — entidade que representa os auditores fiscais da Receita — afirmou que a Abin ‘passou de qualquer limite’ ao produzir relatórios com acusações a servidores do Fisco. O presidente da entidade, Kleber Cabral, afirmou que agência agiu a serviço ‘de uma causa que não é republicana’ e que a situação é ‘inaceitável’.

“Se não bastasse a gravidade de se ter uma agência de inteligência mobilizada para defender o filho do presidente da República, acusado de atos ilícitos, como a “rachadinha” na Alerj, não se pode admitir que um órgão de governo busque interferir num órgão de Estado, protegido pela Constituição Federal, sugerindo afastamentos de servidores públicos”, afirmou.

Alcolumbre agora tenta eleger Rodrigo Pacheco, do MDB mineiro, para a presidência do Senado


TRIBUNA DA INTERNET | Alcolumbre sonha (?) em continuar presidente do  Senado, alterando a Constituição

Charge do Genilso (extrapauta.com.br)

José Carlos Werneck

Faltando menos de dois meses para a eleição para a Mesa do Senado, seu presidente, Davi Alcolumbre, do Democratas do Amapá, está com o firme propósito de eleger o senador Rodrigo Pacheco, do Democratas de Minas Gerais, para sucedê-lo, em 1º de fevereiro de 2021.

Em seu primeiro mandato no Senado, Pacheco representa Minas Gerais, mas é natural de Porto Velho, no estado de Rondônia,  é o líder do DEM e quando deputado presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

SEM PROBLEMAS? – Alcolumbre diz que seu candidato,não criará problemas para o Palácio do Planalto, apesar de ser um político “independente”, o que, na opinião de muitos observadores, é uma equação “pouco ortodoxa”.

Em troca do apoio de alguns integrantes do MDB para seu candidato, Alcolumbre negocia a presidência da Comissão de Constituição e Justiça , a mais importante do Senado, para Renan Calheiros, que entende tudo de política e foi, inclusive, ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso.

Na última eleição para a presidência do Senado, Calheiros foi o oponente de Alcolumbre, mas renunciou à candidatura quando notou que perderia, diante das críticas de ser réu na Lava Jato e personificar a “velha política”.

REAPROXIMAÇÃO – Mas passado algum tempo Alcolumbre se aproximou do experiente senador alagoano e os tempos mostraram que a “nova política” anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro era uma questão de semântica para uma ingênua plateia, jejuna no jogo político.

O poderoso MDB tem a maior bancada do Senado, com 13 representantes e encontra-se rachado, mas não cogita em deixar de participar da disputa. Os líderes do Governo no Congresso, Eduardo Gomes, e do MDB, Eduardo Braga, já circulam ,em Brasília, como pré-candidatos à presidência do Senado.

A senadora Simone Tebet, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, igualmente, aspira ao cargo.

IMPASSE CONTINUA – Diante dessa divisão, a estratégia montada por Alcolumbre para obter o apoio do MDB não evoluiu até o momento e tem provocado problemas na montagem da chapa para a presidência da Câmara do Deputados.

Alguns parlamentares da cúpula do DEM declaram que, se o presidente do MDB, deputado Baleia Rossi, de São Paulo, conseguisse convencer que senadores emedebistas desistissem da candidatura própria e apoiassem o nome de Rodrigo Pacheco, o cenário mudaria totalmente.

Vamos aguardar, portanto.


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