sábado, dezembro 12, 2020

Por que o público perdeu a confiança nos jornalistas, como ocorre nos EUA, Reino Unido, Índia e Brasil?


TRIBUNA DA INTERNET | As dívidas da grande imprensa e a morte da notícia anunciada

Charge do Bier (Arquivo Google)

Madeleine Lacsko
Gazeta do Povo

Esqueça as teorias dos políticos, que também não são um lugar muito bom para amarrar o burro. Há muita gente estudando com profundidade as razões pelas quais existe um fenômeno mundial de perda de confiança no jornalismo profissional, como isso ocorre em diferentes contextos, quais as consequências e o que pode ser feito. O Reuters Institute acaba de divulgar o primeiro relatório de um projeto conjunto com a Universidade de Oxford, o “Trust in News Project”, que vai durar 3 anos e analisa Reino Unido, Estados Unidos, Índia e Brasil.

Para esse primeiro relatório, foram avaliados mais de 200 estudos acadêmicos e foram entrevistados 82 jornalistas atuantes nesses mercados, sendo que 1/3 deles pediu para que seus nomes não fossem publicados.

TRÊS CONCLUSÕES – O primeiro relatório traz três conclusões principais:

1. Não há um único problema de “confiança nas notícias”, mas múltiplos desafios que envolvem tanto a oferta de notícias quanto a demanda por informações. Diferentes segmentos do público, assim como jornalistas e pesquisadores, sustentam opiniões diferentes acerca de como o jornalismo funciona e, às vezes, têm pontos de vista conflitantes sobre o que esperam dele. Assim, aqueles que desejam abordar a confiança precisam ser específicos em seus objetivos estratégicos e, de preferência, basear seu trabalho em evidências comprovadas, pois iniciativas que funcionam com parte do público podem não funcionar com outros segmentos.

2. Muitos estudiosos e profissionais têm diagnosticado problemas na produção de notícias que podem contribuir para a desconfiança. Os efeitos de mudanças nas práticas de distribuição, especialmente o importante papel desempenhado pelas plataformas, não são tão bem compreendidos, mas possivelmente são importantes. Muitos dos entrevistados temem que as plataformas reduzam a confiança do público nas notícias, mesmo que elas também ajudem as pessoas a encontrar notícias. Aperfeiçoar padrões e práticas jornalísticas pode não contribuir para aumentar a confiança se os esforços não forem visíveis aos usuários que se deparam com notícias nas mídias sociais apenas de forma passageira.

3. iniciativas internas e externas em torno da transparência, do engajamento e da alfabetização midiática mostraram ser promissores, mas as evidências empíricas sobre o que funciona, com quem e em quais circunstâncias, permanecem turvas. Frequentemente, as pesquisas têm sido muito desconectadas da prática e muito concentradas em apenas um punhado de países. Existe um risco considerável em fazer coisas que parecem boas e que provocam uma sensação de bem estar, ou imitar o que outros estão fazendo, com base em pouca ou em nenhuma evidência. Isso pode levar, na melhor das hipóteses, a esforços desperdiçados – e a resultados contraproducentes, na pior.

REDES SOCIAIS – Essas primeiras conclusões valem para os 4 países. Há, no entanto, uma diferença importante no Brasil e na Índia: o consumo de notícias via redes sociais e grupos de whatsapp aliado aos índices impressionantes de analfabetismo digital. No último PISA, que avaliou a capacidade de percepção crítica da informação no ambiente digital, verificou-se que apenas 2 em cada 100 brasileiros sabe diferenciar fatos de opiniões. Isso não ocorre apenas por deficiências educacionais, mas pela ilusão de saber como funcionam as redes sociais.

 Consumir notícias via redes sociais é um caminho sem volta, da mesma forma que é assim com diversas outras indústrias. As plataformas firmaram o pé na conexão entre marcas e clientes e, neste momento, enfrentam uma batalha de regulamentação no mundo todo porque se recusam a cumprir leis em todos os países. Se elas, as intermediárias, saem ganhando financeiramente ao atuar ao arrepio da lei, alguém sairá perdendo e o mercado ficará desequilibrado. É um fator importante no abalo de confiança da indústria de notícias, que é fundada na credibilidade.

O QUE É CONFIANÇA? – Seria ótimo se pudéssemos definir confiança de forma objetiva e racional, mas não é assim que a humanidade funciona. Vamos a dois exemplos simples e atuais: o respeito pelas mulheres dos que se dizem feministas e o esforço pessoal que árduos defensores da “meritocracia” fizeram para chegar onde estão.

No caso da mídia, uma abordagem objetiva para a confiança seria a constância e coerência em produzir com profissionalismo, integridade e princípios. Todos nós sabemos que o meio da comunicação é uma das maiores concentrações de sepulcros caiados desde que Jesus cunhou a expressão. E esses se sustentam porque geram confiança no público.

 Esqueça se isso é justo, injusto, certo ou errado, vamos focar no fenômeno. Confiança não é algo medido com objetividade, perpassa a dimensão psicológica, cultural e de relacionamento humano.

“GOSTAR” DA NOTÍCIA – Sou jornalista há 24 anos e é muito recente o fenômeno de alguém “gostar” ou não de uma notícia, assustador até o questionamento sobre “quem decide o que é verdade?”, como se todos os limites entre universo imaginário e realidade tivessem sido borrados. Sempre foi comum não gostar da opinião de alguém, até do jeito, da voz, do tom. Mas há agora uma confusão entre sensações e falta de qualidade do que foi reportado, é um fenômeno novo. Há pessoas que gostam ou desgostam de um programa, repórter ou veículo a depender de terem gostado ou não do que foi reportado.

 “Embora alguns estudos tenham distinguido a confiança do conceito mais restrito de ‘credibilidade’, ou a veracidade das informações relatadas (Meyer 1988; Strömbäck et al. 2020; Van Dalen 2019), outros enfatizaram a importância das dimensões afetivas da confiança (Coleman et al. 2012) – isto é, como as pessoas se sentem sobre as notícias, não apenas como avaliam sua precisão e confiabilidade, “, diz o relatório. “As pessoas sentem que você está do lado delas? Eles acham que vocês são boas pessoas, acham que vocês têm boas intenções, que são honestos? ” – Joy Mayer, diretora, Trusting News (EUA)

(artigo enviado por Mário Assis Causanilhas. A autora, Madeleine Lacsko, foi consultora do Unicef Angola, diretora da Change.org e assessora no Supremo Tribunal Federal)

 AMANHÃ – Afinal, o que é um bom jornalismo?

Maia critica demora na vacina e acusa Bolsonaro de tentar comprar votos na Câmara


Coronavírus: Bolsonaro minimiza a pandemia e Guedes 'não é sério', diz Rodrigo  Maia | VEJA

Maia quer uma frente ampla para derrotar Bolsonaro

Andreza Matais, Felipe Frazão e Tânia Monteiro
Estadão

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o maior erro político cometido pelo governo até agora foi não se preparar para comprar a vacina contra o novo coronavírus. “Isso pode impactar o projeto de reeleição”, afirmou ele, numa referência aos planos do presidente Jair Bolsonaro para 2022. “Esse é o tema que pode gerar o maior dano de imagem. As pessoas estão começando a entrar em pânico, em desespero”.

Prestes a terminar seu mandato como presidente da Câmara, Maia disse ao Estadão que o governo está criando um “balcão” de negócios na Câmara para eleger o seu sucessor. Na sua avaliação, o ministro da Economia, Paulo Guedes, se engana ao imaginar que Bolsonaro interfere na disputa no Congresso, marcada para fevereiro de 2021, porque quer tocar as reformas. “Bolsonaro quer tocar a agenda ideológica”, observou.

O deputado contou ter ouvido o rival Arthur Lira (Progressistas-AL) chamar Guedes de “vendedor de redes” – alguém que fala muito, mas entrega pouco. Líder do Centrão, Lira é candidato ao comando da Câmara com apoio do Palácio do Planalto. “Uma vitória do candidato do Bolsonaro o recoloca no processo político”, afirmou Maia.

O senhor teve covid-19, pode contar como foi?
Passei alguns dias muito difíceis, com pulmão bastante contaminado, com muito cansaço. Fiz fisioterapia pulmonar todos os dias. Quase fui internado. Para quem tem sintomas, não é uma doença simples. E eu tive o atendimento de hospital privado, talvez da melhor médica do Brasil nessa área. Mas a maioria da população não tem a mesma estrutura. Por isso que todos os procedimentos de máscara, de álcool em gel, de algum isolamento em algum momento são importantes para que a gente não tenha a rede pública de saúde sem estrutura.

O País assiste a uma briga política em torno da vacina e o governo não comprou uma seringa até agora. Como sair disso?
A vacina é o ponto mais crítico do governo, o mais grave até hoje na sua relação com a sociedade. A demora na compra da vacina é o maior erro político de Bolsonaro. Esse é o tema que pode gerar o maior dano de imagem para o presidente. Faz voltar na memória das pessoas todos os erros do governo, desde o início da pandemia. Isso pode impactar o projeto de reeleição. Certamente, ele (Bolsonaro) tem pesquisa. E, se ele tem, está com essa mesma informação. As pessoas estão começando a entrar em pânico, em desespero. E aí ele isenta a importação de armas. Precisa tratar sem paixão, sem ideologia, esquecer o conflito com o governador de São Paulo.

A Câmara pode assumir esse papel, como fez no início da pandemia, com relação aos recursos emergenciais?
Eu disse ao presidente que o Congresso e o governo deveriam construir um caminho sobre a questão da vacina. Não é possível que daqui a pouco vai ter brasileiro viajando ao exterior para tomar a vacina, e a maior parte da população aqui sem vacina, com os leitos lotados, com a taxa de letalidade aumentando por falta de leitos. Precisa de uma solução imediata, que o governo recupere os meses perdidos.

O senhor entende que será necessário algum tipo de lockdown nas festas de fim de ano?
Quando começar a crescer muito o número de internados na UTI, você tem que ter ações por parte dos municípios, estados e da União, para evitar a circulação. Reduzindo o número de pessoas nos hospitais, você pode reabrir. Eu não falo de lockdown, eu falo: se no Rio de Janeiro tem 99% dos leitos ocupados, você tem que ter uma ação do prefeito e do governador de mais restrições.

Mas aí o presidente da República diz que as pessoas são “maricas” porque elas se protegem. Como fazer com esse discurso negacionista da doença?
Você pode ter certeza que o que o Pazuello (o ministro foi contaminado pela covid) passou foi mais grave do que ele deve estar falando. As pessoas vão tendo, as famílias vão pegando, perdendo seus parentes. E ao longo do tempo, as pessoas vão vendo que o presidente tá errado. Tá errado desde o início, quando ele disse era uma gripezinha.

O presidente pode ser processado por crime de responsabilidade por causa das ações na pandemia?
Que ele pode ter influenciado um menor isolamento em momentos importantes, isso pode. Mas é uma questão muito técnica. Alguém vai ter que vincular o discurso dele as pessoas irem às ruas e isso ter gerado mais mortes. Não é uma coisa fácil de pegar.

O senhor deixará mais de quarenta pedidos de impeachment não analisados. Eles são mesmo improcedentes?
De forma nenhuma iria usar o poder do impeachment se não fosse um caso gravíssimo, ainda mais no meio de uma quarentena.

É a pandemia que impede um processo de impeachment?
Eu acho que, com a crise que nós já temos, se a gente fosse entrar pra esse tipo de conflito… E o impeachment é um julgamento político. Não é um julgamento jurídico. Querendo ou não, é a realidade. Ele não pode ser um instrumento para estar na gaveta e ser utilizado em cada conflito do presidente da Câmara com o presidente do governo.

O senhor externou temor de que uma vitória de Arthur Lira signifique uma agenda ideológica no País nos próximos dois anos. Faz parte do jogo político fazer esses alertas?
É muito óbvio que não é a pauta econômica que faz o presidente rasgar o que falou ao longo da campanha: que não iria interferir no outro Poder, que o Brasil foi destruído pelo toma-lá-dá-cá, pela troca de cargos, pelas as emendas, que isso levava à corrupção. Se você olhar os candidatos à presidência da Câmara, todos pelo menos votaram a pauta mais liberal na economia. Se todos dariam conforto ao governo em relação à pauta econômica, por que o presidente da República quer interferir? O governo deixa claro qual é sua prioridade, que não é a pauta econômica. Ele quer a pauta de costumes, do voto impresso, para desqualificar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ele quer essa pauta que foi travada nos últimos dois anos pela minha presidência e pelo apoio que eu tenho.

Como o plenário reagiria se o presidente da Câmara tentasse impor essa agenda?
Sempre há um limite para aquelas agendas que o governo quer e, às vezes, radicaliza no texto. A pauta de armas ele não tem voto, educação ele não tem voto, a regularização fundiária, o texto inicial do governo não passaria. Da forma como Bolsonaro está entrando, com o Palácio recebendo parlamentares, oferecendo emendas, dessa forma muito escrachada, ele vai acabar tendo, no pós-eleição, uma Câmara muito mais dividida do que ele tem hoje. Corre o risco de ter um ambiente muito menos confortável para as pautas que, de fato, são relevantes.

O que leva o senhor a crer que os deputados vão abrir mão de tantas benesses em nome de um discurso de independência?
A maioria dos parlamentares não quer voltar a um jogo do passado, onde a troca prevalecia à pauta. Tenho certeza que a maioria na Câmara entende que a valorização vale muito mais do que achar que parlamentares estão à venda. Porque essa deve ser a intenção. Se eles liberam emendas e acham que com isso o candidato do governo ganha, eles diminuem a importância dos parlamentares. Esse troca-troca tão criticado pelo Bolsonaro é um atraso.

O senhor entende que isso é uma tentativa de compra dos parlamentares?
Do ponto de vista do deputado, tenho certeza que não. Cada deputado tem o direito de ir atrás, de defender seus municípios. Do ponto de vista do governo, dá impressão que eles acham que, criando um balcão, vão conseguir eleger o presidente da Câmara. Se essas práticas prevalecerem – e tenho certeza que não vão prevalecer –, você terá um governo pressionado e chantageado de forma permanente, por trocas.

A eleição da Câmara, apesar de indireta, não é mais um teste da capacidade de união de uma frente da centro-direita à centro-esquerda, para o enfrentamento eleitoral ao Palácio do Planalto, em 2022?
Uma vitória do candidato do Bolsonaro o recoloca no processo político. A principal derrota dele, pra mim, foi a ruptura dessa rede populista nacionalista internacional com a derrota do Trump. Depois, a sinalização, das eleições municipais. E agora tem eleição da Câmara. O resultado vai ter um simbolismo, porque ele está inferindo mais do que a presidente Dilma Rousseff quando tentou eleger o deputado Arlindo (Chinaglia, PT) contra o deputado Eduardo Cunha (em 2015).

O governo entende que quem eleger o presidente da Câmara se fortalece para a eleição presidencial de 2022.
O que vai pesar em 2022 é a pauta do governo nos próximos seis meses. O governo é que vai ditar, porque ele é o incumbente, se quer ser popular ou populista. Faz mais de um ano que o governo anunciou que votaria a PEC Emergencial no Senado, decisiva para a manutenção da política de equilíbrio fiscal. Não é só política do teto de gastos. É isso que vai organizar os adversários do governo.

A sua relação com o ministro Paulo Guedes foi tensa nesses dois anos. O ministro agora aposta no deputado Arthur Lira, candidato do governo para sucedê-lo, para tocar sua agenda econômica. Acredita que será diferente com Lira?
Quem me deu a melhor frase sobre o ministro da Economia foi o próprio Arthur Lira. No início do governo a gente teve uma conversa e o candidato do Bolsonaro disse para mim: “Rodrigo, esquece o Paulo Guedes, o Paulo é um vendedor de redes.” De fato, tem que admitir que o candidato do Bolsonaro tem alguma visão de futuro. Parece que é um vendedor de redes mesmo, né? Nada acontece. O Paulo Guedes está errado. O Paulo Guedes está sendo ingênuo. O governo quer outro presidente da Câmara para interferir na pauta de costumes. Na pauta econômica não precisa interferir de forma nenhuma.

A reforma tributária foi para as calendas?
A pauta está atrasada pelo próprio governo. Tirando a Eletrobrás, que houve um problema grave com a nova proposta de modelagem do governo, as outras três privatizações devem estar no sonho do Paulo Guedes, porque até agora nenhuma delas chegou na Câmara. Ele deve sonhar dizendo que chegou na Câmara, que encaminhou, deve ser um sonho.

A esquerda será decisiva mais uma vez na eleição da Câmara?
A esquerda vai ficar contra o Bolsonaro por causa da pauta de costumes. Vai prevalecer a política.

O senhor pretende continuar no Legislativo ou experimentar o Executivo?
Eu posso participar de um governo em que eu confie e que eu participe do processo de construção, no ministério, numa coordenação, na articulação de alguma área. A Câmara me deu, e eu me dediquei a isso, a capacidade de conhecer muita coisa, muitos temas, muitas realidades. Em um país parlamentarista eu teria uma função muito forte.

Com quem que o senhor poderia se juntar?
Temos que juntar o Doria, o Huck, o Ciro Gomes, o PSB do Paulo Câmara, do Renato Casagrande. Todos os partidos queiram estar aqui nesse campo de centro. Até o PT.

E o senhor seria um bom vice?
Eu poderia coordenar essa articulação. O grande desafio desse campo de centro é o denominador da agenda econômica. Se a gente conseguir construir um denominador, a gente consegue fazer uma candidatura de centro que eu acho que vai mudar o Brasil. Muita gente fala: “Eu sou de centro”. Centro não é um ponto entre o número 10 e o número 1. Não é um ponto entre a esquerda e a direita. É um ambiente diferente, onde você tenta trazer pra política uma nova composição, uma nova realidade, onde segmentos que conversam pouco tenham a capacidade de construir em conjunto esse país que a gente espera.

Será o Benedito?

 Texto: Luiz Brito

Foto: Divulgação

PRETENSIOSOS: A votação pífia não lhes despertou a autocrítica por soberba, orgulho e já miram o indecifrável 2022. Ignorando o recado das urnas, não assimilaram a lição e se acham em condições de buscar vaga na Assembleia ou Câmara Federal. A presunção é mesmo alma gêmea da petulância.

EXEMPLOS:  Algumas candidaturas a prefeito e vereadores de Paulo Afonso lembraram os tambores ( ocos, só fazem barulho); pretensiosos, de estatura política menor que a ideal para uma cidade de 130 mil almas vivas. Seriam benvindas pesquisas avaliando as candidaturas  derrotadas, para  inclusive ajudar na reflexão e  assim evitar futuros vexames de doer. E a festa continua: em 2022 eles estarão de volta pedindo votos. É a ‘lenga lenga’ de sempre. 

Será o Benedito?  “ A origem da expressão vem da política. Após chegar ao poder em 1932, Getúlio Vargas preteriu os favoritos e nomeou Benedito Valadares para governar Minas Gerais. Até então, o político mineiro era figura desconhecida. Ao ouvir no rádio o anúncio da nomeação, a mãe dele exclamou: “Mas será o Benedito?”

A PROPÓSITO...  Com as bênçãos dos eleitores de Jeremoabo, o presidente da Câmara foi o ‘Benedito’ da vez. Reeleito.

NA INTERNET:

Maradona (em 90), Paolo Rossi em (82): carrascos que eliminaram o Brasil morreram. O Zidane está cortando agulha.

Nota da redação deste Blog - Observando este artigo do Bob Charles, no meu entender deverá haver rodizio na Presidência da Câmara Municipal de Jeremoabo.

 Dentro das suas limitadas possibilidades o vereador Bino cumpriu sua missão, porém, para enfrentar os desmandos administrativos, as improbidades,  os desacatos e desrespeitos a Lei,  principalmente ao povo e a Câmara de Vereadores, a mesmo pede socorro em busca de um presidente que não seja amador, que tenha pulso, e saiba impor sua autoridade como PODER.

Presidente de Câmara deve entender que harmonia não significa submissão.

Uma das funções da Câmara além de outras atribuições,  é fiscalizar e exigir que a lei seja cumprida em benefício do município e consequentemente do povo.

É lamentável mas a bem da verdade é bom que se diga, a Câmara de Vereadores de Jeremoabo através da oposição agiu de forma razoável; porém, o chefe do executivo municipal, contando com a colaboração e participação dos vereadores da situação, conseguiu desrespeitar e desmoralizar a " Casa do Povo", sequer atendeu convocação para prestar esclarecimento, principalmente a respeito de assuntos improbos, e o pior nem ele, nem os secretários compareceram as convocações republicanas.

Triste de Jeremoabo se não fosse os vereadores da oposição, a prova que os mesmos estão no caminho certo é a rejeição das contas anuais, a enxurrada de multas, e o numero exorbitante de denúncias transformadas em processos.

"Como escreveu George Orwell, autor dos clássicos A Revolução dos Bichos e 1984, “jornalismo é publicar aquilo que alguém quer que não se publique; todo o resto é publicidade”. Em outras palavras, se o governo é a vidraça, a imprensa deve ser a pedra." (Jorge Fernando dos Santos)


México aprova vacina da Pfizer e BioNTech é 5° país do mundo a autorizar imunizante


México aprova vacina da Pfizer e BioNTech é 5° país do mundo a autorizar imunizante
Foto: Justin Tallis / Various sources / AFP

A vacina das farmacêuticas Pfizer e BioNTech teve a autorização para uso emergencial contra a Covid-19 no México. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (11) pela Comissão Federal de Proteção contra Riscos à Saúde do governo do México (Cofepris). Com isso, a imunização pode começar ainda neste mês. "O Cofepris concedeu autorização para o uso emergencial da vacina Pfizer-BioNTech SARS-CoV-2 para a prevenção da covid-19. Isso certamente é motivo de esperança", anunciou o subsecretário de Prevenção e Promoção da Saúde, Hugo Lopez-Gatellis.

 

Segundo a agência EFE, a autorização da Cofepris torna o México o quinto país do mundo a endossar a vacina, depois de Reino Unido, Bahrein, Canadá e Arábia Saudita. A medida vem antes mesmo dos Estados Unidos, que ainda aguardava a decisão final da Administração de Alimentos e Remédios (FDA), o que aconteceu algumas horas depois.

 

Com a aprovação do uso emergencial, o México concordou em comprar 34,4 milhões da vacina americana da Pfizer, da qual receberia um primeiro pacote para imunizar 125 mil funcionários da área da saúde na terceira semana deste mês.

Bahia Notícias

EUA aprovam uso emergencial de vacina da Pfizer contra a Covid-19


por Marina Dias | Folhapress

EUA aprovam uso emergencial de vacina da Pfizer contra a Covid-19
Foto: Victoria Jones / Pool/AFP

A FDA, agência reguladora de medicamentos e alimentos nos EUA, autorizou nesta sexta-feira (11) o uso emergencial da vacina contra Covid-19 produzida pela americana Pfizer em parceria com a alemã BioNTech.

A chancela deve permitir que a vacinação nos EUA comece na próxima semana, com profissionais de saúde e idosos que vivem em casas de repouso como os primeiros a receberem as doses do imunizante.

O aval da FDA foi dado em meio à pressão da Casa Branca, um dia após o comitê consultivo independente da agência ter recomendado o uso emergencial da vacina no país.

A expectativa era de que a FDA desse sua palavra final até domingo (13), mas o governo americano usou inclusive de ameaças de demissão para que o processo fosse acelerado mesmo que em algumas horas.

Na manhã desta sexta, o presidente Donald Trump atacou a FDA via Twitter, chamando a agência de "uma grande, velha e vagarosa tartaruga."

"Parem de brincar e comecem a salvar vida", escreveu Trump que, durante quase toda a pandemia, minimizou a crise e não se solidarizou com as mais de 280 mil vítimas de Covid-19 no país.

Até agora, Reino Unido, Canadá, Bahrain e Arábia Saudita já autorizaram o uso da vacina da Pfizer-BioNTech --o processo nos EUA é mais lento visto que especialistas fazem análises independentes sobre o imunizante.

De acordo com o jornal The Washington Post, o chefe de gabinete de Trump, Mark Meadows, telefonou para o chefe da FDA, Stephen Hahn, e o ameaçou. Disse que, se a chancela à vacina não saísse até o fim de sexta, Hahn deveria enviar sua carta de demissão e começar a procurar outro trabalho.

Ainda de acordo com o jornal americano, as bravatas do chefe de gabinete de Trump fizeram com que os especialistas da FDA acelerassem o processo burocrático, com o preenchimento de documentos e outros dados que a Pfizer ainda precisaria revisar.

Em nota, Hahn disse que a interpretação do telefonema do chefe de gabinete de Trump não estava correta e que a FDA "está comprometida a emitir essa autorização rapidamente", assim como havia se pronunciado na manhã de sexta, antes das informações sobre a pressão da Casa Branca virem a público.

Depois do aval da FDA, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) também precisa autorizar a vacina, o que é esperado para acontecer até domingo.

A primeira remessa de 2,9 milhões de doses do imunizante deve ser enviada em até 24 horas depois da autorização da FDA. São 6,4 milhões de doses prontas para serem distribuídas nos EUA --a imunização ocorre em duas doses, aplicadas com intervalo de até três semanas.

Segundo as expectativas do governo americano, 20 milhões de pessoas serão vacinadas no país até o fim do ano, o que exige 40 milhões de doses de vacina.

Além da que é produzida pela Pfizer, os EUA contam com a autorização da FDA para o imunizante feito pelo laboratório Moderna, o que pode acontecer antes do Natal.

Com mais de 280 mil mortes acumuladas, os EUA assistiram esta semana ao recorde de mais de 3.000 vítimas de Covid-19 num único dia, superando as do atentado de 11 de Setembro, quando 2.977 pessoas morreram.

Mesmo diante do cenário tão sombrio, Trump segue a postura negligente que manteve durante quase toda a pandemia --minimizando o vírus e espalhando desinformação-- e até agora não se pronunciou publicamente sobre os novos números da tragédia de saúde pública.

Como habitual, o presidente investe somente nos ataques públicos a adversários ou ameaças a subordinados com quem está descontente, como fez com a FDA.

Na quinta, os conselheiros da agência funcionaram como uma espécie de corte científica, em painel transmitido ao vivo para debater os dados e estatísticas sobre a vacina e concluir se o imunizante era de fato seguro e eficaz o suficiente para que seu uso emergencial fosse autorizado nos EUA.

Especialistas em desenvolvimento de vacinas, doenças infecciosas e estatísticas médicas participaram da reunião e deram sinal positivo à agência, dois dias depois que a própria FDA já havia confirmado, em parecer independente, a segurança e eficácia de 95% da vacina da Pfizer.

Com isso, só faltava a palavra final da agência, que veio nesta sexta.

O imunizante teve seus testes concluídos em 18 de novembro, e as empresas apontaram que a vacina é segura e tem 95% de eficácia em grupos de diferentes idades, homens, mulheres, pessoas negras, latinas e brancas, mesmo com diabetes e obesidade.

Após o início do processo de vacinação em massa no Reino Unido, nesta semana, autoridades britânicas alertaram para o fato de que pessoas com severas reações alérgicas não devem tomar a vacina --dois casos estão sendo investigados, e os estudos devem continuar para sanar as dúvidas. Apesar disso, não há nenhum outro indício de efeitos colaterais fortes ou contraindicação.

A pressão da Casa Branca sobre a FDA aumentou na última semana, depois que o governo apresentou um cronograma ambicioso de vacinação, diante das críticas do presidente eleito, Joe Biden, de que não havia "nenhum plano detalhado" para imunizar os americanos.

Batizado de Operação Warp Speed, o programa contava com a liberação da vacina pela FDA nesta semana. Depois da vacinação de idosos, socorristas e profissionais de saúde, o segundo grupo para receber a vacina deve ser formado por funcionários de serviços considerados essenciais, como correios.

Desde a campanha eleitoral, Biden procura se contrapor ao comportamento negacionista de Trump diante da pandemia. O democrata defende o uso de máscara, medidas de distanciamento social e prometeu aplicar 100 milhões de doses da vacina nos seus cem primeiros dias de governo --ele toma posse em 20 de janeiro.

Biden disse também que vai exigir o uso de máscara sempre que possível, apesar de esta ser uma prerrogativa dos governadores.

Bahia Notícias

Morre empresário Walter Torre Júnior, fundador da construtora WTorre

 


por Bruna Narcizo | Folhapress

Morre empresário Walter Torre Júnior, fundador da construtora WTorre
Foto: Reprodução / Money Report

O empresário Walter Torre Júnior, fundador da construtora WTorre, morreu nesta sexta-feira (11), aos 64 anos, em São Paulo.

Segundo amigos da família, ele contraiu Covid-19 e estava internado no hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista, havia cerca de três semanas. Segundo essas pessoas, não haverá velório.

Torre teve leucemia e se submeteu a dois transplantes de medula óssea, o último no ano passado. Ele ainda estava em tratamento, com o sistema imunológico debilitado quando contraiu o coronavírus.

Em comunicado enviado pela construtora, a empresa afirma que Torre foi vítima de uma parada cardiorrespiratória na tarde desta sexta.

"Seu legado profissional é imensurável, tendo entre outras realizações a construção do Allianz Parque em 2014, uma das melhores arenas multiuso do mundo, a única do Brasil", afirmou a empresa por meio de nota.

Em entrevista para o jornal Folha de S.Paulo em 2011, Torre questionou os valores cobrados para a construção dos estádios da copa.

"Quando falam que as outras custam R$ 1 bilhão, tem essa diferença [a arena do Palmeiras tinha sido orçada em R$ 310 milhões]. Eu me espanto com o custo dos outros", afirmou na ocasião.

O orçamento inicial de cerca de R$ 300 milhões mais que dobrou. A arena custou R$ 660 milhões, muito em razão do assumido perfeccionismo de Walter Torre.

O estádio, que tinha inicialmente previsão de conclusão em 2012, foi entregue em 2014.

A construtora foi fundada por Torre assim que ele se formou em engenharia, em 1981. Nessa época, a empresa projetava armazéns industriais para locação, algo que ainda era pouco explorado no país.

O passo seguinte foi a construção de galpões sob medida. Ao longo da vida, construiu galpões para os maiores clientes como Pirelli, Nestlé, Casas Bahia e Volkswagen.

Neste ano, a construtora comprou da Odebrecht um terreno onde há um Carrefour na Marginal Pinheiros, zona sul de São Paulo. Objetivo de Torre era construir a torre corporativa mais alta da capital paulista, com mais de 80 mil metros quadrados.

O empresário também havia firmado recentemente acordos com o Vasco e o Santos para a revitalização de suas arenas.

Walter Torre deixa a esposa, Silvia Torre, e três filhos, Paulo, Marina e Giuliana.

Confira a nota divulgada pela construtora:

"É com imenso pesar que a família WTorre vem a público informar o falecimento de Walter Torre, fundador da empresa, na tarde de hoje, 11 de dezembro. Aos 64 anos, ele foi vítima de uma parada cardiorrespiratória. Foi em 1981 que Walter, então recém formado em engenharia civil, deu início a um sonho ao abrir sua construtora e nunca mais parou. Seu legado profissional é imensurável, tendo entre outras realizações a construção do Allianz Parque em 2014, uma das melhores arenas multiuso do mundo, a única do Brasil. Walter Torre deixa sua esposa Silvia Torre e filhos Paulo, Marina e Giuliana além de uma equipe de executivos e colaboradores apaixonados que seguramente honrarão seu legado pautado na inovação, ética e profissionalismo, principais alicerces da WTorre"

Bahia Notícias

Ao apoiar o líder do Centrão, Bolsonaro joga seu destino na eleição para presidente da Câmara


Arthur Lira sobre Mandetta: "Mais trabalho e menos entrevista"

Por “mera coincidência”, Lira é envolvido em rachadinhas

Pedro do Coutto

O Globo, Estadão e o Valor deram grande destaque nesta sexta-feira aos lances que estão envolvendo a disputa para a presidência da Câmara Federal, focalizando as articulações que se sucedem principalmente para a escolha, por Rodrigo Maia, do nome que enfrentará Arthur Lira, líder do Centrão e candidato do presidente Bolsonaro. O episódio, a meu ver, reveste-se de uma importância enorme no campo político. Principalmente porque o mandato das novas mesas diretoras da Câmara e do Senado são de dois anos, portanto, estarão nos postos na sucessão presidencial de 2022.

Se Bolsonaro perder a disputa, sua candidatura a reeleição sofrerá a partir de 2021 uma forte queda em seu projeto de permanecer no Planalto depois da alvorada das urnas.

MAIA INDEPENDENTE – Rodrigo Maia, que se encontra rompido com o ministro Guedes, tem atuado com independência, o que fortalece sem dúvida à oposição. O que falta a Maia é alcançar um consenso em torno do candidato que em Janeiro enfrentará Arthur Lira e o bloco do governo. Rodrigo Maia está se empenhando a fundo para vencer a disputa.

O candidato capaz de unir o presidente da Câmara à frente dos oposicionistas deverá surgir até o final deste ano. Na Folha de São Paulo a reportagem é de Júlia Chaib e Tiago Resende, no Estadão é de Felipe Frazão, no Valor assinam Marcelo Ribeiro, Rafael Di Cunto e Fábio Murakawa.

A partir da semana que vem as articulações vão ganhar cada vez mais empenho, como é natural sobretudo porque, como disse há pouco, Rodrigo Maia vai avançar para obter destaque que poderá ser decisivo para seu futuro político.

TODAS AS FICHAS – Jair Bolsonaro joga todas as fichas na própria reeleição que já esteve mais viável do que na atual  faixa de tempo. A pesquisa do IBOPE inclusive mostrou que a aprovação de seu governo pela opinião pública já esteve melhor situada e agora mesmo, nas urnas municipais sua administração é mais reprovada do que aprovada. Rio e São Paulo são destaques uma vez que concentram praticamente 1/3 do eleitorado brasileiro.

Que Bolsonaro estará nas urnas é um fato certo, mas sua candidatura pode ser confrontada por algum candidato capaz de reunir as forças que lhes são contrárias. Nesta escala situam-se o governador João Doria e o ex-ministro Ciro Gomes.

PT É INCÓGNITA -A posição do PT de Lula da Silva é uma incógnita. Até porque, segundo a matéria do Valor, o PT poderá inclusive votar em ArtHur Lira. Ou então abster-se, posição que Lula vem adotando.

O ex-presidente sonha com uma noite de verão para conseguir livrar- se das condenações que lhes foram imputadas, e Arthur Lira promete abrandar a Lei da Ficha Limpa. Terá coragem e apoio para fazê-lo?

Cabe ao STF decidir se Kassio Marques será investigado pelas irregularidades no currículo


Bolsonaro confirma escolha de Kassio Marques para o STF | SUPER NOTICIA

Kassio Marques não tem notório saber nem reputação ilibada

Rayssa Motta e Fausto Macedo
Estadão

As inconsistências no currículo do ministro Kassio Nunes Marques, empossado mês passado no Supremo Tribunal Federal (STF), podem colocar a Corte em uma posição delicada: a de julgar se o colega feriu a Lei Orgânica da Magistratura.

Nesta terça-feira, dia 8, o procurador-geral da República, Augusto Aras, enviou manifestação ao gabinete da ministra Rosa Weber defendendo que cabe ao tribunal decidir se abre investigação para apurar eventuais irregularidades no caso.

NOTÍCIA-CRIME – A magistrada é relatora de uma notícia-crime encaminhada pelo jornalista e advogado Afanasio Jazadji pedindo um inquérito contra o indicado do presidente Jair Bolsonaro para a cadeira de Celso de Mello pela inclusão de títulos falsos no currículo e pelo suposto plágio de trechos da dissertação de mestrado.

No despacho, Aras lembra que o Supremo já fixou entendimento no sentido de que, apesar de desnecessária deliberação colegiada prévia, a investigação de suspeitas de crimes cometidos por membros do Poder Judiciário deve ser conduzida no tribunal ou órgão especial competente para o julgamento correlato.

“Eventual procedimento investigatório voltado para a apuração de crime atribuído à sua pessoa há de ser instaurado nesse STF”, registra o procurador-geral.

INCOMPETENTE – Na prática, ao se declarar incompetente para tomar uma decisão no caso, o chefe do Ministério Público Federal ‘passa a bola’ para Rosa Weber decidir se arquiva a reclamação, abre investigação ou submete ao plenário. Os dois últimos cenários são considerados remotos.

Antes de assumir o cargo, na sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Nunes Marques foi questionado sobre as credenciais acadêmicas. Como o Estadão revelou, o currículo do magistrado traz um curso de pós-graduação que não é confirmado pela Universidad de La Coruña, na Espanha. A instituição de ensino informou que o evento foi na verdade um curso de extensão. Já o ministro afirma que houve uma confusão na tradução do termo ‘postgrado’.

“A expressão foi inserida com fidelidade e na forma exata como constou da programação do curso da Espanha. Não há menção a pós-graduação nenhuma na Espanha”, disse na ocasião.

PLÁGIO NO MESTRADO – Também na sabatina, o ministro admitiu inconsistências na dissertação de mestrado que apresentou em Portugal, mas negou que tenha cometido plágio no trabalho acadêmico. Dezessete das 127 páginas da tese têm conteúdos idênticos aos de três artigos publicados anos antes pelo advogado Saul Tourinho Leal, sem a citação do autor.

“O próprio advogado, em nota pública, afirmou que absolutamente não existe plágio. O que existe, em quase todo trabalho científico, é alguma inconsistência. E, na minha, quando recebi da universidade, tinha inconsistências no porcentual de 11%, com várias relações, inclusive o artigo 196 da Constituição eu esqueci de ‘aspazar’”, defendeu na CCJ.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A reportagem do Estadão fez contatos com o gabinete do ministro Kassio Nunes Marques e com a assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal desde o início da manhã de quinta-feira e aguarda retorno. Podem esperar sentados, porque em pé cansa. A justificativa da notícia-crimes inclui matérias da TI. O advogado Marcos Franco, sempre atento ao lance, foi conferir e constatou o seguinte: “Realmente, verifiquei que constam nesse processo (PET9286) no STF, dentre outras, na peça 9 (doc.7) a opinião de Carlos Newton em 22 de outubro, e na peça 19 a matéria http://www.tribunadainternet.com.br/supremo-recebe-noticia-crime-contra-kassio-marques-por-ter-fraudado-o-proprio-curriculo/”. (C.N.)

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