sábado, outubro 10, 2020

Depoimento de Frota confirmou o patrocínio oficial aos blogueiros do ‘gabinete do ódio’

 

Novato na política, Alexandre Frota vira defensor improvável da reforma da  Previdência

Frota indicou que as investigações estão no rumo certo

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

Em depoimento à Polícia Federal, o deputado Alexandre Frota afirmou que o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, à época que este chefiava a Secretaria de Governo da Presidência da República, teria lhe confidenciado que estava ‘sofrendo pressão de pessoas ligadas ao governo para que ele de alguma forma auxiliasse, financiasse ou contratasse de alguma forma canais que operassem portais de apoio ao presidente Bolsonaro’.

Segundo Santos Cruz teria relatado a Frota à época, ‘diversas vezes foi levado a ele propostas de contratação de serviços’ que seriam prestados pela empresa do blogueiro Allan dos Santos.

LINCHAMENTO VIRTUAL – O parlamentar afirmou à PF que a resistência de Santos Cruz frente a tais demandas acabou fazendo com que ele passasse a ser vítima do ‘linchamento virtual’ coordenado pelo ‘gabinete do ódio’.

Em depoimento, Frota disse ainda que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito das Fake News inclusive identificou diversos conteúdos de ataque a Santos Cruz, tendo rastreado contas e IPs relacionados à estrutura que, segundo ele, foi montada para ‘linchar’ opositores do governo Bolsonaro.

As informações foram apresentadas por Frota no depoimento prestado à Polícia Federal no último dia 29 no inquérito que apura o financiamento e divulgação de atos antidemocráticos.

ALGO IMORAL OU ILEGAL – Os detalhes sobre o depoimento do parlamentar foram divulgados pela Folha de S.Paulo e pelo Jornal Nacional e confirmadas pelo Estadão, que também teve acesso ao depoimento.

As indicações de Frota quanto a Santos Cruz se deram em resposta a um questionamento da Polícia Federal. A corporação perguntou se o deputado tinha conhecimento de que o então Ministro Santos Cruz teve de agir para evitar que ‘algo imoral ou ilegal’ acontecesse na utilização de recursos da área de comunicação do governo.

Como mostrou o Estadão, a Polícia Federal investiga, no âmbito do inquérito sobre os atos antidemocráticos, se o governo Bolsonaro direcionou verbas de publicidade para financiar páginas na internet dedicadas a promover manifestações contra a democracia. A relação do grupo investigado com o governo chegou às autoridades justamente através da CPMI das Fake News, que repassou informações sobre anúncios da Secretaria de Comunicação da Presidência da República em sites e páginas ligadas aos investigados.

A CHAVE DO COFRE – Quem controla a Secom desde o início do governo Bolsonaro é o chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, mas a chave do cofre do órgão e consequentemente o controle da liberação de recursos fica nas mãos do Secretário Geral da Presidência, atualmente o ministro Eduardo Ramos. Santos Cruz foi seu antecessor na pasta, tendo deixado o governo em junho de 2019, sob desgaste, após ser criticado pela rede bolsonarista.

À época, a queda de Santos Cruz, primeiro ministro militar a deixar o governo Bolsonaro, representou uma vitória para a ala olavista do governo, dos filhos do presidente e de Wajngarten. Como mostrou o Estadão, a posição de Santos Cruz, considerada ‘linha dura’ com a distribuição da verba incomodava tanto os políticos como a equipe econômica.

O CASO ALLAN SANTOS – O nome de Allan do Santos não foi citado por Alexandre Frota somente ao tratar das supostas propostas de contratações do blogueiro. O deputado disse não ter relação com o representante do site bolsonarista Terça Livre, mas indicou que, após as eleições 2018, ‘percebeu que o mesmo tinha uma grande influência junto ao Presidente da República, tanto que antes da aproximação do governo federal com o chamado Centrão fazia parte do núcleo duro ideológico e possuía transito livre dentro do Palácio’.

O parlamentar também foi indagado pelos investigadores se pertencia a um grupo do Whatsapp chamado Genis House/QG Estado Maior. Frota respondeu que não, mas disse que sabia da realização de reuniões na casa do blogueiro por meio de um assessor parlamentar do deputado Felipe Lerça.

Como mostrou o Estadão, Allan dos Santos mantinha um grupo de WhatsApp com deputados bolsonaristas e ‘outras pessoas de baixo escalão do governo’, sendo que as conversas resultavam em reuniões na residência do blogueiro, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. Um dos integrantes do grupo era o assessor parlamentar Tércio Arnaud Tomaz, apontado como integrante do ‘Gabinete do Ódio.

DISSE O ASSESSOR – Em depoimento, o assessor especial disse que o blogueiro o adicionou em um grupo criado ‘para que pudesse se reunir’ semanalmente na residência do blogueiro ‘para discutir temas relacionados ao governo federal com pessoas que estão dentro do governo’.

Tércio Tomaz afirmou que ‘nunca’ participou dos encontros, mas que continuou no grupo ‘como forma de se informar de temas de interesse’.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Os delegados federais estão no caminho certo para liquidar com o “gabinete do ódio”, que é comandado pessoalmente por Carlos Bolsonaro (o Zero Dois) e tem como operador o especialista em informática Tercio Arnaud Tomaz, que é assessor especial de Bolsonaro e tem sala no terceiro andar do Planalto, ao lado do gabinete presidencial. (C.N.)

Perguntas que não quer calar a respeito de propaganda mentirosa do prefeito.

 

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Recebi esse áudio do chefe de gabinete do atual prefeito e, como formador de opinião, sinto-me na obrigação de protestar para deixar o povo informado da verdade.
Vamos as perguntas:
Diga-me uma cidade do Brasil que não existe obras inacabadas?
Será que o povo de Jeremoabo é tão analfabeto para não entender que obra inacabada não é sinônimo de roubo? 
Será que o povo de Jeremoabo é tão imbecil para não entender que a hoje candidata Anabel, estava em Salvador elevando o nome de Jeremoabo ao exercer cargo de confiança no gabinete do Governado?
Qual a autoridade e a prova que esses  " fariseus" tem para acusar a candidata a prefeita Anabel de ficha suja?
Além da cara de pau é um ato de desonestidade, acusar alguém daquilo que não prova.
O povo de Jeremoabo está cheio de mentiras, de improbidades, de corrupção, vamos fazer uma campanha limpa, respaldada em programa de governo, e não em sujeiras.

Alexandre de Moraes acolhe parecer da PGR e arquiva notícia-crime contra Salles por “ir passando a boiada”

 Posted on 

Charge do Iotti (gauchazh.clicrbs.com.br)

Sarah Teófilo
Correio Braziliense

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da notícia-crime contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por declarações numa reunião ministerial, em abril deste ano. Na ocasião, ele disse que o governo deveria aproveitar a pandemia, em que o foco estava sobre a saúde, e “ir passando a boiada” em relação a “regramentos e normas” sobre proteção ambiental. A decisão do magistrado acompanha parecer da Procuradoria-Geral da União (PGR).

O pedido foi encaminhado ao Supremo pelos senadores da Rede Randolfe Rodrigues (AP) e Fabiano Contarato (ES) e pelos deputados Joênia Wapichana (Rede-RR) e Alessandro Molon (PSB-RJ). A PGR, no entanto, manifestou-se pela negativa do seguimento da petição, argumentando que já havia sido instaurada uma notícia de fato para averiguação preliminar, que foi arquivada em 26 de agosto e informada ao Supremo só no fim de setembro.

“MANIFESTAÇÃO DE OPINIÃO” – A PGR alegou, ainda, que o caso já era objeto de um processo que tramita na 8ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, em que se apura eventual prática de improbidade administrativa. Nessa mesma manifestação, a procuradoria argumentou que “no contexto da reunião ministerial, o representado limitou-se a manifestar opinião sobre temas relacionados às diretrizes que poderiam vir a ser, ou não, adotadas pelo Poder Executivo”.

“Assim, tendo o Ministério Público se manifestado pela negativa de seguimento à petição, notadamente em razão da ausência de indícios mínimos da ocorrência de ilícito penal, determino o arquivamento desta notícia-crime”, informou Moraes.

STJ mantém prisão de ex-presidente do TJ-BA e outros investigados na Operação Faroeste


por Cláudia Cardozo

STJ mantém prisão de ex-presidente do TJ-BA e outros investigados na Operação Faroeste
Foto: Jefferson Peixoto / Ag Haack / Bahia Notícias

O ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve por mais 90 dias as prisões dos investigados na Operação Faroeste. O pedido de manutenção da prisão foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) nesta quinta-feira (8). Permanecerão em prisão preventiva o "quase-cônsul" da Guiné Bissau, Adailton Maturino e a esposa dele, Geciane Maturino, Antônio Roque do Nascimento Neves, o advogado Márcio Duarte, o juiz Sérgio Humberto de Quadros Sampaio e a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago.

 

A revisão da prisão a cada 90 dias está prevista na Lei Anticrime. Segundo Og Fernandes, a defesa dos réus já manejou mais de 20 pedidos de revogação da prisão preventiva, através de diversas ações, inclusive, no Supremo Tribunal Federal (STF). "Em todas as oportunidades em que os pedidos já foram a julgamento, a Corte Especial do STJ ou do STF - a depender do caso - reforçaram a compreensão de que a liberdade dos imputados geraria perigo para a garantia da ordem pública, da ordem econômica, para a conveniência da instrução criminal e para aplicação da lei penal", afirmou o ministro na decisão.

 

Para Og, a manutenção da prisão dos réus da Operação Faroeste é a medida "capaz de estancar a dinâmica criminosa, que se pratica muitas vezes a distância, através do uso de modernas ferramentas digitais de comunicação, especialmente no que tange ao crime de lavagem de capitais". A decisão do ministro revela uma curiosidade: até o momento, a ação penal contra os investigados já conta com mais de 15 mil páginas

Bahia Notícia

TSE autoriza candidato impulsionar conteúdo na internet com nome de adversário


por Matheus Teixeira | Folhapress

TSE autoriza candidato impulsionar conteúdo na internet com nome de adversário
Foto: Divulgação

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu nesta quinta-feira (8) que é permitido aos candidatos impulsionar conteúdo na internet que use como palavra-chave o nome de adversários, desde que não direcione para notícia falsa.

A corte eleitoral afastou a multa imposta a Jilmar Tatto (PT-SP) por ter impulsionado buscas no Google usando o nome de Ricardo Trípoli (PSDB-SP) em 2018, quando ambos concorriam a uma vaga no Senado Federal. Os dois perderam o pleito e, hoje, Tatto disputa a Prefeitura de São Paulo.

"Procurando por Ricardo Tripoli? Conheça Jilmar Tatto", dizia a mensagem contratada pelo petista para aparecer no Google.

O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) havia entendido que a prática era vetada pela legislação eleitoral e multou Tatto em R$ 10 mil, mas a decisão foi revogada nesta quinta pelo TSE pelo placar de 5 a 2.

O impulsionamento de conteúdo é um serviço oferecido por redes sociais e por mecanismos de buscas da internet e é o único modelo de propaganda paga na internet permitida aos candidatos durante o pleito.

O julgamento tratou do caso concreto de Tatto, mas servirá como precedente para situações similares.

A maioria dos magistrados entendeu que, como o eleitor tem a liberdade de clicar ou não no conteúdo patrocinado, não há transgressão às regras para propagandas pagas no mundo virtual.

Prevaleceu a tese sustentada pelo relator, ministro Sergio Banhos, que foi acompanhado pelos ministros Edson Fachin, Marco Aurélio, Og Fernandes e Carlos Horbach.

“A apresentação de alternativas ao eleitor, desde que garantida sua liberdade de escolha, não pode ser vista por via de regra como forma de prejudicar a campanha eleitoral, mas maneira de ampliar debate político e embasar escolha consciente do eleitor”, disse o relator.

Como o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, e Tarcísio Vieira de Carvalho estavam ausentes, os ministros substitutos Marco Aurélio e Horbach foram decisivos para formar maioria em favor da tese de Banhos.

Marco Aurélio afirmou que “o eleitor não é um curatelado, não é um tutelado” e disse discorda da tese de que o brasileiro não sabe votar. “Para mim, ele sabe votar e escolhe segundo as circunstâncias reinantes, segundo o momento vivenciado.”

Horbach seguiu na mesma linha. “O cidadão, diante de diversas informações, pode selecionar aquelas que lhe são mais relevantes e que permitem formar opinião de maneira mais clara."

Os ministros Alexandre de Moraes e Luís Felipe Salomão divergiram dos colegas. Moraes classificou a atuação de Tatto como “estelionato eleitoral”, uma vez que a estratégia poderia levar o eleitor a desistir de pesquisar pelo candidato procurado inicialmente.

O ministro ainda demonstrou preocupação com o efeito que a decisão pode ter. “Se o TSE referendar isso, vai ser uma loucura essa campanha. Todos vão usar e vamos ter o repique”, disse.

Salomão, por sua vez, sustentou que a prática visa prejudicar o adversário e, por isso, não é legítima. "Não há a necessidade de críticas ou ofensa ao candidato, basta que o instru

Bahia Notícias

Pelo Renda Cidadã, governo avalia desindexar aposentadorias e pensões acima do mínimo

 

Pelo Renda Cidadã, governo avalia desindexar aposentadorias e pensões acima do mínimo
Ministro da Economia, Paulo Guedes | Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Mesmo com previsão de que as discussões sobre o Renda Cidadã só sejam retomadas após as eleições municipais, técnicos do governo continuam trabalhando em alternativas para financiar o programa. De acordo com o Blog do Camarotti, do G1, a mais forte delas, atualmente, é a proposta de desindexação das aposentadorias e pensões superiores a um salário mínimo.

 

A legislação federal determina que as aposentadorias e pensões daqueles que recebem valor superior ao do salário mínimo sejam reajustam anualmente com base na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior – neste ano, por exemplo, ficou em 4,48%. A proposta seria acabar com esta vinculação porque estudos apontam que mais da metade dos gastos públicos são corrigidos automaticamente por algum indicador. 

 

Ainda de acordo com a publicação, esta seria a melhor medida para encontrar o espaço no orçamento necessário para custear o programa – a avaliação de um parlamentar que acompanha esse debate aponta que a solução para financiar o Renda Cidadã passa necessariamente por cortes de despesas.

 

Pelo menos outras duas medidas estão em estudo na área técnica do governo. Uma delas é aprovar, no Congresso Nacional, o projeto que proíbe os chamados "supersalários" dos funcionários públicos. Pela proposta, os penduricalhos recebidos por servidores, que fazem com que seus proventos superem o teto constitucional de R$ 39,3 mil, seriam todos encaixados dentro deste valor. No entanto, a medida não geraria o espaço fiscal suficiente nos cofres da União porque a maior parte do funcionalismo já recebe abaixo do teto.

 

Estudos que estão sendo analisados pelo Poder Legislativo indicam, ainda, outras possíveis fontes de recursos para abastecer o Renda Cidadã. Uma delas é a possibilidade de destinar emendas parlamentares impositivas ao programa social. Neste caso, só em 2021, o governo poderia empregar até R$ 9,7 bilhões das emendas individuais e outros R$ 6,7 bilhões das emendas de bancada.

 

Outros R$ 10 bilhões poderiam vir da proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial, que trata dos "gatilhos" para garantir o respeito ao teto de gastos. Essa proposta inclui, entre outras medidas, a redução proporcional de jornada e remuneração no serviço público para cortar despesas da União.

Bahia Notícias

Atos antidemocráticos: PF mira em transações financeiras entre assessores de Damares e blogueiro bolsonarista


Funcionária do ministério pagou aluguel da residência de blogueiro

Breno Pires e Emilly Benhke
Estadão

Movimentações financeiras entre assessores do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado por Damares Alves, entraram na mira da Polícia Federal no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga o financiamento de atos antidemocráticos.

A delegada Denisse Dias Ribeiro fez perguntas sobre o tema ao tomar o depoimento da ex-secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do ministério, Sandra Terena, mulher do jornalista e blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo e confirmadas pelo Estadão.

REPASSES – A PF questionou Sandra sobre repasses de Eustáquio a quatro funcionários do ministério e também sobre o pagamento que uma funcionária da pasta fez pelo aluguel de um imóvel onde Sandra Terena e o marido moravam em Brasília.

Em resposta, Sandra justificou que parte dos valores eram empréstimos, mas não respondeu a um questionamento sobre se as contas dela eram pagas por essa funcionária do ministério. Sandra negou que tenha alimentado com informações internas do ministério grupos que organizaram atos contra as instituições.

ABRACE O MARAJÓ – Mais cedo, Damares destacou que o programa Abrace o Marajó conta com a participação de 16 ministérios e que nenhum ‘corrupto vai colocar o dedo’ na iniciativa. Hoje ministros e o presidente Jair Bolsonaro participaram da apresentação de ações da programa em evento realizado em Breves, na Ilha do Marajó, no Pará.

“Os ministros que estão envolvidos com esse programa, são 16 ministérios. Nós temos um comitê de ministros e a gente vai mandar um recado: corrupto não vai colocar o dedo neste programa. Nós vamos acompanhar a execução de cada ação”, declarou. Com a fala, ministra endossa o discurso de Bolsonaro de que seu governo não tem casos de corrupção.

Depois de muita decepção, Moro começa a entender o jogo e agora tem de entrar em campo


Sérgio Moro: “Se houver irregularidade da minha parte, eu saio”. Os seis  temas que marcaram a audiência no Senado. | Asmetro-SN

Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Antonio Fallavena

Recentemente, li um artigo publicado em Porto Alegre, sob o título “Moro perdeu para Lula e Bolsonaro”. Quanta bobagem, quanto despautério! O ex-juiz Sérgio Moro tem uma carreira, tem futuro, tem opções. Quem parece não ter é o Brasil. O juiz da Lava Jato pensou que Bolsonaro ia dar força à luta contra a corrupção, mas teve uma enorme decepção.

Moro começa a entender o jogo e agora tem de entrar em campo! Se calar, seus inimigos, de todos os lados, dirão que “ele não está nem ai” para o que ocorre. E se falar, dirão que Moro perdeu a disputa e tenta compensar.

SERIA UM TRAIDOR? – Fico pensando. Se Moro não tivesse aceitado o convite e assumido o Ministério da Justiça, hoje também seria chamado de traidor pelos áulicos de Bolsonaro.

Pobres ignorantes de cultura e de raciocínio. Ou serão enganadores fazendo o jogo do poder? A paixão é cega, surda, mas não muda o caráter! Sensatez, entendimento, ética e moral são virtudes e não produtos compráveis nas prateleiras de supermercados.

Também pela manhã, ouvi o seguinte comentário sobre a indicação de Kassio Nunes Marques para o Supremo: “Não podemos julgar ou pré-julgar alguém, antes dele assumir e trabalhar”. Pensei comigo: outro idiota de carteirinha e visto permanente!

27 ANOS NO STF – Ora, será que autor do comentário sabe que o indicado tem apenas 48 anos? Assim, poderá ficar no modesto cargo até os 75 anos, ou seja, 27 anos de mandato! Pensei então o que faremos se Bolsonaro emplacar o ministro e este for o que disse o grande filósofo e guru Olavo de Carvalho: “Justiça poética. A escolha que o Bolsonaro fez para sucessor do Celso de Merda é uma escolha de merda”. Concluí, então, que estamos trocando seis por meias dúzia!

Quando o povo quis tirar o PT do poder, para livrar o país de ladrões e corruptos, teve de fazer a escolha entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro. Na época, já eram conhecidas as deficiências do candidato do PSL. Mas não se sabia que o eleito iria demonstrar tantos defeitos.

TRAIÇÕES EM SÉRIE – Bolsonaro traiu amigos que o ajudaram na eleição. Traiu o advogado Gustavo Bebbiano, o general Santos Cruz, o juiz Sérgio Moro e sabe Deus quantos mais. Porém, as maiores traições foram contra a República, o País e a parcela importante da sociedade brasileira que apoiou sua eleição por estar descontente com o PT.

A Nova Política, prometida na campanha por Bolsonaro, transformou-se na maior armadilha contra uma democracia de verdade! E assim, temos vivido de estelionato em estelionato, eleição após eleição. Solução? A mesma de sempre, utilizada nas democracias.

Só o povo indo às ruas, cobrando uma constituinte exclusiva e a reforma política e do estado, fará os rumos do Brasil mudar, em direção ao futuro que os brasileiros mais lúcidos desejam.

Lava Jato extinguiu a narrativa do “rouba, mas faz”, diz pesquisador sobre rejeição a candidatos a prefeito

 

“Não basta ser honesto, vai ter que resolver problemas”, diz Moura

Pedro Capetti
O Globo

A desconstrução da rejeição de candidatos rechaçados pela população deverá fazer com que a campanha ganhe toques mais beligerantes, com ataques diretos entre os adversários. A avaliação é de Maurício Moura, diretor da Idea Big Data e pesquisador na Universidade de Washington, nos Estados Unidos.

Em entrevista ao O Globo, Moura afirma que é mais fácil desconstruir os outros do que a própria rejeição. Diz, ainda, que os casos de corrupção pesam na imagem frente à população e que a Operação Lava-Jato extinguiu a narrativa do “rouba, mas faz”.

Como superar a rejeição no curto espaço de campanha?
Não há uma fórmula mágica. O que acontece, na prática, é que fazer desconstrução dos outros com narrativas é muito mais fácil do que desconstruir sua própria rejeição, que é um trabalho de longo prazo.

A campanha na televisão e as redes sociais podem ajudar?
Sou da filosofia de que não existe separação entre rádio, televisão e redes sociais. O conteúdo circula em todos os meios. Agora, em todas as plataformas, esses candidatos vão expor quais são as estratégias. Teremos muitos ataques, principalmente na reta final, para desconstruir o candidato que está na frente.

Candidatos com maior rejeição tendem a ser mais beligerantes?
Sim, e isso é global. No Brasil, isso se torna mais acentuado porque as campanhas são muito curtas, os candidatos têm pouco tempo para construir o voto, há uma limitação em postagens e em como se comportar. Em países como Estados Unidos e da Europa, você pode viver em campanha. Aqui, é um espaço limitado de tempo. Antes, você não pode parecer candidato, pedir voto. A campanha brasileira é restritiva.

Geralmente, os candidatos mais rejeitados pela população são os com casos de corrupção no histórico. Herança do “lava-jatismo”?
A maior herança da Lava-Jato foi extinguir ou fazer virar exceção a narrativa do “rouba, mas faz”. Essa narrativa não para mais em pé. Vivemos um segundo momento do “lava-jatismo”. 2018 foi o ápice do antissistema, do antipolítico, antiestablishment. Agora, em todo o mundo, antissistemas e antigovernos têm mais dificuldades. Não basta ser honesto, vai ter que resolver problemas.

Que outros elementos pesam para o eleitor?
Com a pandemia, quem está no poder teve maior exposição. Antes dela, um terço da população de São Paulo não sabia quem era o Bruno Covas (PSDB), agora ele é amplamente conhecido. Isso também aconteceu com o Kalil (candidato em Belo Horizonte pelo PSD), que já era bem avaliado e agora é mais. Prefeitos que saíram mal avaliados da pandemia vão ter maior dificuldade na campanha.

O que um candidato com rejeição acima de 50% pode esperar?
Não me recordo de alguém que tenha conseguido ser eleito com rejeição tão alta.

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