sábado, março 07, 2020

Prescrição de processo contra desembargadores baiano reforça regra da impunidade


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Charge do Alpino (Yahoo Brasil)
Frederico Vasconcelos
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) julgou extinta, nesta terça-feira (3), a punibilidade dos ex-presidentes do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) Mário Alberto Simões Hirs e Telma Laura Silva Britto. O órgão reconheceu a prescrição de processo disciplinar administrativo contra os dois desembargadores. Ou seja, caducou o período em que  os magistrados poderiam ser punidos.
Ambos foram beneficiados com a morosidade da Justiça e com o desencontro de decisões, fatos que reforçam a imagem de impunidade no Judiciário.
HOUVE AFASTAMENTO – Eles foram afastados do cargo, preventivamente, em abril de 2013, em sindicância realizada pela Corregedoria Nacional de Justiça. Na época, o ministro Francisco Falcão era o corregedor nacional.
A correição realizada no Tribunal da Bahia foi motivada pelo descumprimento de determinações feitas nas gestões dos corregedores nacionais anteriores Gilson Dipp e Eliana Calmon.
Em  novembro de 2013, o colegiado do CNJ manteve o afastamento de Mário e Telma. Em decisão unânime (15 votos a zero), abriu processo disciplinar.
MÚLTIPLAS ACUSAÇÕES – Eles eram alvo, entre outras, das seguintes acusações:
– Suspeita de inflar em R$ 448 milhões os valores de precatórios (dívidas do poder público reconhecidas pela Justiça);
–   Designação de magistrado aposentado para atuar, de forma gratuita, por quase um ano, no Núcleo de Precatórios do Tribunal da Bahia, contrariando a Lei Orgânica da Magistratura;
– Discrepância entre os cálculos atualizados pelo Setor de Precatórios do TJ-BA e os cálculos realizados pela equipe de correição, que apresentavam substancial excesso em favor dos beneficiários;
– Suspeita de gestão temerária, falta de controle sobre a obrigatoriedade de entrega, pelos juízes, de declarações de bens e valores (imposto de renda).
LIMINAR NO RECESSO – Em 14 de novembro de 2013, os dois desembargadores impetraram mandado de segurança perante o Supremo Tribunal Federal (STF), com pedido de liminar para suspender a decisão do CNJ que os afastou de suas respectivas funções, e interromper o trâmite do processo disciplinar.
O relator da ação, ministro Roberto Barroso, indeferiu o pedido. Barroso considerou que eles também eram investigados em outros processos no CNJ e poderiam dificultar a coleta de provas.
Em julho de 2014, durante o recesso do Judiciário, o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF em exercício, concedeu liminar determinando o retorno de Mário e Telma ao tribunal da Bahia.
GRAVIDADE DAS CONDURAS – O mandado de segurança de Telma Britto foi protocolado no dia 1º de julho, último dia do expediente forense; o de Mário Hirs foi autuado em 16 de julho.
Os magistrados alegaram que a demora no processo disciplinar representava uma punição antecipada. Na ocasião, a ex-corregedora nacional Eliana Calmon afirmou: “Não posso condenar essa decisão do ministro Lewandowski, pois não se pode deixar alguém afastado do cargo por tanto tempo sem julgamento”.
Mário e Telma foram recebidos no tribunal por magistrados e servidores com festa e foguetório, na presença de autoridades baianas.
ACINTE AO JUDICIÁRIO – O ex-corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, considerou a recepção aos desembargadores “um acinte ao Poder Judiciário”.
Lewandowski encerrou a gestão como presidente do CNJ sem retomar o julgamento dos processos dos magistrados baianos.
Em fevereiro de 2017, o então corregedor nacional, ministro João Otávio de Noronha, interrompeu o julgamento e pediu vista do processo, depois do voto do relator, conselheiro Arnaldo Hossepian, que considerou parcialmente procedente o processo administrativo disciplinar.
Hossepian votou pela aplicação da pena de disponibilidade aos dois magistrados, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço. Segundo Hossepian, Mário e Telma “não exerceram a correta fiscalização sobre seus subordinados, consentindo que os cálculos fossem realizados em desacordo com a legislação”, apesar dos vários alertas.
GESTÃO TEMERÁRIA –O relator considerou que “a gestão temerária alcançou precatórios com valores vultosos”.
“Em razão da gravidade das condutas, que ocasionaram o efetivo prejuízo ao erário, revela-se inapropriada a aplicação de outra pena que não a de disponibilidade com vencimentos proporcionais”, decidiu Hossepian.
Em novembro de 2017, o CNJ absolveu Mário Alberto Hirs e Telma Laura Silva Britto. A maioria seguiu o voto divergente de Noronha, que disse: “Após detida análise dos autos”, não encontrou provas “de que os magistrados agiram de má-fé ou desvio voluntário de conduta, em proveito próprio ou de terceiros”.
“A gestão de precatórios não é tarefa fácil para nenhum magistrado”, afirmou.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– O jornalista Frederico Vasconcelos, do blog Interesse Público, está sempre atento Aos erros de juízes e à corrupção dos bandidos de toga, como diz a ex-corregedora Eliana Calmon. E a regra geral é a impunidade. (C.N.)

Negociação de Bolsonaro com “toma lá, da cá” foi vitória parcial, diz cientista político


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Fleischer diz que a velha política se mantém
Paula Reverbel
Estadão
O presidente Jair Bolsonaro praticou o velho “toma lá dá cá” e conseguiu uma vitória parcial no Congresso na quarta-feira, dia 4, de acordo com o cientista político David Fleischer, professor emérito da Universidade de Brasília (UnB).
Sob pressão de manifestações previstas para o próximo dia 15, o Congresso fez um acordo com o Palácio do Planalto e manteve os vetos do presidente Jair Bolsonaro ao projeto de lei do Orçamento, que entregaria ao Legislativo o controle sobre o destino de R$ 30,1 bilhões de recursos públicos. Após duas semanas de impasse, deputados e senadores conseguiram permanecer com uma fatia do dinheiro.
Quem ganha e quem perde com o acerto desta quarta-feira?
Bom, a crise fiscal ganhou um pouco, né? Mas tem um senão: dos R$ 15 bilhões que vão para as emendas dos parlamentares, se a emenda não encaixar em alguma atividade do governo, vai ser contingenciada. Porque os deputados querem fazer coisas em seus redutos. Uns 40 ou 50 vão ser candidatos a prefeito este ano. E querem jogar emendas para seu município. É assim que o “toma lá, da cá” funciona, infelizmente.
O acordo representa uma vitória parcial do governo?
Sim. Ele tinha vetado tudo (R$ 30 bilhões), mas negociou esses 15.
O general Augusto Heleno disse que o Congresso faz “chantagem”. Bolsonaro foi agora mais afável com os parlamentares?
Sim, ele praticou o que ele chama de velha política: negociar com o Congresso em regime de “toma lá, da cá”. No ano passado, foi forçado a ceder uns carguinhos… Está aprendendo a governar. As coisas que ele têm para negociar são cargos federais nos redutos dos parlamentares e liberação das emendas.
A fala de Heleno acabou levando bolsonaristas a marcar um protesto e o presidente enviou vídeos sobre o ato.
Sim, mas ele já voltou atrás. Seus assessores militares perceberam que isso seria muito contraproducente para a sua relação com o Congresso. Heleno exagerou: o Congresso não chantageia, pratica o “toma lá, dá cá”. Não pode chamar de “chantagem”.
Melhorou a relação com o Congresso?
Sim, se mostrou interessado em negociar. Para aprovar alguma reforma este ano, a votação precisa ser antes de junho, já o ano legislativo fica muito curto em ano eleitoral. A reforma administrativa talvez seja mais fácil. Sobre a tributária, estão falando em só mexer com tributos federais. Assim como na Previdência só mexeram com o INSS e deixaram cada Estado lidar com os servidores públicos. Ontem (quarta-feira) aconteceu o que aconteceu na Assembleia Legislativa de São Paulo (funcionários entram em confronto tropa de choque durante a sessão que aprovou a reforma estadual).
O acerto  faz com que a convocação dos protestos perca força?
Essa convocação para o dia 15 é pior – além de ser contra o Congresso, é contra o Supremo também. O Bolsonaro já esvaziou um pouco, já deu um ou dois passos para trás. 

Que dessa vez a lei seja respeitada

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Espero que pela primeira vez em Jeremoabo essa proibição funcione, já que inúmeras outras já foram emitidas e os donos da cidade não levaram a sério. 
A última vez que estive em Jeremoabo há poucos dias atrás, só consegui dormir depois que certo cidadão deixou de perturbar o sossego de todos com o barulho ensurdecedor de uma moto sem cano de descarga.
Infelizmente muita gente não entende o que significa viver em sociedade


sexta-feira, março 06, 2020

'Clã Bolsonaro' afunda no lodo que produz. Justiça pode virar a mesa? Procura-se Moro, que um dia brincou de herói e sumiu

Para cada doença existe um especialista

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Falam muito a respeito do débito da prefeitura de Jeremoabo referente a previdência social, porém de concreto não dizem nada, nem tão pouco resolvem nada, muita conversa improdutiva e pouca ação.
A legislação providenciaria é complexa, e exige especialista no assunto, principalmente na parte financeira.
  O débito da prefeitura de Jeremoabo não adianta culpar alguém porque não irá sanar o problema criando, a cada dia aumenta mais, a matemática não falha, se o prefeito Deri do Paloma tem que pagar todo mês R$ 1.000,000,00 e só paga R$30.000,00, não existe milagre que resolva.
Se uma pessoa está precisando submeter-se a uma cirurgia cardíaca, não adianta procurar um clinico geral que ele não irá resolver; bem assim é débito previdenciário de prefeitura, ou procura um advogado especialista em previdência social para tentar anular o débito ou abater o que está sendo cobrando a maior,  ou então permanecerá aplicando paliativo e a bola de neve crescendo em proporção geométrica.
A realidade nua e crua de Jeremoabo  é que  apesar do parcelamento da dívida total, a Prefeitura não tem conseguido realizar o pagamento integral da cota patronal do benefício. 
De imediato só existe uma saída para o município de Jeremoabo,  contratar os serviços de uma advogado especialista em previdência social para  estudar que medidas jurídicas irá tomar com relação ao débito de valores do Município, que pode se repetir nos próximos meses, onde a curto prazo seria impetrar um mandado de segurança para suspender imediatamente esse débito, tendo em vista que os valores recebidos pelo FPM são investidos única e exclusivamente com saúde, educação, segurança e a folha salarial. São despesas que não podem sofrer qualquer tipo de retenção, caso contrário, quem sofre é a população de Jeremoabo. Por isso deves solicitar a suspensão imediata desse débito..

Administração Municipal de Jeremoabo contraiu o virus da impunidade.

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Guardas Civis Municipais de Jeremoabo (BA) denunciam perseguição da Administração Pública
Guardas Civis Municipais de Jeremoabo colocados diariamente em frente ao banco e estabelecimento comercial com a alegação que é para impedir o estacionamento de veículos naquele local. Fotos: Blog Dedé Montalvão.
Imagem mostram que agentes da Guarda Civil Municipal de Jeremoabo são colocados diariamente, numa escala de segunda a sexta, de ante de uma agência bancária e em frente a lojas comerciais, onde segundo a alegação da Administração é para impedir o estacionamento em local proibido.
Segundo a Lei Federal nº 13.022/14 (Estatuto Geral das Guardas Municipais), em seu artigo 5º, inciso VI, “exercer as competências de trânsito que lhes forem conferidas, nas vias e logradouros municipais, nos termos da Lei Federal nº 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro) ou de forma concorrente, mediante convênio celebrado com órgão de trânsito estadual ou municipal”, entretanto cabe lembrar que não há municipalização do trânsito em Jeremoabo, ou seja, neste caso o Guarda Civil Municipal de Jeremoabo não pode aplicar multas por não haver a municipalização desta questão e não haver a devida capacitação técnica de autoridade de trânsito (curso de 200 horas conforme Portaria nº 94/17 do DENATRAN) e as demais formalidade jurídicas para a atuação da GCM para essa questão, e que fica bem claro que são estão meramente de enfeites naquele local, e sendo expostos a um grande risco a suas vidas de um acontecimento como um roubo a banco, na qual os mesmos nem sequer conseguiram resguardar suas vidas direito por não possuírem os devidos equipamentos de proteção individual e coletiva, como coletes balísticos e nem sequer o porte de armas institucional, não podendo desta forma se quer ter alguma forma de reação para se protegerem e impedir tal acontecimento. E no momento quem tem o poder de aplicar as multas no trânsito no município de Jeremoabo é a Polícia Militar.
Se é para exercer a fiscalização do trânsito local que se busque primeiramente as devidas formalidades jurídicas para essa questão para que assim os guardas civis municipais de Jeremoabo possam de fato atuar como determina a legislação, pois fazer a segurança de estabelecimentos bancários e de estabelecimentos comerciais é a função da vigilância privada, onde até a vigilância privada para fazer a segurança bancária atua com os devidos equipamentos de proteção como armas de fogo e coletes balísticos como é visto nas fotos na qual um carro forte chega no local justamente onde estão os guardas civis municipais.
É de se notar também que justamente os guardas civis municipais que estão cumprido esse serviço são aqueles que estão sofrendo algum tipo de assédio e perseguição da Administração Pública local, onde estes guardas civis municipais por não aceitarem certos desmandados, e principalmente, que estavam como chefes antes dos fatos do atrasos salariais e que não aceitaram punir os colegas que não estavam cumprindo os serviços por estarem com seus salários atrasados.
Cabe-se lembrar que a Administração Pública tem o dever de fornecer a formação técnica assim como os devidos equipamentos de proteção individual e coletiva para resguardar a integridade física e a vida dos agentes da Guarda Civil Municipal, é regra de segurança do trabalho, conforme as NR`s 6 e 9 do Ministério do Trabalho e Emprego, assim como para que venha a ter condições plenas de se aplicar as atribuições e competências dos Arts. 3º, 4º e 5º da Lei Federal nº 13.022/14, e venha a ter condições plenas de estar com equipamentos mínimos para estar se aplicando o que tange a Lei Federal nº 13.060/14 e a Portaria Interministerial nº 4226/10, que trata do uso progressivo da força por todos os órgãos de segurança pública, onde por exemplo devemos lembrar que no interior de São Paulo, mais precisamente no município de Araraquara, a Prefeitura foi condenada pagar R$ 300.000,00 (cem mil reais) pelo fato do guarda municipal ser assassinado em decorrência de sua atividade de risco e a Prefeitura não ter lhe fornecido nenhum equipamento de proteção e nem sequer armas de fogo.
Os Guardas Civis Municipais de Jeremoabo desejam fazer um bom trabalho para a sociedade, e inclusive ajudar no reforço da segurança pública local, entretanto necessitam ter as devidas condições plenas de trabalho e os devidos respaldos, sem também ter perseguições e assédios da Administração Pública, pois o cotidiano profissional desses agentes já é estressante, pois lhe dar controlando as pessoas, gerenciando e mediando conflitos, protegendo as pessoas, evitando ocorrências de atos de violência, fazendo o ordenamento público e as atribuições e competências estabelecidas na Lei federal nº 13.022/14 causam um desgaste físico e psicológico neste servidor, e os mesmos precisam que a Administração Pública venha a dar as condições adequadas para que venham a desempenhar bem todas essas suas funções, e não coloca-los sobre mais pressões e perseguições, o que pode inclusive causar danos a sua saúde.
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jeremoabo já tomou ciência do caso desses guardas civis municipais e já está tomando as devidas providências legais contra o fato das perseguições alegadas pelos agentes.
Fonte: Informe Azul Marinho

Nota da redação deste Blog - Já está tornando-se cansativo, desgastante, insuportável, a todo momento chegar denúncias de irregularidades praticadas pela administração municipal de Jeremoabo.
Parece até uma especie de  patologia.
Porém, tudo isso só está acontecendo devido a impunidade, como diz uma sabedoria popular: " quando o cavalo está carregado de açúcar até o rabo é doce".
Nas outras cidades os prefeitos só tem dois caminhos a seguir: respeitar a lei ou será penalizado, já em Jeremoabo, o prefeito desrespeita ordem Judicial, não atende convocação da Câmara, não presta satisfação a vereador e tudo permanece como dantes.

Rodelas: MP instaura inquérito para apurar suposta improbidade de presidente da Câmara
Foto: Reprodução / TV Tony Bahia
A Promotoria de Justiça da comarca de Chorrochó instaurou inquérito civil para apurar supostos atos de improbidade administrativa atribuídos a Joedson Ribeiro da Silva (PDT), presidente da Câmara Municipal de Rodelas, no norte do estado.

Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), Joedson se omitiu na apreciação das contas apresentadas ex-prefeito Emanuel Rodrigues (PCdoB), reprovadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Além disso, o promotor Leonardo de Almeida Bitencourt aponta desrespeito ao regimento interno da Câmara e omissão na prestação de informações públicas.

No último dia 7 de fevereiro, o MP-BA, representado pelo mesmo promotor de justiça, recomendou agilidade para apreciação das contas do ex-prefeito e deu um prazo de 10 dias para apresentar a relação das contas (veja aqui). O descumprimento desta recomendação também embasa a instauração do inquérito. (Bahia Notícias)

Rodelas: MP instaura inquérito para apurar suposta improbidade de presidente da Câmara

Sexta, 06 de Março de 2020 - 16:40


por Cláudia Cardozo / Lula Bonfim
Rodelas: MP instaura inquérito para apurar suposta improbidade de presidente da Câmara
Foto: Reprodução / TV Tony Bahia
A Promotoria de Justiça da comarca de Chorrochó instaurou inquérito civil para apurar supostos atos de improbidade administrativa atribuídos a Joedson Ribeiro da Silva (PDT), presidente da Câmara Municipal de Rodelas, no norte do estado.

Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), Joedson se omitiu na apreciação das contas apresentadas ex-prefeito Emanuel Rodrigues (PCdoB), reprovadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Além disso, o promotor Leonardo de Almeida Bitencourt aponta desrespeito ao regimento interno da Câmara e omissão na prestação de informações públicas.

No último dia 7 de fevereiro, o MP-BA, representado pelo mesmo promotor de justiça, recomendou agilidade para apreciação das contas do ex-prefeito e deu um prazo de 10 dias para apresentar a relação das contas (veja aqui). O descumprimento desta recomendação também embasa a instauração do inquérito.
Bahia Notícias

Ex-secretário nacional de Justiça manipulou rede de laranjas “feito marionetes”

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Empresas ligadas a Astério teriam faturado cerca de R$ 20 milhões
Marcio Dolzan
Estadão
Procuradores do Ministério Público Federal (MPF) do Rio disseram nesta quinta-feira, dia 5, que o ex-secretário nacional de Justiça no governo Michel Temer, Astério Pereira dos Santos, fez-se valer de uma rede de laranjas e operadores, ‘que eram manipulados feito marionetes’, para se beneficiar de recursos públicos em duas empresas das quais era sócio oculto.
Astério foi preso preventivamente na Operação Titereiro por ordem do juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal, juiz da Lava Jato no Rio. As empresas ligadas a Astério teriam faturado cerca de R$ 20 milhões, dos quais R$ 2,9 milhões acabaram repassados a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) como propina.
CÚMPLICE – O ex-secretário de Temer, que também é ex-procurador de Justiça do Ministério Público do Rio, é suspeito de ajudar na fuga do empresário Arthur Soares, o ‘Rei Arthur’, que vive nos Estados Unidos e é foragido da Justiça brasileira.
Segundo o MPF, Astério Pereira era sócio oculto em duas empresas fornecedoras de ‘quentinhas’ à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) – a qual ele próprio esteve à frente por muitos anos – e ao Departamento Geral de Ações Sócio Educativas (Degase).
“Em 2016 a Seap e o Degase estavam em dificuldades para pagar as empresas que forneciam quentinhas. Isso preocupou bastante os gestores da época, havia receio grande de rebeliões e problemas maiores”, declarou o procurador da República José Augusto Vagos. Para tentar contornar a crise, à época o TCE liberou R$ 160 milhões de seu fundo de modernização para pagar fornecedores dos dois órgãos.
DIVISÃO DO BOLO – “Só que 15% dos valores voltavam aos conselheiros do TCE, sendo que 5% ficavam com o presidente e o restante era dividido com os demais”, explicou Vagos. Segundo o procurador, ‘as empresas que não concordaram tiveram dificuldades em receber os atrasados’.
Os conselheiros do TCE têm foro privilegiado e as investigações sobre eles – que respondem por corrupção passiva – estão fora da alçada do MPF. Nesta quinta-feira, dia 5, os procuradores ressaltaram que Astério Pereira, preso preventivamente pela manhã, irá responder pelo crime de corrupção ativa.
ESQUEMA – A denúncia diz respeito ao esquema no fornecimento de alimentação e, ao menos por ora, nada tem a ver com a atuação de Astério junto ao Ministério Público do Estado do Rio – ele é procurador aposentado – ou junto à Secretaria Nacional de Justiça.
Apesar disso, os procuradores do MPF suspeitam que Astério ajudou ‘Rei Arthur’ a fugir a partir de informações privilegiadas. Em 2017, época em que ocupava a Secretaria Nacional de Justiça, ele teria alertado o empresário que o MPF iria solicitar sua prisão junto à Justiça de Portugal, onde ele se encontrava na ocasião. No dia seguinte, o empresário viajou aos Estados Unidos.

Pressão da ala militar foi decisiva para restringir uso de aviões da FAB por autoridades


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Charge do Lairson (Arquivo Google)
Gerson CamarottiG1 Brasília
A pressão da ala militar do governo foi decisiva para restringir ainda mais o uso de aviões da Força Aérea Brasileira por ministros e autoridades. Dessa vez, a gota d’água foi a viagem do então secretário-executivo da Casa Civil, Vicente Santini, para a Suíça e para Índia, que gerou contrariedade na cúpula militar do governo.
Na condição de ministro em exercício, Santini viajou em um avião da FAB e, diante da polêmica, acabou demitido do cargo. O presidente Jair Bolsonaro chegou a reconhecer que o episódio não era ilegal, mas classificou como imoral.
INTERINOS, NÃO – Pelo novo decreto, não será mais permitido o deslocamento pelas aeronaves da FAB de substitutos de autoridades ou autoridades que ocupam o cargo como interino. Nas palavras de um auxiliar do Planalto, esta regra foi criada justamente pela repercussão negativa do caso Santini.
Não é de hoje que autoridades militares pressionam pelo endurecimento das regras. A primeira mudança aconteceu ainda no governo Fernando Henrique Cardoso. E também houve restrições no governo Dilma Rousseff.
No governo Michel Temer, em 2016, a assinatura de um decreto determinou que uma aeronave esteja sempre à disposição na capital federal para realizar o transporte de órgãos doados para transplante e também permite o uso de outros aviões da Aeronáutica lotados por todo o país para esse objetivo. Desde então, mais de 200 órgãos são transportados por ano para transplante.
IMPLANTE DE CABELOS – O uso de aviões da FAB por autoridades já causou polêmicas ao longo dos anos. Um dos casos de maior visibilidade foi o deslocamento do então presidente do Senado, Renan Calheiros, para fazer tratamento capilar.
O episódio aconteceu em 2013, e o senador, depois, informou que devolveu a União o valor de R$ 27 mil pelo deslocamento ao Recife para fazer o implante capilar.

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