quarta-feira, fevereiro 13, 2019

No Pará, o governo começa a discutir hoje o pacote de obras para Amazônia


Gustavo Bebianno
Bebianno chega hoje a Belém para discutir o pacote amazônico
Tânia Monteiro e André BorgesEstadão
 O governo vai começar o seu plano de desenvolvimento pela região amazônica e enviará três ministros ao oeste do Pará para avaliar investimentos de infraestrutura e definir grandes obras na região. A escolha não é casual. O avanço nessas áreas isoladas da floresta e na fronteira atende também a um compromisso de campanha do presidente Jair Bolsonaro de aumentar a presença do Estado no chamado Triplo A. Trata-se de uma área que se estende dos Andes ao Atlântico, onde organismos internacionais supostamente pretendem criar uma faixa independente para preservação ambiental.
A região é estratégica para os militares, que querem marcar posição contra o que chamam de “pressões globalistas”. Como parte dessa estratégia, os ministros Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral da Presidência), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos) desembarcam nesta quarta-feira, 13, em Tiriós (PA) para discutir com líderes locais a construção de uma ponte sobre o Rio Amazonas na cidade de Óbidos, uma hidrelétrica em Oriximiná e a extensão da BR-163 até a fronteira do Suriname.
ENERGIA – A nova hidrelétrica teria, na avaliação do governo, o propósito de abastecer a Zona Franca de Manaus e região, reduzindo apagões. A ampliação da BR-163 – construída nos anos 1970, ainda inacabada e notícia por causa de seus atoleiros – cumpriria uma meta de integração da Região Norte. Já a ponte ligaria as duas margens do Amazonas por via terrestre, ainda feita por travessia de barcos e balsas. O projeto serviria como mais um caminho para o escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste.
Bebianno comparou as iniciativas à retomada do Calha Norte, projeto do governo José Sarney para fixação da presença militar na Amazônia. “A retomada do Calha Norte é fundamental para o Brasil como um todo. Estamos fazendo um mapeamento da região e vamos lá olhar pessoalmente”, afirmou o ministro ao Estado.
O movimento coincide com ação do governo para combater a influência do chamado “clero progressista” da Igreja Católica naregião. O pano de fundo é a realização do Sínodo sobre Amazônia, que será organizado em outubro, em Roma, pelo Vaticano. Entre os temas que serão discutidos estão a situação dos povos indígenas e de quilombolas e os investimentos na região – considerados “agendas de esquerda” pelo Planalto.
DESDE LULA – A última série de grandes investimentos na Amazônia ocorreu ainda no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o início das obras das hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau, em Rondônia, e Belo Monte, no Pará. Nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer, os canteiros foram abandonados ou perderam o ritmo.
O Planalto justifica a escolha dos projetos com o argumento de que a população dos municípios da margem norte do Amazonas está abandonada e seu objetivo é implementar um plano de ocupação para estimular o mercado regional e definir um “marco” da política do governo de incentivo econômico.
Um auxiliar de Bolsonaro afirmou que a presença dos ministros do Meio Ambiente e dos Direitos Humanos na comitiva tem por objetivo reduzir eventuais ataques de ativistas e ambientalistas.
RESISTÊNCIAS – A área delimitada para o início do plano estratégico é formada por reservas ambientais e territórios de comunidades isoladas, como a dos índios zoés, na região de Santarém.
Para tentar quebrar resistências, o governo vai incluir termos de responsabilidade socioambiental em todas as obras e firmar compromisso de diálogo com as comunidades locais. A equipe do presidente já antevê, no entanto, reações especialmente de países da União Europeia, que têm ligações com as entidades mais influentes da área de defesa da preservação da floresta.
Militares com cargo no governo recusam a comparação com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado por Lula com obras em todo o País, especialmente no Norte e no Nordeste. Ainda está prevista a retomada do projeto de revitalização dos afluentes do Rio São Francisco.
HAVERÁ REAÇÃO – A viabilidade dos projetos de infraestrutura na Amazônia desenhados pelo Planalto esbarra numa série de dificuldades.
As tentativas de se instalar uma usina no Rio Trombetas já fracassaram em outros governos por obstáculos socioambientais. O mesmo problema já comprometeu a continuidade da BR-163. A região é de mata densa, sem estradas. Seria necessário abrir uma rodovia na floresta, região marcada por áreas protegidas.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Com toda certeza, a Igreja e os ambientalistas reagirão contra o pacto de governo. Se depende deles, a Amazônia jamais de desenvolverá e as terras dos indígenas serão declaradas independentes do território nacional, nos termos do tratado que o Brasil assinou na ONU, no governo Lula. (C.N.)

Governo ainda não sentiu firmeza para aprovar a reforma da Previdência


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Charge do Tacho (Jornal Novo Hamburgo)
Pedro do Coutto
Reportagem de Geralda Doca e Eduardo Breciani, edição de ontem de O Globo, revelou que o governo Jair Bolsonaro ainda não sentiu firmeza no Congresso para aprovar a Emenda Constitucional da reforma. Esta realidade encontra-se explícita no fato da busca de apoio por parte dos governadores. Tanto assim, que está propondo uma troca que traga o apoio dos governadores, a ser exercido sobre pressão junto às bancadas federais para que votem a favor do governo para aprovar a mudança no sistema previdenciário.
Falei em troca de medidas capazes de indiretamente fornecer ao Palácio do Planalto os 2/3 necessários para que ela passe de um projeto para a realidade concreta. O toma lá dá cá prossegue, portanto, nas relações entre o Executivo e o Legislativo.
MÁQUINA DE FAVORES – O Palácio do Planalto está colocando a ideia de repassar para os atuais governadores a participação nos créditos tributários que se transformariam na canalização de receitas dos Fundos de participação dos estados em impostos como ICMS, IPVA, Imposto de Transmissão e liberação de recursos financeiros da dívida ativa.
Como se vê uma máquina de favores está sendo montada sem levar em conta que destinar créditos tributários representa diretamente transferir recursos da esfera federal para o âmbito estadual, sob o compromisso de os governadores pressionarem as bancadas federais de seus estados no sentido de votar a reforma.
Isso de um lado. De outro, no fundo da questão, encontra-se uma simples antecipação do apoio financeiro do poder central para o crédito dos estados e consequentemente, permitir aos governadores meios suficientes para que possam acelerar seus programas e cumprir as promessas que fizeram na campanha eleitoral.
MAIA APOIA – Enquanto isso, matéria de Bruno Góes destaca que o deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, também deseja uma mobilização dos 27 governadores para que empenhem-se a fundo para aprovar o que o governo deseja em matéria de sistema previdenciário.
O presidente da Câmara Federal também se dispõe a participar do trabalho junto aos governadores. Essa participação, tanto por parte do Palácio do Planalto quanto por parte do Presidente da Câmara revela claramente que o Palácio do Planalto ainda não sentiu firmeza capaz de assegurar a tramitação da emenda constitucional que sustenta o projeto da PEC.
Tudo isso converge para o fato de, sozinho, o governo federal não ter certeza do êxito da iniciativa, que se transformou em pedra de toque da administração do país. De onde se conclui que, na verdade, o Planalto não tem a sensação prévia da vitória. Pois se tivesse certeza do êxito, não iria propor vantagens em troca do voto parlamentar.

Documentos comprovam que a Vale sabia dos riscos da barragem desde 2017


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Nas ruas de Brumadinho, a impunidade da empresa é denunciada
Deu em Globo
Documentos internos da Vale mostram que a empresa já tinha conhecimento sobre o risco de rompimento da barragem 1 da mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), desde novembro de 2017. A informação foi publicada pela agência de notícias Reuters e confirmada ao Globo por investigadores do caso.
Esse relatório interno da mineradora aponta que a barragem — que se rompeu em 25 de janeiro, causando a morte de ao menos 165 pessoas — tinha chance de colapso duas vezes maior que o “nível máximo de risco individual” tolerável pela empresa.
Outro documento da companhia, elaborado em data posterior, foi anexado recentemente às investigações e mostra mais um alerta sobre o risco do rompimento da barragem. Datado de outubro de 2018, este relatório interno diz que a estrutura tinha duas vezes mais chances de se romper do que o nível máximo tolerado pela política de segurança da Vale.
AÇÃO PÚBLICA – Na segunda-feira, o blog do colunista Lauro Jardim revelou que, segundo o Ministério Público do Estado de Minas Gerais, a mineradora sabia do risco de rompimento da barragem em Brumadinho e ao menos de mais oito barragens desde outubro de 2018. As informações constam numa ação civil pública movida pelo MP contra a Vale, em tramitação no Tribunal de Justiça de Minas.
Na decisão a qual o Globo teve acesso, o juiz do caso, Sergio Fernandes, refere-se ao documento interno da empresa de 2018 abordado pelos promotores: “Com efeito, os documentos colacionados pelo Ministério Público (cita os documentos) aventam que em outubro de 2018 já havia sido constatado pela ré o grau de risco de rompimento das barragens indicadas”, diz a decisão.
No mesmo despacho, o MP diz que requisitou à Vale informações do setor de risco da companhia “sendo apresentados documentos que demonstram que, em outubro de 2018 a requerida (Vale) tinha ciência de que 10 barragens dentre as 57 avaliadas, estavam em zona de atenção (Alarp Zone)”, entre elas a barragem 1 da mina córrego do Feijão, que causou a tragédia em Brumadinho. 
A VALE NEGA… – Em nota, a Vale afirma que não consta em nenhum relatório, laudo ou estudo conhecido qualquer menção a risco de colapso iminente da barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho.
 Afirma ainda que a estrutura tinha todos os certificados de estabilidade e seguranças nacionais e internacionais e que ela estava “dentro do limite de risco”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Afinal, o que falta para prender o presidente e os diretores da Vale que foram responsáveis por tantas mortes? Os engenheiros, que eram menos culpados, foram presos de imediato. Porque essa impunidade? (C.N.)

terça-feira, fevereiro 12, 2019

Pensão para viúvos tem redução de 100% para 60%

Pensão para viúvos tem redução de 100% para 60%

O texto preliminar da reforma da Previdência que está circulando desde a última segunda-feira (04), prevê um valor menor para a pensão por morte. Pelas regras atuais, se o segurado que faleceu já era aposentado, o pensionista receberia o mesmo valor que era pago de aposentadoria. Pela minuta analisada pelo governo, a pensão seria de 60% do benefício, em vez de 100%. Os cálculos foram feitos com a colaboração do advogado do Instituto de Estudos Previdenciários (Ieprev ), Luiz Felipe Pereira Veríssimo. Confira:
Segurado que morreu e era aposentado:
Atualmente: 100% do valor da aposentadoria
Exemplos:
  1. O segurado recebia R$2.000 de aposentadoria e deixa um dependente. A pensão será de R$2.000
  2. O segurado recebia R$2.000 de aposentadoria e deixa dois dependentes. A pensão será de R$1.000 para cada um.
Como pode ficar: 50% do valor da aposentadoria + dez pontos percentuais por dependente, até o máximo de 100%.
Exemplos:
  1. O segurado recebia R$2.000 de aposentadoria e deixa um dependente. A pensão será de 60% desse valor (50% da cota familiar + 10 pontos percentuais por ser um dependente) = R$1.200
  2. O segurado recebia R$2.000 de aposentadoria e deixa dois dependentes. A pensão será de 70% desse valor (50% cada familiar + 20 pontos percentuais por serem dois dependentes) = R$1.400. Cada dependente receberá R$700.

Este Blog só funciona através de fatos e provas...

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Até agora as 21:08 pelo horário de Brasilia, apenas duas matérias sendo uma de José Mário Varjão e outra de Marcelo do Sindicato já atingiram uma visitação só no no Blog de mais de 5.000 visitas sem falar no Face que não disponho d controle.
Essa informação é respaldada em pesquisa oficial, não é recalque, nem tão pouco falta de assunto no Facebook.
Isso caro leitores é o combustível fornecido por vocês cidadãos de bem, para que o Blog continue funcionando a todo vapor.
Nada melhor do encerar dizendo que: " Os cães ladram e a caravana passa".


Ministro do Supremo chegou a pedir à TV Band a demissão de Boechat


Ricardo Boechat
Boechat irritava os poderosos, sua independência vai fazer falta
Bernardo Mello FrancoO Globo
Na semana passada, Ricardo Boechat reclamou que a tragédia de Brumadinho estava começando a sumir do noticiário. O jornalista se referia a um fenômeno que conhecia bem. Como os fatos não param de acontecer, a manchete de hoje pode ser reduzida a uma notinha no jornal de amanhã. Quando grandes catástrofes se sucedem, como neste início de 2019, o ciclo fica ainda mais rápido — e mais cruel.
Boechat explicou a dinâmica aos ouvintes. “Isso acontece, é assim no mundo inteiro”, disse. Em seguida, insistiu que o caso não pode cair no esquecimento. “Quanto mais rápida for a perda de interesse, mais lentas serão as consequências”, justificou.
MINERADORAS – Nesta segunda-feira, o âncora voltou a martelar o assunto. Criticou a cumplicidade de políticos com as mineradoras e cobrou medidas para evitar novas tragédias. Também elogiou a reportagem do Globo sobre outros casos que chocaram o país e terminaram sem castigo. “A impunidade é o que rege, o que comanda a orquestra das tragédias nacionais”, resumiu.
Foi seu último comentário matinal no rádio. No início da tarde, o jornalista virou notícia, para a tristeza de colegas e ouvintes.
Aos 66 anos, Boechat era um jornalista completo. Depois de uma longa carreira de sucesso no meio impresso, conseguiu se tornar ainda mais popular no rádio e na TV.
JÁ FALOU? – Tive uma pequena amostra do seu carisma quando fui trabalhar na BandNews. Fontes e amigos só queriam saber uma coisa: “Já falou com o Boechat?”.
Sua voz crítica irritava os poderosos que se julgam acima do bem e do mal. Pior para eles. Há algum tempo, um ministro do Supremo tentou silenciá-lo. Inconformado por ser alvo constante (e merecido) dos seus comentários, resolveu apelar ao dono da emissora. Sem meias palavras, pediu a demissão da maior estrela da casa. Não foi atendido.
Boechat lembrou o episódio num e-mail recente, sem perder o humor. “Quando morrermos, dirão que éramos pessoas de bem porque figuras como ele pediam nossas cabeças”, brincou, referindo-se ao ministro.
Sua independência fará muita falta.

O desânimo de Rodrigo Maia com futuro próximo de Bolsonaro no Congresso


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Maia está prevendo dificuldades para Bolsonaro no Congresso
Gabriel MascarenhasO Globo
Rodrigo Maia e sua turma andam extremamente pessimistas com o desempenho do governo de Jair Bolsonaro nas primeiras votações do ano no Congresso. Eles acreditam que o Palácio do Planalto vai penar para aprovar suas pautas no Legislativo, sobretudo enquanto ser mantiver irredutível em não dialogar com algumas figuras, tão importantes quanto controversas, como Valdemar Costa Neto e Roberto Jefferson, por exemplo.
E não é só isso. Eles acham o líder do governo na Câmara, major Vitor Hugo (PSL), excessivamente cru para a função de angariar apoio.
RAZÕES – Rodrigo Maia, quando pede votos aos pares, lista razões para a Câmara guardar uma distância de segurança de Jair Bolsonaro. Uma delas pode soar alarmista ou ponderada, a depender do interlocutor.
Maia alerta que, a tomar pelos primeiros dias, ninguém aposta um real no sucesso da gestão e, se a casa cair, quem estiver por perto não conseguirá se lançar como alternativa ao eventual fracasso do capitão.
Até agora, nenhum deputado discordou da tese.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – São informações desgastantes preocupantes e inquietantes. Pretender que Bolsonaro se curve à influência de Roberto Jefferson e Valdemar Costa Neto é o fim da picada. Não foi para isso que Bolsonaro foi eleito.  Ao que parece, Rodrigo Maia não seria confiável ao esquema do governo. Vamos aguardar. (C.N.)

Fux suspende as ações penais contra Bolsonaro que tramitavam no Supremo


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Ações movidas por Maria do Rosário agora estão suspensas
Renato SouzaCorreio Braziliense
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu, nesta terça-feira (12/2), o andamento de duas ações que tramitavam na Corte contra o presidente da República, Jair Bolsonaro. Com a decisão, os processos ficam parados até o fim do mandato.
O magistrado se baseia na Constituição Federal, que proíbe que o chefe do Executivo seja processado por fatos anteriores ao mandato.
JUSTIFICATIVA – “Como é de conhecimento público, o réu foi empossado, em 1º de janeiro de 2019, no cargo de Presidente da República. Em razão disso, aplicam-se as normas da Constituição Federal, relativas à imunidade formal temporária do Chefe de Estado e de Governo, a impedir, no curso do mandato, o processamento dos feitos de natureza criminal contra ele instaurados por fatos anteriores à assunção do cargo”, escreveu Fux na decisão.
Bolsonaro é réu em ações movidas pela deputada Maria do Rosário. Em uma das situações, Bolsonaro afirmou a parlamentar que “não a estupraria porque ela não merece”. O presidente responde por apologia ao estupro. Caso ele não seja reeleito, as ações voltam a andar em 1° de janeiro de 2023.

AVISO DE FALECIMENTO


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É com grande pesar  que consternado informo aos companheiros (as), o falecimento da genitora de Cristina Fan  CARMELITA DE BARROS SANTANA FAN, nascida em O5.02.1928 e falecida na cidade de Floriano-Pi  em 12.02.2019.  Lamentamos a perda e apresentamos nossos pêsames a Cristina, Vera, Carolina, Sonia, Miguel e familiares. 

QUANDO O USO DO “BOM SENSO” SE PERDE NA VAIDADE DO PODER...

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Ao ler algumas matérias publicadas no Blog Dedé Montalvão, algumas de sua autoria e outra não, mas todas relacionadas aos mesmos fatos. Percebo, então, que pessoas no afã de se tornarem visíveis ao Poder e querer se situar como defensoras de uma verdade não existente, já que, vias de regra se manifestam sem a prévia análise crítica de conhecimentos sobre os fatos em questão, provocando por parte de outrem, a necessidade de expor provas até então tidas como desnecessárias, assim enlameando ainda mais aquilo que já estava profundamente sujo, pois contra fatos não há argumentos, sendo melhor calar do que partir para o contraditório, já que esse não repõe a imagem desgastada e muito menos a credibilidade perdida.
Tornou-se constante a presença do contraditório exposto através de pessoas que não vão além da condição de eternos bajuladores, vírus contaminante dos bastidores dos poderes “medíocres e desaculturados” que tanto está em voga, produto de quem não podendo crescer, faz da bajulação uma possível escada para subir na vida, felizmente o material é de pouca resistência e se desfaz bem antes de permitir que alguém possa galgar o primeiro degrau, regras do jogo e da vida, quem não tem competência não se estabelece, dorme em cama de varas sobre casa de cupim, fim esperado, retorno ao chão, pois mais baixo somente se rastejando, papel de capacho, rotulação devida, já que nada fez de melhor, apenas degrada-se a cada palavra dita.
O tempo não passa, mas apenas se renova no dia a dia. Nós humanos que por sermos passageiros contamos o tempo de chagada enquanto ficamos a espera do dia de partida, conceito que se aplica tanto para nós, para os já se foram ou para os que ainda virão. Todos nós terminamos sendo passageiro deste trem chamado vida, mas o tempo é renovado a cada novo dia, infinitamente, já nós, nascemos com créditos dessa renovação, mas regredimos diariamente, somos de efeito contrário à renovação do tempo, esse cresce se lhe dermos contagem, mas nós regredimos de um valor desconhecido, não sabido, até esgotar-se!  
Diante desta verdade me pergunto: o que leva o ser humano a ignorar o próprio EU e se tornar um eterno defensor de outro, que na maioria das vezes é detestado pelo bajulado, ou o que é pior, somente ser lembrado, quando para servir de menino de recado, esquecendo que seu tempo é reduzido a cada dia que passa, mas nada faz para estabelecer um planejamento que possa conduzi-lo a um lugar digno, onde possa ser lembrado e respeitado por seus feitos, não por ter se tornado sombra de quem sequer imagem tem!
É como dito no título: o “BOM SENSO” se perde na vaidade do poder, seja para quem o detém, seja por parte daqueles que vivem sob a sombra dos bastidores.
J. M. VARJÃO

Em, 12/02/2019




Nota da redação deste Blog - Caro José Mário, aproveito sua carona para transcrever um trecho que talvez sirva de exemplo para aqueles que não se enxergam:

Segundo escritor, 'idiotas' têm o mesmo espaço de Prêmios Nobel.


Crítico do papel das novas tecnologias no processo de disseminação de informação, o escritor e filólogo italiano Umberto Eco afirmou que as redes sociais dão o direito à palavra a uma "legião de imbecis" que antes falavam apenas "em um bar e depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a coletividade".
A declaração foi dada na última quarta-feira (10), durante o evento em que ele recebeu o título de doutor honoris causa em comunicação e cultura na Universidade de Turim, norte da Itália.
"Normalmente, eles [os imbecis] eram imediatamente calados, mas agora eles têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel", disse o intelectual.
Segundo Eco, a TV já havia colocado o "idiota da aldeia" em um patamar no qual ele se sentia superior. "O drama da Internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade", acrescentou.
O escritor ainda aconselhou os jornais a filtrarem com uma "equipe de especialistas" as informações da web porque ninguém é capaz de saber se um site é "confiável ou não".
Fonte: ANSA Brasi

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