sábado, novembro 17, 2018

Para o futuro chanceler, a Europa já se tornou “um espaço culturalmente vazio”


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Jair Bolsonaro e Ernesto Araujo
Araújo não revela a menor vocação para a Diplomacia
Jamil ChadeEstadão
Textos acadêmicos escritos pelo futuro chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, passaram a circular pela comunidade diplomática em Bruxelas nesta quinta-feira, 15, deixando autoridades da União Europeia preocupados com a postura que o novo governo brasileiro adotará em relação aos europeus. Num desses textos, o novo ministro diz que a Europa significa hoje “apenas um conceito burocrático e um espaço culturalmente vazio regido por ‘valores’ abstratos”.
Suas críticas foram publicadas nos Cadernos de Política Exterior, do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI), no segundo semestre de 2017. No texto, o futuro ministro indicado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro sai em defesa das políticas de Donald Trump e seu papel em “salvar” o Ocidente. No Parlamento Europeu, a notícia sobre o novo ministro também foi recebida com “cautela”.
ALIANÇA COM EUA – Nos bastidores da Comissão Europeia, o Estado apurou que a escolha do novo chanceler foi recebida como uma confirmação de que o governo brasileiro buscará uma aliança estratégica com os Estados Unidos. Diante da vitória de Bolsonaro, Bruxelas passou a tentar avançar nas negociações para a criação de um acordo comercial com o Brasil, antes do final do governo de Michel Temer.
Oficialmente, porém, a ordem é a de mostrar o compromisso com Brasília. “A UE e o Brasil tem uma parceria de longa data na esfera internacional em muitas áreas, tais como paz e segurança, comércio, ciência e tecnologia, energia, clima e direitos humanos”, indicou a Comissão em um comunicado. “Não prejulgamos as ações que o futuro ministro de Relações Exteriores tomará uma vez no trabalho e trabalharemos para fortalecer nossa parceria com o novo governo”, declarou.
Mas trechos de seu texto chamaram a atenção nos corredores em Bruxelas, principalmente diante das críticas em relação à construção da UE. Nele, o futuro chanceler aponta que “a fundação da União Europeia anulou, pasteurizou todo o passado”.
SEM HISTÓRIA? – “Os europeus de hoje podem até estudar sua história, mas não a vivem como um destino, muito menos a celebram, nem a entendem como ‘sua’, não veem nela um sentido nem um chamado”, escreveu Araújo.
“É interessante ler lado a lado os historiadores europeus que escrevem hoje sobre a Grécia e Roma, por exemplo, ou sobre qualquer outro assunto, e aqueles que escreviam no Século XIX, antes do grande cataclisma, da grande desnacionalização do Ocidente a partir da Primeira Guerra”, disse. “Aqueles de então viam‐se claramente dentro da História que contavam, participavam, falavam com a paixão e o empenho de quem sente, de quem conhece as pessoas de que fala, eram íntimos de Péricles e Godofredo de Bulhões”, apontou.
“Os de hoje escrevem uma história fria, seus personagens não têm vida, são meras figuras esquemáticas, parece que estão escrevendo história por obrigação, nenhum sentimento do destino ou do mistério os conduz, não têm imaginação, não conseguem ver‐se a si mesmos empunhando uma lança na falange macedônia ou içando as velas na Santa Maria”, destacou o futuro ministro.
NOS ESTADOS UNIDOS – “Já os historiadores norte‐americanos de hoje – pelo menos alguns deles, os que escrevem para o grande público e não para a academia – parecem‐se àqueles europeus do século XIX, pois ainda contam a história americana como uma história de carne e osso, uma história que consegue comunicar o presente com o passado”, comparou.
“A Europa pós‐moderna – junto com os Estados Unidos que, até Obama, cada vez mais se assemelhavam à Europa – viviam ultimamente numa espécie de tanque de isolamento histórico, viviam já fora da história, depois da história, num estado de espírito (ou falta de espírito) onde o passado é um território estranho”, escreveu.
ANTEPASSADOS – “Os europeus de hoje não sentem mais que façam parte da mesma história que seus antepassados, como sentiam até o começo do século XX”, disse.
“Já não se percebem como atores do mesmo drama que colocou em cena os cretenses e seu minotauro, os aqueus às portas de Troia, Eneias caindo de joelhos ao entender que o Lácio era sua terra prometida (salve fatis mihi debita tellus), Salamina e as Termópilas, Alexandre em busca da imortalidade, Aníbal com seus elefantes às portas de Roma, as legiões chegando à Lusitânia e maravilhando‐se ao contemplar pela primeira vez as ondas majestosas do Atlântico”, escreveu.
“Nada disso significa mais nada para um europeu – é como se ele houvesse deixado o palco e sentado‐se na plateia, ‘já não é comigo’”, apontou o futuro chanceler. “Só quem ainda leva a sério a história do Ocidente, só quem continua sendo ator e não mero espectador, são os norte‐americanos, ou pelo menos alguns norte‐americanos. Hoje, é muito mais fácil encontrar um ocidentalista convicto no Kansas ou em Idaho do que em Paris ou Berlim”, completou.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Sinceramente, o futuro chanceler está na carreira errada. Não  tem a menor vocação para Diplomacia, mas revela invulgar talento para a Sociologia.  Deveria trabalhar no Instituto FHC, para cultuar mais à vontade seu americanismo, que domina o seu ego como se fosse uma espécie de furor uterino intelectual. (C.N.)

Final de ano na prefeitura o filme é o mesmo

Resultado de imagem para foto o filme é reprise
Foto divulgação.

Em Jeremoabo quando os políticos deixam o poder adquirem de imediato uma patologia intitulada " amnésia", esquecem de tudo que praticaram e só enxergam o que o sucessor imita, assim mesmo quando esse é oposição, de lado contrário. 
Critico, denuncio através de Blog, sou contra esse engodo de aproveitarem da necessidade de emprego  da maioria da população, para mais ou menos no mês de janeiro através de admissões não republicanas, incharem o quadro de servidores da prefeitura contratando ou dando cargos comissionados sem o devido concurso público, uma espécie de cabresto para segurar o voto, e presentear amigos eleitores.
Contra esse método de proceder com o dinheiro público estou a vontade para criticar, pois antes do ano de 2010, o assunto é o mesmo só troco o nome do gestor.
Aliás esse nefasto método não é privilégio de Jeremoabo,  infelizmente já espalhou-se em quase tudo o Brasil com a mesquinha desculpa que é  para fechar folha de pagamento, para cumprir  a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Será que o cumprimento dessa Lei só entra em vigor em final de ano?
Ou será um presente de grego para muitas famílias?
A título de ilustração transcrevo abaixo alguns Links para demonstrar que esses protestos já vem de longe:


Esse filme de corrupção eu já vi!!! "L'Etat c'est moi" (O Estado sou eu)

https://dedemontalvao.blogspot.com/2011/10/luiz-melodia-esse-filme-eu-ja-vi.html


1 de jul de 2014A prefeita de Jeremoabo disse que demite para execução de obras e novos ... DE UMA CANETADA SÓ O PREFEITO DE JEREMOABO DEMITE 500 ... “tista de deda”, demite 20% dos Comissionados e não concursados, não ...

Para encerrar informo que o NEPOTISMO também já vem de longe, e os beneficiados quase sempre permanecem presentes em vários governos.   Acrescento também uma frase de Zé Mario que se adapta  ao momento : " É melhor procurar um culpado a perder o emprego".


23 de jan de 2013 - O ex-prefeito de JeremoaboPedrinho de João Ferreira, agora acomodado na Secretaria de Infra Estrutura, durante o período que esteve à ..

Com isso eu quero demonstrar que em Jeremoabo os métodos não mudam, apenas as pessoas, os vícios e as malvadezas são as mesmas.




Jeremoabo é um dos municípios baianos que pode ter repasses federais bloqueados

Luiz Brito


Foto> Mário Roberto


















A cidade de Jeremoabo,  é um dos municípios baianos que pode ter todos os repasses
 federais  bloqueados a partir de janeiro por não atualizar o Cadastro da Dívida Pública (CDP).
Ao todo, 284 das 417 cidades do estado estão irregulares, ou seja, quase 70% dos municípios
 da Bahia, e caso não atualizem as informações, ficarão impedidas de receber  transferências.
O CDP é o registro eletrônico centralizado e atualizado das  dívidas públicas interna e externa,
 como empréstimos realizados, restos a  pagar de um ano para outro e débitos previdenciários.
 Atualmente, a atualização não é pré-requisito para o repasse de recursos, mas será a partir
 de janeiro, segundo determinação da Secretaria do Tesouro Nacional. Com  isso, aqueles que
 continuarem irregulares serão incluídos no Serviço Auxiliar de Informações para Transferências
 Voluntárias (Cauc), uma espécie de SPC das prefeituras.

Nota da redação deste Blog - Até a presente data, na
 prática ninguém viu nada desses super funcionários
 importados das outras cidades; está parecendo a linha
 imaginária.
É mais uma prova que santo de casa não faz milagres.
Os bons e competentes jovens que deveriam está prestando
 serviços na sua própria cidade, no caso Jeremoabo, são 
aproveitados noutras até de porte maior. 

Fonte: Matéria transcrita do site de Bob Charles, o qual apenas diz pode.


   

STJ: pagamento deve extinguir punibilidade para furto de água e energia


goo.gl/qjhjvT | O pagamento da dívida deve ser causa de extinção da punibilidade em caso de furto de energia elétrica e água? A questão foi colocada para apreciação da 3ª seção do STJ pelo ministro Nefi Cordeiro, nesta quarta-feira, 14.

O ministro Nefi lembrou que a 6ª turma, a qual integra, tem sido mais favorável a levar para diretamente para apreciação do colegiado de Direito Penal questões controversas, com o objetivo de uniformizar a compreensão dos ministros: “A ideia é evitar que o sorteio faça a sorte do processo dependendo da turma.”

Quanto à questão em si, S. Exa. lembrou que a 5ª turma recentemente entendeu pela negativa da extinção da punibilidade do crime de furto de energia elétrica em razão do adimplemento do débito antes do recebimento da denúncia.

No julgamento da 5ª turma prevaleceu o voto do ministro Joel Ilan Paciornik, para quem o crime de furto de energia elétrica mediante fraude praticado contra concessionária de serviço público situa-se no campo dos delitos patrimoniais. O ministro Joel afirmou:

“Neste âmbito, o Estado ainda detém tratamento mais rigoroso. O desejo de aplicar as benesses dos crimes tributários ao caso em apreço esbarra na tutela de proteção aos diversos bens jurídicos analisados, pois o delito em comento, além de atingir o patrimônio, ofende a outros bens jurídicos, tais como a saúde pública, considerados, principalmente, o desvalor do resultado e os danos futuros.”

Nesse julgamento, de fevereiro deste ano, ficaram vencidos os ministros Mussi e Fischer. Votaram com o ministro Joel os ministros Reynaldo Soares e Ribeiro Dantas. (AgRg no REsp 1.427.350)

Causa de extinção


No voto que propôs para os colegas, o ministro Nefi explicou:

“A compreensão que tínhamos nas duas turmas de Direito Penal é a que trago aqui. De que por analogia aos crimes tributários – se lá é admitido o pagamento como causa de extinção da punibilidade – seria razoável usar-se da analogia para que aquele que pagasse esses valores de furto de água e de energia fosse beneficiado da mesma forma que aquele que paga um tributo.

Não consigo me conformar em transformar o Direito Penal em forma de execução de valores pelo Estado. Deve o Estado prosseguir com o meio administrativo de cobrança. O Direito Penal vai ser o último recurso, a última racio.

Se no tributo a lei prevê expressamente que o pagamento extingue a punibilidade, para valores inclusive muito altos, que chegam a R$ 20 mil, ou pelo menos R$ 10 mil, não vejo razoabilidade em prender pessoas que deixam de pagar água ou luz, por valores muito menores. Sem querer gerar qualquer confronto de posições de turma. A nossa turma veio para discutir. O que resolver a seção, iremos aplicar.”

O ministro Joel Paciornik ficou com vista do caso.

Fonte: Migalhas

Umberto Eco: “As Redes sociais deram voz a uma legião de imbecis”

Umberto Eco: “As Redes sociais deram voz a uma legião de imbecis”

Umberto Eco foi um pensador extremamente crítico ao papel das novas tecnologias no processo de disseminação de informação, ele chegou a afirmar que as redes sociais dão o direito à palavra a uma “legião de imbecis” que antes falavam apenas nos bares e locais discretos.
Ele ressalta : “os idiotas antes falavam apenas “em um bar e depois tomavam uma taça com vinho, sem prejudicar a coletividade”. Agora eles têm avatar, local e personalidade. Não são leitores de livros, muitos não têm formação acadêmica, mas comportam-se como doutores e exímios conhecedores do assunto que se propõe a debater.
A declaração foi dada em 2015, durante o evento em que ele recebeu o título de doutor honoris causa em comunicação e cultura na Universidade de Turim, norte da Itália.
“Normalmente os imbecis eram imediatamente calados, mas agora eles têm o mesmo direito à palavra de um Prêmio Nobel”, disse o intelectual.
Segundo Eco, a TV já havia colocado o “idiota da aldeia” em um patamar no qual ele se sentia superior. “O drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”, acrescentou em entrevista a imprensa.
O escritor ainda aconselhou os jornais a filtrarem com uma “equipe de especialistas” as informações da web porque ninguém é capaz de saber se um site é “confiável ou não”.
Umberto Eco morreu em 19 de fevereiro de 2016, em Milão, Itália.

Outras frases de Umberto ECO:

Nem todas as verdades são para todos os ouvidos.
As pessoas nascem sempre sob o signo errado, e estar no mundo de forma digna significa corrigir dia a dia o próprio horóscopo.
Os que os faz viver é o que os faz morrer.
Rir do mal é não estar disposto a combatê-lo. Rir do bem é desconhecer a força com o qual o bem difunde-se a si próprio.

https://omartelodenietzsche.com








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Delegado da Polícia Federal recicla fatos conhecidos para gerar fato novo





10 de novembro de 2018, 15h32
No início de sua colaboração, em abril de 2017, o empresário Joesley Batista e o ex-executivo da J&F, Ricardo Saud, narraram em detalhes o pagamento de propinas no Ministério da Agricultura, no governo Dilma Rousseff, e o financiamento da campanha de Eduardo Cunha para o comando da Câmara dos Deputados. Aos anexos 5 e 8, os delatores juntaram registros, notas fiscais e outros documentos para respaldar as informações.
Com menos precisão e documentos, quatro meses depois da primeira delação, o operador daqueles esquemas, Lúcio Bolonha Funaro, corroborando a delação da JBS, confirmou a narrativa pelo lado que praticava a extorsão. Em posse dessas informações, o delegado Mário Velloso, da Polícia Federal (segundo ele, “para desarticular a organização criminosa que atuava na Câmara dos Deputados e no Ministério da Agricultura”), movimentou esta semana 310 policiais federais nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Paraíba e no Distrito Federal.
Para interromper as práticas delitivas verificadas em 2014, a desembargadora Mônica Sifuentes decretou a prisão de 19 acusados. Em sua decisão, ela acolhe o argumento do Ministério Público Federal de que, em liberdade, os acusados poderiam destruir as provas que Joesley, Saud e Funaro entregaram à Justiça no ano passado.
O delegado Velloso alegou que os colaboradores haviam omitido informações e que obstruíam a justiça. Mas não disse que omissão ou obstrução houve. A investigação só existiu porque os colaboradores, no acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal, e ainda em vigor, a possibilitaram.
O roteiro da pantomima do delegado Velloso reviveu as célebres “operações” (apelido inventado para glamourizar a movimentação policial para cumprimento de ordens judiciais) que pareciam ter caído em desuso. A imprensa foi avisada e convocada com antecedência para a exposição dos acusados; fatos já divulgados amplamente foram apresentados como novidades; e não se fundamentou a decisão para justificar as prisões provisórias.
Afinal, os próprios envolvidos já haviam entregado a documentação relativa às práticas em questão. Só quem poderia “destruir provas”, no caso, seria o Estado. Tampouco havia prática delitiva a interromper, já que nenhum acusado ocupa hoje cargo que ocupou em 2014. A propina já foi paga, a contrapartida (favores do Estado) foi registrada e nem Antônio Andrade é ministro Agricultura, nem Eduardo Cunha é presidente da Câmara dos Deputados.
Tão festejado na largada, o instituto da delação premiada caminha para um desfecho melancólico. O que todos os seus inimigos não conseguiram, os seus maiores entusiastas estão conseguindo: desacreditar o mecanismo. O saldo do espetáculo desta semana é um só: agora já se sabe que a Polícia Federal tem um delegado chamado Mário Velloso.
Revista Consultor Jurídico

CNJ cobra explicações sobre o imbróglio da “soltura” de Lula pelo plantonista


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Favreto soltou lula no plantão e causou enorme confusão
Deu na Agência Brasil
O corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins, marcou para o dia 6 de dezembro a oitiva – em audiências separadas – do juiz federal Sergio Moro, futuro ministro da Justiça, e dos juízes federais do TRF-4 Rogério Favreto, João Pedro Gebran Neto e Thompson Flores Lenz. Eles serão ouvidos sobre o tumulto processual gerado pela liminar concedida em plantão –no dia 8 de julho, um domingo– pelo juiz Favreto, que pretendia soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O então corregedor João Otávio de Noronha intimou, em julho, os quatro magistrados a prestarem informações. Em setembro, Martins determinou a reunião de todos os procedimentos, para que todos os atos fossem praticados no processo principal. Na ocasião, o CNJ informou que a medida pretendia evitar, “além do retrabalho, a expedição de reiterados pedidos de informações e diligências que poderiam levar ao atraso da necessária solução das imputações apresentadas contra os magistrados envolvidos, com observância do razoável prazo de duração dos processos”.
CONFLITOS – Na última quarta-feira, dia 14, Martins determinou que o TRF-4 encaminhe ao CNJ processo administrativo que ainda tramita naquele tribunal pelos mesmos fatos contra Favreto, procedimento que estava com sessão de julgamento marcada para o dia 22 de outubro. O corregedor afirmou que seria um “contrassenso” a possibilidade de que órgãos administrativos proferissem decisões contraditórias num caso em que se apura “a existência de decisões judiciais conflitantes, que geraram enorme desgaste à imagem do Poder Judiciário”.
Sem denominar os envolvidos, a Associação Juízes para a Democracia (AJD) emitiu nota, na ocasião, afirmando ser “incabível (…) que magistrados de instâncias inferiores ou de mesma instância profiram contraordens à decisão de segundo grau, analisando a validade ou não dessa, especialmente no curso do período de férias e não estando nem sequer na escala de plantão. Importante lembrar que o magistrado responsável pela condução da ação penal não possui incumbência pela execução da pena e é autoridade absolutamente incompetente para analisar a validade ou não da decisão de segunda instância. O mesmo se diga de magistrados que pretendem avocação para si de processos, sem razão fundamentada”.
“MAU EXEMPLO” – Citando os envolvidos, a ex-corregedora Eliana Calmon viu na decisão de Favreto influência do ato do ministro Dias Toffoli, que soltou José Dirceu, o ex-chefe da Casa Civil de Lula. “Antes da decisão do Favreto, eu disse que o maior prejuízo da decisão de Toffoli de soltar José Dirceu de ofício era o que ele estava plantando para instâncias inferiores. É o mau exemplo. Não deu outra”, afirmou a ministra aposentada à revista Crusoé.
“No caso do Favreto, nem foram os advogados de Lula que pediram, não é? Foram parlamentares. É lamentável que isso aconteça”, disse. O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) negou haver algum problema por ter pedido a soltura de Lula especificamente para o juiz Rogério Favreto. “Fizemos o pedido para o plantonista, e ele era a autoridade competente. Dá para ver quem é o juiz de plantão no site do tribunal. Não é uma informação de cocheira”, afirmou à revista Época.
Segundo Eliana, “a questão do desembargador Favreto é diferente porque ele não era só um filiado ao PT”. “Ele é um militante petista, alguém ligado ao núcleo duro do PT. Com José Dirceu na Casa Civil e com o presidente Lula, foi para dentro do Ministério da Justiça para fazer a reforma do Judiciário e, dessa forma, se cacifou para ser desembargador federal. Isso tudo é triste. O PT arrebentou o Brasil. Arrebentou tudo”, afirmou. Eliana Calmon previu que o processo para investigar Favreto vai ficar engavetado: “Um dia o povo vai esquecer”.
Em tempo: não se confirmou a previsão da ex-corregedora de que Toffili iria “soltar Lula em setembro”.

Saída do general Ferreira sinaliza crise no gabinete de transição de Bolsonaro


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General Ferreira, um dos principais assessores, já vai sair
Carlos Newton
Uma das piores notícias sobre a formação do governo Bolsonaro foi dada pelo repórter Vinicius Sassine, de O Globo, ao anunciar que, depois de transição, está praticamente acertado que o general Oswaldo Ferreira não estará à frente de nenhum Ministério. O nome do general Oswaldo Ferreira era dado como certo à frente do Ministério da Infraestrutura, estrutura a ser criada, ou à frente de um ministério ou uma secretaria dentro do Palácio do Planalto com influência direta sobre os Ministérios da Infraestrutura e de Minas e Energia
O excelente repórter de O Globo assinou que, a interlocutores, o general Ferreira, ex-comandante do Departamento de Engenharia do Exército, tem dito que não cultivar projeto de vida de ser ministro, negou a ideia de comandar a Infraestrutura e não ouviu de Bolsonaro qualquer proposta de ser colocado dentro do Palácio do Planalto para conduzir os Ministérios da Infraestrutura e ou Minas e Energia.
OUTRA VERSÃO – Vinicius Sassine acrescenta que, em um de seus últimos compromissos na segunda viagem a Brasília após ser eleito presidente da República, Bolsonaro manifestou a autoridades com quem esteve reunido que havia ouvido um “não” de Ferreira. Segundo o presidente disse a esses interlocutores, o general teria recusado convite para comandar o Ministério da Infraestrutura. Agora, Bolsonaro estaria procurando outro general para o posto, acrescenta o repórter.
Tudo isso é muito estranho. O general Oswaldo Ferreira era o principal conselheiro administrativo de Bolsonaro. Começou a trabalhar para Bolsonaro quando ainda nem havia perspectiva de vitória. Após meses e meses de dedicação, de repente, joga a toalha e diz que vai voltar para casa… Não faz sentido.
TUDO ERRADO – Segundo o repórter Vinicius Sassine, as circunstâncias sobre essa reviravolta ainda são desconhecidas.O fato concreto é que as coisas não vão bem no gabinete de transição, onde predominam o deslumbramento e a infantilidade dos filhos de Bolsonaro, que se metem em tudo, querem controlar tudo.
Militares de verdade não fogem à luta nem abandonam o barco, a não ser que tenham constatado que o comandante da embarcação é totalmente irresponsável e nem sabe para onde está indo.
Ferreira tem dito que vai permanecer na transição até quando houver interesse por parte da equipe do presidente eleito, mas já está com pé do lado de fora.
Bolsonaro não tem quadros para preencher os Ministérios, este fato é cada vez mais notório. Por isso, deveria se preocupar em não perder o apoio dos assessores de alto nível que ainda estão em sua entourage, como se dizia antigamente.
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P.S. –
 É fundamental torcer para que o governo de Bolsonaro dê certo e recupere o país. Mas não se pode achar que é infalível e não comete erros, porque do jeito que está, la nave va, cada vez mais fellinianamente. (C.N.)

Lembranças: Jango queria ficar no poder, os generais queriam tomar o poder


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Jango faz o discurso no 13 de maio, selando seu destino
Helio Fernandes(heliofernandesonline)
A História do Brasil é inundada e conspurcada por golpes e mais golpes. O primeiro aconteceu em 1889, quando República foi dizimada por dois marechais cavalarianos, que mal podiam subir num cavalo. Essa República, que não é a dos nossos sonhos, se dissipou nos 41 anos do partido Republicano, até 1930.
Aí veio outro golpe a longo prazo, que se transformou numa ditadura de 15 anos, que chamaram de Revolução. Os primeiros sete anos, poder de apenas um homem (Vargas), pelo menos não havia violência, tortura, prisão, perseguição. Era apenas preparação para o que surgiria em 1937, o assombroso e cruel “Estado Novo”, com o mesmo Vargas, apoiado e garantido pelos generais.
CIVIL E MILITAR – Como explico sempre, não existe ditadura civil ou ditadura militar, e sim a conjugação de civis e militares. Uns não podem manter o poder sem os outros, são aliados sem o menor constrangimento. Pulemos logo para 1960, quando foi dado o início ao golpe de 64.
Naquele ano, pela primeira e única vez, os vice-presidentes eram eleitos pelo voto direto, junto com os presidentes. Era registrada uma chapa, dois nomes, o cidadão-contribuinte-eleitor votava duas vezes, no presidente e no vice.
Jânio Quadros, franco favorito, apoiadíssimo pela UDN, teve que aceitar um candidato da UDN, o responsabilíssimo Milton Campos. Queria como vice, João Goulart, sabia que este faria tudo o que ele mandasse. Coisa que não aconteceria com um homem como Milton Campos.
COMITÊ JAN-JAN- Sem caráter, escrúpulos ou convicções, Jânio corrigindo as coisas, criando o Comitê Jan-Jan, mandando que votassem em Jango para vice-presidente, o que aconteceu.
Jânio chegou ao poder em janeiro de 61, começou logo a articulação com os generais que o apoiavam, para que “conquistasse” o poder sem tempo sem limitação. Meses depois mandou o vice João Goulart para Cingapura, o outro lado do mundo, sem nenhum projeto, nenhuma negociação ou acordo com outros países.
Jango que não era brilhante, mas não tinha nada de tolo, desconfiou da viagem, mas foi. Quando estava lá, recebeu duas notícias. 1 – Jânio renunciara, não se sabia onde estava. 2 – Os generais não dariam posse a ele, apesar de ser vice e o substituto natural, não assumiria. Confusão terrível, os generais tinham armas mas não tinham popularidade. Tiveram que negociar.
EM MONTEVIDÉU – Jango voltou, mas não veio direto para o Brasil, parou em Montevidéu. Tancredo Neves, que fora ministro da Justiça de Vargas em 1951, e tinha ficado intimíssimo de Jango, ministro do Trabalho, negociou. E os generais para não perderem tudo, sugeriram o “parlamentarismo com Tancredo de Primeiro Ministro”, o que aconteceu.
(De passagem, esclarecimento para mostrar o péssimo relacionamento de Jango com os militares, exatamente o contrário do seu mestre e protetor, Getúlio Vargas. Ministro do Trabalho, em 1952 Jango dobrou o salário mínimo, os militares não gostaram. Publicaram então o que se chamou de “Manifesto dos Coronéis”. 69 deles exigiam a demissão de Jango, este aceitou cordatamente. Tancredo aconselhou-o a ficar, Jango não aceitou).
PARLAMENTARISMO – Brizola não queria que Jango aceitasse o Parlamentarismo, obteve do cunhado, a resposta: “Já aceitei. Tancredo é nosso amigo, estamos no poder”. Todo o ano de 1962, foi de preparação para o referendo.
Conseguiu marcar a escolha para o dia 6 de janeiro de 1963. Vitória facílima, 8 milhões para o presidencialismo, apenas 2 milhões parlamentarias, Jango tomou posse logo, era outro Jango inteiramente diferente. A eleição estava marcada para outubro de 1965, tinha muito tempo pela frente, começou a agir.
Em março desse 1963, manda Mensagem ao Congresso, decretando Intervenção na Guanabara. O objetivo nítido e visível é tirar Carlos Lacerda do governo da Guanabara. O Congresso reage assombrado, não concorda, nem mesmo os partidos que o apoiavam.
SEM CLIMA – Os líderes Waldir Pires (PSD) e Doutel de Andrade (PTB) vão ao palácio Laranjeiras, (Jango quase não ia a Brasília) dizem a ele, “não há clima para a intervenção”. Jango imediatamente retira a Mensagem.
Chega a vez deste repórter. Em 21 de julho, recebo de um extraordinário informante, cópia autêntica de uma circular que o ministro da Guerra, Jair Dantas Ribeiro, mandara a 12 generais. (no total eram 36). No envelope, dois carimbos: “Sigiloso e confidencial”.
Lógico, publiquei no mesmo dia, assim que a Tribuna sai, Jango telefona para o ministro, e deu a ordem: “mande prender o jornalista audacioso, e enquadre na Lei de Segurança”.
BANHO DE SOL –  Fui preso no mesmo dia, no Batalhão de Polícia, na Barão de Mesquita, onde anos depois se abrigaria o Doi-Codi, comandado inicialmente pelo general Orlando Geisel, mais tarde ministro da Guerra. Na hora do banho de sol, pude constatar a tremenda divisão do Exército.

Alguns oficiais cruzavam comigo, diziam, “resista, Hélio, estamos com você”. Outros me olhavam com ar feroz, se pudessem me fuzilavam. Enquanto isso, meus advogados, Sobral Pinto, Prado Kelly, Adauto Cardoso e Prudente de Moraes, neto, entravam com Habeas-Corpus no Supremo.
O bravo presidente, Ministro Ribeiro da Costa mandou ouvir o Ministro para “saber quem mandara me prender”. O general confirmou, aí o Supremo teve que julgar. Desconfiando de que havia alguma coisa fora da curva, o ministro-presidente ficou como relator, o que o regimento interno permite. Aceleraram o julgamento, para que terminasse em julho mesmo, os poderosos são supersticiosos, têm pânico do mês de agosto.
POR UM VOTO – Ganhei de 5 a 4, surpresa para o presidente Jango e seu ministro da Guerra. Tudo estava preparado para que me condenassem a 15 anos de prisão.
Vou numerar os quesitos para facilitar a compreensão.
1- “Em março de 63 foi feita pesquisa, Jango aparece com 70% de aprovação. 86 na classe pobre, 62 na A e B”. Desculpe, não houve nenhuma pesquisa oficial. Se tivesse havido, Jango não teria obtido 62%  nas classes A e B.
2- Outra suposta pesquisa, perguntava. “se Jango pudesse ser candidato, o que aconteceria?”. Não houve mais essa “pesquisa”, a reeleição era impossível.
3- Folha e Estadão não tinham censores nas redações. Os censores só foram impostos para alguns jornais, a partir de 1968, pouco antes do macabro AI-5. A situação do Estadão, sempre foi a mesma, desde 1932, quando surgiu a “Revolução Constitucionalista de 32”, comandada pelo Doutor Julio Mesquita. Em 1937 ele foi exilado em Portugal, junto com o ex-presidente Bernardes. Em 64 apoiou o golpe, não demorou muito foi dos maiores combatentes da ditadura. Doutor Julio era assim, gostava do que considerava o bom combate.  Não tinha interesse, acima de tudo convicções. Diferente de quase todos os outros.
4- Depois foi sempre contra o golpe, a tortura, a perseguição, não transigia. O jornal foi sempre independente, contra ou a favor.
5- Juscelino era franco favorito para 1965. Pouco antes de terminar seu mandato, fez sondagens sobre uma possível reeleição, confessou, “não havia clima, desisti”. Mas lançou seu nome para 65, não perderia.
6- Jango nem era considerado, jamais ganhou eleição, a não ser a fraude da vice montada por Janio em 1960.
7- Os candidatos para disputarem contra JK,se não tivesse havido o golpe, seriam Ademar de Barros pelo PPS, e Lacerda pela UDN. Este sempre admitiu que “sua grande meta era a presidência”.
FINAL – Vi, vivi, convivi. Tudo aqui é fato. Conclusão é outra coisa, cabe a cada um. Os jornalões enriqueceram com o golpe, ganharam canais de radio, televisão (que mal havia na época), hoje explicam o passado: “Apoiar a ditadura foi equívoco jornalístico”.
Enriquecidos mas não arrependidos. Só que sabem que nada é esquecido, tudo precisa ser explicado.

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