domingo, setembro 26, 2010

Veja opções de crédito para plásticas

Livia Wachowiak Junqueira e Carolina Rangel
do Agora

Quem deseja fazer uma cirurgia plástica encontra alternativas para financiar a operação. Desde fevereiro do ano passado, o interessado pode recorrer aos consórcios para conseguir crédito e pagar a cirurgia diretamente ao médico.

Segundo a Abac (associação de consórcios), 2.800 pessoas entraram em consórcios de serviços --que podem ser usados para plásticas, cursos ou viagens-- entre janeiro e julho deste ano. A maior parte dos consumidores usou esse crédito para cirurgias plásticas: 29,4% dos 469 contemplados entre janeiro e maio.

Além disso, é possível recorrer aos empréstimos bancários, como o CDC (Crédito Direto ao Consumidor) e o crediário --cada instituição trabalha com uma linha que atende melhor o objetivo da plástica.

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Fotos do dia

Ensaio da gata Andressa Mello é sucesso no site Morango Aparelhos falsos são apreendidos pela Polícia Militar no centro de São Paulo Passistas da escola de samba Rosas de Ouro
Erika disputa bola na derrota para a Espanha no Mundial Gabriel Silva e Deivid durante a vitória palmeirense Roberto Brum e Fabinho disputam bola durante a goleada santista

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Saiba garantir o pagamento de ação contra o INSS

na Magalhães
do Agora

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) tem atrasado o cumprimento de ordens judiciais que determinam o pagamento de um benefício ou um aumento no seu valor. Segundo o Agora apurou, há centenas de casos de descumprimento dos prazos estabelecidos pelos juízes no Estado de São Paulo em decisões finais (sem a possibilidade de o instituto recorrer) ou em casos de tutela antecipada (decisão provisória).

A demora, algumas vezes, chega a anos. A reportagem teve acesso ao caso de uma pensionista que ganhou, na Justiça, um aumento no valor do benefício, mas o INSS demorou quatro anos para executar a determinação judicial.

Diante da lentidão do INSS em cumprir essas ordens, o juiz pode recorrer a alguns instrumentos de pressão. O magistrado pode determinar multa diária (a ser recebida pelo segurado) ou pedir que algum servidor do INSS compareça ao fórum e explique o motivo do atraso. O juiz também pode pedir a prisão de um servidor por descumprimento de ordem.

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Peemedebistas não escondem insatisfação com Dilma

Romulo Faro

A exatos oito dias das eleições, o clima esquenta na Bahia. Depois de a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ter minimizado seu apoio à candidatura de Geddel Vieira Lima (PMDB) ao governo do Estado e declarado explicitamente preferência por Jaques Wagner (PT), os peemedebistas resolveram responder à altura. Ontem, o partido tirou a imagem de Dilma das suas propagandas de rádio, TV e internet. Permanecem, apenas as peças impressas.

Em conversa com a Tribuna da Bahia, Geddel, entretanto, afirmou que mantém seu apoio a Dilma até o final da campanha e explicou o motivo da retirada da imagem da petista de suas propagandas. Sobre o site, ele disse que este passa por uma reformulação pré-idealizada. Quanto aos programas de rádio e TV, disse que está “priorizando a Bahia. Perdi muito tempo na propaganda e temos que focar nosso trabalho no Estado”, justificou. “Quero ser julgado pela história como um homem que honrou sua palavra”, finalizou.

Contudo, reforçando a tese de insatisfação com a candidata petista, informações dão conta de que prefeitos da legenda de alguns municípios baianos começaram a destruir suas peças de propaganda nas quais havia a imagem de Dilma. “Se ela está assim agora, desprezando nosso apoio, imagine quando chegar à Presidência”, disse um prefeito, que preferiu não se identificar.

O secretário-geral do PMDB na Bahia, Almir Melo, admitiu estar havendo certo descontentamento por parte de alguns prefeitos com o abandono de Dilma, mas destacou que a postura dos gestores municipais é um fato isolado e a decisão partiu de cada um deles. “Não demos nenhuma orientação aos prefeitos a não mais apoiarem Dilma. A ideia de Geddel é apoiá-la até o final, porque ele tem palavra. Agora, o PMDB é uma grande família e alguns membros dessa família estão revoltados com a traição dela. Eles estão chateados, e com razão”, disse Almir.

Além do secretário, figuras do alto escalão do PMDB baiano, como o deputado estadual Leur Lomanto Junior e o federal Colbert Martins, também afastaram os rumores de que haja orientação da direção do partido no sentido de retirar apoio à petista. “Eu estive com Geddel e Lúcio ontem e eles não me falaram nada sobre isso”, afirmou Colbert Martins. Leur Lomanto Júnior, por sua vez, disse que “nada foi encaminhado nesse sentido”.

PV quer aproveitar momento

De olho no possível enfraquecimento da aliança PT-PMDB, o PV quer angariar apoio de Geddel e do senador candidato à reeleição, César Borges (PR), em prol da candidata ao Palácio do Planalto, Marina Silva.

“Gostaríamos muito de ter Geddel do nosso lado. Seria um apoio significativo e muito expressivo para o PV. Se isso acontecesse, seria motivo de Marina vir a Salvador fazer um grande ato”, assediou Ivanilson.
Geddel, por sua vez, descartou a hipótese. “Sem possibilidade”, minimizou. (RF)

Fonte: Tribuna da Bahia

Pesquisa Ibope dá Jaques Wagner com 52%

Fernanda Chagas

Na reta final da campanha eleitoral, duas novas pesquisas sobre a sucessão estadual divulgadas ontem confirmam vitória do governador Jaques Wagner (PT) no primeiro turno. De acordo com análise do instituto, o petista aparece com 52% das intenções de voto. Em seguida aparecem Paulo Souto (DEM) e Geddel Vieira Lima (PMDB) empatados com 15% cada um. Luiz Bassuma (PV) foi lembrado por 3% dos entrevistados.

Em relação à amostragem anterior, JW e Geddel apresentaram alta. O petista tinha 49% e o peemedebista 12%. Souto continuou com o mesmo percentual. Luiz Bassuma (PV) tem 2% e Carlos Nascimento (PSTU) aparece com 1%. Brancos e nulos somam 6% e indecisos são 10%. Marcos Mendes (PSOL) e Sandro Santa Bárbara (PCB) não pontuaram.

O Ibope também avaliou a administração Jaques Wagner (PT). Para 15%, a administração é ótima, 38% avaliam a gestão como boa, 29% consideram regular e 5%, ruim. No quesito rejeição, Paulo Souto, do DEM, continua liderando, com 31%, seguido de Bassuma (PV), com 23%, Carlos Nascimento, do PSTU, com 20%, Geddel (PMDB), com 19%, Marcos Mendes, do PSOL, com 18%, Santa Bárbara (PCB) com 17%, e Wagner, com 16%. 9% não rejeitam ninguém.

Pesquisa do instituto Vox Populi/BA também mantém o governador na dianteira da corrida eleitoral. Conforme a consulta estimulada, o candidato à reeleição tem 46% das intenções de voto, contra 18% de Paulo Souto (DEM), 14% de Geddel Vieira Lima (PMDB) e 2% de Luiz Bassuma (PV). Brancos e nulos somam 5%, não sabem ou não souberam responder 15%. Já na espontânea, Wagner tem 38%, Souto 12%, Geddel 9% e Bassuma 2%. Nulos e brancos chegam a 4% e não sabem ou não responderam 9%.

Contudo, o petista, ao participar de comício relâmpago, após a carreata na cidade de Senhor do Bonfim, voltou a dizer que, apesar de as pesquisas apontarem vitória no primeiro turno, é preciso que a militância continue pedindo voto para ele, Dilma Rousseff e os candidatos ao Senado, Lídice da Mata e Walter Pinheiro.

“Estamos bem nas pesquisas, mas precisamos confirmar isso no dia 3 de outubro. Pesquisa que vale é a do voto na urna”, afirmou, sendo aclamado pela população em um município que é governado pelo PT há dez anos.

O candidato do DEM, Paulo Souto, reiterou que “continuamos trabalhando e confiantes na resposta positiva que o povo da Bahia vai nos dar no próximo dia 3 de outubro”. O presidente do PMDB baiano, Lúcio Vieira Lima, disparou que os resultados das sondagens é uma prova de que o povo não está satisfeito com o PT da Bahia. “Isto é uma demonstração clara de que estaremos no segundo turno. A onda 15 está vindo para a capital”, disse.

Pinheiro e Lídice lideram disputa ao Senado

Ao contrário da disputa estadual, a corrida ao Senado se acirra a cada dia. A novidade fica por conta da alavancada do petista Walter Pinheiro, antes em terceiro lugar. Pinheiro passa a ocupar a liderança da tabela com 35% das preferências. Lídice da Mata (PSB) é a segunda com 32% e, segundo o levantamento, César Borges (PR), que era o primeiro da fila, não seria reeleito.

Edvaldo Brito (PTB) e José Carlos Aleluia (DEM) estão com 9% e Edson Duarte, do PV, vem com 3%. Brancos e nulos têm 13% e indecisos somam 41%. Ainda no levantamento sobre as intenções de voto para o Senado baiano, José Ronaldo aparece com 12%, seguido de Edvaldo Brito (PTB), com 9%, e José Carlos Aleluia (DEM), também com 8%. Os indecisos somam 41%.

Assim como o Ibope, o instituto Vox Populi coloca Pinheiro (PT) com 33% da preferência do eleitorado, enquanto César Borges (PR) e Lídice (PSB) estão tecnicamente empatados com 25% e 23%, respectivamente. De acordo com o Vox Populi, Borges caiu dez pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, onde aparecia com 35%.

No mesmo período, Lídice e Walter Pinheiro subiram seis pontos percentuais. O candidato José Ronaldo (DEM) somou 10%, enquanto Aleluia (DEM) e Edvaldo Brito (PTB) empataram em 8%. O instituto Vox Populi ouviu 800 eleitores entre os dias 18 e 21 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. A sondagem foi registrada no TRE/BA sob o nº 41.457/10) e no TSE sob o nº 31.707/10.

O PT comemora. “A pesquisa reflete o que a gente vê nas ruas. Há algumas semanas venho avisando que nossos candidatos tomariam a dianteira. A tendência é de que Lídice e Pinheiro se distanciem ainda mais dos outros adversários. O resultado só motiva nossa militância a continuar trabalhando, não vamos botar sapatos altos.

A reta final é hora de bater de porta em porta, fazer muito corpo a corpo para convencer cada vez mais pessoas a caminharem conosco para a Bahia seguir em frente”, afirmou Luiz Caetano, coordenador político da coligação. Caetano considera ainda que o momento favorável deve servir também para angariar mais votos para os candidatos à Câmara Federal e Assembleia Legislativa das chapas que congregam os partidos PT, PP, PSB, PDT, PC do B, PRB, PSL e PHS. (FC)

Fonte: Tribuna da Bahia

Dilma diz que denúncias não abalaram sua candidatura

Agência Brasil

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse hoje (25) que as recentes denúncias envolvendo a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra não abalaram sua candidatura, apesar da queda nas últimas pesquisas de intenção de voto.

“Tem uma pesquisa que me dá 49% dos votos, a outra me dá 50% de preferência do eleitorado e uma outra me dá 51%. Eu estou na margem de erro, oscilando entre um e dois pontos. Eu não vejo nenhum problema. A pesquisa é o retrato desse momento”, disse.

A candidata disse que não sobe no salto alto. “A gente não sobe no salto alto porque tem de ter respeito pela eleição. Você só vai saber o resultado na urna. Eu estou me sentindo nessa eleição muito feliz. Na eleição e essa caminhada por esse Brasil inteiro eu levo uma coisa muito importante, eu levo a energia do povo brasileiro, a alegria do povo brasileiro, a imensa generosidade do povo brasileiro, e sobretudo, o reconhecimento que eu vi em várias das milhões e milhões de pessoas que eu convivi”.

A candidata do PT visitou hoje, com o governador do Rio e candidato a reeleição, Sérgio Cabral, os elevadores panorâmicos do Complexo Rubem Braga, que permitem o acesso dos moradores das comunidades do Cantagalo e do Pavão/Pavãozinho à estação do Metrô General Osório, em Ipanema, zona sul da cidade.

Fonte: Tribuna da Bahia

Inconstitucionalidade, retroatividade, inelegibilidade, credibilidade (falta de), desistência de Roriz, o corruptíssimo

Dezenas de “blogueiros” me escreveram, apenas com objetivo de me contestar. Não me incomodo, nem responderia, não fosse o absurdo do questionamento. E o número inusitado. Pelo jeito, alguns são ou se julgam juristas (ou advogados brilhantes), escrevem com a suficiência, a sapiência e a arrogância dos bem-aventurados.

Responderei com a maior simplicidade, já que na véspera da eleição, o ex-governador, que renunciou para não ser cassado, esperava ser glorificado pelo Supremo. Segundo o próprio Roriz, “ganharei por 11 a 0”, nem sabia que o Supremo está com 10 ministros apenas, o que levou ao empate de 5 a 5. (No máximo, haveria um 6 a 5, de um lado para o outro).

Criticam o fato de eu ter falado muito em CONSTITUCIONALIDADE, “não era nada disso”. Ora, ora, ora, os Ministros falaram o tempo todo em Constituição, nunca se discutiu tanto o ARTIGO 16 e o 14, mas CONSTITUCIONALIDADE não pode?

RETROATIVIDADE também não pode, a não ser para DEFENDER Roriz. Quanta tolice. O projeto 135, popularizado como ficha-limpa, está definido, identificado e glorificado, nesta frase do Ministro Joaquim Barbosa: “O Ficha-Limpa é um grande avanço”. Ninguém contestou, foram pelo lado de fora, não passaram nem perto da fortaleza onde o Ministro montou a sua guarda.

Ora, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), julgando a questão, considerou o ex-governador INELEGÍVEL por 6 a 1. Esse TSE é presidido por 1 ministro do Supremo, e se compõem com mais 2 ministros do STF, e mais 4 de outros tribunais. Esse único, que votou pela ELEGIBILIDADE de Roriz, foi o Ministro Marco Aurélio Mello, excelente “cabeça”, culta e inteligente.

De quinta para sexta, votando no Supremo, Marco Aurélio tranquilamente lembrou que havia perdido de 6 a 1 no TSE, confessou: “Votei vencico, me acostumei a viver juridicamente isolado”. Portanto, em qualquer oportunidade, o VOTO de Marco Aurélio pode ser de INDEPENDÊNCIA ou de CONVICÇÃO.

Acredito que agora, ele sabia muito bem, (de “ciência própria”), que se votasse pela INELEGIBILIDADE de Roriz, ele perderia, o que não interessava a um combatente como ele. Apesar de ter acompanhado a sessão inteira de 8 horas e mais o adendo do “Supremo Rua da Alfândega”, olhou para o relógio, ainda 1 hora da madrugada, telefonou para casa, e disse, “não acabou, temos pelo menos 1 hora para NÃO CHEGAR a nenhum acordo”. Não chegaram.

O Ministro Gilmar Mendes, para votar, “desceu a biblioteca”, como gostava de brincar Barbosa Lima Sobrinho, mas Gilmar Mendes, é lógico, não “descia ou levantava a própria”. Como sua cultura se pressupõe (ou preço põe?) que seja em alemão, o que fazem na madrugada? Nada, com fez no exame do projeto ficha-limpa, que para ele e alguns, representa RETROCESSO?

Credibilidade é palavra que Roriz não sabe proporcionar , se juntou com esta outra, DESISTÊNCIA, formaram uma determinação: “TENHO QUE DESISTIR”.

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PS – Fez isso logo pela manhã, queria colocar a filha no seu lugar. Ela, candidata a deputada distrital com grande votação, RECUSOU.

PS2 – Botou então a mulher, que não tem a menor participação. Mas como não há tempo para retirar o nome dele, convenceu que ela se elege com seus votos.

PS3 – Não vale, isso se os votos foram suficientes para ganhar. Se forem, não será diplomada ou empossada. Ninguém pode se ELEGER COM O NOME DE OUTRO.

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Helio Fernandes/Tribuna da Imprensa

A nova luta de classes

Carlos Chagas

Talvez algum sociólogo, quem sabe um cientista político ou um economista, daqui a alguns anos, venham a dedicar tempo e espaço buscando explicar o fenômeno Lula. Tanta popularidade fluiria apenas de ações administrativas corretas e competentes, quer dizer, resultado da aceitação de seu governo pela maioria? Ou a resposta deve ser buscada no extremo oposto, ou seja, nessa maioria, mais do que no governo?

Podemos estar assistindo a versão moderna da luta de classes, não mais plena de batalhas nas ruas, golpes e sucedâneos, mas um embate igualmente profundo entre as massas e as elites, só que pautado pela não-violência. Marx ficaria insatisfeito se pudesse vislumbrar resultados pacíficos num confronto que em seu tempo só se resolveria pela força.

O Lula pode dar-se ao luxo de eleger uma candidata desconhecida para sucedê-lo, ainda que jamais para substituí-lo, pela simples razão de ser ou de ter sido um operário. Um problema a mais para Dilma, que hoje não amealha nem um voto por ter sido guerrilheira. Como é uma amanuense, terá dificuldades em concentrar a mesma popularidade de seu criador, ainda que possa até fazer mais do que ele, em termos administrativos. Apenas, não veio das fábricas ou da enxada, não pertence à legião que hoje se imagina no poder, representada pelo Lula.

Mas o tema ainda não chegou ao futuro governo. Vale ficar na atualidade que, realidade ou ilusão, exprime a luta de classes, refletindo-se no sentimento da maioria. Vale o presidente Lula mais pela imagem criada, o sonho tornado evidência, de que os operários e camponeses, afinal, chegaram lá.

Existem contradições nesse embate milenar. As elites ajeitaram-se com o primeiro-companheiro, que não regateou presenteá-las com benefícios, mas permanecem discriminadas e rejeitadas pela massa que vota e, por enquanto, decide. Cada m dos privilegiados que pesquise o sentimento verdadeiro de suas empregadas domésticas, motoristas, serviçais e trabalhadores humildes. No fundo de cada um, instintiva e até inconscientemente, está a rejeição às elites. O povão vai votar a favor do Lula por ser ele, povão, contra os privilegiados. Todos fingem a inexistência desses fatores, uns por esperteza, outros por ressentimento, mas a verdade é que pela primeira vez as massas encontraram alguém saído delas para exercer o comando. Pouco importa que elas se frustrariam caso examinassem a fundo os resultados do governo pretensamente dos humilhados e ofendidos. Mas o fator primordial da popularidade do Lula e da vitória de sua candidata repousa na luta de classes. Felizmente sem as conturbações do passado. Indaga-se, apenas: até quando?

BASTA, CHEGA E FORA!

Ficaram célebres, nos idos de março de 1964, os três editoriais do inesquecível “Correio da Manhã”, intitulados “Basta”, “Chega” e “Fora”. O jornal posicionou-se contra o governo João Goulart e apoiou o golpe militar, argumentando contra a sucessão de greves, insegurança econômica e iminência da dita instalação de uma república sindicalista. Errou, é claro, e menos de duas semanas da instalação da ditadura já abria suas colunas para denunciar desmandos, violência e obscurantismo.

Por que se recorda o episódio? Porque está faltando um “Correio da Manhã” para aproveitar os três títulos em três novos editoriais. Jamais contra o governo Lula, é evidente. Depois de tantos percalços, chegamos a uma democracia.

“Basta”, “Chega” e “Fora” tornam-se necessários para banir de nossa realidade esses execráveis programas de propaganda eleitoral gratuita pelo rádio e a televisão.

Quem deu o direito à Justiça Eleitoral de irromper pelas nossas casas a dentro, obrigatoriamente impingindo espetáculos de baixo nível e comicidade questionável? Tudo bem que em cada cidade ou estado se aproveitasse um canal alternativo de televisão e uma emissora de rádio igualmente facultativa para quantos se dispusessem acompanhar as campanhas eleitorais. Mas à força, não dá. Em vez de informar, desinformam. Mentem como o diabo. E ainda imaginam conquistar votos, quando nem audiência possuem, apesar da falta de opções duas vezes por dia.

Candidatos existem prometendo transformar favelas em bairros. Jamais subiram um morro. Outros garantem a criação de milhares de postos de saúde, quando nem hospitais decentes existem em número mínimo. Estes vão distribuir gratuitamente todo tipo de remédios. Aqueles acabarão com a violência construindo piscinas. Uns implantarão 400 quilômetros de linhas de metrô, outros varrerão o país de alto a baixo. Cada um que busque múltiplos exemplos de bobagens inomináveis ou de promessas absurdas diante de suas telinhas e alto-falantes. Mas sem obrigação de ver e ouvir.
Fonte: Tribuna da Imprensa

Indicadores sociais mostram Bahia entre a miséria e o desenvolvimento

João Pedro Pitombo, do A TARDE

Na linha de produção, os trabalhadores operam as máquinas que funcionam em três turnos. Estamos em Camaçari, cidade baiana de pujança industrial, cujo índice de emprego e renda é superior aos das cidades do ABC paulista. Avançamos 631 km em oito horas de viagem e encontramos um cenário inverso. Estamos em Lamarão, município do semiárido baiano que ocupa o nada honroso posto de segundo município do Brasil com os piores indicadores sociais.

É lá que vive gente como Juliana dos Santos, 35 anos, numa casa de um cômodo e fogão de lenha. Ela, o marido e os cinco filhos sobrevivem com uma renda de R$ 134,00 mensais do programa Bolsa Família. Sem indústrias ou um comércio forte, os empregos que aparecem são no serviço público – quase sempre ocupados por pessoas de outras localidades.

Estas duas Bahias são mostradas num panorama traçado pelo Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), que analisou indicadores de educação, saúde, emprego e renda de todos os municípios do Brasil. O estudo foi feito pela equipe econômica da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Com um índice de 0,6093, numa faixa que vai de 0,0 a 1,0, a Bahia ocupa a 20º colocação dentre os 27 unidades da federação, sendo a 5º da região Nordeste. O resultado, no entanto, tira o Estado da faixa de desenvolvimento regular (entre 0,4 e 0,6), para a faixa de desenvolvimento moderado (entre 0,6 e 0,8), num crescimento de 2,8% entre 2006 e 2007.

Gargalo social - Apesar de ter sido o indicador que mais avançou, a educação segue sendo como o principal gargalo social da Bahia, com um índice de 0,5166 – faixa de desenvolvimento regular. Neste quesito, são avaliados indicadores como a distorção entre a idade e a série, docentes com diploma universitário, índice de evasão, número de horas de aula e o resultado do Ideb no ensino fundamental, além do número de matrículas na educação infantil. “Escolhemos indicadores que avaliassem a qualidade da educação nos municípios”, explica Guilherme Mercês, chefe da divisão de estudos econômicos da Firjan. Neste período, o indicador de saúde oscilou positivamente, enquanto o de emprego e renda teve um recuo de 0,4%.

Concentração -
Os dados do IFDM também apontam uma grande concentração da população que vive em desenvolvimento moderado. Apenas 34 municípios, onde está 43,3% da população baiana, alcançaram esta faixa. Mesmo assim, nenhum município do Estado faz parte do seleto clube das 226 cidades brasileiras em que a população vive num nível de alto desenvolvimento (entre 0,8 e 1,0). Os piores indicadores sociais da Bahia ficam nos grotões. Dez municípios ainda ocupam a faixa de “baixo desenvolvimento”, cujos índices estão 0,0 a 0,4. Além disto, 186 municípios baianos estão entre os 500 com pior IFDM do Brasil.

Leia este texto completo e outras reportagens especias sobre o desenvolvimento da Bahia na edição impressa de A TARDE deste domingo,

Aumento real de salários bate recorde

Agência Estado

No ano em que a economia deve crescer mais de 7%, em um ambiente de inflação ao redor de 4,5%, trabalhadores das categorias mais organizadas no País se preparam para embolsar os ganhos reais de salários mais polpudos das últimas décadas. Os metalúrgicos de montadoras do ABC paulista saíram na frente, mas acompanhados de perto por outras categorias.

Uma delas é a dos petroleiros do sistema Petrobras. Assim como os metalúrgicos do ABC, que conquistaram, na semana passada, o maior aumento real da história da categoria - de 6,26%, mais reposição da inflação de 4,29%, num total de 10,81% -, a campanha salarial dos petroleiros também resultou em ganhos históricos para a categoria, de até 4,65% acima da inflação.

Nos 15 anos em que o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) acompanha os resultados de acordos e convenções coletivas no País, 2010 deverá apresentar a maior quantidade de aumentos reais acima de 5%. Na semana passada, eles já somavam 17, o equivalente a 5,7% do painel de 299 negociações analisadas este ano.

Até agora, o melhor ano foi 1996, quando 6,9% das negociações resultaram em ganhos reais acima de 5%. "Como o ano ainda não acabou, e o segundo semestre concentra a data-base das categorias mais organizadas do País, eu não teria dúvida em afirmar que vai ganhar de 1996", diz o economista Sérgio Mendonça, do Dieese. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: A Tarde

Eleição 2010: entre o escândalo e o escárnio

Escrito por Wagner Iglecias
24-Set-2010

eleicoes2010.jpgEstes dias têm sido de tiroteio, de blefes, de movimentos contraditórios. Fala-se muito em balas de prata, há inúmeros interesses em jogo, que ultrapassam inclusive a disputa partidária e eleitoral, como se sabe.

A eleição presidencial deste ano é a sexta desde 1989, quando o Brasil voltou a eleger seus presidentes de forma direta. Uma eleição até aqui modorrenta, com pouca ou nenhuma discussão real de propostas para o país. Caminhamos para um pleito no qual, segundo as pesquisas, a maioria do eleitorado votará de maneira bem pragmática, conservadora, quase interesseira. A melhora das condições de vida dos brasileiros é notória nesta década, e o voto em Dilma Rousseff reflete, talvez mais do que o reconhecimento ao trabalho de Lula, o receio de que dar a vitória à oposição possa mudar, para pior, o rumo das coisas. Até aí, nenhuma novidade no front: a maioria dos brasileiros votou em Fernando Henrique em 1994 e o reelegeu em 1998 a partir da melhoria das condições de vida proporcionada pela estabilidade econômica do Plano Real e pela desconfiança de que uma mudança de rumos àquela altura pudesse representar mais perdas do que ganhos.

Por conta do sucesso econômico do governo Lula, a tarefa da oposição nesta eleição sempre foi tida como inglória, mesmo antes de a campanha começar. O brasileiro vota com o bolso, como de resto ocorre em muitas partes do mundo. Como então convencer o eleitorado a optar pela alternância, se o cálculo da maioria das pessoas as leva a constatar que suas vidas melhoraram em relação a dez anos atrás? Provavelmente daí resulte a trajetória errante da campanha de José Serra, que passou meses a fio sem saber se elogiava ou se criticava Lula, se resgatava o legado de Fernando Henrique ou se o escondia.

Estes dias têm sido de tiroteio, de blefes, de movimentos contraditórios. Fala-se muito em balas de prata, há inúmeros interesses em jogo, que ultrapassam inclusive a disputa partidária e eleitoral, como se sabe. Mas independentemente do que disserem as urnas na noite de 3 de outubro, uma das questões mais relevantes desta eleição, a ser analisada no futuro, é o enfraquecimento das duas principais legendas do país, em que pese a quantidade de votos que venham a obter e a quantidade de governadores e congressistas que venham a eleger.

Embora tenha surgido no ABC paulista, região onde se localizava, nos anos 1970, o que havia de mais avançado no capitalismo brasileiro, o PT carregava em sua origem duas bandeiras: a do socialismo e a da ética na política. A bandeira do socialismo o partido abandonou há tempos, talvez desde o congresso interno de 1995, ou antes. A bandeira da ética na política foi seriamente comprometida com o escândalo do mensalão, em 2005. E continua a sê-lo a cada nova denúncia de mau uso do dinheiro público que atinge o partido e suas administrações, em especial o governo federal. E a cada vez que é tratada com escárnio por parte daqueles que durante anos se apresentaram para a sociedade brasileira como diferentes dos velhos donos do poder e do sistema político tradicional e seus costumes daninhos. De 2005 para cá, boa parte do eleitorado passou a ter a impressão de que o petismo converteu-se à normalidade do jogo sujo, com o qual gente comum identifica a atividade política. E isso é extremamente grave, pois do petismo se esperava algo diferente, e isso esperavam muitos, até os que nunca votaram no PT. Daí a grande frustração que setores médios da sociedade tiveram com o partido nos últimos anos.

O PSDB, por sua vez, também se enfraquece muito neste pleito. E mais que o PT, obviamente, diante da provável derrota eleitoral. Quando no poder, no entanto, o partido construiu um legado extremamente importante para os dias de hoje, que foi o fim da inflação. Foram os tucanos, em grande medida, que reestruturaram, para o bem e para o mal, o Estado brasileiro, e as conseqüências daquela reestruturação estão aí, tanto para quem governou depois deles, quanto para a sociedade e para o mercado.

Mas o PSDB parece que envelheceu. Continuou a ser um partido de quadros, elitizado, comandado por uma geração já veterana, que ao que tudo indica perdeu a capacidade de compreender as transformações pelas quais o país tem passado. É de se lamentar que uma agremiação com alguns dos expoentes intelectuais que possui tenha entrado numa campanha presidencial quase que reduzida a um denuncismo moralista, muitas vezes requentado, diante do qual qualquer projeto de governo ou qualquer idéia para o país passam despercebidos, se é que existem. A aposta no escândalo, dirigida a uma sociedade que vive melhor hoje que há uma década e que, em grande medida, acha que "todos os políticos são iguais", só pode resultar no que está resultando, pelo menos até o momento: em nada. Como conseqüência só resta a alguns insinuar, entre a raiva e o muxoxo, que "o povo não sabe votar" e que estaríamos diante do ocaso da democracia brasileira, dois óbvios exageros.

PT e PSDB se enfraquecem nesta eleição, perdem um pouco mais a energia inovadora que, cada qual a seu modo, tiveram um dia, porque mimetizam as piores características de seus respectivos eleitorados. O PT tem hoje um eleitorado expandido, e sua pregação pragmática vai ao encontro e se alimenta das novas e crescentes parcelas de eleitores conquistadas pelo partido de 2002 para cá. Esse petismo pragmático e conservador dos dias de hoje não é muito diferente do eleitor que passou a apoiá-lo mais recentemente, e lembra muito pouco aquela interessante alternativa eleitoral surgida em 1982, a qual representava uma lufada de ar fresco na cena política brasileira da época. Já o PSDB, que vê hoje diminuído seu market share eleitoral, aferra seu discurso naqueles segmentos que, até a última conseqüência, lhes são e serão fiéis em voto. Modula sua pregação eleitoral a partir do que lhes sopram seus eleitores mais reacionários e elitistas, desde sempre indispostos a reconhecer qualquer mérito em Lula e no seu governo.

Neste sentido, a eleição de 2010 talvez seja a mais pobre, desde o pleito de 1989, em termos de idéias inovadoras para o país. Ficamos reduzidos ao embate do "mais do mesmo" contra o "pode mais". Entre o escândalo e o escárnio, ou, melhor dizendo, o contrário.

Wagner Iglecias é doutor em Sociologia e professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP.

Fonte: Correio da Cidadania

sábado, setembro 25, 2010

Veja as manchetes dos principais jornais neste sábado

DE SÃO PAULO

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Jornais nacionais

Folha de S.Paulo
Impasse no Ficha Limpa põe 171 candidatos em suspenso

Agora S.Paulo
Saiba como ver na carta do INSS quem terá aumento da revisão pelo teto

O Estado de S.Paulo
Serra e Marina sobem, mas Dilma ainda vence no 1º turno

Jornal do Brasil
Brasil vai jogar R$ 1,5 bilhão em aterros sanitários

O Globo
Julgamento de Ficha Limpa no STF pode voltar à estaca zero

Correio Braziliense
Roriz desiste e usa a mulher para driblar a ficha limpa

Estado de Minas
Candidatos trocam farpas em debate

Jornal do Commercio
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Le Monde (França)
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China Daily (China)
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El País (Espanha)
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Clarín (Argentina)
Pela primeira vez governo diz que crimes aumentaram

CUMPRIMENTO OU DESCUMPRIMENTO DE ORDEM JUDICIAL.

Em Paulo Afonso tivemos o caso do mandado de segurança impetrado pela Câmara Municipal de Vereadores, no qual se reclama o repasse do duodécimo com o acréscimo de 1% que fora reduzido a partir de 1º de janeiro, por força da Emenda Constitucional nº. 58/2009, que alterou a composição das Câmaras Municipais e reduziu o repasse do duodécimo em favor Poder Legislativo Municipal.

Navegando pela internet me deparei no site de Ozildo Alves com a notícia que o juiz de direito substituto da Vara da Fazenda Pública determinou o bloqueio de quantia para garantir o cumprimento da sentença passada em favor da Câmara Municipal, com a conclusão de que Anilton Bastos, Prefeito Municipal, estava a descumprir ordem de judicial, incorrendo assim, em crime de responsabilidade.

O nosso Judiciário Estadual é claudicante e em determinados momentos revelou crise de autoridade, quando passado recente, se constitua em mero apêndice do Poder Executivo Estadual, submetido que era a Antonio Carlos Magalhães, fazendo com que os Prefeitos Municipais se sentissem no direito de descumprir ordens judiciais, comprometendo a autoridade e a eficácia das decisões judiciais.

Isso começou a mudar quando o Dr. Cintra foi eleito Presidente do TJBA e deu autoridade aos juízes de direito. A atual Presidente do Tribunal Estadual, Desª. Telma Brito (o pai dela Dr. Cícero Brito foi juiz de direito em Jeremoabo) vem moralizando mais ainda, garantindo a eficácia das decisões, o que foi por mim testemunhado em duas ocasiões.

Em Jeremoabo ingressei com um mandado de segurança contra ato do atual Prefeito, Tista de Deda, que, deferida à liminar, se recusou a cumpri-la, o que me levou a representá-lo criminalmente e a solicitar do Tribunal de Justiça a intervenção no Município. A Desª Telma Brito, depois de ouvido o Prefeito Municipal, lhe concedeu um prazo de 30 dias para o cumprimento da liminar, sob pena de intervenção. Ai não teve jeito, o rapaz que era carlista roxo e se bandeou agora para Jaques Wagner, teve que se submeter à eficácia e autoridade da decisão. Noutro caso, a Presidente do TJBA determinou o sequestro de verba pública do município de Glória.

Ordem judicial não se discute, cumpre-se, salvo se teratológica (absurda), quando contrária a lei. O cumprimento das decisões judiciais conforta o cidadão, atende o princípio da segurança jurídica e justifica a razão de ser do advogado, operador do direito que é. Isso me faz lembrar o ensinamento de Von Ihering, doutrinador civilista alemão que traduziu com extrema felicidade a finalidade da justiça ao dizer: "A justiça tem numa das mãos a balança em que pesa o direito, e na outra a espada de que se serve para o defender. A espada sem a balança é a força brutal, a balança sem a espada é a impotência do direito".

No caso do mandado de segurança da Câmara contra o ato do prefeito Anilton Bastos que reduziu o duodécimo em 1% a partir de janeiro, matutei por duas razões: a) a primeira, porque o Procurador Municipal, Dr. Flávio Henrique, começou sua vida profissional sob minha orientação e me preocupou se ele havia orientado corretamente ou não o Prefeito Municipal; b) em segundo plano, pelo fato do descumprimento de ordem judicial ser algo extremamente grave, o que poderia e poderá gerar intervenção no Município.

Sob que pese entendimento diverso, no caso do mandado de segurança da Câmara, o Prefeito Anilton Bastos, orientado pelo Dr. Flávio, não descumpriu ordem judicial e nem incorreu em crime de responsabilidade (Dec.-Lei nº. 201/67, art. 1º, XIV). Eu explico. Quando foi concedida a medida liminar obrigando o Prefeito a repassar o duodécimo com o acréscimo de 1%, o Procurador Municipal, em nome do Município, solicitou da Presidência do TJBA, a suspensão da execução da liminar, obtendo êxito.

Uma vez suspensa à execução da medida liminar, a suspensão perdura até o trânsito em julgado da ação em que ela foi proferida, cujo entendimento já era do STF no enunciado da Súmula 626. Não se atentou, ainda, no caso específico, ao que diz a nova Lei do Mandado de Segurança, de nº. 12.016, de 07.08.2009, que diz que a interposição de agravo de instrumento (recurso do código de processo civil contra o deferimento ou indeferimento de liminar em mandado de segurança), não prejudica e nem condiciona a suspensão da liminar, ou seja, mesmo proferida a sentença que (no mandado de segurança ela tem eficácia mandamental, bastando o ofício a autoridade impetrada), se suspensa à liminar, a sentença não tem eficácia imediata, mesmo que o recurso do agravo de instrumento interposto pelo Município, venha ser negado.

No caso que ainda está “sub judice” (isso mesmo, sub judice no melhor latinês, se diz quando o caso está submetido à apreciação do Poder Judiciário), Dr. Flávio tinha razão (eu sei que ele vai me telefonar ou passar um e-mail dizendo: nem tanto mestre).

Em razão do entendimento do STF e da letra da lei, o prefeito Anilton Bastos, no caso específico, não desobedeceu a ordem judicial e nem cometeu crime de responsabilidade. Também não se pode dizer que a decisão do juiz foi teratológica, não passando de equívoco de interpretação ou mera desatenção.

IMPRENSA. Zé Dirceu, pessoa que não morro de amores, na conferência que fez outro dia no Comitê das Estatais, em Salvador, um rapaz perguntou lá atrás, sem se identificar: “O Sr acha que há excesso de liberdade de imprensa?”. José Dirceu respondeu: “Não, não acho que há excesso de liberdade de imprensa, até porque nós sofremos na pele a falta de liberdade de imprensa na ditadura”. No dia seguinte estava no jornal A Tarde uma versão segundo a qual ele teria dito: “sim, acho que há excesso de liberdade de imprensa”. Exatamente o contrário.

Sou contrário a qualquer censura ao direito de imprensa (direito de informação), porém, acho que os meios de comunicação deveriam criar um conselho ético próprio (sem intervenção do estado) para limitar os excessos. Imprensa no Brasil virou partido político, os noticiários televisivos mostram cadáveres em calçadas e outras cenas degradantes. Um horror.

DANÇA DOS NÚMEROS. Tá todo mundo doido. Todo dia são anunciadas pesquisas eleitorais alterando os números com base nos interesses e comprometimento de cada instituto. Agora temos pesquisas diárias, chamadas tracking.

CORRUPÇÃO. Ontem eu conversava com Zé Carlos (posto Avenida) quando chegou Luís Humberto, Luisinho da Embasa, pessoa por quem muito estimo e tenho apreço, e conversa vai e conversa vem tocamos na melhoria da vida nacional, os recordes da produção de veículos, redução do desemprego e a nova clientela das empresas aéreas, os integrantes das classes D e C. Luisinho, DEM até o pé da alma, disse concordar com tudo isso, salientando, porém que nunca houve tanta corrupção como agora. De bate pronto eu lhe respondi: Luís respeita Januário com seu oito baixos. Nunca a Polícia Federal trabalhou como vem trabalhando nas administrações de Lula (ela tem seus exageros que já condenei como as operações midiáticas, uso desmedido de algemas e quebra do sigilo das operações com furos para a imprensa). O que acontecia antes nas admirações do pefelê, PSDB e DEM é que nada era apurado, se abafava tudo.

CARDÁPIO DO GILDO. Quem gostar de uma prosa ou o turista que passar por Paulo Afonso tem que conhecer o botequim do Gildo Priquitinho (Praça dos 7 dias ou praça de Metódio – o nome oficial é Bráulio). Ele acresceu o cardápio que anuncio: bife acebolado (Nildão do BB não gosta); guisado de bode e de boi; queijo assado; dobradinha; costela de porco e outros. O diabo é o mau humor dele. A gente pergunta: Gildo o que sai hoje? Ele responde: hoje não fiz nada. Ainda bem que Robson, de vez em quando, chega com uma galinha de capoeira ou uma costela assada para salvar a pátria. Mesmo assim eu indico o botequim.

FRASE DA SEMANA. “As decisões dos tribunais superiores devem ser respeitadas”, sob pena de postergação da justiça. Por que o juiz, em nome da sua suposta independência jurídica, pode proferir uma decisão contrária à decisão dos tribunais superiores, empurrando a parte a obter uma solução dez anos depois, se ele já sabe qual vai ser a solução do processo?” Min. Luiz Fux.

Paulo Afonso, 25 de setembro de 2010.

Fernando Montalvão.

Dilma (PT) tem 12 milhões de votos à frente de Serra (PSDB) e Marina (PV)

A informação está em BLOGS EM REVISTA, o melhor da blogosfera nacional


De acordo com a última pesquisa IBOPE, a oito dias das eleições, Dilma (PT) tem 9 pontos percentuais de vantagem sobre o adversário Serra (PSDB/DEM) somado aos demais.
Ou seja, 9 pontos percentuais equivalem a 12,2 milhões de votos (doze milhões e duzentos mil votos). E isso após o factóide Erenice Guerra.

Com 12,2 milhões de votos de frente, Dilma do PT – o partido que os tucanos estão chamando de cães rottweiler no YouTube – vai ganhar no primeiro turno.

Aliás, além do IBOPE, também os institutos Datafolha e Vox Populi apontaram a vitória de Dilma dos cães rottweiler no primeiro turno.

Trocando em miúdos, os 51% de Dilma no Instituto Vox Populi equivalem a 69,2 milhões de votos.
Os 49% de Dilma apurados pelo Datafolha equivalem a 67,9 milhões de votos.

Assim é fácil entender porque jornalistas de direita como Reinaldo Veja) e Merval (Globo) estão insuflando os militares de pijama no Clube Militar.

Contra o povo, só o golpe.
# posted by Oldack Miranda/Bahia de Fato

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