sexta-feira, setembro 24, 2010

Deveríamos ter tirado Lula do poder em 2005

Líder do PSDB na Câmara, o deputado baiano João Almeida (PSDB) rebateu a afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, em entrevista exclusiva ao Portal Terra, falou sobre possível plano dos adversários para derrubá-lo do poder, no ano de 2005, quando ocorreram as denúncias do mensalão. O parlamentar, entretanto, admitiu que há quem se arrependa de não ter feito o impeachment de Lula na época.

“Movimento para derrubar? Movimento organizado, puxado por alguma liderança expressiva de oposição? Não, não houve. Hoje, muito se arrepende por não se ter feito isso na época. Eu fui um dos que acharam que não devia fazer impeachment. Lula fez estripulias para merecer mais do que isso. Como não foi impedido naquela época, agora está reeditando tudo aquilo, e pior. Só que ele está no fim do governo. A Dilma pretende estar no começo do governo. É mais grave”.

Almeida rechaçou, ainda, outra declaração de Lula, que disse duvidar da existência de um país “com mais liberdade de comunicação que o Brasil”. Questionado sobre outra afirmação do presidente, de que a “grande imprensa” tem um candidato, o parlamentar respondeu: “O Lula vem investindo, e não é de agora, contra a liberdade de imprensa. Ele chegou ao absurdo de dizer que a opinião pública é ele. Pensa que a popularidade que tem lhe dá oportunidade para fazer todas essas loucuras", disse o baiano.

Fonte: Tribuna da Bahia

Quarenta baianos têm candidaturas indeferidas

A TARDE On Line


Das 114 impugnações propostas em julho último, trinta e nove foram julgadas procedentes pelo Tribunal Regional Eleitoral na Bahia (TRE-BA) e uma pelo TSE. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira, 23, pela Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE/BA). O TRE julgou improcedentes 22 ações e a PRE 31, todas porque o candidato apresentou os documentos devidos posteriormente.

O TSE, que recebeu 29 recursos contra decisões do TRE, já indeferiu o registro de candidatura a deputado estadual de Marcos Antônio Ribeiro dos Santos (PRP). Ao candidato foi aplicada a Lei da Ficha Limpa pela condenação, nos últimos oito anos, por abuso de poder econômico e político com uso indevido dos meios de comunicação.

Fonte: A Tarde
Lista - Foi disponibilizado no site do PRE um quadro geral que reúne os candidatos impugnados, as impugnações que foram consideradas procedentes e as julgadas improcedentes, bem como os recursos interpostos ao TSE (acesse aqui). Dentre eles, está o de Adalberto Lélis Filho, o Beto Lélis, candidato a deputado estadual pelo PMDB e condenado pelo TRE pela prática de crime eleitoral.

Ainda na relação de recursos que aguardam julgamento do TRE estão os ajuizados contra a candidatura de Coriolano Souza Sales a deputado federal pelo PSDB, que renunciou ao mandato para evitar iminente cassação e integrou o grupo de 69 parlamentares acusados de envolvimento na denominada “máfia das ambulâncias”; do ex-prefeito de São Francisco do Conde, Antonio Calmon, e do ex-gestor de Belmonte e Porto Seguro, Jânio Natal (PRP), a deputado federal. Ambos tiveram as contas relativas a atos de gestão no exercício do cargo de prefeito rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Município (TCM).

Advogado justifica desistência e elogia esposa de Roriz

Agência Estado


Um dos advogados de Joaquim Roriz (PSC), Eri Varela comentou a decisão do ex-governador de desistir da disputa por um novo mandato no do Distrito Federal depois de o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) ter resultado em empate sobre a validade da Lei da Ficha Limpa nas eleições deste ano. Ele também defendeu a escolha de Weslian Roriz para ser a nova candidata ao governo do DF na chapa "Esperança Renovada".

"Não podemos deixar o destino de 1,8 milhão de eleitores nas mãos do presidente Lula, que é inimigo do Roriz", disse ele, referindo-se ao fato de que a decisão final pode estar dependendo do voto do 11º ministro da Corte, que ainda deve ser indicado pelo presidente da República.

O advogado elogiou Weslian Roriz. Segundo ele, a esposa de Roriz "é uma mulher decente, digna, defensora das causas sociais e dos mais pobres". Assessores do ex-governador confirmaram uma entrevista coletiva hoje à tarde para detalhar a decisão.

Muitas pessoas começam a chegar desde o início da tarde à casa de Roriz, no Park Way, bairro próximo a Brasília, principalmente partidários do ex-governador e candidatos na chapa dele. Siqueira Campos, que disputa uma vaga de deputado distrital pelo PSC, ao ser questionado sobre a falta de experiência política e administrativa na vida pública de Welian Roriz, respondeu: "Se a Dilma pode, por que ela não pode?"

Roriz foi considerado inelegível pela Justiça Eleitoral por ter renunciado ao mandato de senador, em 2007, para escapar de processo disciplinar que poderia cassar seu mandato e seus direitos políticos. O então senador havia sido flagrado em conversa telefônica interceptada pela Polícia Federal negociando a partilha de dinheiro de propina.

Fonte: A Tarde

Geddel retira imagens de Lula e Dilma da campanha eleitoral

AGÊNCIA A TARDE


SALVADOR (BA) – A declaração da presidenciável Dilma Roussef negando o apoio ao candidato ao governo da Bahia Geddel Vieira Lima (PMDB) fez com que o comando da campanha do peemedebista retirasse, na última quinta-feira, 23, as imagens de Dilma e Lula das peças publicitárias para TV, rádio e internet.

No pronunciamento, a petista ressaltou ainda que subiria apenas no palanque do governador e candidato a reeleição Jaques Wagner (PT). As afirmações de Dilma foram recebidas com estranheza pelos envolvidos na campanha de Geddel uma vez que a presidenciável havia assumido o compromisso de apoiar os dois candidatos – Geddel e Wagner – na corrida pelo Palácio de Ondina, em Salvador.

O candidato do PMDB considerou a declaração uma traição politica já que o duplo palanque na Bahia fazia parte do acordo para manter a aliança entre PT e PMDB.


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Manchetes dos jornais: Dois novos casos com parentes atingem o Palácio do Planalto

O GLOBO

Dois novos casos com parentes atingem o Palácio do Planalto
A coleção de casos ligando parentes de altos funcionários do governo a contratos e a cargos públicos chegou à Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e abriu um novo capítulo na atual crise política. Subordinada ao ministro Franklin Martins, a EBC - que administra a TV Brasil - admitiu ontem saber que Cláudio Martins, filho do ministro, era funcionário da Tecnet Comércio e Serviços antes de contratá-la por R$6,2 milhões. O ministro nega haver irregularidade no processo. Num exemplo clássico de nepotismo cruzado, a ex-chefe da Casa Civil Erenice Guerra e o presidente dos Correios, David José de Matos, fizeram uma dobradinha que coroou 30 anos de amizade: puseram os respectivos parentes na folha de pagamentos dos órgãos sob seu comando.
Contratada em dezembro de 2009, após licitação em tempo recorde (15 dias), a Tecnet faturará R$6,2 milhões para gerir os arquivos digitais da EBC, possibilitando à estatal replicar a tecnologia para TVs públicas. O projeto é uma das prioridades da empresa, cuja política de investimentos é avalizada por Franklin Martins. Há dois anos, Cláudio está na Tecnet, ligada à Rede TV, representando a empresa em negócios de software e tecnologia, segundo reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo".
Questionado ontem, o secretário-executivo da EBC, Ricardo Collar, disse que, durante o processo de concorrência, os representantes da estatal sabiam da presença de Cláudio Martins na Tecnet, mas não viram conflito de interesse e não fizeram consulta à Comissão de Ética Pública da Presidência:
- Tinha notícias (da presença de Cláudio), mas não é informação relevante, porque era uma licitação. Podia ser qualquer pessoa que estivesse do lado de lá (na Tecnet). Se participasse da licitação e perdesse, perdeu (sic). Não houve ingerência administrativa e política.

Cai vantagem de Dilma sobre os adversários
Pesquisa Datafolha divulgada ontem pela TV Globo mostra que a diferença entre a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, e a soma dos demais candidatos caiu de 12 pontos percentuais para sete, a dez dias das eleições. Em meio às denúncias de tráfico de influência que derrubaram seu ex-braço direito da Casa Civil, a ex-ministra Erenice Guerra, Dilma perdeu dois pontos, dentro da margem de erro, indo de 51% para 49% das intenções de voto. Se as eleições fossem hoje, segundo o Datafolha, ela seria eleita no primeiro turno.
É a primeira vez no mês que, dentro da margem de erro, ocorre uma oscilação negativa para a petista, acompanhada de uma variação positiva para José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV). O tucano passou de 27% para 28%, também dentro da margem de erro, e a candidata do PV foi de 11% para 13% das intenções de voto.
A margem de erro é de dois pontos percentuais. Segundo o Datafolha, a pesquisa da próxima semana demonstrará se existe uma tendência.
Considerando-se apenas os votos válidos, Dilma contabiliza hoje 54%, comparado com 57% da semana passada. Serra tem 31% e Marina, 14%.

Acusações à Casa Civil: 52% têm ciência do caso
Questionados sobre os escândalos envolvendo a Casa Civil, 52% dos eleitores disseram ter tomado conhecimento das denúncias envolvendo a ex-ministra Erenice Guerra. Desses, 13% julgaram estar bem informados sobre o assunto.
Considerando os diferentes segmentos de renda, Dilma teve uma queda de dez pontos percentuais entre os eleitores que ganham entre cinco e dez salários mínimos. Nesse grupo, Marina passa de 16% para 24%, e José Serra, de 28% para 34%.

Dilma: silêncio sobre denúncia na EBC
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, não quis comentar a suspeita envolvendo Cláudio Martins, o filho do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Mas defendeu a demissão de todos os servidores em cargo de confiança indicados no governo pelo critério de parentesco e amizade pela ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra. Paula Matos, filha do presidente dos Correios, David de Matos, foi mais uma assessora de Erenice demitida anteontem.
- Não sou a favor da indicação de parentes, nem sou a favor da indicação por critérios de amizade. Se houve indicação por parentesco e critério de amizade, sim, sou a favor (da demissão) de todos os indicados - afirmou.
Indagada se não era o caso da nomeação de Erenice Guerra - sua amiga e braço-direito na Casa Civil -, Dilma argumentou que ela não se enquadra nesses dois critérios.

Dois tempos
Os ataques do presidente Lula à imprensa levaram cerca de mil pessoas, como o jurista Hélio Bicudo e o arcebispo emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, a assinar manifesto em defesa da democracia. Enquanto Bicudo, fundador do PT, alertava em São Paulo para o risco do autoritarismo, Jorge Lorenzetti, petista envolvido no caso dos aloprados, visitava o ministro Alexandre Padilha no Palácio do Planato, em Brasília.

Serra acirra medos contra Dilma e PT
A campanha do candidato do PSDB a presidente, José Serra, postou ontem no YouTube vídeos de ataques agressivos à candidata do PT, Dilma Rousseff. As peças foram aprovadas por Serra, e, para alertar para o aparelhamento do Estado pelo PT caso Dilma vença as eleições, têm imagens como a metamorfose do rosto da petista no do deputado cassado José Dirceu, seu antecessor na Casa Civil.
No filme, enquanto a imagem da candidata aos poucos se transforma em um retrato de Dirceu, um locutor lembra, em off, que ele foi considerado o "chefe da quadrilha" no mensalão - motivo de sua cassação. Em outro dos filmes, uma atriz semelhante a Dilma, de roupa vermelha e penteado parecido com o da petista, aparece como se estivesse em entrevista de emprego. A cada pergunta sobre suas qualificações profissionais, diz apenas ser "amiga do presidente". "Você pode até escolher Dilma, mas quem vai governar é o PT", diz o texto deste segundo vídeo.

A visita do aloprado
O "aloprado" Jorge Lorenzetti esteve ontem no Palácio do Planalto e foi recebido pelo ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Depois de ser acusado de envolvimento no dossiê dos aloprados, em 2006 - que teria sido feito por petistas contra candidatos tucanos em São Paulo - o ex-churrasqueiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva retomou a carreira de professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e sumiu dos palácios do governo que frequentava antes.

EBC usou brecha para acelerar licitação
As informações disponíveis até o momento indicam que a Empresa Brasileira de Comunicações (EBC) buscou uma brecha na legislação para viabilizar, em tempo recorde, a licitação que resultou na contratação da Tecnet Comércio e Serviços Ltda, empresa que emprega o filho do ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, por R$6,2 milhões, mesmo sem dispor de recursos no orçamento. A EBC optou pela modalidade de pregão presencial e pelo sistema de registro de preços. Neste caso, a comprovação da disponibilidade orçamentária é exigida somente antes da assinatura do contrato.
Segundo reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo", a EBC contratou a Tecnet num processo nebuloso, concluído no apagar das luzes de 2009. A lei 8.666, que regula a contratação de obras e serviço no setor público, determina que obras ou serviços só poderão ser licitados quando houver previsão de recursos orçamentários. Documentos liberados pela EBC mostram que não havia recursos no orçamento e a suplementação só foi feita no dia 29 de dezembro, um dia antes do pregão.

TRE amplia até o dia 30 prazo para 2ª via de título

Lula: 'O povo não se enganará por falsas promessas'
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem à noite em Curitiba, em comício ao lado da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, que, faltando dez dias para a eleição, o povo "não se deixará enganar pelas promessas falsas" dos adversários. Segundo Lula, o PSDB promete expandir o Bolsa Família, mas passou oito anos combatendo o programa.
- O povo não se engana mais facilmente, sabe muito bem distinguir o que verdade e o que é mentira. Eles dizem que vão expandir o Bolsa Família, mas passaram oito anos contra e agora dizem até que vão dar 13º salário para o Bolsa Família - disse Lula no palanque, ao lado de Dilma, e do candidato do PDT ao governo do Paraná, senador Osmar Dias, que tem o apoio do PT no estado, na disputa contra o tucano Beto Richa.

Serra e Marina defendem imprensa livre
Em meio aos ataques do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da candidata do PT à sucessão, Dilma Rousseff (PT), contra veículos de comunicação, o tucano José Serra e a verde Marina Silva, que disputam a eleição presidencial, defenderam a liberdade de imprensa, criticando os petistas.
Serra afirmou que existe hoje no país um clima de chantagem contra a imprensa. Em entrevista ao programa "Bom Dia Brasil", da Rede Globo, ontem, o tucano aproveitou uma pergunta sobre avanços conquistados no país para um ataque velado contra os adversários petistas:

Serra: falha no metrô teve 'interesses eleitorais'
Um dia depois da pane no metrô de São Paulo, que parou a cidade pela manhã, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou que o acidente pode ter sido provocado. Ele não descartou o caráter eleitoral no acidente, visto como sabotagem pela ex-vereadora Soninha Francine (PPS), coordenadora da campanha na internet do candidato tucano.
- Não tenho dúvida de que há interesses eleitorais por trás disso. Não tenho provas, mas me parece algo provocado. Nessa véspera de eleição, os acidentes estão se multiplicando. É muito estranho - disse Serra, após ir de metrô para um encontro com representantes da área de saúde.

PF indicia Atella por quebra de sigilo
O contador Antonio Carlos Atella Ferreira e o office boy Ademir Estevam Cabral foram indiciados, ontem, pelos crimes de falsificação de documentos e quebra de sigilo em inquérito da Polícia Federal (PF). Eles são investigados pela violação dos dados fiscais de Verônica Serra e do marido dela, Alexandre Bourgeois, filha e genro do candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra.
Os dois foram submetidos a uma acareação na sede da PF em São Paulo. Ainda filiado ao PT, Atella Ferreira apresentou, em setembro do ano passado, procurações falsas na agência da Receita Federal de Santo André para acessar as informações do Imposto de Renda de Verônica e Alexandre. O contador afirma que agiu a serviço de Ademir, que, por sua vez, negava envolvimento no caso. O objetivo da acareação era resolver essa divergência.



FOLHA DE S. PAULO

Com escândalos, cai vantagem de Dilma, mostra o Datafolha
Após a descoberta de tráfico de influência na Casa Civil, a vantagem de Dilma Rousseff (PT) sobre a soma de todos os seus adversários encolheu cinco pontos percentuais, segundo pesquisa Datafolha realizada ontem e anteontem em todo o país.
Agora, a petista tem 49%. Todos os outros candidatos somam 42%, ficando sete pontos atrás de Dilma. Na semana anterior, o placar era de 51% a 39%, uma diferença de 12 pontos percentuais.
José Serra (PSDB) oscilou de 27% para 28%, dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Marina Silva foi de 11% a 13%, seu maior índice na campanha.
Para se eleger no primeiro turno, no dia 3 de outubro, é preciso ter, pelo menos, 50% mais um dos votos válidos -os que são dados aos candidatos, descontando-se os brancos e os nulos.
Dilma tem 54% dos votos válidos, contra 31% de Serra e 14% de Marina. A petista venceria no primeiro turno se a eleição fosse hoje, mas a diferença sobre os demais caiu de 14 para 8 pontos.
Nenhum dos demais candidatos chegou a 1% na pesquisa, encomendada pela Folha e pela Rede Globo. Somados, todos os nanicos pontuam 1%. Votos brancos, nulos ou nenhum somam 3%. Indecisos são 5%.
Nas segmentações de voto pesquisadas pelo Datafolha, Dilma registrou sua maior queda entre os eleitores de renda familiar mensal de cinco a dez salários mínimos. Tinha 47%, caiu dez pontos e está com 37%.
Nessa faixa do eleitorado (9% do total), Dilma está empatada tecnicamente com Serra, que tem 34%. Marina tem 24% nesse segmento.
Dilma oscilou para baixo em quase todas as faixas. Em geral, quem se beneficiou foi Marina, e não Serra.

Mauro Paulino: Candidata do PT ao Planalto sofre revés pela 1ª vez em dois meses
Pela primeira vez em dois meses, Dilma apresenta revés na campanha. Os resultados divulgados hoje pelo Datafolha indicam interrupção do crescimento da vantagem que a petista vinha imprimindo a seus adversários desde que assumiu a liderança no início de agosto.
A tendência reflete não só o prejuízo sofrido pela candidatura do governo após denúncias de tráfico de influência na Casa Civil, a consequente demissão de Erenice Guerra, como também a evolução de Marina Silva para segmentos menos elitizados do eleitorado.
Aproximadamente metade dos brasileiros tomou conhecimento da queda de Erenice. Poucos são os que se julgam bem informados sobre o fato.

Fernando Rodrigues: Maior favorecida pelas variações, Marina (PV) tira votos da petista
Marina Silva (PV) é a maior beneficiária do escândalo de tráfico de influência na Casa Civil da Presidência da República. Ela oscilou positivamente -embora muitas vezes na margem de erro- em quase todos os segmentos.
Na soma geral, Marina saiu de 11% na semana passada para 13% no levantamento realizado ontem e anteontem. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Entre quem ganha de cinco a dez salários mínimos (9% dos eleitores), a verde foi de 16% para 24%. Nessa faixa, Dilma Rousseff (PT) caiu dez pontos e tem 37%. José Serra (PSDB) subiu seis pontos (de 28% para 34%).

Desacordo adia decisão da Lei da Ficha Limpa
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cezar Peluso, considerou inconstitucional a Lei da Ficha Limpa, o que provocou um racha entre os ministros e levou um deles a pedir a interrupção do julgamento, que será retomado hoje.
O tribunal começou ontem a julgar um recurso do candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC), barrado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com base na nova lei.
Ao final do voto do relator, Carlos Ayres Britto, favorável à aplicação da lei nestas eleições, o presidente do Supremo pediu a palavra.
"Temos aqui um caso de arremedo de lei", disse Peluso. Ele afirmou que o texto da Lei da Ficha Limpa foi modificado no Senado pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que alterou, por meio de uma emenda, o tempo verbal de diversos artigos do então projeto de lei complementar.
Peluso argumentou que tal emenda modificou o mérito do projeto e, por conta disso, o texto deveria voltar para análise da Câmara.
Como isso não ocorreu, o presidente do STF argumentou que houve uma inconstitucionalidade. Segundo ele, a tramitação do projeto feriu o processo legislativo.
Com as críticas, Peluso esquentou o clima no STF. Diversos ministros argumentaram que a proposta dele não havia sido pedida pelos advogados de Roriz nem discutida pelo TSE. Ou seja, que ele trouxe uma nova questão para o julgamento.

Erenice empregou filha de dirigente da ECT
Antes de indicar David de Matos à presidência dos Correios, a ex-ministra Erenice Guerra, que deixou a Casa Civil sob suspeita de tráfico de influência, empregou a filha dele para trabalhar na pasta.
Nomeada assessora do gabinete da Casa Civil em 24 de junho com um salário de R$ 6.843,76, Paula Damas de Matos foi exonerada "a pedido", segundo portaria do "Diário Oficial" desta terça.
Um mês após Paula começar a trabalhar com Erenice, a então ministra avalizou a saída de Matos da secretaria-geral da Novacap (Companhia Urbanizadora da Nova Capital) do Distrito Federal para assumir o comando da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos).

Ataque a Dilma na internet divide comitê tucano
O PSDB exibe desde ontem, na internet, comerciais associando Dilma Rousseff à intolerância e ao extremismo dos "radicais do PT".
Encomendados pelo partido à revelia do coordenador de comunicação da campanha, Luiz Gonzalez, os filmes expõem conflito na campanha de José Serra. Enquanto o PSDB quer mais agressividade, Gonzalez prefere uma linha amena.
Numa das peças, a imagem de Dilma se funde à do ex-ministro José Dirceu e diz que ela levará ao governo "os petistas que foram cassados ou renunciaram".

Pivô do escândalo em MS também acusa Zeca do PT
O vídeo que indica que há um "mensalão" pago a autoridades de Mato Grosso do Sul, entre elas o governador André Puccinelli (PMDB), também liga o ex-governador José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT, a um suposto favorecimento a empreiteira.
Puccinelli e Zeca polarizam a disputa ao governo. No vídeo, o deputado estadual Ary Rigo (PSDB) afirma que o empreiteiro Edson Freitas obtinha vantagens durante o governo petista (1999-2006).
As gravações foram feitas pelo secretário de Governo de Dourados, Eleandro Passaia, em 12 de junho. Passaia era ligado politicamente ao prefeito de Dourados, Ari Artuzi (PDT), que está preso porque o secretário o filmou recebendo propina.

TV do governo não dá acesso a imagens de Lula
A TV oficial do governo, a NBR, não respondeu ao pedido da Folha para ter acesso às imagens gravadas do presidente Lula, a partir de junho, nos comícios de campanha da candidata petista Dilma Rousseff.
O primeiro pedido foi feito anteontem, às 11h, por e-mail, para a assessora de imprensa da estatal Adriana Motta. Ela respondeu às 17h56 do mesmo dia, dizendo que a solicitação deveria ser feita ao diretor de Serviços, José Roberto Garcez.
A ele foram enviados dois e-mails entre o fim da tarde de terça-feira e a tarde de ontem. Não houve resposta até a conclusão da edição.
Reportagem da Folha publicada no início da semana mostrou que, por determinação do governo, cinegrafistas e auxiliares da NBR gravam todos os discursos de Lula nos eventos da campanha eleitoral.

Dilma afirma que jornais "exageram pesado" contra ela
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou ontem que jornais "exageram pesado" contra sua candidatura, em algumas ocasiões, mas evitou dizer se apoia ou não o ato contra a imprensa programado para hoje pelo PT e por entidades de militância pró-governo.
A candidata começou dizendo que prefere a crítica ao "silêncio da ditadura". "Da minha parte, a imprensa pode falar o que bem entender. Eu, o máximo que vou fazer, quando achar que devo, é protestar dizendo: "Está errado por isso, por isso e por isso". Usando uma coisa fundamental, que é o argumento"", afirmou.

No Planalto, Silvio Santos convida Lula para apresentar o programa "Teleton"
O proprietário do SBT, Silvio Santos, convidou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apresentar a abertura do programa "Teleton", que acontecerá nos dias 5 e 6 de novembro.
O apresentador também pediu ao presidente uma doação de R$ 12 mil para o programa -uma maratona televisiva com o objetivo de arrecadar dinheiro para assistência de crianças com problemas de saúde.
Silvio Santos explicou que o valor pedido simboliza os 12 anos de programa. Disse que Lula não deu resposta sobre se daria o dinheiro.

CNBB promove debate frio, "sem pegadinha"
Sem chance de disparar perguntas diretas aos rivais, os quatro principais candidatos à Presidência se encontram hoje no debate capitaneado pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), em Brasília.
As regras fixadas pela entidade "amarram" as possibilidades de confronto entre Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) e diminuem as chances de troca de farpas.
Ficou definido que não haverá perguntas sobre escândalos e denúncias. A interação entre os candidatos foi engessada e só será possível em dois dos quatro blocos, quando será sorteado um adversário para comentar a resposta de um candidato. A CNBB tentou evitar essa possibilidade de "comentário", mas, pressionada pelas campanhas, recuou.


O ESTADO DE S. PAULO

Manifesto ataca 'autoritarismo' de Lula
Juristas que marcaram sua trajetória na luta pela preservação dos valores fundamentais lançaram ontem nas Arcadas do Largo de São Francisco, em São Paulo, o Manifesto em Defesa da Democracia, com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O palco para o ato público foi o mesmo onde, há 33 anos, o jurista Goffredo da Silva Telles leu a Carta aos Brasileiros, contra a tirania dos generais.
O agravo em 43 linhas condena o presidente Lula, que, na reta final da campanha à sua sucessão, distribui hostilidades à imprensa e faz ameaças à liberdade de expressão e à oposição.
Uma parte do pensamento jurídico e acadêmico do País que endossou o protesto chamou Lula de fascista, caudilho, autoritário, opressor e violador da Constituição. O presidente foi comparado a Benito Mussolini, ditador da Itália nos anos 30. "Na certeza da impunidade (Lula), já não se preocupa mais nem mesmo em valorizar a honestidade. É constrangedor que o presidente não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas 24 horas do dia", disse Hélio Bicudo, fundador do PT, do alto do púlpito da praça, ornada com duas bandeiras do Brasil.
Sob o sol forte do meio-dia, professores, sociólogos, economistas, intelectuais, escritores, poetas, artistas, advogados e também políticos tucanos cantaram o Hino Nacional. Muitos dos presentes ao ato público de ontem estavam no mesmo local em agosto de 1977 para subscrever a Carta aos Brasileiros.

Hélio Bicudo, jurista e fundador do PT
"(Lula) já não se preocupa mais nem mesmo em valorizar a honestidade"

Miguel Reale Júnior, jurista
"Lula não pode insuflar o País, (dizer que) quem é a favor do PT é a favor do povo"

TCU investigará contrato com TV de Lula
O Tribunal de Contas da União (TCU) vai investigar o contrato de R$ 6,2 milhões que a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) fechou com a Tecnet Comércio e Serviços Ltda., que emprega Cláudio Martins, filho do ministro da Comunicação Social e presidente do Conselho de Administração da estatal, Franklin Martins.
A empresa foi contratada para cuidar do sistema de arquivos digitais da EBC, um dos grandes projetos do governo. Ontem, o procurador Marinus Marsico, que representa o Ministério Público no TCU, anunciou que pretende pedir os documentos sobre a concorrência e investigar mais uma suspeita de tráfico de influência em meio ao escândalo que derrubou Erenice Guerra da Casa Civil. "Estou estarrecido com tantos parentes ligados aos órgãos públicos", afirmou Marinus, que já apura os episódios envolvendo Erenice. "No caso da EBC, há conflito de interesse."

Notas enviadas ao 'Estado' negam irregularidades
A Tecnet Tecnologia, a EBC e o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, remeteram ontem notas oficiais à Redação do Estado dizendo que não houve nem pressa nem atropelo na licitação de R$ 6,2 milhões realizada no dia 30 de dezembro de 2009. A reportagem publicada na edição desta quarta mostrou que a licitação da EBC, para gerenciamento de arquivos digitais, foi vencida pela Tecnet, empresa do grupo Rede TV! que emprega Cláudio Martins, filho do ministro da Comunicação Social.
O presidente da Tecnet, jornalista Amilcare Dallevo Junior, chamou a reportagem de "factoide" - expressão comumente usada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a candidata Dilma Rousseff (PT) para classificar as notícias que desagradam ao governo. Informou que, "no momento oportuno", poderá entrar com uma "ação judicial corretiva de danos morais".

Blogueiro que critica a mídia é contratado da EBC
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) contratou há uma semana, sem licitação, os serviços do jornalista Luis Nassif por R$ 180 mil. O contrato terá vigência de seis meses. Foi assinado pela presidente da estatal, Tereza Cruvinel, no dia 16 e publicado na segunda-feira no Diário Oficial da União.
Nassif foi contratado, segundo a EBC, para prestar serviços de "entrevistador e comentarista" para o telejornal Repórter Brasil e o Programa 3 a 1.
Desde terça-feira, o jornalista tem destacado em seu blog informações em defesa do protesto contra a imprensa marcado para hoje a partir das 19 horas no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.

Nomeação de Erenice
Antes de nomear David José de Matos presidente dos Correios, a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra nomeou uma das filhas dele, Paula Damas de Matos, assessora na secretaria executiva do ministério. Na terça-feira, Paula foi exonerada "a pedido", conforme consta no Diário Oficial da União de ontem.
Paula foi nomeada para o cargo de assessora de gabinete, segundo consta também no Diário Oficial, em 25 de junho deste ano. Deixou o posto em meio às denúncias que já provocaram a queda de Erenice, no Planalto, e do coronel Eduardo Artur Rodrigues Silva da Diretoria de Operações dos Correios. Silva saiu após a revelação de que era testa de ferro do verdadeiro dono da empresa Master Top Linhas Aéreas (MTA), o empresário argentino Alfonso Conrado Rey.

Presidente do STF tenta derrubar Lei da Ficha Limpa
Sinal da divisão interna do Supremo Tribunal Federal (STF) e da temperatura do tema, o julgamento da Lei da Ficha Limpa foi interrompido ontem após uma sessão tumultuada.
O presidente do STF, Cezar Peluso, tentou derrubar toda a lei, questionando um aspecto da norma que não foi contestado pelos advogados de Joaquim Roriz (PSC). Os ministros reagiram e disseram que a proposta era absurda. O ministro Dias Toffoli adiou a discussão para hoje.
"Temos um caso de arremedo de lei", disse Peluso. Ele argumentou que uma mudança que o Senado fez no texto aprovado pela Câmara obrigava o projeto a ser votado novamente pelos deputados, antecipando assim sua posição pela inconstitucionalidade da lei.

Polícia Federal intima três envolvidos no caso da ex-ministra
A Polícia Federal intimou ontem para prestar esclarecimentos três personagens centrais do esquema de tráfico de influência e corrupção na Casa Civil. O caso derrubou a ex-ministra Erenice Guerra e causou crise no governo às vésperas da eleição presidencial.
Às 10h30 de hoje será ouvido o empresário Fábio Baracat que, segundo reportagem da revista Veja, acusou Israel Guerra, filho da ex-ministra, de cobrar "taxa de sucesso" e pagamentos mensais de R$ 25 mil, para ajudar a empresa de transporte aéreo MTA a ampliar seus negócios nos Correios.
Às 14h30, o depoimento será do ex-chefe de Operações dos Correios Arthur Rodrigues Silva, suspeito de ser testa de ferro do argentino Alfonso Rey, que vive em Miami e seria controlador oculto da MTA, conforme reportagem publicada pelo Estado no domingo.

PF indicia 2 por quebrar sigilo de filha de Serra
A Polícia Federal indiciou ontem o contador Antonio Carlos Atella Ferreira e o office boy Ademir Estevam Cabral pela violação do sigilo fiscal de Verônica Serra e Alexandre Bourgeois, filha e genro do presidenciável José Serra (PSDB). O delegado Hugo Uruguai Bentes Lobato, que preside o inquérito, imputa a eles os crimes de uso de documento falso e quebra de sigilo.
Atella foi quem protocolou as procurações forjadas em nome de Verônica e Alexandre na Delegacia da Receita em Santo André em 29 de setembro do ano passado. Ele afirma, no entanto, que as recebeu já preenchidas e assinadas das mãos de Cabral, que nega. Até agora, seis pessoas foram indiciadas - office boys, o contador e uma servidora do Serpro.

CORREIO BRAZILIENSE

Sob tensão, STF adia julgamento de Roriz
Longe de um consenso, o Supremo Tribunal Federal adiou para hje a decisão de vetar ou não a candidatura de Joaquim Roriz nas eleições do DF. Após um intenso debate, o ministro Dias Toffoli pediu vista do processo refernte ao ex-governador. A sessão desta quinta-feira está prevista para começas às 14h. As divergências entre ministros do STF a respeito da Lei da Ficha Limpa tornaram-se explicítas na fase inicial do julgamento. Encerrado o voto do relator Ayres Britto, contrário ao registro da candidatura de Joaquim Roriz, o plenário enveredou por uma forte discussão sobre a validade da regra eleitoral. O presidente do Supremo, Cezar Peluso, foi contundente.
"Temos um caso aqui de arremedo da lei", disse, cm severas críticas à maneira como a proposta foi aprovada no Congresso. A interpretação de Peluso contrariou o entendimento de Ricardo Lewandowski, presidente do TSE. Antes de interromper os trabalhos, os integrantes do STF definiram que a decisão acerca da inelegibilidade de Roriz vai balizar a análise dos recursos apresentados por outros candidatos.

Sob suspeita: Contratos da ECT na mira da Polícia Federal
O valor dos contratos sob suspeita mantidos pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) chega a R$ 349,7 milhões. O dinheiro foi gasto ou ainda está em execução com empresas de transporte aéreo que participam da chamada rede postal noturna e que passaram a ser investigadas pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal (PF). Dos 15 contratos em que foram detectadas irregularidades, quatro foram firmados com dispensa de licitação. Um deles, no valor de R$ 19,6 milhões, foi assinado em maio entre os Correios e a Master Top Linhas Aéreas (MTA), empresa que foi pivô da queda da ex-ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra e do ex-diretor de Operações dos Correios Eduardo Artur Rodrigues Silva.
O presidente dos Correios, David José de Matos, disse que vai manter os quatro contratos em vigência com a MTA, no valor de R$ 59,8 milhões. A justificativa apresentada pelo presidente da estatal na segunda-feira é que os contratos são legais, por terem sido firmados, segundo ele, por meio de pregão eletrônico.

Agnelo segue líder
A 10 dias das eleições, o candidato do PT, Agnelo Queiroz, lidera a disputa para o Governo do Distrito Federal. Se o pleito fosse realizado hoje, ele teria 35% dos votos, contra 30% do segundo colocado, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). Toninho do PSol aparece em terceiro, com 4% das intenções de voto, e Eduardo Brandão (PV) em quarto, com 1%. Os demais candidatos tiveram menos de 0,5% e por isso não pontuaram. O cenário se refere à simulação estimulada, quando é apresentada ao eleitor uma lista com o nome dos concorrentes. A pesquisa do Instituto CB Data, encomendada pelo Correio Braziliense, foi realizada entre 19 e 22 de setembro e ouviu 1,1 mil eleitores em todo o DF.
De acordo com o levantamento, os dois principais candidatos na corrida ao Buriti tiveram queda nas intenções de voto. Na pesquisa anterior, divulgada em 2 de setembro, Agnelo aparecia com 40% e Roriz, 34%. A diferença entre os dois caiu de seis para cinco pontos percentuais — a margem de erro do levantamento é de três pontos para mais ou para menos. O que mais influenciou na redução do percentual de eleitores de cada concorrente foi o aumento do número de indecisos e da quantidade de entrevistados que disseram votar nulo ou em branco. De acordo com o levantamento do CB Data, o volume de eleitores que ainda não têm candidato ao GDF ou que pretendem votar em branco saltou de 14% para 19%. Já o total de votos nulos cresceu de 8% para 10%.

Nova vítima na Casa Civil
A lista de parentes e amigos da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra no governo incluiu também a filha do presidente dos Correios. Antes de indicar David José de Matos para a Presidência da estatal, a ex-ministra nomeou Paula Damas de Matos para cargo comissionado na Casa Civil. Contratada em 25 de junho para a função de assessora — DAS 4, com salário de R$ 6.400 — Paula foi exonerada ontem “a pedido”, publicou ontem a Casa Civil no Diário Oficial. “Ela trabalhou lá por dois meses. Pedi para ela sair. Ela foi fazer um trabalho específico sobre enchentes”, resume o presidente dos Correios.
As denúncias de tráfico de influência realizadas pela empresa de Israel Guerra, filho de Erenice, que culminaram na saída da ministra da Casa Civil, apontaram também a presença de pelo menos oito parentes e amigos de Erenice em cargos comissionados no governo. O próprio Israel — sócio da consultoria Capital, que tinha contrato com a empresa de aviação Master Top Linhas Aéreas (MTA) — foi funcionário da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). José Euricélio Alves de Carvalho, irmão de Erenice, passou pelo Ministério das Cidades, na Secretaria de Mobilidade Urbana. Um outro irmão da ex-ministra, Antônio Eudacy Alves, trabalhou na Controladoria-Geral da União (CGU) e na Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). A irmã de Erenice, Maria Euriza Alves de Carvalho, atuou como consultora jurídica para o Ministério de Minas e Energia.

Dilma defende saída de indicados por “amizade”
Diante da enxurrada de denúncias de empregos públicos distribuídos pela ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra para acomodar familiares e amigos, a presidenciável petista Dilma Rousseff defendeu a exoneração de todos os indicados pela antiga auxiliar. A última foi Paula Damas de Matos, filha do presidente dos Correios, David José de Matos, que tinha função comissionada na pasta.
Dilma disse ser favorável à demissão das pessoas que tenham sido indicadas pelos critérios de parentesco ou amizade, que acabou sendo o principal meio de nomeação usado por Erenice Guerra na Secretaria Executiva da Casa Civil ou na chefia do Ministério. “Sou contra a indicação de parentes ou pelo critério de amizade”, afirmou a presidenciável petista, ao ser questionada se ela entende ser adequado que todos os indicados por Erenice no governo sejam exonerados.
Fonte: Congresooemfoco

quinta-feira, setembro 23, 2010

Vantagem de Wagner cai 11 pontos, mas ele ainda venceria no 1º turno, aponta Datafolha

EVANDRO SPINELLI
DE SÃO PAULO

A vantagem do governador Jaques Wagner (PT) sobre seus adversários na disputa pelo governo da Bahia diminui 11 pontos percentuais em uma semana, mas o petista ainda venceria no primeiro turno, se as eleições fossem hoje, aponta pesquisa Datafolha.

Wagner passou de 53% para 48%, uma variação superior à margem de erro, de três pontos percentuais para mais ou para menos.

O percentual de intenções de voto de todos os seus adversários soma 36%. Na semana passada, a soma era de 23%.

Para vencer a eleição, um candidato precisa ter mais de 50% dos votos válidos. Ou, calculando de outra forma, precisa ter mais votos que todos os seus adversários somados.

Considerando apenas votos válidos, Wagner tem 58% das intenções de voto. Na semana passada ele chegava a 64%.

O segundo colocado na pesquisa é Paulo Souto (DEM), que passou de 16% para 21%, abrindo boa vantagem sobre o terceiro colocado, Geddel Vieira Lima (PMDB), que variou de 11% para 12%.

Bassuma (PV) tem 2%. Marcos Mendes (PSOL) aparece com 1%. Sandro Santa Barbara (PCB) e Professor Carlos (PSTU) não atingiram 1%.

Os indecisos na Bahia são 11% dos eleitores. Pretendem votar em branco ou anular o voto outros 5%.

O Datafolha ouviu 1.100 eleitores em 43 cidades da Bahia entre terça e quarta-feira desta semana. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 31.421/2010.

A quem interessa atrasar a ficha limpa?

quem interessa atrasar a ficha limpa?

Roseann Kennedy

A quem interessa atrasar a decisão sobre a Lei de Ficha Limpa? Há um clamor na sociedade para que a lei seja aplicada este ano e uma ansiedade de vários outros candidatos e juízes, porque a resposta do Supremo Tribunal Federal vai nortear o julgamento de outros recursos de todo o País.

Frente à expectativa de que o STF considere que a norma não pode valer nestas eleições, por causa do princípio da anualidade, até mesmo os mais próximos do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) também apelam por um julgamento rápido.

Então, até aí, não conseguimos apontar quem se beneficiaria com o retardamento da decisão, faltando menos de duas semanas das eleições. Mas, eis que nas minhas conversas com interlocutores políticos, após o pedido de vistas no Supremo, ouvi uma tese que faz sentido, embora pareça uma grande teoria da conspiração.

Um possível beneficiado com um atraso seria o candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Deixar o adversário sangrando até a próxima semana deixaria a campanha de Roriz desestabilizada e perdendo cada vez mais espaço.

Desde que teve o registro de candidatura negado pelo Tribunal Superior Eleitoral, o ex-governador perdeu a liderança nas pesquisas e tem precisado usar todo o horário eleitoral dizendo que pode receber votos. Coincidência ou não, o ministro Dias Toffoli, já trabalhou para o PT.

São teorias políticas, de adversários políticos, que só poderão ser verdadeiramente consideradas ou não depois da sessão desta quinta-feira. Veremos se o julgamento será concluído.

De toda forma, o argumento para o pedido de vista foi o fato de ter surgido um elemento novo na discussão, a questão levantada pelo ministro Cezar Peluso, que apontou um “vício de origem” na lei. O projeto que começou a tramitar pela Câmara, sofreu mudança no Senado e não voltou para reavaliação dos deputados federais.

À época, houve questionamento sobre isso, mas ninguém se dispôs a fazer a indagação diretamente ao Supremo.
Eu ainda não estava aqui no Congresso em Foco, mas na CBN cheguei a comentar na minha coluna que não seria de estranhar que o silêncio também fosse uma estratégia dos parlamentares para terem uma carta na manga no momento final da aplicação da lei.

A novidade é que não foi dos políticos que surgiu o argumento agora, mas de um ministro no Supremo.
De qualquer modo, parece que a estratégia deu certo para tumultuar ainda mais esse processo de exigência da ficha limpa e para gerar mais risco de frustração aos brasileiros que querem se livrar de políticos com ficha suja.

Fonte: Congressoemfoco

Ficha Limpa: Senado enviará explicações ao Supremo

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senador Demóstones Torres, adiantou ao Congresso em Foco as explicações que dará aos ministros. Ele criticou Cezar Peluso: “O que ele fez foi um arremedo de decisão”

Gil Ferreira/STF
Pedido de vistas de Toffoli adiou julgamento de Roriz e da ficha limpa. Senado promete, porém, esclarecer as dúvidas do ministro

Mário Coelho e Fábio Góis

O Senado não quis alterar o mérito da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10), adiando o seu período de vigência. Quem garante isso é exatamente quem fez a alteração na lei. Após o Supremo Tribunal Federal (STF) suspender o julgamento do recurso extraordinário do candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) por conta justamente de uma dúvida quanto à alteração que foi feita, o Senado resolveu preparar uma defesa da lei que proíbe a candidatura de pessoas com problemas na Justiça para esclarecer aos ministros o que foi feito. O relator do projeto que gerou a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10) na Casa, Demóstenes Torres (DEM-GO), vai enviar nesta quinta-feira (23) aos dez ministros da corte um ofício explicando como ocorreu a mudança de tempo verbal que levou à dúvida do presidente do STF, Cezar Peluso, e ao pedido de vistas do ministro Antonio Dias Toffolli. A expectativa de Demóstones é de que que os esclarecimentos que ele enviará convençam os integrantes do Supremo que não houve mudança no mérito, apenas uma adequação redacional.

Os ofícios serão enviados por Demóstenes por ser presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele adiantou ao Congresso em Foco que o principal argumento usado, a ser enviado aos ministros, reside na Lei Complementar 95/98. A norma estabelece como será a elaboração, a redação, a alteração e a consolidação das leis. O artigo 11 da regra prevê que as disposições normativas serão redigidas com clareza, precisão e ordem lógica. A alínea “d” do dispositivo determina que é preciso “buscar a uniformidade do tempo verbal em todo o texto das normas legais, dando preferência ao tempo presente ou ao futuro simples do presente”.

Ao site, ele retrucou a declaração de Peluso dada ontem durante a sessão do Supremo. O presidente da corte chamou a ficha limpa de “arremedo de lei”. Demóstenes afirmou que o argumento usado pelo ministro é um “arremedo de decisão”, que demonstra “desconhecimento” do efeito das alterações feitas ao texto. “É um arremedo de decisão. Eu tenho certeza de que o ministro Peluso, até porque é um homem esclarecido, inteligente, vai retirar a questão de ordem. Aí, eles vão passar a discutir a constitucionalidade da lei”, opinou.

O presidente do STF questionou a emenda elaborada pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que mudou o tempo verbal de algumas partes da ficha limpa. Ele entendeu que as modificações não eram apenas para alterar algum vício de liguagem. Na visão de Peluso, o projeto deveria ter voltado à Câmara para análise da mudança, e não ter seguido para sanção presidencial. A emenda substituiu a expressão “tenham sido [condenados]” para “os que forem condenados”.

“Ele [Peluso] não leu o projeto, está totalmente equivocado. Tenho muito respeito por ele, que é um gênio da área jurídica e tem uma trajetória brilhante no Judiciário, mas nessa questão, infelizmente, ele não leu o que chegou da Câmara e não acompanhou a tramitação no Senado”, ponderou Demóstenes. O senador recordou que, até o momento, o Supremo considerou constitucionais todas as alterações operadas na Lei das Inelegibilidades (Lei Complementar 64/90, atualizada pela ficha limpa). Demóstenes acredita que a corte não levará em conta as alegações da defesa de Roriz no que diz respeito à presunção de inocência ou ao caráter da anualidade.

Quatro tempos verbais

Presidente da CCJ, Demóstenes acredita que a menção à Lei Complementar 95/98 levará a maioria dos ministros do STF a rejeitar o recurso de Roriz. Ele lembra que o texto proveniente da Câmara continha quatro tempos verbais na argumentação de aplicação da lei, o que requereu a alteração de uniformização. “O que fizemos, até para que o ministro Peluso não ficasse maluco ao julgá-la, foi uniformizar o tempo verbal. Aliás, como a gente faz em toda e qualquer lei”, explicou o senador goiano, acrescentando que alteração por emenda de redação não implica retorno do projeto à Casa de origem.

Este não é o único problema no argumento de Peluso. Especialistas apontam outro problema. Ao classificar a Lei da Ficha Limpa como inconstitucional por vício de origem, o presidente do STF puxou para a discussão um assunto que não está presente no recurso extraordinário de Roriz. Dentro do plenário, ficou a dúvida se é possível analisar outras questões em um processo deste tipo. Parte da corte acredita que não. Somente em Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) é que os ministros estariam livres para ir além do questionado inicialmente.

Outra parte, no entanto, defende que existem casos no Supremo de leis declaradas inconstitucionais com base em recursos. Ao final da discussão, instantes antes de o ministro José Dias Toffoli pedir vista do processo, Peluso afirmou que cada um votaria do jeito que quisesse. Marco Aurélio Mello chegou a afirmar que os colegas estavam complicando o julgamento. Com o retorno do voto vista hoje, esta questão deve ser pacificada.

“Acho que foi uma visão equivocada e que será superada pelos demais ministros”, afirmou o coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), juiz Marlon Reis. Na opinião dele, a questão da mudança do tempo verbal foi superada quando a matéria foi sancionada pela Presidência da República e, depois, confirmada pelo TSE. Reis ainda acrescentou que a defesa de Roriz não citou isso em qualquer momento do julgamento – do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) ao STF –, o que comprova, para o magistrado, que a tese está pacificada.

“A defesa que o ministro está fazendo não é da Constituição, mas sim do regimento interno do Senado”, comentou o coordenador do MCCE. Para Marlon Reis, existe uma interpretação equivocada do que diz o regimento interno do Senado. Como a emenda não modificou o mérito do projeto, no entendimento do magistrado, não precisava voltar à Câmara para uma análise do seu novo texto. “Se houve uma afronta, o que não houve, seria ao regimento do Senado. Não tem como declarar a lei inconstitucional”, disse.

Frustração

“O estabelecimento de novos critérios não fere a presunção de inocência”, emendou o senador, lembrando que a Lei da Ficha Limpa não versa sobre questões da área penal, mas se refere aos critérios e condições de elegibilidade. Mas Demóstenes preferiu não se manifestar sobre uma eventual vitória de Roriz no STF e, consequentemente, na disputa ao GDF. “Não posso imaginar o contrário [o registro de candidatura de Roriz], até porque eu redigi a lei.”

Para o presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Gabriel Wedy, a decisão de Peluso também está equivocada. “Na verdade, o que houve foi uma alteração redacional, que não mudou o sentido da norma”, disse, lamentando a postergação de um resultado que teria sido anunciado ontem. “Poderia ter sido evitada essa perda de tempo.”

Na mesma linha de pensamento opinou o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares, para quem a decisão de Peluso “causa frustração”. “Não esperávamos esse questionamento. Isso não estava no recurso, não foi invocado pela defesa. Pegou todos de surpresa, e causa frustração”, emendou Mozart, para quem não houve modificação de mérito no Senado. “Acho que a Lei está perfeita. Essa questão não pode ser discutida de ofício pelo STF. Ela [a alegação de Peluso] vai retardar a conclusão do julgamento. E, retardando, é um fator complicador”, completou o magistrado, confiante na aplicação da Lei para Roriz.

Já o advogado de Joaquim Roriz, Pedro Gordilho, festejou o andamento do processo. “O ministro Peluso trouxe um fato novo, um fundamento poderoso que envolve o chamado vício formal do processo legislativo. É um argumento muito consistente, muito lúcido. Se esse vício formal for, de fato, reconhecido, a Lei não terá validade e o processo legislativo deverá ser recomposto”, disse Gordilho, que diz confiar que a linha de defesa apresentada ao TSE deverá prevalecer.

Confiante

Em um primeiro momento, porém, o adiamento do julgamento causa prejuízos à campanha de Roriz no Distrito Federal. Até amanhã, ele permanece com sua situação sub júdice. Está com registro de candidatura indeferido com base na Lei da Ficha Limpa, mas pode fazer atividades de campanha. Caso o Supremo aceite seu recurso, Roriz perdeu um dia na busca para recuperar os votos que perdeu para Agnelo Queiroz (PT) nas pesquisas de opinião. Da mesma forma, se os ministros negarem seu recurso, ele corre contra o tempo para escolher um substituto. Ontem, o TRE-DF começou a lacrar as urnas eletrônicas. Depois que a urna for lacrada, não será mais possível mudar na urna o nome e a foto dos candidatos.

“Logo depois que ele foi barrado pelo TER, começou a cair nas pesquisas. Caiu ainda mais quando foi barrado pelo TSE. Até chegar a um ponto onde Agnelo está próximo de vencer no primeiro turno”, opinou o cientista político David Fleischer, da Universidade de Brasília (UnB). O especialista tem dúvidas se o tempo até as eleições – 11 dias – são suficientes para o ex-governador virar o jogo eleitoral.

Petistas do DF ouvidos pelo site consideram que, com o adiamento da decisão, a campanha de Agnelo é beneficiada em um primeiro momento. Porém, entendem que a discussão, neste momento, é maior do que a candidatura de Roriz. “A indefinição do Supremo mantém a instabilidade no pleito. É ruim para a candidatura de Roriz, mas pior para toda a eleição”, afirmou o líder do PT na Câmara Legislativa, Paulo Tadeu. Ele considera que, se o STF considerar inconstitucional, ou entender que a ficha limpa só deva ser aplicada em 2012, a corte irá de encontro aos desejos da sociedade.

Segundo o deputado Alberto Fraga (DEM-DF), candidato ao Senado na chapa de Roriz, “não existe absolutamente nenhuma acusação contra ele”. Recentemente, o ex-governador foi condenado a devolver dinheiro aos cofres públicos por conta da compra irregular de um helicóptero para o Corpo de Bombeiros. O parlamentar, que esteve com o candidato ao GDF ontem à noite, relatou que ele estava “muito tranquilo” depois do julgamento e confiante em decisão favorável.

Para o parlamentar, Roriz perdeu pontos percentuais nas mais recentes pesquisas de opinião justamente devido ao fato de que os tribunais, com base na ficha limpa, barraram sua candidatura. “Ele não perdeu, mas deixou de ter eleitores, que ficaram indecisos sobre a questão”, analisou. Na visão dele, o clamor da sociedade influenciou decisões dos tribunais regionais eleitorais (TREs) e o próprio Tribunal Superior Eleitoral. “É verdade que há um clamor público muito forte, e aí o TSE e os TREs tiveram um entendimento diferente em relação à anualidade.”

Fonte: Congressoemfoco

“Ginástica jurídica” ameaça sepultar a Lei da Ficha Limpa

Gil Ferreira / STF

Gil Ferreira / STF / Toffoli: pedido de vista, em meio a  bate-boca, adiou para hoje o julgamento da constitucionalidade da Lei da  Ficha Limpa Toffoli: pedido de vista, em meio a bate-boca, adiou para hoje o julgamento da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa
Justiça

Julgamento no STF deveria definir se a legislação vale a partir de 2010 ou de 2012. Mas presidente do Supremo incluiu argumento que derrubaria para sempre as novas regras eleitorais

23/09/2010 | 00:12 | André Gonçalves, correspondente

Brasília - Um “salto triplo carpado hermenêutico” – argumento jurídico digno de um movimento acrobático da ginástica olímpica, na definição do ministro Carlos Ayres Britto – provocou ontem um bate-boca no Supremo Tribunal Federal (STF) e adiou o julgamento da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa. A “ginástica jurídica”, segundo as palavras de Britto, acrescentou ainda uma nova tese na discussão sobre o assunto, que pode derrubar a Ficha Limpa não só para estas eleições, mas para todas as demais. Até então, o que vinha sendo discutido no Supremo eram alguns critérios para barrar candidatos e, principalmente, se a legislação valeria já em 2010 ou a partir de 2012. A lei, em vigência desde junho, está barrando a candidatura de políticos condenados por um colegiado de juízes.

O presidente do STF, Cezar Peluso, afirmou, durante o julgamento, que a legislação fere a Constituição devido a uma falha técnica na tramitação da lei no Congresso Nacional. Essa falha não estava sendo formalmente questionada no julgamento. O argumento de Peluso foi definido por Britto como uma manobra jurídica digna de ginastas olímpicos, que fazem “saltos triplos carpados”. Peluso não gostou da comparação, houve discussão e a sessão acabou sendo suspensa por um pedido de vista do ministro José Antônio Dias Toffoli. Ele prometeu retomar o processo hoje.

Praça dos 3 Poderes vira caldeirão

O calor de 30 graus, a seca provocada por quatro meses de estiagem e uma acirrada disputa política transformaram a Praça dos Três Poderes em um caldeirão durante o julgamento de ontem. Cerca de 200 militantes favoráveis à candidatura de Joaquim Roriz (PSC) a governador soltaram foguetes e agitaram bandeiras ao longo da sessão. Como em um estádio de futebol, barreiras e policiais separaram o grupo de 50 manifestantes a favor da Lei da Ficha Limpa, na maioria representados por cabos eleitorais do principal adversário na disputa pelo governo do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz.

A cassação do registro de Roriz é o principal tema da campanha em Brasília. Desde o começo da disputa, os petistas têm insistido na tese de que não vale a pena votar no rival porque a Justiça não permitirá que ele assuma o cargo. A decisão do STF coloca um ponto final na discussão e, caso a candidatura seja liberada, pode mudar completamente o quadro eleitoral.

Ex-governador por três vezes, Roriz era o favorito, mas foi ultrapassado por Agnelo na última pesquisa Datafolha, de 10 de setembro. A sondagem mostra o petista com 44% das intenções de voto contra 33% do opositor. O estudo ouviu 878 eleitores, com margem de erro de 3 pontos porcentuais e foi registrada no TSE com o número 28.808/2010.

O clima de tensão levou o STF a convocar o dobro de seguranças para acompanhar a sessão, chegando a um total de 200. O acesso ao tribunal foi restrito e havia fila para entrar no plenário. Durante todo julgamento, todos os 240 lugares destinados ao público permaneceram lotados.

O julgamento tratava especificamente do recurso da cassação do registro do candidato a governador do Distrito Federal pelo PSC, Joaquim Roriz. Com base na nova lei, que criou mais restrições para políticos com problemas na Justiça disputarem as eleições, Roriz foi impedido pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF de concorrer. Em 2007, ele renunciou ao mandato de senador para escapar da cassação – uma das atitudes punidas com a inelegibilidade, de acordo com a nova lei, aprovada neste ano.

Ontem, os ministros confirmaram que a sentença sobre o caso de Roriz terá repercussão geral. Ou seja, será aplicada para todos os demais candidatos prejudicados pela nova legislação, em vigor desde junho. Só no STF, há 1,7 mil recursos similares ao de Roriz.

A defesa do candidato pediu ao STF a análise da constitucionalidade da lei sob três aspectos. O primeiro é saber se ela pode ser aplicada nas eleições deste ano – há entendimento de que ela precisaria ter sido aprovada um ano antes do pleito para valer em 2010. Depois, se quem renunciou pode mesmo ser considerado inelegível. E, por último, se ela pode retroagir e ser aplicada em situações anteriores à data da sua promulgação.

Relator do processo, Ayres Britto votou contra o recurso de Roriz e pela validade da lei já em 2010. “Como se pode exigir que uma lei protetora da probidade só entre no ano subsequente de sua promulgação? O cumprimento da probidade, da moralidade, pode esperar? Um dia que seja pode ser de prejuízo”, disse Britto.

Durante o voto, comparou as eleições aos concursos públicos, em que os candidatos precisam comprovar que têm uma vida pregressa ilibada. Defendeu que a lei, ao tratar de temas políticos, pode sim retroagir. E criticou aqueles que defendem a renúncia para fugir da cassação como algo legítimo.

“Quem abre mão do mandato que lhe foi conferido pelo povo trai ao mesmo tempo o cargo, o partido e o eleitorado que contou com a expectativa de contar com o seu mandato cheio”, sustentou. Segundo ele, Roriz “abortou” a possibilidade de sofrer uma condenação dos próprios pares ao renunciar. Em 2007, o candidato foi flagrado por escutas telefônicas da polícia negociando a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Tarcísio Franklin de Moura, preso durante a Operação Aquarela.

Ayres Britto foi o único a votar. Logo depois, foi interrompido por Peluso, que não utilizou nenhum dos argumentos solicitados pela defesa de Roriz para alegar a inconstitucionalidade da lei. Para ele, o problema decorre de uma mudança feita no projeto pelo Senado e que não foi aprovada pela Câmara dos Deputados.

Como a proposta começou a tramitar na Câmara, ela precisaria ser apreciada outra vez pelos deputados em caso de alterações aprovadas pelos senadores. Durante as discussões, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) conseguiu aprovar uma emenda à matéria que mudou os tempos verbais de trechos da lei. Partes que citavam a expressão “tenham sido condenados” foram substituídas por “os que forem condenados”.

“É um caso de inconstitucionalidade formal”, disse Peluso. O posicionamento gerou uma discussão acalorada no tribunal e levou Ayres Britto a comparar a manobra do presidente do STF a um “salto triplo carpado hermenêutico”. Peluso disse que a comparação era muito boa apenas para a propaganda.

O acalorado debate que se segiu reforçou a tese de que o resultado do julgamento da Lei da Ficha Limpa será apertado. Ao lado de Ayres Britto, manifestaram-se Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski. Com Peluso, devem ficar Celso de Mello, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello.

Estariam indecisos Toffoli e Ellen Gracie. Como Eros Grau aposentou-se em agosto e o presidente Lula prometeu indicar um substituto somente após as eleições, há grandes chances de haver empate. Nesse caso, pode ser aplicado o regimento interno, que indica que o presidente poderia desempatar a votação. Para isso, Peluso teria de votar duas vezes e, assim, derrubar a lei.
Fonte: Gazeta do Povo

Liberdade de expressão é também liberdade para criticar a mídia

A candidata Dilma (PT) reafirmou seu compromisso com a liberdade de imprensa. Ela disse que convive muito bem com as críticas, mas, que não pode aceitar, calada, críticas erradas, e por isso sempre vai apontar erros quando forem contra ela. “Calada eu não vou aceitar”. Dilma alertou que todos devem evitar o ódio: “Acho que o ódio é que nem droga, a pessoa vicia na arte do ódio”. Foi uma cacetada na mídia golpista.

Como Dilma, penso que os jornalistas são livres para falar sobre qualquer assunto.
Dilma esclareceu:

“Sou a favor da liberdade de imprensa, vocês [jornalistas] têm todo direito de falar o que quiserem. Agora, quando eu achar que está errado, respeitando a liberdade de imprensa como eu fiz recentemente, eu tenho todo o direito de falar o seguinte: olha, eu fui absolvida nos seis anos que eu fui secretária de energia e isso não significa nenhum desrespeito a ninguém, significa respeito a mim. E, uma prova de que nós não podemos confundir a injustiça com qualquer outra coisa”, disse em relação as recentes notícias do jornal Folha de S. Paulo.

Então fica assim para Dilma: “Da minha parte a imprensa pode falar o que bem entender. O máximo que vou fazer quando eu achar que devo é protestar, dizendo que está errado o que disseram. Usando uma coisa fundamental que é o argumento", disse. "Eu acho que a imprensa faz o papel dela fazendo as críticas. Eu faço o meu quando eu achar que devo me defender delas. Para mim é essa a relação.”

Ou seja, nem venha que calada não fica.
# posted by Oldack Miranda/Bahia de Fato

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Justiça aceita denúncia contra Tiririca

Marcelle Souza
do Agora

A Justiça aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público Eleitoral contra o candidato a deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR), suspeito de falsidade ideológica ao supostamente omitir a declaração de bens no pedido de registro de sua candidatura. Agora, Tiririca tem dez dias para se manifestar sobre a questão.

A defesa do candidato nega qualquer irregularidade.

O caso é analisado pelo juiz Aluísio Sérgio Rezende Silveira, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo. A ação, proposta pelo promotor eleitoral Maurício Antônio Ribeiro Lopes, tem base no no artigo 350 do Código Eleitoral, que prevê como crime eleitoral "omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais".

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta quinta,

Saiba quem pode receber a revisão do teto

Ana Magalhães
do Agora

A revisão garantida no início deste mês pelo STF (Supremo Tribunal Federal) poderá beneficiar quem teve o benefício limitado ao teto e se aposentou em abril e em maio de 1991, entre março de 1994 e abril de 1996 e entre 2000 e 2003.

Essa correção será concedida de maneira administrativa pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e pode garantir um aumento de até 26,79%, segundo cálculos do consultor previdenciário Marco Anflor (do site www.assessor previdenciario.com.br).

Os atrasados (diferenças dos últimos cinco anos) podem chegar a R$ 47.800. A vantagem vale para quem se aposentou em abril de 1991 e teve o benefício limitado ao valor máximo da Previdência.

Leia esta reportagem completa na edição impressa do Agora nesta quint

Lula foi o presidente que modernizou o Brasil, diz jornal francês

BBC

Uma reportagem na edição de ontem (22) do jornal francês "Le Figaro" afirma que Luiz Inácio Lula da Silva foi o presidente responsável por "modernizar o Brasil".

O texto, que recebeu uma chamada na capa do "Le Figaro", é assinado pela correspondente do jornal no Rio de Janeiro, Lamia Oualalou.

A reportagem conta a história de Ricardo Mendonça, paraibano de Itatuba que se mudou para o Rio de Janeiro à busca de emprego em 2003 e conseguiu entrar na universidade graças a uma bolsa do programa ProUni, do governo federal.

O jornal atribui o sucesso de Mendonça às políticas do governo Lula.

"Histórias como esta de Ricardo, o Brasil registra aos milhões. A três meses do fim do seu segundo mandato, este é um país mudado que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixará ao seu sucessor", escreve o Le Figaro.

BARBUDO ONIPRESENTE

O jornal diz que quando Lula chegou ao poder, em 2003, o Brasil era um país sem "grandes esperanças" que havia finalmente dado uma chance a um "turbulento barbudo onipresente na cena eleitoral deste o restabelecimento da democracia".

O "Le Figaro" destaca que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso conseguiu combater a hiperinflação com o Plano Real, mas que se tornou "muito impopular" antes de deixar o poder em 2002.

Citando analistas políticos brasileiros, o jornal diz que Lula foi responsável por ampliar políticas sociais do governo anterior.

"O chefe de Estado reagrupou algumas medidas sociais do seu antecessor e às deu uma dimensão inimaginável", diz a reportagem.

"Pela primeira vez na história, o Brasil assiste a uma redução continua e inédita das desigualdades. Em dois mandatos, 24 milhões de brasileiros saíram da miséria e 31 milhões entraram para a classe média."

O jornal diz que o governo quer agora usar a riqueza dos novos campos de petróleo descobertos no litoral brasileiro para criar um fundo que beneficie os mais pobres.

O "Le Figaro" destaca que apesar dos avanços, o Brasil ainda é um dos mais desiguais da América Latina e do mundo, com altos índices de analfabetismo e problemas crônicos de saúde pública.

O jornal alerta também que as autoridades e parte dos analistas no Brasil não estão imunes a "complacência".

Fonte: Tribuna da Bahia

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