quinta-feira, abril 22, 2010

Antivírus falha e trava computadores no mundo inteiro

O programa sofreu uma atualização errada e, a partir daí, passou a considerar um arquivo do próprio sistema operacional Windows como se fosse um vírus


Uma falha no sistema de antivírus da empresa McAfee travou milhares de computadores mundo afora nesta quarta-feira (21). Segundo informações liberadas pela própria empresa, uma das maiores no ramo de software de segurança corporativa, o programa sofreu uma atualização errada e, a partir daí, passou a considerar um arquivo do próprio sistema operacional Windows como se fosse um vírus. Ao isolar o arquivo, o antivírus acabava travando a máquina.

A companhia publicou ainda na quarta-feira uma atualização que corrige o erro. De acordo com a McAfee, foram afetados apenas usuários que rodam suas máquinas com Windows XP e com a atualização Service Pack 3. Até o fechamento desta edição, não havia ainda uma estimativa exata de quantas pessoas haviam sido afetadas pelo problema, mas especulava-se que seriam dezenas de milhares.

De acordo com o site do jornal The New York Times, nos Estados Unidos a falha no antivírus chegou a ser responsável pelo cancelamento de cirurgias e por problemas com a polícia. No estado de Rhode Island, um terço dos hospitais teria tido problemas. Cirurgias eletivas foram canceladas. O desligamento de todos os computadores foi a solução encontrada em Kentucky.

A McAfee diz que está estudando a origem do problema e afirmou que está trabalhando para que a falha não se repita.

Fonte: Gazeta do Povo

De boné e outros males

Dora Kramer

De boné e outros

Toda manifestação de condenação a ilegalidades é bem posta. De autoridades ou postulantes a mandatos eletivos ainda mais. O contrário é que soa fora do esquadro. Portanto, a declaração da pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, sobre as últimas invasões de prédios públicos pelo MST, não requer reparos.

“É incorreto e ilegal. Não se pode conviver com ilegalidade estando no governo”, disse.

Talvez se pudesse cobrar dela um acréscimo, já que é candidata do governo, foi ministra da Casa Civil até outro dia, faz campanha apresentando-se justamente como corresponsável pelo êxito do presidente Luiz Inácio da Silva.

Uma explicação para o fato de o governo que representa conviver tão bem e há tanto tempo com as ilegalidades por ela precisamente definidas.

No mesmo dia em que a ex-ministra dava declarações escorreitas à Rádio Jornal de Per­­nambuco, uma comissão de invasores do prédio do Incra em Bra­­­sília e em mais seis estados era recebida pelo ministro do Planejamento e pelo presidente do Incra, separadamente, para discutir reivindicações.

Nenhuma novidade. As coisas se passam sempre assim. Mesmo quando as invasões têm conse­quências mais graves, deixam rastros de destruição e até vítimas. Há negociações, convivência, portanto.

Não foi a primeira vez, queira o bom senso que seja das últimas. O próximo “abril vermelho” alcançará Lula fora da Presidência. Descontada uma surpresa monumental, encontrará na cadeira presidencial Dilma Rousseff ou José Serra.

Conviria em breve que o pré-candidato tucano se pronunciasse a respeito. E Dilma, já que começou a abordar o tema poderia desde logo desenvolvê-lo.

Não no rumo que ganhou destaque no noticiário: se vestiria ou não o boné do MST como fez o presidente Lula no início de seu primeiro mandato nas dependências do Palácio do Planalto. Essa é uma questão de fácil solução.

Tanto que Dilma nem titubeou quando indagada a respeito: “Acho que não é cabível vestir o boné do MST. Governo é governo, movimento social é movimento social.” Bem como mãe é mãe, pai é pai e nada de novo se extrai disso.

O boné, assim como o simbolismo romântico do MST, perdeu-se em obsolescência no tempo.

A questão em pauta não é essa. O essencial é saber dos candidatos se o próximo governo cumprirá a lei que excluiu da reforma agrária terras invadidas e invasores, o que equivale cortar-lhes o acesso a verbas federais, ou se continuará sustentando o movimento e patrocinando a ilegalidade ao arrepio do Estado de Direito.

Diplomacia, apenas

O episódio que levou o presidente Lula a cometer o que seria mais uma de suas descortesias, não configurasse antes uma agressão ao Itamaraty e aos fatos, não foi fruto da “diplomacia de vira-latas” daquele Brasil substituído pelo outro fundado em janeiro de 2003.

Em janeiro de 2002, o então chanceler Celso Lafer em três aeroportos norte-americanos foi submetido a revistas e obrigado pelos seguranças a tirar os sapatos.

Tratamentos similares receberam os chanceleres do Canadá, da Rússia e do México. Já ao britânico não foi aplicada a regra geral de segurança.

Na primeira revista, Lafer comunicou o ocorrido ao embaixador brasileiro em Washington, Rubens Barbosa, que apresentou protestos junto ao governo norte-americano, todos inúteis.

Lafer só veio a receber pedidos formais de desculpas quando voltou ao Brasil por intermédio do então embaixador interino, Cristóbal Orozco.

Uma atitude altiva do ministro das Relações Exteriores seria qual, armar o chamado “comigo ninguém pode” na base da carteirada na frente de sabe-se lá quantos passageiros comuns igualmente revistados e sem sapatos?

Não, agiu diplomaticamente assim como os outros chanceleres que tiveram o princípio da imunidade diplomática desrespeitada pelos Estados Unidos, que, no caso, fez a diplomacia do pitbull atabalhoado.

O vexame ficou para a maior democracia do mundo, que ao aplicar uma simples regra de segurança de aeroporto se revelou discricionária.

Fonte: Gazeta do Povo

Magia negra contra Tancredo Neves?

Carlos Chagas

Os 25 anos da morte de Tancredo Neves continuam fazendo aflorar na memória uma série de episódios fundamentais para a compreensão da Nova República. Uns claros, outros ainda cercados de mistério. Vai o relato de um deles.

Naqueles idos, entre março e abril de 1985, com o presidente eleito internado num hospital de São Paulo e já submetido a seis operações, diminuía a expectativa de que pudesse recuperar-se. Mesmo assim, as esperanças continuavam.

Em Brasília, José Sarney governava interinamente, com o ministério antes escolhido por Tancredo.

Francisco Dornelles era ministro da Fazenda, nossa amizade vinha de longe. Quase todos os dias trocávamos informações sobre a saúde do presidente. Certa manhã recebo dele uma intimação: “Venha imediatamente ao meu gabinete, aqui na Esplanada.”

Fui. O gabinete estava vazio mas logo surge o ministro, de uma pequena porta ao lado. Pegando-me pelo braço, entramos numa pequena sala onde, sentados num sofá, estavam dois senhores de aspecto modesto, paletó sem gravata e camisa abotoada no colarinho. Meias brancas com sapatos pretos.

Dornelles apresentou-me como amigo, dizendo tratar-se de dois monges que há dias tentavam comunicar-se com ele. Recebeu-os naquela manhã, quando disseram pertencer a um mosteiro no interior de Goiás. Tinham vindo à capital federal informar o ministro e sobrinho do presidente que Tancredo estava sob os efeitos de um forte trabalho de magia negra. Como eram cultores da magia branca, punham-se à disposição para desfazer o mal.

Na presença dos monges, o ministro falou não haver acreditado numa palavra daquela história e já ia mandá-los embora quando um deles atalhou, pedindo para demonstrar o que diziam. Disse que no apartamento particular de Tancredo, numa das superquadras do Plano Piloto, estavam as provas do tal “trabalho”. Como se estivesse no ministério outro sobrinho do presidente, Gastão Neves, primo de Dornelles, foi pedido que acompanhasse os monges.

Nessa altura do relato que o ministro me fazia, ele aproximou-se de uma pequena mesa redonda, coberta por um lençol, que abriu e acentuou: “Veja o que eles acharam dentro do travesseiro do Tancredo”.

Um dos objetos era um boneco rústico, desses que a gente vê em filmes de vudu, todo espetado por alfinetes. O outro era um terço, tão a gosto das beatas, mas formando o perfil de uma cabeça humana.

Não entendi nada. Dornelles contou que na presença do Gastão os monges haviam ido pouco antes ao quarto de dormir de Tancredo e logo, com um canivete, abriram o travesseiro e retiraram as duas peças, que levaram ao ministério.

Fazer o quê? Foi quando um dos monges explicou estar ali a evidência do falavam. Havia apenas uma forma de desfazer o malefício: levar os dois objetos e colocá-los debaixo de uma queda d’água natural, o mais próximo possível de Brasília, e serem levados, os dois, ao quarto de Tancredo, no hospital paulista, para orações. Junto com o primo Gastão, encontraram pequena cachoeira de água límpida, nos arredores do entorno da cidade.

Enquanto isso, quando ainda estávamos na salinha, Dornelles tomou a decisão. Disse que continuava não acreditando em nada, mas, por via das duvidas, tomaria providências. Telefonou para o delegado Romeu Tuma, encarregado da segurança de Tancredo, no hospital de São Paulo, dizendo-lhe estar enviando dois amigos no jatinho particular do ministério. Encareceu a Tuma que os recebesse no aeroporto e fizesse o possível para atender-lhes os pedidos.

É claro que era proibido entrar no quarto de Tancredo, transformado em UTI. Os monges contentaram-se em ficar o mais próximo possível do ilustre doente. Tuma encontrou a solução colocando-os um andar acima, num quarto exatamente sobre o quarto de Tancredo. Lá, passaram a noite rezando.

Todos os dias a equipe médica que atendia o presidente divulgava um boletim, lido pelo professor-doutor chefe das operações hospitalares. Naquela tarde, um dia depois da passagem dos monges por Brasília, o país inteiro teve suas esperanças renovadas. Depois de anteriores e seguidas informações pessimistas, o médico anunciou que Tancredo havia tido sensível melhora, na pressão sanguínea e outros exames.

Eu estava em meu local de trabalho quando o telefone toca. Era Dornelles, que emocionado comenta: “Você viu? Não acredito, mas como desconhecer o que aconteceu?”

Semanas depois Tancredo morreu. Os monges sumiram, internando-se no mosteiro misterioso, tendo destruído o boneco e o terço. Concluí, apenas, que entre o céu e a terra existem coisas que nossa vã inteligência não explica…

Fonte: Tribuna da Imprensa

Primeiro os meus, depois...

Tasso Franco

Como havíamos previsto neste espaço, a aprovação do projeto de lei que autoriza o governo da Bahia a efetivar empréstimo de R$563,7 milhões junto ao BNDES para recompor seu caixa de investimentos abalado pela crise financeira de 2009, se constituiu numa “batalha” entre a base governista e a oposição na Assembleia Legislativa. E mostrou que, se não fossem manobras regimentais utilizadas pela Mesa, muito esforço do líder do governo, deputado Waldenor Pereira (PT), e uma ação pessoal do governador que teria ligado para todos deputados governistas, o projeto não seria aprovado.

Diz-se que, reza a tradição na Assembleia, momentos como os praticados na Casa Legislativa nas últimas 72 horas sempre existiram e vão existir em sua história. A questão é que o atual governo está com sua base de apoio fragilizada desde que o PMDB/PR/PSC tomaram outro rumo político, não tem mais maioria em algumas comissões importantes, e a votação em plenário mesmo usando os trunfos regimentais do Artigo 178 e outros apelos ficou apertadíssima. Tanto que o polêmico empréstimo bateu na trave com apenas 31 votos favoráveis e 2 nulos numa Casa que tem 63 deputados.

Mas passou e foi importante para o Estado que passasse. São recursos que, se bem aplicados em obras de infraestrutura e segurança como relatam a mensagem do governador e a defesa da liderança do governo, e não desviados para custeio e uso eleitoreiro, como sustentou a oposição durante mais de 30 horas de sessões contínuas, tornam-se imprescindíveis. A questão, agora, é saber se o BNDES terá agilidade para disponibilizar esses investimentos com rapidez e onde serão aplicados.

O líder da oposição, deputado Heraldo Rocha (DEM), e o líder do PMDB, deputado Leur Lomanto Jr, desconfiam das duas coisas: que o dinheiro chegue logo à Bahia, até porque sequer foi liberado pelo BNDES a segunda parcela de um empréstimo de R$380 milhões aprovado pela ALBA no ano passado (só veio R$178 milhões), e em chegando à Bahia esses recursos, argúem que têm certeza da aplicabilidade em obras eleitoreiras para atender políticos ligados ao governador e sua chapa à reeleição.

O líder do governo, deputado Waldenor Pereira (PT), tem uma argumentação inversa e sustenta que os recursos serão para todos. Ou seja, pode até uma obra de infraestrutura beneficiar deputados da oposição, porque o território baiano é imenso e essa delimitação de quem é dono político deste ou daquele pedaço não existe. De bom coração, evidente que essa afirmação também é verdade. Mas, na prática, ninguém acredita que o governador Wagner leve consigo Leur ou Heraldo para uma inauguração de obras.

Vive-se época de ano eleitoral. E, embora o governo difunda em sua marca que a “Bahia é de Todos Nós”, natural que primeiro os meus e depois os teus. Todo governo é assim e o de Wagner não poderia fugir a essa regra porque se assim agir, magistrado pleno, o que não existe na política, perde a competitividade. Ademais, a crise de 2009 deu uma atropelada séria nos investimentos do Estado com rubrica própria e maleável, diferente daquelas que já vêm carimbadas com a marca federal, e esses novos recursos são importantíssimos para os planos do governador.

Em certo sentido, foi mais importante do que esse debate estéril em relação à composição final de sua chapa.
Fonte: Correio da Bahia

Lula, agora, diz que é a favor da reeleição e planeja conversa com Ciro

Folhapress

Em entrevista publicada na edição desta quarta-feira (21) do jornal "Correio Braziliense", o presidente Lula admite que mudou de oposição sobre a reeleição. Agora, segundo ele, é a favor dessa opção eleitoral.

Sem citar nomes e datas, o petista disse que foi procurado recentemente por um interlocutor do PSDB para propor uma parceria com o PT pela aprovação do mandato de cinco anos e pelo fim da reeleição --o que foi defendido nesta semana pelo pré-candidato tucano, José Serra.

"Eu falei para meu companheiro interlocutor: 'Olha, eu era contra a reeleição, agora eu quero que tenha a reeleição mesmo se você [tucano] ganhar, porque em quatro anos você não consegue fazer nenhuma obra estruturante, nenhuma'."

Ele justificou: "Entre você pensar uma grande obra, fazer projeto básico, executivo, tirar licença ambiental, enfrentar o Judiciário, enfrentar o Tribunal de Contas e vencer todos os obstáculos, termina o mandato e você não começa a obra, sabe? Então eu falei [ao interlocutor]: 'Não quero mais o fim da reeleição'".

Na mesma entrevista, o presidente admitiu que pretende conversar com Ciro Gomes (PSB) sobre sua pré-candidatura ao Planalto e disse que a "guerra" do PT mineiro não resolve nada, numa referência às prévias agendadas entre Patrus Ananias e Fernando Pimentel.

"Essas guerras não resolvem o problema. As pessoas pensam que podem fazer insultos, provocações e, depois, botar um papel em cima. No PT não volta à normalidade."

Ao "Correio" Lula falou com entusiasmo da opção do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para a vaga de vice na chapa de Dilma Rousseff. "Se ele for o indicado pelo partido, dará a tranquilidade de que nós não teremos problemas de governabilidade."

O presidente também relatou uma conversa que teve com o senador Aloizio Mercadante, pré-candidato petista ao governo de São Paulo.

"O PT não precisa provar para ninguém que tem 30% dos votos em São Paulo. Precisamos arrumar os outros 20%. Eu disse a Mercadante: 'É preciso que você arrume o teu José Alencar'. O Alencar teve importância para mim que não é a quantidade de votos, mas na quantidade de preconceito que quebrou."

No início desta semana, Serra defendeu o mandato de cinco anos sem reeleição e disse que levará essa questão para o Congresso, se for eleito.

"Eu conversei com Lula, ele estava de acordo, mas depois mudou de ideia. Eu espero que ele mude de novo, porque Lula, mesmo fora do governo, vai ter um peso político muito grande e eu pretendo manter o diálogo com ele", disse o tucano.

Fonte: Correio da Bahia

Pichador arrependido diz que vai se entregar à polícia nesta quinta-feira

Com cara de arrependido, voz embargada, e demonstrando alguma surpresa pela recompensa que ofereceram por sua captura, o pintor de paredes Paulo Souza dos Santos, de 28 anos, confessou, na noite desta quarta-feira (21), que pichou a estátua do Cristo Redentor na noite de quarta-feira (14).

Ele admite que não esperava que isso fosse causar tanta repercussão e, ao lado do pastor Marcos Pereira da Silva, a quem procurou para pedir apoio, foi orientado a se entregar à polícia nesta quinta-feira (22). Morador de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, Paulo é casado, pai de um filho de quatro anos. A mulher do ex-soldado do Exército está grávida de quatro meses.

Os responsáveis pelo vandalismo serão acusados por crime ambiental e injúria discriminatória e, se condenados, podem pegar até quatro anos de prisão. O advogado Alexandre Magalhães, que acompanhou as declarações do pintor ao lado do pastor Marcos e do cantor Waguinho, integrante da Igreja Assembléia dos Últimos Dias, espera que ele responda pelas acusações em liberdade. Informações são do G1.

Justiça suspende 26 procedimentos da PF da Bahia

Agência Estado

A Justiça Federal determinou liminarmente a paralisação de 15 procedimentos disciplinares e 11 sindicâncias que têm como alvo delegados, agentes e escrivães da Superintendência da Polícia Federal na Bahia. Policiais sob investigação teriam agido com negligência, descaso e omissão na condução de inquéritos abertos há mais de 5 anos e sem solução à vista.

A decisão que manda suspender os trabalhos de duas comissões permanentes disciplinares é da juíza Marla Consuelo Santos Marinho, da 6.ª Vara Federal em Salvador. Ela acolheu mandado de segurança subscrito por seis delegados que se insurgiram contra a fiscalização da Corregedoria Geral da PF. A iniciativa dos delegados interrompe o mais ambicioso projeto da cúpula da PF, que classifica como afronta à atividade precípua de polícia judiciária que lhe é atribuída pela Constituição.

Logo que assumiu a direção geral da PF, em 2008, o delegado Luiz Fernando Corrêa ordenou celeridade nos inquéritos. Ele convocou a Corregedoria para inspecionar as superintendências e verificar motivos do encalhe. Na maioria dos Estados o jogo virou. Mas, desde setembro de 2009, foi constatada "baixíssima produtividade" na PF da Bahia, após a Corregedoria abrir correição extraordinária.

No primeiro trimestre de 2010, depois que a Corregedoria deslocou contingente de escrivães para reforçar a superintendência de Salvador, a meta foi batida. Mas a Corregedoria identificou "condutas temerárias" que, em sua avaliação, devem ser rigorosamente investigadas internamente. A Corregedoria abriu 26 procedimentos divididos em 15 ações de caráter administrativo e 11 sindicâncias e mobilizou 14 servidores de Brasília para integrar as comissões permanentes de disciplina.

Agora, esses servidores estão de braços cruzados por força da suspensão das sindicâncias que abrangem não apenas os autores do mandado de segurança, "mas muitos outros profissionais, entre delegados, escrivães, agentes e administrativos". A direção da PF avalia que a decisão foi grave revés para o programa de agilização dos inquérito e teme a repercussão negativa da paralisação dos procedimentos disciplinares em todas as superintendências. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo./A Tarde

Apenas oito são condenados por improbidade na Bahia

Tássia Correia l A TARDE

Somente oito pessoas foram condenadas em definitivo por improbidade administrativa na Bahia, desde a sanção da Lei 8.429 há 18 anos. Os dados estão disponíveis no Cadastro Nacional de Condenações Cíveis por Ato de Improbidade Administrativa no site do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), lançado em fevereiro deste ano e disponível para consulta geral (clique aqui para acessar) -, no tópico "Programas e ações", no Menu Principal.

A iniciativa do CNJ vem em meio ao debate sobre o projeto “Ficha Limpa”. Em tramitação no Congresso, o texto pretende impedir que pessoas que respondam a processos judiciais, em qualquer instância jurídica, possa se candidatar a algum cargo eletivo. A lei atual é mais condescendente e só proíbe a disputa de cargos eletivos para quem tiver sido condenado pela última instância do Judiciário (o STF).

Como há resistência dos deputados em aprovar o projeto, o Tribunal Superior Eleitoral baixou resolução obrigando os candidatos nas eleições de 2010 a apresentarem atestado de antecedentes criminais e responder se responde a algum processo.

A ideia é divulgar essas informações no site do tribunal a partir de 5 de julho quando os registros de candidaturas serão homologados judicialmente. Ainda assim, o futuro presidente do TSE, Ricardo Lewandowski declarou em entrevistas que é contrário ao projeto devido ao princípio da presunção de inocência.

O cadastro do CNJ só informa sobre sentenças que não aceitam mais nenhum recurso. Outros sites na internet divulgam listas de políticos que respondem a processos judiciais, a exemplo do Projeto Excelências da Organização Não Governamental Transparência Brasil (clique aqui para acessar).

Segundo juristas ouvidos por A TARDE, a morosidade das condenações se deve ao volume de processos e aos recursos impetrados por advogados de defesa muitas vezes meramente protelatórios. Essa morosidade gera, para a população em geral, uma sensação de de impunidade e descrença nas instituições públicas e democráticas.

Leia reportagem completa na edição impressa do Jornal A Tarde desta quinta-feira, 22

Nos jornais: eleição indireta agravou crise no DF, diz PGR

Folha de S. Paulo

Eleição indireta agravou crise, diz procurador-geral

Depois de participar de uma sessão solene no Supremo em homenagem a Brasília, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou ontem que a eleição indireta realizada pela Câmara Distrital que escolheu Rogério Rosso como governador apenas "agravou" a crise política local e reforça a necessidade de uma intervenção federal. "Ele teve 13 votos, sendo que 8 foram das pessoas mais escandalosamente envolvidas com esse esquema criminoso. Independentemente de quem tenha sido eleito, não faço qualquer juízo da pessoa dele, parece-me evidente que não haverá condições de proceder a um saneamento da máquina administrativa do DF", disse.

Governo pedirá quebra de sigilo no caso Alstom

O Ministério da Justiça vai encaminhar nos próximos dias pedidos para que Suíça e França quebrem o sigilo bancário de 19 pessoas e empresas suspeitas de ter recebido suborno da multinacional francesa Alstom. A empresa é investigada sob suspeita de ter pago propina por contratos com o Metrô e a Eletropaulo em gestões do PSDB no governo paulista. Robson Marinho, ex-chefe da Casa Civil e alvo de um dos pedidos de quebra de sigilo, negou ter conta no exterior: "Pode quebrar o sigilo que quiser".

Conselheiro do TCE diz que não recebeu propina

Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, disse que não vê problemas no pedido de quebra do seu sigilo bancário na Suíça e na França. "Não há contas em meu nome na França, na Suíça nem em qualquer outro lugar do mundo. Em meu nome não há conta", frisa. "Pode quebrar o sigilo que quiser." Marinho afirmou inicialmente que não comentaria as suspeitas do Ministério Público Estadual e Federal porque a investigação em torno da Alstom está protegida por segredo de Justiça. Segundos depois mudou de ideia. Disse que nunca apreciou no Tribunal de Contas contratos da Alstom. Ele afirma que um documento anexado por seus advogados na investigação aponta que os contratos sob suspeita da Eletropaulo são de 1983 e 1990. O de 1993 é um contrato batizado de Gisel (Grupo Industrial para o Sistema Eletropaulo), que tinha como objetivo modernizar o sistema elétrico paulista; o de 1990 é um aditivo ao negócio original. "Mas eu entrei no Tribunal de Contas em 1997."

ONGs fazem "rodízio" para driblar limites de repasse de emendas

Três ONGs que receberam recursos do Ministério do Turismo têm vinculações entre si e pagam com dinheiro público empresas representadas pelos próprios associados. A Folha apurou que integrantes dessas entidades respondem a ações na Justiça e subcontratam empresas com problemas judiciais. Órgãos de controle e o próprio ministério investigam se a troca de funcionários e subcontratação das mesmas empresas são usadas para driblar o teto de repasses imposto pelo governo. A PAB (Premium Avança Brasil), com sede em Luziânia (GO), o IEC (Instituto Educar e Crescer), do Distrito Federal, e Equipe Chakart, de Goiânia (GO), receberam R$ 11,6 milhões do Ministério do Turismo nos últimos três anos. Em 2009, Ao menos 19 congressistas destinaram recursos a elas. Desde o ano passado o ministério impôs uma restrição de valor de recebimento por entidade, de R$ 1,8 milhão por ano. O temor do ministério é que essas vinculações entre as entidades sirva para driblar o teto daqui para a frente.

Entidades negam fazer parcerias entre si

O Instituto Educar e Crescer, a Premium Avança Brasil e a Equipe Chakart negam parceria entre si e dizem ser concorrentes no mercado de festas.
A Premium Avança Brasil admitiu, porém, que contrata Idalby Ramos, secretária da IEC, quando há "volume excessivo de projetos". Idalby confirmou que prestou assessoria para a entidade concorrente. Sobre o processo que ela responde em Mato Grosso, sua defesa diz que "o juiz não se manifestou se aceita ou não a ação". Para Idalby, o fato de a mãe dela ser conselheira de entidade concorrente não representa dilema ético nem ilegalidade. Procurada, a mãe dela não ligou de volta, assim como Robson e Caroline Quevedo, do IEC.

PSDB acusa Sensus com dado errado

O PSDB utilizou dados incorretos para basear a notícia-crime que o partido pretende apresentar hoje ao Ministério Público Eleitoral contra o Instituto Sensus, por divulgação de pesquisa fraudulenta. A Folha verificou que os advogados dos tucanos usaram uma pesquisa feita pelo instituto em Santa Catarina para atacar outra, nacional. As informações referiam-se ao nível econômico dos entrevistados pelo Sensus em pesquisa divulgada na semana passada, que apontou um empate técnico entre os pré-candidatos à Presidência José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). O PSDB encontrou cinco supostas irregularidades, relatadas em relatório produzido após análise, por técnicos do partido, nas 2.000 folhas de resposta da pesquisa contratada por um sindicato de São Paulo ligado à Força Sindical. A principal delas, conforme citou anteontem o advogado do PSDB Ricardo Penteado, é justamente a que se baseou em dados errados.

Dilma e Serra disputam audiência na TV

Os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) travaram em pleno feriado uma disputa pelos telespectadores em aparições ao vivo no horário nobre em emissoras de TV aberta. Dilma concedeu entrevista de mais de uma hora ao apresentador José Luiz Datena, do programa "Brasil Urgente", da Bandeirantes. Serra falou por cerca de 20 minutos a Carlos Nascimento na bancada do "SBT Brasil". Logo no início da entrevista, questionada se acreditava em Deus, Dilma disse crer em uma "força superior" e na "deusa mulher que é Nossa Senhora". Há cerca de dois anos, em sabatina da Folha, Dilma respondeu à mesma pergunta afirmando: "Eu me equilibro nessa questão. Será que há? Será que não há? Eu me equilibro nela".

Judiciário troca comando polêmico por discreto

Ao final desta semana, o comando do Judiciário terá uma mudança radical de perfil. Saem de cena os atuais presidentes do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes e Carlos Ayres Britto, e entram Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski, reconhecidamente mais discretos e de menor atuação política.
Em ambos os casos, a mudança refletirá diretamente na forma como o Poder Judiciário vem se relacionando com os outros Poderes da República e até mesmo com setores organizados da sociedade civil.

Ministro votou contra veto a "fichas-sujas"

Ricardo Lewandowski, 61, é um ministro discreto que pretende evitar se envolver em polêmicas durante seu mandato como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que começa hoje e tem dois anos de duração. Carioca criado em São Bernardo do Campo (SP), onde se graduou, Lewandowski é especializado em direito público e nos anos 80 teve atuação política próxima aos peemedebistas em São Paulo.

Grupo invade nova Câmara no aniversário de Brasília

No dia em que Brasília completou 50 anos, um grupo de 60 manifestantes, formado na maior parte por estudantes, invadiu a nova sede da Câmara do Distrito Federal para protestar contra o atual governador do DF, Rogério Rosso (PMDB). O movimento de alunos da UnB, que promoveu a invasão ontem à noite, se autodenomina "Fora Arruda e toda máfia" e alega que Rosso não tem legitimidade para governar já que 8 dos 13 deputados que votaram nele são suspeitos de ter participado do mensalão do DEM.

Culto simultâneo atrai em SP e no Rio 2 milhões de fiéis da Igreja Universal

Um culto simultâneo da Igreja Universal do Reino de Deus reuniu cerca de 1 milhão de pessoas em São Paulo e mesmo número no Rio de Janeiro, segundo cálculos da Polícia Militar. Os eventos causaram quilômetros de congestionamentos em ambas as capitais. O culto organizado pela Iurd em todo o país ganhou o nome de "O Dia D", no qual fiéis supostamente em dúvida deveriam afirmar sua ligação com a igreja. É o primeiro evento do gênero, e a expectativa da Universal é que o culto tenha reunido 8 milhões de pessoas.

O Estado de S. Paulo

Eleitorado feminino garante no Ibope vantagem de Serra sobre Dilma

Os eleitores jovens, do sexo feminino e das Regiões Sul e Sudeste são os principais responsáveis pela vantagem de 7 pontos porcentuais de José Serra (PSDB) sobre Dilma Rousseff (PT) na corrida presidencial, segundo pesquisa Ibope divulgada ontem. O pré-candidato tucano tem 36% das intenções de voto, e a petista, 29%. Pela primeira vez, o Ibope detectou um empate entre Ciro Gomes (PSB) e Marina Silva (PV) - ambos aparecem com 8%. Nos últimos sete meses, Ciro perdeu metade de seus eleitores. Em relação à pesquisa do mesmo instituto feita em março, os dois principais concorrentes apenas oscilaram 1 ponto - Serra para cima, Dilma para baixo. A diferença entre os dois passou de 5 para 7 pontos.

Líderes se distanciam, indica média móvel

Atualizada pela inclusão da mais recente pesquisa Ibope, a média móvel das pesquisas de intenção de voto mostra um pequeno crescimento da vantagem de José Serra (PSDB) sobre Dilma Rousseff (PT). A diferença média entre ambos, que chegou a ser de 4,1 pontos há duas semanas, é agora de 5,8 pontos. Mais importante do que os valores é a trajetória das curvas de intenção de voto média de cada um dos pré-candidatos à Presidência. A inclusão da pesquisa Ibope confirmou uma mudança que havia sido iniciada pela pesquisa anterior, do Datafolha: as curvas de Serra e Dilma pararam de se aproximar e, lentamente, estão se distanciando.

Pré-candidatos buscam voto de brasileiros que moram no exterior

Os pré-candidatos estão de olho no voto dos brasileiros fora do País. É um eleitorado que pode chegar a 3 milhões, embora só 174 mil já tenham transferido o título para um dos 146 municípios eleitorais no exterior. Eles têm até o dia 5 para se cadastrar, segundo prazo definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O TSE colocou no ar propaganda convocando os brasileiros no exterior a votar. Anúncios com informações sobre como se cadastrar e o prazo final para transferir o título foram distribuídos às emissoras brasileiras com veiculação no exterior.

Emissário do PSB vai medir hoje 'risco Ciro'

O vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, vai procurar hoje o deputado Ciro Gomes (SP), com uma missão: medir o "risco Ciro" no quadro eleitoral, caso o partido decida descartar de vez sua participação na corrida presidencial. O PSB, o PT e o Palácio do Planalto temem que Ciro saia atirando e prejudique a candidatura petista de Dilma Rousseff. Foi movido por esse temor que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já anunciou publicamente sua intenção de também procurar Ciro para uma conversa nos próximos dias, a fim de acalmá-lo e aplacar suas mágoas. A direção do PSB só se reunirá para tratar do assunto no dia 27, mas, nos bastidores do partido, a avaliação é de que o descarte da candidatura é iminente.

'Acho que a UNE tem de ficar neutra'

Na galeria de seus ex-presidentes, a União Nacional dos Estudantes (UNE) ostenta a foto do pré-candidato do PSDB José Serra. Entre 1963 e 1964, o tucano que vai disputar a sucessão do presidente Lula comandou a entidade estudantil, partindo para o exílio enquanto estava no posto. Hoje, 46 anos depois e com R$ 10 milhões em verbas federais no cofre, a organização tenta conter a forte pressão para declarar apoio formal a Dilma Rousseff (PT), candidata de Lula e rival de Serra na eleição. Boa parte das correntes internas da UNE vai defender durante o 58.º Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg), que se realiza no Rio entre hoje e domingo, o apoio a Dilma. Resta saber se eles conseguirão convencer os demais e emplacar a proposta. "A minha opinião é que a UNE tem de manter uma postura de independência no pleito, sem declarar apoio formal a nenhum dos candidatos", diz o presidente, Augusto Chagas. A única vez em que a UNE declarou apoio a um candidato foi em 2002, no segundo turno, quando a entidade optou por Lula após um plebiscito.

Arcebispo faz sermão por ficha limpa

Na presença de políticos locais, a maioria envolvida nos escândalos de corrupção dos últimos governos, o arcebispo de Brasília, dom João Braz de Aviz, aproveitou a comemoração dos 50 anos da capital federal para cobrar a aprovação do projeto ficha limpa. O chefe religioso tratou da crise política instalada no DF desde novembro e falou em "traição". As declarações foram feitas na missa celebrada na virada de meia-noite de terça-feira para ontem, na Esplanada dos Ministérios, em um altar montado diante do Congresso Nacional. A fila de políticos sentados em cadeiras que ladeavam o altar só não estava completa porque o governador cassado, José Roberto Arruda, que deixou a prisão no dia 12, não compareceu.

Governo vê pressão da Queiroz Galvão

A Queiroz Galvão vai negociar nos próximos dias uma forma de garantir maior participação na construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA). O anúncio da possível saída da empresa do consórcio que venceu o leilão anteontem foi entendido pelo governo apenas como um sinal de pressão da construtora para assegurar uma parcela significativa da obra em suas mãos.

AGU processa juiz e procuradores que ameaçaram leilão

A guerra de liminares que ameaçou a realização do leilão da usina Hidrelétrica de Belo Monte deve chegar ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A Advocacia-Geral da União (AGU) prepara as representações contra os procuradores e o juiz federal do Pará, responsável pela concessão das liminares.

O Globo

Ação do governo levou grupo estatal a ganhar Belo Monte

Uma decisão do governo no dia do leilão da hidrelétrica de Belo Monte mudou o rumo da disputa pela segunda obra mais cara do PAC. A Eletrobras avisou os dois consórcios na briga pela usina que o projeto deveria ter rentabilidade de apenas 8%, bem abaixo dos 12% esperados pela iniciativa privada. Com isto, o grupo liderado pe lª construtora Andrade Gutierrez foi obrigado a refazer as contas e aumentar a tarifa proposta para a energia. Já a Chesf, por ser estatal, apostou que poderia oferecer uma tarifa bem menor e venceu. Técnicos do governo informaram que a mudança de critério foi uma reação à pressão das empreiteiras. O consórcio vencedor gastará R$ 100 milhões para desmatar a área que será alagada pela usina.

Festa e protesto em Brasília

Sob ameaça de intervenção federal, Brasília comemorou ontem seu aniversário de 50 anos com festa movimentada e eclética, orçada em R$ 8 milhões. Pelo menos cerca de 600 mil pessoas passaram pela Esplanada dos Ministérios, segundo os cálculos da Polícia Militar. Um público grande também era esperado para os shows de Daniela Mercury, Paralamas do Sucesso, Nando Reis, Milton Nascimento e Zélia Duncan, além de eventos paralelos. Recémeleito em votação indireta, o governadortampão Rogério Rosso (PMDB) enfrentou protestos nas cerimônias oficiais, prestigiadas por poucos governadores e autoridades federais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou dos eventos.

Petista defende PAC; tucano ataca MST

Dias depois de o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), dizer que o PAC é uma lista de obras inacabadas, sua adversária na corrida à Presidência, Dilma Rousseff (PT), rebateu os ataques com ironia. Entrevistada por uma hora e meia no programa “Brasil Urgente”, da TV Bandeirantes, disse que algumas obras inauguradas por Serra antes de deixar o governo foram entregues à população com dinheiro do PAC.

— Fizemos parcerias com o governo de São Paulo nas obras do Rodoanel, nas favelas de Heliópolis e Paraisópolis e nas represas Billings e Guarapiranga.

Essas parcerias são do PAC, então como o PAC não existe? — disse ela, que, em seguida, descartou a ideia de que é uma mulher brava e Serra, bonzinho.

MST invade fazenda de multinacional na Bahia

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocuparam ontem a Fazenda Barrinha, em Eunápolis, a 644 km de Salvador, que pertence à multinacional Veracel, empresa que cultiva eucaliptos para a produção de celulose. Esta é a 16afazenda ocupada na Bahia durante o Abril Vermelho — ações organizadas pelo MST para lembrar o Massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996, quando 19 trabalhadores rurais foram mortos em confronto com a tropa de choque da PM do Pará. De acordo com Márcio Mattos, um dos coordenadores do movimento, a intenção do MST é ocupar pelo menos 30 fazendas até o fim de abril. Esta é a terceira vez que o MST ocupa a Barrinha, que possui 4.700 hectares e se situa às margens da BR-101, a 20 km de Eunápolis, onde fica a fábrica da empresa.

Correio Braziliense

Gilmar Mendes vê “guerrilha de ONGs”

Mato-grossense formado pela Universidade de Brasília, Gilmar Mendes encerra um dos períodos mais polêmicos de sua história profissional. Deixa amanhã a presidência do Supremo Tribunal Federal, passando a função ao ministro Cezar Peluso. Foram dois anos de embates, discursos afiados e realizações. Alvo de críticas por falar fora dos autos, a gestão de Mendes de uma coisa não pode ser acusada: a de se esquivar de julgamentos controversos. Mendes colocou na pauta assuntos que levaram a mais alta esfera do Judiciário a uma exposição inédita na sociedade, como a fidelidade partidária e pesquisas com células-tronco. Não nega que um dos momentos mais difíceis da gestão foi o habeas corpus do empresário Daniel Dantas, em meio à Operação Satiagraha. Mendes concedeu a liberdade ao banqueiro, contrariando as atuações da Policia Federal, do Ministério Público e do juiz Fausto de Sanctis.

Protesto na nova sede da Câmara

Em meio às comemorações dos 50 anos de Brasília, cerca de 40 integrantes do movimento Fora Arruda ocuparam, por volta das 19h, parte da sede nova da Câmara Legislativa, no Setor de Indústrias Gráficas, que ainda não foi inaugurada pelos deputados distritais. Eles entraram pelas janelas que estavam abertas no subsolo do prédio, que custou cerca de R$ 120 milhões aos cofres públicos, e se acomodaram numa das amplas salas da sobreloja. A Polícia Militar foi chamada, mas, até o fechamento desta edição, às 23h, os manifestantes não tinham desocupado o edifício.

Exército de prefeitos

A ordem na campanha de Dilma Rousseff (PT) é atrair o maior número de prefeitos dos partidos aliados e transformá-los em cabos eleitorais. A estratégia é explorar um potencial de 3.904 administradores municipais que serão orientados a mostrar à população que as principais realizações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tiveram o dedo da pré-candidata petista. Além disso, o discurso pré-determinado prevê repassar ao eleitor a tese de que, vitorioso, o pré-candidato do PSDB, José Serra, acabará com as benfeitorias proporcionadas pelo dinheiro extra do Bolsa Família, a ligação elétrica do Luz para Todos e as obras de saneamento básico previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Lula reabre a discussão

A defesa da reeleição pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicada ontem com exclusividade em entrevista ao Correio, reacendeu a discussão sobre o tempo ideal do mandato presidencial e o questionamento sobre a guinada no pensamento do petista, um dois maiores críticos da emenda que permitiu mais quatro anos a Fernando Henrique Cardoso à frente da Presidência. Aliados e integrantes da oposição interpretaram a declaração de Lula como uma resposta à sugestão do pré-candidato tucano à Presidência, José Serra, que, ao lado de Aécio Neves (PSDB-MG), pregou reforma eleitoral para criar o mandato único de cinco anos.

Tucano segue na frente

Pesquisa Ibope divulgada ontem mostra o pré-candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) com 36% das intenções de voto e Dilma Rousseff, do PT, com 29%. O tucano está sete pontos percentuais à frente da ex-ministra da Casa Civil. No último levantamento, a diferença era de apenas cinco pontos. O estudo, encomendado pela Associação Comercial de São Paulo, revela ainda o pré-candidato do PSB, o deputado federal Ciro Gomes (CE) com 8% e a senadora Marina Silva, do PV-AC, com o mesmo percentual. As entrevistas foram feitas entre 13 e 18 de abril. Em um possível segundo turno, Serra venceria com 46% dos votos. Nesse cenário, Dilma Rousseff teria 37%.

Foco no Nordeste

A pré-campanha de José Serra (PSDB) à Presidência da República centrará fogo nos palanques de dois estados do Nordeste até o fim da semana. O planejamento riscado pelos tucanos é de reforçar a candidatura da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) ao governo do Rio Grande do Norte, além das articulações para a composição de uma aliança com o PMDB em Pernambuco. Nesse estado, Serra deseja subir no palanque do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB). Ex-governador entre 1999 e 2006, Jarbas analisa a possibilidade de disputar o governo local contra o atual governador, Eduardo Campos (PSB) candidato da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão será anunciada na semana que vem.

Fonte: Congressoemfoco

quarta-feira, abril 21, 2010

LADRÕES ROUBAM GADO DO PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA


Na maior cara de pau, assaltantes encostaram as carretas boiadeiras e levaram 50 bois

Na madrugada última sexta-feira (16), ladrões roubaram cinquenta bois na fazenda Aboboreira, na cidade Jeremoabo, no nordeste baiano. A fazenda e os bois pertencem ao deputado Marcelo Nilo (PDT), presidente da Assembleia Legislativa. Na ação, a quadrilha simplesmente encostou os caminhões na propriedade do deputado e levou os bois. A Polícia Civil investiga o caso, mas ainda não tem pista dos assaltantes.

Fonte: Sudoeste Hoje


Comentários do Blog


Onde foi que nós moradores de Jeremoabo erramos?

Ou terrinha amaldiçoada! Passa o tempo todo sem aparecer na imprensa, e quando aparece é falando em prefeito corrupto, notas frias da prefeitura, calendário escolar que não irá ser cumprido, moradores da zona rural ingerindo água com fezes, impunidade, ladrões de gado...

"Sabe quem eu sou? Sou desembargadora!", diz mulher que deu carteirada em blitz

da Reportagem Local

Uma desembargadora do Tribunal de Justiça de Santa Catarina bateu boca com policiais para tentar evitar a apreensão de um veículo conduzido pelo filho. O caso ocorreu durante uma blitz na quinta-feira (15), em Florianópolis. Um dos policiais registrou a discussão em vídeo com um celular.

O senhor sabe quem eu sou?", questiona a desembargadora para um dos PMs. "Não sabe? Sou desembargadora do Tribunal de Justiça", exclama. Leia mais sobre o caso aqui.

Fonte: Folha Online

Blog do Nassif desmonta pesquisa fraudulenta do Instituto da Folha

Definitivamente, o Instituto Datafolha e a própria Folha de S. Paulo estão no caminho da lama. Hoje, 20 de abril, o jornalista Luiz Nassif, em sua coluna econômica, publicada no Blog do Nassif, com forte argumentos, faz uma análise criteriosa da metodologia do Datafolha usada na pesquisa que deu 10 pontos de vantagem para Serra contra Dilma.

A pesquisa Datafolha contraria a tendência revelada por todas as demais sondagens anteriores, inclusive do próprio Datafolha vinte dias antes, já que mostrava uma redução gradativa da diferença entre Serra e Dilma. Como se sabe,a suposta vantagem foi desmentida logo em seguida pelas sondagens dos institutos Vox Populi e Sensus, o primeiro indicando empate técnico e o segundo um empate de fato.

Nassif concluiu que a candidatura de Dilma decolou e a de Serra empacou.

A saída do Datafolha e da Folha de S. Paulo foi jogar merda no ventilador. O PSDB pediu auditoria no Sensus. Foi mal. O representante do PSDB deixou assinatura atestando que tudo estava em ordem. Depois mudou a conversa e saiu falando que havia incorreções. Não dá para não duvidar da seriedade dessa gente.

Ora, tudo indica que realmente houve manipulação.

LEIA O QUE DIZ NASSIF:

A guerra dos institutos de pesquisa
Coluna Econômica
20/04/2010

Nos últimos dias, o mundo dos institutos de pesquisa foi sacudido por uma notável polêmica envolvendo o Datafolha – o instituto de pesquisas da Folha de São Paulo.
Na véspera do lançamento da candidatura de José Serra à presidência, o Datafolha soltou uma pesquisa não planejada dando 10 pontos de vantagem em relação a Dilma Rousseff.

A pesquisa contrariava a tendência até então levantada por outros institutos – inclusive a pesquisa do próprio Datafolha de vinte dias antes – que mostravam uma redução gradativa da diferença entre Dilma e Serra.

***

Logo depois, dois institutos respeitados – o Vox Populi e o Sensus – divulgaram seus levantamentos. No primeiro caso, do Vox, deu empate técnico – isto é, levando em conta a margem de erro – entre os dois candidatos; na do Sensus, empate efetivo.

O jornal reagiu com matérias insinuando manipulação da pesquisa por ambos. As matérias levaram o PSDB a pedir uma auditoria no Sensus – que concluiu, ontem à tarde, pela inexistência de fraude.

***

Em geral, os institutos recorrem à metodologia auto-ponderada de pesquisas. Significa que pegam os dados do IBGE sobre população, sexo, instrução, idade e montam uma amostragem reproduzindo essas condições. Ou seja, definem as regiões, os municípios e as casas que reflitam a proporção populacional do censo do IBGE.

Dos institutos, o Datafolha é o único que se vale de outra metodologia, a ponderada. Seus pesquisadores saem a campo, em geral nas cidades – deixando a zona rural de lado – e pesquisam os transeuntes em plena rua. Deixam de lado os que ficam em casa.
Com isso, a amostragem acaba saindo diferente do IBGE.

Por exemplo, na pesquisa de março, o Datafolha deu 45,4% de peso para eleitores com ensino fundamental, 40,9% para ensino médio 13,7% para ensino superior. Pelo censo do IBGE, o fundamental tem 55,2%, o médio 31,6% e o superior 13,2%.

Nesse caso específico, não chegou a alterar seu levantamento porque tanto Serra quanto Dilma tiveram votação similar entre os eleitores das duas faixas – Serra com 37%, Dilma com 27%.

***

Mesmo assim, a análise dos resultados da pesquisa lança dúvidas acerca da sua metodologia.

Por exemplo, há consenso de que Lula será o grande eleitor de Dilma – transferindo votos para ela, por conta de sua popularidade. Por enquanto, Dilma é menos conhecida do eleitorado que Serra. No questionário do Datafolha, não informam o pesquisado sobre o partido de Dilma. Além disso, a pesquisa não contempla a zona rural, que responde por 15% dos votos – e onde estima-se que Lula tenha maior aprovação que nas zonas urbanas.

Mesmo assim, observa-se um movimento inexplicável – possivelmente fruto de falhas metodológicas. Enquanto a aprovação de Lula cai nas faixas de maior escolaridade, a de Dilma sobe.

Pela pesquisa, Lula obteve aprovação de 38% dos eleitores com ensino fundamental, 43%com ensino médio e apenas 18% com ensino superior. Já Dilma obteve respectivamente 26%, 27% e 33%.

As próximas pesquisas ajudarão a decifrar o enigma sobre qual instituto falhou nas suas projeções.
# posted by Oldack Miranda/Bahia de Fato

Lula critica o complexo de viralata da política externa de FHC

O presidente Lula criticou a política externa do governo Fernando Henrique Cardoso. Depois de dizer que o Brasil foi induzido por muitos anos a ter “complexo de viralata’’, ele voltou a comentar episódio protagonizado pelo ex-chanceler Celso Lafer, que teve que tirar o sapato ao chegar nos Estados Unidos, em 2002. A platéia deu gargalhadas. Diplomatas que se humilham em aeroportos podem criticar alguém?

Sem citar o ministro das Relações Exteriores de FHC, Lula afirmou: “Quando inventaram a história de tirar o sapato eu disse para o Celso (Amorim): “ministro meu que tirar o sapato deixará de ser ministro. Se tiver que tirar o sapato, volte para o Brasil, porque não exigimos que ninguém tire o sapato aqui”.

Em 2003, Lula havia feito crítica a Lafer. Para lembrar o caso, em viagem diplomática aos Estados Unidos, em 31 de janeiro de 2002, Lafer foi obrigado a ficar descalço em três revistas feitas por seguranças dos aeroportos de Miami, Washington e Nova York.

Lula também disse que seu governo aumentou expressivamente a participação em fóruns mundiais e que passou a ter suas posições ouvidas e respeitadas.

– Eu disse para o Celso [Amorim], você precisa tomar cuidado porque Brasil começou a ficar importante. Quando o país fica importante gera ciúmes e começa a ganhar inimigos, afirmou o presidente.

E completou: “A gente quando olhar o mapa vai perceber que o Norte não é tão grande como eles pensam que seja e o Sul não é tão pequeno como eles pensam. Temos que olhar o mundo mais igual para que a gente comece a se entender e ser respeitado”.

Com o complexo de vira-latas da era FHC isso seria impossível.
# posted by Oldack Miranda/Bahia de Fato

Fotos do dia

Aos 20 anos, Fernanda Morelli é uma das gatas do site The Girl A gata estuda teatro e seu sonho é a carreira de comunicação Fernanda está a caminho da formação em rádio e TV Ela diz que malha 'só quando tem vontade'
Atentado contra policiais em posto de gasolina em Cotia Com brasileiros na marcação, Inter para o Barça de Messi Com esterco, Greenpeace protesta contra licitação da usina de Belo  Monte

Leia Notícias do seu time

Cotia

Em destaque

Tarcísio se curva a Bolsonaro e afirma: “Meu interesse é ficar em São Paulo”

Publicado em 29 de janeiro de 2026 por Tribuna da Internet Facebook Twitter WhatsApp Email Tarcísio atende a Jair Bolsonaro e vai disputar s...

Mais visitadas