Publicado em 20 de agosto de 2026 por Tribuna da Internet

Investigação foi aberta por determinação de Kassio Nunes
Jussara Soares
CNN
A PF (Polícia Federal) instaurou na última terça-feira (18) um inquérito para apurar a fraude na filiação do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL (Partido Liberal) à Presidência, ao Partido Missão.
A investigação foi aberta por determinação do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques. Na quinta-feira (13), Flávio foi impedido de registrar sua candidatura após a campanha verificar que ele constava como filiado ao Missão, legenda que tem Renan Santos como candidato ao Planalto.
EXCLUSÃO DO VÍNCULO – Após a identificação da filiação irregular, Nunes Marques atendeu integralmente ao pedido da defesa de Flávio e determinou o restabelecimento da filiação do senador ao PL e a exclusão do vínculo com o Partido Missão. A decisão também liberou o sistema Candex para o registro da candidatura.
Agora, a PF vai investigar como ocorreu a fraude e busca identificar o responsável. De acordo com nota do TSE, a filiação de Flávio ao Missão foi feita por alguém que tinha acesso às credenciais da legenda.
“O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações”, explicou a Corte Eleitoral no dia em que a filiação veio a público.
“VÍTIMA” – Em nota, o Partido Missão afirmou ter sido vítima de uma “tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro (PL)”. A sigla alegou que tentou cancelar a filiação e que enviou e-mails ao gabinete de Flávio desde o dia 2 de agosto, mas não obteve resposta.
A legenda chegou a elaborar um relatório com os detalhes da fraude. De acordo com o partido, a filiação irregular usou o e-mail oficial do senador, registrou o endereço do parlamentar como “Rua dos Bandidos, bairro dos Milicianos” e informou um CPF falso com a sequência “1234”.
Em transmissão nas redes sociais, Flávio afirmou que os e-mails enviados pelo Missão foram direcionados para a caixa de spam e, por isso, não haviam sido localizados. Segundo a campanha do candidato do PL, também houve uma tentativa de filiá-lo ao PT. O caso foi encaminhado ao TSE.