Publicado em 20 de agosto de 2026 por Tribuna da Internet
Malafaia questiona denúncia por injúria
Bela Megale
O Globo
Silas Malafaia reagiu à formalização da ação penal contra ele por injúria ao Alto Comando do Exército. O pastor alega que a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que ele cometeu o crime contra o comandante do Exército, Tomás Paiva. Malafaia argumenta, no entanto, que não fez citações nominais ao criticar os generais em um ato na Avenida Paulista.
— O procurador me denuncia ao Supremo Tribunal Federal (STF), dizendo que eu cometi crime de injúria e calúnia contra o comandante do Exército, Tomás Paiva. Mas eu não cito o nome dele, falo de maneira genérica. É a mesma coisa que alguém dizer “bando de pastores frouxos”. Gonet induz o STF ao erro — disse Malafaia.
OFENSA – O Ministério Público Federal atribuiu ao pastor “evidente propósito de constranger e ofender publicamente os oficiais-generais do Exército, entre eles o Comandante do Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva”.
Em uma manifestação em São Paulo, em abril do ano passado, o pastor questionou a atuação dos militares diante da prisão de Walter Braga Netto, que na época era investigado por tentativa de golpe e segue preso até hoje.
“CAMBADA DE FROUXOS” – Malafaia disse que os generais de quatro estrelas seriam uma “cambada de frouxos” e “covardes”, além de classificá-los como “omissos”. O pastor ainda criticou o fato de Gonet ter direcionado seu processo para o ministro Alexandre de Moraes, que será o relator do caso.
— Eu não tenho foro privilegiado, mas o Gonet mandou o inquérito para Alexandre de Moraes sob o argumento de que tem conexão com os inquéritos das fake news e milícias digitais. Isso é uma fala minha de liberdade de expressão e tenho direito a responder no juízo de primeiro grau e não no STF — disse Malafaia.