domingo, dezembro 11, 2022

Lula propõe paz e conciliação, e Bolsonaro, na sombra, apoia atos contra a democracia


Bolsonaro voltou a incentivar os apelos contra a democracia

Pedro do Coutto

Ao anunciar, na sexta-feira, um grupo de ministros de seu governo, o presidente eleito, Lula da Silva, defendeu a paz e a conciliação no país, inclusive nas áreas militares. As reportagens foram publicadas com destaque pela Folha de S. Paulo, O Globo e o Estado de S. Paulo.

Lula destacou que as Forças Armadas têm um papel importante e constitucional. Elas têm que cuidar da soberania nacional e defender o povo brasileiro de possíveis ataques de inimigos externos. Não foram feitas para fazer política. Não foram feitas para ter candidatos. As pessoas ativas das Forças Armadas possuem a missão nobre de cuidar da segurança dos 215 milhões de brasileiros e brasileiras, e defender a nossa soberania.

CONCILIAÇÃO  – O ministro José Múcio Monteiro, escolhido para a Defesa, destacou o papel conciliador e pacificador do governo que assumirá em janeiro de 2023. Anunciou os novos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica: general Julio Cesar de Arruda, almirante Marcos Sampaio Wolfen e o brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno. A reportagem de O Globo é de Jeniffer Gularte, Bruno Abbud, Sergio Rôxo e Jussara Soares. Na Folha de S. Paulo, saiu sem assinatura, e no Estado de S. Paulo, é de Felipe Frazão, Wesley Galzo e  André Borges.

Enquanto isso, o presidente Jair Bolsonaro, em pronunciamento para um grupo de apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, fez um improviso marcado por sombras, de acordo com reportagem de Jussara Soares e Daniel Gullino, O Globo de ontem, referindo-se aos que se concentram na porta de quartéis para pedir um golpe contra a Constituição e o resultado das urnas, dizendo que são “cidadãos de verdade esses manifestantes que estão agindo de acordo com as leis”. Ele acrescentou que “está na hora de pararem de serem tratados como outra coisa”.

Com essas palavras, Bolsonaro, no fundo da questão, incentivou os apelos contra a democracia e o resultado das urnas de outubro. Esta razão, possivelmente, foi que levou ao anúncio dos novos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, uma vez que circularam notícias de que os atuais ocupantes dos cargos pediriam demissão antes da posse no novo presidente da República. Lula, através de José Múcio, na realidade dirigiu uma mensagem de pacificação a esses grupos, aos militares e também à Polícia Federal. Não citou a Polícia Rodoviária Federal.

PRIORIDADES –  Na Folha de S. Paulo, a reportagem é de Alexa Salomão e Fábio Puppo. No O Globo, de Manuel Ventura e Thiago Bronzatto. Escolhido pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, para comandar o Ministério da Fazenda no novo governo, Fernando Haddad definiu que os seus principais objetivos assim que tomar posse serão o arcabouço fiscal e a reforma fiscal, duas prioridades de curto prazo.

O pronunciamento agradou o empresariado e incluiu a reforma tributária como as suas duas prioridades. Realçou a importância do equilíbrio entre as receitas públicas e as despesas. Aliás, esse ponto importante da questão foi muito bem colocado pela jornalista Eliane Cantanhêde na GloboNews, programa Raio-X da Política, na quinta-feira. De fato, não tem sentido, como o atual governo colocou em prática, a preocupação com o corte das despesas e preocupação alguma com o desempenho das receitas.  São duas linhas paralelas que devem se equilibrar entre si. Não adianta cortar despesas como o atual governo fez, atingindo a Educação, a Saúde e outros setores fundamentais para a vida da sociedade.

TITE –  O treinador Tite, como havia se comprometido de deixar a seleção brasileira, seja qual fosse o resultado da Copa, cumpriu o seu compromisso. Ao longo da noite de sexta-feira, os comentaristas assinalaram os seus erros na partida contra a Croácia.

Entre eles, a substituição de Vinicius Junior,  a falta de arrumação da defesa quando o time vencia por 1 a 0 e faltavam cinco minutos para o fim da partida, a escala para a cobrança dos pênaltis colocando os menos experientes, antecedendo a cobrança pelos jogadores mais experientes. A seleção fracassou e com ela o treinador da equipe.

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