terça-feira, fevereiro 08, 2022

Defesa de Moro acusa procurador do TCU de atuar “à margem’ do MP” e pede arquivamento

Publicado em 8 de fevereiro de 2022 por Tribuna da Internet

AMPCON - Associação Nacional do Ministério Público de Contas - Lucas Furtado  lança livro que discute raízes da corrupção no Brasil

Furtado tenta desesperadamente manchar a honradez de Moro

Julia Duailibi
G1 Brasília

A defesa do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro, em manifestação enviada ao Tribunal de Contas da União (TCU) no domingo (6), criticou o subprocurador-geral junto à corte Lucas Furtado, dizendo que ele atua “à margem” do Ministério Público, e pediu o arquivamento do pedido de investigação.

A legalidade de um contrato de Moro com o escritório norte-americano de consultoria Alvarez & Marsal, para o qual ele prestou serviços, é alvo de um pedido de apuração no TCU.

RECUPERAÇÃO JUDICIAL – O escritório Alvarez & Marsal é responsável pela administração judicial de empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato, em que Moro atuou como juiz. A relação de Moro com a empresa entrou na mira da corte por suposto conflito de interesses.

No fim de janeiro, Furtado pediu ao ministro Bruno Dantas, relator do processo no tribunal, que determinasse, cautelarmente, a indisponibilidade de bens de Moro. A defesa do ex-juiz nega que tenha havido sonegação ou irregularidade e argumenta que não cabe ao TCU se debruçar sobre contratos privados.

“Em que pese a manifesta incompetência desta Corte de Contas para atuar nas situações descritas, bem como da indissociável inocorrência de fatos ilícitos, o último requerimento do Subprocurador-Geral Lucas Furtado, atuando à margem do próprio Ministério Público de Contas, deve ser integralmente indeferido, arquivando-se o feito no âmbito desta Corte”, escreve a defesa na manifestação.

CONSTRANGIMENTO – A defesa diz ainda que “já vêm de alguns meses as tentativas de constrangimento públicas patrocinadas pelo Exmo. Subprocurador-Geral Lucas Furtado”. E acrescenta que, “de sua representação inicial aos despachos e pedidos complementares formulados, as mais inadequadas sugestões de ilicitude já foram criadas”.

O subprocurador tinha solicitado o arquivamento da apuração aberta no tribunal, a pedido dele próprio. O requerimento de indisponibilidade de bens foi feito após Furtado ter analisado “fatos novos” que, segundo ele, reafirmam a necessidade de apuração da legalidade.

Moro é pré-candidato a presidente da República pelo partido Podemos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Esta matéria necessita de tradução simultânea. O fato concreto  jamais mencionado pelo exótico subprocurador e pelos jornalistas que cobrem o TCU  é que a consultoria internacional Alvarez & Marsal tem especialização em recuperar grandes empresas que se encontrem sob ameaça de falência, como é o caso da Odebrecht, da OAS, da Queiroz Galvão e de outras empreiteiras envolvidas em corrupção, assim como empresas de todos os tipos, como o banco BVA, o Grupo Agroserra e o estaleiro Enseada. Quem contrata a Alvarez & Marsal é o juiz da respectiva Vara Empresarial à qual as empresas recorrem para evitar a falência. No contrato de Moro, havia uma cláusula impedindo que atuasse em causas que atingissem empresas condenadas pela Lava Jato. Ou seja, o subprocurador Furtado tenta desesperadamente macular a honradez e a integridade de Sérgio Moro, para evitar que ele seja eleito presidente da República. Com toda certeza, não conseguirá destruir a imagem do ex-juiz e se arrisca a ter de indenizá-lo por flagrante e inquestionável abuso de autoridade. São coisa da política, como diz Pedro do Coutto(C.N.)

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