Da Redação
O juiz eleitoral do município de Exu, no Sertão do Estado, Hauler dos Santos Fonseca, cassou o mandato do prefeito Welison Jean Moreira Saraiva (PR), mais conhecido como Léo Saraiva, e determinou que o presidente da Câmara de Vereadores, Nelson Peixoto (PSB), assuma o comando do Executivo interinamente. O magistrado determinou a cassação na última segunda-feira e, ontem, ligou para o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Jovaldo Nunes, alegando que sua integridade física estava em risco devido à repercussão da sentença na cidade entre os aliados de Léo Saraiva. Ao JC, Jovaldo afirmou que sua assessoria já tomou as providências junto à Polícia Federal e à Secretaria de Defesa Social (SDS) para garantir a segurança do magistrado.
Léo Saraiva já havia sido cassado em primeira instância sob acusação de improbidade administrativa. No TRE, o desembargador João Campos determinou que a decisão fosse anulada e remeteu o processo ao juiz eleitoral para que verificasse se as duas irregularidades poderiam ou não ser sanadas. Hauler Fonseca julgou que não. Ex-vereador de Exu, Léo Saraiva foi cassado por conceder gratificações - em 1998, quando presidente da Câmara - a pessoas que não poderiam recebê-la e por não ter recolhido o Imposto de Renda de alguns servidores. Mas ainda cabe recurso.
Ontem, o presidente da Câmara foi empossado pela Câmara e teve seu primeiro dia como prefeito. "Foi um dia muito tumultuado. Amanhã (hoje) vou ver como está a situação na prefeitura", disse Nelson Peixoto, ainda meio desnorteado, sem saber sequer se a folha salarial está em dia.
Na eleição do ano passado, Léo Saraiva obteve 10.120 votos - 513 a mais do que o segundo colocado, o ex-prefeito Jailson Bento (PSB). Em comemoração à cassação, aliados de Bento soltaram fogos no município na última segunda. Dos nove vereadores, o grupo do ex-prefeito elegeu cinco e conseguiu conquistar a presidência da Casa. Agora, o PSB volta interinamente ao controle da prefeitura.
Inicialmente, Léo Saraiva não seria o candidato a prefeito. O nome era Antônio Zilclécio Saraiva. Ele não tinha o registro oficializado no TRE, mas continuou a campanha tentando obter a autorização no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sem êxito, foi obrigado a desistir. Léo era o vice e assumiu a cabeça da chapa, com Francisco Pinto (PR) na vice.
Fonte: Jornal do Commercio (PE)
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